Arquivo do mês: maio 2008

Academia de Letras de Maringá (Convocação)

OLGA AGULHON, presidente da Academia de Letras de Maringá, no uso de suas atribuições, CONVOCA os membros da Academia para a reunião ordinária a ser realizada no dia 1º (primeiro) de junho do ano em curso, às 20 horas, no Bristol Metrópole Hotel.

Em pauta:

01 – Relato das últimas atividades da ALM.

02 – Relação dos candidatos às cadeiras vagas.

03 – Distribuição dos convites para a palestra de Laurentino Gomes.

04 – Palestra / apresentação do escritor José Feldman.

05 – Outros assuntos.

06 – Momento literário.

07 – Sociais.

Olga Agulhon
presidente

Fonte:
E-mail enviado por acadêmico da ALM

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Paulo V. Pinheiro (Um sempre na noite clara)

Como sempre, numa noite de fazer tremer, como se as outras não fizessem, as pessoas se unem e tramam o dia de amanhã.

Seja em oficinas, nas ruas, nos colégios, nos nos… como eu diria… nos lugares onde a gente anda… trama… pensa ou projeta a vida…, como se nesta ânsia a gente pudesse fazer que os sonhos se transformassem em vida.

A pessoa tem medo do amanhã. Como tem medo da morte e da escuridão. Tem medo mais ainda do desconhecido, da demência, do mal que não vê e que circunda a cada inalação ou baforada de um cigarro que não fuma, mas que sente a sua presença. Os crepitares do silêncio e a aurora que teima em adiar os seus raios, rasos, flácidos e… a gente se agarra a uma sobra do agora como os bêbados se agarram aos seus copos e garrafas ou coisas assim.

Fascinações de uma página, não mais. Um fascínio tal que dá angústia quando se sabe que quem escreve quer o contrário. O acordar do real pesadelo. O pesadelo de se ver a si, como se isso sempre tivesse de ser ruim. Como se isso tivesse de não ser bom.

O agora fascina e faz tremer. É onde a gente se olha de frente vê o verdadeiro tamanho que conquistou até o segundo anterior. Tal soma pode ser do maravilhoso ao esfarrapado e a maioria procura na embriaguês a celebração deste encontro. Peço perdão aos sóbrios a generalização.

O ordinário é buscar a luz como buscam as mariposas antes de morrerem. Ficam embriagadas nas luzes que não são delas e queimam suas patas e asas e quando algumas escolhem uma fogueira é um crepitar da valentia estúpida. Ébrios e heróis andam de braços dados…

Fontes:
http://paulovinheiro.blogspot.com
http://aghatadafne.loveblog.com.br (imagem)

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Paulo V. Pinheiro (A Volta que Virá)

Hoje, rebuscando papéis, jornais e afins, um pouco da minha história e de meus lixos, encontrei lembranças que nada me diziam e outras que até muito.
Remexendo nos meus emails e apagando algumas atenções revi amigos de hoje e de ontem, mas nada traduz sentidos como meus papéis.

Interessante essa teoria da memória tátil. Como podem ficar sabores de há tantos anos, odores de “não me engano”, cores que não desbotam?

Neste meu mundinho que afago, com a ponta de meus dedos, vejo as fotografias e as lembranças de dias que não têm fim.

Reflito: independente da razão comprometida, no que será das gentes que vêem o mundo sem sabores, nem as cores, nem odores, nem os papéis que tanto pesam.

Acho que alguns que têm substituído as páginas por imagens plasmadas em telas e eletrônica, por completo, sem chance para certas sensibilidades, podem sofrer e fazer sofrer em seus mundos, tanto interno quanto externo, de um tipo de resfriamento estranho e esquizofrênico.

Tenho, com atenção, analisado o mundo que me circunda. Meu estranhamento se dá não com o que vejo e sim de certas ausências. Nós humanos (ou quase), não nos espantamos mais, isto é, fomos convencidos a esterilizar os sentimentos superiores.

Verdadeiras obras de arte no mundo, em desvão, amontoadas em um canto, fechado, úmido e sombrio. Onde estão os nossos viniles (lps), os nossos Bergman’s, em preto-e-branco, e lindas outras coisas que se desusa… uma a uma. Saudosismo? Não, mas a busca de um lugar no lugar comum.

Volto aos meus papéis que teimam em não desvanecer.

Fecho minha gaveta.

Até breve.

Fonte:
http://paulovinheiro.blogspot.com
http://papagaio.wordpress.com (imagem)

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Rápidas

SECRETARIA DE CULTURA REALIZA ENCONTRO DE ESCRITORES E POETAS DE VOTORANTIM E REGIÃO. A proposta é conhecer e divulgar os trabalhos de poetas da cidade e da região.
Nesta próxima sexta-feira (30) de maio, às 20h00 será realizado a sexta edição do Sarau Literário, o evento tem como proposta reunir escritores, poetas e pessoas que se interessam pelo gênero literário. Realizado pela Secretaria de Cultura em parceria com a Sociedade dos Poetas Vivos o projeto promete trazer novidades ao público.
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REUNIÃO DA ORDEM NACIONAL DOS ESCRITORES E DO PORTUGALCLUB
Cumprindo o calendário pré estabelecido, efectuou-se no dia 11 do corrente em São Paulo -das 18H00 às 21H30 – a anunciada reunião conjunta da Ordem Nacional dos Escritores e do Portugalclub, com representantes do Parlamento Mundial Para Segurança e Paz, dos Elosclub, e do Ministro da Cultura, cujo membro de seu gabinete, Dr. Paulo Oliver, encerrou de forma brilhante a reunião, quando já passava das 23H00.
http://www.mundolusiada.com.br/COMUNIDADE/comu06_mai021.htm
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7º COLÓQUIO ANUAL DA LUSOFONIA E II PRÉMIO LITERÁRIO DA LUSOFONIA
Participe, Comente e divulgue também o 7º Colóquio Anual da Lusofonia em Bragança (Portugal) de 1 a 4 de outubro. O tema deste ano é “Língua Portuguesa e Crioulos: um enriquecimento biunívoco
chrys gmail dr informa :
Pela presente vimos solicitar a todos os especialistas no tema que apresentem trabalhos no 7º Colóquio Anual da Lusofonia em Bragança (Portugal) de 1 a 4 de outubro. O tema deste ano é
“Língua Portuguesa e Crioulos: um enriquecimento biunívoco
http://lusofonia2008.com.sapo.pt/
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PALESTRA SOBRE O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA
A Universidade do Livro, vinculada à Fundação Editora da Unesp, promove no dia 13 de junho (sexta-feira), das 10h às 12h, palestra sobre O Novo acordo ortográfico da língua portuguesa. Aprovado pelo parlamento português no dia 16 de maio, o acordo visa unificar a ortografia do idioma lusófono. No Brasil, as mudanças nos livros didáticos serão feitas até 2010
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‘PEQUENOS’ DO COLÉGIO ELVIRA BRANDÃO (SÃO PAULO) ESCREVEM ‘AUTOBIOGRAFIA’

Atividade é incentivada com a leitura da biografia de grandes nomes da cena brasileira como Chico Mendes, Machado de Assis, Monteiro Lobato e Portinari.

O objetivo é incentivar o amor às letras, aos livros e às artes e, não necessariamente, descobrir talentos literários precoces – embora isso, é claro, não esteja fora de questão.

Os pequenos alunos do Colégio Elvira Brandão, da Zona Sul da capital, com idades entre 6 e 7 anos, em processo de alfabetização, trabalham firme de agora até o final do ano movidos pelo desafio de redigir uma obra no mínimo incomum nessa faixa etária: sua autobiografia.

Isso mesmo, os jovens estudantes, que nem bem foram alfabetizados, receberam a missão de preparar uma autobiografia para presentear os pais na ‘formatura’ do final de ano, com a ‘obra’ encadernada e produzida.

A iniciativa da escola, senão inédita pouco comum nos colégios paulistanos, foi pensada ‘para promover o amor aos livros, às artes e outras coisas boas do Brasil, além de estimular progressos no processo de alfabetização’, segundo Camila Rocha, diretora pedagógica do Elvira Brandão. ‘Só mesmo assistindo a uma aula para ver como os resultados superam as nossas expectativas’.

Antes de partir para os textos sobre suas vidas, os pequenos alunos estudam em casa e sala de aula textos contendo as biografias de alguns dos maiores nomes da cena brasileira, como Cândido Portinari, Chico Mendes, Machado de Assis, Monteiro Lobato, Paulo Freire e outros.

De acordo com Camila, o projeto pedagógico é complementar ao processo de alfabetização adotado no colégio e parte do princípio de que os alunos se dedicam mais ao aprendizado se a este, sobretudo nos primeiros anos escolares, a escola ‘encurtar o caminho para o conhecimento e a informação de qualidade’. Em torno de 40 crianças participam do projeto atualmente.

O Colégio Elvira Brandão Fundado há mais de cem anos, o Colégio Elvira Brandão fica no bairro Chácara Santo Antonio, Zona Sul de São Paulo. Atua em todos os níveis de ensino, conta com quase 100 professores e aproximadamente de 600 alunos. De suas salas de aula saíram nomes de peso dos segmentos artístico, empresarial, financeiro e esportivo.

Fonte:
Douglas Lara. Disponível em
http://www.sorocaba.com.br/acontece

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Vânia Maria Souza Ennes

Vânia Maria Souza Ennes, nasceu em Curitiba, Capital do Estado do Paraná, onde realizou seus estudos fundamentais no Colégio Sacré Coeur de Jésus e estudos médios na Escola Comercial Colegial de Educação Familiar. Cursou a faculdade de Administração de Empresas com habilitação em Comércio Exterior pela Fundação de Estudos Internacionais do Paraná. Realizou pós-graduação da língua francesa no Collège International de Cannes, Établissement D’Enseignement Supérieur Prive, na França. Efetivou Curso de Formação Política pelo PPB-Partido Progressista Brasileiro-Fundação Milton Campos. Efetuou Curso de Leitura Dinâmica e Memorização, Leitura Veloz, Técnica de Audiência e Método de Estudo, pela Exata Treinamentos S/C. Concluiu curso de Informática pela Interlux Informática e cursa, atualmente, o 4º ano do Curso de Direito, na Universidade Radial.

É filha do poeta-trovador, advogado, procurador do Estado do Paraná e ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira Hely Marés de Souza e da professora e trovadora Ariane Maria França de Souza. Neta do político e industrial Astolpho Macedo Souza e Marina Marés de Souza e do poeta, sonetista e trovador, advogado, industrial, fundador da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, seu 1º presidente por 14 anos consecutivos Heitor Stockler de França e Brasília Taborda Ribas de França, dos quais trouxe do berço o gosto pelo trabalho, pela poesia e pela arte.

Aos 9 anos teve sua primeira poesia “Divagando” publicada em jornal e aos 10 anos estreou na Rádio PRB2, em Curitiba, numa entrevista com o ilustre Jornalista carioca Ibraim Sued, durante sua passagem por Curitiba.

Amante da natureza foi escoteira, por quatro anos, na tropa feminina do Grupo Santos Dumont e chefe de sua patrulha.

Foi sócia proprietária por quase dez anos da rede de lojas Buscapé Calçados Infantis Ltda. estabelecidas nos bairros do Batel, Juvevê, Centro e Shopping Mueller. Por quase 20 anos dedicou-se à caprinocultura. Manteve um criatório de cabras da raça Saanen, às margens da represa do rio Passaúna, denominado Capril Passaúna, juntamente com a empresa Capríssima Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda., onde desenvolveu trabalhos com tecnologia e qualidade, a base de leite de cabra. É sócia com seu marido da Interportos Engenharia e Empreendimentos Ltda., empresa especializada na construção de obras de arte especiais, portos, saneamento e terminais de carga.

Foi presidente da Associação dos Caprinocultores do Paraná-CAPRIPAR, eleita por unanimidade por dois mandatos.

Foi representante dos médios animais da União Paranaense de Criadores-UPAC. Foi membro do Conselho Fiscal da Federação Paranaense de Criadores-FEPAC.

Foi conselheira da Confederação Nacional da Pecuária-CONAPEC, com sede em São Paulo.

Foi Coordenadora da Comissão de Agropecuária da Business Profissional Women-BPW de Curitiba.

Assinou a página social do jornal “Mulher sempre Mulher”, mensalmente, durante dois anos, órgão oficial da Associação das Mulheres de Negócios e Profissionais de Curitiba-BPW.

Assinou a coluna de Trovas na Revista Novos Rumos, órgão oficial da Associação dos Magistrados do Paraná, em publicação mensal, com tiragem de 2000 exemplares, durante dois anos.

Foi conselheira não governamental do Conselho Municipal da Condição Feminina, órgão da Prefeitura Municipal de Curitiba, na atuação do Prefeito Cássio Tanigushi.

Foi vice-presidente da Sociedade Eunice Weawer do Paraná-SEW mantenedora do Educandário Curitiba, na assistência dos filhos sadios de hansenianos.

Foi presidente da União Brasileira de Trovadores-UBT Seção de Curitiba, por três gestões consecutivas.

Foi nomeada delegada do Portal CEN – Cá Estamos Nós, para o Estado do Paraná, entidade literária com sede na cidade de Marinha Grande, Portugal.

É membro efetivo do Círculo de Estudos Bandeirantes, da Academia de Cultura de Curitiba-ACCUR, do Elos Clube de Curitiba, do Instituto Histórico e Geográfico de Palmeira como, também, da Academia Paranaense da Poesia, onde ocupa a cadeira patronímica número 8, cujo patrono é Emiliano Perneta.

É atual vice-presidente do Centro de Letras do Paraná, atual Conselheira do Conselho da Mulher Executiva da Associação Comercial do Paraná e presidente Estadual da UBT no Estado do Paraná.

Recebeu o prêmio de “Mulher Destaque na Agropecuária”, na Feira Internacional do Paraná, no Parque Castelo Branco, concedido pela Associação das Mulheres de Negócios e Profissionais de Curitiba-BPW.

Sua empresa Capríssima Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda. foi vencedora do “Top Comercial” prêmio concedido pela Associação Comercial do Paraná e T.V. Iguaçu canal 4, Grupo Paulo Pimentel, por ter apresentado idéias, experiências e resultados, que contribuíram para a valorização e crescimento do meio empresarial paranaense..

Recebeu “Certificado de Reconhecimento” pelo empreendedorismo e trabalho realizado pela BPW – Business Professional Women de Curitiba.

Foi agraciada com a Comenda “Dama Rouge” conferida pela Boca Rouge por relevantes serviços prestados à comunidade.

Recebeu do Centro de Letras do Paraná “Carta de Louvor” e agradecimentos, pela excelente contribuição durante as comemorações do Dia do Folclore.

Recebeu Troféu da União Brasileira de Trovadores Seção de Porto Alegre/RS, em Cerimônia Solene, na Assembléia Legislativa de Porto Alegre/RS.

Recebeu “Diploma de Mérito”, conferido pela Assembléia Legislativa de São Paulo/SP através do Elos Clube de Curitiba, em reconhecimento à sua dedicação e trabalho cívico-cultural permanente, realizado sob o signo do humanismo, na preservação da história e dos ideais da língua portuguesa.

Recebeu “Diploma Comemorativo” e como Presidente da União Brasileira de Trovadores, recebeu “Diploma de Louvor” do Movimento Pró–Paraná, em comemoração aos Sesquicentenários das Elevações da Comarca de Curitiba à Província do Paraná, da Cidade de Curitiba à Capital da Província do Paraná, no ano em que Curitiba foi consagrada internacionalmente como a Capital Americana da Cultura, pelo relevo especial que conferiu às comemorações daquelas magnas efemérides históricas, mediante a meticulosa e magistral programação dos XVIII Jogos Florais de Curitiba, aqui congregando a elite dos Trovadores Brasileiros.

A Câmara Municipal de Curitiba consignou na ata de seus trabalhos, o requerimento do Ver. Ângelo Batista “Voto de Louvor”, pelo destaque que deu a Curitiba, na área da cultura, diante do cenário poético no âmbito Nacional, pelo brilhante desempenho de seu 3º mandato frente a Presidência da UBT, com votos de congratulações e aplausos.

Agraciada com Diploma pela Câmara Municipal de Curitiba pelo brilhantismo de sua participação na Tribuna Livre em Seção Ordinária.

Homenageada pela União Brasileira de Trovadores de Niterói/RJ, onde recebeu nome de troféu para os cinco prêmios mais votados da categoria, cabendo-lhe a entrega dos mesmos, em cerimônia de gala.

No “Dia Internacional da Mulher” recebeu o “Prêmio Mulheres de Destaque” do Shopping Novo Batel em parceria com o conselho da Mulher Executiva da ACP e Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais-BPW.

Por consideração unânime recebeu da Legião Paranaense do Expedicionário e dos integrantes do 1º Grupo de Caça da FAB, na Itália, a Medalha “Tenente Max Woff Filho”, durante as comemorações da Tomada de Monte Castelo, pelos relevantes serviços prestados à entidade, em Solenidade Militar.

Em Sessão Solene comemorativa ao aniversário de Curitiba, na Câmara Municipal de Curitiba-Palácio Rio Branco, foi agraciada com o “Prêmio Cidade de Curitiba” por proposição de diversos vereadores, pelos importantes serviços prestados a cidade, em âmbito nacional.

Laureada pelo presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, deputado Hermas Brandão, na festividade aos 150 anos de emancipação política do Paraná, pilastra representativa da sociedade paranaense.
Em sessão solene na Câmara Municipal de Curitiba-Palácio Rio Branco, foi condecorada com a Medalha de Mérito Fernando Amaro por indicação da vereadora Nely Almeida do PSDB. Esta honraria deu-se através de projeto de Decreto Legislativo, como profissional de literatura por ter contribuído para a evolução das áreas de educação e cultura.
Recebeu Diploma em Homenagem Especial do Presidente Milton Nunes Loureiro, da UBT da Seção de Niterói/RJ.

Recebeu do Vereador Jair César “Diploma de Louvor” com votos de congratulações e aplausos pelo incentivo que dispensa na área da cultura.

Homenageada com “Diploma Especial” pelo alto desempenho, em todas as suas gestões, como Presidente da União Brasileira de Trovadores–Seção de Curitiba por Yaramara de Castro Araújo.

Diplomada pela UBT-Seção de Curitiba, em sinal de reconhecimento por seu destacado trabalho como Presidente da entidade, durante três gestões, como expressão de agradecimento pela dedicada contribuição ao engrandecimento da trova e da cultura curitibana e paranaense.

Diplomada no Encontro de Escritores Luso-Brasileiros do Portal CEN “Cá Estamos Nós” no Museu Histórico do Exército, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro/RJ.

Vencedora no concurso internacional de trovas Brasil-Portugal promovido pelo Elos Clube Internacional da Comunidade Lusíada, sob o tema “água” e pela UBT Seção de Curitiba/PR sob o tema “mulher”.

Participou de vários Congressos, Feiras, Encontros, Seminários e Simpósios Nacionais e Internacionais na América do Norte, Europa e Ásia.

Vânia, casada com Ceciliano José Ennes Neto, engenheiro civil e físico, é empresária de coragem, otimista e empreendedora, que consegue conciliar essa gama de obrigações profissionais e culturais com a administração do lar e a educação dos seus quatro filhos: Guilherme-engenheiro civil, Cassiano-engenheiro civil, Cecília–bio-química e farmacêutica e Caetano–acadêmico de direito e servindo o Exército Brasileiro.
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Fontes:
Portal CEN.
http://www.caestamosnos.org
http://www.cmc.pr.gov.br (foto)

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Entrevista com a presidente da União Brasileira de Trovadores / Paraná Vânia Maria Souza Ennes

Lairton: Qual o seu nome completo, onde nasceu e reside?

Vânia: Meu nome é Vânia Maria Souza Ennes e sou natural de Curitiba – Paraná, cidade onde resido.

Lairton: Sente-se feliz na cidade, onde vive? O que a leva a sentir-se assim?

Vânia: Sou feliz por ser curitibana e sinto muito orgulho por ter nascido aqui, terra dos meus antepassados, tanto do lado materno quanto paterno. Ambos bandeirantes, procedentes das 13 famílias que vieram de São Paulo para colonizar esta região, quando, em 1693, foi chamada de Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais e, anos mais tarde, foi denominada Curitiba.
Quando penso nisto, fico imaginando a coragem, a disposição, a abnegação e o talento construtivo desses pioneiros empreendedores.
Sinto-me muito bem aqui porque hoje, 313 anos após sua fundação, Curitiba é uma cidade onde, ainda, se respira o verde.
Posso dizer que vivemos numa cidade organizada e, devido à boa imagem que conquistou nacional e internacionalmente, foi reconhecida como “Capital Americana da Cultura/2003”.
Curitiba possui 26 parques e cerca de 81 milhões de metros quadrados de área verde preservada. São 55 metros quadrados de área verde por habitante, três vezes superior ao índice recomendado pela Organização Mundial de Saúde e, por isso, possui o título de “Capital Ecológica”.

Lairton: Qual a sua formação universitária, e que profissão desempenha?

Vânia: Sou formada em Administração de Empresas com habilitação em Comércio Exterior e, no momento, estou cursando o 3º ano do Curso de Direito. Desempenho minha profissão na área administrativa empresarial.

Lairton: Como foi a sua iniciação na poesia e na trova?

Vânia: Neta, sobrinha e filha de poetas, trouxe do berço o gosto pela poesia, literatura e pela arte. Aos 9 anos tive minha primeira poesia publicada em jornal, e, aos 10 anos, fui convidada para entrevistar, na Rádio PRB2, o ilustre Jornalista carioca Ibraim Sued, por ocasião da sua passagem por Curitiba.

Lairton: Sente-se suficientemente realizada?

Vânia: Sim, a vida me deu muito mais do que havia imaginado.

Lairton: Em sua opinião, por que a trova tem tanto destaque na história do povo luso-brasileiro?

Vânia: O destaque na história do povo luso-brasileiro é porque a “nossa” trova, de hoje, passou pela quadra portuguesa. E por ser uma composição curta, leve, agradável, tão ao gosto do povo, ela se difundiu entre nós, refletindo-se, por exemplo, nas quadras populares, nas cantigas de roda, nos folguedos e na arte repentista.
E assim, foram surgindo quadras bem elaboradas e tão apreciadas que ganharam espaço, elevando-se a uma categoria literária mais formal.
Embora pareça fácil, a boa trova requer muita arte e a verve de um verdadeiro poeta, combinando a perfeição da forma com a beleza do conteúdo em apenas 28 sílabas métricas.
Cabe ressaltar, aqui, que o termo “trovador” se reporta aos poetas portugueses da Idade Média, que ao som da lira recitavam nos palácios dos nobres. Suas criações poéticas eram as chamadas “cantigas”, e nada tinham de comum com o aspecto formal da nossa trova de hoje.
Rememorando, no Brasil, após a revolução nas Letras, com a Semana da Arte Moderna, em 1922, duas formas de poesia clássica resistiram e continuam intensamente cultivadas até hoje, Uma delas é a trova; a outra, o soneto.
Como sabemos, a trova é um poema curto, composto de uma única estrofe. Esta estrofe é uma quadra, isto é, formada de quatro versos paralelos. Cada verso contém sete pés, ou sete sílabas métricas. Pois bem! Para uma quadra ser considerada trova, dentro desse conceito atual, deve ser única, independente, sem título e – eis o mais importante – deve ter sentido completo.
Parece fácil, mas a boa trova deve ser bem elaborada, de forma perfeita e excelente conteúdo.

Lairton: Apesar da grandeza da trova e da sua popularidade, nota-se aqui um paradoxo: Porque, nas escolas, a trova ainda não é estudada na mesma proporção das outras formas literárias? O que fazer para resolver esta questão?

Vânia: Na minha visão, a trova não é estuda como deveria, por falta única e exclusiva de interesse, aliado à falta de maior atenção à realidade literária presente, por parte dos dirigentes educacionais. Tem-se, ainda, descaso, ou mesmo ignorância das entidades governamentais, em melhor desenvolver a criatividade mental do ser humano.
A solução definitiva, para esta questão, é apresentar um projeto, demonstrar e convencer o Ministro da Educação e Cultura, Secretários da Educação e Cultura e outros, dos inúmeros benefícios dessa modalidade poética. Fazê-los entender que a Trova, através da poética dos versos com bons pensamentos, com princípios de integridade moral, de civismo e da ética, pode educar, distrair, aumentar o vocabulário, desenvolver o raciocínio, intensificar a criatividade e ensinar a humanidade sobre conceitos, idéias e ideais jamais imaginados, em apenas quatro versos. E com que facilidade! E com que rapidez!
Para isso tornar-se realidade, bastaria incluir a Trova, de forma obrigatória, na Grade Curricular de Ensino em todo o Brasil. Poderia ser na área de Literatura ou na de Ensino da Língua Portuguesa.

Lairton: Tendo se tornado Presidente da UBT do Paraná, já teve a felicidade de realizar feitos importantes em favor da trova. Qual a meta prioritária da sua administração?

Vânia: Fui presidente por três gestões consecutivas da UBT Seção de Curitiba/PR e tive a oportunidade de empreender, juntamente com uma brilhante diretoria, grandes projetos em favor da Trova.
O maior deles foi a brilhante parceria da UBT Curitiba com a Brasil Telecom, ao colocar no mercado 440.000 cartões de telefones públicos, com trovas de renomados trovadores paranaenses.
A Brasil Telecom investiu na Trova e no Trovador, consciente da importância do seu papel educativo no desenvolvimento do nosso estado e, principalmente, no aprimoramento do povo brasileiro. Essa parceria resultou num passo gigantesco em prol da Cultura e da Cidadania do nosso Estado e do nosso País.
Entre outras, uma grande realização foi em parceira com a URBS de Curitiba S/A, quando trovas educativas de trânsito invadiram as ruas de Curitiba. Foram colocadas nas esquinas, em cima das placas indicativas do nomes das ruas e Curitiba virou uma antologia de Trovadores.
Já, na qualidade de Presidente da UBT Estadual do Paraná, cargo assumido em março de 2006, juntamente com uma eficiente diretoria, estamos trabalhando no sentido de aumentar, significativamente, o número de Novas Seções e Delegacias no Estado. O saldo é positivo. Quando assumimos, éramos 6 (seis) entre Seções e Delegacias. Hoje, cinco meses depois, somos 14 (quatorze). Já lançamos o Boletim Informativo nº 1, ano 1, para melhor integração dos trovadores paranaenses com o resto do País.
A meta prioritária, agora, é crescer muito, muito mais.

Lairton: É autora do CEN – “Cá Estamos nós”? – O que o CEN representa para você?

Vânia: Sim. O CEN é um brilhante e árduo trabalho de incentivo e democratização da cultura e da arte literária que une intelectuais, no âmbito internacional. Uma progressão geométrica fantástica!

Lairton: Tem algum projeto literário para o futuro?

Vânia: Sim, tantos que não encontro tempo para realizá-los.

Lairton: Já editou ou pretende editar algum livro e/ ou livro eletrônico? Cite-nos seus títulos.

Vânia: Já editei opúsculos referentes a genealogia de minha família, pelo lado paterno. São eles: “Resgatando o Passado da Família Marés de Souza I, II, III, IV e V”.
Tenho, ainda, vários outros em andamento para publicação.

Lairton: No universo de leitores, muitos adolescentes irão ler esta entrevista. Que incentivo daria a eles, a fim de que, respeitando seus pendores, venham a ser (quem sabe?) trovadores brilhantes?

Vânia: O assunto é muito vasto. O que eu melhor posso dizer é que a Trova, sendo um jogo de palavras inteligentes, mantém nossos neurônios ocupados, ativa nosso cérebro, estimula a agilidade dos nossos pensamentos, desconhece fronteiras mentais e dá mais colorido à nossa vida.
Pela força e riqueza de seu conteúdo de fácil memorização, pode-se chegar, até, mudar a mentalidade de um povo ou de uma nação, conforme a popularidade que é possível alcançarmos em seus quatro versos.
Entendo que a trova opera milagres!

Lairton: Na conclusão desta entrevista, escreva-nos algumas trovas de sua autoria, e agradecemos muito a sua importante participação. Um grande abraço!

Vânia:
Eu não mudo de país,
nem de cidade ou estado,
porque aqui sou bem feliz…
exatamente… ao seu lado!!!

Romântico e apaixonado,
meu pensamento flutua,
vai ao céu… volta zoado:
Vive no mundo da lua!

Acalmar gesto impulsivo
num conflito sem razão:
Medicinal… curativo…
é a humildade e o perdão!

Reconheço que a razão
me exerce extremo fascínio,
mas, se acerta o coração…
perco o rumo e o raciocínio!

Mãos que orientam crianças,
seja na escrita ou leitura,
mostram sinais de alianças
de nobreza e de ventura!

Educação e cultura,
seriedade e competência
é alvo certo de ventura
que aguardamos com urgência!

Quero um planeta perfeito,
sem guerra, sem corrupção.
Povo justo e satisfeito,
respeitando seu irmão!

Fonte:
ANDRADE, Lairton Trovão de Andrade. Falando de Trovas e Trovadores. Portal CEN. n. 1. Agosto de 2006. Disponível em: http://www.caestamosnos.org/rev_trovasetrovadores/revistatrovasetrovadores01Ago.htm

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Clarice Lispector (A Língua do P)

Maria Aparecida – Cidinha, como a chamavam em casa – era professora de inglês. Nem rica nem pobre: remediada. Mas vestia-se com apuro. Parecia rica. Até suas malas eram de boa qualidade.
Morava em Minas Gerais e iria de trem para o Rio, onde passaria três dias, e em seguida tomaria o avião para Nova Iorque.

Era muito procurada como professora. Gostava da perfeição e era afetuosa, embora severa. Queria aperfeiçoar-se nos Estados Unidos.

Tomou o trem das sete horas para o Rio. Frio que fazia. Ela com casaco de camurça e três maletas. O vagão estava vazio, só uma velhinha dormindo num canto sob o seu xale.

Na próxima estação subiram dois homens que se sentaram no banco em frente ao banco de Cidinha. O trem em marcha. Um homem era alto, magro, e bigodinho e olhar frio, o outro era baixo, barrigudo e careca. Eles olharam para Cidinha. Esta desviou o olhar, olhou pela janela do trem.

Havia um mal-estar no vagão. Como se fizesse calor demais. A moça inquieta. Os homens em alerta. Meu Deus, pensou a moça, o que é que eles querem de mim? Não tinha resposta. E ainda por cima era virgem. Por que, mas por que pensara na própria virgindade?

Então os dois homens começaram a falar um com o outro. No começo Cidinha não entendeu palavra. Parecia brincadeira. Falavam depressa demais. E a linguagem parecia-lhe vagamente familiar. Que língua era aquela?

De repente percebeu: eles falavam com perfeição a língua do “p”. Assim:

– Vopocê reperaparoupou napa mopoçapa boponipitapa?

– Jápá vipi tupudopo. Épé linpindapa. Espestápá nopo papapopo.

Queriam dizer: você reparou na moça bonita? Já vi tudo. É linda. Está no papo.

Cidinha fingiu não entender: entender seria perigoso demais. A linguagem era aquela que usava, quando criança, para se defender dos adultos. Os dois continuaram:

– Queperopo cupurrapar apa mopoçapa. Epe vopocêpê ?

– Tampambémpém. Vapaipi serper nopo tupunelpel.

Queriam dizer que iam currá-la no túnel…O que fazer? Cidinha não sabia e tremia de medo. Ela mal se conhecia. Aliás nunca se conhecera por dentro. Quanto a conhecer os outros, aí e que piorava. Me socorre, Virgem Maria! Me socorre! Me socorre!

– Sepe repesispis tirpir popodepemospos mapatarpar epelapa.

Se resistisse podiam matá-la. Era assim então.

– Compom umpum pupunhalpal. Epe roupoubarpar epelapa.

Matá-la com um punhal. E podiam roubá-la.

Como lhes dizer que não era rica? Que era frágil, qualquer gesto a mataria. Tirou um cigarro da bolsa para fumar e acalmar-se. Não adiantou. Quando seria o próximo túnel? Tinha que pensar depressa, depressa, depressa.

Então pensou: se eu me fingir de prostituta, eles desistem, não gostam de vagabunda.

Então levantou a saia, fez trejeitos sensuai s- nem sabia que sabia fazê-los, tão desconhecida era de si mesma – abriu os botões do decote, deixou os seios meio à mostra. Os homens de súbito espantados.

– Tápá dopoipidapa.

Está doida, queriam dizer.

E ela a se requebrar que nem sambista do morro. Tirou da bolsa o batom e pintou-se exageradamente. E começou a cantarolar.

Então os homens começaram a rir dela. Achavam graça na doideira de Cidinha. Esta desesperada. E o túnel?

Apareceu o bilheteiro. Viu tudo. Não disse nada. Mas foi ao maquinista e contou. Este disse:

– Vamos dar um jeito, vou entregar ela pra polícia na primeira estação.

E a próxima estação veio.

O maquinista desceu, falou com um soldado por nome José Lindalvo. José Lindalvo não era de brincadeira. Subiu no vagão, viu Cidinha, agarrou-a com brutalidade pelo braço, segurou como pôde as três maletas, e ambos desceram.

Os dois homens às gargalhadas.

Na pequena estação pintada de azul e rosa estava uma jovem com uma maleta. Olhou para Cidinha com desprezo. Subiu no trem e este partiu.

Cidinha não sabia como se explicar ao polícia. A língua do “p” não tinha explicação. Foi levada ao xadrez e lá fichada. Chamaram-na dos piores nomes. E ficou na cela por três dias. Deixavam-na fumar. Fumava como uma louca, tragando, pisando o cigarro no chão de cimento. Tinha uma barata gorda se arrastando no chão.

Afinal deixaram-na partir. Tomou o próximo trem para o Rio. Tinha lavado a cara não era mais prostituta. O que a preocupava era o seguinte: quando os dois homens haviam falado em currá-la, tinha tido vontade de ser currada. Era uma descarada. Epe sopoupu upumapa puputapa. Era o que descobrira. Cabisbaixa.

Chegou ao Rio exausta. Foi para um hotel barato. Viu logo que havia perdido o avião. No aeroporto comprou a passagem.

E andava pelas ruas de Copacabana, desgraçada ela, desgraçada Copacabana.
Pois foi na esquina da rua Figueiredo Magalhães que viu a banca de jornal. E pendurado ali o jornal “O Dia”. Não saberia dizer por que comprou.

Em manchete negra estava escrito: “Moça currada e assassinada no trem”.

Tremeu toda. Acontecera, então. E com a moça que a despreazara.

Pôs-se a chorar na rua. Jogou fora o maldito jornal.

Não queria saber dos detalhes. Pensou:

– Épé. Opo despestipinopo épé impimplaplacápávelpel. O destino é implacável.

Fonte:
LISPECTOR, Clarice. A via crucis do corpo. Ed. Rocco. Disponível em
http://www.beatrix.pro.br/literatura/ linguap.htm

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