Fahed Daher (Poesias Avulsas)

Acróstico

Bandos passaram, de ilusões variadas,
A se esbater e a procurar abrigo,
Ri-me de todas, nãos lhes fui amigo
Bondoso e terno, foram-se estioladas.

Algumas trago ,ainda, mal guardadas,
Rotas e tristes a seguir comigo,
Astros sem luz no vasto, infindo e antigo
Firmamento brutal das madrugadas.

Emerge, agora, em minha solidão,
Límpida, bela e pura ,outra ilusão
Indicando-me a vida desejada;

Passam-se os dias e ela não decresce,
Projeta-se, se eleva e me enternece,
Obrigando-me a ver que és minha amada.

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Mulher

Você surgiu
do fundo dos tempos,
obra prima de Deus.
Não sei se da costela de um Adão,
ou da sublimidade de uma estrela,
ou a primata em plena evolução…
Mas em você o mundo se revela.
Foi o fogão, foi o tanque,
a lenha, o tacho…
Foi o filho, a cama, o riso
para o macho…
Ombros estreitos,
longos cabelos,
traz nos seus peitos
tantos desvelos.
O século passou
e o homem não ergueu
o templo da bonança
que um dia prometeu.
A máquina chamou você,
você atendeu,
entrou na produção, também,
e ali cresceu.
Lá no banco é o seu sorriso,
no escritório a sua graça,
no volante o seu juizo,
que linda você na praça.
Arquiteta, enfermeira,
empresária, motorista,
doméstica, lavadeira…
Você tem alma de artista.
Mulher do mundo moderno,
seja lá você o que for,
não há nada mais eterno
que o fogo do seu amor.
Não deixe que se perca no serviço
o frescor deste amor, sublime viço;
buscando nessa luta a nova trilha,
não esqueça que é a base da família.
Unindo a máquina ao beijo,
a pá unida à doçura,
o ideal ao desejo,
a garra unida à ternura…
Será tão belo, por certo,
o mundo que está por vir.
Se nesse mundo eu desperto,
eu só quero lhe servir.
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Bárbara

Amo!
E porque amo sorrio.
Quero!
E por querer me empenho.
Não sei se por amar
ou por querer
eu tenho:

Sua paciência que acalma,
os seus beijos que me exaltam,
suas carícias que amansam,
o seu ser onde me encontro.

Serei um rei?
Não sei!
Talvez de um sonho,
de uma quimera…
Se de um império
ou de uma era…
Se sou um rei,
me entreguei
prisioneiro
de você.
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Meu Amigo

Eu sei que não foi fácil entende-lo,
pois do seu tempo ao meu houve mudança
e eu não sabia ver no seu desvelo
a projeção, em mim, de uma esperança.

Foi meu amigo, também pude sê-lo…
Mas nobre e firme na perseverança,
no ar severo você punha o selo
do amor, da disciplina, da esperança.

Chegada a minha vez de estar na idade
que você tinha, quando eu era moço,
posso entender, por mim, sua ansiedade.

Perdoa-me se errei ou se fui grosso,
pois hoje mais preciso com saudade,
sua presença ó Pai!
Que Pai Colosso.
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Meu Pai Amigo

Quero você por companheiro e amigo,
embora eu viva em outras companhias;
quero você, de calças “jeans”, comigo,
um tênis bem legal, cabelo solto
e a alma destravada.

Faça de conta que é um adolescente,
sem compromisso de assinar o ponto,
nem compromisso de pagar o banco,
solto para viver.

Ao menos nuns instantes desta vida
quero escutar seus passos na calçada,
ouvir seu assobio destoado,
contar-lhe uma anedota engraçada
e ouvir seu riso alegre.

E sentaremos numa choparia,
veremos a passagem das garotas
que você gosta, mas disfarçaria
como quem não viu.

E de repente escutar histórias
de quando você tinha a minha idade,
contando até mesmo das maldades
sem pretender me aconselhar demais,
apenas me contar.

E eu contarei, também, os meus segredos,
você me escutará atento e quieto
e eu falarei bem livre , bem sem medo.
aliviando as angústias e incertezas,
que afligem a minhalma.

É fato que serei desobediente
algumas vezes, na hora da chegada,
como você fazia com seu pai,
burlando ,alguma vez , hora marcada,
mas não abusarei.

Mas com certeza nós discutiremos
opiniões políticas, morais
e me dirás que não entendo nada
e direi que você não sabe mais
doque já soube um dia.

E vamos nós jogar o futebol,
passo-lhe um drible, você se aborrece
e passa-me um carrinho desastrado,
fica mancando e se compadece,
achando que é um azar.

Acho bom ter você por companheiro,
ensinando-me a vida e a honestidade;
amigo, mas mantendo a disciplina,
e, conhecendo a minha insegurança,
sem humilhar, comigo você ensina
o caminho do amor.
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Sobre o autor

Nascido em Curitiba, Paraná, décimo filho de casal de libanesas vindos , jovens imigrantes e evoluindo no Brasil às custas de muita persistência e trabalho.

Fahed Daher, formado em medicina pela Universidade do Paraná, exercendo a profissão na especialidade de otorrinolaringologia, frequentando diversos cursos e congressos médicos.

Membro da Associação Médica de Apucarana- da Associação Médica do Paraná. Da Associação Médica Brasileira- Da sociedade Brasileira de Otologia. Da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Da sociedade Paranaense de otorrino.

Tenista, praticante de natação sem ser nadador, gosta de montaria, viagens atividades comunitárias, rotariano, tendo sido governador do distrito 4710, Paraná, anos 95/96 – Palestrante e conferencista.

Na vida social e cultural, foi presidente da APAE, criador de Fundação de ensino técnico, formando mão de obra operária, Presidente diocesano do movimento familiar Cristão, Orador da turma de formatura em medicina. Orador oficial na Plaça de San martin, em Buenos Aires, representando as caravanas brasileiras naquela cidade. Titular ca cadeira 33 da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina, Paraná. Efetivo da Academia José de Alencar, em Curitiba. Presidente fundador da Academia de Letras , Artes e Ciências Centro- Norte do Paraná, em Apucarana.- Efetivo do Centro de Letras do Paraná, em Curitiba . Membro ds Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.- Membro da União Brasileira de Trovadores.-Membro do Elos Clube de Londrina (Pr).

Livros publicados: – Oração de formatura – Pureza Pecado poesia I- Pureza Pecado Poesia II. Idílios Idéias Ideais. – Amor Ideal rebeldia.- Participante de 08 coletâneas de poemas.- Participante da obra de Pompília Lopes dos Santos,na obra sesquicentenário da poesia Paranaense. Cronista publicado em 17 jornais do Paraná e 20 jornais do Brasil.

Fontes:
Soares Feitosa. Jornal de Poesia. http://www.secrel.com.br
http://www.geocities.com/lipoesias/enviadas/fahed.html
http://www.avspe.eti.br/poetas/fahed_biografia.htm

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Arquivado em notas biográficas, O poeta no papel

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