Arquivo do mês: dezembro 2009

Carlos Drummond de Andrade (Feliz Olhar Novo!!!)

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.

O grande lance é viver cada momento como se a receita de felicidade fosse o AQUI e o AGORA.

Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais…, mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?

Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. As vezes a gente espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.

O ano que vai entrar vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que desejo para todos é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim… Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3. Ou mude-o de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.

O nosso desejo não se realizou? Beleza, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro): CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.

Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam bem diferentes.

Desejo para todo mundo esse olhar especial.

O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular… ou… Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!

Feliz olhar novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.

Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!
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Fonte
Imagem = http://br.universalscraps.com

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Trova XCIX – Nei Garcez (Curitiba/PR)

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Emílio de Menezes (Pinheiro Morto)

Ao Paraná

Nasceste onde eu nasci. Creio que ao mesmo dia
Vimos a luz do sol, meu glorioso irmão gêmeo!
Vi-te a ascensão do tronco e a ansiedade que havia
De seres o maior do verdejante grêmio.

Nunca temeste o raio e eu como que te ouvia
Murmurar, ao guaiar da fronde, ao vento: – “Teme-o
Somente o fraco arbusto! A rija ventania,
Teme-a somente o errante e desnudado boêmio!

Meu vulto senhorial queda-se firme. Embala-mo
O tufão e hei de tê-lo eternamente ereto!
Resisto ao furacão quando a aura abate o cálamo!”

Ouve-me agora a mim que, em vez de ti, vegeto:
Já que em ti não pesei, entre os fulcros de um tálamo,
Faze-te abrigo meu nas entraves de um teto!
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Fontes:
MENEZES, Emílio de. Obra Reunida. RJ: José Olympio, 1980.
Foto de Tiago Duarte (Pinheiro Morto)

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Artur Azevedo (O Palhaço)

(História Triste para um Dia Alegre)

Como se explica que o Saraiva, um homem que tomava a sério as coisas mais cômicas da vida, e, segundo afirmavam as pessoas que o conheciam mais de perto, nunca ninguém viu rir, como se explica que o Saraiva, na terça-feira gorda de 1885, saísse de casa depois de jantar e, sem dizer nada à senhora, comprasse uma vestimenta de palhaço, uma cabeleira e uma máscara, e com tais objetos se metesse no seu escritório na Rua do Hospício, de onde saiu disfarçado?

Ninguém diria que escondido naquela roupa alegre, muito branca e semeada de rodinhas vermelhas, e por baixo daquela cabeleira azul, encimada por um chapeuzinho minúsculo e pontiagudo, e por trás daquela carranca jocosa, que ria de um rir comunicativo, estivesse o grave comerciante, que parecia haver nascido para vida monástica.

A esposa desse urso, D. Balbina, era, quando se casou, uma rapariga expansiva e risonha; teve, porém, que se submeter ao feitio dele: tornou-se tão séria e tão sensaborona como o Saraiva, e, sozinha em casa, sem filhos, sem amigas, porque o marido não queria visitas, aborrecia-se muito.

Aborrecia-se tanto que procurou uma distração, e encontrou-a num belo rapaz, seu vizinho, que de vez em quando pulava o muro do quintal para fazer-lhe companhia, e consolá-la daquele silêncio e daquela solidão.

Infelizmente para ela, outro vizinho, por inveja ou simplesmente por maldade, escreveu uma carta anônima ao Saraiva, de que ele tinha um sócio de cuja existência não suspeitava – e ora ai está como se explica que naquela terça-feira gorda, depois de dizer a D. Balbina que ia para o escritório, onde se demoraria até tarde da noite, fechando uma correspondência que devia partir no dia seguinte, o austero e sisudo negociante foi se vestir de palhaço para apanhar a esposa em flagrante delito.

– Eu saio, os criados saem, pensou ele; se ela tem realmente um amante, é de supor que aproveite a ocasião para metê-lo em casa…

Bem pensado, porque um quarto de hora depois de sair de casa o marido, o amante saltava o muro, e naquela terça-feira gorda, apesar de ter ficado em casa, D. Balbina divertiu-se mais que muitos foliões, nas patuscadas dos préstitos e dos bailes.

Havia já duas horas que o vizinho fazia companhia à solitária vizinha, quando a campainha do portão do jardim foi violentamente agitada. D. Balbina chegou à janela e avistou um tilburi, cujo cocheiro, mal que a viu, gritou:

– Mande cá uma pessoa, minha senhora!

Não havia um criado em casa. D. Balbina teve que ir pessoalmente abrir o portão.

– Que é? – perguntou ela.

– Minha senhora, este palhaço tomou o meu tilburi, e mandou tocar para esta casa; mas em caminho parece que teve uma apoplexia e morreu!

Efetivamente, o Saraiva, homem sangüíneo, que não pensou nas conseqüências de pôr aquela cabeleira e aquela máscara depois de jantar, tinha morrido no tilburi.

Deixo ao leitor o cuidado de pensar no espanto e na confusão que isso causou, e na tragicômica anomalia daquele negociante austero, estendido morto num canapé, e amortalhado em vestes de palhaço.

Só direi que D. Balbina, passado o período do luto, esposou o solicito vizinho que a consolava naquele silêncio e naquela solidão.

E até hoje, e lá se vão mais de vinte anos, ela não atinou com o motivo que levou o seu primeiro marido a vestir-se de palhaço… para morrer.

Fontes:
– AZEVEDO, Artur de. Contos.
– Imagem =
http://rei-de-lopes.blogspot.com

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Francisco Sinke Pimpão (O Dia em que a Muiraquitã virou Gente)

Quando um escritor escreve um romance, ele faz um ofício de fé, pois uma vez lançada a idéia, por meio de enredo há muito tempo engendrado, não a segura mais, pois a palavra é mais forte do que um tiro de canhão ou o ferimento de um punhal, fere aqui, ali, acolá e continua ferindo sempre. Por isso, ao se tomar uma iniciativa de tal ordem, há que se ter o cuidado para que ela seja o portador da paz, concórdia e harmonia, levando a mensagem diretamente aos corações dos leitores. Em outras palavras, o autor deve ter em mente que lançar um livro é como mandar um filho para a guerra, através do mar proceloso.

A trama está bem ordenada, de forma a prender a atenção e o interesse do leitor. No conteúdo, o livro transmite preciosas lições de vida, úteis a todos, acima de tudo pelo poder dos exemplos.
O novel romancista, possuidor de notáveis atributos intelectuais, oferece aos leitores uma agradável e profícua leitura. Oxalá seja esta a primeira de muitas obras literárias. Parabéns ao autor, pela qualidade de seu trabalho.
(Valter Martins de Toledo)

O livro conta a história de João Batista Souza Lino Sotto Maior, filho de imigrantes portugueses estabelecidos no Brasil em fins do século XIX, tradicional família ligada ao ramo da tecelagem. Inteligente, bem educado e culto, João decide ser médico a tomar a frente dos negócios da família. A princípio contrariado, seu pai vê com orgulho o sucesso e o reconhecimento do filho, no Brasil e no exterior, como um grande cirurgião. Uma tragédia pessoal vai mudar de maneira drástica o destino desse homem apaixonado pela vida e pela profissão. Abandonando tudo que construíra e deixando de lado tudo aquilo em que acreditava, João vai se embrenhar e buscar refúgio nos confins da Amazônia, muito distante daquilo que comumente chamamos civilização. É nesse cenário, povoado por lendas e histórias que o povo da região ribeirinha acredita que João vai viver sua maior aventura. Da resistência ao passado, que o transformara num homem rude e cético, ao reencontro com a vida e com o amor, João verá, mais uma vez , seu destino ser mudado pela presença de uma mulher; menina-moça inocente e pura, que irá confrontá-lo com suas dores, pecados e mazelas.

Francisco Sinke Pimpão

Francisco José Sinke Pimpão, nascido em Curitiba no ano de 1953, é Bacharel em Administração e sócio de uma empresa de consultoria. Nos últimos anos tem-se dedicado ao estudo e aplicabilidade da Gestão de Processos nas Organizações, fruto de 27 anos de atuação no mercado. Com pós-graduação em Marketing e tendo concluído diversos cursos no Brasil e exterior, escreveu diversos artigos publicados em livros e revistas especializadas. Atualmente é redator e coordenador de web sites.

Fontes:
– Francisco Sinke Pimpão .O Dia em que a Muiraquitã virou Gente. Curitiba: Pro Infanti, 2009.
http://www.proinfantieditora.com.br/produto.php?id=131

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Folclore Indigena (Muiraquitã)

Muiraquitã é um amuleto indígena. Segundo a lenda era retirado sob a inspiração de Iaci (lua) do fundo de um lago denominado Espelho da Lua (Iaci-uaruá) na proximidade das nascentes do rio Nhamundá, perto do qual habitavam as índias Icamiabas, nação das legendárias mulheres guerreiras que os europeus chamaram de Amazonas (mulheres sem marido). O lago era consagrado à Lua, pelas Icamiabas, onde anualmente realizavam a Festa de Iaci, divindade mãe do Muiraquitã, que lhe oferecia o precioso amuleto retirado do leito lacustre. Oferecido pelas guerreiras amazonas aos índios da aldeia vizinha, os guacaris, logo após acasalarem em noites de lua cheia. Depois do acasalamento, pouco antes da meia-noite, com as águas serenas e a Lua refletida no lago, as índias nele mergulhavam até o fundo para receber de Iaci os preciosos talismãs, com a configuração que desejavam, recebendo-os ainda moles, petrificando-se em contato com o ar, logo após saírem d’água

Uma versão da fábula diz que os rebentos do sexo masculino nascidos dessa união eram entregues aos guacaris. As meninas permaneciam com a tribo feminina. O amuleto conferia status e poderes mágicos ao seu possuidor. Bem pequenos e, por isso mesmo, alvo fácil de roubos e contrabandos, os muiraquitãs, quase sempre confeccionados em rochas esverdeadas, tinham em geral forma de sapos. Mais raramente, podiam ser talhados também em rochas brancas, em formatos de morcegos, peixes e homens.

Fontes:
http://www.abrasoffa.org.br/folclore/lendas/muiraquita.htm
http://portalamazonia.globo.com/pscript/amazoniadeaaz/artigoAZ.php?idAz
=538

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Alguns Concursos em andamento

51º JOGOS FLORAIS DE NOVA FRIBURGO

Temas: DESERTO (lírica/filosófica) e VULTO (humorística)

3 trovas por tema

Prazo: 26 de Fevereiro de 2010

Enviar para:
A/C de João Freire Filho
Rua Florianópolis, 773 – casa 3 – Jacarepaguá
Rio de Janeiro – RJ / CEP: 21.321-050

II CONCURSO DE TROVA CIDADE POESIA

Temas (Âmbito Nacional/Internacional): CAMINHADA (lírica/filosófica) e RIMA (humorística)

Apenas uma trova inédita por tema.

Prazo: 15 de Março de 2010.

Enviar para:
A/C Lola Prata
Caixa Postal 154
Bragança Paulista – SP – CEP: 12914-970

JOGOS FLORAIS UBT SECCIONAL MÉRIDA – VENEZUELA

Tema para os Trovadores de Língua Portuguesa: IMENSIDÃO

Tema para os Trovadores de Língua Espanhola: INMENSIDAD

Enviar para:
carlosrodriguezsanchez@hotmail.com
con copia para: carlosrodriguezsanchez@yahoo.es

Para os Trovadores dos dois idiomas, enviar as 3 Trovas e junto, no mesmo e-mail, a identificação e endereço completo).

Máximo de 3 Trovas por tema

Prazo: 15 de junho de 2010.

CONCURSO NACIONAL DE POESIA DE MOGI DAS CRUZES

TEMA: “Mogi das Cruzes – 450 Anos”

Na poesia deverá constar “Mogi das Cruzes-450 Anos” mesmo que em versos separados, com abordagens a seus fatos históricos e/ou características da cidade: belezas naturais, economia, praças, ruas, monumentos, costumes etc.

A fonte de consulta está disponibilizada nos sites
http://www.pmmc.com.br/ , http://www.cultura.pmmc.com.br/ , http://www.comphap.pmmc.com.br/ ,
podendo ser pesquisado também em qualquer outra fonte como sites oficiais, google etc.

As inscrições estarão abertas de 10 de novembro de 2009 até dia 10 de março de 2010, através do site http://www.cultura.pmmc.com.br/.

As poesias concorrentes deverão ser anexadas no momento da inscrição online.

Poderão participar poetas de todo o território brasileiro.

Cada poeta poderá concorrer com 01 (uma) poesia de até 30 linhas, de sua autoria.

As poesias deverão ser originais e inéditas: não terem sido publicadas na integra ou em partes.

Aos jurados e funcionários da Secretaria de Cultura de Mogi das Cruzes é vedada a participação neste concurso.

As poesias concorrentes deverão ser apresentadas em uma versão digitalizada, com formato de documento padrão do Microsoft Word (DOC) com as seguintes configurações: página padrão A5, fonte Arial, tamanho 11, margens mínimas de 2,5cm.

Todo material enviado não será devolvido.

A Secretaria de Cultura de Mogi das Cruzes comporá um júri técnico que selecionará: Oitenta (80) poesias que serão publicadas em uma antologia poética, editada pela Secretaria de Cultura de Mogi das Cruzes, com uma tiragem de 1000 exemplares.

Pelo menos 30% (trinta por cento) das poesias selecionadas serão de autores mogianos.

Serão considerados autores mogianos aqueles que residirem no município de Mogi das Cruzes.

Como prêmio, cada autor publicado receberá uma cota de 10 (dez) exemplares da Antologia editada.

O lançamento da Antologia Poética, será no dia 26 de junho de 2010, às 20h, no Theatro Vasques, quando serão anunciados os três primeiros colocados e a melhor poesia de autor mogiano.

TROFÉU: POETA NYSSIA FREITAS MEIRA.
1º COLOCADO: R$ 1.000,00
2º COLOCADO: R$ 800,00
3º COLOCADO: R$ 500,00

TROFÉU: ALICE ASSAKO NODA SAITO
A melhor poesia de autor mogiano receberá o prêmio de R$ 1.000,00.
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Prêmios Literários Cidade de Recife

Data Limite para Inscrição 15/1/2010 Local de Realização Brasil – Recife – Pernambuco

Prazo de inscrição: 15 de janeiro de 2010.

Categoria: melhor livro de ficção (novela, romance ou contos), melhor peça teatral, melhor livro de poesia, melhor livro de ensaio

Máximo de obras: 1 obra por categoria, rigorosamente inédita

Premiação: R$ 5.000,00 para cada categoria

Divulgação do resultado: 30 de janeiro de 2010

Clique aqui para acessar o Edital

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