Leandro Rodrigues (Saudações às maravilhas que nunca serão…)

Recentemente, alguém me escreveu dizendo que eu reclamo demais em meus artigos, e pareço um “moralista azedo” às vezes, tipo um comentarista/colunista, de uma emissora de Florianópolis.

Credo! Eu não sabia que andava esbravejando tanto mal-humor assim! Embora eu tenha dito “cruzes!”, e feito o sinal da cruz em seguida, não me senti totalmente ofendido, porque o tal colunista – apesar do coronelismo repressor repetitivo – escreve bem e fala coisas importantes de vez em quando, então não é de todo ruim ser comparado a ele, exceto por alguns absurdos por ele proclamados, é claro. (Só falta eu começar a escrever aqui: “Na minha delegacia, estes pseudo-escritores-bermudões-vagabundos que ficam o dia inteiro na frente de um computador fingindo que estão trabalhando ao invés de pegar no pesado vão aprender a ser gente…safados!”)

Brincadeiras à parte, eu concordo com a leitora que fez esta observação sobre os meus textos, e o que posso dizer aqui a todos vocês é que é verdade, é bem mais fácil reclamar, criticar, “meter bronca” a fazer alguma coisa mais útil. Encontrar defeitos é a coisa mais normal do planeta, apontar os dos outros ou os do mundo então, nem se fala, é possível até de olhos fechados, não sei como tem gente que ganha tanto pra ficar fazendo só isso. Decidi então mudar um pouco o tom dos meus artigos (pelo menos nesta edição) e elogiar ao invés de julgar ou condenar algo. Ufa!

Só tenho que confessar que pensei, pensei, pensei e custei a decidir o que elogiar, já que não queria elogiar o que já é por todos elogiado ou admirado, principalmente em livros de auto-ajuda, tipo força de vontade, amor, amizade, paz, bondade, virtudes, coisas essenciais que todo mundo gaba, louva, enobrece e venera, pois além de tudo isso já ser muito “batido” e não precisar de mais espaço numa simples crônica, por mais que eu escreva algo “bonitinho” a respeito, não é novidade para ninguém que se aplauda o que já é famigerado.

Decidi então aclamar o que é muito pouco (ou nada) aclamado: As maravilhas (literárias) que nunca serão.

Antes que me ataquem dizendo que “só existe porcaria no mercado dos escritores anônimos”, eu questiono: Vocês já pararam para pensar quantas centenas (ou milhares) de magníficos textos produzidos em todos os idiomas possíveis de autores que nunca ouvimos (nem jamais vamos ouvir falar) devem existir por aí e que nunca (absolutamente nunca) chegarão a nosso conhecimento? Vocês já pararam para pensar que, apesar de um cidadão não ser um Kafka, um Balzac, um Flaubert, um Mozart, um Proust, um Machado, ele (ou ela, lógico) pode perfeitamente ser um bom escritor e ter escrito um, dois (ou mais) belos textos ao longo da vida e nunca ter sido lido nem descoberto por ninguém nem conquistado seu próprio espaço por ser somente um bom escritor, não um bom comerciante/negociador de espaços?

Hoje em dia tanta gente escreve no mundo, tantas pessoas produzem romances, contos, crônicas, poesias que, por incrível que pareça, apesar de todas as facilidades existentes para se ser lido (Internet, por exemplo), tornou-se ainda mais difícil reconhecer, descobrir, apostar, acreditar e admirar um texto quando ele não é de alguém que já tem “nome na praça”, digamos assim. Pois com o grande número de palavras, de parágrafos, de capítulos, de páginas, de livros, de obrigações para ler, as pessoas tornaram-se cada vez mais seletivas, rejeitando, deletando, colocando de lado imediatamente tudo aquilo que parece não ser interesssante (99% do que encontram), e muitas injustiças ocorrem desta forma, muitas coisas boas são jogadas fora sem o menor reconhecimento, como se fosse mais um lixo do dia-a-dia – como todos aqueles lixos que rotineiramente tentam nos fazer engolir, como escrevi no meu artigo do mês passado. Porém, existem raridades, pérolas que não deveriam passar despercebidas e que, infelizmente, são colocadas no mesmo balaio. Textos que as pessoas se negam a ler porque “não têm tempo”, porque “não é de alguém que já foi no Jô Soares ou no David Letterman”, porque “têm coisas mais importantes para ler” ou simplesmente porque “não gostam de ler”, como é o caso da maioria, que já não lê nem os textos dos escritores famosos, muito menos os de autoria desconhecida.

Gostaria de citar aqui muitos belos artigos, poesias, passagens, páginas de livros de pessoas desconhecidas que já encontrei ao longo de minha vida, mas isso é tão comum para mim que nunca fiz questão de arquivá-los, e não tenho também uma memória tão boa assim para lembrar deles agora para aqui exemplificar o que estou dizendo, até porque são tantos, tantos que estão espalhados por toda a parte que seria injustiça também eu falar em um ou em outro e ignorar outros milhares, talvez até muito melhores que os que lembraria de citar. Então prefiro nada falar e apenas comentar, elogiar e louvar os escritores anônimos que algum dia já escreveram belos textos, mas que, infelizmente, nunca serão nada além disso, de fato.

Penso que merecem, no mínimo, “parabéns”, palmas ou meras saudações todos que já escreveram alguma maravilha, mesmo que não tenham a menor idéia que tais textos eram pequenas maravilhas, mesmo que nunca tenham visto seus nomes em programas de televisão, estampados nas capas de revistas, de cadernos literários ou de sites de autores. Acredito que o importante não é o valor que estes textos receberam, mas o quanto eles foram importantes para a própria auto-satisfação, o quanto eles causaram aquela sensação de “marca registrada”, de “realização pessoal”, de “felicidade interna”, de que não se passou por este mundo em vão, em branco, em profundo vazio…

Claro que existem diversos meios destes bons autores publicarem suas obras-primas (mesmo que únicas) tanto de forma impressa como virtual, mas o que ocorre é que, inevitavelmente, estas publicações acabam se misturando com todo o tipo de ruindade presente (que são a grande maioria, sim!) e ninguém dá a menor importância para elas. Exemplo vivo: O site Recanto das Letras. (http://www.recantodasletras.com.br)

O Recanto das Letras é um bom “sítio” (como corretamente fala meu amigo Raul Arruda em bom Português). Um sítio onde todos podem publicar. E este TODOS (leia-se “qualquer um”) é o problema, é o que impede que o sítio seja ÓTIMO, e seja apenas bom, interessante, bacana…Todos podem escrever o que bem querem entre ensaios, crônicas, poesias, contos, discursos, enfim, todo o tipo de literatura (e não-literatura) possível, e aí mora o perigo. O site não é (nem quer ser) um crítico literário apurado para saber o que é um texto bom ou um texto ruim, aceita tudo que nele é publicado. Daí vem a grande pergunta: Entre mais de 796.624 poesias, 105.992 pensamentos, 74.471 crônicas, 54.321 contos, 31.415 haikais e outros tantos milhares de escritos (no dia de hoje, 22/2/2010), como descobrir os verdadeiros talentos? Lendo todos um a um? Passando meses e meses, horas e horas por dia na frente do computador tentando encontrar estes belos textos – certamente existentes mas adicionados e infectados direto pelos outros de péssima qualidade? Ou, afinal, o que importa quem tem ou não tem talento? O que importa somente é dar espaço a todos que querem se dizer escritores? Realmente, torna-se algo pior que um trabalho de Hércules descobrir gente boa neste mundo de tanta oferta literária… Isso que falei apenas de um site, nem citei outros tantos onde autores de talento podem estar escondidos, como no Clube dos Autores (http://www.clubedosautores.com.br) ou sites deste tipo onde todos podem publicar e só é impresso o que alguém comprar, ainda que de qualidade duvidosa tanto o texto quanto a impressão. Ou seja, mesmo escritores ruins podem ter seus textos ruins mais lidos que os textos de bons escritores, basta possuírem uma boa rede de amigos, networking, dinheiro para divulgação, etc. Podemos ver alguns bons textos realmente selecionados somente em sites como Releituras (http://www.releituras.com), mas ainda assim há a preferência pelos famosos, e são muito poucos os bons textos de anônimos – inclusive porque muita gente que escreve coisas boas não necessariamente manda para este ou para qualquer site que seja. Além de tudo, os tais bons textos podem estar em algum destes sites e ainda assim continuarem sendo maravilhas completamente despercebidas, ignoradas, rejeitadas, esnobadas…Como diz o bom e louvável Flávio José Cardozo na entrevista desta própria edição, “o difícil é ser lido, não publicar algo”.

Enfim, este artigo, como eu disse lá em cima, não é para criticar, então vou me restringir apenas aos elogios desta vez como estava fazendo, e eles vão a todos que um dia já escreveram coisas que valeram à pena, coisas que não poluíram o mundo, mas pelo contrário, encheram os olhos de quem leu mesmo que uma única e anônima vez; belos textos, que mesmo que não tenham dado nome a seus criadores conseguiram – ainda que por um pequeno tempo – falar de forma mais bonita que o silêncio; belos textos que por mais que não tenham dado fama, dinheiro e oportunidades a quem os escreveu existiram ou existem simplesmente – como uma linda mulher desconhecida da gente que vive no mundo sem pretensões de ser, que nem sonhamos em conhecer, mas que, se um dia esbarramos numa esquina e viemos a vê-la, inevitavelmente enxergamos e admiramos sua notável beleza, só que ficamos quietinhos em nosso canto porque já somos casados, porque temos compromisso com alguém, porque somos covardes, porque há outros em volta olhando, porque ela é “só mais uma entre tantas”, porque ela nem é famosa e nem mesmo a desculpa de pedir um autógrafo podemos ter para nos aproximar, enfim…

E então vamos embora calados e como se nada tivesse acontecido, mas mesmo tendo-a visto esta única vez, sempre saberemos que ela era bela, ah, como era!
Saudações às maravilhas que nunca serão…
por Leandro Rodrigues*

Recentemente, alguém me escreveu dizendo que eu reclamo demais em meus artigos, e pareço um “moralista azedo” às vezes, tipo um comentarista/colunista, de uma emissora de Florianópolis.

Credo! Eu não sabia que andava esbravejando tanto mal-humor assim! Embora eu tenha dito “cruzes!”, e feito o sinal da cruz em seguida, não me senti totalmente ofendido, porque o tal colunista – apesar do coronelismo repressor repetitivo – escreve bem e fala coisas importantes de vez em quando, então não é de todo ruim ser comparado a ele, exceto por alguns absurdos por ele proclamados, é claro. (Só falta eu começar a escrever aqui: “Na minha delegacia, estes pseudo-escritores-bermudões-vagabundos que ficam o dia inteiro na frente de um computador fingindo que estão trabalhando ao invés de pegar no pesado vão aprender a ser gente…safados!”)

Brincadeiras à parte, eu concordo com a leitora que fez esta observação sobre os meus textos, e o que posso dizer aqui a todos vocês é que é verdade, é bem mais fácil reclamar, criticar, “meter bronca” a fazer alguma coisa mais útil. Encontrar defeitos é a coisa mais normal do planeta, apontar os dos outros ou os do mundo então, nem se fala, é possível até de olhos fechados, não sei como tem gente que ganha tanto pra ficar fazendo só isso. Decidi então mudar um pouco o tom dos meus artigos (pelo menos nesta edição) e elogiar ao invés de julgar ou condenar algo. Ufa!

Só tenho que confessar que pensei, pensei, pensei e custei a decidir o que elogiar, já que não queria elogiar o que já é por todos elogiado ou admirado, principalmente em livros de auto-ajuda, tipo força de vontade, amor, amizade, paz, bondade, virtudes, coisas essenciais que todo mundo gaba, louva, enobrece e venera, pois além de tudo isso já ser muito “batido” e não precisar de mais espaço numa simples crônica, por mais que eu escreva algo “bonitinho” a respeito, não é novidade para ninguém que se aplauda o que já é famigerado.

Decidi então aclamar o que é muito pouco (ou nada) aclamado: As maravilhas (literárias) que nunca serão.

Antes que me ataquem dizendo que “só existe porcaria no mercado dos escritores anônimos”, eu questiono: Vocês já pararam para pensar quantas centenas (ou milhares) de magníficos textos produzidos em todos os idiomas possíveis de autores que nunca ouvimos (nem jamais vamos ouvir falar) devem existir por aí e que nunca (absolutamente nunca) chegarão a nosso conhecimento? Vocês já pararam para pensar que, apesar de um cidadão não ser um Kafka, um Balzac, um Flaubert, um Mozart, um Proust, um Machado, ele (ou ela, lógico) pode perfeitamente ser um bom escritor e ter escrito um, dois (ou mais) belos textos ao longo da vida e nunca ter sido lido nem descoberto por ninguém nem conquistado seu próprio espaço por ser somente um bom escritor, não um bom comerciante/negociador de espaços?

Hoje em dia tanta gente escreve no mundo, tantas pessoas produzem romances, contos, crônicas, poesias que, por incrível que pareça, apesar de todas as facilidades existentes para se ser lido (Internet, por exemplo), tornou-se ainda mais difícil reconhecer, descobrir, apostar, acreditar e admirar um texto quando ele não é de alguém que já tem “nome na praça”, digamos assim. Pois com o grande número de palavras, de parágrafos, de capítulos, de páginas, de livros, de obrigações para ler, as pessoas tornaram-se cada vez mais seletivas, rejeitando, deletando, colocando de lado imediatamente tudo aquilo que parece não ser interesssante (99% do que encontram), e muitas injustiças ocorrem desta forma, muitas coisas boas são jogadas fora sem o menor reconhecimento, como se fosse mais um lixo do dia-a-dia – como todos aqueles lixos que rotineiramente tentam nos fazer engolir, como escrevi no meu artigo do mês passado. Porém, existem raridades, pérolas que não deveriam passar despercebidas e que, infelizmente, são colocadas no mesmo balaio. Textos que as pessoas se negam a ler porque “não têm tempo”, porque “não é de alguém que já foi no Jô Soares ou no David Letterman”, porque “têm coisas mais importantes para ler” ou simplesmente porque “não gostam de ler”, como é o caso da maioria, que já não lê nem os textos dos escritores famosos, muito menos os de autoria desconhecida.

Gostaria de citar aqui muitos belos artigos, poesias, passagens, páginas de livros de pessoas desconhecidas que já encontrei ao longo de minha vida, mas isso é tão comum para mim que nunca fiz questão de arquivá-los, e não tenho também uma memória tão boa assim para lembrar deles agora para aqui exemplificar o que estou dizendo, até porque são tantos, tantos que estão espalhados por toda a parte que seria injustiça também eu falar em um ou em outro e ignorar outros milhares, talvez até muito melhores que os que lembraria de citar. Então prefiro nada falar e apenas comentar, elogiar e louvar os escritores anônimos que algum dia já escreveram belos textos, mas que, infelizmente, nunca serão nada além disso, de fato.

Penso que merecem, no mínimo, “parabéns”, palmas ou meras saudações todos que já escreveram alguma maravilha, mesmo que não tenham a menor idéia que tais textos eram pequenas maravilhas, mesmo que nunca tenham visto seus nomes em programas de televisão, estampados nas capas de revistas, de cadernos literários ou de sites de autores. Acredito que o importante não é o valor que estes textos receberam, mas o quanto eles foram importantes para a própria auto-satisfação, o quanto eles causaram aquela sensação de “marca registrada”, de “realização pessoal”, de “felicidade interna”, de que não se passou por este mundo em vão, em branco, em profundo vazio…

Claro que existem diversos meios destes bons autores publicarem suas obras-primas (mesmo que únicas) tanto de forma impressa como virtual, mas o que ocorre é que, inevitavelmente, estas publicações acabam se misturando com todo o tipo de ruindade presente (que são a grande maioria, sim!) e ninguém dá a menor importância para elas. Exemplo vivo: O site Recanto das Letras. (http://www.recantodasletras.com.br)

O Recanto das Letras é um bom “sítio” (como corretamente fala meu amigo Raul Arruda em bom Português). Um sítio onde todos podem publicar. E este TODOS (leia-se “qualquer um”) é o problema, é o que impede que o sítio seja ÓTIMO, e seja apenas bom, interessante, bacana…Todos podem escrever o que bem querem entre ensaios, crônicas, poesias, contos, discursos, enfim, todo o tipo de literatura (e não-literatura) possível, e aí mora o perigo. O site não é (nem quer ser) um crítico literário apurado para saber o que é um texto bom ou um texto ruim, aceita tudo que nele é publicado. Daí vem a grande pergunta: Entre mais de 796.624 poesias, 105.992 pensamentos, 74.471 crônicas, 54.321 contos, 31.415 haikais e outros tantos milhares de escritos (no dia de hoje, 22/2/2010), como descobrir os verdadeiros talentos? Lendo todos um a um? Passando meses e meses, horas e horas por dia na frente do computador tentando encontrar estes belos textos – certamente existentes mas adicionados e infectados direto pelos outros de péssima qualidade? Ou, afinal, o que importa quem tem ou não tem talento? O que importa somente é dar espaço a todos que querem se dizer escritores? Realmente, torna-se algo pior que um trabalho de Hércules descobrir gente boa neste mundo de tanta oferta literária… Isso que falei apenas de um site, nem citei outros tantos onde autores de talento podem estar escondidos, como no Clube dos Autores (http://www.clubedosautores.com.br) ou sites deste tipo onde todos podem publicar e só é impresso o que alguém comprar, ainda que de qualidade duvidosa tanto o texto quanto a impressão. Ou seja, mesmo escritores ruins podem ter seus textos ruins mais lidos que os textos de bons escritores, basta possuírem uma boa rede de amigos, networking, dinheiro para divulgação, etc. Podemos ver alguns bons textos realmente selecionados somente em sites como Releituras (http://www.releituras.com), mas ainda assim há a preferência pelos famosos, e são muito poucos os bons textos de anônimos – inclusive porque muita gente que escreve coisas boas não necessariamente manda para este ou para qualquer site que seja. Além de tudo, os tais bons textos podem estar em algum destes sites e ainda assim continuarem sendo maravilhas completamente despercebidas, ignoradas, rejeitadas, esnobadas…Como diz o bom e louvável Flávio José Cardozo na entrevista desta própria edição, “o difícil é ser lido, não publicar algo”.

Enfim, este artigo, como eu disse lá em cima, não é para criticar, então vou me restringir apenas aos elogios desta vez como estava fazendo, e eles vão a todos que um dia já escreveram coisas que valeram à pena, coisas que não poluíram o mundo, mas pelo contrário, encheram os olhos de quem leu mesmo que uma única e anônima vez; belos textos, que mesmo que não tenham dado nome a seus criadores conseguiram – ainda que por um pequeno tempo – falar de forma mais bonita que o silêncio; belos textos que por mais que não tenham dado fama, dinheiro e oportunidades a quem os escreveu existiram ou existem simplesmente – como uma linda mulher desconhecida da gente que vive no mundo sem pretensões de ser, que nem sonhamos em conhecer, mas que, se um dia esbarramos numa esquina e viemos a vê-la, inevitavelmente enxergamos e admiramos sua notável beleza, só que ficamos quietinhos em nosso canto porque já somos casados, porque temos compromisso com alguém, porque somos covardes, porque há outros em volta olhando, porque ela é “só mais uma entre tantas”, porque ela nem é famosa e nem mesmo a desculpa de pedir um autógrafo podemos ter para nos aproximar, enfim…

E então vamos embora calados e como se nada tivesse acontecido, mas mesmo tendo-a visto esta única vez, sempre saberemos que ela era bela, ah, como era!
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Leandro possui o site http://www.escritoresdosul.com.br/ , o qual recomendo pela excelente qualidade.
(JF)

Fonte:
http://www.escritoresdosul.com.br/

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