Ialmar Pio Schneider (Baú de Trovas XI)

Alguém bate à minha porta,
vou ver quem é, num momento;
há muito tempo está morta
minh´alma gêmea… É o vento !

A manchete de jornal
sempre indica uma notícia,
que a imprensa tradicional,
é a melhor arma patrícia.

As plantinhas que cultivo
em meu jardim pequenino,
estão dizendo que vivo
pelo teu amor divino…

Cuidado com a ilusão,
romântico trovador,
pois pelo sim, pelo não,
não creias no falso amor !

Enquanto passam as horas,
fico pensando em você,
vencido pelas demoras,
qual alguém que não mais crê.

Eu serei sempre contente,
se algum dia me quiseres,
és a musa mais ardente,
entre todas as mulheres !

Eu te amei intensamente,
mas foram momentos vãos,
pois vejo que fui somente
um brinquedo em tuas mãos…

Foste a musa que escolhi,
desfolhando um bem-me-quer,
mas vejo que me iludi,
pois eras falsa, mulher !

Hoje faço quaisquer trovas
para cantar meu amor;
e por serem sempre novas,
eu lhes dou muito valor !

Imprensa livre, meu povo,
não deixe nunca acabar;
pois consegui-la de novo,
é difícil conquistar !

Já fiz trovas e fiz versos
para a linda namorada,
que depois andam dispersos
no vento da madrugada…

Labutei muito na imprensa,
fui cronista popular,
hoje sei o quanto é tensa,
a notícia divulgar…

Mergulhado no desejo
de te amar na juventude,
hoje penso de sobejo
que te amei mais do que pude.

Não há renúncia a quem quer
viver feliz nesta vida;
só o amor de uma mulher,
poderá me dar guarida.

Na vida dos sonhadores,
existe um sol que fulgura,
para aquecer os amores
que necessitam ternura…

No Dia do Trovador,
escrevo esta simples trova,
para o meu sincero amor
que a minha vida renova…

Olhavas triste, indecisa,
no meio da rua, quando
sentes o abraço da brisa
que vai assim te afagando…

O prazer de amar alguém,
é o mesmo de ser amado;
pois o amor que a gente tem,
deve ser compartilhado.

O respeito é necessário,
faz muito bem, sim senhor;
deve viver num sacrário,
vem a ser irmão do amor !

O vento leva o meu canto
pelos confins do universo;
em vez de chorar, eu canto
através deste meu verso !

Para escrever estes versos,
procuro ouvir minhas musas;
trazem-me assuntos diversos,
mas não ideias confusas.

Persegue o lobo que existe
dentro de ti, sonhador,
não sendo alegre nem triste,
fazes só versos de amor…

Por que será que na vida
nós temos contrariedades,
se depois da despedida
vamos lembrar com saudades?!

Quando te vejo passar
ao meu lado sorridente,
é difícil renunciar
ao sorriso que não mente…

Quero o amor que não ilude
e me faz amar alguém,
que tenha paz e virtude
e seja séria e do bem.

Se a chuva cai mansamente,
me fazendo meditar,
dá no coração da gente,
louca vontade de amar..

Se chorei, também choraste,
naquela tarde vazia,
hoje sou um velho traste,
já sem qualquer serventia.

Tinha tudo a meu favor
e não vivia ao relento,
se tu foste meu amor,
passaste assim como o vento…

Um casamento perdura
pela amizade e o respeito,
pois quem ama com ternura
só vê amor, não defeito !

Vou vivendo na incerteza
de assumir o nosso amor;
a renúncia tem tristeza,
da tristeza surge a dor…

Fonte:
O Autor

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