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Milton Nunes Loureiro (9 junho 1923 – 31 Janeiro 2011)

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31 de janeiro de 2011 · 19:33

Falecimento de Milton Nunes Loureiro, presidente da UBT Niterói-RJ e da UBT/RJ

Meus Queridos Irmãos,

O mundo Trovadoresco perdeu hoje um dos seus mais atuantes filhos.
Recebi de Edmar e de Tereza Costa Val a notícia que o Milton Nunes Loureiro nos deixou nesta manhã. Em meu nome e em nome de toda a ATRN (da qual sou 1º Secretário) deixo aqui os nossos votos de pesar a todos os parentes e Amigos.
Fraternalmente;

ADEMAR MACEDO
União Cultural – Natal-RN
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Não sou trovadora e no dia de hoje também não sei usar de palavras bonitas… Sou neta de Milton Nunes Loureiro e quero deixar aqui um recado para todos:

Onde ele estiver, ele sempre vai “olhar” pela trova e seus amigos trovadores… A trova era a vida dele! Sentirei saudades não somente dele como meu avô, mas também de ouvir uma trova para cada momento da minha vida… Tenho certeza que ele está em um lugar melhor do que nós e olhando por todos nós! Descanse em paz!…

MARIA GABRIELA
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Perdemos um dos maiores baluarte do movimento trovadoresco. Milton Nunes Loureiro é o símbolo dos trovadores do Estado do Rio de Janeiro. Todos nós da Delegacia da UBT de São Francisco de Itabapoana-RJ estamos de luto. A perda é sentida e irreparável!

Roberto Pinheiro Acruche
UBT – São Francisco de Itabapoana/RJ
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Caríssimos amigos.

Foi com imenso pesar que recebemos a notícia de falecimento do nosso destacado poeta e trovador Milton Nunes Loureiro, ilustre presidente da UBT Seção de Niterói.

Uma perda irreparável!

Homem extraordinário e grande amigo que nos deixa magnânimos exemplos de amor, de cultura, de civismo e de trabalho.

Distinguido por sua brilhante personalidade, sólidos princípios e memória privilegiada, Milton legou rastros de gigantes exemplos para a história de Niterói e do Brasil, diante de suas importantes referências poético-trovadorescas, de talento, garra e determinação.
Hoje, no plano Divino, a nossa saudade!

Vânia Maria Souza Ennes
Vice-presidente do Centro de Letras do Paraná.
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Milton Nunes Loureiro

Foi muito mais que um trovador.
Foi um dos mais importantes e dedicados apóstolos da Trova.
Durante cerca de meio século impulsionou o trovismo não somente em Niterói e em todo o RJ, mas em todo o Brasil.
Perdemos, realmente, um grande amigo e um queridíssimo irmão.
Mais um parceiro para São Francisco de Assis e Luiz Otávio no parnaso azul do céu.

A. A. de Assis
UBT Maringá/PR
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Agradeço ao Acadêmico JOSÉ FELDMAN do Blog Pavilhão Literário Singrando Horizontes , que me enviou esta triste NOTA DE FALECIMENTO do AMIGO TROVADOR.

Tive a honra de comparecer, com a Trovadora Zeni de Barros Lana, à inesquecível comemoração dos 4O anos dos Jogos Florais na UBT de Niterói-RJ, no períoido de 27 a 28 de novembro de 2010, sob a PRESIDÊNCIA DE MILTON LOUREIRO,

Em nome do CLUBE BRASILEIRO DA LÍNGUA PORTUGUESA outorgamos a ele, merecidamente, o TÍTULO DE POETA-TROVADOR-HUMANISTA HONORIS CASA, EM LÍNGUA PORTUGUESA, em razão da excelência de sua obra a favor dos DIREITOS HUMANOS.

Prestamos também, ao anfitrião MILTON NUNES LOUREIRO, a homenagem-acróstica nº 3233, publicada em nosso site:
http://clubedalinguaport@gmail.com/ e no Recanto das Letras.

Apesar do falecimento do nosso amigo, entristecidos, oramos para que ele descanse em Paz e que tenha um lugar iluminado na Casa do Pai Celestial, onde certamente merecerá ficar eternamente feliz.

Para os Famíliares e Trovadores enlutados agradecemos a oportunidade de ter conhecido e aprendido tanto com MILTON LOUREIRO…

Bênçãos poéticas imortais,

Sílvia Araújo Motta, Poeta-Trovadora da UBT-BH,Vive-Presidenta da Academia Mineira de Trova,Presidenta do Clube Brasileiro da Língua Portuguesa, Cônsul Poeta del Mundo/BH, Embaixadora Universal da Paz/Brasil/França/Suissa.
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Muitos homens deixaram a sua marca nas páginas da história do Brasil, não só de palavras, mas de ação, e cada um deles sempre visou o enriquecimento da cultura de nossa nação, e na data de hoje, 31 de janeiro de 2011, mais um brasileiro de valor cumpre a sua missão entre nós e deixa a sua marca neste livro e dentro de nós que acompanhamos o seu trabalho. Um trovador se vai, mas a sua garra, o seu trabalho, as suas trovas continuam vivos e presentes sempre e sempre, incrustados em nosso coração, e seu nome continuará sempre a brilhar e nos servir de inspiração. Brindemos a este homem: Salve, Milton Nunes Loureiro!!!

José Feldman
Academia de Letras do Brasil/ Paraná

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Milton Nunes Loureiro (1923 – 2011)

Nasceu em Campos dos Goitacases (RJ) no dia 9 de junho de 1923 e faleceu em 31 de janeiro de 2011.

Advogado, exerceu durante quarenta e três anos o cargo de delegado de polícia em diversas delegacias do interior do estado do Rio de Janeiro, da Baixada Fluminense e da capital.

Além de pertencer à ANL, presidiu a União Brasileira de Trovadores – seção Niterói e integrou os quadros das seguintes instituições culturais:

  • Academia Fluminense de Letras,
  • Ateneu Angrense de Letras e Artes,
  • Academia Itaboraiense de Letras, Ciências e Artes,
  • Academia de Letras de Uruguaiana,
  • Associação Uruguaiense de Escritores e Editores,
  • Academia de Letras Sudoeste,
  • Associação Niteroiense de Escritores,
  • Academia Internacional de Heráldica e Genealogia de Uruguaiana,
  • Academia Internacional de Letras Três Fronteiras,
  • Academia Internacional de Ciências Humanísticas de Uruguaiana e
  • Centro Cultural Literário e Artístico de Filgueiras (Portugal).

    Vinculou-se, também, à

  • Ordem dos Advogados do Brasil,
  • Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro,
  • Associação dos Delegados do Brasil,
  • Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra,
  • Associação Fluminense de Jornalistas,
  • Sindicato dos Jornalistas Profissionais/RJ,
  • Associação Fluminense de Relações Públicas,
  • Conselho Regional de Relações Públicas,
  • Associação Fluminense de Turismo
  • Loja Maçônica Antônio Vieira de Macedo.

    Possui o título de Cidadão Honorário dos municípios fluminenses de Niterói, Cantagalo, São Gonçalo, Petrópolis, Cabo Frio e Teresópolis, além do de Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro.

    Foi agraciado com a comenda Ordem do Mérito Araribóia e com as seguintes medalhas:
    Mérito Policial, José Cândido de Carvalho, José Clemente Pereira, Oswaldo Cruz e Jubileu de Ouro da Academia Niteroiense de Letras.

    Atuou como noticiarista e repórter nas rádios Tamoio, Tupi, Continental, Copacabana, Club de Niterói e na Agência Meridional.

    Participou de programas nas emissoras de televisão Tupi, Continental e Rio.

    Tem poemas publicados em revistas, jornais e antologias.

    Livros editados:

  • Dos sonhos brotaram versos (1976),
  • Sonetos de outono (1990) e
  • Varanda de sonhos (1992).

    Fonte:Academia Niteroiense de Letras

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Arquivado em Biografia

Elizabeth Souza Cruz (Livro de Trovas)

Declarar-me não me atrevo,
com palavras mais ousadas…
E assim os versos que escrevo
são propostas camufladas!…

Qualquer que seja o motivo
que a razão nos tente impor,
não se passa o corretivo
quando um erro é por amor!

Se o teu amor foi miragem
no deserto da paixão,
que importa… me deu passagem
para o oásis da ilusão.

É tão forte a intensidade
das loucuras da paixão,
que no amor a insanidade
é o que eu chamo de razão.

É surpresa repetida,
surpresa mesmo… e bendigo
cada instante em minha vida
me repetindo contigo!

Nem mesmo a ilusão remenda,
com seus fios de saudade,
os velhos sonhos de renda
que eu teci na mocidade!

No desfile à fantasia,
de um carnaval de ilusão,
a saudade é a alegoria
que enfeita meu coração!

Minha saudade é um desvio
que a solidão me propõe
para fugir do vazio
que a tua ausência me impõe!

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Arquivado em livro de trovas

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.112)

Uma Trova Nacional

Uma lágrima, sequer,
eu vi no adeus… Nem depois.
Não faz mal… Eu sou mulher,
posso chorar por nós dois!
(DIVENEI BOSELI/SP)

Uma Trova Potiguar

A lágrima, na verdade,
por seu poder infinito,
traduz com fidelidade
o que não pode ser dito…
(REINALDO AGUIAR/RN)

Uma Trova Premiada

2008 > Balneário Camboriú/SC
Tema > LÁGRIMA(s) > Venc.

Em meus momentos aflitos
deixo-as nas faces rolando,
porque as lágrimas são gritos
dos meus sonhos se afogando.
(ALMERINDA LIPORAGE/RJ)

Simplesmente Poesia

– Inoema Nunes Jahnke/RS –
SAUDADE.

Se do nada uma lágrima
rolar no seu rosto…
Não tente entender,
se mesmo, sem você querer,
outra lágrima teimar
em embaçar teu sorriso…
Não procure nem tente entender,
com certeza é teu coração,
com vontade de me ver.

Uma Trova de Ademar

Da bebida fiquei farto,
bebendo, perdi quem amo;
hoje bebo no meu quarto,
as lágrimas que eu derramo!
(ADEMAR MACEDO/RN)

…E Suas Trovas Ficaram

Quem já foi homem de bem,
e se fez trapo na vida,
sabe as lágrimas que tem
cada copo de bebida…
(ALOÍSIO ALVES DA COSTA/CE)

Estrofe do Dia

Nossas conquistas são feitas,
o mundo é nosso cartório,
a vida é um laboratório
de diferentes receitas,
as lágrimas não são aceitas
como nossos risos são,
serenidade é canção
na voz que Deus abençoa;
passa a vida o tempo voa
nas asas da ilusão.
(GERALDO AMÂNCIO/CE)

Soneto do Dia

– Félix Pacheco/PI –
ESTRANHAS LÁGRIMAS.

Lágrimas… noutras épocas verti-as.
Não tinha o olhar enxuto como agora.
– Alma, dizia então comigo, chora!
Que assim minorarás as agonias!

Ah! Quantas vezes pelas faces frias,
umas, outras após, a toda hora,
gota a gota rolando elas, outrora,
marcaram noites e marcaram dias!

Vinham do oceano d’alma, imenso e fundo,
de espuma as ondas salpicando o flanco,
numa fremência amargurada e louca.

Nos olhos hoje as lágrimas estanco…
rolam, porém, sem que as descubra o mundo
sob a forma de risos pela boca.

Fonte:
Ademar Macedo

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Elisabeth Souza Cruz (Cristais Poéticos)

MISSÃO TERRESTRE

Não vim ao mundo para um breve passo,
trouxe roteiro e amor dentro da mala…
Deus me mandou… e me estendeu Seu braço,
deu-me os conselhos e eu sei bem da fala…

Deus me disse assim: – “- Pega o teu espaço,
usando… o amor, o teu traje de gala…
Prossegue o bom destino que eu te traço
e faz teu rumo, azul, em alta escala!!”

E muito atenta à fala do bom Deus,
estou na Terra e… esses caminhos meus
são adornados pelo verbo amar…

Porque eu tenho uma Rosa que viceja,
não pego o lugar de quem quer que seja…
eu me assumo e… conquisto o meu lugar!

SEGREDO

Viver a vida é parte de um mistério
na encenação da qual somos atores,
sem ter ensaio, sem qualquer critério,
misto de sombra e luzes multicores…

E nesta vida há sempre um revertério,
um dissabor, espinhos entre as flores…
Mas há segredos, sempre há um refrigério,
há muita luz atrás dos bastidores!

Então… comece a desvendar segredos,
descubra o sol brilhando entre os seus medos…
e ante a tristeza não se entregue ao léu!

Ouvir estrelas no breu da tormenta
é o grande alento de quem se alimenta
do Pão da Vida… o Pão que vem do céu!

AMOR DE EXTREMOS

O nosso Amor é um mar cheio de extremos…
Mar perigoso de navegação…
Às vezes… temo e abandonar os remos
parece a diretriz… a solução.

Eu me amedronto, mas, ante o que temos,
dou meia volta… vejo a salvação
nos tempos de prazer… tantos… supremos,
e eu sigo em frente, atrás dessa emoção…

O nosso Amor é uma cumplicidade…
é todo feito de diversidade….
é guerra… é fogo… é paz… é rebeldia…

É plantação… estio com fartura,
É sensatez vestida de loucura…
É breu… é noite… é Sol de meia dia!!!

BACHAREL

Não entristeço a folha de papel
que ela merece uma canção feliz…
Então, eu pego um sonho, o meu batel,
mudo o roteiro e inverto a diretriz!!!!

Meu sonho é diplomado… é um bacharel
contorna os desenganos com seu giz…
Conhecedor da vida, em seu farnel,
tem sempre uma ilusão… pedindo bis…

Meu sonho… faz a vez de um navegante,
pega a alegria, o seu farol constante,
e adentra os mares onde houver tristeza…

Eu sei que o mar nem sempre é meu amigo,
mas eu me exponho às ondas do perigo,
porque a esperança é sempre uma certeza!

DIA DE RESGATE

O caos, a fome, o medo, a frustração…
e os trinta e três guerreiros no combate…
dia após dia… a espera… a indecisão
da vida, por um fio, em xeque-mate!

Uma Esperança vence a escuridão,
porque o mineiro bom, jamais se abate
e enfrenta a fúria da Mineração
para esperar o Dia de Resgate!

O Chile comprovou a sua fibra
e o mundo, em energias, todo vibra
para trazer à Luz esses guerreiros!

E o Atacama emerge para a história
e escreve no deserto a trajetória
da inesquecível saga dos Mineiros!

Fonte:
1a. Antologia Poética Momento Litero Cultural

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Plinio Linhares (Trovamando V – Helena)

A HELENA
(minha musa inspiradora)

As forças da natureza,
Venham todas em amparo;
Que haja maior riqueza,
Para musa que preparo.

Que ela tenha as virtudes,
De um anjo divinal;
E venha com atitudes,
De uma dama bem formal.

Desejo que seja linda,
Num corpo escultural;
Espírito na berlinda,
Rainha universal.

Veja o bem nos irmãos,
Ampare o deserdado;
Estenda sempre as mãos,
A alguém desamparado.

Que sorria e mais encante,
O adulto e a criança;
Doando, sempre avante,
A paz e a esperança.

E com um simples olhar,
Faça o doente são;
O aflito acalmar,
Ao acenar de sua mão!

Precisa o trovador,
Receber a sua parcela;
Deste anjo salvador,
Do bem e paz, que ele sela.

Presentes eu lhe darei,
E todo dia bela rosa;
Amor, afeto, farei,
Pra ficar rindo e prosa.

Pra ela, como fiz outrora,
E deixando-a bem grata;
Na noite, em qualquer hora,
Farei linda serenata.

Passou bela, flutuante,
Fui, perguntei-lhe o nome;
E com voz estonteante,
Disse só o seu prenome: –

– HELENA, a sua criada,
Vejo que é bom rapaz;
Só serei a sua amada,
Se a trova for capaz!

Andar firme, bem andante,
Olhar doce e suave;
Fala macia, bem galante,
Linda, soberana ave.

HELENA, musa perfeita,
Ornamento, belo brinco;
Deusa mor de gala seita,
És, no TROVAMANDO CINCO…

Por seu passado seguro,
Pelo presente bem são;
Para um feliz futuro,
HELENA, quero sua mão!

Lavarei seus pés com flores,
Ao recebe-la por minha;
Demonstrando meus amores,
Mesmo quando não a tinha.

Pra poder lhe merecer,
Erradicarei defeitos;
Farei puro o meu ser,
E verás cantar meus feitos…

Cercar-lhe-ei de afetos,
Como mar cerca a terra;
Tal qual avós aos netos,
Como neblina na serra.

Amparo eu lhe darei,
E amor compreendido;
O afeto que farei,
Há de ser correspondido.

Haverá companheirismo,
E um trato fraternal;
Dose de cavalheirismo,
União no ideal.

Dois corpos a caminhar,
E as almas siamesas;
Impossível separar,
Nem com doutas sutilezas.

DON QUIXOTE DE LA MANCHA,
Eu, a derribar moinhos;
Terei a grata ensancha,
De mostrar os meus carinhos.

Eu, andante cavaleiro,
Montado no ROCINANTE;
Para ser-lhe prazenteiro,
E tornar apaixonante.

És estrela que me guia,
De luz deveras brilhante;
Clara noite, como dia,
Você é o meu calmante…

Meu amor, por que mantém?
Seu querer adormecido;
O meu ser só se sustem,
Com seu beijo aquecido.

Que coisa linda o beijo!
Exalta todo meu ser;
Põe cérebro em lampejo,
Dá vontade de viver…

Aquele abraço doce,
Que você me deu um dia;
Não esqueço nem que fosse,
O rei momo da folia!…

Seu arfar, no meu ouvido,
Nele, seu beijo ardente;
Ao chamar-me de querido,
Diz verdade, ou me mente?

No dia em que me levou,
Provar sua intimidade;
A minh’alma se lançou,
No orgasmo da verdade.

Você me deu o maná,
Que dado ao prometido;
E ainda o fará,
Com amor arremetido.

Seu afago, carinhoso,
O olhar mais dardejante;
Meu querer fica formoso,
O meu ser eletrizante!

Dançando, rostos colados,
E corpos em conjunção;
Ficam cupidos corados,
E anjos em aflição…

Você me põe no espaço,
Naquele, o sideral;
Sempre ledo no regaço,
Do seu bom manancial.

Me ame, minha querida,
Deixe-me amar também;
Extinga minha ferida,
Meu amor, meu forte bem!

O céu, dar-lhe-ei em verso,
Pois na prosa, se esvai;
Mas o grande universo,
Pra lhe dar, só nosso PAI!

Fundo extrato d’amor,
Perfumarei meu querer;
Far-lhe-ei do meu fulgor,
Como o amanhecer.

Para seu luxo, a teia,
Tecerei com fios d’ouro;
De amor, será a ceia,
Imortal e porvindouro.

Adorná-la e vestir-lhe,
Faze-la mais preciosa;
Do mar, pérolas roubar-lhe,
Do jardim, mais bela rosa…

Vamos, na realidade,
HELENA, meu bem querer;
Dar-lhe-ei a faculdade,
Em mi’a fala escolher.

Quero fazer, como dantes,
Amar-lhe na velha forma;
Sermos os finos amantes,
Na melhor, perfeita norma.

Prazeirar a natureza,
Atirar pedras no lago;
Sentir a lua benfazeja,
E acreditar em mago…

Em todas as coisas belas,
Igualá-las à você;
E a mais bonita delas,
Nunca há lhe merecer!

Agrupar as nossas almas,
Na mais doce lua de mel;
Pairar sobre nuvens calmas,
Sob bênçãos de lindo céu.

Vindo fundo sentimento,
Com amor forte, seguro;
Dar-lhe-ei enlaçamento,
De agora ao futuro…

Qualidade de amor,
Terá nosso matrimônio;
Afeto e esplendor,
Será o nosso binômio.

Ajuda lhe prestarei,
E você me cuidará;
Bom amor receberei,
Mais ternura hei de dar.

O amor é como luz,
E nas trevas ilumina;
Fortalece e seduz,
A sua saga, contamina.

Os casais indiferentes,
Ao verem nosso exemplo;
Tornar-se-ão firmes crentes,
E virão ao nosso templo.

Que bom, é o bem viver,
Que maldade, é discórdia;
Ore muito pra não ter,
Que pedir misericórdia.

Para viver desta forma,
E Ter essa harmonia;
Há de se seguir a norma: –
Só com DEUS, em sintonia!

No jantar a luz de velas,
Com a paz dos querubins;
Comporei trovas mais belas,
Na lira, dos serafins.

Suave música de fundo,
Aflorando sentimento;
Dar-lhe-ei do mais fecundo,
Amor e desprendimento.

O casamento perfeito,
Há de ter a BOA discórdia;
Pois, de rosas, não há leito,
Nem a forçada concórdia.

Ter bom senso de ouvir,
Mais a arte de calar;
Para tudo discernir,
E a vida aclamar.

A fala mansa, macia,
O cenho descontraído;
Forma a paz e sacia,
De bênçãos, um lar caído.

Um casal prenhe de paz,
Faz do lar, foco de luz;
Qualquer treva se desfaz,
Pois ali, está Jesus!

O amor não tem espécie,
É amor sem discussão;
É natural de sua messe,
E não tem comparação.

Não existe confusão,
Há de ter contentamento;
Sem amor, é ilusão,
O perfeito casamento.

A relação em conflito,
Só bem querer modifica;
Faz bendito o maldito,
E amor solidifica!

Quer viver fatal inferno?
É em casa atritar;
Ampare e seja terno,
Chegue até lisonjear.

Casamento com problema,
Já são muitos o da vida;
Só o amor como lema,
Há de faze-la querida!

Se no lar houver disputa,
E só uma eu admito: –
De amor e de labuta,
Pois a paz não é um mito.

Com uma linda atafona,
Lavarei seus pés com flores;
Bem, que a fada abona,
Prometendo meus amores…

Enxugar com alvo linho,
Com sândalo perfumado;
Que fará do nosso ninho,
Aposento consagrado.

Enfim, ó bela HELENA,
Você é minha gracinha;
É a mais linda pequena,
Entre moças da pracinha.

Com HELENA, há certeza,
De perene bem viver;
A sua alma de beleza,
Seu eterno bem querer.

Você é o douro trigo,
Saciando minha fome;
É caminho que eu sigo,
HELENA, sublime nome.

Bela de TRÓIA, viesse,
Mi’a HELENA, visitar;
A sua beleza fenece,
Se a minha comparar!

Adjetivo gentílico,
HELENA, igual à grego;
Povo culto e idílico,
Pelo amor têm apego.

HELENA, larga estrada,
Caminhou a minha vida;
De sedenta na parada,
É a água mais querida.

Com um sexo respeitoso,
Sempre, sempre sublimado;
No sagaz harmonioso,
Do OLIMPO, consagrado.

E será sempre assim,
Pois és deusa que encanta;
Muito mais que um jasmim,
Minha musa, minha mantra!

Eu tivesse um harém,
Amaria a todas elas;
Somente você porém,
É a bela, das mais belas!…

Sonho em ser um sultão,
Dono de gema formosa;
Todos reis invejarão,
Você, pedra preciosa!

A fausta tiara rica,
Que orna cabeça nobre;
Em vossa mercê, que fica,
Para quem o sino dobre.

E como agradecer,
Inspiração de HELENA;
Me fez mais enternecer,
Com sua beleza serena.

Despeço emocionado,
Minha musa, minha luz;
Sou o seu apaixonado,
Com auspícios de JESUS!

ANA PAULA, também AMANDA,
VALQUIRIA, linda pequena;
MARIA, a mais veneranda,
A Quinta, bela HELENA…

Digo sempre o que sinto,
E inspiro em SUAS, leis;
Para terminar o CINCO,
E a começar o SEIS.

O trovador sempre faz,
Consigo auto-ajuda;
Deseja ao LEITOR – PAZ!
Mais amor, que tudo muda.

Ao meu querido LEITOR,
Sou grato em profusão;
Minhas trovas de amor,
Em você, INSPIRAÇÃO!…

Fonte:
http://blogdodegasdc.blogspot.com/2010/04/trovamando-v-helena.html

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