Nemézio Miranda de Meirelles (1913 – 2011)


Natural de Salvador, Bahia, Nemézio Miranda de Meirelles nasceu em 19 de dezembro de 1913. Faleceu em 16 de Maio de 2011.

Aos 16 anos, foi revisor do Diário da Bahia, em Salvador. Aos 18, em 1932, foi para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, fazia parte de um grupo de jovens idealistas que fundou a edição “O Ideal”, no bairro Marechal Hermes.

Meirelles chegou em Canoas em 1935, transferido da Escola de Aviação Militar, sediada em Campo dos Afonsos, no Rio de janeiro.

Em 1953, formou-se em Odontologia pela UFRGS – Universidade do Rio Grande do Sul. Exerceu a profissão até 1965, em Porto Alegre e Canoas.

Casou-se com Filomene Nienow, com quem teve dois filhos: Flávio (1938 – 2000), e Ângela (1949).

Fundou “O Cruzeiro”, o primeiro jornal de Canoas.

Em 8 de agosto de 1985, recebeu da Câmara de Vereadores, por iniciativa do então vereador Ivo Lech, uma homenagem pelo cinqüentenário da imprensa canoense, sendo agraciado como Patrono da Imprensa.

Em 2001, foi patrono da 17ª Feira do Livro de Canoas. Meirelles foi agraciado com a Medalha Duque de Caxias pelo Exército Brasileiro e recebeu do Ministério da Aeronáutica Brasileira três condecorações: Medalha Santos Dumont, Cavaleiro da Ordem do Mérito e Membro Honorário.

O escritor presidia a Academia Canoense de Letras, a qual criou e é co-fundador da Associação Canoense de Comunicação Social.

Fundou e presidiu a liga Atlética Canoense, que dirigia o voleibol, o basquete e o atletismo.

Foi diretor do Interior da Federação Rio-Grandense de Futebol e diretor na Federação Atlética Rio-Grandense (Farg), cargo no qual desempenhou a missão de receber e acompanhar as delegações estrangeiras participantes do Campeonato Sul-Americano de Voleibol.

Como atleta, foi campeão de voleibol pelo Exército, no Nordeste (6º R.M.), campeão universitário gaúcho e campeão regional.

No basquete, foi campeão canoense muitas vezes e campeão regional.

No futebol foi campeão canoense vários anos.

Praticou capoeira, box, luta-livre e jiu-jitsu. Disputou provas de corrida de fundo, como a São Silvestre de 1932, pelo Botafogo carioca, como preparativo para as Olimpíadas de 1932, nos Estados Unidos.

A revolução paulista desfez o sonho e a aspiração de competir com os melhores do mundo. Além de dirigente e atleta, foi árbitro de futebol , voleibol e boxe, no Rio de Janeiro e em várias cidades do Rio Grande do Sul.

A Liga Canoense de Futebol concedeu-lhe o título de Presidente Benemérito, por unanimidade de votos, em reconhecimento ao seu trabalho em prol do esporte canoense.

Cidadão Canoense Honorário, Meirelles é o único remanescente dos que lutaram pela emancipação política de Canoas. Militar no ar e em terra, disciplinado e disciplinador, foi também suplente de deputado federal.

Escritor, pensador, palestrante e jornalista, contactou pessoalmente com importantes vultos e personalidades, como Ruy Barbosa, Santos Dumont, vários presidentes da República, Sacadura Cabral e Gago Coutinho (os primeiros aviadores a atravessar o Atlântico), além de testemunhar grandes fatos e acontecimentos da História do Brasil.

Publicou os livros “Sonetos e Sonatas” e “Raios da LuLinkz”, além de ser autor de inúmeros artigos em jornais e revistas do RGS e do Brasil.

Lançou o seu novo livro “Estrelas cadentes” durante a 24ª Feira do Livro de Canoas / 2008.

Fonte:
Casa do Poeta de Canoas.

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1 comentário

Arquivado em Biografia, Rio Grande do Sul

Uma resposta para “Nemézio Miranda de Meirelles (1913 – 2011)

  1. Duas correções históricas que devem ser feitas. Primeiramente a Academia Canoense de Letras nunca existiu, portanto Nemésio Meirelles jamais foi presidente. A ACL era um projeto que o Nemésio Meirelles queria ver realizado, mas que nunca se concretizou.

    E segundo lugar o semanário “O Cruzeiro”, lançado em 1935, não é o primeiro jornal de Canoas, porque em 1909 Frederico Guilherme Ludwig, proprietário “Villa Mimosa, hoje sede da Cada das Artes “Villa Mimosa”, foi o pioneiro ao lançar o jornal “O Canoeiro”. Assim, e por justiça histórica, Nemésio Meirelles lançou o segundo jornal de Canoas, porém primeiro no processo de impressão a linotipo.

    Ass: Xico Júnior – Jornalista, Radialista, Historiador, Pesquisador, Acervista, Peota e Escritor há 62 anos morando em Canoas e há 40 anos como profissional jornalista e escritor, com 7 (sete) livros já publicados.

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