Arquivo do mês: dezembro 2011

AGRADECIMENTO

Valho-me desta última postagem do ano para agradecer aos leitores, assinantes, seguidores e colaboradores que mantém viva a chama deste blog.
4 anos, desde dezembro de 2007, são 7.310 postagens. No ano de 2011 foram 2295 postagens, com centenas de biografias, trovas, haicais, contos, cronicas, teoria literária, dicas, folclore, etc.
O ano se encerra, e gostaria de agradecer a escritores em especial que coloco aqui. São muitos nomes e mesmo assim alguns nomes não me veem a mente agora, mas obrigado a todos por mais este ano vitorioso.
A. A. de Assis (PR)
Ademar Macedo (RN)
Amosse Mucavelle (Moçambique)
Andrey do Amaral (DF)
Antonio Brás Constante (SC)
Antonio Manoel Abreu Sardenberg (RJ)
Aparecido Raimundo de Souza (ES)
Carlos Leite (Portugal)
Cecy Barbosa Campos (MG)
Celito Medeiros (PR)
Dinair Leite (PR)
Eunice Arruda (SP)
Hermoclydes S. Franco (RJ)
Héron Patrício (SP)
Ialmar Pio Schneider (RS)
Izabel Furini (PR)
J. B. Xavier (SP)
José Faria Nunes (GO)
Lino Mendes (Portugal)
Lúcia Constantino (PR)
Nei Garcez (PR)
Nemésio Prata Crisóstomo (CE)
Nilto Maciel (CE)
Pedro Du Bois (RS)
Selma Patti Spinelli (SP)
Sílvia de Araújo Motta (MG)
Silviah Carvalho (PR)
Therezinha Dieguez Brisolla (SP)
Valter Martins de Toledo (PR)
Vânia Maria Souza Ennes (PR)
Vicência Jaguaribe (CE)
Wagner Marques Lopes (MG)
e muitos outros.
Em especial destaco o sempre apoio
Eternos mestres e amigos.
Carolina Ramos (Santos/SP)
Izo Goldman (São Paulo/SP)

um irmão, amigo e peregrino como eu
Átila José Borges (Curitiba/PR)
minha mãe pelo seu incentivo e orgulho, envaidecido pela mãe maravilhosa que é
Mina  (hoje com 87 anos de idade)
meu irmão de sangue, apesar de distante, sempre presente e base de minha caminhada
Chaie (São Paulo/SP)
Boa passagem de ano a todos, que o amanhã seja vitorioso com a construção de seus sonhos com os alicerces da esperança.
Encerro com a trova de uma amiga daqui de Maringá.
Obrigado a todos, e até 2012.
José Feldman

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Paraná em Trovas Collection – 33 – Maria Eliana Palma (Maringá/PR)

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30 de dezembro de 2011 · 23:23

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas de Fim de Ano n. 439)

Uma Trova Nacional

Vai ano velho, de vez,
leve o mal e o duvidoso,
que o Ano Novo em rapidez,
há de ser mais generoso!
–VANIA ENNES/PR–

Uma Trova Potiguar
Este ano, já moribundo,
chora por não ser capaz
de ao menos puxar o mundo
para mais perto da paz!
–JOSÉ LUCAS DE BARROS/RN–

Uma Trova de Ademar

Eu desejo aos Trovadores
com pompa e com muita pose
o pódio dos vencedores
agora em 2012!!!
–ADEMAR MACEDO/RN–

…E Suas Trovas Ficaram

O Ano Novo sempre faz
renovar nossa vontade,
de ver a bendita Paz
reinando na humanidade.
–REINALDO AGUIAR/RN–

Simplesmente Poesia

Ano Novo
 –CAROLINA RAMOS/SP–
 

Os sinos sacodem a noite silente!
Apitos, sirenes, febris, a anunciar
que parte o Ano Velho, tristonho e doente,
e  nova esperança começa a brilhar!

Em meio à alegria, que explode em espuma,
transborda de taças e rola no chão,
rasteja a tristeza, fiapos de bruma,
estranha entre risos confete e rojão!

É a mesma tristeza que rima com prece
e aquele que a sente é  incapaz de a entender!
Tristeza que às vezes, receio parece,
receio de tudo que é inútil prever…

Mas, pulsam ao peito, no fundo… bem fundo,
reservas de Amor, e de Fé e Confiança
– um eco escapado aos gemidos do mundo –
e mesmo sofrida… renasce a Esperança!!!

Estrofe do Dia

O Ano Novo vem vindo
no grande trem das mudanças,
vem trazendo os seus vagões
lotados de esperanças,
mas eu só creio em conquista,
se Deus for o Maquinista
desta bem-aventurança!
–FRANCISCO MACEDO/RN–

Soneto do Dia

Transitório.
 –VANDA FAGUNDES QUEIROZ/PR–

Trezentos e sessenta e cinco dias,
meu calendário, foi seu tempo exato.
Agora é estranho, quando então constato:
– É um bloco velho, já sem serventias.

Mas eu o estimo. As datas foram guias…
Cada lembrete compôs um retrato
do cotidiano que se fez, de fato,
de altos e baixos, sombras e alegrias.

Releio as notas… Dói-me concordar:
– Dever cumprido! Ceda o seu lugar
para o que chega e estreia no cenário.

Tão companheiro, em toda a minha lida
de um ano inteiro… Para mim, tem vida!
– Adeus, meu velho amigo Calendário…

Fonte:
Textos e imagem enviados pelo Autor

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Delores Pires (Livro de Haicais)

Ao amanhecer
 o coro de quero-queros
 anuncia o dia.

Ao amanhecer
 o sol desponta no morro
 colorindo o dia.

Ao sol causticante
 moça e abelha dividem
 o caldo de cana.

Bagas de suor
 nas alegrias da escola.
 Hora do recreio.

Céu varrido há pouco.
 Nenhum resquício de nuvem.
 Apenas o azul.

Com a chuva branda
 a goteira tamborila
 nas pautas do dia.

Com o sol a pino
 ando só, sem minha sombra,
 no quente verão.

Como atrás da bola
 o menino, pela vida,
 corre atrás do sonho.

Em cima da cesta
 cheiro do pêssego, à mesa,
 enche a boca d’água.

Em cima do morro
 araucária solitária
 pedindo socorro.

Em noite de breu
 grávida a lua no céu
 rebentos de prata.

Entre a paz do branco
 o riso da margarida.
 Ouro reluzindo.

Entre o bambual
 tímido raio de lua
 insiste em surgir.

Entre vagens secas
 os cachos de chuvas-de-ouro.
 Voa a mamangaba.

Espetada no ar
 borboleta colorida
 integra a paisagem.

Gotas de cristal
 despencando na calçada:
 a chuva com sol.

Iludindo o tempo
 só ao relógio se engana
 mas não a si mesmo.

Junto do jardim
 acena em gesto de paz
 o pé de jasmim.

Na grama cortada
 os sabiás, perfilados,
 procuram minhocas.

No escuro da noite
O vaga-lume orienta
O andante perdido!

Nos dias de sol
 preguiçosa borboleta
 à sombra descansa.

No verde do morro,
 pontilhada pelos bois
 a paisagem pasta.

Os cachos dourados
 reluzem à luz do sol.
 Trigal na colheita.

Os raios de sol
 por detrás dos edifícios
 dão adeus ao dia.

Paisagem fugaz.
 Pela janela do trem
 mundo viajante.

Pelos ramos verdes
 do abacateiro espreguiçam
 os raios de sol.

Pérolas brilhantes
 escorrendo pela face.
 Choro de criança.

Sob a luz da lua
 o sapo contando estrelas
 no escuro da rua.

Tardes de verão.
 A cigarra na fanfarra
 com ar brincalhão.

Terminam laranjas.
 No pomar, avermelhados,
 os limões se exibem.

Um clarão no céu
Brilham os olhos do menino
Fogos de artifício.

Um raio de sol
 pendurado no horizonte
 ao cair da tarde.

Vento que balouça
 leque verde da palmeira
 varrendo saudade…
––––
(ACENTUAÇÃO)
Em torno de si
o guarda-chuva coloca
o pingo nos ii.

(DISTRAÇÃO)
Distraída a lua
abraça o casal que passa
no canto da rua.

(CONDORISMO)
Ah, quem me dera
voar como a nuvem no ar,
ar de primavera!

(CREPÚSCULO)
Luz de fim do dia.
E a tua imagem flutua…
Vaga nostalgia!

(CURIOSIDADE)
O que vais buscar
barquinho, lento e sozinho
tão longe do mar?

(ESCOLTA)
Ao cair da noite
escoltando pirilampos
passeiam estrelas…

(FRAGMENTOS)
Fragmentos de estrelas…
Dançam os jogos de luz
no escuro da noite.

(ITINERÁRIO)
Baila a folha no ar.
Descreve um círculo leve
no chão vai pousar

(MARESIA)
O dia fugindo.
No ar um cheiro de mar.
A noite vem vindo!

(MEMÓRIA)
Na longíqua tarde
ledas conversas de seda
saudades saudades…

(MUDANÇA)
Cheia de neblina
a cidade, em verdade,
foge da rotina.

(SOLITUDE)
Silente, à tardinha,
desliza ao sabor da brisa
gaivota sozinha.

(SIMPLICIDADE)
Singela e formosa
Num torvelinho de espinho
Desabrocha a rosa.

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Delores Pires (1947)

Delores Pires nasceu na cidade de Criciúma, Estado de Santa Catarina, em 1947, radicando-se desde menino no interior do Paraná.

 O contato com a natureza no ambiente rural, na adolescência, propiciou-lhe os subsídios e a influência na adoção da forma haicai que viria a praticar mais tarde.

 Adotou Curitiba como sua cidade, onde se formou em Letras pela Universidade Católica do Paraná. Como tal, é professor de língua portuguesa e de literaturas afins.

 Realizou o curso de Mestrado em Letras, com área de concentração em Teoria da Literatura, também pela Universidade Católica do Paraná, apresentando a dissertação O Universo do Haicai

 Cursou Ética e Educação, com ênfase em Teologia Moral, obtendo o título de especialista, com o trabalho de conclusão de curso Francisco de Assis: um Olhar Poético sobre a Natureza.

 Recebeu os prêmios Torneira de Prata, da Academia de Letras José de Alencar e Saci de Ouro, da União Brasileira de Trovadores — Seção de Curitiba, respectivamente nas áreas de poesia moderna e haicai.

 Na condição de professor universitário tem ministrado aulas de teoria da literatura e de língua portuguesa em universidades da capital paranaense e interior.

 Como escritor, tem militado na área da poesia, da crônica, da teoria literária, do romance e da tradução..

Iniciando-se no haicai quando ainda cursava o segundo grau, quis o acaso que o livro Cecília Meireles Escolha seu Sonho lhe caísse em mão propiciando uma amizade com essa modalidade poética que perdura até hoje.

 Por meio de palestras, conferências e aulas tem difundido sistematicamente o haicai em todo o país.

 Paralelamente desempenhou suas atividades profissionais junto ao Ministério da Educação e do Desporto no Estado do Paraná.

Entidades a que pertence
Centro de Letras do Paraná (Curitiba),
Academia de Letras José de Alencar (Curitiba),
Academia Brasileira de Poesia — Casa Raul de Leoni (Petrópolis – Membro Correspondente),
Associação Japonesa de Estudos Luso-Brasileiros (Tóquio) e
Association L’Arc & La Lyre (Paris).

Reestruturou o Grêmio de Haicai Bashô, entidade do gênero que criou em 15 de novembro de 1989, na cidade Curitiba, com o objetivo específico de estudar, divulgar e propiciar os princípios teóricos e práticos da poesia haicai.

Publicou A Estrela e a Busca (1977), Conversa de Casal (1997), Los Plátanos de mi Ciudad (1997), O Homem do Guarda-chuva e Outras Histórias (1998).

 Na área de haicais editou os livros Crepúsculo (1984), O Universo do Haicai (1984), Voo (1988), Criação (1989), Kasato Maru: Porta do Haicai no Brasil (1990), Outono (1992), Antologia de Haicaístas Brasilienses (1992), Clair de Lune (1993), Caderno de Viagem (1995), Luar (1997) Curso Prático de Haicai – Curso de Extensão Universitária (1999), Presença do Haicai na Poesia (1999 – Tradução).

 Participou das antologias 100 Haicaístas Brasileiros (1990), As Quatro Estações (1991), Antologia do Haicai Latino-americano (1993) e Lua na Janela (1999).

 Por iniciativa da Imprensa Oficial do Estado do Paraná, publicou O Livro dos Haicais. A obra engloba sua produção haicaística, além de apresentar uma tradução francesa de 89 haicais – Flores de Cerejeira – englobando 30 haicaístas do Período Tokugawa (1603-1867), época que apresenta maior número de poetas que escrevem haicai no Japão.

 Após essa publicação vêm a lume os livros Pétalas de Ipê (2002), Passeio ao Luar (2002), Piscadas de Sol (2002), Tapete de Folhas (2003) e Flor de Café (2005), Garoa de Outono (2007).

LIVROS

A Estrela e a Busca. Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica Editora, 1977.
 Crepúsculo. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1984.
 O Universo do Haicai. Curitiba: Editora da PUC, 1984.
 Voo. Curitiba: Feira do Poeta, 1988.
 Criação. Curitiba: Editora do Autor, 1989.
 Kasato Maru: Porta do Haicai no Brasil. Tóquio: Associação Japonesa de Estudos Luso-Brasileiros, 1990.
 Outono. São Paulo: Massao Ohno, 1992.
 Antologia de Haicaístas Brasilienses. São Paulo: Massao Ohno, 1992.
 Caderno de Viagem. Curitiba: Ócios do Ofício Editora, 1995.
 O homem do Guarda-chuva. Curitiba: Editora do Escritor, 1996.
 Estações. Curitiba: Ócios do Ofício Editora, 1997.
 Conversa de casal. Curitiba, Editora do Escritor, 1997.
 Le Voyage de mes Rêves. Curitiba: Editora do Escritor, 1997.
 Haicais Natalinos. Curitiba: Editora do Escritor, 2000.
 O Livro dos Haicais. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 2001.
 Baú de Fragmentos. Curitiba: Editora do Escritor, 2001.
 Pétalas de Ipê. Curitiba: Oficina do Livro, 2002.
 Passeio ao Luar. Curitiba: Oficina do Livro, 2002.
 Piscadas de Sol. Curitiba: Oficina do Livro, 2003.
 Tapete de Folhas. Curitiba: Oficina do Livro 2004.
 Flor de Café. Curitiba: Oficina da Palavra, 2005.
 Garoa de Outono, Curitiba: Oficina da Palavra, 2007.
 Francisco de Assis: um Olhar Poético sobre a Natureza. Curitiba, Oficina da Palavra, 2009

Trabalhos em Colaboração Publicados

100 Haicaístas Brasileiros. São Paulo: Massao Ohno, 1990.
 As Quatro Estações. São Paulo: Massao Ohno, 1991.
 Antologia do Haicai Latino-americano. São Paulo: Massao Ohno, 1993.
 Lua na Janela. São Paulo: Edições Caqui, 1997.

Fonte:
Academia Brasileira de Poesia Casa de Raul De Leoni

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Thaty Marcondes (Lembranças de Infância)

Sou de um tempo em que as mulheres não conversavam sobre política: isto era assunto exclusivamente de homens.

 Sou de um tempo em que as crianças iam pra cama quando começava o horário dos noticiários, que não eram considerados apropriados para crianças, devido aos temas “fortes” que abordavam.

 Lembro-me de minha avó – espanhola de traços mouros – cuidando para que tudo isso acontecesse de forma correta, pois não podia perder o controle da casa e da família, para que meu avô – espanhol de traços ibéricos – não perdesse a calma ou alguma palavra do apresentador do Repórter Esso.

 “Lugar de mulher é na cozinha, falando sobre amenidades e trocando receitas” – chavão da época da minha infância.

 Outro chavão: “Lugar de criança, depois das 9 h da noite, é na cama: criança limpa, de dentes escovados, após tomar um leite morno (leite de verdade, não esse leitágua de vaca quadrada de caixinha) e comer uns biscoitos (bolacha Maria ou de Maisena)”.

 E os homens na sala trocando idéias sobre as notícias anunciadas com estardalhaço, bebericavam uma “purinha” de reserva especial que era pra facilitar a digestão. Ficavam até tarde nos bebericos e falações, às vezes se exaltavam quando o assunto era política ou futebol. A avó na cozinha, se alguém precisasse de um café forte pra cortar o efeito do exagero nas doses.

 Se eu ainda fosse criança, naquele tempo novamente, eu não teria visto a CNN espanhola. Eu não teria marejado meus olhos ao ver o povo de meus avós sofrendo de forma parecida ao que seus antepassados um dia fizeram sofrer os antepassados dos assassinos. Afinal, quem matou quem? Caim matou Abel? David matou Golias? A inquisição matou os ímpios? As fogueiras queimaram bruxos? Resumo: gente matando gente, por que o nome de seu Deus é diferente!

 – Mãe, tem uma bolachinha Maria e um leitinho morno? Acho que tá na hora de eu dormir. Não entendo gente grande!

 “Tá na hora de dormir, não espere mamãe mandar;
 um bom sono pra você e um alegre despertar”.

Fontes:
Garganta da Serpente. Contos do Coral.
Imagem = Cultura Livre

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Quadrinhas para Crianças

Vamos lembrar neste dia
Mais um grande amor da vida,
Que é mãe duas vezes,
A vovozinha querida!

Filhos, meus lindos tesouros,
Pedacinhos do meu ser,
É em vocês que eu encontro
A alegria de viver!

Das coisas mais sublimes desta vida,
A mais sublime que se me afigura,
É minha mãe, a minha mãe querida
Que, das coisas mais puras,
É a mais pura!

Há cirandas de esperanças
Mesmo nas tristes favelas
Onde brincam as crianças,
Brincam os anjos com elas!
Trazendo a força divina
Do amor à luz da esperança,
Mesmo sendo pequenina,
Como é grande uma criança!

Não esbanje tanta água,
Já chega de brincadeira.
Use sempre o necessário
E depois feche a torneira!

Empine o seu papagaio,
Mas tenha muito cuidado.
Não solte perto dos fios,
Solte em lugar descampado!

Da frase “vá tomar banho!”
Tem quem goste ou se zangue.
No entanto o banho é tão bom
Pra circulação do sangue!

Oi, não sinta tanta inveja
Das coisas que os outros têm,
Com trabalho e com vontade
Você poderá ter também!

Higiene, água fervida,
Roupas leves no verão!
Você está se prevenindo
Contra a desidratação!

Comer com a boca fechada,
Faz parte da educação.
Cuidado para não deixar
Cair comida no chão!

Coma legumes verduras,
E muitas frutas também
Mas primeiro não se esqueça,
Lave tudo muito bem!

Ei, cuidado com a porta!
Abra e feche sem bater.
Se ela é tão importante
Pra que fazê-la sofrer?

Êta friozinho danado!
Mas não vou me preocupar,
As festas do mês de junho
Fazem a gente esquentar!

Não coma assim tão depressa,
Mastigue bem devagar,
Não se afobe, pois o prato
Não vai sair do lugar!

Se alguém confia em você,
Dê valor a esse gesto.
Faça tudo direitinho,
Não abuse, seja honesto!

Não faça mal a ninguém,
Reflita muito primeiro.
Não se esqueça que o feitiço
Vira contra o feiticeiro!

Não se esqueça, apague a luz
Quando sair de onde está.
Aprenda a ser responsável,
Começando já!

Coma um pouco de legumes,
Não precisa ser demais,
Se você não come agora,
Depois então, nunca mais!

Não importa se o seu banho
É de chuveiro ou de bacia,
O importante é que você
Tome banho todo dia!

Não entre em conversa alheia,
Porque isso é muito feio,
Deixe a conversa dos outros,
Não ponha a colher no meio!

Marchando bem direitinho,
Seguindo sempre pra frente,
Você fica em boa forma,
Saudável, forte e valente!

Não fique triste se a chuva
Não deixou você sair,
Lembre das flores, das frutas,
E deixe a chuva cair!

Ei, cuidado com o gato,
Não maltrate tanto assim,
Pode ser que os sete fôlegos
Já estejam chegando ao fim!

Não se aborreça se hoje
Você não teve alegria,
Lembre-se que tudo passa,
E amanhã é outro dia!

Você aí, que nas férias
Passeou, brincou demais.
Agora estude bastante,
No fim do ano tem mais!

Pessoa bem educada
Nunca fala palavrão,
Nem que leve martelada
Na pontinha do dedão!

Natal, sensação de paz
Que tão bem envolve a gente!
Oh deus, como eu gostaria
Que a paz fosse permanente!

Aproveite bem as festas,
Coma pipoca, pinhão,
Batata doce, canjica,
Mas nunca solte balão!

O verão já foi embora,
Com chuva raio e trovão.
E o outono já chegou,
A mais suave estação!

Carnaval, festa em que o povo
Não olha raça nem cor.
Todos cantam, pulam, dançam
Sentindo o mesmo calor!

Não deixe que eles perguntem
Se tem baile no salão.
Tire o dedo do nariz
E lave bem a sua mão!

Batatinha quando nasce,
Esparrama pelo chão
Mamãezinha quando deita,
Põe a mão no coração!

Fonte:
Caderno de Leitura.

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