Ademar Macedo (Mensagens Poética n. 454)

Crepúsculo na Lagoa do Camurupim – Caucaia/ CE
Uma Trova de Ademar

Neste “país de ninguém”…
quis viver bem e não pude.
Saúde mesmo, só tem,
quem tem plano de saúde!
–ADEMAR MACEDO/RN–

Uma Trova Nacional

Não me abalo, e vou mais fundo
se a treva induz a fracassos,
pois Deus, que é luz para o mundo,
ampara e guia os meus passos!…
–MARISA VIEIRA OLIVAES/RS–

Uma Trova Potiguar

Nem fada nem cinderela,
nem chapeuzinho vermelho,
nada mais que a imagem dela
refletida num espelho.
–TARCÍSIO FERNANDES/RN–

…E Suas Trovas Ficaram

Não sabes com que recato
escondo no coração,
ternura mansa de gato,
fidelidade de cão!
–DYLMA CUNHA DE OLIVEIRA/RS–

Uma Trova Premiada

1987 – Resende/RJ
Tema: ABANDONO – 2º Lugar

Abandonado e tristonho,
guri de rua, sombrio,
puxa as cobertas do sonho
pra agasalhar-se do frio.
–PAULO CESAR OUVERNEY/MG–

Simplesmente Poesia

“Tributos ao Trovadoresco”
–NEMÉSIO PRATA/CE–

Mal Janeiro foi chegando,
sem nos dar qualquer refresco,
o Ademar já foi mandando
seu belo Trovadoresco!

E viva, nós, Trovadores
desta pátria, Mãe Gentil,
a cantar os seus valores
para o povo do Brasil!

Ah, quem dera todo mundo
soubesse quanto uma trova
fala de modo profundo;
nos trazendo vida nova!

Seus versos, em quatro linhas,
contam-nos sempre uma história;
e tal antigas modinhas
se apega em nossa memória!

Como é bom você trovar;
sozinho, ou em companhia
de quem quer se deleitar
no mel da sabedoria!

Rogo a Deus que permaneça
inspirando os Trovadores;
e que jamais os esqueça:
na alegria, e nas dores!

Estrofe do Dia

No teatro dos grandes glosadores
meu papel é o menos importante,
sou apenas um coadjuvante
aplaudindo ao talento dos senhores
sentadinho a olhar dos bastidores
cada vate mostrando habilidade
e eu ainda na mediocridade
procurando atingir a minha meta;
a virtude maior para um poeta
é saber preservar a humildade.
–JÚNIOR ADELINO/PB–

Soneto do Dia

Teu Aniversário.
–DIAMANTINO FERREIRA/RJ–

Como se fora um foragido, oculto
entre a penumbra que teu olhar velava,
ansioso por te ver, lá me encontrava,
confundindo nas trevas o meu vulto.

Fremente de emoção, eu observava
teus gestos e os convivas, tristemente:
entre tanta alegria, tão somente
o consolo de ver-te me restava,

pois, apesar do meu amor por ti,
tua porta jamais ousei transpor;
sentia o coração, dentro do peito

pulsando, intimamente satisfeito
e murmurando: “Nunca, meu amor,
nunca deves julgar que te esqueci!…”

Fonte:
Textos enviados pelo Autor

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