Ademar Macedo (Mensagens Poética n. 464)

Uma Trova de Ademar

Uma Trova Nacional

A fraqueza é um artifício
que leva alguém, sem escalas,
a abrir as portas do vício
e não saber mais fechá-las!…
–HERMOCLYDES S. FRANCO/RJ–

Uma Trova Potiguar

A palavra mais bonita
que busquei com tanto ardor,
em meu peito estava escrita:
era simplesmente amor!
–JOSÉ LUCAS DE BARROS/RN–

…E Suas Trovas Ficaram

Mais do que a cobra, a meu ver,
você pode envenenar:
– a cobra tem que morder,
mas você só basta olhar!
–ANTONIO ROBERTO/RJ–

Uma Trova Premiada

2006 – Fortaleza/CE
Tema: ESQUINA – 1º Lugar

A velha esquina esquecida,
toda enfeitada de flor,
sem querer, fez-se guarida
de nossa história de amor.
–MARA MELINNI GARCIA/RN–

Simplesmente Poesia

“Trovas que Sonhei Cantar!”
“Livro de Trovas do Prof. Garcia”
–ADEMAR MACEDO/RN–

Trovador e menestrel,
Garcia escreve ao luar
e transpõe para o papel
“Trovas que sonhei cantar!”

Sua inspiração não finda
e, Garcia, ao se inspirar,
escreveu de forma linda
“Trovas que sonhei cantar!”

Com seus dons inspiradores
este trovador sem par,
mandou pra nós, trovadores
“Trovas que sonhei cantar!”

Um sonho que eu vislumbrei
não pude realizar,
até hoje não cantei…
“Trovas que sonhei cantar!”

Disse Garcia ao seu ego:
neste livro eu vou guardar
mágoas que já não carrego…
“Trovas que sonhei cantar!”

“Trovas que sonhei cantar!”
nos dar verdadeiras provas,
como se deve editar
um best-seller de Trovas.

Estrofe do Dia

Por exemplo, cantando eu nada sinto
sobre a história de Roma, Grécia e Creta,
mas na hora que escuto um bom poeta
um repente me surge com instinto,
me inspiro vendo um boi correr faminto
a procura de um saco de ração,
uma porca sumir sem ter razão
e esconder por um tempo a sua cria;
eu só sinto o sabor da poesia
quando eu canto essas coisas do sertão.
–JÚNIOR ADELINO/PB–

Soneto do Dia

Ninho Roubado.
–CANCÃO/PE–

Aquela rolinha do meu sombrião
sem o seu ninho, seu primeiro leito
já cantou tanto que feriu o peito
sem saber dos filhos, o lugar que estão.

Percorre, às vezes toda vastidão
volta de novo a reparar direito
de galho em galho, a espreitar com jeito
procura ainda, mas procura em vão.

Assim a pobre e infeliz rolinha
levando as horas a gemer sozinha
eriça as penas, depois as sacode.

Ela não chora porque não tem pranto
se ela tivesse choraria tanto…
mas sem ter pranto quer chorar não pode.

Fonte:
Textos enviados pelo Autor
Montagem da trova do Ademar por José Feldman com imagem enviada pelo autor
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