Silviah Carvalho/PR (Poesias Escolhidas: Um Coração que Ama)

NÃO ESPERE

Quando seus olhos fecharem, já não se lembrará de seu divino canto,
Suas palavras serão esquecidas, então use a pena e as façam conhecidas.
não Esquive dos sentimentos próprios desta vida só para não sofrer,
O sofrimento pruduz experiência e o tempo voa, menos o pranto.

Não aja como se o jardim fosse proibido e,
nada mais pudesse ser absorvido,
E de sua dor, de seu sofrer, do seu naufrágio restasse apenas vagas
Lembranças; E nenhuma experiência a ser contada e louvada e notória,
Tira de seu sofrer um aprendizado que o fortaleça, faça sua história.

Ao seu favor só terás a si mesmo, quando já os seus dias forem muitos,
E pesado como um fardo for aos seus e, lançarem mão de ti
E te esquecerem em lugar qualquer. Cuide-se! Antes que o mal venha, e rogo,
Que não precise ouvi, por já não conseguir ler este conselho meu.

Guarda seu coração dos muitos amores, ame, mas preserva-te,
Guarda-te de ferir os sentimentos dos que a ti, professam grande amor,
Para o coração há um caminho só, enquanto estás indo semeie flor,
Não irá gostar de pisar em espinhos, na volta do caminho que passou.

O sofrimento é só uma conseqüência, já a desilusão é um resultado,
O sofrimento marca mais uma experiência, a desilusão te deixa marcado,
Aprenda conhecer seus limites, seja aprendiz de si mesmo, reveja seus
Deveres, se não tens estado com eles em falta, só depois exija seus direitos.

Se estiveres diante de um fato não te iludas, não há argumento contra ele,
Se ainda assim te iludires, dê-se por vencido cavaste sua própria sepultura,
Se não consegue por suas forças, adquirires os bens da terra faça por merecer
Os das Alturas. Seja forte, não deixe que uma folha derrube sua estrutura

CAMINHOS DO AMOR

Quando tudo acaba no coração da gente,
Ficamos em meio a um deserto,
Sem direção, tudo é vazio,
A alma treme exposta ao incerto.

Na ânsia louca de preencher o espaço,
A alma aflita pede socorro,
O corpo balança cai em qualquer braço,
Assim começa tudo de novo,

A falsa esperança mostrou o caminho,
Em seus braços findou-se o medo,
Enganou-se de novo com falsos carinhos.

Seguiu os passos para linda miragem,
Pisou as flores, morreu nos espinhos,
E o amor começa no mesmo caminho.

De novo o deserto,
De novo o incerto,
De novo os espinhos…

NOITE E DIA…

Existe uma passividade que de forma alguma é indolência
A calma viva que nasce da confiança na Força
que existe em nós, que nos torna capazes de vencer
ou nos adaptarmos as circunstancias
A vida não está sob seu controle
mas se não administrá-la, ela será seu algoz

Tensão quieta não é confiança
consciência exausta não é o exercício da fé
Em tempo de incerteza, espera.
Não se subestime você é capaz
Há corações como raras flores,
que só se abrem nas sombras da vida
Não se precipite o tempo de cantar há de vir
  Você terá paz

A fé põe sua carta no correio
a desconfiança a segura
E questiona, porque a resposta não veio?
Se ainda carregas o seu fardo
seu esforço foi em vão, e suas cartas
 não terão finalidades se não saírem de suas mãos

Seu valor é mais alto do que supunha seus adversários
Quem dera pudesse ver!
Diamantes são embrulhados em pacotes grosseiros
para que ninguém saiba do valor que está ali dentro
na verdade há tesouros escondidos em você

Não se habilite em começar sem acabar
assim será hábil em fracassar.
Bens preciosos são os adquiridos com esforço,
lágrimas e dor, ainda que com o tempo eles pereçam
deixarão em nós lembranças como cicatrizes de valor

Qualquer situação pode ser mudada
se tiverdes equilibrio e paciência
Então, suporta os açoites
espere pelo Dia,
Mas antes, enfrente e vença sua Noite

AMO

Amo os beijos da sua boca
E o enlace dos seus braços

Amo, como quem ama… Somente
Como um amor outrora ausente… Que volta
No deslace do desejo ardente

Amo o calor do corpo seu
Tudo em ti que, agora é meu

Amo o fogo que não se apaga
A fonte que encandeia

O vento que nos abrasa
 Nas noites de lua cheia

Amo o tempo moroso
E  o amor que, em amor se encerra
Puro, eterno… Gostoso.

Fonte:
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