Laércio Borsato /MG (Sonetos Avulsos)

MINHA VOVÓ MATERNA
 
 A MINHA memória vagueia na estrada,
 De nossa casa até a de vovó Suzana!
 Comumente, lá íamos, nos fins de semana;
 Só pensávamos na hora da chegada!
 
 Eufóricos, já na ultima subida,
 Ouvíamos o marulhar da cachoeira;
 Logo avistávamos, felizes da vida,
 No caramanchão da varanda, a videira!
 
 Uma vez chegamos com roupa molhada,
 Pés sujos, pela lama da estrada;
 Pois fomos surpreendidos pela chuva.
 
 Vovó subia vagarosamente do pomar,
 Com todo cuidado, o avental a segurar,
 Onde trazia lindíssimos cachos de uva!
 
POEMA DA NOITE SEM FIM
 
 AS HORAS não passam, noite infinda.
 A folha cai do ramo ainda umedecida.
 Do vento na vidraça a vibração não finda…
 A rosa vai se abrindo! Milagre da vida!
 
 Penso no espaço, cada hora vivida…
 Lembro-te com ternura: Te amo ainda!
 Quando partiste, tu choravas comovida,
 Naquele momento, como te achava linda!
 
 Minha alma esperou amanhecer o dia!
 No jardim mais uma rosa branca abria…
 Pensei presenteá-la, nalguma despedida!
 
 Comecei a entoar baixinho, um belo hino…
 Veio-me a lembrança os tempos de menino,
 Quando se desconhece, fases duras da vida!
 
Fonte:
Artigo publicado no site de Bernardo Trancoso, http://www.sonetos.com.br/sonetos.php  
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Arquivado em Minas Gerais, Poços de Caldas, Sonetos

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