Arquivo do mês: outubro 2012

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n. 711)

Uma Trova de Ademar  
O papel que eu desempenho
na poesia, não tem preço;
pelos amigos que eu tenho…
Ganho mais do que mereço!
–Ademar Macedo/RN–

Uma Trova Nacional  
É no momento da prece
que o seu coração perdoa…
Quem assim age, merece
viver feliz, pois se doa.
–Cidinha Frigeri/PR–
Uma Trova Potiguar  
São José, mão carpinteira,
pai terreno de Jesus;
fez tanta obra em madeira,
mas nunca fez uma cruz!
–Zé de Sousa/RN–
Uma Trova Premiada  
2005   –   C.E João B.de Mattos/RJ
Tema   –   ECOLOGIA   –   3º Lugar
Defender a Ecologia
de forma séria e decente,
é preservar a harmonia
da própria casa da gente.
–Wandira Fagundes Queiroz/PR–
…E Suas Trovas Ficaram  
A estrada em que me confino
pelo destino é traçada…
Sei que não mudo o destino,
mas posso mudar de estrada!
–José Maria M. Araújo/RJ–
U m a P o e s i a  
Mãe tirana e vaidosa
e o pai que não auxilia,
na hora da gestação
se gera com alegria;
é pai na hora que gera
depois esquece e não cria.
–Waldir Teles/PE–
Soneto do Dia  
UMA HISTÓRIA DE AMOR.
–Gilson Faustino Maia/RJ–
Dois corações singelos, com ternura,
são visitados pela luz do amor.
Da pureza do olhar encantador,
nasce um sonho de paz e de ventura.
Dois anjos de inocente formosura,
tentando neste mundo enganador
construir um jardim, plantar a flor
de uma vida feliz e de candura.
O tempo passa, o vento da maldade
tenta encobrir com pó aquela história,
impedir, do namoro, a liberdade.
Pode, a renúncia, ser obrigatória,
vitoriosa ser a crueldade…
Será eterna a história na memória.
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Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n. 710)

Uma Trova de Ademar 
Como quem faz sua escolha, 
disfarçando o desatino, 
alterei folha por folha 
do livro do meu destino! 
–Ademar Macedo/RN– 

Uma Trova Nacional 
Ao passar por mim, nem para…
sou a sombra de ninguém!
Que espaço enorme separa
meu amor de seu desdém! 
–Wanda de Paula Mourthé/MG– 

Uma Trova Potiguar 
Caminha em rota invertida,
sem um sonho promissor,
quem, nos outonos da vida,
não colhe um fruto de amor!
–José Lucas De Barros/RN– 

Uma Trova Premiada 
2012   –  Cantagalo/RJ 
Tema   –  ESPAÇO   –  2º Lugar 
Neste planeta avarento,
onde o “ter” é o ditador,
que triste é ver o cimento
roubar o espaço da flor! 
–A. A. de Assis/PR– 

…E Suas Trovas Ficaram 
Um dedo contra os pilares… 
murmúrios…silêncio! Tédio…
É a fome subindo andares 
pelo interfone do prédio! 
–Paulo Cesar Ouverney/RJ– 

U m a P o e s i a 
Quando eu partir desta vida, 
irei coberto de paz; 
e chegando lá em cima 
nas mansões celestiais; 
eu vou logo organizando 
e num cartaz anunciando: 
“Primeiro Jogos Florais”! 
–Ademar Macedo/RN– 

Soneto do Dia 

ROGATIVA. 
–Thalma Tavares/SP– 
Senhor, que olhas os antros, as vielas, 
os homens sem trabalho, o lar sem pão, 
que a minha fé não morra como as velas 
que ao mais leve soprar se apagarão. 
Ante a ganância atroz, cujas mazelas 
nos põem em sobressalto o coração, 
eu venho Te pedir pelas favelas 
que ora clamam por paz e proteção. 
O pobre, da miséria anda cansado 
e pensa, em sofrimentos mergulhado, 
que Tu, ó meu Senhor, lhe deste as costas. 
E é tanta, neste mundo, a violência 
que não querendo crer na Tua ausência 
eu ando pela vida de mãos postas.

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Olivaldo Junior (Trovas sobre Desprezo)

Desprezado por você, 
fui prezar as madrugadas.
Cada rua que me vê
só me pega nas calçadas.
Ao findar-se a primavera,
entre as pedras, no capim,
tu desprezas quem eu era
quando eu era seu jardim. 
Violão, “viola à-toa”,
não despreze o seu amigo!
Tudo fica numa boa
quando fica a sós comigo.
Fonte:
O Autor

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Cléo Busatto (Dona Cotinha, Tom e Gato Joca)

Em frente à minha casa tem outra casa, pequena, de madeira, azul com janelas brancas. Está no fim de um terreno enorme com muitas árvores. Para mim aquilo é o que chamam de floresta. Tom diz que é um quintal. Ali mora dona Cotinha, uma velhinha que tem cabelos lilás e dirige um Fusquinha vermelho. Esse passou a ser meu esconderijo. Dona Cotinha sempre aparece com um prato de comida. Diz: 
 – Vem, gatinho. Olha só o que eu trouxe para você. 
 Sou premiado com sardinha fresca, atum, macarrão. Tenho engordado além da conta. Dia desses estava tomando sol e ouvi o Tom me chamar. O danado sentiu meu cheiro e descobriu meu segredo. Ele estava no portão quando chegou dona Cotinha, no seu Fusquinha. 
 – Bom dia, menino – disse ela. Já que está em frente à minha casa, faça uma gentileza e abra o portão. 
 Tom obedeceu. Dona Cotinha afagou minha cabeça e perguntou: 
 – Este gatinho é seu? 
 – Sim, senhora. 
 – Ele é muito educado. 
 – Obrigado – disse eu, na minha voz de gato. 
 – No primeiro dia que o vi por aqui, ele entrou na casa e cheirou tudo. Agora, sempre deixo uma comidinha para ele! 
 – Ah! Mas o Joca não come comida de gente, não, senhora. Só come ração – disse o Tom. 
 – Come, sim, meu filho. E come de tudo. 
 Dona Cotinha acabava de denunciar minha gula e o aumento de peso. Continuou: 
 – Passe aqui no fim da tarde. Faço um bolo de fubá com cobertura de chocolate que é de dar água na boca. 
 Com água na boca fiquei eu. Naquela tarde voltamos à casa de dona Cotinha. Ela foi logo mostrando pro Tom uma coleção de carrinhos antigos. Era do filho dela, que morreu bem pequeno. Depois nos levou para uma sala repleta de livros. Tom ficou de boca aberta e perguntou: 
 – A senhora já leu todos esses livros? 
 – Praticamente todos. Ler foi minha diversão, meu bom vício. Infelizmente meus olhos não ajudam mais. Essa pilha que você está vendo aqui ainda nem foi tocada. 
 Tom começou a ler em voz alta, e sua voz encheu a sala de seres fantásticos. O tempo parou. 
 Desse dia em diante, à tardinha, eu e Tom tínhamos uma missão. Abrir os livros de dona Cotinha e deixar os personagens passearem pela casa mágica, no meio da floresta da cidade de pedra.
Fonte:

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Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n. 709)

Uma Trova de Ademar  
Caiu meu muro de arrimo; 
sinto fraqueza… E, aos oitenta, 
nem com Viagra eu me animo, 
só se der cobra em noventa! 
–Ademar Macedo/RN– 

Uma Trova Nacional  
É minha a dívida, assumo,
e hei de saldá-la… porém,
enquanto a grana eu arrumo,
que tal me emprestar mais cem???
–José Ouverney/SP– 

Uma Trova Potiguar  
É por demais assanhada 
a galinha do vizinho: 
já tem a costa pelada 
por excesso de carinho… 
–Fabiano Wanderley/RN– 

Uma Trova Premiada  
1999   –   Cachoeiras de Macacu/RJ 
Tema   –   LADINO   –   M/E 
“Cara-de-pau!” E o grã-fino 
não se abala, não se afoba;
e no rosto, enfim, ladino,
passa um óleo de peroba…
–Antonio Colavite Filho/SP– 

…E Suas Trovas Ficaram  
Sendo traída, de graça, 
pelo esposo, capitão, 
a Maria, por pirraça, 
o traiu com o “batalhão”. 
–Célio Grunewald/MG– 

U m a P o e s i a  
O rádio é para se ouvir 
e todo mundo entender, 
0 telefone é melhor 
para a gente ouvir sem ver, 
sou matuto e não ignoro: 
no telefone eu namoro 
sem minha mulher saber! 
–Fenelon Dantas/PB– 

Soneto do Dia  

O POBRE. 
–Francisco Macedo/RN– 
Vida de pobre é um mutirão de dor, 
uma loucura e grande confusão, 
quando tem carne nunca tem feijão, 
se tem feijão, de carne nem a cor. 
Compra uma “muda” de roupa todo ano 
e no sapato, tome meia-sola! 
No celular faz pose de gabola, 
mas pra ligar, está sem vez no plano… 
No “lotação” precisa paciência, 
arroto choco e tome flatulência, 
e, mesmo assim, com jeito vai levando… 
Sendo enxerido, segura a aparência, 
pose de rico, mas rei da inadimplência 
e vai em frente, as dores disfarçando. 

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José de Alencar (Ao Correr da Pena) 3 de novembro: Máquinas de coser

(Crônicas publicadas no “Correio Mercantil”, de 3 de setembro de 1854 a 8 de julho de 1855, e no “Diário do Rio”, de 7 de outubro de 1855 a 25 de novembro do mesmo ano, ambos os jornais do Rio de Janeiro).
Meu caro colega. – Acho-me seriamente embaraçado da maneira por que descreverei a visita que fiz ontem à fábrica de coser de M.me Besse, sobre a qual já os nossos leitores tiveram uma ligeira notícia neste mesmo jornal.
O que sobretudo me incomoda é o título que leva o meu artigo. Os literatos, apenas ao lerem, entenderão que o negócio respeita aos alfaiates e modistas. Os poetas acharão o assunto prosaico, e talvez indigno de preocupar os vôos do pensamento. Os comerciantes, como não se trata de uma sociedade em comandita, é de crer bem pouca atenção dêem a esse melhoramento da indústria.
Por outro lado, tenho contra mim o belo sexo, que não pode deixar de declarar-se contra esse maldito invento, que priva os seus dedinhos mimosos de uma prenda tão linda, e acaba para sempre com todas as graciosas tradições da galanteria antiga.
Aqueles lencinhos embainhados, penhor de um amante fiel, e aquelas camisinhas de cambraia destinadas a um primeiro filho, primores de arte e de paciência, primeiras delícias da maternidade, tudo isto vai desaparecer.
As mãozinhas delicadas da amante, ou da mãe extremosa, trêmulas de felicidade e emoção, não se ocuparão mais com aquele doce trabalho, fruto de longas vigílias, povoadas de sonhos e de imagens risonhas. Que coração sensível pode suportar friamente semelhante profanação do sentimento?…
Declarando-se as senhoras contra nós, quase que podemos contar com uma conspiração geral, porque é coisa sabida que desde o princípio do mundo os homens gastam a metade de seu tempo a dizer mal das mulheres, e a outra metade a imitar o mal que elas fazem.
Por conseguinte, refletindo bem, só nos restam para leitores alguns homens graves e sisudos, e que não se deixam dominar pela influência dos belos olhos e dos sorrisos provocadores. Mas como é possível distrair estes espíritos preocupados com altas questões do Estado de faze-los descer das sumidades da ciência e da política a uma simples questão de costura?
Parece-lhe isto talvez uma coisa muito difícil; entretanto tenho para mim que não há nada mais natural. A história, essa grande  mestra de verdades, nos apresenta inúmeros exemplos do grande apreço que sempre mereceu dos povos da antiguidade, não só a arte de coser, como as outras que lhe são acessórias.
Eu podia comemorar o fato de Hércules fiando aos pés de Onfale, e mostrar o importante papel que representou na antiguidade, a teia de Penépole, que mereceu ser cantada por Homero. Quanto à agulha de Cleópatra, esse lindo obelisco de mármore, é a prova mais formal de que os Egípcios votavam tanta admiração à arte da costura, que elevaram aquele monumento à sua rainha, naturalmente porque ela excedeu-se nos trabalhos desse gênero.
As tradições de todos os povos conservam ainda hoje o nome dos inventores da arte de vestir os homens. Entre os gregos foi Minerva, entre os lídios Aracne, no Egito Isis, e no Peru Manacela, mulher de Manco Capa.
Os chineses atribuem essa invenção ao Imperador Ias; e na Alemanha, conta a legenda que a fada Ave, tendo um amante muito friorento, compadeceu-se dele, e inventou o tecido para muito friorento, compadeceu-se dele, e inventou o tecido para vesti-lo. Naquele tempo feliz ainda eram as amantes que pagavam os gastos da moda; hoje, porém, este artigo tem sofrido uma modificação bem sensível. As fadas desapareceram, e por isso os homens vão cuidando em multiplicar as máquinas.
Só estes fatos bastariam para mostrar que importância tiveram em todos os tempos e entre todos os povos as artes que servem para preparar o traje do homem. Além disto, porém a tradição religiosa conta que já no Paraíso, Eva criara, com as folhas da figueira, diversas modas, que infelizmente caíram em desuso.
Já não falo de muitas rainhas, como Berta, que foram mestras e professoras na arte de coser e fiar; e nem das sábias pragmáticas dos Reis de Portugal a respeito do vestuário, as quais mostram o cuidado que sempre mereceu daqueles monarcas, e especialmente do grande Ministro Marquês de Pombal, a importante questão dos trajes.
Hoje mesmo, apesar do rifão antigo, todo o mundo entende que o hábito faz o monge; e se não vista alguém uma calça velha e uma casaca de cotovelos roídos, embora seja o homem mais relacionado do Rio de Janeiro, passará por toda a cidade incógnito e invisível, como se tivesse no dedo o anel de Giges.
Assim, pois, é justamente para os espíritos graves, dados aos estudos profundos e às questões de interesse público, que resolvi descrever a visita à fábrica de coser de M.me Besse, certo de que não perderei o meu tempo, e concorrerei quanto em mim estiver para que se favoreça este melhoramento da indústria, que pode prestar grandes benefícios, fornecendo não só à população desta côrte, mas também a alguns estabelecimentos nacionais. 
A fábrica está situada à Rua do Rosário, n.º 74. Não é uma posição tão aristocrática como a das modistas da Rua do Ouvidor; porém tem a vantagem de ser no centro da cidade; e, portanto, as senhoras do tom podem facilmente e sem derrogar aos estilos da alta fashion fazer a sua visita a M.me Besse, que as receberá com graça e a amabilidade que a distingue.
Era na ocasião de uma dessas visitas que eu desejaria achar-me lá para observar o desapontamento das minhas amáveis leitoras (se é que as tenho, visto que estou escrevendo para os homens pensadores). Dizem que o espírito da indústria tem despoetizado todas as artes, e que as máquinas vão reduzindo o mais belo trabalho a um movimento monótono e regular, que destrói todas as emoções, e transforma o homem num autômato escravo de outro autômato.
Podem dizer o que quiserem; eu também pensava o mesmo antes de ver aquelas lindas maquinazinhas que trabalham com tanta rapidez, e até com tanta graça. Figurai-vos umas banquinhas de costura fingindo charão, ligeiras e cômodas, podendo colocar-se na posição que mais agradar, e sobre esta mesa uma pequena armação de aço, e podeis fazer uma idéia aproximada da vista da máquina. Um pezinho o mais mimoso do mundo, um pezinho de Cendrillon, como conheço alguns, basta para fazer mover sem esforço todo este delicado maquinismo.
E digam-me ainda que as máquinas despoetizam a arte! Até agora, se tínhamos a ventura de ser admitidos no santuário de algum gabinete de moça, e de passarmos algumas horas e  conversar e a vê-la coser, só podíamos gozar dos graciosos movimentos das mãos; porém não se nos concedia o supremo prazer de entrever sob a orla do vestido um pezinho encantador, calçado por alguma botinazinha azul; um pezinho de mulher bonita, que é tudo quanto há de mais poético neste mundo.
Enquanto este pezinho travesso, que imaginareis, como eu, pertencer a quem melhor vos aprouver, faz mover rapidamente a máquina, as duas mãozinhas, não menos ligeiras, fazem passar pela agulha uma ourela de seda ou de cambraia, ao longo da qual vai-se estendendo com incrível velocidade uma linha de pontos que acaba necessariamente por um ponto de admiração (!).
Está entendendo que o ponto de admiração é feito pelos vossos olhos, e não pela máquina, que infelizmente não entende nada de gramática, senão podia-nos bem servir para  elucidar as famosas questões do gênero do cólera e da ortografia da palavra asseio. Questões estas muito importantes, como todos sabem, porque, sem que elas se decidam, nem os médicos podem acertar no curativo da moléstia, nem o Sr. Ministro do Império pode publicar o seu regulamento da limpeza da cidade.
Voltando, porém, à nossa máquina, posso assegurar-lhes que a rapidez é tal, que nem o mais cabula dos estudantes de São Paulo ou de medicina, nem um poeta e romancista a fazer reticências, são capazes de ganha-la a dar pontos. Se a deixarem ir à sua vontade, faz uma ninharia de trezentos por minuto; mas, se a zangarem, vai aos seiscentos; e então, ao contrário do que desejava um nosso espirituoso folhetinista contemporâneo, o Sr. Zaluar, pode-se dizer que quando começa a fazer ponto, nunca faz ponto.
Mau! Já me andam os calemburs  às voltas! É preciso continuar; mas, antes de passar adiante, sempre aconselharei a certos credores infatigáveis, a certos escritores cuja verve é inesgotável, que vão examinar aquelas máquinas a ver se aprendem delas a arte de fazer ponto. É uma coisa muito conveniente ao nosso bem estar, e será mais um melhoramento que deveremos a M.me Besse.
Aos Estados Unidos cabe a invenção das máquinas de coser, que hoje se têm multiplicado naquele país de uma maneira prodigiosa, principalmente depois dos últimos aperfeiçoamentos que se lhe têm feito. M.me Besse possui atualmente na sua fábrica seis destas máquinas, e tem ainda na alfândega doze, que pretende  despachar logo que o seu estabelecimento tomar o incremento que é de esperar.
M.me Besse corta perfeitamente qualquer obra de homem ou de senhora; e, logo que for honrada com a confiança das moças elegantes, é de crer que se torne a modista do tom, embora não tenha para isto a patente de francesa, e não more na Rua do Ouvidor.
Além disto, como ela possui máquinas de diversas qualidades, umas que fazem a costura a mais fina, outras próprias para coser fazenda grossa e ordinária, podem também muitos estabelecimentos desta corte lucrar com a sua fábrica um trabalho, não só mais rápido e mais bem acabado como mais módico no preço.
Presentemente a fábrica já tem muito que fazer; mas, quando se possui seis máquinas, e por conseguinte se dá três mil e seiscentos pontos por minuto, é preciso que se tenha muito pano para mangas.
Sou, meu caro colega, etc.
Fonte:
José de Alencar. Ao Correr da Pena. SP: Martins Fontes, 2004.

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58a. Feira do Livro de Porto Alegre (Programação: 28 de outubro, domingo)

09h 
Campanha de prevenção ao Diabetes.
Pórtico central do Cais do Porto
11h 
A Arte Levada a Sério.
Sessão de Autógrafos com Escola São Marcos, de Alvorada.
Teatro Sancho Pança – Armazém B do Cais do Porto 
14h 
Sombras da alma: tramas e tempos da depressão.
Reflexão sobre a depressão e capacitação de pessoas e instituições para tratar esse crescente “mal da alma”, com Karin Hellen Kepler Wondracek, Lothar Carlos Hoch e Thomas Heimann.
Sala Leste – Santander Cultural
Contação de histórias para o público infantil.
Contação de histórias para o público infantil, com Danilo Furlan.
QG dos Pitocos 
Cidade das Crianças.
Território das Escolas 
14h30 
 Pai, mãe e educadores: por uma conduta equilibrada.
Discussão das obras com os autores Içami Tiba e Natércia Tiba.
Sala dos Jacarandás – Memorial do RS
Primeira sessão – curtas e documentários: Casa Afogada.
Homem luta para manter sua memória enquanto as águas se tornam violentas.
Sessão comentada com o diretor.
Direção: Gilson Vargas. Duração: 14 min.
Tenda de Pasárgada
15h 
O povo Yorùbá – Costumes e tradições.
Costumes e tradições do povo Yorùbá (Nigéria) – África Ocidental,  com Julio Cezar Ferro
Sala Oeste – Santander Cultural
Fábulas de Bolso.
Teatro Sancho Pança – Armazém B do Cais do Porto 
15h30 
O alvorecer de uma nova era.
A mãe-terra está “parindo” uma nova maneira de ser, uma nova frequência vibracional, e seus habitantes terão que repensar suas formas de existir, com Diógenes Pastre Camargo.
Sala Leste – Santander Cultural
Acessibilidade e inclusão social.
Sala de Vídeo
16h 
Quântica: espiritualidade e saúde.
Organização é apenas um engano de nossa percepção? Com Moacir da Costa de Araújo Lima.
OBS: Atividade com tradução simultânea para Libras – Língua Brasileira de Sinais
Sala dos Jacarandás – Memorial do RS
Oficina o processo criativo: da narrativa breve ao romance de fôlego.
Como desenvolver a ideia do primeiro parágrafo ao ponto final. Módulo 2/2, com Marcel Citro.
Mais informações e pré-reserva pelo email oficinas@camaradolivro.com.br.
Sala A2B2 – Casa de Cultura Mario Quintana
 Roda de histórias.
Roda de histórias. Uma história é  contada revelando o tema a ser compartilhado com o grupo, e os participantes são convidados a partilhar suas histórias. Com Clarice Nejar e Luana Fernandes.
Tenda de Pasárgada
Poesia Inclusiva.
Recital das poesias produzidas em oficina de criação poética, em formato acessível, destinada a pessoas que tenham deficiência visual ou baixa visão. Com Roselaine Funari e participação do harpista Daniel Uchoa.
Ateliê da Imagem 
16h30 
Professor Hermógenes – Vida, Yoga, Fé e Amor.
Palestra de lançamento da biografia do meste de Yoga,  com  Vítor Caruso Júnior e Enio Burgos.
Sala Oeste – Santander Cultural
Academia Literária Feminina do RS.
Encontro da Academia Literária Feminina do RS, convidada especial Susana Cordero de Espinosa.
Inscrições: visitacaoescolar@camaradolivro.com.br
Casa do Pensamento 
17h 
Terapia de regressão – perguntas e respostas.
Bate-papo com autor, Mauro Kwitko, que fala sobre a terapia de regressão e esclarece dúvidas do público presente.
Sala Leste – Santander Cultural
Aprenda a desenhar com a família Falcote.
Sala de Vídeo
Na Magia dos Sonhos…Tudo Pode Acontecer.
Teatro Sancho Pança – Armazém B do Cais do Porto 
17h30 
 Sustentabilidade mental.
A memória como base da potência cerebral, com Tomio Kikuchi, José Tachenco, Flávio Tavares e Rosvita Bauer.
Sala dos Jacarandás – Memorial do RS
18h 
Crack e o labirinto das drogas.
Sala Oeste – Santander Cultural
18h30 
Amor por minuto.
Uma abordagem diferente sobre relacionamentos contemporâneos, com Flavio Silveira, Otávio Augusto Wink Nunes e Cínthya Verri.
Sala Leste – Santander Cultural
19h 
 Presença de Valter Hugo Mãe na 58ª Feira do Livro de Porto Alegre
Participam da mesa Jane Tutikian e Pedro Gonzaga.
Sala dos Jacarandás – Memorial do RS
 Espiritualidade e qualidade de vida.
Os conhecimentos das leis de Deus transformam o homem em um ser completo, com uma melhor qualidade de vida, com Alírio de Cerqueira e Gabriel Salum.
OBS: Atividade com tradução simultânea para Libras – Língua Brasileira de Sinais
Teatro Sancho Pança – Armazém B do Cais do Porto
Oficina: o desafio de publicar.
O processo de publicação de um texto. Módulo 1/3, com Cassio Pantaleoni.
Mais informações e pré-reserva pelo email oficinas@camaradolivro.com.br.
Sala A2B2 – Casa de Cultura Mario Quintana
Sessão de Cinema no Cine Santander Cultural – 27 out a 11 nov.
Menos que Nada, de Carlos Gerbase.
OBS: Exibição única, com entrada franca – ingressos na bilheteria,  por ordem de chegada.
Cine Santander Cultural
3º Seminário Reinações na Feira do Livro de Porto Alegre.
Mesa – redonda: A presença da magia em Lygia Bojunga: falando sobre bolsas e outras coisas, com Liza Petiz e Rodrigo Barcellos. Mediação de Caio Riter.
Inscrições: visitacaoescolar@camaradolivro.com.br
Casa do Pensamento 
20h 
Flávio Tavares
1961 – O golpe derrotado e memórias do esquecimento – L&PM Editores.
Praça de autógrafos
Fonte: 

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