Folclore dos Estados Unidos (Rugarou, o Homem Lobo)

Imagem de Rebecca Ryals Russell
No episódio 4 da quarta temporada de Sobrenatural, Sam e Dean são chamados por um caçador de nome Travis para ajudá-lo a matar um rugarou. Ele conta aos irmãos que há alguns anos ele matou um rugarou, pensando que tinha terminado com a “maldição”, mas infelizmente ele descobriu que a esposa dele tinha tido um bebê e agora essa criança era um homem adulto que em breve se transformaria, pois a maldição do rugarou seria transmitida aos seus descendentes.

Logo o filho do rugarou sofreria uma metamorfose, ficaria com uma fome insaciável e logo provaria carne humana, a partir daí nunca mais deixaria de ser um canibal. Bem, ao contrário do descrito nas lendas, o rugarou do Sobrenatural mais parece um zumbi, com sua pele putrefata parecendo soltar-se do corpo.

Mas nas diversas versões da lenda original,  um rugaru ou rugarou (Roux-Ga-Roux, Rugaroo, or Rugaru) seria uma espécie de lobisomem. O mito começou a ser disseminado nas comunidades americanas de origem francesa e por isso se confunde com a lenda do lupgarou, o homem lobo. Essas estórias vem tanto dos imigrantes canadenses como de franceses que imigraram para a Louisiana.

Loup é a palavra francesa para logo e garou, do franco arcaico garulf, cognato da palavra inglesa werewolf). O loupgarou é um homem que se transforma em animal. É mais comumente descrito como um ser humano com cabeça de lobo, lembrando muito a lenda do lobisomem.

No folclore da Louisiana ele representa uma variante da pronúncia original do francês loup-garou. As estórias de rugaru seriam comum na Louisiana francesa. Ambas as palavras são usados como se tivessem o mesmo significado no sudeste da  Louisiana.  Alguns o chama de rougarou, outros de  loup garou.

Nas lendas dos cajun (1) é uma criatura que vaga pelos pântanos de Acadiana e Greater New Orleans, e nos campos e florestas da região.

Acredita-se que seja uma dessas estórias que se diga pra inspirar medo e obediência, para crianças ou para que católicos não deixem de ir à igreja. É dito que os católicos que desobedecerem a quaresma serão perseguidos e mortos pelo rugaru. Na lenda do loupgarou, aqueles que deixarem de observar a quaresma por sete anos seguidos, serão transformados em lobisomem.

Uma lenda comum, diz que o rugaru está sob feitiço por 101 dias, depois disso a maldição é transferida para outra pessoa, se o rugaru sugar o sangue dela. Isso lembra o mito do vampiro, em que a maldição é transmitida para outro pelo ato de sugar o sangue, com a diferença de que o vampiro não consegue se livrar de sua condição.

Outras estórias mostram o rugaru desde como um cavaleiro sem cabeça até o ser derivado da bruxaria.  Em algumas versões, somente uma bruxa pode criar um rugaru – tornando-se ela mesma um lobo ou por amaldiçoar pessoa com a licantropia.

A criatura rugaru é tema de muitas lendas dos nativos norte-americanos. Algumas versões variam do pé grande (sasquatch) ao wendigo.

Alguns estudam a ligação da palavra rugaru, de origem francesa, dentro do folclore dos índios norte-americanos. A palavra não é de origem Ojibwa , mas notadamente de origem francesa. Talvez tenha sido assimilada pelos Ojibwa de Turtle Mountain e os Chippewa da Dakota do Norte, devido ao contato deles com missionários e mercadores de origem francesa, para poderem nomear uma criatura humanóide e peluda.

Enquanto que o wendigo é uma critura temida, o rugaru é  visto como sagrado ligado à  Mãe Terra, assim como o pé-grande.
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Nota:
(1) Os cajun são um grupo étnico,  descendentes de canadense da Acadia ou Nova Escócia, províncías do Canadá, com traços de cultura predominantemente francesa, inclusive o idioma.

Fonte:
http://casadecha.wordpress.com

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