Carlos Lúcio Gontijo (Pedra Literária)

Gosto de ler artigos de opinião e creio que eles nos conduzem à reflexão tão necessária em nosso dia a dia. As opiniões nem precisam estar de acordo com o que defendemos, pois o que importa é promover a evolução de nossa forma de pensar. Em 2007, quando o “Diário da Tarde”, fundado no dia 14 de fevereiro de 1931, fechou as portas e pôs fim a uma página em que desfilaram articulistas como Paulo Francis, Professor Aluísio Pimenta, Celso Brant, Professor Silveira Neto, poetisa e escritora Regina Morelo, Mário Clark Bacelar, Barbosa Lima Sobrinho, Fábio P. Doyle, Floriano Nascimento, José Carlos Alexandre e tantos outros, aos quais tive o prazer de editar e estar entre eles às quintas-feiras quando publicava o meu artigo na democrática e eclética página de opinião do velho, bom e saudoso DT, como era popularmente denominado pelos leitores.

Hoje, deleito-me com as edições do jornal “O Trem Itabirano”, onde posso encontrar muitos artigos semeadores de novas luzes em minha mente, carente do alimento proporcionado por considerações bem colocadas e que têm o mérito de me fazer situar diante de questões importantes para o desenvolvimento da coletividade como um todo. Confesso-me orgulhoso de estar entre os articulistas que compõem as linhas gráficas de “O Trem Itabirano”, que indubitavelmente representa uma publicação diferenciada, uma vez que, com o advento dos tabloides, os espaços para a inserção de matérias de opinião foram diminuídos, existindo publicações que abrem mão até do editorial, no qual poderiam expressar a sua visão socioeconômica.

A cultura de facilidades, em perfeita sintonia com o fast-food, incute-nos a ideia de que tudo deve vir embalado e pronto para consumo, erigindo entre nós a indústria de entretenimento, que pouco ou quase nada tem a ver com a definição de produto ou bem cultural de antigamente, pois dentro do prisma vigente não há lugar extenso para elementos culturais mais complexos, ainda que simples, como solicita a arte de qualidade e raiz. Não é à toa, portanto, que estejamos embebidos em tanta música ruim e tanta poesia desprovida de metáfora, que é a essência estrutural da arte poética.

Itabira tem tudo para se transformar em cidade literária, grafando nas pedras que o poeta Carlos Drummond de Andrade detectou existir nos caminhos da trajetória humana toda palavra e toda arte de sua gente e, claro, do povo mineiro. Explicitamente, a filosofia editorial do jornal “O Trem Itabirano” está dentro desse destino natural impregnado na atmosfera da cidade de Itabira, que tatuou nas páginas petrificadas de seu solo o desejo de manifestação e opinião sincera, tendo como meta elevar o nível de conscientização e cultura dos cidadãos, que então, por si mesmos, partirão em busca de dias melhores e, certamente, mais próximos da verdadeira materialização, pois dependentes da união construtiva entre irmãos dispostos a tomar em suas mãos o enredo da projeção do futuro que almejam para suas vidas.

Fonte:
O Autor
site: http://www.carlosluciogontijo.jor.br

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