Simone Borba Pinheiro (Ciranda da Amazonia) Parte 2

ARLETE PIEDADE
 Amazónia – Pulmão verde e rubro


 És verde e rubro, o pulmão deste planeta azul e branco!
 – Verde das florestas em extensão, rubro das queimadas,
 estendendo longos dedos negros em direção ao flanco,
 da mãe ignorada pelos filhos, de quem devia ser amada!

 Noutros tempos eras verde, azul, claro, limpo e puro,
 no teu seio criavas belos seres, de alma transparente!
 um belo e imponente rio atravessava teu corpo e juro…
 eras a mais preciosa jóia, deste planeta de alma doente!

 Mas os homens de distantes terras, foram chegando,
 de teu sadio, fértil, bravio e belo corpo se apossando,
 para seu deleite, prazer, sendo a riqueza fácil, o tema…

 teus tesouros foram furtando, teus rios conspurcando,
 teus habitantes foram corrompendo, mulheres violando,
 ainda será tempo de te salvar, sendo esse nosso lema?
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ARMANDO SOUZA
As cores da Amazônia

 Verde de mil e um verdes, vida a subir.
 Agarrando o sol
 Planície do verde olhando o céu, a florir.
 Casa e mesa das mariposas de mil cores a casar
 Beleza de diferentes pássaros a voar
 Subindo às alturas, para do verde sair.
 Amazônia, pulmão que a natureza nos deu.
 Folhas são ventoinhas purificando o ar do céu
 Dentro de seu verde tanta vida
 Beleza para nós desconhecida
 Tantos sonhos selvagens, frutos esquisitos.
 Podem ser de amor ou de morte da Amazônia gritos
 Numa certa clareira, moças deitadas.
 Cobrindo suas vergonhas
 São cores, muitas cores, tom garridas, pintadas.
 Cabanas construídas de folhas de bananeira
 Quando chove, é ali que se realiza toda a brincadeira.
 Macacos voam fugidios
 Mil qualidade de peixes e piranhas nos rios
 Debaixo de tanta frescura, vive gente primitiva sorrindo.
 Mas a civilização vai seu lar destruindo
 Com enormes queimadas
 Deixando as cores da Amazônia desbotadas
 Debaixo dos mil verdes, nossa saúde nas flores.
 As raízes são venenos da nossa doença
 Tudo isto pode fazer passar nossas dores
 Aumentar no viver nossa Crença
 Debaixo do verde repuxos ou lanças de pau
 Dão vida a vida com o cacau
 Névoa respiram chuva torrencial
 Não queiras conhecer os segredos dos fluviais
 Formam oceanos de espuma amarela
 Deixado os verdes aveludados
 Em linda aquarela
 O sol raia, grande alegria.
 Ouve-se o batuque, musica de poesia.
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BEATRIZ KAPPKE
Amazônia e a responsabilidade ambiental.


 Assunto da atualidade
 Que enfronha religiosos
 E pessoas de qualquer idade
 De todas as profissões e também os ociosos.

 Denunciados todo os dias com tristeza
 Abusos de toda sorte
 Crimes contra a frágil natureza
 Prevendo para o nosso planeta a morte!

 Tímidas porém são
 O vislumbrar de saídas eficazes
 Para resolver a tal questão
 Com ações realmente pertinazes.

 Leis editar, acordos firmar
 A Amazônia proteger
 A humanidade amedrontar
 Irá da imprudência humana os desmandos resolver?

 Sobre utilização dos recursos naturais
 São louváveis as campanhas
 Os diferentes e respeitáveis pontos de vista
 Denotam uma preocupação tamanha.

 Mas a atual situação, melhorar ou piorar
 O ser humano tem em suas mãos
 Porém urge a consciência mudar
 E ao comportamento dar outra direção.

 Meio ambiente exige atitude, visão e percepção
 Respeito à vida pessoal, à vida do outro e da natureza
 Não só na Amazônia mas em todo este torrão
 De tanta grandeza e singular beleza!

 Só então teremos neste mundo
 De seis bilhões de indivíduos
 Menos miseráveis num submundo
 Clamando para viverem mais dignos!

 Será o grande passo
 Que a humanidade precisa dar
 Enlaçar-se num grande abraço
 E a paz social alcançar!
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BILL SHALDERS
Pegar-te no colo


 Minha Amazônia Querida
 Pulmão do meu lar Terra
 Grandeza verde do planeta Azul
 Dói meu espírito ver sua devastação
 Dói minha alma ver sua agonia

 Ah, que vontade de pegar-te no colo
 Embalar-te até te curares
 Da maldade da serra
 Da maldade do homem
 Da maldade do ignorante

 Ah, que vontade de pegar-te no colo
 Embalar-te até adormecermos juntos
 E sonhar com uma nova Terra
 E sonhar com um novo planeta
 Que entenda e acolha a tua formosura

 Ah, que vontade de te pegar no colo
 Embalar-te até adormecermos juntos
 E acordar somente no despertar da humanidade
 Pois se morreres, morreremos junto
 Morreremos todos, queiramos ou não

 Cada ser que vive em tuas entranhas
 Cada pedacinho do teu chão
 Cada pedacinho de tua copa
 Representa um pedacinho do meu coração
 Representa um pedacinho do meu Ser

 Cada ser teu que morre, morro junto
 Cada ser teu que parte, parto junto
 Cada gota a menos de orvalho
 Uma lágrima minha a mais
 Ah, que vontade de pegar-te no colo

 Embalar-te até podermos fugir desta sanha
 Pois se um dia morreres
 Morrerei por ti, morrerei junto a ti
 Somos ligados pelo amor
 Ah, que vontade de pegar-te no colo.
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DENISE SEVERGNINI
Floresta Amazônica


 Brasil, sai desta insônia
 E salva a tua Amazônia.

 Desmatamento e erosão…
 Demanda de carvão…
 Animais em extinção…

 Brasil, sai desta insônia
 E salva a tua Amazônia.

 Assoreamento e erosão…
 Garimpo e contaminação…
 Culturas em destruição…

 Brasil, sai desta insônia
 E salva a tua Amazônia.

 Paisagem em degradação…
 Provocada pela mineração…
 E a droga da poluição…

 Brasil, sai desta insônia
 E salva a tua Amazônia.

Fonte:
http://www.familiaborbapinheiro.com/ciranda_amazonia.htm

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