Rodolpho Abbud (Caderno de Trovas)

A batida no portão
é o sinal convencionado
para avisar que o patrão
vem chegando do outro lado!
**
Acredite quem quiser,
seja o motivo qual for,
em caprichos de mulher,
quando faz juras de amor!…
**
A culpa é minha e é tua,
de quem vê e não faz nada,
se ainda há meninos de rua,
dormindo numa calçada!…
**
A doença comentada
correu mundo, ganhou fama,
pois na pensão “afamada”
ela só vive de cama!…
**
À noite, ao passar das horas,
esqueço os dias tristonhos,
pois tuas longas demoras
dão-me folga para os sonhos!
* *
Ao hospício conduziu
a mulher para internar…
Feito o exame, ela saiu,
e ele teve que ficar!…
* *
Ao se banhar num riacho,
distraída, minha prima
lembrou da peça de baixo
quando tirava a de cima ….
* *
Aos Teus pés eu me ajoelho,
erguendo graças Senhor!
– Quem me dera ser espelho
para a Luz do Teu Amor!
**
Ao ver o frango fugindo
de um outro, num pega-pega,
diz a galinha: Que lindo!
– E o pato: “Tem mãe que é cega”!…
* *
Após batida no morro,
indaga o Zé, com malícia:
-A quem eu peço socorro,
ao ladrão ou a polícia?
* *
Aproveita, criançada,
o tempo, alegre, ligeiro,
que da a uma simples calçada
dimensões do mundo inteiro!
* *
A saudade é tão travessa
que ninguém pode esquecê-la
e a cortina mais espessa
jamais consegue esquecê-la!
* *
Às vezes, num recomeço,
há tal vontade de amar,
que se paga qualquer preço
que a vida queira cobrar!…
* *
A vida é romance breve,
de mistério, onde, com arte,
sem saber, a gente escreve
somente a primeira parte!…
* *
A violência e outras formas
de opressão, mesmo discretas,
não conseguem ditar normas
aos corações dos poetas!
* *
Brasília, o cinquentenário
daquela visão futura
dos sonhos de um visionário
e um gênio da arquitetura!
* *
Cama nova, ele sem pressa
ante a noivinha assustada,
quer examinar a peça
julgando já ser usada!…
* *
Chegaste a sorrir, brejeira,
depois da tarde sem fim…
E, nunca uma noite inteira
foi tão curta para mim!…
* *
Compensando o meu desgosto
por longos dias tristonhos,
à noite eu vejo teu rosto
no espelho azul dos meus sonhos.
* *
Computador… celular…
tudo a ela é oferecido…
– Só lhe falta programar
um robô para marido!…
* *
Contemplo o céu para vê-las
com um respeito profundo,
pois na raiz das estrelas
eu vejo o dono do mundo.
* *
“Dá-me um tempo, ela me disse,
ante o apelo que lhe fiz…
– Agora chega à velhice,
sem tempo de ser feliz!
* *
Dando um susto na mulher,
chega em casa bem cedinho…
– Nem imagina sequer
o susto de seu vizinho!
* *
Dê carona ao seu vizinho!”
E a Zezé, colaborando,
vai seguindo o meu caminho
e me dá de vez em quando!…
* *
Deixando os homens aflitos,
a mulher, por timidez,
faz mistérios infinitos,
quando responde talvez!…
* *
Dela não quero mais nada…
– Tranquei a porta e o portão…
– E a saudade, mais ousada,
alojou-se em meu porão!…
* *
Depois do sonho desfeito,
louvo o porvir que, risonho,
não me recusa o direito
de escolher um novo sonho!
* *
Depois que tudo termina,
na indiferença ou na dor,
nenhum farol ilumina
o naufrágio de um amor…
* *
Disfarçando teu perfume,
mudaste até de fragrância,
mas, nas cartas, teu ciúme
eu sinto a longa distância!
* *
Diz, em segredo, na venda:
“O meu marido acabou!…”
– E houve uma briga tremenda:
a vizinha concordou!…
* *
D. João VI cria a antiga
Vila do Morro Queimado!…
– E a Nova Friburgo liga
seu presente ao seu passado!..
* *
Do energético sapeca,
tirou a prova e deu fé…
– Com dois pingos na careca,
ficou de cabelo em pé!…
* *
Duzentos anos passados…
mas a História permanece!
– Naqueles morros queimados
Nova Friburgo, hoje, cresce!
* *
É força que vem comigo
e no tempo não se esvai:
– Sempre que eu falo de amigo
eu me lembro de meu pai!
* *
Ei, garçom, veja o meu prato!
Tem dois cabelos na beira…
– Por um P.F. barato,
quer ver toda a cabeleira?
* *
Ela é mulher de vanguarda,
motorista de primeira
que ouvindo o apito do guarda,
já vai mostrando a carteira!
* *
Ele pede economia
e ela encontra seu caminho,
poupando sua energia
com o “gato” do vizinho!
* *
Embora livre, sozinho,
não conheço liberdade…
– Fui presa do teu carinho,
hoje estou preso à saudade!…
* *
Em nosso encontro, em segredo,
a vida nos foi covarde:
– Fui eu que cheguei mais cedo,
ou você que chegou tarde?…
* *
Em problemas envolvida,
por um beco se meteu,
que não tinha nem saída,
e, mesmo assim, se perdeu! …
* *
Em seus comícios, nas praças,
o casal cria alvoroços:
– Vai ele inflamando as massas!
– Vai ela inflamando os moços…
* *
Em tudo o que já vivi,
nessa passagem terrena,
se um pecado eu cometi
com ela, valeu a pena!…
* *
É noite… a porteira range
no rancho, à beira da estrada
e o luar, saudoso, tange
os clarões da madrugada!
* *
Enquanto um velho comenta
sobre a vida: -”Ah! Se eu soubesse…”
um outro vem e acrescenta
já descrente: -”Ah! Se eu pudesse…”
* *
Entre esperas e procuras,
encontros e despedidas,
somadas, nossas loucuras
dão mais vidas as nossas vidas!…
* *
Entre os livros, esquecida,
na estante bem arrumada
e contém toda uma vida
essa carta amarelada!
* *
Eu… você… nossa lembrança
de um grande amor, puro, terno,
que um capricho da esperança
simulou que fosse eterno!..
* *
Eu finjo que estou contente…
Ela finge que está triste…
– No canto do amor, a gente
desafina… mas resiste!…
* *
Eu tenho pressa, é verdade,
pois este amor me arrebata…
E se eu não mato a saudade,
a saudade é que me mata!
* *
Foi um erro, reconheço,
o nosso medo de amar…
– E hoje pagamos o preço
por nosso medo de errar!…
* *
Foi um gesto de nobreza,
nas lides duras e bravas:
mãos livres de uma princesa
libertando mãos escravas!…
* *
Foram tais os meus pesares
quando, em silêncio partiste,
que, afinal, se tu voltares,
talvez me tornes mais triste…
* *
Foste embora… e, amargurado,
sufoquei minha revolta
tentando a volta ao passado,
mas o passado não volta!…
* *
Foste embora… e, por encanto,
vejo, no amor que alucina,
teu sorriso em cada canto
e teu vulto em cada esquina!
* *
Hei de vencer esta sina
que num capricho qualquer,
me fez amar-te menina
depois negou-me a mulher!…
* *
Mantendo os olhos enxutos,
na dor da tua partida,
eu sufoquei, por minutos,
o pranto de toda a vida.
* *
Manténs o mesmo calor,
com tal graça e timidez,
que, em cada noite de amor,
eu sinto a primeira vez!…
* *
Mesmo nos dias tristonhos
que a vida insiste em nos dar,
liberdade é perder sonhos,
sem desistir de sonhar!
* *
Minha dor foi mais intensa,
ao ver, no adeus, na incerteza:
eu, fingindo indiferença…
você, fingindo tristeza!…
* *
Minha magoa e desencanto
foi ver, no adeus, indeciso:
– Eu disfarçando o meu pranto…
– Tu disfarçando um sorriso…
* *
Minha sogra, no antiquário,
não ouvindo meu conselho,
abriu a porta do armário
levando um susto no espelho!
* *
Muitas mulheres vieram,
mas… um capricho infeliz
deu-lhe todas que o quiseram
e jamais a que ele quis!…
* *
Muitas vezes nesta vida,
a origem de muita zanga
é uma mulher bem vestida
deixando os homens “de tanga”…          
* *
Na angústia vejo, indeciso,
no amor que me desespera,
que o prêmio do teu sorriso
vale o castigo da espera!
* *
Na ansiedade das demoras,
quando chegas e me encantas,
mesmo sendo às tantas horas,
as horas já não são tantas…
* *
Na briga, há pratos voando,
quebradas mesa e cadeira,
mas, vendo a sogra chegando,
diz que tudo é brincadeira.
* *
Na casa do faroleiro
esta ironia ferina:
Lá fora o imenso luzeiro…
– e dentro,uma lamparina.
* *
“Não conto mais com você!…”             
– Diz a mulher, lá da sala.
“Se no verão não se vê,
no inverno, então, nem se fala !…”
* *
Não gastando o celular,
o “pão duro”, em seus intentos,
querendo economizar,
só liga o 0800…
* *
Não me importa o beijo às pressas,
em meio às brigas e às pazes,
pois eu vivo das promessas
que mentindo tu me fazes…
* *
Não reclamo do desgosto,
nem faço queixas a esmo…
Esta máscara em meu rosto
também engana a mim mesmo…
* *
Não sei como não soubeste
mas o amor veio, infeliz…
Eu te quis, tu me quiseste,
mas o Destino não quis…
* *
Não sendo um homem moderno,
meu pecado e insensatez
foi jurar amor eterno
e amar somente uma vez!…
* *
Não vens… na casa fechada,
a saudade, em horas mortas,
nunca espera na calçada:
– Se esgueira através das portas.
* *
Na pensão da “dona” Estela,
há curiosos pensionistas:
Tem um dentista “banguela”
e gordos nutricionistas !…
* *
Na pensão junto ao quartel,
visitas, sem distinção,
do recruta ao coronel,
comem do mesmo feijão!…
* *
Naquele hotel de terceira,
que a policia já fechou,
a Maria arrumadeira
muitas vezes se arrumou!
* *
Nas buscas que o homem faz,
sem sucesso, andando a esmo,
se busca encontrar a paz,
tem que encontrar-se a si mesmo…
* *
Nas lojas sempre envolvido,
não tem crédito jamais…
– ou por ser desconhecido,
ou conhecido demais !…
* *
Na vida, a bem da verdade,
quando se trata de amor,
loucura não tem idade,
sexo, raça, credo ou cor!…
* *
Na vida, em toscos degraus,
entre tropeços a sustos,
mais que a revolta dos maus,
temo a revolta dos justos!
* *
Na vida, lutar, correr,
não me cansa tanto assim…
O que me cansa é saber
que estás cansada de mim!
* *
Nessa paixão que me assalta,
misto de encanto e de dor,
quanto mais você me falta
mais aumenta o meu amor!…
* *
No abandono que o consome,
é quase um mito o menino
que, na rua, não tem nome,
não tem lar, não tem destino!…
* *
No amor, um leve queixume
não é mal, se a gente pensa
que onde nos falta o ciúme…
é que sobra a indiferença!…
* *
No hospício, foi grande o susto,
quando o Zé, no “elevador,”
procurava, a todo custo,
o botão do “baixa dor”!…
* *
No palco, o adeus indeciso …
e o cenário, um desencanto …
– Se era falso meu sorriso,
era mais falso teu pranto!…
* *
Nosso amor se eleva ao cume,
naquela poesia infinda
da pontinha de ciúme
que você conserva ainda!
* *
Nosso Príncipe comprova,
pois é dele a grande glória,
que o mundo novo da Trova
também faz parte da História!…
* *
Nosso rancho abandonado,
você, a rede, o luar,
são lembranças de um passado
que não deseja passar!
* *
Nossos afagos exalto,
sem ritos ou convenções,
pois sempre falam mais alto
do que mil declarações!
* *
Nosso sonho deu em nada,
mas nosso amor ergue a voz,
em busca de outra alvorada
que vive dentro de nós!
* *
Nosso encontro …O beijo a medo…
A caricia fugidia…
Nosso amor era segredo,
mas todo mundo sabia…
* *
No “terreiro” ela, com pressa,
Já querendo “se arrumar”
diz que o “santo” é mole à beça…
– Sobe muito devagar!…
* *
Numa ronda de rotina,
busco o amor, rompendo espaços,
mas, quando a busca termina,
eu sempre estou nos teus braços…
* *
O amor deve ser lembrado
sem mágoas, sem dissabor.
Pondo algemas no passado,
não se prende um grande amor!
* *
O amor tem tantos arranjos,
nos feitiços que quiser,
que nos parecem dos anjos
os sorrisos da mulher!…
* *
Ouvindo tuas propostas,
com muito amor, de mãos juntas
eu, que fui buscar respostas,
voltei cheio de perguntas!…
* *
Para aquecer sua vida,
ela tem, sempre à noitinha,
além da boa batida,
canja quente da vizinha!
* *
Para quem tudo é bonito
se a própria mesa está cheia,
chega quase a ser um mito
saciar a fome alheia!…
* *
Para um jantar convidada
por nudistas assumidos,
“pagou mico” indo pelada,
pois todos foram vestidos!…
* *
Passa a nudista na praia
e o guarda, apito na mão,
leva a mais sonora vaia,  
ao cobrir sua “infração”!
* *
Passa o tempo… e eu vivo aqui,
sozinho, em noites de tédio…
– E ainda dizem por aí
que o tempo é o melhor remédio!…
* *
Passei muita noite insone,
ante a voz, macia e bela…
– Quase quebro o telefone
quando vejo a cara dela!
* *
Pelo “saudoso”, intrigada,
já suspendeu sua prece…
– É no quarto da empregada
que seu fantasma aparece!…
* *
Perdi, de todo, a alegria,
quando percebi, tristonho,
que em teu amor não cabia
a ousadia do meu sonho!
* *
Por você sigo a jornada…
e o caminho é sonho, é mito!…
– Que importa se é longa a estrada?…
– Também meu sonho é infinito!…
* *
Provando em definitivo
que o Brasil é de outros mundos,
há muito “fantasma” vivo
passando cheques sem fundos…
* *
Quando a fé nos ilumina,
mesmo nas horas mais turvas,
as ruas não têm esquina
e as estradas não têm curvas!
* *
Quando nada mais nos resta,
já bem no fim da descida,
a saudade é fim de festa
do que foi festa na vida!
* *
Quase ao fim dos nossos prazos,
nosso céu tem luz ainda…
Juntando os nossos ocasos,
a noite será mais linda!…
* *
Quem se veste de esperança
vive de alma agradecida,
quando, todo dia, alcança
o grande prêmio da vida!
* *
Quem tem fé não sente medo
e enfrenta as ondas do mar,
pois sempre vê, num rochedo,
alguma estrela a brilhar!
* *
Seja doce a minha sina
e, num porvir de esplendor,
nunca transforme em rotina
os nossos beijos de amor…
* *
Sê, meu filho, um destemido,
pois, na vida, cedo ou tarde,
mais vale a dor do vencido
do que o pranto do covarde!
* *
Sem preconceitos escravos,
nesta vida, sem alardes,
tanto há prudência nos bravos
como ousadia em covardes!…
* *
Sempre tendo muita pressa,
ao morrer, a sogra é assim:
– chega onde a fila começa…
e, depressa, volta ao fim!…
* *
Sem você, meu rumo é incerto
aumentando a solidão…
E penso estar num deserto
no meio da multidão!
* *
Sem você, minha rotina
é aguardar o fim do dia,
quando a noite abre a cortina
para a sessão nostalgia!…
* *
Seu feitiço me seduz
e alcança tal dimensão,
que eu consigo ver a luz,
mesmo em plena escuridão!.
* *
Sob um arbusto na praça,
o casal fez seu retiro,
mas, quando a polícia passa,
não se ouve nem um suspiro!
* *
Soube o marido da Aurora,
ela não sabe por quem,
que o vizinho dorme fora,
quando ele dorme também…-”
* *
Sua voz não foi ouvida,
dando-me adeus, só porque,
as vozes da minha vida,
falam-me sempre em você.
* *
Tamanha angústia me invade
ao lembrar que te beijei,
que chego a sentir saudade
dos beijos que não te dei.
* *
Tendo você ao meu lado,
tudo esqueço e sigo em frente…
– Que me importa seu passado,
se você faz meu presente?…
* *
Ter pressa não é pecado,
mas pode ter alto custo…
Um julgamento apressado
muitas vezes não é justo!
* *
Toda a receita anda pasma,
sem achar explicação…
– Tem funcionário fantasma
que recebe até serão!…
* *
Toda noite sai “na marra”,
Dizendo à mulher: -”Não Torra!”
Se na rua vai a farra,
em casa ela vai à forra!…
* *
Um Deputado ao rogar
ao Senhor, em suas preces,
pede que o verbo “caçar”
não se escreva com dois esses!…
* *
Um longo teste ela fez
de cantora, com requinte…
Cantou somente uma vez,
mas foi cantada umas vinte!…
* *
Vendo a viúva a chorar,
muito linda, em seu cantinho,
todos queriam levar
a “coroa” do vizinho…
* *
Vamos brincar de mãos dadas,
crianças pretas e brancas!…
O sol de nossas calçadas
não tem porteiras nem trancas!
* *
Velhote, “cabra da peste”
diz que, quando dá saudade,
toma o remédio, faz teste,
mas fica só na vontade!…
* *
Veja o mico que eu paguei:
na tentação, no desvio,
de uma garota escutei
a ducha fria: “Oi, titio”!…
* *
Vejo a onda pequenina
que, às vezes, rude, se alteia,
mas, afina, feminina,
morre de amores na areia!…
* *
Vejo em minhas fantasias,
em Friburgo, pelas ruas,
mil sois enfeitando os dias
e, à noite, a luz de mil luas.
* *
Vem amor, vem por quem és!
Pois já tens, em sonhos vãos,
minhas noites a teus pés,
meus dias em tuas mãos!…
* *
Vendo a viuva a chorar,
muito linda, em seu cantinho,
todos queriam levar
a “coroa” do vizinho…
* *
Vendo uma bruxa eu me oculto
tentando esconder-me dela…
Pior foi ver outro vulto:
-Minha sogra na janela!
* *
Você jura… e recomeça
nas ilusões que desfez…
– e a cada nova promessa
meu amor nasce outra vez!…

Fonte:
Trova Brasil n.10
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