José Feldman (Aquarela de Trovas n. 5)


Ou o amor enfim nos faz
desarmar o coração,
ou do cachimbo da paz
nem as cinzas sobrarão!
A. A. DE ASSIS – Maringá/PR
 * * * * *
Desde o tempo de Noé
que o mundo pôs-se a saber
que manga não cai do pé
porque não sabe descer!
ADEMAR MACEDO – Natal/RN
* * * * *
Eu vi crianças brincando
junto de lindas roseiras,
como aves cantarolando
nos ninhos, todas faceiras!
AGOSTINHO RODRIGUES – Campos/RJ
* * * * *
Da viagem pouco importa
minhas dores e cansaços,
se ao voltar te encontro à porta
a receber-me nos braços!
AMÁLIA MAX – Ponta Grossa/PR
* * * * *
Fugindo pela janela,
o “dom juan” quis “dar no pé”.
– Um fantasma!, gritou ela.
E o marido: – Agora é!
ANGÉLICA V. SANTOS – Taubaté/SP
* * * * *
Eu quero ser o seu vinho,
o cálice que inebria;
ser seu parceiro no ninho,
ser madrugada, seu dia!
ANTONIO MANOEL ABREU SARDENBERG –  São Fidélis/RJ
* * * * *
Quem tem amigos por perto
vence qualquer desafio.
Só o tolo enfrenta o deserto
levando o cantil vazio!
ARLINDO TADEU HAGEN – Belo Horizonte/MG
* * * * *
Se eu for a todos dizer
o que está em meu coração,
num livro não vai caber
toda a minha gratidão.
CIDINHA FRIGERI – Londrina/PR
* * * * *
Eu confesso hoje, sem medo,
que este amor em mim guardado
não é só o meu segredo,
é também o meu pecado!
CLENIR NEVES RIBEIRO – Nova Friburgo/RJ
* * * * *
Tem gente que tanto mente,
conta lorota, faz fita,
que, da verdade descrente,
nem em si próprio acredita.
CLEVANE PESSOA – B. Horizonte/MG
* * * * *
Nossa foto, na “lixeira”,
meu amor, levou “delet”.
Vou procurar quem me queira,
noutro “site da Internet”
CRISTIANE BROTTO – Curitiba/PR
* * * * *
Sofrem tantos na agonia
do delírio, dito “amor”;
isso tudo acaba um dia:
faz  frio após o calor…
DIAMANTINO FERREIRA – São Fidélis/RJ
* * * * *
Poeta mantém acesa
a chama do amor fecundo,
minimizando a tristeza
e as dores cruéis do mundo.
DJALMA MOTA – Caicó/RN
* * * * *
Foi fantasma!… Creia em mim!
diz a soprano ao marido.
– Fantasma no camarim?
– E’ o da ópera, querido!!!
EDMAR JAPIASSÚ MAIA – Rio de Janeiro/RJ
* * * * *
Não te rendas nunca à dor,
se o teu bem tem rumo incerto,
pois, muitas vezes, no amor,
esse longe é muito perto!
EDUARDO TOLEDO – Pouso Alegre/MG
* * * * *
Minhas mágoas disciplino
com a força da oração:
tenho um médico divino
que jamais deixa o plantão!
ÉLBEA PRISCILA – Caçapava/SP
* * * * *
No jogo da vida é assim:
tem encrenca e desacato,
e, quando ele chega ao fim,
a mãe de alguém paga o pato…
ERCY MARQUES DE FARIA – Bauru/SP
* * * * *
Minha jangada, tristonha,
abandonada no cais,
vela içada, ainda sonha
com ventos do nunca mais!
FERNANDO CÂNCIO – Fortaleza/CE
* * * * *
Deus, garimpeiro maior,
vai, no seu mister profundo,
salvando o bom e o melhor
que há nos garimpos do mundo.
FLÁVIO STEFANI – Porto Alegre/RS
* * * * *
Vou revelar o caminho
de uma longa vida-a-dois:
é trocar muito carinho
antes, durante e depois.
FRANCISCO MACEDO – Natal/RN
* * * * *
Tuas palavras magoam,
mas te perdôo, pois, enfim,
são abelhas que ferroam
mas que dão mel para mim.
FRANCISCO PESSOA – Fortaleza/CE
* * * * *
Meus lábios apaixonados
bebem o orvalho dos teus,
desses teus lábios molhados
que sonham com os lábios meus!
GISLAINE CANALES – Balneário Camboriú/SC
* * * * *
Sem esquinas… sem saídas…
muitas vidas são assim…
Ruas retas e compridas,
e um grande portão no fim…
IZO GOLDMAN – São Paulo/SP
* * * * *
No silêncio da memória,
onde a saudade faz ninhos,
eu deixei a nossa história
e vivo a paz dos sozinhos!
JOAQUIM CARLOS – Nova Friburgo/RJ
* * * * *
Insisto em que não desistas
jamais das glórias que queiras:
antes das grandes conquistas
erguem-se as gandes barreiras!
JOSAFÁ SOBREIRA DA SILVA – Rio de Janeiro/RJ
* * * * *
Parece que a tentação
acredita pouco em mim.
Vivo dizendo que “não”,
e ela dizendo que sim”…
JOSÉ FABIANO – Belo Horizonte/MG
* * * * *

Sonhando com um amor,

buscava um novo horizonte.

Colhi sementes de dor…

espalhadas pela ponte.

JOSÉ FELDMAN – Maringá/PR

* * * * * Caio, levanto-me e sigo!
Mal sabem que esta coragem
é apenas meu medo antigo,
usando nova roupagem!
JOSÉ OUVERNEY – Pindamonhangaba/SP
* * * * *
Nos garimpos desta vida,
que o destino abandonou,
eu sou batéia esquecida
que nem cascalho pegou.
JOSÉ VALDEZ C. MOURA – Pindamonhangaba/SP
* * * * *
Num certo 12 de junho,
vi caracteres gravados:
Meu nome escrito em teu punho,
pois éramos namorados!
LAIRTON TROVÃO DE ANDRADE – Pinhalão/PR
* * * * *
Há sorriso de ironia,
há sorriso imerso em dor,
há também de simpatia…
mas o melhor é o de amor!
LÓLA PRATA – Bragança Paulista/SP
* * * * *
A mais linda das respostas
nos dá Jesus, nosso amigo:
– “Pode o mundo dar-te as costas,
mas Eu estarei contigo!”
LUCÍLIA DECARLI – Bandeirantes/PR
* * * * *
Teus sucessos, conta aos pais,
que ao certo vão se alegrar;
mas aos “amigos”,  jamais,
pois por trás vão te pichar…
MARIA DE ARCHIMEDES – Rio de Janeiro/RJ
* * * * *
Somos, sim, irmãos de fé,
e a música tem provado:
no riso, samba no pé;
no choro, a emoção do fado!
MARIA ELIANA PALMA – Maringá/PR
* * * * *
Pelas procelas da vida
passei tanto vendaval…
A cada onda vencida
nela afundei o meu mal!
MARIA JOSÉ FRAQUEZA – Portugal
* * * * *
Quebrei a estrela do sonho
na longa noite vazia,
mas… de seus cacos componho
o sol de minha alegria…
MARIA LUA – Nova Friburgo/RJ
* * * * *
Para este amor, que a nós dois
tomou – assim de improviso –,
não houve “antes” nem “depois”;
houve o “momento preciso”!
MARIA MADALENA FERREIRA – Magé/RJ
* * * * *
Revivendo o meu passado,
me torturo de tal jeito,
que chego a crer que é pecado
guardar saudades no peito !
MARIA NASCIMENTO – Rio de Janeiro/RJ
* * * * *
Com volúpia e desvario,
neste amor vou mergulhar…
Eu me sinto como o rio,
que se atira para o mar!
MARIA THEREZA CAVALHEIRO – São Paulo/SP
* * * * *
Por razões, às vezes fúteis,
corre o sangue numa guerra.
Eis as sangrias inúteis
que envergonham nossa terra.
MIGUEL RUSSOWSKY – Joaçaba/SC
* * * * *
O poeta, em sua lida,
ainda que o mundo o afronte,
tem sempre um sopro de vida
que o leva além do horizonte…
MILTON NUNES LOUREIRO – Niterói/RJ
* * * * *
Lá fora, nada me importa,
e esqueço da vida ingrata,
quando você fecha a porta…
e tira o nó da gravata!
NEIDE ROCHA PORTUGAL – Bandeirantes/PR
* * * * *
No teatro desta vida
cada qual faz sua história:
se não for bem aplaudida,
é vaiada e vexatória.
NEI GARCEZ – Curitiba/PR
* * * * *
Da Juruti gemedeira
já não ouço o seu refrão:
foi a seca “matadeira”
que enxotou-a do sertão!
NEMÉSIO PRATA CRISÓSTOMO – Fortaleza/CE
* * * * *
De que vale o meu protesto,
se manténs, em tuas mãos,
o poder de, a um simples gesto,
cortar o “til” dos meus nãos!
OTÁVIO VENTURELLI – Nova Friburgo/RJ
* * * * *
Viajei pelo mundo inteiro
e nunca mais pude achar
o que no instante primeiro
encontrei em seu olhar.
OLGA AGULHON – Maringá/PR
* * * * *
Por vaidosa a tartaruga
olha no espelho e faz planos
de remover uma ruga
surgida aos 200 anos!
PEDRO ORNELLAS – São Paulo/SP
* * * * *
Um degrau eu sempre subo
quando a grana é insuficiente
e pulo em cima do tubo
pra sair pasta de dente…
RENATA PACCOLA – São Paulo/SP
* * * * *
Quando me pego tristonho,
de pensamento disperso,
tiro um sonho de outro sonho,
vou passear no universo!
SELMA PATTI SPINELLI – São Paulo/SP
* * * * *
Do sonho compartilhado,
agora, somente resta
um convite, amarelado,
marcando o dia da festa…
SÉRGIO FERREIRA DA SILVA – São Paulo/SP
* * * * *
Colheita, ainda guardada
num simples grão amarelo,
é uma obra a ser lançada,
mas que ainda está no prelo.
VANDA FAGUNDES QUEIROZ – Curitiba/PR
* * * * *
Causador da minha insônia,
motivo do meu sorriso,
sem nenhuma cerimônia
me transporta ao paraíso!
VÂNIA ENNES – Curitiba/PR
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