Arquivo da categoria: Academia de Letras do Brasil

Podium dos Imortais da Academia de Letras do Brasil/Goiás


Empossados em Brasília:

Cadeira numeradas com respectivas titulares e patronos:

Cadeira n° 1 – Anápolis – Ridamar Batista – Eurípedes Gomes de Melo

Cadeira n°1 – S.Cruz – Aparecida Teixeira Fátima Paraguassu – Mário de Andrade

Empossados em Cassu:

Cadeira numeradas com respectivos(as) titulares e patronos/patronesses:

CIDADE DE CACHOEIRA ALTA

1 – ALBM/C. Alta escritora Terezinha Moreira Alves – patrono

CIDADE DE CASSU

Cadeira n° 1 –José Faria Nunes – Anatole Ramos
Cadeira n° 2 – Dauro Guimarães – José de Alencar.
Cadeira n° 3 – Eliene Aparecida Ferreira – Yeda Schamaltz.
Cadeira n° 4 –Elvis Souza Nascimento – Manoel Lopesde Carvalho Ramos
Cadeira n° 5 – Joana D’Arque de Freitas. – Maria do Rosário Fleury
Cadeira n° 6 – Lázara Ambrósia – Cruz e Sousa
Cadeira n° 7 – Lionizia Pereira Martins – José Godoy Garcia
Cadeira n° 8 – Maria Aparecida Gama de Almeida – Monteiro Lobato
Cadeira n° 9 – Ravel Giordano de Lima Faria Paz – José Veríssimo
Cadeira n° 10 – Rozaíres Guimarães de Lima Nunes – Cecília Meireles
Cadeira n° 11 – Diác. Valdir Alves da Costa – José de Anchieta
Cadeira n° 12 –Maria da Silva Barrinha –

CIDADE DE GOIÂNIA

Cadeira n° 1 – Adelice da Silveira Barros
Cadeira n° 2 – Aidenor Aires – Crispiniano Tavares
Cadeira n° 5 – Elizabeth Caldeira Brito – Regina Lacerda
Cadeira 8 – Hélio Moreira – Dr. José Normanha de Oliveira;
Cadeira 13 – Leonardo Teixeira – Eugênia Sereno

CIDADE DE ITARUMÃ

Cadeira 1 –Josenildo Gomes

CIDADE DE JATAÍ

Cadeira 1 – Cássia Maria Vicente Teixeira – Florbela Espanca
Cadeira 2 – Dinair Pereira de Assis – Machado de Assis

CIDADE DE PORANGATU

Cadeira n°1 – Adejar Vicente dos Santos.- Bernardo Elis

CIDADE DE QUIRINÓPOLIS

Cadeira n°1- Agostinho de Almeida Moreira – Augusto dos Anjos
Cadeira n° 2 – Elzi M. La Guárdia – Humberto de Campos
Cadeira n° 3 – Jacinto Euzebio Ferreira – Jaime Câmara
Cadeira n° 4 – Janete Martins Medeiros – Ligia Fagundes Teles
Cadeira n° 5 – ALB/Goiás – Joelma Gonçalves Rocha – Clarice Lispector
Cadeira n° 6 – ALB/Goiás – Jonan de Castro Reis – Guimarães Rosa

CIDADE DE RIO VERDE-

Cadeira n° 1 – ALB/Goiás – Ana Luiza de Lima – Cora Coralina.

Para a solenidade de Goiânia encontram-se habilitados os(as), alguns deles dependendo de confirmação por parte do(a) próprio(a) acadêmico(a), que são os(as) seguintes:

A SEREM EMPOSSADOS EM GOIÂNIA

Cadeira numeradas com respectivos(as) titulares e patronos/patronesses:

CIDADE DE ANÁPOLIS

Cadeira n° 2 – Paulo Nunes Batista, patrono Afonso Shmith.

CIDADE DE GOIÂNIA

Cadeira n° 3 – Brasigóis Felício Carneiro –
Cadeira n° 4 – Delermando Vieira –
Cadeira n° 5 – Edival Lourenço –
Cadeira n° 7 – Geraldo Coelho Vaz –
Cadeira n° 9 – Iuri Rincon Godinho – Venerando de Freitas Borges
Cadeira n° 10 – José Mendonça Teles – José J. Veiga
Cadeira n° 11 – José Ubirajara Galli – Pio Vargas
Cadeira n° 12 –Leda Selma – Hugo de Carvalho Ramos
Cadeira n° 14 – Maria do Rosário Cassimiro –
Cadeira n° 15 – Miguel Jorge –
Cadeira n° 16 – Ney Teles de Paula –
Cadeira n° 17 – Waldomiro Bariani Ortêncio
Cadeira n° 18 – Ataualpa Alves de Lima

CIDADE DE IPAMERI

Cadeira n° 1 – Lupércio Mundim – Manoel Bandeira.

CIDADE DE ITARUMÃ

Cadeira n° 2 – Valdivino Barbosa dos Santos
Cadeira n° 3 – Rômulo Darc Fonseca –

CIDADE DE MINEIROS

Cadeira n°1 – Martiniano José da Silva –

CIDADE DE PARANAIGUARA

Cadeira n° 1 – José Sebastião de Carvalho Carvalho –

ALB RIO VERDE –

Cadeira n° 2 – Zilda Pires –

CIDADE DE SANTA CRUZ DE GOIÁS

Cadeira n° 3 – Maria Loussa –
Cadeira n° 4 – Iranilda Divina Resende Paes

PRESIDENTES DE ALBMs EMPOSSADOS:

Empossaram-se como presidentes das ALBMs, (Academias de Letras do Brasil em cada Município, todos os titulares vitalícios fundadores das cadeiras de número 1, ficando o quadro de presidentes das ALBMs/GO já empossados assim constituído:

ANÁPOLIS:

Escritora Ridamar Batista – Patrono Eurípedes Gomes de Melo

CACHOEIRA ALTA

Escritora Terezinha Moreira Alves

CASSU

Escritora Eliene Aparecida Ferreira

GOIÂNIA

Escritora Adelice da Silveira Barros

ITARUMÃ

Escritor Josenildo Gomes

JATAÍ

Escritora Cássia Vicente

PORANGATU

Escritor Adejar Vicente dos Santos.

QUIRINÓPOLIS

Escritora Janete Martins Medeiros

RIO VERDE

Escritora Ana Luiza de Lima

SANTA CRUZ DE GOIÁS

Escritora Fátima Paraguassu.

SANTO ANTÔNIO DE GOIÁS

Escritora Nazareth Batista

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Academia de Letras do Brasil (Lucia Constantino, nova Imortal do Paraná)

No quadro acima dos Imortais da Academia de Letras do Brasil, pelo Estado do Paraná, houve a inclusão de Lúcia Constantino, de Curitiba (Biografia em http://singrandohorizontes.blogspot.com/2010/12/lucia-constantino.htm . Poesias em http://singrandohorizontes.blogspot.com/2010/12/lucia-constantino-antologia-poetica.html. Texto Ao Mestre de Assis, em http://singrandohorizontes.blogspot.com/2010/12/lucia-constantino-ao-mestre-de-assis.html.}

Estou aguardando a confirmação do aceite do poeta e artista plástico Celito Medeiros, de Curitiba (Biografia em http://singrandohorizontes.blogspot.com/2009/12/celito-medeiros-1951.html. Poesias em http://singrandohorizontes.blogspot.com/2009/12/celito-medeiros-album-de-poesias-de.html e http://singrandohorizontes.blogspot.com/2010/01/celito-medeiros-poesias-avulsas.html)

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Academia de Letras do Brasil/Paraná (Composição das Cadeiras)


001 – Dr. JOSÉ FELDMAN – Ph.I.
Ubiratã
Patrono: Paulo Leminski
Presidente Estadual e Membro do Conselho de Ética

002 – ROZA DE OLIVEIRA (posse em agosto 2010)
Curitiba
Patrono: Helena Kolody

003 – ANDRÉA MOTTA (posse em agosto 2010)
Curitiba
Patrono: Emiliano Perneta

004 – VALTER MARTINS DE TOLEDO (posse em agosto 2010)
Curitiba
Patrono: Ildefonso Pereira Correia, Barão do Serro Azul

007 – OLGA AGULHON (posse em agosto 2010)
Maringá
Patrono: Antonio Facci

008 – VÂNIA MARIA DE SOUZA ENNES (posse em agosto 2010)
Curitiba
Patrono: Heitor Stockler de França

020 – LAIRTON TROVÃO DE ANDRADE (posse em agosto 2010)
Pinhalão
Patrono: Elias Domingos

025 – ALBERTO PACO (posse em agosto 2010)
Maringá
Patrono: Galdino Andrade

027 – ÁTILA JOSÉ BORGES (posse em agosto 2010)
Maringá
Patrono: Túlio Vargas

028 – DARTAGNAN PINTO GUEDES – Ms.
Londrina

033 – FRANCISCO JOSÉ SINKE PIMPÃO (posse em agosto 2010)
Curitiba
Patrono: Sebastião Paraná

034 – MARIA ELIANA PALMA (posse em agosto 2010)
Maringá
Patrono: Ary de Lima

043 – ORLY BUCHI (UFPR)
Curitiba

055 – SINCLAIR POZZA CASEMIRO (posse em agosto 2010)
Campo Mourão
Patrono: Aracyldo Marques

069 – Dr. ANDRÉ G. CARNEIRO – Ph. I.
Curitiba
Patrono: Oswald de Andrade

077 – JORGE JOSÉ MATIEVICZ – Ph.I.
Cascavel
——————-

Os títulos de Dr. e Ph. I. na Academia de Letras correspondem a Doutor em Filosofia Universal/ Ph.I. – Filósofo Imortal. Honoris Causa em reconhecimento a produção Univérsica Filósofo/Literária de efeitos e repercussões internacionais

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Solenidade de Diplomação e Posse dos Membros da Academia de Letras do Brasil em 12 de Agosto de 2009, em Piracicaba.

No Dia 12 de Agosto de 2009, na Cidade de Piracicaba ocorreu a Solenidade Oficial Pública, de Diplomação e Posse de Membros da Academia de Letras do Brasil – ALB.

A mesa foi composta por:
Presidente Nacional da ALB,
Presidenta da ALB/Piracicaba,
Membro da ALB/Minas Gerais e Presidenta do Clube Brasileiro da Língua Portuguesa,

Membro da Academia de Letras do Brasil/SP e Membro da Academia Mundial de Direito Internacional,
Presidenta da Cooperativa Cultural Brasileira da Capital de São Paulo,
Diretora da Biblioteca Municipal de Piracicaba, representando o Prefeito de Piracicaba,
Representante do Congresso Nacional Brasileiro,
Representante do Poder Judiciário, do Fórum Da Comarca de Piracicaba,
Deputados estaduais.
Representante da Câmara de Vereadores de Piracicaba.

A Abertura ocorreu com a execução do Hino Nacional Brasileiro pela Banda da Guarda Mirim de Piracicaba.

Diplomados pela Presidência da Academia de Letras Do Brasil, Dr. Mário Carabajal, Ph. I. pela ALB/Piracicaba

Cadeira 01 – Branca Tirollo. Patrono: Augusto Boal.

Cadeira 02 – João Gilberto Pompermayer Pereira. Patrono: Cora Coralina.

Cadeira 03 – Camila Giangrossi Meleke. Patrono: Fontoura Xavier.

Cadeira 04 – Daniel Ferraz De Campos. Patrono: José Luiz Guidotti.

Cadeira 05 – Adriano Schiavinatto. Patrono: Professor Doutor Matheus De Souza.

Cadeira 06 – Antonio Alleoni Corrêa De Godoy. Patrono: Frei Sigrist.

Cadeira 07 – Maria Alice Martins Sousa. Patrono: Rosimeire Michelucci.

Cadeira 08 – Ireni Maria Scherma Schiavinatto. Patrono: Antônio Carvalho Filho.

Cadeira 09 – Lia Helena Giannechini. Patrono: Nise Da Silveira.

Cadeira 10 – Antonio Frasseto Sobrinho. Patrono: Joel Silveira.

Cadeira 11 – Ana Maria Giusti Barbosa. Patrono: Martha Peregrino Da Silva

Cadeira 12 – Mário Aparecido Aversa. Patrono: Antônio Gonçalves Da Silva

Cadeira Vitalícia 13/ALB/Bahia – Everaldo Cerqueira. Patrono: Hermes Fontes.

Cadeira Vitalícia 01/ALB/Paraná – José Feldman. Patrono: Paulo Leminski

Cadeira Vitalícia ALB/ São Paulo: e Título de Doutor Honoris Causa, Ph. I.: Marly Nascimento Brasiliense.

Em seguida todos os acadêmicos fizeram juramento de compromisso.

O presidente da ALB, Dr. Mário Carabajal deu posse vitalícia aos escritores togados e diplomados da ALB, aos 12 dias do mês de agosto, na Cidade de Piracicaba, em São Paulo, atribuindo-se-lhes, às prerrogativas de Imortalidade Acadêmica, da Ordem de Platão, as suas Cadeiras, Nomes, Obras e Patronos.

A presidente vitalícia da Academia de Letras Do Brasil/Piracicaba/São Paulo, escritora Branca Tirollo, Ph.I. deu posse à Diretoria sa ALB/Piracicaba.
Vice-Presidente: Escritora Imortal Camila Giangrossi Meleke
Presidente Executivo: Escritor Imortal Gilberto Pompermayer
Secretário Geral: Escritor Imortal Daniel Ferraz De Campos
Promotor De Eventos: Escritor Imortal Adriano Schiavinatto

Foram realizados os Pronunciamentos dos Imortais Membros da ALB diplomados e empossados.
A seguir, foram homenageados com o Mérito Causas Imortais Da Academia De Letras Do Brasil:
Elizeu Tirollo
Hugo De Almeida Leme
Margarida Maria Mendonça Almeida Silva.
Professor Doutor José De Medeiros
Juiz Wander Pereira Rossette Junior
Clarice Zaia Elias
Deputado Roberto Felício
Deputado Federal Antonio Carlos De Mendes Thame
Deputado Estadual Roberto Morais,
Vereador João Manoel Dos Santos,

Foi entregue o Diploma “Doutor Honóris Causas – Ph.I. – Filósofo Imortal” aos Escritores

José Feldman – ALB/ Paraná
Everaldo Cerqueira – ALB/ Bahia
Nelson Maia Schocair – ALB/ Rio de Janeiro
João Gilberto Pompermayer Pereira, Presidente Executivo da ALB/Piracicaba/SP;
Doutor Samuel Antonio Merbach de Oliveira, Membro da Academia de Letras do Brasil e da Academia Mundial de Direito Internacional.

Pronunciamento das autoridades

Encerramento com Coquetel de Frutas, nos Padrões da ALB, especialmente preparado para esta ocasião.

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Discurso de Posse da Cadeira Vitalícia nr. 1 da Academia de Letras do Brasil/ Paraná

Exmo. Sr. Presidente da Academia de Letras do Brasil
Acadêmicos e Acadêmicas
Autoridades presentes
Caros senhores e senhoras

Foi uma longa caminhada que me trouxe à Academia de Letras do Brasil, e não estou falando apenas dos mil quilômetros que separam a cidade de Ubiratã, onde moro, de Piracicaba. Falo também do caminho que percorrem todos os escritores, o de descoberta e de aperfeiçoamento que, às vezes, leva a honrarias como a de pertencer a esta Casa. E, quando isto acontece, vive-se um momento de imprevisível emoção, um momento em que se percebe uma imensa paisagem literária, da qual, mesmo na condição de detalhe, somos integrantes. Então vemos que aqui somos rodeados por inúmeros escritores, alguns lendários em nossa vida e em nossa formação.

Ao tomar posse de uma Cadeira nesta Casa, quero afirmar ser apenas um sonhador e divulgador de homens e mulheres que compõem o panteão da literatura. Minha cultura literária, modesta devo confessar, foi adquirida através da leitura de livros de ficção, de poesia, de teoria literária e teatro.

Com orgulho ocupo esta Cadeira, mesmo reconhecendo a existência de outros que poderiam ser tão ou mais dignos do que eu. Contudo, espero, com meus escassos recursos, poder contribuir para uma vida sempre atuante desta entidade venerável, presença permanente na vida cultural de nosso Brasil.

Ao aceitar honrarias como a ocupação de uma Cadeira em uma Academia de tal porte, necessita-se ter consciência desta responsabilidade que se assume, que está sendo adicionada àquela que já faz parte dos afazeres. Segundo Nietzsche, quando assumimos tal encargo, precisamos construir nossos monumentos onde nos alicerces profundos nós ficamos.

Deve-se trilhar todas as estradas que existem no mundo, deixando um rastro de conhecimentos e um pouco de si em outras vidas.

Brasileiros valentes tiveram feitos notáveis, cada qual a seu modo, com dignidade e competência, mesmo em meio à injustiça social, à insegurança e à descrença. E ser escritor num país com dificuldades econômicas, culturais e sociais não é uma tarefa fácil para estes heróis nacionais, que muitas vezes não são reconhecidos. Mas não devemos ser descrentes, pois sem esperança não há vida. Ernest Hemingway em seu livro O Velho e o Mar, coloca que “o homem pode ser destruído, mas nunca derrotado”. Mas contribuímos pelo poder das palavras para o conhecimento de nós mesmos e para a descoberta de nossa identidade. Um país que não possui livros, nem músicas, nem danças, nem artes, nem manifestações culturais, não é um país, é apenas um núcleo de pessoas insatisfeitas. Como já dizia Monteiro Lobato: “Uma nação se faz com homens e livros”.

Aprendemos sempre e descobrimos sempre. Uma das coisas que aprendemos é homenagear os nomes que fizeram a literatura brasileira.

Para mim, está claro que aqui estou representando a literatura paranaense. Sou apenas um dos numerosos nomes que incorporam a ampla relação daqueles que fazem do Estado do Paraná o cenário e a motivação para sua literatura por outro lado, procuro fazer com que esta intensa mobilização reflita a importância da Academia de Letras do Brasil no cenário cultural brasileiro. Fernando Pessoa dizia “Para ser grande, sê inteiro; nada teu exagera ou exclui; sê todo em cada coisa; põe quanto és no mínimo que fazes; assim, em cada lago, a lua toda brilha porque alta vive.”

Deste modo, assumo pois o compromisso de perpetuar o estandarte da literatura, participando do desenvolvimento e do engrandecimento do Brasil, pois tanto quanto dependemos dele, ele depende de nós. Nunca esquecendo e conservando aceso o lume daqueles que nos precederam na literatura ou nas demais artes, e deram suas vidas por este imenso país que é o Brasil.

Terminando, agradeço pela honra em pertencer a esta Casa e peço vossa permissão para algumas homenagens pessoais. Para meu pai, Moisés Feldman, que não vive entre nós para ver este momento, mas que mesmo com pouca educação formal, me legou seu amor aos livros e ao estudo através de sua formação moral e intelectual sem a qual eu não estaria hoje aqui. Para minha mãe, Mina, que felizmente vive, com orgulho para ver este momento na existência do filho que fizeram e criaram juntos. Se ele estivesse entre nós, não haveriam pais mais orgulhosos. Para minha mulher e companheira, sem cujo amor, dedicação, paciência e mesmo abnegação eu não seria capaz de viver. Para os meus professores em geral, que souberam, em meu tempo, transformar as instituições de ensino em verdadeiros centros de conhecimentos. E, deixo para o fim, por ser a mais importante, a homenagem ao povo de minhas duas terras. Morando no Paraná, estado que me acolheu em seu seio com ternura, estendendo seus braços para mim, não posso deixar de ser meio paranaense; tendo nascido em São Paulo, sou paulista. Agradeço, abraço e peço a bênção dos povos de São Paulo e do Paraná.

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Discurso de Defesa do Patrono da Cadeira n.1: Paulo Leminski

Ao ocupar esta Cadeira, determinei defender como patrono, o poeta curitibano Paulo Leminski. Fornecerei uma pincelada fugaz sobre sua biografia para, subsequentemente explanar a que se deve a sua importância nesta ocasião.

Paulo Leminski nasceu em 1944, em Curitiba e faleceu em 1989. Era filho de pai polonês com mãe de ascendência africana. Desde a juventude sempre preferiu poemas breves, muitas vezes haicais. Foi professor e como escritor publicou livros de poesia, de prosa, biografias, ensaios, traduções de James Joyce, Samuel Becket, etc., literatura infanto-juvenil, produções musicais, fez gravações em parceria com músicos como Caetano Veloso e Itamar Assunção.

Sua poesia é consequência de um período que predominava a censura, mas ele não se vinculou a nenhuma corrente, apesar de conservar relações com elas. Sua poesia, como expõe Roland Barthes, pode ser considerada como resultado de experiências vividas que se traduzem em lirismo através da linguagem metafórica, do uso de recursos como ritmo, sonoridade, repetição de palavras, situações, descrições, seqüências. Leminski, como Borges, recriou muitas fábulas. Reescreveu o mundo que poderia ter sido e não foi. Reinventou o texto para contextualizar, contestar, protestar.

A poesia de Leminski não se evidencia unicamente pelo cunho empírico da escrita, mas também pelo dever do poeta de transmitir suas experiências cotidianas, escrever e reescrever a vida. Reescreveu as lendas e memórias dos emigrantes poloneses do sul do Brasil. Incorporou o sofrimento da voz no canto dos negros da África.

Ousou e experimentou muito na escrita, trabalhando artesanalmente com as palavras tocando-as nas texturas e harmonias, exequiveis e inexequiveis.

Leminski era um mago das palavras, construindo-as, desconstruindo-as, criando uma linguagem poética composta de características que permitem que novos elementos possam ser adicionados, tornando a poesia um horizonte infindável de composições. Ele manipulava de tal modo que as palavras se desdobrassem de forma que lhe davam novos significados, criando uma teia que se prendia dentro de outra teia, e assim por diante, num processo ininterrupto de criação.

Sua obra influenciou grande parte dos movimentos poéticos dos últimos 20 anos. Leminski manifestava o questionamento às mistificações através do bom humor. O bom humor contra o preconceito e a injustiça, foi o instrumento com que desarmava os espíritos.

Por esse motivo, considero Leminsky uma escolha justa e seu patronato uma homenagem válida para a participação nesta egrégia instituição.

E, assim, encerro com sua poesia:

O Assassino era o Escriba

Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito
inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida, regular
com um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético
de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conetivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.

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