Arquivo da categoria: Academia Sorocabana de Letras

Academia Sorocabana de Letras (Convocação para Reunião de Outubro)

Nossa reunião de outubro será realizada neste sábado, dia 31, às 10 horas, na Praça Carlos Drummond de Andrade, coincidindo com a solenidade em que a Prefeitura de Sorocaba ali inaugura o marco que assim a denomina.

A presença da Academia traduz o agradecimento da entidade à iniciativa de nosso Sócio Honorário, Vereador Paulo Francisco Mendes que, por solicitação desta entidade, apresentou à Câmara o Projeto de Lei 195/2009, e ao Prefeito Vitor Lippi promulgou a Lei nº 8.808, de 13 de julho do corrente ano, dando àquele logradouro o nome de um dos maiores poetas da Língua Portuguesa.

Será uma honra contar com sua presença e, com antecipados agradecimentos, valho-me do ensejo para apresentar-lhe cordiais

Saudações Acadêmicas!

LEI Nº 8.808, DE 13 DE JULHO DE 2009.

Dispõe sobre denominação de “CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE“ a uma praça pública de nossa cidade e dá outras providências.

Projeto de Lei nº 195/2009 – autoria do Vereador PAULO FRANCISCO MENDES.

A Câmara Municipal de Sorocaba decreta e eu promulgo a seguinte Lei:

Art. 1º Fica denominada “Carlos Drummond de Andrade“ a praça localizada na rotatória existente na Avenida São Paulo, na altura do cruzamento dessa via pública com o córrego do Jardim Piratininga, nesta cidade.

Art. 2º A placa indicativa conterá, além do nome, a expressão: “Emérito Poeta Brasileiro 1902-1987“.

Art. 3º As despesas com a execução da presente Lei correrão por conta das verbas próprias consignadas no orçamento.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Tropeiros, em 13 de julho de 2009, 354º da Fundação de Sorocaba.

VITOR LIPPI
Prefeito Municipal

LAURO CESAR DE MADUREIRA MESTRE
Secretário de Negócios Jurídicos

MAURÍCIO BIAZOTTO CORTE
Secretário do Governo e Planejamento

RICARDO BARBARÁ DA COSTA LIMA
Secretário da Habitação e Urbanismo

Publicada na Divisão de Controle de Documentos e Atos Oficiais, na data supra.

SOLANGE APARECIDA GEREVINI LLAMAS
Chefe da Divisão de Controle de Documentos e Atos Oficiais

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Fonte:
Colaboração de Douglas Lara
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Academia Sorocabana de Letras realiza 1º Seminário Internacional de Literatura durante a III Expo-Literária

A III Expo Literária de Sorocaba, que será realizada de 21 a 24 deste mês, em Sorocaba, pelas Secretarias Municipais de Cultura (Secult) e Educação (Sedu) e Academia Sorocabana de Letras, inclui em sua programação o 1º Seminário Internacional de Literatura, que será desenvolvido no anfiteatro da Biblioteca Municipal Jorge Guilherme Senger, subordinado ao tema “O tempo é a minha matéria”

As sessões do Seminário serão realizadas nos dias 22 a 24, de 14 a 18 horas. A inscrição é gratuita, sendo as vagas limitadas à capacidade do auditório. O acompanhamento das atividades dá direito a um certificado de participação.

A alocução de abertura será realizada no dia 21, quarta-feira, às 19 horas, durante a instalação da Expo-Literária.

Programação do Seminário

III Expo Literária de Sorocaba
Terra tatuada de sonhos
Homenageando Anita Malfatti, Heitor Villa-Lobos e Carlos Drummond de Andrade

Seminário Internacional de Literatura
O tempo é a minha matéria
Biblioteca Municipal Jorge Guilherme Senger
De 21 a 24 de outubro de 2009

Dia 21 (4ª feira)

19 h
Abertura – Geraldo Bonadio
Interações e rupturas entre tecnologia, criação e recepção da obra artística e literária. A arte de escrever do tablete de barro ao livro eletrônico.

Dia 22 (5ª feira)

14 h – Nancy Ridell Kaplan
A Ilíada e A Odisséia: percurso em imagens

15 h – Adalberto Nascimento
Galileu Galilei,o mensageiro das estrelas

16 h – Juliana Simonetti
Pelas veredas de Guimarães Rosa: um roteiro de palavras e imagens

17 h – Questões do auditório. Debate.

Dia 23 (6ª feira)

14 h – Maria Virgília Frota Guariglia
Abertura e Introdução

14h15 – Fernando Segolin
Fernando Pessoa e a busca da Palavra Perdida

15h45 – E. M. de Melo e Castro
Poética e Visualidade na Contemporaneidade: os caminhos da infopoesia

17 h – Questões do auditório. Debate.

Dia 24 (sábado)

14 h – Miriam Cris Carlos
Culturas: conceitos, implicações, tendências

15 h – Myrna Ely Atalla Senise da Silva
Mário de Andrade entre Malfatti, Villa e Drummond

16h – Questões do auditório. Debate. Encerramento.
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Fonte:
Douglas Lara.

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Gilberto Fernando Tenor (assume dia 10 de março cadeira da Academia Sorocabana de Letras)

Gilberto Fernando Tenor, sorocabano, filho de Juracy Tenor e Thereza dos Santos Tenor. É formado em Administração de Empresas pelas Faculdades Integradas de Itapetininga.

É pesquisador histórico, interessado no resgate da memória das cidades do Estado de São Paulo, tendo destaque para Sorocaba e Avaré, aonde divulga dados sempre de fontes fiéis e documentais.

No campo filatélico, é associado ao Club Philatelico Sorocabano, desde 1983. Sendo presidente do mesmo, dos anos de 1993 a 1998, e 2001/2002. Nestes anos de associação, fez inúmeras exposições filatélicas em Sorocaba e em outras localidades, inclusive fora do Estado de São Paulo, sempre levando o nome do Club nesses lançamentos. Como referência, pode-se destacar o relançamento dos quatro volumes do “O Colleccionador de Sellos”, edição fac-similar, compreendendo os anos de 1896 a 1899, que foi considerado o maior lançamento filatélico dos últimos anos.

Atualmente exerce os cargos de Tesoureiro do Club Philatelico Sorocabano, Presidente do Clube Filatélico Avareense, Tesoureiro da Federação das Entidades Filatélicas do Estado de São Paulo, Conselheiro da Federação Brasileira de Filatelia, Conselheiro da Associação Brasileira dos Jornalistas Filatélicos, Secretário da Associação Paulista de Numismática e Representante no Estado de São Paulo do Clube Filatélico Maçônico do Brasil.

Durante os anos de 2000 a 2003, foi Membro da Comissão de Filatelia e Numismática da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e diretor da Sociedade Numismática Brasileira, durante 10 anos.

Recebeu as seguintes honrarias: Prêmio Parceiro da Cultura 97, pela Secretaria de Estado da Cultura; Medalha Cidade de Cerquilho 1999, pela Câmara Municipal de Cerquilho; Certificado de Reconhecimento Público, pela Câmara Municipal de Avaré, em 2000; Comenda do Mérito Legislativo “Maneco Dionísio”, pela Câmara Municipal de Avaré, em 2003 e Prêmio Associação Brasileira de Jornalista Filatélico 2004.

Fonte:
http://www.sorocaba.com.br

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Convite para posse na Academia Sorocaba de Letras

Clique sobre a imagem para obter maior ampliação


Fonte:
Douglas Lara. http://www.sorocaba.com.br/acontece

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Luciano Bonatti Regalado, novo integrante da Academia Sorocabana de Letras

Academia elege vencedor do Prêmio Literário 2008

O pesquisador Luciano Bonatti Regalado, ganhador do Prêmio Literário Anual Sorocaba de Literatura em 2008, com seu livro “Observando as Aves nas Áreas Verdes de Sorocaba e Região” (Linc: 2007, 198 páginas), é o mais novo integrante da Academia Sorocabana de Letras. Ele ocupará a nova Cadeira nº 34 da instituição, que tem como Patrono Afonso de Escragnolle Taunay. Doutor e Mestre em Engenharia Ambiental pela USP e graduado em Ciências Biológicas pela PUC-SP (Campus de Sorocaba), o novo acadêmico é analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ornitologia e Gestão de Unidades de Conservação. Atuando principalmente nas áreas de conservação, gestão ambiental, ecologia de comunidades, estudos faunísticos.

Em paralelo, desenvolve pesquisas de arquivo e de campo sobre a documentação primária da Fábrica de Ferro de São João do Ipanema, ajustando-se ao espírito da Cadeira Afonso de Taunay que dará ênfase aos estudos e pesquisas relativas à História Paulista.

Serviço:
Sessão solene de instituição da nova Cadeira nº 34 (Patrono: Afonso de E. Taunay) e posse de seu primeiro titular, Acadêmico Luciano Bonatti Regalado (Comemorando os 70 anos da eleição de Taunay como Membro da Academia Brasileira de Letras)
Data: 19 de fevereiro às 19h30

Fontes:
Cenário Cultural.
http://cintianmoraes.com.br/especiais/index.html
Capa do Livro =
http://www.novoambienteeditora.com.br

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Academia Sorocabana de Letras

Fundada em 26 de maio de 1979 e instalada em 2 de julho do mesmo ano, a Academia Sorocabana de Letras (ASL) é associação civil sem finalidade econômica, com personalidade jurídica distinta dos seus membros, composta de sócios efetivos, honorários, eméritos, correspondentes e benfeitores, sem distinção de credo religioso ou político, cor e sexo, que tem por finalidade a cultura da língua e da literatura nacional.

É governada pela Assembléia Geral dos membros efetivos, uma Diretoria e um Conselho Fiscal, ambos com mandato bienal, cujos integrantes, a exemplo dos demais associados de todas as categorias, nada recebem pelo desempenho de suas funções. Acha-se inscrita no CNPJ/MF sob o N.º 50.817.139/0001-09 e é considerada de Utilidade Pública pela Lei Municipal N.º 2.243, de 30 de novembro de 1983.

Realiza reuniões mensais, para apresentação de trabalhos sobre artes, letras e ciências humanas, por parte de seus associados, convidados e visitantes; assessora voluntariamente o poder público municipal mediante participação de seus membros em órgãos colegiados de natureza cultural, nas Comissões Julgadoras do Prêmio Anual Sorocaba de Literatura e do Concurso Jornalístico e Publicitário e, quando solicitada, na organização de cursos e seminários ligados à Semana do Tropeiro.

A Academia tem atuado como um ativo centro de pesquisa e produção editorial, publicando livros e plaquetas de interesse para a cultura regional, distribuídos gratuitamente às bibliotecas de universidades e instituições isoladas de ensino superior do Brasil, academias de letras, institutos históricos, e associações de imprensa, bibliotecas públicas regionais, nacionais e à representação da Biblioteca do Congresso norte-americano no Brasil e desenvolve através de um de seus organismos auxiliares – o Centro de Estudos Regionais de Sorocaba – o projeto Bibliografia Sorocabana, com o objetivo de levantar a produção de autores sorocabanos e de escritores que escreveram obras literárias ou científicas sobre Sorocaba. Mantém este Portal e uma revista, em fase de reorganização.

ACADÊMICOS / PATRONOS

ADALBERTO NASCIMENTO – Cadeira 01, Patrono: Euclides da Cunha
ADILSON CEZAR – Cadeira 04, Patrono: Francisco Adolfo de Varnhagen
ADOLFO FRIOLI – Cadeira 08, Patrono: Antônio Francisco Gaspar
ANA MARIA DE SOUZA MENDES – Cadeira 24, Patrono: Lima Barreto
BENEDITO WALTER MARINHO MARTINS – Cadeira 13, Patrono: Machado de Assis
BERNARDINO ANTONIO FRANCISCO – Cadeira 06, Patrono: Castro Alves
CLEIDE RIVA CAMPELO – Cadeira 21, Patrono: Mário de Andrade
ELOISA GONÇALVES LOPES – Cadeira 11, Patrono: Érico Veríssimo
EURIDES BERTONI JÚNIOR – Cadeira 23, Patrono: Vinícius de Moraes
GERALDO BONADIO – Cadeira 09, Patrono: Paulo Setúbal
IRANI ALVES DE GENARO – Cadeira 28, Patrono: José Lins do Rego
JAIRO VALIO – Cadeira 14, Patrono: Ascenso Ferreira
JOÃO ALVARENGA – Cadeira 29, Patrono: José de Alencar
JOÃO DIAS DE SOUZA FILHO – Cadeira 05, Patrono: Rui Barbosa
JOSÉ MONTEIRO SALAZAR – Cadeira 18, Patrono: Aluísio Azevedo
JOSÉ RUBENS INCAO – Cadeira 40, Patrono: Cecília Meireles
JULIANA SIMONETTI – Cadeira 25, Patrono: Clarice Lispector
LOURIVAL MAFFEI – Cadeira 16, Patrono: Oduvaldo Viana Filho
MARIA VIRGÍLIA FROTA GUARIGLIA – Cadeira 26, Patrono: Joaquim Nabuco
MÁRIO BARBOZA DE MATOS – Cadeira 27, Patrono: Simões Lopes Neto
MÁRIO CÂNDIDO OLIVEIRA GOMES – Cadeira 07, Patrono: Martins Fontes
MILTON MARINHO MARTINS – Cadeira 35, Patrono: Renato Sêneca de Sá Fleury
MÍRIAM CRIS CARLOS – Cadeira 38, Patrono: Oswald de Andrade
MYRNA ELY ATALLA SENISE DA SILVA – Cadeira 03, Patrono: João Guimarães Rosa
NANCY RIDEL KAPLAN – Cadeira 10, Patrono: Graciliano Ramos
NEIDE BADDINI MANTOVANI – Cadeira 15, Patrono: Barão de Ramalho
OTTO WEY NETTO – Cadeira 37, Patrono: Luiz Gonzaga de Camargo Fleury
SÉRGIO COELHO DE OLIVEIRA – Cadeira 17, Patrono: Gonçalves Dias
SHEILA KATZER BOVO – Cadeira 32, Patrono: Fernando de Azevedo
SÔNIA APARECIDA OLIVEIRA CANO – Cadeira 02, Patrono: Olavo Bilac
VERA RAVAGNANI JOB – Cadeira 33, Patrono: Aluísio de Almeida
ZEILA FÁTIMA PEREIRA GIANGIÁCOMO – Cadeira 31, Patrono: Nelson Rodrigues

A insígnia da Academia Sorocabana de Letras

O emblema ou insígnia da Academia Sorocabana de Letras, assim se lê: escudo redondo em campo de blau, tendo, armada no abismo, uma águia de ouro, bicada e lampassada, ostentando, de prata, na garra sinistra, uma pena e, na dextra, um livro com os dizeres – OS LUSÍADAS.

Bordadura de goles com a divisa MEDICINA ANIMI, e a legenda ACADEMIA SOROCABANA DE LETRAS, em sable.

Explicação: a forma redonda do escudo é a preferida na heráldica corporativa. O campo em azul (blau) — simbolizando harmonia, serenidade casa-se bem com o idealismo dos associados, que na Academia, se reúnem para haurir, cada vez mais, dilatados conhecimentos.

A águia — de vida centenária — quando perpassa as regiões alcandoradas de infinito azulado, nos impõe mais uma razão para que lhe demos o título de rainha das aves; serena no seu vôo é símbolo perfeito de realeza.

Os romanos adotaram-na como insígnia militar, desde o Imperador Mário, no ano 650.

Nos funerais dos Imperadores romanos estava sempre presente, presa a uma corda, junto da fogueira, quando se lhes cremava o cadáver. Finda a cerimônia, queimava-se a corda e a águia alçava vôo, grimpando as alturas, levando consigo a alma do Imperador para junto de Júpiter.A cor azul simboliza realeza, majestade, formo­sura, serenidade.

Nas armarias reais essa cor é chamada de Júpiter. É representada por Vênus, Touro, Libra, Violeta, Zéfiro e Pavão Real.

Ela é símbolo dos poetas gregos e latinos; das Artes e do Gênio.

A águia heráldica apresenta grandes garras e cauda estilizada, posta de frente e com a cabeça voltada para a dextra.

A do emblema da Academia está de asas abertas (se não o fora devera constar da descrição); está armada e membrada ou bicada, isto é de membros e bico diferentes do esmalte do corpo: no caso, o vermelho.

Sua figura lembra a ousadia, o arrojo ao cometimento de grandes empresas.

Heraldicamente representa o poder, o espírito de luta, a vitória, o gênio.

O seu uso nos brasões vem desde o século XI. Suas garras lembram a coragem e o sangue frio.

Representada pelo primeiro dos metais heráldicos — o ouro — no caso, lembra, também, uma das cores do brasão municipal de Sorocaba. O ouro representa para a Academia o valor dos altos estudos a que ela se dedica.

Trazendo nas garras a pena de prata, mostra que os associados a usarão para expressar a pureza da língua, de que Os Lusíadas — seguro pela outra garra — são a mais alta expressão, e por ser também, o livro nacional dos portugueses e luso-descendentes.

A bordadura em vermelho (goles) ainda é homenagem ao brasão da cidade.

A divisa ou mote — Medicina Animi — ou seja, o pão do espírito, traduz Está em latim como homenagem à universalidade e à perenidade da língua mater; dá mais peso e severidade à frase.

Era a descrição que se lia na entrada da biblioteca do rei egípcio Osmândia ou Oximândias, segundo narra Diodoro Sículo (I-49,39).

Corresponde ao Nutrimentum Spiritus, que Frederico, o Grande mandou gravar no frontispício da Biblioteca Real de Berlim, em 1780.

Está em prata que significa eloqüência, verdade, integridade, humildade, inocência, felicidade, pureza, etc. etc.

Chama-se Marte, no escudo dos Príncipes.

A bordadura é símbolo de favor e proteção. Representava, outrora, a cota d’armas, sendo concedida tal peça de honra aos esforçados guerreiros que saiam dos combates com a roupa ou cota manchada do sangue inimigo.

No que se refere aos atributos morais, o ouro — o mais nobre metal — significa riqueza, força, fé, pureza, constância, benignidade, clemência, justiça.

Simboliza o Sol, o Leão, o Topázio, o Fogo, o Domingo, o Cipreste, o Galo, o Girassol, o Delfim.

Já a prata significa Símbolo de amizade e eqüidade é representada pela Pérola, Lua, Pomba, Palma, Água, tendo por signo Câncer.

Quanto às cores, a vermelha da bordadura indica nobreza conspícua, audácia, honra, domínio, galhar¬dia, valor, etc. A cor azul simboliza realeza, majestade, formo¬sura, serenidade.

Nas armarias reais essa cor é chamada de Júpiter.

É representada por Vênus, Touro, Libra, Violeta, Zéfiro e Pavão Real.

O emblema da Academia Sorocabana de Letras foi criado pelo seu primeiro Presidente, escritor José Aleixo Irmão, e aprovado pela primeira Diretoria. Aleixo Irmão é também o redator do texto acima, que explica sua significação, publicado no nº 1 da Revista da Academia Sorocabana de Letras, 1979, p. 8 a 11.

Fonte:
http://www.academiasorocabana.com.br/

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Paulo Tortello (1952 – 2000)

Nascido em Sorocaba, no dia 02 de julho de 1952, Paulo Fernando Nóbrega Tortello ou simplesmente Paulo Tortello, era o primeiro dos cinco filhos do também professor João Tortello e de Maria Helena Nóbrega Tortello, sempre teve a língua portuguesa como uma paixão.

Consultando alguns arquivos como o livro “Nossa Arte à Meia Luz” (1996) de Werinton Kermes, temos os seguintes dados:

Paulo Tortello: Poeta, apaixonado pela língua portuguesa. Formado em Letras e em Ciências Sociais, foi professor desde 1979, tendo lecionado e organizado cursos de Português e Redação em varias escolas e instituições da cidade, região e capital. Membro-fundador da Academia Sorocabana de Letras e membro do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba.

Um dos fundadores da Academia Sorocabana de Letras (ASL), da qual era sócio emérito, Tortello, comenta o presidente da entidade Geraldo Bonadio, “transitava com desenvoltura por todos os estilos literários“.

– Traduziu o livro “Esquemas para a Interpretação da Realidade”, de Gregório Uriarte, 1986, livro que é autor da quarta parte (sobre o Brasil).

– Primeiro lugar na Bienal do Livro de 1984, com a monografia sobre o tema ”O Livro na Sociedade Competitiva”. Prêmio Alceu Amororso Lima, da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo.

– Monitor de Língua Portuguesa da SEC. Coordenador do Projeto “Poesia em Debate”, da Biblioteca Municipal de Sorocaba. Primeiro lugar no concurso literário da UNISO/93, entre outros.

– Tortello foi cronista do jornal Diário de Sorocaba. Dedicou-se ao ensino da língua portuguesa e apresentou na rádio Jovem Pan o quadro “A língua ao pé da letra”, em que respondia dúvidas dos ouvintes a respeito do tema. No Cruzeiro do Sul escrevia a coluna semanal “Língua Portuguesa”, aos domingos, no caderno Mais Cruzeiro.

– Tortello foi sociólogo, fato citado pelo amigo José Carlos de Campos Sobrinho, na homenagem póstuma feita em outubro/2000 no SENAC – Sorocaba:

… aconteceu um episódio curioso do qual eu participei. Um dia, ele me telefona à tarde – é o seguinte, vem comigo que hoje à noite nós vamos ter de receber uma pessoa que está chegando do Chile, um intelectual, um político que está querendo começar a fazer política após o período de exílio. Era na época do governo Figueiredo. E falei – vai, que beleza, quem era? Uma pessoa que você deve conhecer – o Professor Fernando Henrique Cardoso.

E a noite, eu e o Paulo recebemos o Professor, isto em 1977, logo em seguida foi candidato a Deputado, Senador, Governador e depois Presidente da República. Foi muito curioso”.

Paulo Tortello era marxista, não apenas no aspecto filosófico, era comunista e também cidadão dos mais revolucionários, isto nos anos 70.

Entrevistado por Marcelo Boraczynski, em junho de 2000, Tortello definiu o “Poesia em Debate” da seguinte forma:

…ele (Poesia em Debate) foi elaborado tendo em vista a reunião de quatro ou seis pessoas, no máximo, para fazermos uma orientação aos que pretendiam mostrar seus poemas ao público. Mas, hoje é um projeto que visa atingir o maior número de pessoas, indiferenciadamente, da comunidade e mesmo cidades próximas a Sorocaba.”

Questionado sobre o público do Poesia em Debate : ” São poetas profissionais ou amadores?” e Tortello respondeu: “ O Poesia em Debate visa atingir os poetas que podemos dizer amadores. São iniciantes em sua grande maioria, embora o projeto reúna também alguns escritores que já vem desenvolvendo seu trabalho há algum tempo.

Questionado sobre a Lingua Portuguesa, Tortello diz: “fechar os olhos à contribuição lingüística é querer negar as evidências históricas de qualquer idioma; já, por outro lado, expor a Língua à descaracterização indiscriminada é abrir-se imprudentemente à mais abjeta das dominações – que é a da cultura (porque é completa). Erram por isso os que pretendem impor decretos e regulamentos à expressão livre que mora na boca dos falantes de uma língua. Erram e em vão laboram. A língua vive da fala. Erram, não menos, os que pretendem ver nos esforços de preservação de nossa identidade cultural – consubstanciada, “in totum”, em nosso idioma – o ranço do xenofobismo e até a excrescência da censura. Não ser xenófobo não implica ser xenófilo, vale dizer: não é por não ter horror à contribuição estrangeira que devo prostar-me perante o modo de falar dos poderosos, mais ainda se se trata de poderosos estrangeiros. Nem é censurar traduzir à linguagem que usamos falar palavras e expressões que nos venham de fora – de modo a adaptá-las às tradições de nossa história e ao desenvolvimento de nossa cultura. Creio ser obrigação dos brasileiros. Creio ser obrigação dos brasileiros – mais- um direito! O expressar-mo-nos em Português“.

Sua morte representa a perda de um dos maiores estudiosos locais de questões relativas à língua portuguesa“, destacou Bonadio. Tortello trabalhou durante anos como redator de “O São Paulo”, órgão informativo oficial da arquidiocese de São Paulo. Na época, cursava Ciências Sociais e se reportava diretamente ao cardeal Dom Paulo Evaristo Arns.

No começo da década de 90, o escritor ainda organizou dois volumes da coleção “O Pensamento Vivo de..”, editado pela Martin Claret. Produziu os textos introdutórios com dados biográficos, cronológicos e a interpretação das obras de Marx e Lenin.

Após a morte de Paulo Tortello, foram feitas duas homenagens póstumas, sendo a primeira no SENAC e a segunda na UNISO. No funeral, D. Maria Nóbrega pede ao Marcelo: ”Não deixe o projeto do meu filho morrer”. No que Marcelo responde: ”Enquanto eu estiver vivo e morando em Sorocaba, não deixarei o Poesia em Debate morrer”. Promessa feita em 24 de setembro de 2000…Cumprida até hoje!

Fato que resultou na fundação do Instituto Literário Paulo Tortello – Poesia em Debate, em 05 de maio de 2005.

Fontes:
http://www.sorocult.com/
http://www.partes.com.br/
http://www.educlique.com.br/

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