Arquivo da categoria: Antologia

Antologia de Prosa e Poesia "DESPERTAR" (Participação)

ORGANIZAÇÃO – Isabel Cristina S. Vargas, Pelotas-RS.

REGRAS:

Ser maior de 16 anos.

A obra deve ser em português, inédita ou não.

Temática: EMOÇÕES

Publicação:
Poemas – até 35 versos(linhas) = 01 página.
Crônicas – até 3.000 caracteres com espaços = 02 páginas.
Contos – até 4.500 caracteres com espaços = 03 páginas.

Ao efetuar a inscrição o autor assume a autoria da obra e aceita as regras, aqui definidas.

O autor pode publicar quantas obras desejar.

Custo:
Publicação de um POEMA = R$ 25,00 = 01 exemplar.
Publicação de uma CRÔNICA = R$ 45,00 = 02 exemplares.
Publicação de um CONTO = R$ 60,00 = 03 exemplares.

Exemplares avulsos: R$ 20,00 (unitário).

Os autores selecionados receberão um INFO/Mail do Celeiro com as instruções para o pagamento referente à publicação/livros, que é através de boleto bancário.

Na época da editoração, o autor receberá suas páginas diagramadas em arquivo (pdf) para revisão e aprovação.

O cronograma de editoração, bem como, a relação dos autores inscritos estão disponíveis na página ACOMPANHE (link na página inicial do site).

Para esclarecimentos ou dúvidas utilize o campo de mensagem na página: FALE CONOSCO.

Faça sua Inscrição! Clique Aqui! (http://www.celeirodeescritores.org/inscricao.asp)

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Dilercy Adler (Participe até Novembro da Antologia "Mil Poemas para Gonçalves Dias")

Precisamos de 1000 poemas. A data para envio de trabalhos foi prorrogada até novembro de 2012. A participação é sem custos para o poeta. Envie para os seus contatos. Ficar-lhe-ia muito agradecida.
Grata e Saudações Gonçalvinas,
Dilercy Adler

NORMAS DOS TRABALHOS:

a) ANTOLOGIA “MIL POEMAS PARA GONÇALVES DIAS”

– cada Poeta poderá apresentar até cinco (cinco) poemas homenageando Gonçalves Dias. Formato A4, times New Roman, tamanho 12, espaço 1,0.

– enviar adjunto currículo literário resumido (no máximo seis linhas), em que conste data de nascimento, cidade e país de origem; com foto atualizada,

– a aceitação dar-se-á na ordem de recebimento da (s) obra(s), até se completarem os 1000 (mil) poemas. Um mesmo autor poderá mandar uma poesia, caso queira enviar outra obra posteriormente, dentro do limite de cinco (05) por Poeta, poderá fazê-lo, indicando que já enviou uma primeira obra; sendo colocadas todas juntas.

Envio de Poesias para: dilercy@hotmail.com

ESTUDOS E PESQUISAS
– cada autor ou co-autor poderá enviar até dois (02) textos, com o máximo de 20 (vinte) páginas, formato A4, Times new Roman, tamanho 12, espaço 1, incluindo bibliografia e fotos.

– ao enviar sua obra, deverá vir acompanhada pequena bio-bliografia, com foto atualizada, em que conste o motivo de participar da antologia; cidade e país de origem;

– a publicação se dará na ordem de recebimento da (s) obra(s).

Envio de Trabalhos para: vazleopoldo@hotmail.com

Fonte:
Dilercy Adler

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Varal Antológico 3 (Seleção de Textos: Participe!)

Saiu o regulamento para seleção de textos para o livro Varal Antológico 3!

Peça pelo e-mail
varaldobrasil@gmail.com

Jacqueline Aisenman
Representante da REBRA na Suíça
Editora-Chefe
Varal do Brasil

http://rebra.org/escritora/escritora_ptbr.php?id=1675
http://www.varaldobrasil.com
http://varaldobrasil.blogspot.com

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Seleção para a Antologia “Amores Imortais” (Prazo: 20 de Maio)

Organização:
Bianca A. e Silva e Editora Canápe
amores-imortais@hotmail.com

Regulamento:

Quanto às inscrições:

Não há restrições quanto a naturalidade do autor desde que seu texto seja enviado em língua portuguesa.

Menores de idade também podem enviar seus textos, porém se selecionados, deverão encaminhar futuros documentos assinados pelos responsáveis.

O autor pode enviar quantos textos desejar, contudo devem ser enviados separadamente e apenas um será selecionado.

O envio dos textos deverá ser feito somente pelo e-mail amores-imortais@hotmail.com, com o nome e o telefone do participante.

As inscrições são inteiramente gratuitas, assim como a participação em caso de aprovação. Não serão obrigatórias quaisquer aquisição de exemplares.

As inscrições serão iniciadas no dia 08/04/12 e serão encerradas no dia 20/05/12.

Quanto aos textos:

Os textos deverão ser sobre: histórias de amor envolvendo vampiros.

A narração deverá ser em 3ª pessoa.

Deverão ter um limite entre 41.000 e 55.000 caracteres com espaços. Os textos acima ou abaixo desse limite serão descartados sem aviso por parte do organizador.

Não serão aceitos textos com cenas de sexo explicito, qualquer tipo de preconceito e cenas de extrema violência.

Textos em coautoria serão aceitos, todavia contarão apenas com uma cota de participação.

Não serão aceito textos já publicados em papel ou ebook. Poderão ser enviados textos que foram publicados na internet, todavia o autor deverá tirá-lo do ar durante o processo de seleção e se selecionado, durante um ano após a publicação do mesmo.

Quanto à seleção:

Os textos serão selecionados pelo organizador da antologia, podendo ser feita avaliações por parte de leitores que não serão identificados.

Como critério será levado em conta as características de um conto e o cumprimento das regras descritas no regulamento.

Não será dado nenhum parecer quanto aos textos que não forem selecionados.

Quanto ao resultado:

O resultado será divulgado até o dia 18/06/12, através do blog da antologia e facebook. Os autores selecionados também receberão e-mails comunicando sobre sua aceitação na antologia, somente após a divulgação na internet.

Os autores não selecionados não receberão comunicados sobre o resultado.

Poderá haver substituição de nomes na lista de selecionados, mesmo depois da divulgação do resultado, caso haja inconsistência ou insuficiência dos dados de um autor, para a confecção do contrato de publicação, comprovação de não ineditismo da obra enviada ou desistência de participação.

Quanto à publicação:

O autor não pagará nenhuma taxa para participar da antologia, mesmo depois de selecionado. Também não será exigido ao autor que adquira nenhum exemplar da antologia. A compra de exemplares por parte do autor é opcional, e nesse caso será concedido descontos a serem divulgados no momento da comercialização.

Os autores que desejarem comprar um maior número de exemplares para revender ou presentear, deverão negociar diretamente com a editora entrando em contato com antecedência.

Cada autor selecionado receberá como forma de direito autoral 1 exemplar do livro.
Qualquer dúvida quanto à antologia, entrar em contato pelo e-mail: amores-imortais@hotmail.com

Fontes:
http://amoresimortais.wordpress.com/regulamento/
Http://concursos-literarios.blogspot.com

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Criança em Versos (Inscrições Abertas)


A Ciranda on-line vai começar.

Entre na Ciranda com a sua trova, quadra, hai-cai, soneto, cordel ou poesia livre.

Tema: Criança (a palavra-tema deverá constar no trabalho literário).

Início da Ciranda pelo Brasil e pelo mundo: 25/07/2011.
Término: 25/09/2011.

Apresentação da Ciranda on-line ‘Criança em versos’ com todos os participantes: 12/10/2011 (Dia da Criança).

Enviar para Heloisa Crespo
Trabalho literário: Fonte Arial – Tamanho da fonte 12

Não é obrigatório o preenchimento abaixo:
Nome completo: ______________________________________________
Nome literário: ________________________________________________
Endereço: Rua _____________________ Nº: ___ Bairro: ____________
CEP: _________ Cidade: ________________ Estado: ___ País: ______
E-mail: ___________________________ Tel.: ______________________

Participe e divulgue!

Fontes:
Heloísa Crespo
Imagem = http://nossaradio.blogspot.com/2010_06_01_archive.html

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Editora Delicatta (Participe da Antologia Delicatta VI)


Por um valor de 3 de R$ 70,00 participe da publicação do livro Antologia Delicatta VI – Poesia, contos e crônicas, receba 10 exemplares e concorra a um total de R$ 6.000,00 em prêmios em dinheiro.

Datas dos eventos:

Dia 14/11/2011 – Pré lançamento, Sarau e premiação: Itaú Cultural, Av Paulista, 149, a partir das 18hs

Dia 15/11/2011 – Sarau e Tarde de autógrafos na Livraria Saraiva Mega Store, Shopping Center Norte a partir das 15hs

Além da participação na coletânea, publicamos também seu livro solo:

Por um valor de 4 x de R$ 400,00

PUBLIQUE SEU LIVRO COM A EDITORA DELICATTA E AUTOGRAFE EM 14/11/2011

60 páginas
14×21
ISBN
Papel miolo 75gr
Capa 250gr 4 cores
Com orelhas
Capa Laminado brilhante
100 exemplares

PROMOÇÃO VÁLIDA SOMENTE ATÉ 20 DE JUNHO COM AS ESPECIFICAÇÕES ACIMA

VEJA O LANÇAMENTO DE 2010

http://www.youtube.com/watch?v=kt5Ruk1ZIBU

Abraço,
Luiza Moreira
Editora Delicatta
http://www.antologia-delicatta.com

Fonte:
Texto enviado pela Editora Delicatta

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XIX Congresso Brasileiro de Poesia (Abertas Inscrições para Antologias Oficiais)


Caro Poeta,

Dentre todos os projetos desenvolvidos durante o CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA, o que mais vem repercutindo junto à comunidade escolar de Bento Gonçalves é o POESIA NA ESCOLA, que consiste na publicação das coleções “POESIA DO BRASIL” e “POETA, MOSTRA A TUA CARA”.

No ano de 2010, foram distribuídos às escolas do município e região 1.200 exemplares dos volumes 11 e 12 das antologias “POESIA DO BRASIL” e do volume 7 da antologia “POETA, MOSTRA A TUA CARA” e a previsão é de que este ano possamos chegar aos 2.500.

A exemplo do ano passado, as antologias serão publicadas com antecedência, para que cheguem às escolas no máximo no início do mês de agosto, possibilitando assim que os alunos possam conhecer um pouco do trabalho dos poetas que vão estar no evento em outubro.

As antologias serão publicadas no sistema cooperativado e obedecerão às seguintes normas:

POESIA DO BRASIL (VOLUMES 13 e 14)

1 – Custo por participação por volume: R$ 665,00

2 – número de páginas por participantes: 6, sendo 5 com poemas e a restante com biografia e foto do autor;

3 – número de exemplares que cada autor terá direito: 40 além dos 20 que cederá para distribuição por ocasião do lançamento da antologia e para as escolas.

POETA, MOSTRA A TUA CARA (volume 8)

1 – Custo por participação: R$ 270,00

2 – número de páginas por participantes: 3, sendo 2 com poemas e a restante com biografia e foto do autor;

3 – número de exemplares que cada autor terá direito: 30 além dos 20 que cederá para distribuição por ocasião do lançamento da antologia e para as escolas.

IMPORTANTE:

1 – Pagamento parcelado através de cheques pré-datados que deverão ser enviados juntamente com as provas revisadas

2 – A remessa dos exemplares será por conta do autor

3 – O lançamento oficial das antologias será nas noites dos dias 4 e 5 de outubro, dentro da programação oficial do XIX Congresso Brasileiro de Poesia.

Gostaríamos de contar com sua participação

Abraços
ADEMIR ANTONIO BACCA

Presidente Sur/Brasil – Coordenador XIX Congresso Brasileiro de Poesia

PRAZO FINAL DE ENVIO DO MATERIAL: 30 DE JUNHO

Fonte:
Ademir Antonio Bacca (Consul de Bento Gonçalves/RS – Poetas del Mundo)
As imagens das capas dos livros são referentes aos lançados em 2010.

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Antologia e Concursos Literários da APALA

APALA – ACADEMIA PAN AMERICANA DE LETRAS E ARTES
Fundada em 12 de agosto de 1981

Rio de Janeiro, 04 de maio de 2011

Neste ano de 2011, nosso sodalício completa 30 anos. Como parte da programação de aniversário, publicaremos a X Antologia e realizaremos 4 concursos literários. Serão instituídas medalhas em homenagem aos 04 presidentes do quadro “In Memorian”.

a) Publicação da X Antologia da APALA, intitulada: “ANTOLOGIA DE 30 ANOS”

Livro com 112 p. capa em cores, plastificada fosca, no cartão 350 gramas (mais durinho do que o dos livros em geral, que é de 250 gramas), miolo em couchê 80 gramas, formato 14 x 21cm.

Os textos poderão ser em verso ou em prosa, fonte “Times New Roman, tamanho 12”. Trinta linhas por página. Mande uma pequena biografia, no máximo 05 linhas. Valor da página R$ 120,00. O autor receberá 8 livros por cada página que participar. Depositar na conta: BRADESCO – Agência 1546 – 6 Conta corrente 10332-2 . Enviar o comprovante de depósito junto com os textos. Se preferir, mande um cheque nominal cruzado para Benedita Silva de Azevedo, até 30 de maio de 2011.

Regulamento para os concursos

b) XI Concurso de Poesia da APALA “Medalha Dylma Cunha de Oliveira”
TEMA: Audácia
Cada participante poderá concorrer com apenas uma poesia inédita, de sua própria autoria, em Língua Portuguesa, com no mínimo, 10 versos e no máximo, 30, usando pseudônimo como assinatura. Remetente: XI CONCURSO DE POESIA DA APALA.

c) IV Concurso de Crônicas da APALA “Medalha Luiz Ivani de Amorim Araújo” (mini crônica – no máximo 30 linhas)
TEMA: Coragem
Cada participante poderá concorrer com apenas uma Crônica inédita, de sua própria autoria, em Língua Portuguesa, com no máximo 30 linhas, usando pseudônimo como assinatura. Remetente: IV CONCURSO DE CRÔNICA DA APALA

d) I Concurso de Trovas da APALA “Medalha Francisco Silva Nobre”
TEMA: Fortaleza
Cada participante poderá concorrer com apenas uma TROVA (lírico-filosófica) inédita, de sua própria autoria, em Língua Portuguesa, usando pseudônimo como assinatura. Remetente: I CONCURSO DE TROVA DA APALA

e) I Concurso de conto da APALA “Medalha Eduardo Victor Viscont” (mini-conto – máximo 30 linhas)
TEMA: Cultura
Cada participante poderá concorrer com apenas um Conto inédito, de sua própria autoria, em Língua Portuguesa, com no máximo 30 linhas, usando pseudônimo como assinatura. Remetente: I CONCURSO DE CONTO DA APALA

1 – Poderão participar todos os poetas e escritores brasileiros ou dos países de Língua Portuguesa, com idade superior a 18 anos.

2 – Os textos de todos os concursos deverão ser enviadas em 03 vias, digitados ou datilografados, em papel A 4, sem timbre ou qualquer identificação, espaço 1,5 , fonte 12 Times New Roman, em envelope grande. Em um envelope pequeno, lacrado, envie, nome, pseudônimo, endereço postal e de e-mail, telefone e um mini currículo de 10 linhas. O envelope pequeno deve seguir junto com os textos, dentro do envelope grande. Enviar até 30 de setembro de 2011.

3. Para onde enviar:
A/C de Benedita Azevedo
Rua Carlos Franco, 179, Praia do Anil
25.930 – 000 Guia de Pacobaíba, Magé – RJ – Brasil

4. Classificação: OURO, PRATA, BROZE e 3 menções Honrosas

5. Os trabalhos classificados serão lidos pelos autores ou pessoas indicadas por eles ou pela Diretoria. Não podendo ser membro da Diretoria. O melhor declamador também receberá a Medalha referente ao concurso que participa.

6. Cada intérprete só poderá defender um trabalho.

7. Os trabalhos enviados não serão devolvidos

8. O julgamento será feito por uma comissão instituída pela Presidência da APALA

9. O resultado e entrega dos prêmios realizar-se-ão no dia 09 de dezembro de 2011.

10. Os poemas premiados serão publicados na Antologia da APALA de 2012. A sua participação no Concurso já nos autoriza a publicar seu texto. Cada autor classificado receberá 3 exemplares, a título de direito autoral, nada mais lhe cabendo reclamar ou reivindicar.

Atenciosamente
Benedita Azevedo – presidente
http://www.beneditaazevedo.com
benesazevedo@yahoo.com.br
Telefones (21) 2631 – 2015 / 9349 – 6460

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Ademar Macedo (Antologia Poética)

Eu senti aumentar os meus desejos
quando pude provar todo o sabor
que contém na doçura dos seus beijos
que é um elixir eficaz para o amor,
e entreguei o meu corpo tresloucado
para ser por você todo beijado
e com os lábios tremendo de paixão,
pude ainda num gemido lhe dizer;
o teu beijo é mais doce, podes crer
que a quixaba mais doce do sertão.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Quando a musa do céu vem e me inspira
pondo brilhos na minha inspiração,
eu desenho na mente uma paisagem
com pincéis vivos da imaginação;
e eu envolto na mais doce aquarela
vou encher de beleza a minha tela
retratando a paisagem do sertão.
Deus pintou o cenário mais bonito
nos neurônios que tem na minha mente.
Com o brilho das luzes da poesia
me ensinou a fazer verso e repente;
me deu todas as dicas sobre a rima
e depois de fazer esta obra-prima
deu ao mundo um poeta de presente.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

PAISAGENS DO MEU SERTÃO!

Um forró numa latada
numa plena Sexta-feira,
um bebum no meio da feira
topando em toda calçada;
uma velha na almofada
com um birro em cada mão,
prestando muita atenção
naquilo que vai fazendo;
isso é mesmo que está vendo
paisagens do meu sertão.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨


O SERTÃO É UM POEMA…

Deus na sua magnitude,
fez do sertão um palácio,
deixou escrito um prefácio
na parede do açude;
disse da vicissitude
da flor e do gineceu,
de um concriz que se escondeu
nos garranchos da jurema,
o sertão é um poema
que a natureza escreveu.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

O VÍRUS DA POESIA…

Poesia é a minha paz,
meu mundo, meu universo;
um mar de sabedoria
onde eu vivo submerso;
é minha alimentação,
é meu sustento, é meu pão
feito de rima e de verso…

A partir da madrugada
é esse o meu dia a dia:
já de caneta na mão
recebo uma epifania,
cuja manifestação
é trazer-me inspiração
pra eu fazer minha poesia…

A poesia é minha luz,
é meu santo e meu altar,
feijão puro com farinha
que eu tenho para almoçar;
ela é minha própria vida
é meu lar, minha guarida
meu sol, meu céu e meu mar!

Ao ver poesias aos montes
nascendo em minha vertente,
tive um “derrame” de rimas
nas veias da minha mente
e um maravilhoso “infarto”
eu tive ao fazer o parto
do derradeiro repente!…

Quero então no meu jazigo,
feito em letras garrafais,
aquela minha poesia
que me deu nome e cartaz;
e escrito, seja onde for:
– eis aqui um trovador
que morreu feliz demais!

Quem carrega, como nós,
o vírus da poesia,
tem no sangue uma plaqueta
que se altera todo dia,
aumentando a quantidade
e pondo mais qualidade
nos versos que a gente cria.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

PESADO É PEDIR PERDÃO

Errar, é do ser humano
e todos podem errar;
mas, saiba que perdoar
é divino, é soberano.
Não deixe que um ato insano
lhe amargure o coração,
perdoe-me, e me estenda a mão
pra ser, por mim, apertada;
perdoar não pesa nada,
pesado é pedir perdão!
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

POESIA SANTA

A minha poesia é Santa
porque é Deus quem projeta,
é ele mesmo quem planta
no coração do poeta;
pois todos os versos meus
vêm lá da mansão de Deus
como se fosse uma luz;
são escritos com emoção
pela minha própria mão,
mas o autor, é Jesus!…
6 6 6 6 6 6 6 6

TRÊS SETILHAS…

O poeta já vem com a verve feita
por Deus Pai nosso mestre e criador;
alguns nascem com a mente de aprendiz
outros tantos já nascem professor,
e Deus vendo chegar a minha vez,
com a bênção sagrada Ele me fez:
Fuzileiro, Poeta e Trovador.

Escorado no topo da muleta,
eu me fiz um poeta e trovador;
meu passado de atleta e de boêmio
para mim, não foi nada alentador;
mas depois do meu trágico acidente,
encontrei na poesia e no repente
o remédio eficaz pra minha dor.

Como prova de amor, maior do mundo,
Cristo morre por nós, os pecadores.
Vejo ainda no manto de Maria
os vestígios de suas próprias dores;
e, dotado de toda perfeição,
pra falar deste amor e do perdão
Deus criou os poetas Trovadores.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

CONFISSÃO DE FÉ

De um acidente medonho,
sobrou uma amputação,
mas veio a superação,
pois jamais fiquei tristonho.
Comecei viver um sonho:
de frente encarei a dor;
a Deus confessei amor
e, com Fé e muita sorte,
venci o câncer e a morte
e me fiz um Trovador!
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

DALVA, ESTRELA MULHER…

Pela luz do pirilampo
e pelo brilho do sol,
pela beleza do campo
e pela cor do arrebol,
por um orvalho caindo
por uma flor se abrindo
e pelos três filhos meus;
Por minha perna amputada,
por Dalva ser minha amada…
Muito obrigado, meu Deus!
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

LÁGRIMA

Quando de um amor me aparto,
em tristezas me esparramo:
bebo sozinho em meu quarto
as lágrimas que eu derramo!

Essas gotas maculadas,
itinerantes no rosto,
são as lágrimas magoadas
que dão vida ao meu desgosto.

Lágrimas, fuga das águas
por um riacho inclemente
que numa enchente de mágoas
inunda o rosto da gente!
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

DÉCIMA (SERTÃO)

No sertão tem poesia,
tem o preá no serrote
tem mocó dando pinote
e tem cabra dando cria;
tem coalhada na bacia
tem fogueira de São João,
tem festa de apartação
tem porteira e passadiço;
quem nunca viu tudo isso
não sabe o que é sertão!
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

DÉCIMA (POETA NORDESTINO)

No sertão eu nasci e fui criado
e amar será sempre o meu destino,
como todo poeta nordestino,
sou da vida, um eterno apaixonado,
cada verso que eu faço é inspirado
nas belezas do meu interior,
como amante e fiel agricultor
eu cheguei a seguinte conclusão:
não há seca que torre o meu sertão
nem macumba que acabe o nosso amor.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

DÉCIMA

Vou abrir a bodega da cultura
a as entranhas fecundas do juízo
e dizer para o povo hoje é preciso
que este mote está à minha altura;
pois eu sou simplesmente a criatura
que Deus irá deixar para semente,
e por ordem do pai onipotente,
não há mote nenhum que eu não dê jeito;
vou abrir a cancela do meu peito
pra passar a boiada do repente
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

NINGUÉM MATA O NOSSO AMOR…

No sertão eu nasci e fui criado
e amar será sempre o meu destino,
como todo poeta nordestino,
sou da vida, um eterno apaixonado;
cada verso que eu faço é inspirado
nas belezas do meu interior,
como amante e fiel agricultor
eu cheguei a seguinte conclusão:
não há seca que torre o meu sertão
nem macumba que acabe o nosso amor.

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Vinicius de Moraes (Antologia Poética II)

POEMA DE NATAL

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

TERNURA

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma…
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.

SONETO DA HORA FINAL

Será assim, amiga: um certo dia
Estando nós a contemplar o poente
Sentiremos no rosto, de repente,
O beijo leve de uma aragem fria.

Tu me olharás silenciosamente
E eu te olharei também, com nostalgia
E partiremos, tontos de poesia
Para a porta de trevas, aberta em frente.

Ao transpor as fronteiras do segredo
Eu, calmo, te direi: – Não tenhas medo
E tu, tranqüila, me dirás: – Sê forte.

E como dois antigos namorados
Noturnamente tristes e enlaçados
Nós entraremos nos jardins da morte.

SONETO DE CARNAVAL

Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.

Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.

E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim

De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranqüila ela sabe, e eu sei tranqüilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo

SONETO DO AMIGO

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica…

SONETO DE ANIVERSÁRIO

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece…
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

POESIAS PARA CRIANÇAS

O PINGUIM

Bom-dia, Pingüim
Onde vai assim
Com ar apressado?
Eu não sou malvado
Não fique assustado
Com medo de mim.
Eu só gostaria
De dar um tapinha
No seu chapéu de jaca
Ou bem de levinho
Puxar o rabinho
Da sua casaca.

A PORTA

Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.

Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de sopetão
Pra passar o capitão.

Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa…)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.

Eu sou muito inteligente!

Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!

AS BORBOLETAS

Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então . . .
Oh, que escuridão

Fontes:
Portal São Francisco
Imagem = montagem José Feldman

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Arquivado em Antologia, Rio de Janeiro

Miguel Russowsky (Antologia Poética)

ATO SEM FÉ

Ó Deus!,,, Eu vim falar contigo. Espero
que atendas este humilde servo teu.
Não quero muita coisa, apenas quero
voltar a crer. A minha fé morreu.

Dizem que és sábio e bom. Dizem ( não eu
que em religiões estou na estaca zero)
que castigas o mal com punho fero.
Dizem que és luz eterna no apogeu…

No entanto, permite que eu duvide:
Se deixas a injustiça sem revide
e a fome prosperar como se vê…

Se deixas o demônio estar no mundo…
Se podes destruí-lo num segundo…
Me deste o raciocino para quê?

AOS 77 ANOS…

Descansar?… Não cogito. Tenho brio
em revestir com rimas meu cansaço.
E acendo tantas luzes no que faço
que até pareço um fósforo bravio.

Se galopo na insônia?…Sim. E laço
sendo do amor, o tema mais sadio.
Não destes que exaltem muito o cio…
Vulgaridades em mim não têm espaço.

E tudo às claras… que sou fã da aurora…
Sou fã do riso e da canção sonora…
Velhice… Qual? Não ouço o seu recado

Eu sinto a vida cada vez mais bela…
E a morte?… Amigos, nem me falem nela!
Morrer não posso. Estou muito ocupado,

A INTRUSA

Teimava em me seguir, eu bem que percebia…
Tinha modos gentis. Simpática ( não bela) .
Não queria assustar-me, andava com cautela,
diferente do andar da grande maioria.a

Eu sempre recusei lhe fazer companhia,
embora esta mulher me fosse sentinela
em horas de descanso. Eu não gostava dela
pela insistência atroz com que me perseguia.

Seu nome? Não sabia. Apelidei-a a Intrusa.
Eu lhe fechava a porta, exibindo a recusa
de comigo a reter na partilha do lar.

No espelho, certo dia, atás de mim postou-se…
Quis irritar-me? Sim. Mas disse com voz doce:
– Eu me chamo Velhice e vim para ficar.

JÓIA MAIOR!…

Começo por supor, nos ares, o desenho
De um verso magistral procurando agasalho.
Cabe a mim (sou poeta) encontrar um atalho
Para vê-lo nascer nos recursos que tenho.

Com as rimas gentis nas estrofes, me empenho
Em ser original, (Poucas vezes eu falho),
Já nem ouso explicar se é prazer ou trabalho
Exibir ao leitor as farturas do engenho.

O esmeril dá-lhe o brilho e lhe poda as arestas…
Assim é que se faz um soneto bonito,
Para ser declamado em saraus ou em festas.

Ninguém pode dizer o valor de uma jóia,
Se polida não foi pela mão do perito.
É na lapidação que a beleza se apóia.

PROMESSAS

Estava eu só Passou… Sorriu… Olhei-a…
Estremeceu. Estremeci. Sucede
que o imprevisível manda e a gente cede.
No céu azul brilhava a lua cheia.

Depois… as conseqüências… — Quem as mede
se a razão, sem razão, já titubeia?
E o mar acariciando o ardil, na areia:
“O vinho é bom sorver antes que azede!”

Vai-se o verão. Agora é frio e neva.
Palavras sem valor, o vento as leva.
As juras antecedem as desditas.

Um instante de amor — eternidade!
Dois instantes de amor — fidelidade
… Nem todas as mentiras foram ditas.

NOTURNO Nº 2

Anseios de verão… Noite clara, sem bruma.
A lua argêntea adorna uma paisagem maga.
A flor perfuma… A lua brilha… O vento vaga
como doce carícia angelical de pluma.

As nuvens pelo céu — enfermeiras de espuma —
se prpõe a curar qualquer dorida chaga.
No silêncio dormita um repouso de saga.
A lua brilha… O vento vaga… A flor perfuma…

Uma fada de azul — fugitiva de lenda —
escreve em cada rosa uma nova armadilha.
Cupido ergue na sombra o seu punhal de renda.

Com preguiça o relógio esquece e compartilha…
Diana vai marcando um nome em cada agenda:
A flor perfuma… O vento vaga… A lua brilha…

SONETO CLASSE MÉDIA, BAIXA

Quando eu me aposentar… Irei morar em Vênus!…
(O I.P.T.U. de lá, é menor que o da lua.
Há descontos de lei sem qualquer falcatrua
e sem taxas de lixo embutida em terrenos).

Aposentadoria é crime?…(Mais ou menos…
se for por doença não é, mas a verdade crua,
é que os espertalhões desfilam pela rua
cheios de “ME APOSENTEI”) — Que salários obscenos!

Quando eu me aposentar…(Se eu puder, o pijama,
o radinho de pilha, o travesseiro, a cama,
nenhum deles terá um minuto de folga).

Quando eu me aposentar… Urras e Vivas! Bingo!
Os dias de semana, o sábado… o domingo…
serão todos iguais. É isto que me empolga!

NOITE SEM AURORA

A noite de um adeus não tem aurora
mas tem silêncios longos por recheio;
tem farpas arranhando, bem no meio…;
tem desesperos mil vagando fora…

A noite de um adeus, eu sei que chora
ao ver a sepultura de um anseio.
Não a censuro e até a manuseio
com estes versos que componho agora.

A noite de um adeus ensina a gente
ter dias sem relógio…e alguém já disse
que nunca cicatriza totalmente.

A noite de um adeus…só bem depois
expõe a solidão, numa velhice,
em que murchamos tristes nós, os dois.

ARREPENDIMENTO

Um por um, os meus sonhos, nesta vida,
Despi no andar do tempo modorrento
Qual árvore esfolhada pelo vento
Numa tarde outonal, entristecida.

Quebrei-me um pouco, assim, a cada ida
À procura não sei de qual intento.
Deixei amor, amigos e, ao relento,
Destroços de minha alma enrijecida.

E hoje, velho, ao voltar da caminhada,
Tropeço em meus pedaços pela estrada
Com saudosa visão aqui e ali.

Não mais me iludo, e essa descrença atesta
Que passarei o tempo que me resta
Recolhendo os pedaços que perdi.

TARDE NEVOENTA… EM JULHO

Domingo sem ninguém…A casa está vazia.
O silêncio no horror persistente blasfema.
Quer se fazer ouvir. Ó tolo estratagema!…
Eu posso ouvi-lo bem, mas qual a serventia?

A solidão nem quer me servir como tema…
…e a tarde se espezinha imensamente fria…
Ó Tristeza, vem cá! Se queres companhia
ajuda-me a cerzir pedaços de um poema

Talvez assombrações que possuam prestígio
se queiram embutir em tercetos, com zelo,
para dar-lhe feições de soneto-prodígio.

Alguém se desmanchou em brumas do passado
e quer ressuscitar de cor, num atropelo.
Se lembrar é viver, eu devo estar errado.

RECEITA DE SAÚDE E FELICIDADE

Não antecipe nunca o sofrimento!…
Diga “Bom Dia!” ao sol que lhe saúda.
Seja qual um discípulo de Buda:
– É mister se gozar cada momento.

No “que será…será” que não se muda,
se abrigam primaveras…(mais de um cento!)
os “depois” nem podem ser tormento
se os “agoras” lhe derem boa ajuda.

“Cara feia” – sinal de enfermidade –
com certeza, costuma sobrepor
mais pesos aos obstáculos da idade.

“Alegre-se e sorria, por favor!
Um sorrisinho dá felicidade,
pois contagia e ativa o bom humor”

DOMINGO…(DE LICOR E AÇÚCAR CÂNDI)

Manhã de sol…A luz passeia a toa…
Explode a primavera em frenesi.
Meu bairro, todo chique, não destoa,
parece um ogro alegre que se ri.

Mignon, gentil, arisco, sobrevoa,
a namorar a rosa, um colibri…
…e perfumes no ar…-Que coisa boa!
O céu está pertinho…É logo ali!

Meu domingo é grande (- Muito grande!)
Cheinho de licor e açúcar cândi.
Estou de bem com toda a humanidade.

Minha amada virá…(telefonou-me)
e ela não quer que lhe revele o nome,
que tem dez letras…(é ?… -FELICIDADE!)
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Arquivado em Antologia, Rio Grande do Sul

David Mourão Ferreira (Antologia Poética)

BALADA

Depois do sangue misturado,
depois dos dentes, dos lamentos,
estamos deitados, lado a lado,
e desfolhamos sofrimentos.
Temos trint’anos, mais trezentos
de sofredora exaltação.
É este o cabo dos tormentos?
Ai, não e não! Ainda não.
Saboreamos o passado
por entre os beijos mais violentos
e mais sutis que temos dado.
E o monumento dos momentos
oscila, desde os fundamentos,
a tão febril consagração.
Mas estacamos, sonolentos.
Agora, não. Ainda não …
Tudo se torna esbranquiçado:
eram azuis, são já cinzentos
os horizontes do pecado …
Há nos teus ombros turbulentos
cintilações, pressentimentos …
Os nossos corpos descerão
para que abismos lamacentos?
Ah! não, e não! Ainda não!
Eis-vos, de novo, movimentos
que apunhalais a inquietação!
E assim unidos gritaremos
que não e não! que ainda não!

CASA

Tentei fugir da mancha mais escura
que existe no teu corpo, e desisti.
Era pior que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.

Bebi entre os teus flancos a loucura
de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.

Só por dentro de ti há corredores
e em quartos interiores o cheiro a fruta
que veste de frescura a escuridão …

Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti a noite escuta
o que sem voz me sai do coração.

LADAINHA HORIZONTAL

Como se fossem jangadas
desmanteladas,
vogam no mar da memória
as camas da minha vida …
Tanta cama! Tanta história!
Tanta cama numa vida!
Grabatos, leitos, divãs,
a tarimba do quartel;
e no frio das manhãs
lívidas camas de hotel ..
Ei-Ias vogando as jangadas
desmanteladas,
todas cobertas de escamas
e do sal do mar da vida …
Tanta cama! Tantas camas!
Tanta cama numa vida!
Já os lençóis amarrados
tocam no centro da Terra
(que o reino dos desesperados
fica no centro da Terra!)
e os cobertores empilhados
são monte que não se alcança!
Só as tábuas das jangadas
desmanteladas
boiam no mar da lembrança
e no remorso da vida …
Homem sou. Já fui criança.
Tanta cama numa vida!
Nem vão ao fundo as de ferro,
nem ao céu as de dossel. ..
Lembro-vos, camas de ferro
de internato e de bordel,
gaiolas da adolescência,
ginásios do amor venal!
Barras fixas. Imprudência.
Sem rede, o salto mortal
pra fora da adolescência …
E confundem-se as jangadas
desmanteladas
no mar da reminiscência …
Onde estás, ó minha vida?
Sono. Volúpia. Doença.
Tanta cama numa vida!
E recordo-vos, tão vagas,
vós que viestes depois,
ó camas transfiguradas
das furtivas ligações!
Camas dos fins-de-semana,
beliches da beira-mar …
Oh! que arrojadas gincanas
sobre os altos espaldares!
E as camas das noites brancas,
tão brancas!, tão tumulares!
Cigarros. Beijos. Uísque.
Ó fragílimas jangadas,
desmanteladas … !
E nelas há quem se arrisque
sobre os pélagos da vida!
Cigarros. Beijos. Uísque.
Tanta cama numa vida!
E o amor? Tálamo, templo,
conjugação conjugal ..
O amor: tálamo, templo
– ilha num mar tropical.
Mas ao redor, insistentes,
bramam as ondas do mar,
do mar da memória ardente,
eternamente a bramar …
Já no frio dos lençóis
há prelúdios da mortalha;
e, nas camas, sugestões
fúnebres, turvas, pesadas …

– Sede, por fim, ó jangadas
desmanteladas,
a ponte do esquecimento
prà outra margem da Vida!
Sede flecha, monumento,
ponte aérea sobre o Tempo,
redentora madrugada!
Se o não fordes, sereis nada,
jangadas
desmanteladas,
todas roídas de escamas
da margem de cá da Vida …
Pobres camas! Tristes camas!
Tanta cama numa vida!

PRESÍDIO

Nem todo o corpo é carne … Não, nem todo.
Que dizer do pescoço, às vezes mármore,
às vezes linho, lago, tronco de árvore,
nuvem, ou ave, ao tato sempre pouco … ?

E o ventre, inconsistente como o lodo? …
E o morno gradeamento dos teus braços?
Não, meu amor … Nem todo o corpo é carne:
é também água, terra, vento, fogo …

É sobretudo sombra à despedida;
onda de pedra em cada reencontro;
no parque da memória o fugidio

vulto da Primavera em pleno Outono …
Nem só de carne é feito este presídio,
pois no teu corpo existe o mundo todo!

TERNURA

Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada …

Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio …

Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente

que da nossa ternura anda sorrindo …
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!

NATAL, E NÃO DEZEMBRO

Entremos, apressados, friorentos,
Numa gruta, no bojo de um navio,
Num presépio, num prédio, num presídio,
No prédio que amanhã for demolido…

Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
Porque esta noite chama se Dezembro,
Porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
Duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
A cave, a gruta, o sulco de uma nave…

Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
Talvez seja Natal e não Dezembro,
Talvez universal a consoada.

“LITANIA PARA O NATAL DE 1967”

Vai nascer esta noite à meia noite em ponto
num sótão num porão numa cave inundada
Vai nascer esta noite à meia noite em ponto
dentro de um foguetão reduzido a sucata
Vai nascer esta noite à meia noite em ponto
numa casa de Hanói ontem bombardeada

Vai nascer esta noite à meia noite em ponto
num presépio de lama e de sangue e de cisco
Vai nascer esta noite à meia noite em ponto
para ter amanhã a suspeita que existe
Vai nascer esta noite à meia noite em ponto
tem no ano dois mil a idade de Cristo

Vai nascer esta noite à meia noite em ponto
vê lo emos depois de chicote no templo
Vai nascer esta noite à meia noite em ponto
e anda já um terror no látego do vento
Vai nascer esta noite à meia noite em ponto
para nos pedir contas do nosso tempo

AVISO DE MOBILIZAÇÃO

Passaram pelo meu nome e eu era um número
Menos que a folha seca de um erbário
Colheram no com mãos de zelo e gelo
Escreveram me sem mágoa um postal.
Convite a que morresse… mas porquê?
Convite a que matasse… mas por quem?
Oh! vago amanuence…
Oh! apressado e súbito verdugo…
Que te ocultas numa rubrica rápida e legível…
Que dirás tu do meu e doutros nomes
Que dirás tu de mim e doutros mais
No Dia do Juízo já tão próximo?
Que dirás tu de nós se nem treme
Na rápida rubrica a tua mão?
Bem sei que a tua mão só executa
Mas além do ombro a ti pertences.
Porém, pudera chorar, ter hesitado
A mancha de uma lágrima bastara
Para dar um sentido a esta morte
A que a tua indiferença nos convoca.

SECRETA VIAGEM

No barco sem ninguém, anônimo e vazio,
ficámos nós os dois, parados, de mão dada…
Como podem só dois governar um navio?
Melhor desistir e não fazermos nada!

Sem um gesto sequer, de súbito esculpidos,
tornamo-nos reais, e de madeira, à proa…
Que figuras de lenda! Olhos vagos, perdidos…
Por entre nossas mãos, o verde mar se escoa…

Aparentes senhores de um barco abandonado,
nós olhamos, sem ver, a longínqua miragem…
Aonde iremos ter? Com frutos e pecado,
se justifica, enflora, a secreta viagem!

Agora sei que és tu quem me fora indicada.
O resto passa, passa… alheio aos meus sentidos.
Desfeitos num rochedo ou salvos na enseada,
a eternidade é nossa, em madeira esculpidos!

GRITO

Cedros, abetos,
pinheiros novos.
O que há no teto
do céu deserto,
além do grito?
Tudo que é nosso.

São os teus olhos
desmesurados,
lagos enormes,
mas concentrados
nos meus sentidos.
Tudo o que é nosso
é excessivo.

E a minha boca,
de tão rasgada,
corre te o corpo
de pólo a pólo,
desfaz te o colo
de espádua a espádua,
são os teus olhos,
depois o grito.

Cedros, abetos,
pinheiros novos.
É o regresso.
É no silêncio
de outro extremo
desta cidade
a tua casa.
É no teu quarto
de novo o grito.

E mais noturna
do que nunca
a envergadura
das nossas asas.
Punhal de vento,
rosa de espuma:
morre o desejo,
nasce a ternura.
Mas que silêncio
na tua casa.

NATAL À BEIRA RIO

É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurreta.
Da casa onde nasci via se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado…
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir me
À beira desse cais onde Jesus nascia…
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?

Fonte:
Luis Gaspar (Seleção) http://www.truca.pt/ouro/obras/david_mourao_ferreira.html

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Arquivado em Antologia, O poeta no papel, Portugal

Fernando Pessoa e seus Heterônimos (Antologia Poética)

FERNANDO PESSOA
VENDAVAL

Ó vento do norte, tão fundo e tão frio,
Não achas, soprando por tanta solidão,
Deserto, penhasco, coval mais vazio
Que o meu coração!

Indômita praia, que a raiva do oceano
Faz louco lugar, caverna sem fim,
Não são tão deixados do alegre e do humano
Como a alma que há em mim!

Mas dura planície, praia atra em fereza,
Só têm a tristeza que a gente lhes vê
E nisto que em mim é vácuo e tristeza
É o visto o que vê.

Ah, mágoa de ter consciência da vida!
Tu, vento do norte, teimoso, iracundo,
Que rasgas os robles — teu pulso divida
Minh’alma do mundo!

Ah, se, como levas as folhas e a areia,
A alma que tenho pudesses levar –
Fosse pr’onde fosse, pra longe da idéia
De eu ter que pensar!

Abismo da noite, da chuva, do vento,
Mar turvo do caos que parece volver –
Porque é que não entras no meu pensamento
Para ele morrer?

Horror de ser sempre com vida a consciência!
Horror de sentir a alma sempre a pensar!
Arranca-me, é vento; do chão da existência,
De ser um lugar!

E, pela alta noite que fazes mais’scura,
Pelo caos furioso que crias no mundo,
Dissolve em areia esta minha amargura,
Meu tédio profundo.

E contra as vidraças dos que há que têm lares,
Telhados daqueles que têm razão,
Atira, já pária desfeito dos ares,
O meu coração!

Meu coração triste, meu coração ermo,
Tornado a substância dispersa e negada
Do vento sem forma, da noite sem termo,
Do abismo e do nada!

FERNANDO PESSOA
ÁRVORE VERDE

Árvore verde,
Meu pensamento
Em ti se perde.
Ver é dormir
Neste momento.

Que bom não ser
‘Stando acordado !
Também em mim enverdecer
Em folhas dado !

Tremulamente
Sentir no corpo
Brisa na alma !
Não ser quem sente,
Mas tem a calma.

Eu tinha um sonho
Que me encantava.
Se a manhã vinha,
Como eu a odiava !

Volvia a noite,
E o sonho a mim.
Era o meu lar,
Minha alma afim.

Depois perdi-o.
Lembro ? Quem dera !
Se eu nunca soube
O que ele era.

FERNANDO PESSOA
“DEIXA-ME OUVIR O QUE NÃO OUÇO… “

Deixa-me ouvir o que não ouço…
Não é a brisa ou o arvoredo;
É outra coisa intercalada…

É qualquer coisa que não posso
Ouvir senão em segredo,
E que talvez não seja nada…

Deixa-me ouvir… Não fales alto !
Um momento !… Depois o amor,
Se quiseres… Agora cala !

Tênue, longínquo sobressalto
Que substitui a dor,
Que inquieta e embala…

O quê? Só a brisa entre a folhagem?
Talvez… Só um canto pressentido?
Não sei, mas custa amar depois…
Sim, torna a mim, e a paisagem
E a verdadeira brisa, ruído…
Vejo-me, somos dois…

FERNANDO PESSOA
O SOM DO RELÓGIO

O som do relógio
Tem a alma por fora,
Só ele é a noite
E a noite se ignora.

Não sei que distância
Vai de som a som
Pegando, no tique,
Do taque do tom.

Mas oiço de noite
A sua presença
Sem ter onde açoite
Meu ser sem ser.

Parece dizer
Sempre a mesma coisa
Como o que se senta
E se não repousa.

FERNANDO PESSOA
SOU O ESPÍRITO DA TREVA

Sou o Espírito da treva,
A Noite me traz e leva;

Moro à beira irreal da Vida,
Sua onda indefinida

Refresca-me a alma de espuma…
Pra além do mar há a bruma…

E pra aquém? há Cousa ou Fim?
Nunca olhei para trás de mim…

ALBERTO CAEIRO
NOVAS POESIAS INÉDITAS

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : “Fui eu ?”
Deus sabe, porque o escreveu.

ALBERTO CAEIRO
“MEU OLHAR É NÍTIDO COMO UM GIRASSOL”

meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender…

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar…

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar…

ALBERTO CAEIRO
O GUARDADOR DE REBANHOS (IX)

Sou um guardador de rebanhos
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.

ALBERTO CAEIRO
“ASSIM COMO FALHAM AS PALAVRAS QUANDO QUEREM EXPRIMIR QUALQUER PENSAMENTO”

Assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento,
Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade.

Mas, como a realidade pensada não é a dita mas a pensada,
Assim a mesma dita realidade existe, não o ser pensada.
Assim tudo o que existe, simplesmente existe.
O resto é uma espécie de sono que temos,
Uma velhice que nos acompanha desde a infância da doença.

RICARDO REIS
ACIMA DA VERDADE

Acima da verdade estão os deuses.
A nossa ciência é uma falhada cópia
Da certeza com que eles
Sabem que há o Universo.

Tudo é tudo, e mais alto estão os deuses,
Não pertence à ciência conhecê-los,
Mas adorar devemos
Seus vultos como às flores,

Porque visíveis à nossa alta vista,
São tão reais como reais as flores
E no seu calmo Olimpo
São outra Natureza.

RICARDO REIS
ANJOS OU DEUSES

Anjos ou deuses, sempre nós tivemos,
A visão perturbada de que acima
De nos e compelindo-nos
Agem outras presenças.

Como acima dos gados que há nos campos
O nosso esforço, que eles não compreendem,
Os coage e obriga
E eles não nos percebem,

Nossa vontade e o nosso pensamento
São as mãos pelas quais outros nos guiam
Para onde eles querem
E nós não desejamos.

RICARDO REIS
DO QUE QUERO

Do que quero renego, se o querê-lo
Me pesa na vontade. Nada que haja
Vale que lhe concedamos
Uma atenção que doa.
Meu balde exponho à chuva, por ter água.
Minha vontade, assim, ao mundo exponho,
Recebo o que me é dado,
E o que falta não quero.

O que me é dado quero
Depois de dado, grato.

Nem quero mais que o dado
Ou que o tido desejo.

RICARDO REIS
QUANTA TRISTEZA

Quanta tristeza e amargura afoga
Em confusão a ‘streita vida!
Quanto Infortúnio mesquinho
Nos oprime supremo!
Feliz ou o bruto que nos verdes campos
Pasce, para si mesmo anônimo, e entra
Na morte como em casa;
Ou o sábio que, perdido
Na ciência, a fútil vida austera eleva
Além da nossa, como o fumo que ergue
Braços que se desfazem
A um céu inexistente.

ALVARO DE CAMPOS
ACASO

No acaso da rua o acaso da rapariga loira.
Mas não, não é aquela.

A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.

Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.

Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.

Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por gênio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!

Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos…
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?

Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser… A rapariga loira?
É a mesma afinal…
Tudo é o mesmo afinal …

Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também afinal.

ALVARO DE CAMPOS
ESTOU CANSADO

Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo…
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.

ALVARO DE CAMPOS
NO LUGAR DOS PALÁCIOS DESERTOS

No lugar dos palácios desertos e em ruínas
À beira do mar,
Leiamos, sorrindo, os segredos das sinais
De quem sabe amar.

Qualquer que ele seja, o destino daqueles
Que o amor levou
Para a sombra, ou na luz se fez a sombra deles,
Qualquer fosse o vôo.

Por certo eles foram mais reais e felizes.

ALVARO DE CAMPOS
QUE NOITE SERENA!

Que noite serena!
Que lindo luar!
Que linda barquinha
Bailando no mar!

Suave, todo o passado — o que foi aqui de Lisboa — me surge…
O terceiro andar das tias, o sossego de outrora,
Sossego de várias espécies,
A infância sem futuro pensado,
O ruído aparentemente contínuo da máquina de costura delas,
E tudo bom e a horas,
De um bem e de um a horas próprio, hoje morto.

Meu Deus, que fiz eu da vida?

Que noite serena!
Que lindo luar!
Que linda barquinha
Bailando no mar!

Quem é que cantava isso?
Isso estava lá.
Lembro-me mas esqueço.
E dói, dói, dói…

Por amor de Deus, parem com isso dentro da minha cabeça.
——

Fonte:
Jornal de Poesia. Obra completa de Fernando Pessoa. Disponível em http://www.revista.agulha.nom.br/fpesso.html

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Arquivado em Antologia, Portugal

Alcenor Candeira Filho (Antologia Poética)

SOS

sempre
sós
como ondas:
ontem hoje após.

sempre
sós
somos:
eu e tu e vós…

quanto
sobra
são
sombras
em torno de nós.

sombras,
só,
quando
e onde:
SÓS! SÓS! SÓS! SÓS!

somos

nós
sonhos
enquanto não pós.

SOMBRAS ENTRE RUÍNAS

Sombras e mais sombras
de sombrios olhares
num mundo de ruínas
andam lentamente.

Estão sempre mudas
tristes e cansadas.
E nem sonham mais
com um mundo que seja
menos miserável.

A voz que, aqui,
ali ou acolá,
de quando em vez
se levanta e quebra
a monotonia
grave do silêncio,
logo se esmaece
no deserto imenso.

E só ardentes preces,
ditas em segredo,
dia e noite sobem,
sobem para um céu
mais longe que perto.

DIANTE DA PORTA DA VIDA MORTA

Diante da porta
da vida morta,
devo sorrir
ou devo chorar?

Há deste lado
belas estrelas
que um dia talvez
possa alcançar.
Belas estrelas,
mas que me assombram
e fazem mal
ao meu olhar.
Por trás da porta
da vida morta,
em meio a um branco
transcendental,
o que haverá?
o que haverá?

Belas estrelas
dos meus assombros,
por gentileza
dizei-me vós:
diante da porta
da vida morta
devo sorrir
ou devo chorar?

PRÓXIMO
Para Ana Lúcia

estou bem próximo
de onde me encontro.
o espaço é belo
e brando o tempo.

aqui agora
olho e escuto
e cheiro e toco
e degluto
porque tudo
está perto
e posso fazê-lo
suavemente
sem ânsia
infinita
do impossível
a distância.

estou bem perto
do que me cerca.
é belo o espaço
e afável o tempo.

mas além do sonho
mais à luz da razão
o pensamento
vai para bem distante
daqui neste momento
– incompreensivelmente.
——

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Arquivado em Antologia, Piauí

Arnoldo Pimentel Filho (Antologia Poética)

ALÉM DO MAR

Vou além do mar
Além do céu azul
Além do infinito
Além do meu sul

Vou saborear uma fruta fresca
Uma água limpa
Uma música viva
Além da minha cerca

Vou caminhar pro meu dia feliz
Sem lembrar o que fiz
No meu passado sem graça
Sem sombra na praça

Vou esquecer
Meu sol na praia
Vou zarpar
Antes que a noite caia

Vou pescar
Vou viver
Conquistar meu castelo
Antes do amanhecer

CAMINHO TRAÇADO

Vou traçar meu caminho
Num destino incerto
Partir num caminhão
Num vão
De espaço aberto

Fugir como uma pipa
Sem ter onde chegar
Buscar o sentimento puro
A paisagem esquecida
Um sorriso de brisa

Lançar-me ao frescor da montanha
Praticar rapel
Ilhar-me no meu céu
Sem fundo
Sem mundo

Vislumbrar meu corpo
Sereno e sem graça
No banco da praça
Silêncio vívido
No horizonte do meu mar

GAIVOTAS

Não adianta aprisionar
Deixar de sorrir
Deixar de sentir
Deixar de amar
Não adianta
Olhar as gaivotas
Pelo quadrado da janela
Se não puder zarpar
Escutar o badalar dos sinos
Se não souber ouvir
Se não souber rezar
Não adianta se afligir
Se seus braços não vão partir

FONTE ENCANTADA

Eu te amo
Você é o cristal
Que enfeita
Minha sala
O sonho que nasceu
Na fonte encantada
Onde saboriei
Sua seiva adocicada
Você é o seio
Que alimenta minha placidez
Noite estrelada
Que inspira minha madrugada
Você é doce
Meiga como uma flor
Lira suavemente dedilhada
Princesa singelamente amada

CORPO MORTO

Sente sombras no quarto
Sente vultos do passado
Paredes balanço
Tempo se esgotando
Sente um aperto no peito
Alucinações abrindo a janela
Sente todo arrependimento
Todo sofrimento
Sente gotas de suor descendo pelo rosto
Rosto pálido
Quadro feito por estar só
Garganta apertada pelo nó
Sente asas no seu corpo
Sente felicidade
Liberdade
E sai voando pela janela
Livre e solto
Cai no passeio já morto

TEMPO SEM VENTO

Já não sei dizer se sou
Bálsamo
Flor
Ou fruto
Se meu perfume
Cabe dentro da minha solidão
Se meu violão entristecido
Ainda sabe os acordes
Da sua canção
Já não sei dizer
Em que tempo estou
Não sei dizer se sou estrela
Ou lua
Ou uma janela sem vidros
Por onde
O vento da saudade entrou

PESCADOR DE SONHOS

Tudo passou na hora que desbotou
Na hora que deixou de ser
Quando a maresia trouxe o outro lado da cor
O outro lado da dor

Tudo passou na hora que tinha que partir
Partir para o nevoeiro
Partir pra solidão do mar
Partir sem saber se iria voltar

Iria apenas partir
Não importava se iria ou não pescar
Importava sim
Poder se descobrir

Não importava se a dor que sentia era feita de flor
Ou se amargas lembranças iriam voltar
Só queria mesmo era partir para o mar

Só queria olhar para o horizonte e se entregar
Viver uma aventura para se esquecer de amar
Não importava se iria encontrar um marlim
Ou apenas sorrir para as estrelas ao invés de chorar
Ao invés de querer desistir de sonhar

Talves fosse mesmo outro velho em busca do mar
Ou apenas um jovem velho que não soube amar
Que naõ soube pescar na beira da praia
Que nem mesmo saboreou uma raia

A lua secou
Secou sem lágrimas para desabrochar
Secou sem poder olhar os olhos que queria abraçar
Secou sem seus encantos poder mostrar
Sem ver o sol que queria amar

Tudo acabou
Acabou no momento que a flor sem orvalho suspirou
Na noite que seu mar secou
Nos olhos que ao olhar serenou
Na única noite que amou

Talvez fosse mesmo um velho jovem que estava partindo
Ou um velho que viveu sua breve vida sorrindo
Mas que se esqueceu de tentar naufragar
De se agarrar a tênue vida que a solidão nos dá
Que se esqueceu de lembrar que para viver
Era preciso brincar
De sonhar
De viver para amar

DECLARAÇÃO DE AMOR

Eu te amo
Muito mais que possa imaginar
Muito mais que as estrelas do mar
Em todas as formas que há de amar

Preciso fazer você feliz
Então não tenha medo, me entregue seu coração
Assim serei o cobertor colorido
Que aquecerá seu corpo e sua vida nas noites de tristeza

Somos carentes de amor
Precisamos tanto nos sentir amados
Vamos juntos buscar os caminhos da felicidade
E vivermos nossos sonhos na terra distante do amor

Você é a luz da minha vida
Farol da minha embarcação
Todos os meus sonhos serão possíveis com você ao meu lado
Pois você é o sangue que pulsa minhas veias

Quero sentir nossos abraços entrelaçados
Acariciar seus cabelos soltos e travessos
Beijar seus lábios que adoçam minha alma
Sorver o pólen do seu coração

Eu te amo mais que tudo
Por você daria minha vida
Apenas para te ver feliz
Mesmo que fosse longe dos seus braços

LUA DESOLADA

Nuvem que passa
Lua que ficou apagada
Só e desolada
—–
Sobre o poeta:
mais poemas de Arnoldo:

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Arquivado em Antologia, Rio de Janeiro

Efigênia Coutinho (Antologia Poética)

ÁGUA MENINA

Tenho procurado mais água que
a terra, e onde está, se não
espelha na onda, afigura-se-me
que está morta a natureza!

Procurei água ao pé das geleiras,
onde gota a gota, estilando, entre
os granitos, beijavam os macios
musgos e delicados miosótis azuis.

Murmuram, balbuciam aquela água
palreira, como uma criança que
aprende a falar, provei, achei doce!
Onde a vida germina e cresce esperançosa.

Desci da geleira, pela encosta dos montes,
e arroios, regatos, e torrentes me cantavam
as alegrias da água criança tornada menina!
Não perturbando o sono da vida nascente!

BARCO DO AMOR

Qual o tamanho desse barco?
Barco que tudo suporta,
Que tanta carga comporta,
E por vezes é tão fraco?
Que tamanho ele terá?
Estes mares a singrar,
Saindo pra não voltar,
Seu destino, qual será?

Altivo na tempestade,
Fortaleza sem igual.
Seu porão sem nenhum mal,
Carregado de saudade!
Singra as águas da bonança,
Inocente qual criança,
Fora da realidade!
Paciente nas calmarias,
Firme leva o timão,
No governo o coração,
Orvalhado de euforias!
Na borrasca com bravura,
Ecoam ondas no casco,

Qual o porte desse barco,
Abarrotado de ternura?
Que buscas minha escuna,
Por esses mares perdida?
Já sei, rastreando a vida,
Que se perdeu na bruma!

Lanço âncora no fundo.
Esqueço tempos de antanho,
Sei que o teu tamanho,
É do maior amor do mundo!
Meu convés ensolarado.
À noite o luar vem beijar,
Meu barco e o amor no mar!
Eu e ele entrelaçados!

ENCONTRO DO MAR

Amanhã quando o sol raiar tenho um encontro
no mar, onde te calas e te fazes cinéreo, e,
escondes até a extrema orla do teu horizonte
numa neblina finíssima de opala!

Vou de carona no vento, cantando
com as gaivotas numa prece
sem fim, e a terra me olha lá de
longe já cheia de saudades…

Na viagem o vento vai me contando
como o sol adormecem as nuvens
as ondas brincam com as algas
e o mar beija a praia.

Quando chego, pérolas iluminam
um túnel de um azul aveludado
mesclado em tons dourados do sol.
No final uma galeria de corais
onde moram as sereias encantadas.

E eu esqueço que existe esse tal
de tempo danço com os golfinhos
troco sonetos com as ostras.

Mas lá vem a lua cabreira me
avisar sem querer me incomodar
que já é hora de partir…
Que o mar está irado.

Então me despeço e prometo
aos corais uma nova visita.
Os cavalos marinhos me escoltam
como cavaleiros medievais
sobre o manto azulado.

A praia já me esperava aflita pois o mar
atormenta a terra e a flagela com suas ondas
gigantes e eu sinto um terror sagrado, e
digo-lhe compungida e medrosa:

Mar, tu não flagelas só a terra, mas submerges
homens, e, o teu maior tesouro encontrado na terra,
nos teus abismos profundos,
talvez porque achas os homens pequenos e maus,
e quiseras tê-los feitos maiores e melhores!

Mas eu admiro-te sempre, ainda quando és
mau, porque a tua grandeza está sempre
acima de toda miséria Humana!

Tu falas à terra e aos homens com tanta
delícia de murmúrios e de sussurros, como
nunca teve música alguma de rouxinol!

Tu, porém não és mau, senão raras vezes, lá
somente onde a terra é feia e indigna de ti;
e tu, belíssimo entre os belos, não podes ser feio!

Porque tu choras algumas vezes, e,
quando te abismas nas cavernas,
soluça como uma criança gigante!

Perdoas a terra a sua ingratidão, e aos
homens a sua sordidez, e delicias a terra
com tuas carícias, e lavas os homens da sua
Sujidade!

Depois dessa jornada, mergulho em um
sono profundo, pro beijo teu acordar!

SORRISO DA AURORA

Que sentimento te envolve
por quem te ama suntuosamente
por mais próximo que estejas, o qual,
quando te afastas, dói a saudade?!
É morrer de sede dentro d’água….

Dá-me, pois, refrigério, não
demore para à sublime sagração!
O amor é belo e cheio de doçuras,
e tu bebes o cálice do néctar feito
com o sorriso de todas ás auroras!

Avançarei milhas para poder amá-lo…
Os sonhos não se vergam aos receios.
Porque minha alma foi beijada como
se um regato de mel se houvesse
derramado em minha boca, e tivesse
descido, cheio de doçura e de perfume,
até o âmago do meu coração…
E, senti, tuas mãos e braços, fiquei
inteiramente devorada por uma
sede que nenhuma água pode saciar.

Senti naquele momento que me
havia tornada uma deusa,
abençoei o sol e a terra, e apertei,
com todas as minhas forças ,tuas mãos
adoradas, que me haviam abraçado
e que haviam estreitado o meu coração
noutro coração… de modo que senti
bater na minha alma dois corações
ao mesmo tempo, como se eu tivera
duas almas dentro dum só corpo…

ANTIGO SONHO

Em meus olhos tatuaste todo Amor
Pelos astros tu lhes dás, tons e cor
Arrebatando , onde passam, imagem
Tendo do sonho antigo da miragem…

Quero viver alegre ao foi prescrito,
Os sonhos tenho-os pelo mundo a voltear
E quando não tiver sonhos, escrito
Minha cegueira triunfa ao te Amar…

Sendo um sonho sina do indelével
Mais azulado ainda faz meu olhar,
Vencendo todo o tempo não declina.

Nesse tempo em vigília, sonho verga,
Clamando aos deuses para serem justos,
Nem se abala no olhar desses injustos.

TEATRO DA VIDA

A minha vida é derradeira peça
Que vai sendo vivida em vários atos
Com diferentes vidas e retratos,
Sempre sorrindo com sua esperança.

Com porte, não há mal venha vencer,
Cuido para não criar-lhe desavença.
Vou encenando todos estes atos
Desta nova etapa, reviver fatos.

Outras vidas deixarei na história,
Só desejo conter nesta memória
Os bons momentos aqui tão vividos.

Se neste novo ato, nova infância,
Se sendo de alva significância,
É a soma dos tempos já vividos..

Fontes:
http://www.blocosonline.com.br/literatura/poesia/obrasdigitais/saciedigpv/11/efigenia04.php
http://www.avspe.eti.br/coutinho/formatados/TeatroDaVida.htm

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Arquivado em Antologia, Santa Catarina

Leinecy Pereira Dorneles (Antologia Poética)

POESIA

A poesia é a beleza,
que floresce e reflorece nas pessoas.
A poesia é uma fonte,
inesgotável de luz, paz,amor,
harmonia e bem querer.

A poesia está na alma,
como os pássaros estão nas árvores,
os beija flores estão nas flores,
o amor está no coração.

A poesia é o encanto,
que eleva a alma,
desperta sentimentos,
e faz viver a vida com mais
amor, paz, bem querer.

A poesia é o canto dos pássaros,
é o encanto de sentir paixão.
A poesia é a rosa que desabrocha.
É a saudade, a solidão, a dor e alegria.

A Poesia é a manhã que nasce,
acariciada pela mão delicada do sol.
A poesia é a vida e a utopia,
do homem de sentir paixão.

EU PODERIA SONHAR !

Ás vezes, penso que,
poderia sair por aí,
tentando descobrir,
um gosto novo de vida.
O gosto real talvez,
que não tive condições de conhecer.

Eu acomodo-me dentro
do que sou,
sem poder imaginar,
que poderia ser diferente.
Mas sei que isto é impossível.

Eu poderia sonhar, e te encontrar.
Assim, eu poderia,
inventar a vida e sonhar,
sonhar contigo, te encontrar.
Então eu deixaria de saber,
todas as coisas, que me aprisionam,
e me faria tua companheira, tua amiga,
tua namorada …
Faria um brinquedo de nós dois,
e andaríamos sem tempo, e sem destino,
buscando o nada e indo,
ao encontro de tudo,
e, EU … PODERIA SONHAR!

COMO POSSO QUERER DAR LIVROS ?

Como pode aprender,
aquele pobre menino,
que só conseguiu ganhar
a cola de sapateiro.
Nunca viu um livro antes,
nunca ganhou um de presente.
Jamais vai ler ou escrever.

Como posso eu querer,
que este pobre menino
alcance a cultura e a arte?
Se nunca leu um jornal,
nunca ganhou um livro antes.
Não sabe que a leitura,
pode levar a países distantes.

Mas como pode ele ler,
se o barulho da fome
de sua pobre barriga,
perturbam a concentração.
De quem tem fome, frio e medo.

Somos todos responsáveis,
por esta triste situação.
Mas como posso querer dar livros?
Se a mão me pede pão.
Como posso ensinar a ler,
aquele que não é amado,
nem por mãe, pai ou irmão?
Como posso querer dar livros,
para quem não tem casa, cama nem pão?!

DECEPÇÕES!

ANTES…
Vindas,
Conquistas,
Doações,
Amores,
Amizades,
Conhecimentos,
Integrações,
Convivências,
Felicidades…

DEPOIS…

Idas,
Esquecimentos,
Abandonos,
Desamores,
Distanciamentos,
Desilusões,
Descrenças,
Separações,
Tristezas,
Esperas,
Decepções…

EIS A VIDA!

O TEMPO INFINITO

E sempre foram de mistérios
Os seus dias.
Veio de longe, lugares distantes.
Deixou tudo e a todos,
E aqui chegou.
Chegou e se quedou ao nosso lado,
Tentando descobrir, conquistar.
Ele era diferente.

Chegou e se encantou…
E nada fez de diferente,
Foi apenas ele mesmo.
Ficou o tempo infinito,
Para que aprendêssemos, à amá-lo,
E o tempo mínimo,
Para que todos ficassem,
Morrendo de saudades,
Quando partiu…

PRIMAVERA

A luz chegou com intensidade
O sol brilhou com seu esplendor
O mundo encheu-se de alegria e cor,
espalhando nas pessoas poesia e muito amor.

Esta primavera florida
que enche o mundo de esperança,
tal como a poesia, refloresce
nas pessoas, o amor e a lembrança.

Com todo este contentamento,
saúdo Senhora Primavera .
Estação por excelência apreciada
pelo viço, pela cor e fragrância.
Onde todos sentem alegria.
Bendita sejas tu, PRIMAVERA
A de todas as estações, a mais bela

BRAVA MENINA GUERREIRA

Brava guerreira menina,
mais um degrau, galgaste agora,
com coragem, fé, perseverança,
sofrimento, medo e determinação.
Fizeste a tua história,
de menina, á guerreira mulher.
Segue adiante minha menina,
o mundo é teu e te espera, mulher.

Vai, vê e vence…
Deixa a tua marca no mundo.
Já te vejo vencedora,
no caminho das vitórias.
Eu escudeira-mor,
agora fico sentada,
nesta curva do caminho.
Torço por ti minha querida,
segue, luta, vai e vence.

Se precisares de ajuda, volta!
Aqui estarei a te acolher.
Mas o meu desejo é que sigas adiante,
pois o mundo é teu…
Vai, desbrava e vence.
Sê constante, com DEUS
no coração.

Esta primeira batalha é ganha.
Sabes que a guerra é tua.
Vai luta, busca e ganha.
Já hoje são teus,
todos os louros da vitória.
Esta já vencestes menina,
minha pequena, e
brava guerreira menina
mulher!

Para minha filha segunda
MICHELE VIVIANE DORNELES
no dia de sua formatura
de Psicologia em Pelotas-RS.

Fonte:
http://www.paralerepensar.com.br/leinecy.htm

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Arquivado em Antologia, Rio Grande do Sul

J. Castro (Antologia Poética)

DORES DE PARTO

Entre a colcha acetinada
e os alvos lençóis,
geme com dores de parto a madre donzela.
Lágrimas silentes,
sussurros contidos,
face enternecida:
— Salve, agraciada!
— Bendito o fruto do teu ventre!
Ao sorriso cúmplice do pai,
uma criança de olhos fugazes
canta ao mundo a sua liberdade.
— Amém! — louva o poeta com fervor.

MÁGOA DE UM POETA

Procuro nas mais belas canções um som que me embale
E na natureza, uma imagem que me inspire.
Devasso as águas, as profundezas dos oceanos
Com seus mistérios, os pássaros, os animais, o céu.
Vejo uma estrela: de estrela, de mulher.
Os olhos turmalíneos são talhados num rosto de traços angelicais.
Um demônio. Bela.
Os lábios sensuais de morango emolduram com graça
A boca maliforme – a medida exata do pecado.
Ela desfila seu encanto na relva granítica
Os passantes esquecem o queixo ao vê-la passar.
Sigo sem rumo. Sozinho.
Com a mente despida,
Os olhos sem viço,
Amaldiçôo a minha existência.
O relógio biológico me censura:
Dezesseis horas. Em jejum.
Na esquina um quiosque.
Procuro uma moeda, a última.
Paro na porta, indeciso.
Ao lado um verme.
Sim, maltrapilho, sobre um vaso de detritos debruçado.
Em volta de seu corpo,
Centenas de moscas zumbem furiosamente,
Disputando a mesma porção.
Então os lábios se me abrem
Numa prece arrependida:
– Oh, Deus, por que me fizeste Poeta?!

Fonte:
– O Autor
– Poetas del Mundo

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Arquivado em Antologia, Goiás

Roberto Prado (Antologia Poética)

MUSAS

anos a fio dando ouvidos
a deuses muito discretos

amigas, amigos, amiguinhos
se sou mero objeto de meus afetos
quem é aquilo sozinho que vai
tropeçando em meus versinhos?

Ó, CÉUS

nenhum pio
nada de nuvens
não há azul

ó, céus!, que são tantos,
que cada um tem o seu
e ainda tem quem não veja
quando a gente cai do céu

BURACO NEGRO

de tudo
que mais amo
eu tiro o som

falo o que cala fundo
para que o poema,
buraco negro,
diga o que eu sou

por mais absurdo
só sobra cinema mudo
daquilo que eu acho bom

O ÚLTIMO PASTELÃO

você perdeu meu antigo prazer simples
a diversão tola dos troços aéreos que falava
de ver a graça pura das velhas boas trapalhadas
de sentar pra rir daqueles meus bobos tropeços
agora falando sério
pensando bem/ ninguém perdeu nada

ORAÇÃO A SÃO NUNCA

dei duro e eros me abriu seu coração
não preciso nem de boca pra baço me estender o garrafão
marte me deu uma mão
mamom perguntou quanto era e puxou o talão
um belo dia tive de dizer não
mas ainda amo essa humanidade marrom
fiel a eros, baco, marte e mamom

RADICAL LIVRE

morri de vivo
porque menos mal assim

mas antes de tudo
meu estúpido estudo
sobre o valor nutritivo
da raiz do capim
—–

Fonte:
DEMARCHI, Ademir (seleção). Passagens: Antologia de poetas contemporâneos do Paraná. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 2002. (Col. Brasil Diferente)

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Arquivado em Antologia

Silveira Neto (Antologia Poética)

ANTÍFONA

Noite de inverno e o céu ardente de astros,
Com a alma transfigurada na Tortura,
Olhava estrelas, eu, crendo-as, em nastros,
Almas cristalizadas pela Altura.

Frio da noite é o pólo em que o uivo escuto
Do urso branco do Tédio, em brumas densas;
É bar glaciário que nos vem do luto
Da avalanche de todas as descrenças.

A noite é como um coração enfermo;
Rito de almas de maldições cobertas.
Alma que perde a fé muda-se em ermo,
Ermo de tumbas pela vida abertas.

Esse “réquiem” da Cor pelo ar disperso
Como que encerra, num delírio infindo,
Todo o soluço extremo do Universo,
Num concerto de lágrimas subindo.
É cenário do Fim que atroz se eleva
Desde que ao Nada o coração se acoite;
Pois, como o dia cede o espaço à treva,
Fecha-se a Vida nos portais da noite.

Se vem a noite num luar acesa,
Lembra uma cruz coberta de boninas;
A luz da lua é triste, — que a tristeza
É o sagrado perfume das ruínas.

É uma prece o luar, prece perdida
Por noite afora, em lívida cadência,
Como cada sorriso em nossa vida
Planta a cruz da saudade na existência.

Era de estrelas um enorme alvearco
A cúpula celeste escura e goiva;
E a Via-Láctea se estendia em arco,
Branca e rendada como um véu de noiva.

Depois gelada abrira-se, e na extrema
Nevrose eu vi formarem-se, de tantos
Astros, as duas páginas de um poema
Em que eram cor de lágrimas os cantos.

Cantavam as estrelas. Coros almos
O espaço enchiam de um rumor contrito
E histérico, a fundir astros em salmos,
Parecia rezar todo o Infinito.

No êxtase que os páramos outorgam
Aos visionários, eu surpreso via
Que, céus afora, como a voz de um órgão,
A salmodia d’astros prosseguia.

Erma de risos e de majestades.
Porque as estrelas são os magnos portos
Onde ancorou com todas as saudades
A dor de tantos séculos já mortos.

Desde Valmiki e Homero — esses profetas —
As intangíveis amplidões cerúleas
Ouvem, sangrando, a queixa dos Poetas,
Como um cibório de canções e dúlias.

Ermas de tudo que não fosse a mágoa,
As estrelas formavam o Saltério
Num brilho aflito de olhos rasos de água …
E pelo espanto entrei nesse mistério:

Eis que um Visionário do Supremo Ideal,
ansioso de Azul e de infinito,
(Da ânsia de Azul que teve o Anjo Maldito
Após o castigo extremo)

E fatigado do torvo mundo espalto,
Onde a alma se nos vai muito de rastros,
Pôs-se a evocar a Paz Eterna do Alto;
Falou-lhe então a música dos astros:

LITANIAS

O mesmo céu-que nós olhamos, olho:
Mundos gelados de saudade; admire-os
A alma que tenha, abrolho por abrolho,
Toda a loucura e todos os martírios.

Jorro de pranto com que os versos molho,
A Via-Láctea é um desfilar de círios.
Quanta tristeza para os céus desfolho
Na doida orquestração dos meus delírios! …

E vou seguindo a ver, pela amargura,
Que as estrelas são lágrimas da Altura,
Ardendo como os círios dum altar.

Nada mais resta: e a vida, fatigada,
De no meu corpo ser tão desgraçada,
Foge-me toda para o teu olhar.

A LUA NOVA

A Nestor Victor

No silêncio da cor, — treva silente —
Abriu-se a noite mádida e sombria,
Logo que o Sol, rezando: Ave, Maria …
Fechou no Ocaso as portas de oiro ardente.

A terra, a mata, o rio, a penedia.
Tudo se fora pela treva e, rente
Ao céu, ficou a lua nova algente,
Como um sonho esquecido pelo dia.

Ela assim foi: morreu; desde esse instante
Pálido e frio, como a lua nova,
Ficou-me entre as saudades seu semblante.

Mas, ouve: quanto mais doida cresce
A noite que me vem da sua cova, :
Mais branca e inda mais fria ela aparece.

CANÇÃO DAS LARANJEIRAS

Laranjas maduras, seios pendentes
pela ramada, apojados de luz,

Que é das orinhas-nevadas e débeis,
caçoulas de incenso que o aroma produz?

Se elas recendem o ar todo se infla
num esto de gozo, nas frondes do vai,

Como se andasse o Cântico dos cânticos
abrindo-se em beijos no laranjal.

São elas o sonho da árvore em festa
pensando no fruto, que é todo sabor;

Assim a grinalda que enfiaram, das noivas,
é a aurora do dia mais claro do amor.

Infância, candura da estréia longínqua,
luz tênue que flui das auras do céu.

Depois do primeiro amor, o remígio
do sonho mais puro a que a alma ascendeu.

De sonho, bebido em taças que lembram
aquela de lavas, que um dia o vulcão

moldara em Pompéia, num seio de virgem,
talvez em memória de algum coração.

Fonte:
NETO, Silveira. Luar de hinverno e outros poemas (1901), in SIMBOLISMO / seleção e prefácio Lauro Junkes. São Paulo: Global, 2006. (Coleção roteiro da poesia brasileira)

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Pedro Du Bois (Antologia Poética)

TODOS

Senhora de todas as horas,
refrão e canto; silêncio e hora
decorrida; na apresentação
mesquinha se diga revelada.

Em todos os balcões de bares,
senhora, em todos os caixas
de supermercados e nas filas
de ônibus, induza o espírito
ao retorno: como alimentar
corpos naturalmente expostos?

Senhora de todos os gostos, na hora
que é nossa em pertencer ao estado,
observe à sua volta e se revolte.

PODERES

Subverto o poder, condicionado ao mito,
retiro da força o apego ao gênio
literário; esmoreço o começo e me arrojo
ao mundo abaixo das vistas, entrevejo
a glória incensada das orquídeas, símbolos
e dogmas repisados ao orgulho determinado
do poder – agora subvertido – ocultado.

Reafirmo a crença no vazio
da pedra concreta da inação
do tempo: a temporalidade
do minério escavado ao corpo

despreparado, escuto gritos reais
de descobertas: o encoberto jogo
do poder sacralizado ao todo.

MÁCULA

Desprovido de mácula mancho o passo
com sangue: acetinado preço
do inocente declarado; o pecado
urdido em mortes se rebela
contra o antagonismo da verdade;
o sangue jorra minha vida esvaída
ao sentido de me dizer libertado;
maculo histórias em interpretações
despropositadas, reinvento atos
de coragem em paródias
prosódias

sarcasmo
desprovido em mácula.

O sangue cessa o alvor
do corpo despropositado.

FABULAR

No final resta a história mal contada
e a moral recusada:
amadureço as uvas
as colho
e as uso como instrumento
cortante da verdade

(recolho a raposa à cela
irrecuperável da palavra:
a fera cala
e ordena
em silêncio
a continuação
do ato)

avisto formigas carregando folhas
em pedaços. Piso a desnecessidade
do inverno.

DUPLICAR

Na duplicação defino a imagem
reapresentada: o corpo carcaça invólucro
depositado aos pés da terra:
segue na permanência
da lembrança
até que a luz
seja apagada.

Sou jovem
e velho: adulto
e criança: ator
e personagem.

Imagem centuplicada do corpo
na perda da identidade.

DIZER

Se disserem para se diferenciar
ao tocar as flores, recomende
ao aviso,
cautela:

flores se fazem
descompromissadas
e ao toque
despetalam
vidas inacabadas

o talo permanece
com os pés dentro d’água.

CLASSIFICAR

Avento farinhas de mesmos sacos,
desfaço o bolo ainda quente, minhas mãos
crispam a forma na fornalha
da ignorância: não aprendo a lição
da humanidade no esforço de me lançar
ao centro da controvérsia; sou o resumo
do jornal de domingo em cadernos
imensuráveis; talvez me anuncie
em econômicos classificados: terça-feira
estou ofertado ao nada. Compareçam.

PAIXÃO

Apaixonei-me pela luz e a persegui
em beira mares, tive com a areia
atritos indesejáveis: a luz
e os pés molhados; perdi
a batalha, meu refúgio é o escuro
vão da escada, onde guardo
tralhas desconsideradas: rabisco
a poeira com palavras versejadas:
poderia anotar os dias.

FLOR

A flor
colhida
no frescor
da manhã

amanhece
em vaso d’água
afogada
sem razão
e dor

a flor oferecida
fenece
em desencontro.

RESTRIÇÕES

Restrito: peça invadida
em móveis: cadeiras
dispostas
em volta
da mesa
posta: a disposição
da fome, o engulho
da comida requentada
no esbulho; cortinas
encerradas na artificialidade
das luzes decompõem
a imagem; o armário
alto de copos e pratos;

o vidro quebrado no canto
inferior direito: a restrição.

AMOR

Ao amor, como ao pássaro, ao caminhar
junto às águas, ao prender os cabelos
da mulher com gestos de amizade,
cabe sensações de arrebatamento

estar em algum lugar e encontrar
o sentido de estar presente: não a necessidade
que se utiliza de artimanhas
para nos manter vivos, não a lealdade
que nos conduz à unicidade dos caminhos

não a felicidade que é predisposta
ao encurvamento: o arrebatamento
de não haver sentido quando a vida
se resume em estarmos juntos.

Fonte:
Colaboração do Autor

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Antologia Poética de Piracicaba

Ana Marly de Oliveira Jacobino
PARA “BANDEIRA E TODOS OS POETAS”

Que saudades do Brasil.
Lá eu era amigo do poeta.
Lia Andrade, Bandeira, Drummond
No sítio do meu avô Giubbina,
De bermuda, chinela, camiseta,
Caminhava pela grama orvalhada.

Que saudades do Brasil.
Como Lispector fui feliz por lá,
No Brasil tinha grandes aventuras, como,
Coordenar um Sarau Literário repleto
De poemas de quem sabe fazer
Do bom e belo juntando as palavras,
Passar por Passargada e visitar Bandeira.

Conhecerei meninos e meninas brancos, negros, índios…
Vou visitar a casa Encantada de Santos Dumont
Subir os degraus da escada com o pé direito.
Escada, que ele planejou, enquanto fazia o avião.
Ouvirei Vila Lobos, em sua Sinfonia de Brasilidade,
E, no Carnaval de Ouro Preto, descer as ladeiras,
Com as Repúblicas Históricas vestida de colombina.

Que saudade do Brasil.
Lá sou amiga do Bandeira
Sei que seus poemas são belos,
Tem bolsa família para os mais pobres.
E os trens sumiram das estações,
As pistas viraram sambódromos
Os rios, alguns, estão poluídos,
Mas, as pessoas são alegres, assim mesmo.

Quero ir à Sala São Paulo
Cantando o “Trenzinho Caipira”,
E beber uma caipirinha em Piracicaba
Ler as homilias de D. Paulo Evaristo Arns,
Na linda Catedral da Sé.
Vou-me embora para o Brasil!

E , se porventura vier a sentir
Saudade do vento gelado,
De ouvir um Jayhawks, imitar o toque do celular
De ver as árvores sem folhas,
E a grama queimada pela neve tão alva,
Quem sabe volte pra lá.
Talvez! Porque, aqui sou tão feliz.

Que saudade do Brasil. Lá sou amiga do Bandeira
Sei que no Brasil há Antonio, Benedito, João, Pedro.
Terei uma cama de palha de milho,
Cachaça, rapadura, mandioca e um amigo, à quem escrever.
Porque no Brasil, quem é amiga do Bandeira,
É quase, como amigo do Rei.

(Dedico este poema paráfrase ao Poeta rio pedrense “Richard Mathenhauer “)
==================

Elda Nympha Cobra Silveira
O PIANO

Estou ao piano…
Os sons saem lânguidos,
dolentes, às vezes, em forte,
fortíssimo, ou piano…pianíssimo.

Vou dedilhando
com sentimento,
e percebo que a vida
é um orquestrar constante.
Batendo nas teclas,
pretas ou brancas,
de stacatto em stacatto,
vou vibrando sempre.

No correr dos anos,
quando a angústia chega,
vou para um moderato
e sigo em frente,
mais devagar, mais silente…
E noto que, de repente,
a música da vida é mais terna,
mais amena, então,
meu sentimento se aprimora,
e quero tocá-la toda hora,
para ver se chego, sem demora,
ao gran finale esperado,
porque não quero acabar num desengano.
===========================

Ana Lúcia Stipp Paterniani
PAISAGEM

Um lago que fica
Cada vez mais tranquilo
Até virar espelho
E refletir as flores coloridas
Que estão ao seu redor
E o céu azul

Escolho uma flor branca,
Parece um lírio –
– colírio para os olhos –
– bálsamo para as feridas da alma –
Assim pura, suave e
Perfumada
Assim, simples e bela –
– como eu quando consigo
Simplesmente
Ser.
====================

Benedita(Bêne) Giangrossi
CHORO

Lágrimas choradas
Fazendo pular o peito
Tão desalinhado
De Tanto chorar.
Lágrimas escondidas
Só o peito compreendido,
Desalinhando-se
De tanto chorar.
O banheiro único refúgio
Das lágrimas escondidas;
Alinhando o peito
De tanto desabafar.
================

Ivana Maria França de Negri
ASAS DA POESIA

Há um pássaro aprisionado
dentro de mim,
em frêmitos,
que quer voar,
adejar asas,
viajar no azul com o vento.
Quer eclodir seu canto
e espalhar pelo universo
o doce gorjeio
em forma de verso.
E ele se chama Poesia…
===================

Eliane Vidal
ESPERANDO O BEIJA-FLOR

Um bem-te-vi eu vi
no meu quintal
pousou num galho
que pesado balançou

e eu, que plantei
um pé de primavera
esperando pelo beija-flor
me encantei
com o bem-te-vi

na vida também
temos que admitir
pra ser feliz
temos que chacoalhar
a nossa primavera…
quem dera
pudéssemos ser como
o beija-flor

tão leve, tão solto,
tão livre, envolto
num brilho que é
só seu…
quisera fosse igual o meu
=======

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Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores (A Natureza em Versos)


Clique sobre a figura para acessar o índice dos sonetos sobre a natureza, da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores (AVSPE).
—————————-

A poesia é a esperança que arquivamos em nós, para poder recuperar no Homem, o que de mais verdadeiro ele possui: os sentimentos.Mesmo diante deste mundo moderno, em meio a tanta impaciência, que por vezes se apossa de todos, este Evento 1000 Sonetos, surge para mostrar que o ser humano consegue ainda deter-se e refletir, dando sentido ao significado da vida dentro da poesia.

Este poder de transformação, inerente ao dom de criar, conscientiza o Poeta de sua arte maior. Não nego que foram 45 dias de muito trabalho, pois nossa AVSPE é um Site feito artesanalmente, página por página, usando métodos ainda antigos, requerendo muito esforço e concentração. Quem conhece, sabe bem o que estou tentando explicar.

Contudo, reconhecendo a força da palavra poética, coloca-se acima de qualquer valor menor, porque mais que do que ninguém, sente-se a grandiosidade e a importância. A emoção, de poder estar aqui com todos vocês, é o traço essencial e inegável destes Eventos editados, conduzindo o Poeta à percepção do mundo que o cerca.

Um mundo que nada mais é senão a exterioridade, mas que, mesmo à distancia tenta interagir com o seu Eu Poético!Minha gratidão para com todos que de uma forma e outra colaboraram para o sucesso pois unidos somos um exercito!

Minha gratidão a todos pela participação nestes eventos de nossa Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores

Efigênia Coutinho
Presidente Funddora
www.avspe.eti.br/

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Anderson Braga Horta (Antologia Pessoal)

SALMO PARA CÉLIA

Olho-te — lúcida no cristal do dia,
suave entre as sedas da noite.

Olho-te na azáfama quotidiana,
entre os mil afazeres do lar que estruturas.
E tu és o dínamo que move os motores do mundo,
a cornucópia que nem sempre se vê por trás das dádivas.

Olho-te sentada,
imersa no cosmo de tuas costuras.
O que cirzes é mais do que meias,
o que pregas e repregas é mais do que botões,
o que surge pronto ou refeito de tuas mãos mágicas, milagrosas,
é mais do que peças de roupa.
São vidas que saem de tuas mãos
e se libertam
e estão, e estarão sempre presas a ti.

Tantos anos de caminhada solidária!
Tantas cicatrizes! Luminosas cicatrizes
dos frutos gerados de teu amor,
amadurados ao calor do teu seio.

Olho-te sempre.
Os pés às vezes tropeçam,
as mãos às vezes tateiam,
as palavras falham.
Mas o amor a tudo provê
e tudo remedeia,
e assim nada está realmente perdido,
mesmo quando as torres da incompreensão lançam sua sombra no vale.
O dia que nasce de tuas mãos
é suave e acolhedor como a noite.
A noite que escorre de teus dedos
tem mais luzes que o meio-dia.

Vejo-te inclinada
sobre os infinitos mistérios do teu minúsculo reino.
Que não tem termo, afinal, porque bebe-lhe as praias o pélago do espírito.
Os óculos atentos
carregam as insônias fecundas.
No tremor das mãos
vibram os raios generosos das bênçãos.
A cor dos cabelos começa a cansar-se,
mas a alma não esmaece.

Cada ruga cristaliza
mil cuidados de amor, e em cada uma
cintila o amor inteiro, como o sol
que se reparte e não se apouca.

Inclino-me à tua fonte,
à estrela em que te disfarças,
à galáxia em que toda resplandeces.
E beijo com ternura os teus cabelos brancos.
===============================

A TARTARUGA

Eu venho donde vem o infinito da Vida,
do crespo e ardente oceano em toda parte ondeando,
da explosão inefável
do que chamais abismo, e é tudo, e é nada,
no pulso intemporal de quanto existe
e de quanto é oculto.
Vivo porque o Mistério impõe que eu viva,
e na vaga da Vida
—sonho que vou sonhando e que me sonha—
eu beijo a mão do Arcano e o lábio do Sigilo,
e reflito no olhar, como um memento,
o olhar do que é, não sendo.

Os olhos tenho abertos
para a impressão do nimbo e do relâmpago,
da água turva e do ar claro,
do céu-mar que se abre e se desdobra
à avidez do meu nado, de meu nada.
Mas não vêem o tempo além do agora,
o segundo futuro,
próximo como o que se foi há um átimo,
e no entanto remoto
como a encoberta eternidade.

Vi o homem de gatinhas,
na semente animal ainda indiferenciado.
Ouvi seus balbucios.
Fiz minha mão a mão que fez o arado,
que faiscou na pedra um firmamento
fugaz de estrelas árdegas.
Tomei-lhe da mão trêmula
a ensaiar-se divina
no primeiro rabisco
do primeiro alfabeto,
na prisca partitura
da vindoura vertigem
de encontrar-se maior que a imensa origem.

Das figuras rupestres das cavernas
subi ao zigurate dos sumérios.
Cunhei sonhos avoengos nos ladrilhos.
Andei Índias e Chinas
do Oriente e do Ocidente.
Topei do Egito o sacro escaravelho.
De tudo em toda parte uma imagem ficou-me
gravada na retina que não vedes.

Sei do amor e do ódio,
sei do hino e do vômito,
sei da paz e da guerra,
sei do mar e da terra,
sei do céu e do éter,
sei da carne e do espírito.

Muito eu tenho vivido,
tanto amado e sofrido
e pecado e ascendido. Respeitai-me,
se não por vós, grumetes
que o Mar aleita ainda,
pela Vida que em mim se fez tempo e caminha
para fazer-se eternidade.

Que novas cores beberei? Que músicas
fluirão no meu dorso? Que suaves,
que pétreos tatos guardarei no olfato,
no paladar, na pele, na retina?

Eu continuo. Adiante!
Para onde, afinal?
Que universo, que abismo
espera por meus pés na curva do infinito?

Eu vou para onde ireis:
para Além, para o Enigma.
Eu vou para onde vai o infinito da Vida.
========================

SÍSIFO

Rompe a manhã, senil, semeada de escombros.
Perde-se o meio-dia entre nimbos. Escura
pende a tarde, sabendo a cinza e sepultura.
O poeta carrega a noite sobre os ombros.
===============

RIO

Alguma coisa se desata em mim,
de mim, quando, na música, disperso
o pensamento, o acústico universo
me transporta, num périplo sem fim.
De outro modo, tão outro, e entanto afim
deste fluir, um mesmo e tão diverso
banimento do ser move o meu verso,
e me comove, em êxtase malsim.

Um êxtase que aos astros me delata,
se na barca de uns lábios de escarlata,
no ondear de uns seios langues, no alfenim

do longo enleio, embalo-me de sonho.
E quando os olhos nos teus olhos ponho
sinto que um rio se desata em mim.
===================

(A)MAR(O)

Em março o mar soletra
sol e ar e luar.
E o pescador espera,
a cismar,
que das espumargênteas
vagalínguas a ondear
saia a palavra peixe.
E põe-se a piscicar,
de anzol, tarrafa, rede,
arpão, — o mar.
Tempera-se a salina
escuma na carícia
doce do ar.
Chispam gaivotas-hifens
a mergulhar,
relâmpagos de união
entre ar e mar.
E o pescador espera.
O mar tostou-lhe a cara,
pôs-lhe vagas no olhar
e na pele. Sua alma
tem um fundo de sal.
Mas deu-lhe o mar um vago
íntimo marulhar
que em março, abril, desmaios
de amor lhe dá.
E essa amável magia
é que o faz esperar,
de janeiro a dezembro,
no seu destino claro:
amar o mar amaro.
==========================

CIRANDA

A minha Mãe

Perdeu-se um dia uma pena
da asa do tempo sem fim,
veio vogando e, serena,
pousou bem dentro de mim.

Trouxe um vôo perfumado
de amburanas de um jardim
seguramente encantado,
que o encantei dentro de mim.

Caiu no centro de nada
do sem-tempo donde vim
e cantou-me em voz calada
cantigas de então e assim.

Doces violões de brumas,
claros pianos de alfenim.
E à brisa, em coro de plumas,
palavras-vida de mim —

quermesse, roda, cantiga,
bisorro, corgo, capim —
palavras-coisas de antiga
aurora perdida em mim —

moça, romã, romaria,
chilreios de passarim —
palavras-lumes que um dia
luziram manhãs em mim —

sanfonas, neblina, aurora,
galopes de cavalim —
palavras cantando agora
no antigamente de mim.

E eu era um barco e era o brando
mar sem tempo do sem-fim,
era a ciranda girando
desse outro eu que havia em mim.

Mas veio o vento do mundo,
um vento adulto e ruim,
fez um remoinho profundo,
levou-me a pena por fim.

Ai, pena, por que voaste
do meu coração assim
e sem pena me deixaste
perdido num eu sem mim?
=================

ODE À ÁGUA

Quisera ser a Água.
não ter o prejuízo da forma,
pra poder compreender todas as formas.
cor nem cheiro,
para impregnar-me de todas as cores da Terra
e de todos os perfumes das matas e dos campos.

§

A Água fotografa na retina móvel
lava na alma compassiva
as grandezas e misérias da Terra.
A Água quando se turva
é num segredo de útero
para o gesto dos peixes e das algas.
quando se salga
é a grande lágrima do Mundo — o Mar.

§

Sangue nas veias do Planeta,
a Água nos rios flui. Vai sem pergunta,
sem plano e sem mealheiro.
Existe, e é útil: cumpre o seu destino.
Sabe que a espera o Mar.

Também sabemos
que nos espera um Mar.
Mas a Água sabe mais que nós:
o de que esquivamos nosso olhar:
que toda ela é o Mar.
E sobretudo sabe
que há de ir e de voltar
até a consumação dos ciclos.
Nem se lamenta. Sabe,
não há o que lamentar.

§

No Mar!…
Ah música de espumas!
No Mar!…
Ah vinhos de marulhos!
Ah conchas de silêncio!
Ah solidão do todo!
No Mar!…

E o Grande Coração bombeia as águas
para as artérias do ar.

§

A Água quando se eleva
não sabe de orgulho, nem de mesquinha altura.
Sabe a fortuna dos ventos,
a fecundidade das trevas.
E cumpre a Lei. Rosa
de nuvens
dá-se.

§

Água:
Vida que ao Sol nos move
e me comove.
——–

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Projeto Escondidos Sob o Luar: Doações de Livros Infantis

ALB – Academia de Letras do BRasil – co-autoria

Com o sucesso das duas primeiras edições, lançamos a terceira, com o apoio do Presidente Nacional da Academia de Letras do Brasil Dr. Professor e Escritor Mário Carabajal

ANTOLOGIA ESCONDIDOS SOB O LUAR III EDIÇÃO PARTICIPE!

Inscrição – 20/02/2009 a 20/06/2009

Duas Páginas – 6 Livros – R$100,00

Autores Residentes no Brasil Poderão Participar.

Nova Editora

Vamos doar livros para crianças carentes.

Para esta edição o autor deve doar 3 livros para uma Instituição de sua cidade, na semana da criança. Uma foto do autor entregando os livros e o nome da Instituição deverá ser enviado para nós.

O livro será publicado no mês de Agosto e entregue ao autor em Setembro de 2009

Não detemos direitos autorais

6 livros para cada autor

O autor assina apenas um contrato autorizando a publicação dos textos

O contrato é enviado após o recebimento dos textos

O pagamento é realizado no envio do contrato pelos correios

O dinheiro é depositado em conta e o recibo é sua garantia de pagamento

O autor poderá adquirir quantos exemplares desejar a R$15,00 mais correios

ENVIE SEU TEXTO – HISTÓRIA INFANTIL INÉDITA DE AUTORIA PRÓPRIA

Enviar em anexo
Word – Times New Roman 12 pt até 6.500 caracteres com espaço – duas páginas e uma foto de rosto.
Nome completo:
Nome artístico:
CPF:
RG:
Endereço completo com CEP:
Telefone residencial:
Telefone celular:
Estado civil:
Profissão:
enviar texto e documentação para arteslimao@gmail.com

Fonte:
Academia de Letras do Brasil

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Antologia de Microcontos, até 30 de maio.

Até 30/05/2009, estaremos recebendo microcontos para uma antologia a ser lançada em setembro de 2009. Seu título: HISTÓRIAS LILIPUTIANAS.

Microcontos são histórias de sentido completo com, no máximo, 600 caracteres incluindo os espaços, mas não o título. Veja dois exemplos:

PATERNIDADE (Edson Rossatto)
Crescera sem o exemplo de um pai. Repentinamente, aquele que deveria exercer essa função apareceu, reivindicando autoridade. Angústia. Dúvida. Sofrimento. Resolveu, então, devolver tudo que recebera daquele que seria seu genitor: um saquinho de esperma.

COMPROMISSO (Edson Rossatto)

Quadris em vai-e-vem, urros, suor, lençóis amarrotados. Aquela havia sido a melhor transa de ambos. Só não continuaram porque ele precisava rezar a missa das oito.

Qualquer pessoa pode escrever e enviar uma obra com pretensão de publicá-la em nosso livro.

Para participar da comunidade do livro no orkut, clique em http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=81332213

E ainda estamos recebendo obras para as seguintes antologias:

PALAVRAS VELADAS – ANTOLOGIA DE POEMAS SEM TEMÁTICA ESPECÍFICA
MARCAS NA PAREDE – CONTOS SOBRENATURAIS, DE TERROR E DE SUSPENSE
RISOS DE PAPEL – CONTOS E CRÔNICAS DE HUMOR
DIMENSÕES.BR – CONTOS DE LITERATURA FANTÁSTICA NO BRASIL
DIAS CONTADOS – CONTOS SOBRE O FIM DO MUNDO
2054 – CONTOS FUTURISTAS (histórias que se passem no ano de 2054)

Para maiores informações, acesse www.andross.com.br e leia o regulamento de envio de obras.

Fonte:
Edson Rossato. Andross Editora. e-mail.

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Coletânea do 9º Concurso de Literatura de Canoas (RS) 2008

Coletânea do 9º Concurso de Literatura de Canoas (RS) 2008

Esta coletânea contém os trabalhos vencedores do 9º Concurso de Literatura / 2008, nas três categoria: Conto, Crônica e Poesia.

O Concurso de Literatura da FCC, nesta edição, recebeu 918 trabalhos de autores de 20 estados brasileiros e mais 5 países: México, Japão, Itália, Portugal e São Tomé e Príncipe.

O volume possui 120 páginas e as ilustrações da capa e internas são do artista plástico Darcy Morais.

O homenageado nesta edição foi O escritor Cícero Galeno Lopes.

A diagramação e formatação esteve a cargo da empresa TecnoArte e a impressão foi realizada pela Gráfica e Editora Tecnicópias.

DECLARAÇÃO DOS RESULTADOS

A Fundação Cultural de Canoas, através do Presidente de seu Conselho Diretor, divulga os resultados dos trabalhos inscritos no 9° Concurso de Literatura, coordenado por Clara Forell. A Comissão Julgadora foi composta por Antônio Mesquita Galvão, Valéria Brisolara, Luiz Gonzaga Lopes, Carmem Sílvia Machado Galvão e Nestor José Mayer, no gênero Conto; Isabella Vieira de Bem, Zilá Bernd e Luciana Volcato Panzarini Grimm, no gênero Crônica; Odiombar Rodrigues, José Édil de Lima Alves e Loreno Luiz Zambonin, no gênero Poesia.

GÊNERO CONTO

1° Lugar: “Carta encontrada em uma fresta”
Autor: ANÉSIO FERREIRA DOS REIS JÚNIOR (Anésio Júnior) – Embu das Artes/SP

2° Lugar: “O segredo do violinista”
Autora: LÍLIA DE OLIVEIRA ROSA (George Sand Brasil) – Campinas/SP

3° Lugar: “As laranjeiras de Sevilha”
Autora: LIS CLETO CEREJA (Lis) – São Paulo/SP

– Menções Honrosas –

“Rios de prata”
Autor: WILLIAN RABELO (O grande mentecapto) – Goiânia/GO

“Um conto de ônibus”
Autora: SOFIA KELLY GIAMBARBA FURMANSKI (Agnieska) – Velha Velha/ES

“Pequenos detalhes”
Autora: ANA CRISTINA DE S. L. DE MELO (Emma Assis) – Rio de Janeiro/RJ

– Melhor CONTO de autor canoense –

“O entrevero da barata no dia D de um colorado”
Autor: ADILAR SIGNORI ( Gaúcho)

GÊNERO CRÔNICA

1° Lugar: “O Sebo de Alexandria”
Autor: LUCAS JERZY PORTELA (Handel) – Salvador/BA

2° Lugar: “Recado”
Autor: TINÊ SOARES (Cataletra) – Caratinga/MG

3° Lugar: “Filha da Cadeia”
Autor: MARIA INÊS GUARDA TAFARELLO (Sentimento do Mundo) – Jundiaí/SP

– Menções Honrosas –

“Um anjo na internet”
Autor: MARIA ALEXANDRA MILITÃO RODRIGUES (Garça do Lago) – Brasília/DF

“Pés”
Autor: REGINA NADAES MARQUES (Beberibe Torres) – Milano/ITÁLIA

“Gestos Automáticos”
Autor: CORACY TEIXEIRA BESSA (Uiara) – Salvador/BA

– Melhor CRÔNICA de autor canoense –

“O tropeiro de Roca Sales”
Autor: ADILAR SIGNORI (Rocales)

GÊNERO POESIA

1° Lugar: “Os loucos é que vão pro céu”
Autor: RAPHAEL TRINDADE DOS SANTOS (Tamoio Graça) – Rio de Janeiro/RJ

2° Lugar: “Coração”
Autora: MARIANA OHLWEILER (América Vespúcio) – Ivoti/RS

3° Lugar: “A poesia”
Autor: LEONARDO DE LIMA DURVAL (Leo Durval) – Iputinga – Recife/PE

– Menções Honrosas –

“Receita para calar o rugido dos dedos enterrados uns entre os outros”
Autor: WHISNER FRAGA (Sunny Lane) – Ribeirão Preto/SP

“Ode ao ser passageiro”
Autora: KÁTIA CRISTINA MOTA (Kátia Mota) – Cerquilho/SP

“Pagu”
Autora: ANA CAROLINA EIRAS COELHO SOARES (Aurora) – Rio de Janeiro/RJ

– Melhor POESIA de autor canoense –

“Maria e as canoas”
Autor: JOSÉ LUÍS BIULCHI DE SOUZA (José Luiz)

Fonte:
http://www.fundacan.com.br/

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Convite para Participar de Antologia para a XIV Bienal Internacional do Livro 2009

Prezado(a) colega e amigo(a) escritor(a)

Com muita honra fui convidada a organizar/coordenar uma antologia com aproximadamente 64 páginas que será lançada, provavelmente, para o dia das mães. Estou te convidando a integrar este belissimo projeto que, além de ser um maravilhoso presente para o dia das mães, irá coloca-lo no seleto grupo de escritores publicados em parceria comigo e teremos este livro na XIV Bienal Internacional do Livro de 2009, em outras feiras de igual importância literária. E também disponivel para vendas online em sites como Submarino, Saraiva, Americanas.com e outros.

Para que este projeto possa se concretizar, preciso que me envie a resposta com urgência citando sua participação e sua disponibilidade para enviar seu texto o mais rapido possivel, pois haverá uma pré seleção de textos. Não é necessário ser escritor profissional nem é preciso ter publicado nenhum texto para participar deste projeto.

O numero de aprovados será no minimo 15 (quinze) e, no maximo 30 (trinta) escritores e todos terão direito a publicar seu texto aprovado nesta antologia, desde que respeitem os seguintes critérios:

O tema: Dia das mães ou, simplesmente, mãe;

O gênero: Serão aceitos tanto prosa quanto verso (crônica, conto ou poesia), que deverão caber em uma ou três paginas. Além destas, haverá uma pagina de biografia, ou seja, cada participante terá uma pagina de biografia mais uma para poesia ou três para conto/crônica, totalizando duas paginas para poesia ou quatro paginas para conto/crônica. Não serão aceitos textos que fujam deste padrão de paginas;

OBS: Para a publicação, será enviado um modelo de pre formatação, muito facil de manusear e será preciso apenas escrever dentro do espaço estipulado e me enviar o texto para analise.

O prazo: Para participar da pre seleção, deverá enviar seu texto para analise até dia 26/01 (vinte e seis de janeiro de 2009), o prazo para seleção será de 26/01 a 10/02 e os aprovados serão anunciados em listagem a partir do dia 10/02 (dez de fevereiro de 2009), quando ja poderão assinar contratos e reservar sua vaga neste livro.

E ATENÇÃO: Para participar da pre-seleção, não há custos, é inteiramente gratis. Somente os aprovados terão o custo de duas ou quatro paginas de impressão como está especificado a seguir:

Valores: (com direito a 10 exemplares (autores de poesias) ou 20 exemplares (autores de contos/cronicas) incluindo:

Revisão ortográfica via software (Word), produção e impressão do livro em formato 14X21, com capa colorida e com orelhas, diagramação, criação da capa, impressão no sistema digital, acabamento, marcadores de página para divulgação. convites coloridos para o lançamento . Inclui também o ISBN, que é o registro na Biblioteca Nacional, Ficha Catalográfica, que é o registro na Câmara Brasileira do Livro e o Depósito Legal junto à Biblioteca Nacional. Incluindo também espaço cultural para o lançamento e coquetel em São Paulo e Assessoria de imprensa e divulgação em nivel nacional

O valor: Há duas opções de valor:

Duas paginas (para poesia): R$ 160,00 (cento e sessenta reais) Esta modalidade da direito a 10 exemplares para o autor distribuir a quem quiser;
Quatro paginas (para contos/crônicas): R$ 320,00 (trezentos e vinte reais) Esta modalidade da direito a 20 exemplares para o autor distribuir a quem quiser.

A preferência é para pagamento à vista, mas é possivel parcelar em dois cheques, sendo um cheque no ato de aprovação de seu texto e outro pré datado para trinta dias. Os dois cheques deverão ser entregues no ato de assinatura de nossos contratos, em data a definir de comum acordo com todos os participantes.

Gostou da idéia? Participe conosco, Tem algum amigo que gosta de escrever, avise-o. Envie para suas listas e dê uma chance aos novos talentos, entre eles, você!!!

Solicite mais informações respondendo a este e-mail ou enviando mensagem para louevoce@terra.com.br

Lou de Olivier – Psicopedagoga, Psicoterapeuta, Dramaturga, Escritora, Especialista em Medicina Comportamental e Precursora da Multiterapia
http://www.loudeolivier.com.br/ ou http://www.loudeolivier.com/

Fonte:
Douglas Lara.
http://www.sorocaba.com.br/acontece

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