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Hermoclydes S. Franco (Álbum de Recordações – n.2)

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12 de agosto de 2012 · 20:11

Francisco Pessoa (Décima de Dia dos Pais)

Fonte:
O Autor

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Arquivado em Ceará., data comemorativa, décima, Dia dos Pais, Fortaleza

O Pai em Trovas

Como é bom saber que o filho
 vida afora alegre vai,
 dando forma, força e brilho
 aos sonhos do velho pai!
            A.A. de Assis – Maringá/PR

A bênção, queridos pais,
 que às vezes sois mães também.
 Em nome de Deus cuidais
 dos filhos que d’Ele vêm!
            A. A.  de Assis – Maringá/PR

Com amor segue em teus trilhos,
 do bom caminho não sai
 para que, sempre, teus filhos
 possam chamar-te de…Pai!
            Antonio Juraci Siqueira – Belém/PA

Todo pai – parece troça –
 qual jaca é como se fosse:
 se por fora é um “casca grossa”,
 por dentro…como ele é doce!
            Antonio Juraci Siqueira – Belém/PA

É de dor a sensação:
 meu pai… arrastando os passos;
 e eu… puxando pela mão
 quem já me levou nos braços!
            Antonio Carlos Teixeira Pinto – Brasília/DF

É tão bom ser tua filha,
 me espelhar em teu caminho.
 desta vida, és maravilha,
 espalhando teu carinho.
            Carmen Pio – Porto Alegre/RS

Esse mesmo pai que um dia
 Deus me ofertou, ao nascer,
 é o pai que eu escolheria,
 caso pudesse escolher!
            Carolina Ramos – Santos/SP

Dia dos Pais,  eu  desejo
 que seja um dia de brilhos,
 que a brisa leve o meu beijo
 a  cada  pai  e  seus filhos!
            Delcy Canalles – Porto Alegre/RS

12 de agosto,  eu  te  digo:
 -Chega alegre e de mansinho,
 faze do “PAI”,  um  amigo,
 que dá, aos “FILHOS”, carinho”!
            Delcy Canalles – Porto Alegre/RS

No  Dia dos Pais, queria,
 abraçar-te,  meu  irmão,
 e  te  dizer, em  poesia,
 o que vai no  coração!
            Delcy Canalles – Porto Alegre/RS

Que tenhas muita ventura
 no  universo do teu lar,
 que só o amor e a ternura
 possam  contigo,  ficar!
            Delcy Canalles – Porto Alegre/RS

Um homem sem preconceito,
 um sábio diante da vida,
 meu pai legou-me o direito
 de andar de cabeça erguida…
            Élbea Priscila de Souza e Silva – Caçapava/SP

Meu velho pai me dizia
 com profunda lucidez:
 -Nem a mais alta honraria
 vale mais do que a honradez!
            Eliana Dagmar – Amparo/SP

A frase dura que escapa
 da boca de muitos pais
 é tão cruel quanto um tapa
 e, às vezes, machuca mais!
            Gerson César Souza – São Mateus do Sul/PR

Ah… meu pai! Por tua ação
 eu não temia revés:
 – Segurando a tua mão,
 eu tinha o mundo a meus pés!
            João Freire Filho – RJ/RJ
Num retrato amarelado,
a saudade em mim se deu.
Ontem tinha meu pai ao lado
sem ele, hoje, o pai sou eu.
José Feldman – Maringá/PR
Oh, que sentir singular!
 Saudade imensa me dói,
 quando me ponho a lembrar
 do Pai maior que um herói.
            Lairton Trovão de Andrade – Pinhalão/PR

Meu pai foi homem prudente,
 de caráter e lealdade.
 Foi grande exemplo pra gente
 como homem de verdade.
            Lairton Trovão de Andrade – Pinhalão/PR

Uma saudade doída
 me vem assim de repente,
 papai deixou esta vida,
 foi morar longe da gente.
            Lêda Terezinha de Oliveira- Pinhalão/PR

Do céu, meu pai é por mim,
 qual querubim protetor,
 muito sinto que é assim,
 meu pai, um anjo de amor.
            Lêda Terezinha de Oliveira – Pinhalão/PR

O papai mesmo zangado
 tem bondade em seu olhar.
 Mesmo bastante ocupado
 dos filhos vive a zelar
            Lyzete Maria – 1a.colegial – Pinhalão/PR

Meu pai, amigo sincero,
 me dá, de modo conciso,
 não as respostas que eu quero
 mas aquelas que eu preciso.
            Marisol – Teresópolis/RJ

Foi amigo de verdade,
 meu exemplo, meu herói.
 Hoje meu pai é saudade,
 e como a saudade dói!…
            Nádia Huguenin – Nova Friburgo – RJ

Desta vida eu devo o brilho
 por você ter me ensinado.
 Hoje, pai, com o meu filho,
 sou você no meu passado.
            Nei Garcez – Curitiba/PR

No calor do ensinamento
 você sempre esteve certo.
 Hoje, o arrependimento…
 Você não está por perto!
            Nei Garcez – Curitiba/PR

Você sempre foi meu guia
 nos abismos desta vida,
 e eu jamais o percebia,
 ó meu pai… Que linda lida!
            Nei Garcez – Curitiba/PR

Neste mundo, eu vivo aqui,
 é meu pai, meu grande amigo;
 das lições que eu aprendi
 tua imagem vem comigo!
            Nei Garcez – Curitiba/PR

Pai, a saudade me acorda
 e traz, do nosso passado,
 o rancho, o fumo de corda…
 e o teu chapéu amassado!
            Neide Rocha Portugal – Bandeirantes/PR

Se a vida, enche-se de brilho
 no dia a dia de pai,
 é porque a vida do filho
 é a grande graça do PAI!
Nilton Manoel – Ribeirão Preto / SP

Meu pai, exemplo perfeito,
 de luta e vitalidade!
 ao partir, por ser direito,
 deixou sincera saudade.
Nilton Manoel – Ribeirão Preto / SP

É força que vem comigo
 e no tempo não se esvai…
 – Sempre que falo de amigo
 eu me lembro de meu pai!
            Rodolpho Abbud – Nova Friburgo/RJ

Um homem, quando se vai,
 deixa esta imagem no adeus:
 perante Deus… a de um pai:
 perante o filho… a de um deus!
            Sérgio Bernardo – Nova Friburgo/RJ

Longe agora a infância vai…
 E nos caminhos que trilho,
 que triste é dizer “meu pai”,
 sem que respondas “meu filho”!
            Sérgio Bernardo – Nova Friburgo/RJ

Fonte:
http://www.movimentodasartes.com.br/trovador/pop_062/060813a.htm

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Arquivado em data comemorativa, Dia dos Pais, Trovas

Ladyce West (Quem é?)

Quem é
aquele homem alto,
que me abraça forte,
com muito carinho?
Quem vem me acudir
num salto,
que me deseja sorte
e me chama filhinho?

Meu Pai —
é seu nome completo,
Não tem sobrenome,
nem para o carteiro.
Com ele, eu me sinto repleto,
ando bem ereto, cheio de afeto.
Pra mim ele é valioso,
Se dá por inteiro,
este homem discreto.
Amoroso, muito circunspecto,
ele vai à luta,
samurai guerreiro.

Fonte:
À Meia Voz

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Arquivado em data comemorativa, Dia dos Pais, poema., Rio de Janeiro

Nilton Manoel (Meu Pai)

Eu,era bem criança e inda me lembro quando
 adentravas-te ao lar sorrindo comovido,
 e aos beijos ias para a minha mãe contando
 vários fatos de mais esse dia vivido.

E então cada um ia sentar-se pra merenda
 defronte a mesa antiga e de tábuas de pinho,
 posta na sala, em que na casa da fazenda
 a família ceava em fraternal carinho.

E á hora da janta, enquanto a sopa fumegava,
 numa terrina grande e exalando temperos,
 cada um se levantava e  com ardor rezava,

Ante meu pai, que em pé, sempre ao bom Deus louvava,
 com as orações, que, eu em hora de desespero
 repito inda hoje, assim como ele me ensinava.
 
Fonte:
 Publicado no Jornal O Diário – Ribeirão Preto – SP.
 em 14/08/1966

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Arquivado em Dia dos Pais, Estado de São Paulo, Ribeirão Preto, Soneto.

Ialmar Pio Schneider (Soneto a Meu Pai)


(Homenagem Póstuma Ao Meu Pai no Dia dos Pais – 14 de agosto, Henrique Schneider Filho, falecido em 1970)

Descansa aqui o nosso pai da vida

por esta terra onde se sofre tanto.

Não basta sua lembrança ao nosso pranto

que a saudade é perpétua e não se olvida…

Viveu, lutou… foi breve a despedida;

aos pés do Criador caíu, entanto;

morte serena como morre um santo,

após saber da sua missão cumprida.

Mas viverá pra sempre nos seus filhos

e na recordação de sua esposa;

ninguém há de seguir confusos trilhos

por falta dos conselhos que nos deu;

se o corpo permanece nesta lousa,

a alma, com certeza, está no Céu…

Fonte:

Soneto enviado pelo autor

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Arquivado em Dia dos Pais, homenagem, Soneto.

Heloisa Crespo (A Força de um Pai)


Se todo pai percebesse

a força dada por Deus,

perante todos os filhos

‘se acharia’ um deus.

Ele é sempre um grande homem,

líder por natureza,

não precisando de esforço

para mostrar sua grandeza,

não importando o que seja:

velho, alegre, fechado,

austero, novo, feliz,

intransigente ou calado.

Pai tem um quê de fascínio

sobre seu filho bebê,

adolescente ou adulto,

tem magia do poder.

O perdão sempre ele tem

para voltar a reinar,

de qualquer gesto ruim,

basta um sorriso esboçar.

Se todo pai percebesse

a força que ele tem,

ensinaria a seu filho

a arte de viver bem:

mão estendida, amor,

carinho e atenção,

uma palavra amiga

cheia de compreensão,

vendo o olhar do seu filho,

vendo o que ninguém vê,

dando o braço num abraço,

fazendo a dor não doer.

Acorde, enquanto é tempo

no tempo que não se vai.

Descubra o valor que tem

e a grande força de um pai!

Fontes:

CRESPO, Heloísa (organizadora). Corrente Literária Dia dos Pais 2011. Campo dos Goytacazes, RJ: 2011.

Imagem = Alzira Macedo in Percurso de Vida

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Arquivado em Dia dos Pais, homenagem, poema.

Alzira Macedo (Meu Pai)


Hoje é teu dia e em ti pensei.

Ao escrever este poema então recordei.

O quanto te amo pai,

dizer-te isto, sempre sonhei.

O quanto foste, e és importante em minha vida.

É bom relembrar o quanto passamos,

Com tua rudés nos intimidavas

Com teus defeitos e virtudes

lutaste sempre pelos teus ideais

nos ensinaste o respeito e a humildade

Tu trabalhavas, nós brincávamos.

Nem sempre foi fácil te entender,

Nós crianças, tuas mágoas vivia-mos sem perceber.

Hoje…

depois de adulta,

tudo isto com saudade fico a reviver.

Sim querido pai, sei e quero te dizer.

O quanto sofrias, e trabalhavas para melhor vida nos dar.

Só em ver tuas mãos com calos, nos fazias arrepiar.

Foste sempre um homem honesto e Trabalhador

Para que nada nos faltasse, não mostravas tua dor.

Sem mesmo assim o querer,

nos fazias sofrer.

Quando nos deitávamos sem um carinho teu ter.

A vida falou-me e fez-me entender,

Como é maravilhoso pai te dizer.

És o melhor pai, que eu poderia ter.

Fonte:

Imagem e poema = http://alzira-poesia.blogs.sapo.pt/2008/03/

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Arquivado em Dia dos Pais, homenagem, poema.

Adozinda Aguiar (Meu Pai)


Queria ainda uma vez mais mostrar-te

As rosas que nasceram na varanda

Os rouxinóis pousando na sacada

E a canção do Roberto nas paradas.

Queria que ainda visses meus poemas

E me dizer , talvez de qual gostavas

E o cachecol de lã que estou tecendo

Pra me aquecer nas frias madrugadas.

Queria beijar mais uma vez

As fortes mãos com que me abençoavas

E o teu límpido olhar iluminado

Sentir me acompanhar por onde andava.

Chego à casa , abro a porta , tua guitarra

Abandonada no canto do sofá

Tem um triste lamento em cada corda:

…Ele se foi e não vai mas voltar!

Fontes:

Colaboração Carlos Leite Ribeiro. Iara Melo. Recanto da Prosa e do Verso. Ano III – julho de 2010.

Imagem = http://educadorarejane.blogspot.com/2010/07/dia-dos-pais-lembrancas.html

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Arquivado em Dia dos Pais, homenagem, poema.

Livro de Trovas dos Pais (Homenagem ao Dia dos Pais)


Como é bom saber que o filho

vida afora alegre vai,

dando forma, força e brilho

aos sonhos do velho pai!

A.A. DE ASSIS – PR

Os momentos mais tiranos,

a dor que mais me doeu,

foi há cinquenta e dois anos

quando meu Pai faleceu!

ADEMAR MACEDO -RN

“Ninguém nasce, filho ou Pai,

já prontinho e acabado;

dia a dia é que se vai

sendo aos poucos lapidado.

AMILTON MONTEIRO -SP

É de dor a sensação:

meu Pai… arrastando os passos;

e eu… puxando pela mão

quem já me levou nos braços!

ANTÔNIO CARLOS TEIXEIRA -DF

Com amor segue em teus trilhos,

do bom caminho não sai

para que, sempre, teus filhos

possam chamar-te de…Pai!

ANTONIO JURACI SIQUEIRA – PA

Angústia que a um Pai consome

e do olhar lhe rouba o brilho,

é ver a cara de fome.

Na cara do próprio filho!

CAMPOS SALES – SP

É tão bom ser tua filha,

me espelhar em teu caminho.

desta vida, és maravilha,

espalhando teu carinho.

CARMEN PIO – RS

Veio a morte e te levou

deixando um vazio imenso

PAI, o seu nome ficou

em tudo aquilo que penso.

CELIAZUL

Dia dos Pais, eu desejo

que seja um dia de brilhos,

que a brisa leve o meu beijo

a cada pai e seus filhos!

DELCY CANALLES – RS

Filhos, enquanto pequenos;

crescer, demora demais!

nem esperamos – ao menos,

a hora de sermos pais!

DIAMANTINO FERREIRA – RJ

Adotando os bons conselhos

das faculdades morais,

os filhos serão espelhos

da retidão de seus Pais.

DJALMA MOTA – RN

Um homem sem preconceito,

um sábio diante da vida,

meu pai legou-me o direito

de andar de cabeça erguida…

ÉLBEA PRISCILA DE SOUZA E SILVA -SP

Se o teu rosto, Pai, confessa

o cansaço das jornadas,

quanta ternura se expressa

em tuas mãos calejadas!

ELEN DE NOVAIS -RJ

Dosando amor e energia

ele cumpriu seu destino;

Oh meu pai! como eu queria

ser novamente um menino!

ERCY MARIA MARQUES FARIA – SP

Ser pai, é ter na verdade,

um pouco de amo e tutor,

é ter além da hombridade,

ingênuos gestos de amor.

FABIANO WANDERLEY -RN

Nos desacertos da vida,

sempre relembrando vou

a figura enternecida

que meu pai representou.

FRANCISCO BEZERRA -RN

Demonstrando seu amor

com o peito em chamas, ardendo,

o pai sente a mesma dor

ao ver o filho sofrendo.

FRANCISCO JOSÉ PESSOA – CE

Disse Deus à humanidade:

“Crescei e multiplicai” …

É nesta cumplicidade,

que o homem torna-se pai.

FRANCISCO MACEDO -RN

A frase dura que escapa

da boca de muitos pais

é tão cruel quanto um tapa

e, às vezes, machuca mais!

GERSON CÉSAR SOUZA -PR

Acorde, enquanto é tempo

no tempo que não se vai.

Descubra o valor que tem

e a grande força de um pai!

HELOISA CRESPO – RJ

Quando uma lágrima cresce

e cai dos olhos de um pai,

pesa tanto que parece

ser a própria dor que cai!

HÉRON PATRÍCIO -SP

Meu pai nada me falava

quando me via nervoso.

Aprovava ou reprovava

num olhar doce e bondoso.

J.B.XAVIER – SP

Ah… meu pai! Por tua ação

eu não temia revés:

– Segurando a tua mão,

eu tinha o mundo a meus pés!

JOÃO FREIRE FILHO – RJ

Num retrato amarelado,

a saudade em mim se deu.

Ontem tinha o pai ao lado

Sem ele, hoje, o pai sou eu.

JOSÉ FELDMAN – PR

Um homem, quando se vai,

deixa esta imagem no adeus:

perante Deus, a de um Pai,

perante o filho… a de um Deus!

JOSÉ OUVERNEY -SP

Oh, que sentir singular!

Saudade imensa me dói,

quando me ponho a lembrar

do Pai maior que um herói.

LAIRTON TROVÃO DE ANDRADE -PR

Do céu, meu pai é por mim,

qual querubim protetor,

muito sinto que é assim,

meu pai, um anjo de amor.

LÊDA TEREZINHA DE OLIVEIRA -PR

O papai mesmo zangado

tem bondade em seu olhar.

Mesmo bastante ocupado

dos filhos vive a zelar

LYZETE MARIA -PR

Contra este mundo selvagem,

para um filho defender,

um pai descobre a coragem

que nunca soubera ter!

MARINA BRUNA – SP

Meu pai, amigo sincero,

me dá, de modo conciso,

não as respostas que eu quero

mas aquelas que eu preciso.

MARISOL – RJ

Foi amigo de verdade,

meu exemplo, meu herói.

Hoje meu pai é saudade,

e como a saudade dói!…

NÁDIA HUGUENIN – RJ

Pai, a saudade me acorda

e traz, do nosso passado,

o rancho, o fumo de corda…

e o teu chapéu amassado!

NEIDE ROCHA PORTUGAL -PR

Se a vida, enche-se de brilho

no dia a dia de pai,

é porque a vida do filho

é a grande graça do PAI!

NILTON MANOEL – SP

Meu pai, que eu nunca esqueci,

veja em mim a sua glória;

segui seus passos, venci!

É sua a minha vitória.

OLYMPIO COUTINHO – MG

Bateu forte a dor, foi quando

de volta, vi com tristeza,

uma cadeira sobrando

na cabeceira da mesa

PEDRO ORNELLAS -SP

Lembrança que me distrai,

que acaba com meu desgosto,

é ver teu rosto, meu Pai

retratado no meu rosto!

PROF. GARCIA– RN

Ser PAI é querer aos filhos

Mais que a si mesmo e estar

Orgulhoso de seus brilhos

Pronto a lhes abençoar!

RAYMUNDO NONATO DE ARAÚJO

É força que vem comigo

e no tempo não se esvai…

– Sempre que falo de amigo

eu me lembro de meu pai!

RODOLPHO ABBUD – RJ

Um homem, quando se vai,

deixa esta imagem no adeus:

perante Deus… a de um pai:

perante o filho… a de um deus!

SÉRGIO BERNARDO -RJ

Eu venho, desde criança,

seguindo os atos morais

que eu trago, como herança

deixada pelos meus pais.

TARCÍSIO FERNANDES – RN

Eu nunca temo o futuro,

se você pai, me conduz,

ao vasto porto seguro,

com o seu rastro de luz!

VANDA ALVES DA SILVA – PR



Fontes:

CRESPO, Heloísa (organizadora). Corrente Literária Dia dos Pais 2011. Campo dos Goytacazes, RJ: 2011.

MANOEL, Nilton. Portal Movimento das Artes.

MACEDO, Ademar. Seleção de trovas.

Desenho de pai e filha na imagem = http://fiju.blogs.sapo.pt/2006/03/Link

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Arquivado em Dia dos Pais, Trovas

JJ Leandro (O Presente do Pai)



Dia dos pais. Todo pai deseja receber um presente e ser homenageado nesta data. A regra geral funciona assim: a esposa compra o presente e os filhos entregam. Uma rotina cumprida de maneira fria e maquinal por gerações. Dona Matilde tentou inovar, fugir a essa regra para surpreender o maridão Carlos. Pegou o filho Daniel, um menino sapeca de dez anos, e foi ao Shopping. Para agilizar a escolha do filho, deu-lhe três opções: gravata, cinto ou lenço. Não seria nada especial ou caro, apenas uma lembrança cujo carinho do filho na escolha julgava ser o mais importante. E, lógico, emocionaria o marido, pois se o dia era dos pais justo que a decisão da escolha fosse de Daniel, que deixaria isso claro a Carlos.

Mãe e filho andaram muito no Shopping e entraram em várias lojas. Mas nada contentava Daniel. Pararam após muita andança, tomaram sorvete, um intervalo para descanso por exigência da mãe, que quase já se arrependia da inovação pelo demorado esforço sobre os saltos altos e a indefinição do garoto. Mas como Daniel ainda não havia visto nas vitrines de nenhuma loja o que realmente lhe interessava, não se decidia. Já impaciente, a mãe tentou apressar a escolha entrando numa loja de roupas para jovens. Talvez fosse isso. Talvez aí estivesse a solução. Carlos praticava esportes, era sarado como se diz de quem malha muito na academia para manter a forma, e o filho — que se orgulhava do paizão jovem — podia estar a procura de algo que combinasse com essa imagem. Apresentou-lhe calções e tênis modernos, camisas pólos que realçariam os músculos avantajados do marido. Nada! A tudo Daniel balançava negativamente a cabeça.

Não pode ser, esse menino está de gozação, pensou Matilde quase a ponto de perder a paciência. E mais se agastava quando via que nadava contra a maré: a maioria das esposas entrava displicentemente na primeira loja e saía com o presente em uma sacola. Não é possível, o que deseja esse menino? Impacientou-se.

Daniel abriu um sorriso e arrastou-a a uma livraria quando se viu diante de uma delas. A mãe, surpresa, acompanhou-o. De imediato imaginou que tudo aquilo era um engano se não fosse um despropósito. Era no que dava deixar ao arbítrio de uma criança de dez anos a escolha do presente do pai. Carlos podia ser tudo, menos um intelectual. Um livro, seria essa a escolha? Inacreditável! Sorriu. Carlos era um pai atencioso e amoroso, um marido esforçado e apaixonado, um empresário competente, mas andava longe de ser um intelectual. Livros que ele já lera? Bem, dissera-lhe que leu O Pequeno Príncipe na infância, e só! Depois de casado? Ah! Havia lido O Maior Vendedor do Mundo.

Mas não era um livro que Daniel queria para o pai. Depois de várias voltas no interior da livraria parou diante de uma estante com lindas canetas. Apontou para a mais bonita e olhou para a mãe. É essa! disse convicto. Menos mal, pensou a mãe. Ao menos, ao contrário do livro, teria utilidade no escritório.

No domingo, festa em casa. Pai, mãe e filho. Daniel, quando comemoravam a data ao almoço, tirou do bolso a sofisticada caneta num estojo de veludo e deu-a ao pai com um sorriso. Recebeu um abraço efusivo de Carlos e beijos em abundância.

Com olhos marejados, diante da esposa comovida, agradeceu ao filho o presente. Mas quis saber por que uma caneta depois que Matilde relatou a dificuldade da escolha e o fato de o filho ter recusado suas sugestões de gravata, cinto, lenço e até tênis e camisas.

— Por que uma caneta, filho? — disse, abrindo um sorriso com o qual reconhecia a precocidade de Daniel.

O menino também sorriu, olhou para longe como se vislumbrasse o futuro e declarou:

—É que com ela o senhor pode assinar o cheque para o meu presente de aniversário daqui a dez dias, tá lembrado?

Fonte:

http://www.overmundo.com.br/banco/o-presente-do-pai-cronica#-banco-10098

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Arquivado em Conto, Dia dos Pais

Laelson Moreira de Oliveira (Crônica para o Dia dos Pais)



(Parafraseando Rubem Braga)

Meu ideal seria escrever uma crônica que todos os pais pudessem ter acesso, até aqueles que não sabem ler, mas que, ao mandarem alguém soletrar as palavras, pudessem absorvê-las com toda sua ingenuidade e dissessem: “é isso que sou”; porque ali, estaria o retrato do pai que protege e que rir com nossos risos e que chora com nossas lágrimas e que se preocupa com nossas preocupações e que lutam pela nossa sobrevivência e que trabalharam para sermos o que somos.

Meu ideal seria escrever uma crônica que lembrasse de todos os pais; dos que se foram, porque, alguns, partiram sem ao menos terem tempo de se despedirem; dos que estão ausentes, porque precisaram sair para tentar a vida em outro lugar; dos presentes, porque consolam, lamentam, abraçam, reconfortam, aprovam, reprovam… mas ensinam.

Não seria uma crônica triste. Não. Meu ideal seria escrever uma crônica igual àquela em que se retrata o homem; o homem puro, fraterno, sem mágoa, sem manchas, sem sinal de ódio no coração, forte; um homem que mostra o caminho, que reza enquanto não chegamos em casa, que se preocupa por não saber aonde fomos ou estamos, que nos chama a atenção quando dizemos ou fazemos o que não é de direito.

E esse ideal seria a confirmação da nossa idiossincrasia, daquilo que nos foi ensinado, daquilo que representamos.

E esse ideal seria, também, não mais que a inveja boa que temos de querer ter sido ele, nosso pai, que – mesmo que já tenha ido -, não sai, não se apaga da nossa memória.

Meu ideal seria escrever essa crônica, porque sinto vontade de retratar meu pai – e por que não todos os pais? -, em palavras; de desenhar seus traços a nanquim, em formas de letras. Queria, nessa crônica, dizer que a palavra “Pai” representa futuro, que transmite ensinamento, que cheira a saudade, que significa amor. Mas não um amor que mostre, apenas, a cópia fiel do que somos hoje; não, mas um amor que signifique começo, meio e fim: começo de uma vida que o temos como professor; um meio onde o acolhemos como mediador, um mestre, e um fim que acalentamos como certeza de que possuímos um bom e verdadeiro velho pai.

Ah, como queria saber escrever essa crônica! Mas como é difícil! É difícil, porque desenhar em formas de palavras só foi possível no princípio do mundo. E hoje… Ora, hoje se os pais são desenhados em traços desconcertos por mãos de crianças, sabemos que é a pureza de ser representado assim; é, antes de tudo, uma mostra do nosso amor paterno desde o nascimento.

Meu ideal seria escrever essa crônica e, depois que todos os pais a lessem, ela tivesse a magia de aproximá-los mais dos filhos, das esposas, dos amigos, dos irmãos, dos vizinhos, dos genros, das noras, dos netos, dos amigos, dos inimigos… de Deus.

Meu ideal seria apenas querer saber escrever essa crônica.

Fonte:

O Jornal Alagoas

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Arquivado em Dia dos Pais, homenagem, O nosso português de cada dia, Teoria Literária

Leonilda Yvonneti Spina (Teus Passos)


Teus passos pesados ficaram gravados

em nossa memória… Pisaram caminhos,

destruíram espinhos, fizeram uma história!

Com o suor do rosto colheste a vitória!

O amor ao trabalho, a tua luta constante

fizeram de ti nosso exemplo marcante!

O grande respeito que nos incutias

até pelo passo, pausado, imporias!

Já te deitavas, mal a noite surgia.

Ao romper da manhã, disposto acordavas.

Teus passos tão fortes ao longe se ouvia,

quando, no silêncio, a dormir nos deixavas.

Nos livros da vida, meu pai, aprendeste

que só por si mesmo se pode vencer!

A fé e a coragem com as quais conviveste

traçaram, pra sempre, teu modo de ser!

Depois… te cansavas numa caminhada.

Já não tinhas, de outrora, a força dos braços.

Mas, confesso, meu pai, não havia nada

melhor de se ouvir… que o rumor de teus passos!

Fonte:

CRESPO, Heloísa (organizadora). Corrente Literária Dia dos Pais 2011. Campo dos Goytacazes, RJ: 2011.

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Arquivado em Dia dos Pais, homenagem, poema.

Milton Souza (Missão de Pai)


Ser pai é a grande missão

que Deus põe no coração

dos homens que têm valor.

Ser pai é dedicação,

é a total realização

da função de dar amor.

Porém eu fico apreensivo

e vejo, às vezes ao vivo,

minha apreensão confirmada:

em tudo se exige estudo,

mas para ser pai, contudo,

não se exige quase nada.

Para um dentista, doutor,

engenheiro, professor

ou qualquer profissional,

precisam muito estudar,

por muitas provas passar

até o diploma final.

Para pôr filhos no mundo,

que é destes dons mais profundos

que o bom Deus ao homem deu,

casais, que mal se conhecem,

juntam trapos… acontecem…

amanhã o filho nasceu…

E o filho fica rolando,

sem pai nem mãe, naufragando

no mar da vida, aonde vai.

Depois vira um marginal

cuja culpa principal

é nunca ter tido um pai.

Por isto, nesta homenagem,

quero, com força e coragem,

este pedido fazer:

Papais, assumam seus filhos,

eles não são empecilhos,

nunca foi culpa nascer.

A família é como um templo

e o pai tem que ser exemplo

que o filho possa seguir.

Pai também pede desculpa,

maior que um erro é a culpa

de num erro persistir.

Ser pobre não é defeito,

na vida tudo tem jeito,

o importante é ter vontade.

Quem planta amor sem cobrança

faz do filho uma esperança,

sabe ser pai de verdade.

O pai tem sempre um tempinho

para escutar, com carinho,

o que o filho quer contar.

Pai tem que dar segurança

sempre que a luz da esperança

ameaçar se apagar.

Um pai precisa ser tudo,

falar muito… ficar mudo…

brincar ou ser o brinquedo.

Educar dando valor,

mostrando, com muito amor,

o caminho desde cedo.

Parabéns papais queridos,

que seus sonhos e pedidos

possam se realizar.

Quem já for um pai completo

prossiga no rumo reto.

Quem não for… tente mudar.

Porém o mais importante

eu vou dizer neste instante,

para deixar bem gravado :

qualquer pai, durante a vida,

só terá a missão cumprida

se tiver Deus ao seu lado!!!

Fonte:

CRESPO, Heloísa (organizadora). Corrente Literária Dia dos Pais 2011. Campo dos Goytacazes, RJ: 2011.

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Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n. 300) Dia dos Pais


Uma Trova Nacional

Esse mesmo pai que um dia

Deus me ofertou, ao nascer,

é o pai que eu escolheria,

caso pudesse escolher!

–CAROLINA RAMOS/SP–

Uma Trova Potiguar

Meu pai, que nada sabia,

em grau de escolaridade,

me deu mais sabedoria

que a própria universidade.

–JOSÉ LUCAS DE BARROS/RN–

Uma Trova Premiada

1991 – São Paulo/SP

Tema: FORTUNA – M/H

Eu sou rico, disso eu sei,

mas fortuna não me atrai.

Devolvo tudo que herdei…

“Ó Deus… devolve meu pai!”

–ROGÉRIO TAVEIRA RAMOS/SP–

Uma Trova de Ademar

Com minha alma enternecida

confesso com todo ardor:

eu tenho dois dons na vida…

Ser “Pai” e ser “Trovador”!

ADEMAR MACEDO/RN–

…E Suas Trovas Ficaram

Herdei de ti, pai querido,

essa força de condor

que te fez, sendo um vencido,

ter ares de vencedor.

–LILINHA FERNANDES/RJ–

Simplesmente Poesia

Ao Meu Pai

–JOÃO ALFREDO/RN–

Na sala procuro o inexistente

duas cadeiras refletidas mutuamente

ante o brilho de olhares ternos.

Hoje ao fitá-las na solidão dos dias

meus olhos choram envolto no silêncio

só a saudade é que ficou vivendo!

Estrofe do Dia

A missão, por mim cumprida,

dada pelo criador,

deixou-me muito orgulhoso

pois me tornei sabedor

que a tal missão emitida,

mandava eu ser nesta vida

bom Pai e bom Trovador!

–ADEMAR MACEDO/RN–

Soneto do Dia

Meu Pai

–ALVARO TEIXEIRA FILHO/RJ–

Em um canto da sala, a olhar respeitoso,

escutava meu pai descrever, com voz cheia,

os encantos da terra – como era gostoso

o vinho maduro, fabricado na aldeia.

De manhã, bem cedinho, era a sopa de aveia,

o cultivo do solo, do chão generoso,

a conversa, animada, na hora da ceia,

no fumeiro o chouriço a curar… tão cheiroso…

Cerejeiras em flor… parreirais infinitos…

aos domingos a missa onde todos, contritos,

rezavam ao Senhor da Suprema Bondade.

A lareira a arder… noites frias de inverno…

Falava enlevado, seu olhar era terno…

Escutava calado… Ah meu pai! Que saudade!…

Fontes:

Textos enviados pelo Autor

Imagem por Ricardo Veneziani

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