Arquivo da categoria: Entrevistas

António Torrado (A Gota com Sede)

Ilustração: Cristina Malaquias
(Da Seleção de Contos Infantis)
Era uma vez uma gota cheia de sede. Não faz sentido, mas acreditem que assim era.
Esta gota de água queria matar a sede a alguém que tivesse muita sede. Desejo grande, desejo único que a arredondava mais e mais, e a enchia de fé como um coração palpitante. Mas não havia meio. 
Cavalgando uma nuvem, correu o deserto, à cata de um viajante sequioso. Não encontrou nenhum.
Depois, percorreu, por cima dos mares, as ondas revoltas dos oceanos. Talvez um náufrago de boca salgada precisasse dela e da sua ajuda doce. Assim que o visse, ela caía lá do alto e poisava nos lábios do náufrago como uma última bênção. Mas não encontrou nenhum.
Queria ser útil. Não conseguia.
Até que a nuvem em que vinha, de carregada que estava, não podendo mais, se desfez em chuva. Ela precipitou-se para a terra, no meio das outras.
– Vou lavar as pedras da calçada – dizia uma.
– Vou mergulhar até à raiz de uma planta e dar-lhe vida – dizia outra.
– Vou acrescentar água a um rio quase seco. Vou ajudar uma azenha a trabalhar. Vou alimentar uma barragem. Vou empurrar um barco encalhado.
Isto diziam várias gotas, todas generosas, enquanto caíam.
Se cada uma cumpriu ou não o seu destino, não sabemos, porque nesta história só nos ocupamos da gota com sede de matar a sede.
Caiu na copa de uma árvore e foi escorrendo de ramo em ramo, pling, pling, pling, como uma lágrima feliz.
Até que chegou a uma folha, mesmo por cima de um ninho. Caio? Não caio? Deixou-se ficar, a ver no que dava. 
A casca de um ovo estalou e um passarinho rompeu, aflito, lá de dentro, de bico aberto, num grito mudo.
– Caio – decidiu a gota.
Soltou-se da folha para a garganta aberta do passarinho, que a engoliu e, logo em seguida, piou, agradecido.
Foi o passarinho, tempos depois, que me contou esta história.
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António Torrado (A Ferradura)

Ilustração: Cristina Malaquias
(da Seleção de Contos Infantis)
Era uma vez uma velha ferradura.
Um senhor encontrou-a, levantou-a do chão e meteu-a no bolso do sobretudo.
– É para dar sorte – disse o senhor de si para si, muito convencido do que dizia.
Quando chegou a casa e a mulher foi pendurar o sobretudo no cabide é que foram elas.
– Tens o sobretudo tão pesado, homem – intrigou-se ela.
O senhor explicou o porquê:
– É para dar sorte.
– Se dá sorte, não sei – repontou a ela. – O que sei é que o peso da ferradura rompeu o bolso do sobretudo. Tirá-la de dentro do forro vai ser o cabo dos trabalhos.
O senhor, pacientemente, recuperou a ferradura do sobretudo, que foi para coser, e pendurou-a num prego atrás da porta.
– É para dar sorte.
No dia seguinte, ia ele a entrar em casa com a mulher, e a porta não se abriu. Porque seria, porque não seria…
Tiveram de entrar em casa, a muito custo, por uma janela.
A ferradura tinha caído e entalara-se em cunha na porta, impedindo-a de abrir-se.
– Estou a ver que a ferradura só dá trabalhos – comentou a mulher.
O senhor não ligou e foi meter a ferradura numa gaveta:
– É para dar sorte.
Passado tempo, a mulher veio mostrar-lhe umas camisas todas manchadas:
– Puseste a maldita da ferradura na gaveta, encheu-se de ferrugem e deu cabo destas camisas. As melhores que tinhas…
Então o senhor aborreceu-se. Estava desiludido com a ferradura que só o metera em trabalhos.
– Vou desfazer-me do raio da ferradura. Para dar sorte… – e atirou-a pela janela.
Por pouca sorte, a ferradura foi bater no capot de um automóvel que ia a passar. Pior seria se tivesse acertado em alguma cabeça. Mesmo assim amolgou o automóvel. Veio o automobilista pedir explicações:
– Quem é a besta que anda a atirar os sapatos para o meio da rua?
O senhor, que achara a ferradura, teve de pedir muitas desculpas e pagar uma indemnização, para que o caso ficasse por ali. E para que a história acabasse aqui.

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António Torrado (A Menina e o Burro)

Ilustração: Cristina Malaquias

Da Seleção Pavilhão de Contos Infantis

Era uma vez uma menina que conhecia o campo, mas de longe. Vira-o, uma vez, de passagem, da janela de um automóvel. Vira-o, mais vezes, de corrida, nos ecrãs da televisão. E vira-o, outras vezes, disfarçado de paisagem, nas folhas das revistas e nas tampas das caixas de chocolate. Esta menina, afinal, não conhecia o campo a sério.
Por isso, da primeira vez que foi ao campo, da primeira vez que pisou o chão rugoso do campo e respirou o ar vivo do campo e os cheiros todos do campo, a menina ficou, há que confessar, a menina ficou um tanto atordoada. 
Tropeçou numa pedra, comichou-lhe o nariz e picou-se nas urtigas. Mas, apesar destes contratempos, a menina, verdade se diga, não desgostou da experiência.
É que havia muita coisa para ver. Havia folhas que estalavam, quando ela as pisava. Havia carreiros de formigas, flores sem nome, canaviais bulindo, árvores ramalhando e, não muito além do caminho por onde a menina seguia, um burrito de orelhas espantadas. Tinha o pêlo cinzento e não era de peluche.
A menina, que já ouvira histórias de príncipes encantados por fadas más, pensou: “E se é um príncipe transformado em burro?”
Podia ser. Tinha os olhos pestanudos e olhava para a menina cheio de curiosidade.
“Eu dou-lhe um beijinho, desfaz-se o encanto e ele transforma-se em príncipe”, pensou a menina. “Até pode ser que, mais tarde, queira casar-se comigo.”
A menina, que já se via princesa, aproximou-se do burro, para concretizar o que tinha pensado. Mas o burro é que não estava pelos ajustes. Quando viu a menina mais perto, fugiu a galope.
A menina correu atrás dele:
– Não te faço mal. É só um beijinho – prometia ela.
Mas o burro não queria saber. Era um burro novo, sem nenhuma prática social, e aquela criaturinha enervava-o.
Naturalmente, não era um príncipe encantado. Devia ser só um burro.
Também nos parece que sim.

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António Torrado (Os Entusiasmos do Evaristo)

Ilustração: Cristina Malaquias

(Da Seleção de Contos Infantis)
O meu amigo Evaristo é um entusiasta. No outro dia, íamos nós a passar por perto de uma feira dessas de altifalantes, tirinhos e carrosséis de cavalinhos – é mais uma corrida! é mais uma viagem! – quando ele me travou por um braço e perguntou, de olhos a brilhar de entusiasmo:
– Já te contei do meu projecto do carrossel gigante?
Desse não me lembrava. O Evaristo tem sempre tantos projectos no ar…
– Estou na fase dos cálculos e dos desenhos, mas não tarda que passe à prática. Vai ser um carrossel fantástico.
– Imagino – disse-lhe eu, só para dizer qualquer coisa.
– Tu conheces aqueles carrosséis maiores, que dão uma volta em oito? – perguntou-me o Evaristo.
Respondi-lhe que tinha uma ideia. Faz tantos anos que não ando de carrossel…
– Pois o meu carrossel vai ser qualquer do género. Oito vezes oito…
– Sessenta e quatro – respondi-lhe, como se estivesse na escola.
– Mais, muito mais! Oito vezes oito, vezes oito, vezes oito…
– Tantas contas de cabeça não consigo acompanhar – queixei-me eu.
– Quero eu dizer que vai ser um carrossel imenso, coisa nunca vista – disse o Evaristo. – Mas primeiro tenho de comprar um sobretudo.
Um sobretudo? Que relação teria o sobretudo com o carrossel gigante? O meu amigo Evaristo imagina a uma tal velocidade, que me deixa sempre pelo caminho.
– Um sobretudo forrado e um gorro de pele – acrescentou ele. – Para ir ao Pólo Norte. Ou ao Pólo Sul. Tanto faz.
Fiquei abismado. Aquele carrossel estava a dar-lhe a volta à cabeça.
– Percebeste onde quero chegar? Ao eixo da Terra. Fixo o meu carrossel ao eixo da Terra, à roda do qual gira o nosso planeta, e nem preciso de imprimir-lhe velocidade. A Terra roda, o carrossel mantém-se parado, mas esta é que é a parte mais importante da minha invenção: os passageiros do meu carrossel têm a ilusão de que são eles que estão a andar. Percebeste?
Eu estava a perceber. Lindamente.
– É, além do mais, uma ideia muito económica, porque se poupa na electricidade, que faz andar os restantes carrosséis. O meu carrossel, preso ao eixo da Terra, suspenso lá em cima, vê a Terra rodar por baixo. O que é que achas?
Eu achava bem. O projecto tinha lógica. E parecia simples…
– Ponho as pessoas a dar a volta ao mundo de carrossel. Vai ser maravilhoso.
Eu não duvidava. E do que valeria a pena duvidar de uma ideia do Evaristo?
Voltei a encontrá-lo, ontem. Claro que lhe perguntei logo pelo carrossel, se já estava mais avançado o projecto, se já tinha comprado o sobretudo…
– Troquei a ideia do carrossel por outra melhor – disse– -me o Evaristo, muito entusiasmado. – É uma roda gigante.
– Como aquela, com barquinhas penduradas, que há na Feira Popular? – quis eu saber.
– Essa é uma miniatura comparada com a minha roda, que estou a calcular, aqui entre nós… – e o Evaristo puxou– -me pelo braço e falou-me ao ouvido, com ar de história secreta.
Tomei muita atenção ao segredo dele:
– Estou a calcular que consiga tocar a Lua com a minha roda gigante. Estás a ver: embarca-se na Terra e, meia volta depois, está-se na Lua. Sem despesa de foguetões nem nada. Uma limpeza!
Outra ideia feliz. Mas, sem querer parecer desmancha–-prazeres, indaguei:
– E, desta vez, onde colocas tu o eixo da roda? Em que ponto do espaço, que fique a meio caminho entre a Terra e a Lua?
– Falta só resolver esse pormenor, para avançar – tranquilizou-me o Evaristo. – Mas, no resto, acho que já adiantei muito.
E lá seguiu, muito entusiasmado com o seu projecto.

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António Torrado (O Gato e a Raposa)

Ilustração: Cristina Malaquias

(Da Seleção de Contos Infantis)

O gato e a raposa não privavam, em trato de amizade, mas de uma vez que o acaso os juntou deram em considerar que não eram tão desparecidos um com o outro, como se julgavam.
Ambos tinham cauda, embora a da raposa mais felpuda e mais calhada para gola de samarra, o que não era de bom tom lembrar à raposa… Ambos tinham o passo de bailarina em pontas. Ambos tinham olhos de farolim, para descortinar os recantos da noite. Ambos tinham artes de caça e vasto receituário de matreirices. Ambos sabiam, com vaidade, que valiam mais do que pesavam. Ambos tinham aos cães a mesma raiva.
Foi, aliás, a propósito de cães que a raposa e o gato, um dia, em que passeavam a par pelo campo, tiveram a seguinte conversa:
– Se uma matilha de cães nos perseguisse, o que é que tu farias? – perguntou a raposa ao gato.
– Nem me fales nesses monstros, que fico com o pêlo em pé – disse o gato. – Uma matilha? Bastava-me um cão só, para lhe fugir.
– Pois sim, mas como te escapavas? – insistiu a raposa.
– Escapava-me. Fugia. Safava-me. Debandava. Raspava-me. Sumia. Onde houvesse uma árvore para eu trepar era por ela acima que eu desaparecia da vista do cão – explicou o gato, todo arrepiado.
– Vejo que és um pouco simplório e covarde – comentou a raposa. – Pois eu tenho mil manhas e recursos para os afastar de mim. Um catálogo de estratégias, podes crer. A dificuldade está na escolha, quando chega a ocasião. 
Logo por azar, surgiu a ocasião. Dois cães de caça correram sobre o gato e a raposa. Sentindo-os perto, o gato saltou para uma árvore e pôs-se a salvo.
Mas já eles corriam sobre a raposa.
Então o gato viu a raposa, que há pouco se gabava de dispor de tantos e tão variados expedientes contra a fúria dos cães, fugir a bom fugir, como qualquer coelho assustadiço. E, lá mais adiante, ser filada pelo rabo…
Não tardaria muito que enfeitasse uma gola de samarra.
Do seu providencial poleiro, o gato matutava que mais vale saber do que apregoar que se sabe.

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Betha M. Costa (Entrevistada por Selmo Vasconcellos)

Nascida em 26 de dezembro, na cidade Belém no Pará. Filha do médico José Maria de Mendonça com Rdª Yolanda Souza de Mendonça. Batizada Maria Elizabeth Souza de Mendonça, na infância ganhou o apelido de Betha, nome pelo qual se reconhece. Amante das letras escreve desde os 14 anos. Por força do casamento assina documentos oficiais como Maria Elizabeth de Mendonça Costa. Pediatra, mãe de dois rapazes. Adotou o pseudônimo Betha M. Costa e segue escrevendo poemas e prosas como hobby.

SELMO VASCONCELLOS – Quais as suas outras atividades, além de escrever?

Betha M. Costa – Sou médica pediatra. Também mãe, dona de casa, contadora, conselheira sentimental, psicóloga, pedagoga… Enfim: mulher! (risos)

SELMO VASCONCELLOS – Como surgiu seu interesse literário?

Betha M. Costa – A leitura sempre me atraiu. Em criança as fábulas de Esopo, La Fontainne, contos dos irmãos Grimm, Monteiro Lobato, os gibis… Comecei a tomar gosto por escrever, além de ler os romances de José de Alencar, os poemas de Gonçalves Dias e outros autores brasileiros e estrangeiros.

SELMO VASCONCELLOS – Quantos e quais os seus livros publicados dentro e fora do País?

Betha M. Costa – Participo com três textos em prosa da “Antologia Luso-Poemas 2008” (Edium Editores), em Portugal. É uma compilação de diversos textos de vários autores que publicam no site Luso Poemas. Apesar de estimulada por parentes, amigos e ter “paitrocínio” (risos), não tenho nenhum livro solo. Para mim a escrita é hobby e fator de interação com outros escritores amadores em sites e blogues.

SELMO VASCONCELLOS – Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz (es) de produzir poesia?

Betha M. Costa – A poesia está em toda parte. De acordo com o momento e sensibilidade, o cotidiano dá ferramentas para quem gosta das letras fazer um poema ou uma prosa.Sou estudiosa. Preocupo-me em conhecer os estilos literários e de repente nasce um poema, conto, crônica…O que vier a imaginação!

SELMO VASCONCELLOS – Quais os escritores que você admira?

Betha M. Costa – Cecília Meireles, Clarice Lispector, Gonçalves Dias, Fernando Pessoa (Álvaro de Campos), Drumonnd, Fernando Sabino, Ferreira Gullar, Gibran, Hermann Hesse e tantos outros…

SELMO VASCONCELLOS – Qual mensagem de incentivo você daria para os novos poetas?

Betha M. Costa – Que não tenham medo de exporem-se através da palavra. Que procurem ler bastante, ter cuidado com ortografia e gramática, por respeito a si próprios e aos seus leitores.

Agradeço ao amigo Selmo o simpático convite, o estímulo e oportunidade para que eu mostre um pouco de mim e meus textos.

Fonte:
1a. Antologia Poética Momento Lítero-Cultural

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Carmen Cardin (A Escritora em Xeque por Selmo Vasconcellos)

SELMO VASCONCELLOS – Quais as suas outras atividades, além de escrever ?
CARMEN CARDIN – Além de escrever, sou professora e assessora administrativa.

SELMO VASCONCELLOS – Como surgiu seu interesse literário ?

CARMEN CARDIN – Escrevo desde os nove anos de idade. Desde que me entendo por gente, amo poesia! Entretinha-me nas horas vagas, nas tardes ensolaradas, debaixo de uma amendoeira, lendo Fernando Pessoa, Gonçalves Dias, Fagundes Varela e Augusto dos Anjos. Adoçava-me o espírito perceber a beleza incutida na nuvem perfumada dos seus versos. Essa aragem refrescava-me a alma e revigorava-me os sonhos nas tórridas tardes de um subúrbio carioca.

SELMO VASCONCELLOS – Quantos e quais os seus livros publicados ?

CARMEN CARDIN – Em antologias e coletâneas poéticas, além de sites e blogs há diversas publicações ilustrando a poesia de Carmen Cardin, que possui um acervo que ultrapassa os seiscentos poemas. Ultimamente, na XV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro lancei “Atalho Para O Banquete” – Poesia – 80 páginas – Oficina Editores.

SELMO VASCONCELLOS – Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir poesias?
CARMEN CARDIN – A aspiração – diuturna – de sonhar e idealizar, o “ser, enquanto poeta” e o “poeta enquanto ser” são a evocação natural que norteia minha existência. As pessoas costumam dizer que isso ou aquilo são a sua segunda natureza… A Poesia é a minha única natureza, portanto, ela é o meu espírito incorporado em palavras, lampejos efetivamente reais do meu ser! Não há uma necessidade de se escrever: há uma naturalidade. Penso, logo versifico!

SELMO VASCONCELLOS – Quais os escritores que você admira ?

CARMEN CARDIN – Além dos poetas acima citados, nutro profunda e absoluta admiração por Victor Hugo que, na minha opinião, é único. Aprecio, asseveradamente, Sthendall, Flaubert, Baudelaire, Schoppenhauer, Gibran Kalil Gibran, Saramago, Neruda, Borges, Shakespeare, Voltaire, Goethe, García Marques.

SELMO VASCONCELLOS – Qual mensagem de incentivo você daria para os novos poetas ?

CARMEN CARDIN – Ler, acima e antes de tudo, para tentar entender a si mesmo, isso é pontual. Se pretende obter lucros com a literatura, pode esquecer. Deve ser um ideal e não um objetivo comercial. Mas, eu acredito, se você escrever, efetivamente bem, o sucesso será uma consequência natural desse sacerdócio. Ame primeiro, escreva depois.Mas, não desista jamais!

Fonte:
1a. Antologia Poética Momento Lítero Musical

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