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Haruko (Haikais Para Depois das Chuvas)

Haruko é o pseudônimo haicaista de Clevane Pessoa
Do ovo da manhã
rompe a casca a ave amarela
que se chama sol…

Ontem,todas águas
encharcaram terras,ossos,
-pela manhã,o sol…

passarada ao sol
pela estiagem, dançam , cantam
e procuram grãos…

saboreio o sol
desvisto meus agasalhos
luz cobre a alma e a pele…

Fonte:

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Haruko (Haikais de Gatinhos Desiguais)

Foto por José Feldman (no alto: Cookie e Cotton Candy;
no braço esquerdo: Nuhtara Dahab; no centro: Lucky,
Linus e Wichaska. No braço direito: Cherie 


Haruko, pseudônimo de Clevane Pessoa, que significa Primavera

Formas animadas
lutam boxe de carinhos:
pequenos gatinhos…

Bichano pequeno
um móbile de lã-pluma
com garras afiadas …

Pêlos arrepiados
nos arreganha sua boca:
caverna rosada…

Gato aquece sonhos
perto do fogão de lenha
-um verão no inverno…

Gato preto em neve
faz-me salivar lembranças:
ameixa em manjar…


Fonte:
A Autora

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Esquina do Haikai

José Carlos Guitti (SP)

Besouro negro
Esconde-se nas flores
Que estremecem

Cores, odores.
Besouros, borboletas
Enamorados.

Garoa fria.
Cachecol, sobretudo,
Chá de canela.

Amor-perfeito.
Chuva de borboletas
Apaixonadas

Águas de março.
Transborda o açude
O peixe pula.

Pé de amora
Carregado de frutos
E de bem-te-vis.

As açucenas
Descansam suas flores
Na água azul

Folha imóvel
Ao vento de inverno
É um louva-deus.

Seca no sertão
Nenhuma nuvem no céu.
Rês tresmalhada.

Romã aberta
Seus rubis dão inveja.
Ao rei Salomão.
––––––––––––––––––––––––––––––-
Médico natural de Lins (SP), nascido em 17 de outubro de 1940. Formado pela Escola Paulista de Medicina (1968), sendo, desde 1971, professor de pediatria na Universidade Estadual de Londrina (PR). Casado, quatro filhos e três netos. Autor de vários artigos publicados sobre pediatria. Em matéria de ficção, tem apenas um conto, A Ibiraúna, publicado na coletânea alusiva ao 10.º Concurso de Contos Luiz Vilela (2001).

Almir de Carvalho Filho (RJ)

Na tarde de inverno,
Mãezinha borda, em silêncio,
sonhos e carícias.

Chuvisco Outonal.
A menina, na janela,
tem água nos olhos.

À beira da praia
chapeuzinho de cor verde —
uma tartaruga.

Ovelha no aprisco
ao longe, presente um lobo…
– Banquete suspenso.

É tempo de flores.
Um colibri não se cansa
de tantos beijinhos.

A chuva cessou–
gavinhas na terra úmida
debaixo do alpendre.

Guerreiro escondido
no jardim entre as rosas…
– Espinho no dedo.

Cai chuva lá fora.
Cheiro de terra molhada
invadindo a casa.

Cessaram as chuvas —
gavinhas se entrelaçando
debaixo do alpendre

Bailam até o chão,
do quintal aqui de casa,
folhas outonais.
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Natural de Guaratiba, Rio de Janeiro, nascido em 05 SET. 1944. Diplomado em Letras, pela FEUC (RJ), tendo atuado no Magistério durante vinte anos. É o revisor da obra Os Mistérios do Grumari, do renomado historiador e acadêmico Francisco Alves Siqueira. Tem dezenas de trabalhos publicados em antologias, jornais e revistas nacionais e estrangeiras. Membro fundador da Academia Rio de Janeiro de Letras e Artes. Mantém ativo intercâmbio cultural com escritores,inclusive de Portugal, Itália e França. Em 2002, publicou O homem em harmonia com o universo, de poesias.

Alberto Murata (SP)

Salpicam a tela
da minha fase infantil
coloridas pipas.

Crianças invadem
propriedade produtiva.
Plantação de amora.

No meio da mata,
festival de sons metálicos.
Arapongas cantam.

Naquela tapera,
solitária moradora:
uma aranha negra.

Preenchendo o vazio
das tardes intermináveis,
a cigarra canta.

Em meio ao negrume,
subindo pelas paredes
alva flor-da-noite.

Pede ajuda ao vento
pra abanar sua roupa velha
esperto espantalho.

Labareda sobe
e o quentão desce macio.
Sanfona não pára.

Rede à beira-mar.
Embalado pela brisa,
gostosa soneca.

Enfeitando o túmulo,
sob o pé do velho ipê,
pétalas douradas.
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Bacharel em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco. Radialista, jornalista, publicitário (redator de propaganda), cronista e atual coordenador da página Haicai Brasileiro do Jornal Nippo-Brasil. Discípulo do mestre Masuda Goga, é membro atuante do Grêmio Haicai Ipê, tendo trabalhos seus publicados em Natureza, o Berço do Haicai e Lua na Janela.
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Fonte:
http://www.universodohaicai.cjb.net/

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Esquina do Haikai

Osiris Seiler Roriz Sobrinho
Músico, poeta, contista e cronista curitibano.

as sombras compridas
do altivo pinheiral
sob um sol poente

a peonada volta
a velha chaleira chia
a erva na cuia

a peonada apeia
uma chaleira no fogo
água fria no mate

por trás da vidraça
o vai e vem do balanço
a menina olha

café da manhã
fria chuva de inverno
lenha no fogão

vermelho-laranja
como nuvens coloridas
flamboyants em flor

céu todo azul
aragem branda e morna
tarde tropical

duplos arco-íris
num campo de girassóis
quer olhar agora ?

céu anoitecido
eram estrelas cadentes,
ou traços de luz ?

este arco-íris,
quando ainda chovia,
estava dormindo ?
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Sylvio von Söhsten Gama (1923)

Nascido em Maceió (AL), em 25 JUN. 1923. Filho de Arthur Peixoto de Carvalho Gama e Elsa von Söhsten Gama. Casado desde 24 JUN. 1944 com Alba Ramos Costa, que passou a se chamar Alba Costa Gama. Cursos: Escola Militar do Realengo (1943); Escola de Engenharia do Recife (1949). Eleito para a Academia Alagoana de Letras, cadeira 14, em 08 JUN. 2000. Livros publicados: Memória – Vida em história – Histórias da vida. Na Era dos Motorromes. A Fazenda Santa Helena. Eu Acuso. Acontecidos. Crônicas da Vida Militar. Crônicas da Vida Civil. O Bastardo. A Doida. O Revide. O Encontro. A Maquina. Poesias no Espelho. Divagações Poéticas. Poesia Somente. Poesias & Poemas. Poemas Eleitos. Pensamentos Versejados. Conjecturas Versificadas. Mergulhando no Tempo. Miscelânea – Do Hacai à Glosa.

As formigas
Qual seja o caminho!
Labor imposto a terror,
Vazio o ninho.

Longe
Não vejo um alguém.
Vejo a quem não almejo
Aquém do além.

Sabedoria
– Disseram. E era?
Oi! Disseram e inda não foi?
Espera, espera.

Caminhar
Um passo, outro passo!
Indo… Descendo e subindo…
– Demora o abraço.

Saudade
– De alegria? Pouca.
– De pranto carrega um espanto.
– Gostosamente louca.

Tempos
De tudo bem antes!
Do infinito ao finito.
Pequenos… Gigantes…

Flores
Iguais, deslumbrantes.
Quanto ao perfume, no entanto?
Entre si, distantes…

Pescar
Pescar é vitória.
Luta, artimanha, disputa.
Merecendo história.

A sombra
Jamais é perfeita.
Beira apenas ou inteira,
à cama se ajeita.

Fim
Na sala, um velório.
Passado mais que exaltado.
Presente inglório.
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Humberto Del Maestro

Nasceu a 27 de março em vitória (ES), onde cursou seus principais estudos. Poeta, contista, cronista, ensaísta, dedica-se também ao teatro e à crítica literária. Possui 32 livros publicados e vários outros em preparo para lançamento, tanto em prosa quanto em verso. participa de mais de duas dezenas de entidade literárias, é detentor de numerosos prêmios, dentro e fora do país. Mantém coluna semanal no jornal Correio Popular de Cariacica (ES), onde aborda autores e livros. É membro da Academia Espírito-santense de Letras.

Praia solitária —
sobre as ondas e a restinga,
vôos de gaivotas.

Seis horas da tarde.
Entre o calor e a penumbra,
bem-te-vis discutem.

Surpresa no bairro:
um bando de galinholas
cantando na rua.

Mangueira florida
ao brando frio da tarde…
Cachinhos de fada.

Apesar do frio,
as buganvílias da rua
permanecem lindas.

Pingente dourado
no colo azul do infinito —
Estrela cadente.

Festival de vida:
as borboletas se amando
no meio da estrada.

Na praia deserta,
uma canoa em ruínas…
Beijos do luar.

Passa o temporal.
Sobre os lírios da lagoa,
a lua resplende.

Carnaval de rua
dos meus tempos de menino —
saudade nos olhos.
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Paula Cury (1969)

Natural de São Paulo (SP), onde nasceu em 09.03.1969. Funcionária pública do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Trabalhos publicados no tablóide “Café Literário” que circula em São Paulo, Minas Gerais, Portugal e Inglaterra. Faz parte de diversas listas de discussão literária.

Piscam as estrelas
Enquanto dormem os bois
Madrugada fria.

No sertão cai chuva
Sem a semente da vida
Brotam flores secas.

Tão silencioso
Sob a lua esbranquiçada
Mar primaveril

Branca borboleta
Revoando tão baixinho
Sorri margaridas

A flor no chão caída
Cheira como margarida
Perfumando a vida.

Os trilhos do trem
Queimam no sol de abril
Um grilo perdido.

No céu o sol se põe
a lua ilumina o lago
…os sapos coaxam

Semente de trigo
que no solo faz raíz
amadura pão.

Flores no vaso
Toalha branca na mesa
borboletas voam.

Vaga-lumes negros
brincando de pega-pega
iluminam vilas
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Lena Jesus Ponte (1950)

Nasceu em Vitória (ES) em 1950. Reside no Rio de Janeiro (RJ) desde 1951. Professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, já lecionou na rede municipal de ensino e no Colégio Pedro II. Atualmente, dinamiza a Oficina da Palavra Luiz Simões Jesus, com Wanderlino Teixeira Leite Netto. Tem 6 livros publicados (Meu Mundo; Revelação; O Corpo da Poesia; Estações Interiores (haicais); Na Trança do Tempo(haicais); e Paçoca: a Foca Que Sonhava em Ser Poeta (infantil), em parceria com o escritor Wanderlino Teixeira Leite Netto).Tem poemas, crônicas e artigos publicados em jornais, revistas, antologias e sites.

O Tempo cochila
em tardes quentes de sol
no banco da praça.

Verão. Praia cheia.
O mar acolhe as sereias
em seus braços verdes.

Inverno. Nas ruas
só fica brincando a chuva:
menina molhada.

De braços abertos
feito uma deusa indiana
a araucária reina.

Pousa a cor na flor.
Um leve ruflar de azul.
Estremecem pétalas.

Sol e girassol.
Contemplação a distância.
Diálogo mudo.

Vem, vai, volta o vento,
excita, arrepia a várzea
e foge fugaz.

Trêmula a paisagem.
As folhas sem agasalhos
tiritam de frio.

Bambuzais ao vento.
A Natureza plagia
telas japonesas.

Arde a caatinga.
Na paisagem desolada
um ninho vazio
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Nelson Capucho (Hai-Kais)

Baile funk no jardim
Rosa e Margarida armam barraco:
ciúmes do beija-flor.
(para Márcio Américo)

Olhando a terra do avião:
imensa colcha de retalhos.
Sementes ainda dormem.
(para Jotabê Medeiros)

Noite de neblina.
Soprando leve a seda
pelas ruas de Londrina.
(para Ademir Assunção)

Estrada vermelha.
Em alta voz repete as seis virtudes:
maritacas zombam no bambuzal.
(para Karen Debértolis)

Salto do Apucaraninha.
Água branca lembra anáguas:
qual noiva será minha?
(para Douglas Diegues)

Misteriosa natureza.
Deus mulher, masculina deusa:
yin e yang tecendo belezas.
(para Célia Musilli)

Sol e chuva,
perfume de terra úmida.
Nativos dizem: casamento de viúva.
(para Marcos Losnak)

Brilha no céu
novelo de lã: cadê obachan?
Escondida atrás do flamboyant.
(para Rodrigo Garcia Lopes)

Cidade submersa.
Modernos edifícios no lago refletidos:
impressionismo concreto.
(para Augusto Silva)

Leitora insone.
Letra caminha no campo branco:
Ah, uma formiguinha!
(para Christine Vianna)

Aragem de outono.
Folhas em sépia voam no quintal:
velhas fotos de verão.
(para Neuza Pinheiro)

Manhãzinha em Assai.
Idosos ocupam bancos da praça:
borboletas vêm ler jornal.
(para Maurício Arruda Mendonça)

Nhambuxitã
tristonho canta no bambuzal:
nem cogita a manhã azul.
(para Madan)

Saquê no inverno:
adeus pássaro da melancolia.
Estômago furioso.
(para Mário Bortolotto)

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A. A. de Assis (Triversos travessos)

01
Ah, havia o espaço
e no espaço havia ação.
Apertem os cintos.

02
Passa a teoria
por debaixo do arco-íris.
Vira poesia.

03
Saudade por quê?
Pra voltar a ser criança,
basta um bilboquê.

04
Andorinha sobe,
andorinha sobe e desce,
faz um “s” e some.

05
Dizem que a cigarra
nada faz senão cantar.
Ah, é indispensável.

06
Pergunte às crianças
se há vida onde ninguém brinca.
– Polegar pra baixo.

07
Da folha de amora
para o lencinho da amada.
Mágico tear.

08
Estrela cadente.
Vaga-lumes se alvoroçam
cobiçando a vaga.

09
Na prova de salto
quem tem chance de medalha?
– A de salto alto.

10
Na mesa grandona
vinho, massa e cantoria.
Almoço na Nona.

11
Segura, peão…
Segura, que a vida é dura
e mais duro o chão.

12
Se borda é prendada,
bem mais ainda se pinta.
E se pinta e borda?

13
Sagüi faz xixi
na mudinha de embaúba.
Tudo bem: aduba.

14
Casal de velhinhos
na janela olhando a Lua.
Tão longe a de mel…

15
A uva e a codorna.
Da uva se tira o vinho,
da codorna ovinho.

16
Balas e gorjeios.
O canarinho nem tchum
para os tiroteios.

17
Quem foi que afinal
tantas matas derrubou?
Ah, o pica-pau.

18
E agora, vovô?
– Agora, nas mãos dos netos,
sou que nem ioiô.

19
Assanhadas rosas.
Disputam a preferência
de um raio de sol.

20
No lombo do boi
faz-lhe um cafuné o anu.
E ele gosta: muuu…

21
Ursinha moderna.
Toda noite, após a lida,
na internet hiberna.

22
Menina no zôo
faz bilu-bilu na onça.
Isaías, onze.

23
Que delícia de cantigas
na vozinha das vozinhas.
Seresta na praça.

24
Xexéu na gaiola
para o peixinho no aquário:
– Como vai, colega?

25
No meio do pasto
um ponto de exclamação.
Último coqueiro.

26
Tarzã do terreiro
solta o seu grito de guerra:
Cucurucucu…

27
Ante o Pão-de-Açúcar,
dá as costas a Lua ao mar.
A lei do mais doce.

28
Abelha se aninha
no colo do girassol.
Vai ter mel quentinho.

29
Alô… é da Lua?…
Manda uma cheia, com flores,
para a minha amada.

30
Relampeja e… troomm…
– Afia a enxada, compadre,
que vem chuva boa!

31
Florzinha silvestre
no jardim do shopping-center.
Êxodo rural.

32
No topo do poste
a mansão do joão-de-barro.
Tá podendo o cara.

33
Do asfalto se avista
ao longe um carro de boi.
Cheinho de histórias.

34
Serás a sereia
que na lua cheia cantas?
Serei-a, serei-a.

35
Pálidas pernocas
na areia pegando cor.
Ou pescando amor?

36
Mosca na parede.
Avisem à lagartixa
que o jantar chegou.

37
Ao luar, no Éden,
primeiro jantar a dois.
Que deu no que deu.

38
Menino de sete
versus menino de oitenta.
Jogo de botão.

39
Diz o sapo à sapa:
– Coá-coaxá… coará-coaxá…
E ela a ele: – Topo.

40
Um pulo, medalha.
Milhões de cabeças boas
tão longe das loas.

41
Trenzinho da serra.
Pa… Pa-ra-ná… Pa-ra-ná….
pra Paranaguá.

42
Piupiu canta à porta
da gaiola da piupia.
Se arrepia a bela.

43
Crocante e cheiroso,
com garapa, na feirinha.
Pastel de saudade.

44
Na fila de idosos,
troca-troca de sintomas.
Quem não tem inventa.

45
Flagra na cozinha.
Um par de abelhas aos beijos
sobre o meu pudim.

46
Manhêêê – diz o piá –,
trouxe uma flor pra você.
Troco por um beijo.

47
Galinha caipira
desposa um pavão real.
Continho de fada.

48
Veja a parasita:
parece gente que a gente
acha até bonita…

49
É a cegonha, bem…
Tá caçando uma barriga
pra ninhar neném…

50
Tudo bem, poeta.
Minha terra tem Palmeiras,
mas sou são-paulino.

51
“Por que não te calas?”,
diz a arara ao papagaio.
– Se calo, me peias.

52
Na agüinha da bica
molha o bico o tico-tico.
Depois bica a tica.

53
Céu de “brigadeiro”.
– Aniversário de quem?,
me pergunta o neto.

54
Zunzunzum… zunzum…
É um pernilongo brincando
de fórmula um.

55
Futebol é assim:
só se ganha uma partida
na base do chute.

56
Balança o palanque.
O peso na consciência
do nobre orador.

57
Xô daqui, Seu Grilo.
Pega a tua cantoria,
pousa noutra cuca.

58
Banho de butique.
Mariposa bem-cuidada
vira borboleta.

59
Dó-ré-mi-fá-sol,
dó-ré-mi-fá-sol-lá-si.
Sabiá-laranjeira.

60
Bons tempos aqueles
da escola risonha e franca.
A bênção, fessora!

Fontes:
E-mail enviado pelo autor

Fotomontagem: José Feldman

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O paranaense A. A. de Assis gravado em Monumento

Haicai eternizado em monumento
Colaboração de José Marins

Para a inauguração do Parque do Japão, na cidade de Maringá (PR), foi solicitado ao poeta e haicaísta Antonio Augusto Assis (conhecido por a.a.de assis) um haicai, que foi gravado numa placa de metal fixada no monumento-marco daquele espaço cultural. No dia 22 de junho, Sua Alteza Imperial do Japão, o príncipe herdeiro Naruhito, realizou a inauguração como parte das comemorações do Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil, descerrando a placa em sua homenagem. A respeito de ter seu haicai eternizado em placa, declarou Assis a José Marins: “Honra e glória para este pobre poetinha da roça…”

As flores da festa.
Cerejeiras centenárias
Em chão tropical.
(a.a.de assis)

Fonte:
http://www.kakinet.com/

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