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Marina Bruna (1935 – 2013)

A Trova vem sofrendo uma sucessão de perdas em sua legião. Mal ainda estamos nos recuperando da morte de Rodolpho Abbud e Izo Goldman, uma nova surpresa, o falecimento de Marina Bruna,ontem, em São Paulo.
Mas, como todos que se foram, ela foi uma batalhadora pela nossa “Rosa”, e que neste momento de tristeza vertamos lágrimas, e que cada lágrima que vir a encharcar a terra seja uma trova de nossa irmã que partiu.
Façamos com que suas trovas sejam raios de luz, como os raios do sol que caem sobre a terra todas as manhãs. E que estes raios aqueçam sempre nossas almas, nossos corações.
Marina! Seja Luz!
(José Feldman)
==============
Download do e-book com biografia e trovas de Marina Bruna podem ser encontradas em:
http://issuu.com/wichaska/docs/tributo_a_marina_bruna
(Abaixo do livreto clique sobre Share, surgirão várias opções. Clique sobre download).
O livreto está em PDF e possui cerca de 7 megabytes.

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Rodolpho Abbud (1926 – 2013)

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Marciano Lopes e Silva (1965 – 2013)

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19 de outubro de 2013 · 15:52

Trovas (Dia do Professor)

A. A. DE ASSIS
Maringá/PR


Professor, amigo e mestre,
quanta luz você irradia,
desde a escolinha campestre
à mais douta academia!
======================

ALBA HELENA CORRÊA
Niterói/RJ


Honra e glória ao professor
com seu trabalho fecundo,
é, da pátria, o construtor,
em qualquer nação do mundo!
=====================

ALBERTINA MOREIRA PEDRO
Rio de Janeiro/RJ


Professor, tu és a tocha
que tira da escuridão
a mente que desabrocha
à procura da instrução!
===================

ALDA CORRÊA MENDES MOREIRA

Niterói/RJ

Agora que envelhecemos,
percebemos a jazida:
cada mestre que tivemos
pelos caminhos da vida!

Na agenda da minha vida
o nome Mestre é sagrado;
eu sempre lhe dou guarida,
pois o quero respeitado.

Professor, tua riqueza
não são as aulas que dás
mas é a tua nobreza
quando conosco tu estás.
======================

ALFREDO DE CASTRO
Pouso Alegre/MG

Por seu labor missionário,
Deus concedeu um troféu
ao professor do primário:
entrada livre no céu!
=========================

ALOÍSIO BEZERRA
Fortaleza/CE


Deus, que me fez trovador,
aos meus ais nunca foi mudo:
fez-me, também, professor.
Que sorte! Deus me deu tudo!

Se as ofensas tu perdoas,
se rejeitas as vaidades,
se ao mundo o bem apregoas,
és professor das verdades!
==========================

CÉLIA G. SANTANA
Sete Lagoas/MG


Professor é simplesmente
a mão amiga estendida
de gente ensinando a gente
a ser mais gente na vida!
======================

CIDINHA FRIGERI
Maringá/PR


A professora, oferenda,
por deuses santificada,
professor, guarda-a na tenda
para não ser imolada.
==========================

DARLY BARROS
São Paulo/SP


Foi meu guia e conselheiro,
e hoje eu venho agradecer
àquele mestre – o primeiro -,
que, um dia, ensinou-me a ler…
======================

DJALDA WINTER SANTOS
Rio de Janeiro/RJ


É mister que uma nação
fundamente a sociedade,
dando ao povo… educação
e ao professor… dignidade!
======================

DULCÍDIO DE BARROS MOREIRA SOBRINHO
Juiz de Fora/MG


Repartindo o amor profundo
na missão de tantos brilhos,
ser professora no mundo
é ser mãe de muitos filhos.
==========================

EDMAR JAPIASSÚ MAIA
Rio de Janeiro/RJ


Professor, pelo profundo
amor que o saber enverga,
abriste os olhos do mundo,
e, enfim, o mundo te enxerga!

Ser professor compreende
ser exemplo ao aprendiz,
que educação não se aprende
apenas com quadro e giz…
====================

ELIANA RUIZ JIMENEZ
Balneário Camboriú/SC


Todos têm um professor
na memória bem guardado,
que ensinava com amor,
mesmo mal remunerado.
================

ERNESTO TAVARES DE SOUZA
Pindamonhangaba/SP

Professor, eu te bendigo
por tanta benfeitoria;
és a semente de trigo
do pão da sabedoria.

Quando o povo, com certeza,
do saber perde a noção,
professor é vela acesa
nas trevas da escuridão!
==========================

FERNANDO LOPES DE ALMEIDA
Belo Horizonte/MG


A vela queima e ilumina
em holocausto de amor;
tal como faz quem ensina,
desperta botões de flor.
=====================

GIOVANELLI 
Nova Friburgo/RJ


Dedicação, é uma crença
que, regida com amor,
é o que faz a diferença
em todo bom professor…
======================

GLÓRIA TABET MARSON
São José dos Campos/SP


Quando há talento divino,
compromisso e bem querer,
o professor faz do ensino
a razão do seu viver!
=====================

JOÃO PAULO OUVERNEY
Pindamonhangaba/SP


Muitas palavras busquei
que rimassem com “amor”,
e a mais bonita que achei
foi uma só… “Professor”!

Professores são abelhas
distribuindo, em seu afã,
os polens que são centelhas
das flores de um amanhã!
==============

MARIA MADALENA FERREIRA
Magé/RJ


Levada pela saudade,
volto à infância e, com amor,
lembro os gestos de bondade
do meu velho professor!
===================

NEI GARCEZ
Curitiba/PR


Todo dia é da criança,
e também do professor:
ela aprende com confiança,
e ele ensina com amor.
=====================

OLIVALDO JUNIOR
Moji-Guaçu/SP


Professor das criancinhas,
professor dos “cavalões”,
ambos viram “figurinhas”
num “albinho” de ilusões.

Um menino, desde cedo,
“teve peito” de ensinar,
sem jamais ter tido medo
da missão de lecionar.
======================

PAULO DE TARSO
Fortaleza/CE


Professor, o grande mestre
Desse nosso conhecer
Pro praciano ou campestre
Ele transmite saber!
==========================
RELVA DO EGIPTO REZENDE SILVEIRA
Belo Horizonte/MG


Luzeiro da humanidade,
o professor, em missão,
é pilar da sociedade,
promovendo a educação.

Professor em sua trilha,
iluminando outro ser,
cultiva o dom da partilha
na partilha do saber.
===============

ROSA SILVA
Portugal


Professor nos dá ensino
e nos tira da cegueira,
começa de pequenino
pra servir a vida inteira.
==============================

SANTOS TEODÓSIO
Brumadinho/SC


De imensurável valor
por seu trabalho fecundo,
o incansável professor
eleva o nível do mundo.
==================

SELMA PATTI SPINELLI
São Paulo/SP


A Professora parece
um lavrador a colher
ouro puro em sua messe
no garimpo do Saber!
=========================

SIMÃO ELANE MARQUES RANGEL
Rio de Janeiro/RJ


Professor, por vocação,
tem prazer em ensinar;
repete sempre a lição,
não se cansa de explicar.
========================

SÔNIA DITZEL MARTELO
Ponta Grossa/PR


Põe na voz o coração
e saúde o Professor
que cumpre sua missão
com carinho e muito amor !…
==========================
TARCÍSIO FERNANDES
Brasília/DF


Dentre as muitas profissões,
eu destaco o PROFESSOR
que fez, com suas lições,
alguém ser, hoje, um doutor.
===========================

THEREZINHA ZANONI FERREIRA
Rio de Janeiro/RJ


Dando apoio e segurança…
Apontando os erros meus…
Aos meus olhos de criança,
professor, eras um Deus!
====================

WAGNER MARQUES LOPES
Pedro Leopoldo/MG


Ao levar o barco à frente,
embora o peso do remo,
o educador paciente
recebe o laurel supremo.

Fontes:
http://falandodetrova.com.br/XVencontropetropolis
http://poesiaemtrovas.blogspot.com.br/p/tema-deus-trovas-liricas-ou-filosoficas.html
E-mails recebidos de trovadores

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Oldney Lopes (Homenagem ao Professor)

Se os livros alimentam o saber
O mestre proporciona-lhes sabor
Se são enigmas a resolver
O educador é o codificador.

Que seria do livro e do leitor
Sem orientador a despertar
Ideias e sentidos, corpo e cor,
Na relevante ação de mediar?

Se há na escola uma qualquer contenda
O docente é o reconciliador
Se há conflito que obstrua a senda
O mestre mostra-se apaziguador.

Que seria de uma escola sem docentes?
Salas vazias e paredes nuas
Prédio deserto, árido e silente
Portal do nada, a esmaecer nas ruas.

É que a jornada, sem apoio e guia
É trilha escura, sem norte e sem destino,
Pois falta o rumo da sabedoria,
Facho de luz, clarão para o ensino.

Sendo os alunos pássaros que tentam
Os seus primeiros voos do saber
É pelas mãos dos mestres que alimentam
A fome insaciável de aprender.

Se, entretanto, as agruras são gaiolas
Que encarceram o aluno em estupor,
A porta que liberta é a escola
E a chave que a destranca é o professor!

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Jussára C Godinho (Homenagem aos Professores)

Educador por opção, por vocação
És  mola propulsora da descoberta do saber
Deixa em cada um pedacinhos do coração
Divide todos os dias grande parte do teu ser

Aprender e ensinar
Ensinar e aprender…
Mestre!
Ensina e aprende a amar
Aprende e ensina a viver
Descortina sombras
Ilumina mentes
Descobre caminhos
Mostra horizontes

Emociona e se emociona
Ajuda a crescer
Sofre, ri, lamenta, se alegra
Mas sempre se entrega
Ao prazer e a dor de ensinar
De aprender, de viver, de Amar!

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Lilian (Ser Professor)

É despertar a magia do saber
é abrir caminhos de esperança
desvendar o mistério do cálculo
da fala e da escrita.
É criar o real desejo de ser.

É promover o saber universal
especializar políticos,
médicos, cientistas,
técnicos, administradores, artistas…
É participar profundamente do crescimento social…

É trabalhar em grande mutirão
lançando as primeiras bases
que transformarão ideias em projetos
executados em terra firme ou em imensidão.

É não se dar conta da amplitude
de um trabalho que é missão
mover o mundo através
do operário ou presidente
que um dia passou por sua mão.

Feliz Dia do Professor!

Fonte:
http://www.lilianpoesias.net/dia_do_professor.htm

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Autor Desconhecido (Dia do Professor)

Não sei o que combina mais contigo,
Uma poesia, um livro, uma pintura,
Sinceramente fico pensando
No que deve dar alegria
A alguém que é objeto da alegria de tantos.

Na verdade, o professor de verdade,
É aquele que prefere dividir o que possui,
Do que ter somente para si.

O verdadeiro mestre, sente-se feliz
Quando percebe que o caminho que
Ele abriu tem sido trilhado por muitos.

O mestre tem a sua realização no aprendizado
Do pupilo, da passagem da experiência.
É por isso que meras palavras
Não podem recompensar
A alguém que optou por esta carreira
Que muitas vezes é dolorosa e cheia de espinhos.

Chamo-te somente mestre, abnegado coração
Que se sensibiliza com os olhos sedentos
Por uma vida menos escura, mas cheia de luz.
E essa luz, está em suas mãos,
Em seu coração, em seu olhar.

Que bom que existe um dia
Reservado só para você!
Obrigado por sua obstinação incontida,
Pois graças a ela, você nunca desiste.

Você é muito importante,
Espero que você seja sempre assim.

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Ringo Star (Professor, amigo e educador)

Ringo é de Agua Nova/RN

Você é de toda a nação
Sabedoria e essência,
Você tem sido amigo
E uma grande excelência,
Parabenizo você,
“O símbolo da inteligência”.

O valor que a escola tem,
É graças a sua bravura
Você! Amigo tem demonstrado
Sabedoria e ternura,
Por isso você é um exemplo
De educação e cultura.

O professor não é visto
Nos rádios, nem na tv,
Mas devemos a ele,
Herança de receber,
Com amor e esperança,
A maior de todas as heranças
Que nos leva a crescer.

Sim! é a inteligência
Que ele tem nos dedicado,
Desde os primeiros passos
Que o mundo foi civilizado
E passou a ser escola,
E um eterno aprendizado.

Você sempre será para todos,
A maior satisfação,
Sempre contribuindo,
Para crescer a educação,
Trazendo nova Ciência
Mostrando Experiência,
E conquistando a nação.

“Este 15 de outubro,
Será com muita alegria
De realizar um sonho,
E buscar no dia-a-dia
Ser um grande professor,
E demonstrar meu valor,
Graças a sabedoria.

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Clevane Pessoa de Araújo Lopes (Passagem)

A Gonçalves Dias

Poeta -saudoso, agônico, voltas à terra natal
Frágil, trêmulo, febricitante,
Mas com relembranças fortes
A plenificar-te a alma de energia
Embora estejam enfraquecidas as esperanças…
Queres chegar a São Luiz do Maranhão,
Chegar e andar pelas ruas estreitas,
Pelas calçadas de pedras,
Da ilha de praias singulares
Cujo areal extenso
É lambido pelo mar cor de rio,
Cuja extensão vai dar nas terras de Portugal…
Queres rever pessoas, ouvir os sons
Dos sinos das igrejas, da siringe dos sabiás festivos
Que não esqueceste em teu exílio.
A mulher amada acode-te em teu delírio,
a rememória faz-se musa e te inspira versos
que não mais escreverás…
Um piedoso anjo de cristal,que parece orvalho,
Cheirando a rosas e à maresia,
Faz com que olvides as razões de teu martírio
Pela separação cruel e indevida
Da mulher amada…
Que culpa tens por teu sangue a correr nas veias
Brasileiras, é mestiço,a gerar tantos preconceito .

Súbito, a vida se esvai, a breve vida

As águas em movimento, frias ao teu corpo ardente
Sereias de prata conduzem-te ao Absoluto,
O desconhecido –assustador, por ignoto,
Até que se chegue aos portais dessa outra dimensão.
Teu anjo Estelas, que tantas vezes desceu à Terra
para consolar-te e enxugar-te as lágrimas,
ampara-te, e tomando-te pela mão,
leva-te ao gênese de tua essência,,
pelo túnel pleno de magnífica luminescência…
As asas angelicais, energia em movimento,
Criam mil arco-íris deslumbrantes, o que te encanta na passagem…

Percebes que enfim, estás livre
De qualquer sofrimento e provação
Não tens cor-de pele que te torne um rechaçado,
Carne alguma, cuja carnação de mulato
Marque tua destinação!
Nada que te faça um auto-exilado…
Súbito, ouves risos e canções.
Outros poetas estão à tua espera, Gonçalves Dias.
Ajudam-te, dizem-te teus próprios versos e os deles,
Convincentes de que todos os bardos são iguais de alma
Abraçam-te, cordifraternalmente.
Nem em todas as tuas fantasias,
Te imaginaste assim, igual entre iguais,
diferente entre diferentes,
quais o são todas as criaturas de um mesmo Criador…
Percebes que nesse mundo , não há preconceitos
E que aqui, experimentarás um espaço de estar para ser…
Leve, em pianíssimo, , sentindo uma felicidade inusitada
À tua vida antes atribulada, tributada
de preços que não podias pagar,
deixas-te conduzir ,em agonia agora.
Seria o fim, mas é um recomeço
Afinal, poetas não devem morrer
-não se sua Poesia permanecer
Após sua délivrance ao contrário.
Para sempre, teus versos serão lembrados,
Enquanto houver sabiás, enquanto a serpente dormitar
Enroscada no contorno da Ilha .
Teus poemas são o retrato de teu talento,
De teu perfil, de tua história…
O mar foi o derradeiro abrigo de teu corpo.
A alma…continua em expansão!

Fonte:
A autora

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Ialmar Pio Schneider (Soneto a Pablo Neruda)

nascimento do poeta em 12.7.1904

Li seus Poemas e a Canção Desesperada,
há quantos anos, quando enfrentei a paixão
que invadiu minh´alma e não fiz quase nada,
porque não contrariei a voz do coração…

E fui andando… andando e a vida abandonada,
às vezes me deixou na dor da solidão,
pensando na mulher que fora minha amada
e que só me causou uma desilusão…

Quem pôde cantar, ainda sendo moço,
em plena juventude os cânticos de amor
que senti produzir o maior alvoroço

no peito varonil onde o sonho não muda?!
O Poeta Genial, de saudades e dor
produzindo poesia… O irmão Pablo Neruda !

Fonte:
O Autor

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George G. Vest (Tributo a Um Cão)

Maya (foto J. Feldman)
O mais altruísta dos amigos que o homem pode ter neste mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade, é o cão.
 
O cão permanece com seu dono na prosperidade e na pobreza, na saúde e na doença. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos invernais sopram e a neve se lança impetuosamente se lá seu dono estiver.
Quando somente ele estiver ao lado de seu dono, ele beijará a mão que não tem alimento a oferecer, ele lamberá as feridas e as dores que resultam dos encontros com a violência do mundo. Ele guarda o sono de seu pobre dono como se fosse um príncipe. Quando todos os amigos o abandonarem, o cão permanecerá.
 
Quando a riqueza desaparece e a reputação se despedaça, ele é constante em seu amor como constante é o sol em sua viagem através do firmamento. Se a fortuna arrasta o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel perde o privilégio maior de acompanhá-lo, para protegê-lo contra o perigo e para lutar contra seus inimigos. E quando a última cena se apresenta, a morte o leva em seus braços e seu corpo é deixado na lage fria, não importa que todos os amigos sigam o seu caminho: Lá, ao lado de sua sepultura, se encontrará seu nobre cão, a cabeça entre as patas, os olhos tristes mas em atenta observação, fé e confiança, mesmo à morte.

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Matheus Santos (Cães, Anjos sem Asas!!!)

“Existem pessoas que não gostam de cães… Estas com certeza, nunca tiveram em sua vida Um Amigo de quatro patas, ou se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos para perceber quem estava ali.
 
Um cão é um anjo, que vem ao mundo ensinar Amor! Quem mais pode dar Amor incondicional? Amizade sem pedir nada em troca? Afeição sem esperar retorno? Proteção sem ganhar nada? Fidelidade vinte e quatro horas por dia? Ah! não me venham com essa de que os Pais fazem isso, porque os Pais são humanos e quando os agredimos ficam irritados e se afastam… Um cão não se afasta, mesmo quando você o agride; ele retorna cabisbaixo, pedindo desculpas por algo que não fez. Lambe suas mãos, a suplicar perdão.

Alguns anjos não possuem asas, possuem quatro patas, um corpo peludo, nariz de bolinha, orelhas de atenção, olhar de aflição e carência. Apesar dessa aparência, são tão anjos quanto os outros (aqueles com asas!) e se dedicam aos humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se. 

As vezes, um humano veste a capa de anjo e sai pelas ruas a resgatar anjos abandonados à própria sorte e lhes cura as feridas alimenta, abriga, só para ter a sensação de haver ajudado um anjo…

DEUS quando nos fez humanos, sabia que precisaríamos de guardiões materiais que nos tirasse do corpo, as aflições dos sentidos e nos permitissem sobreviver, a cada dia com quase nada, além do olhar e da lambida de um cão!
 
 Que bom seria, se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de Um Cão!!!” 
Fonte:

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Nemésio Prata (Ao Poeta do Amanhecer!)

Bem cedo, ao quebrar da barra,
a nuvem tangida ao léu
fez lembrar-me de um alguém
que hoje só trova no céu:
nosso poeta potiguar,
dos Macedos, o Ademar,
nosso grande menestrel!

O Poeta do Amanhecer,
agora faz poesia
no meio dos querubins
levando muita alegria
através dos versos seus
ao coração do seu Deus;
como ele bem o queria!

Curta em paz grande poeta
sua nova moradia,
faça trovas e poemas
como aqui você fazia,
mas nos mande, via sonhos,
pois os dias são tristonhos
sem a sua poesia!

Fontes:
O Autor (Fortaleza/CE)

Foto de Ademar Macedo sobre foto de Marcos Estrella, Amanhecer no Rio, no jornal O Globo.

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E-book: Tributo a Ademar Macedo (Um Universo de Versos Diversos)

E-book prestando homenagem ao grande poeta potiguar Ademar Macedo.

Entrevista
Trovas
Setilhas
Décimas
Poesias

Leia  em seu computador aqui.

Ou faça download aqui.

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Ademar Macedo (Trovas Eternas)

A distância nos redime
se a saudade nos escolta;
ir pra longe é tão sublime
como sublime é a volta!

Adotei o isolamento,
feito um ermitão qualquer.
Pra fugir do casamento
e das manhas de mulher!…

A justiça incompetente,
por um deslize qualquer,
toma o dinheiro da gente
e dá todo pra mulher!…

Almoço e janto poesia.
E neste meu universo,
mastigo um pão todo dia
amanteigado de verso.

A lua, de vez em quando
fica um pouco sem brilhar,
para ficar “espiando”
dois pombinhos namorar!

A lua, sem empecilho,
desfilando, linda e nua,
deixa também o seu brilho
“nas poças d’água da rua”!

A Lua, que a noite ronda
com o seu lindo clarão,
é a lamparina redonda
que ilumina o meu sertão!

A mais triste solidão
que os seres humanos têm
é abrir o seu coração…
Olhar…e não ver ninguém!

Amar… verbo transitivo
que em qualquer conjugação
traz um novo lenitivo
para o nosso coração!

Amigos que valem ouro,
nós deveremos mantê-los
guardados qual um tesouro
para nunca mais perdê-los!

A minha Paz desejada
tá nos versos que componho;
no cantar da passarada
e na beleza de um sonho!…

A minha sogra, assanhada,
no barracão da mangueira,
foi muito mais apalpada
do que laranja na feira!…
Amores na mocidade
sempre deixam cicatrizes,
marcas de dor e saudade
no peito dos infelizes…

A minha sogra, assanhada,
no barracão da mangueira,
foi muito mais apalpada
do que laranja na feira!…

À noite, as brisas divinas
dão som aos seus movimentos;
e, “na Lua,” as bailarinas
dançam a valsa dos ventos…

Ao criar os Trovadores
onde o verso prolifera;
para adorná-lo com flores,
Deus criou a primavera!

A pergunta é meio louca,
mas, conhecendo o roteiro;
quero é dar beijo na boca…
“Vida boa é de solteiro”!

Após causar desencantos
e nos fazer peregrinos,
a seca fez chover prantos
nos olhos dos nordestinos!

Aquela mão estendida
é Nau que ainda trafega
no mar revolto da vida
que a própria vida renega…

A “solidão” me parece,
ser um conforto sem fim…
quando um grande amor me esquece;
“Ela” se lembra de mim.

As rosas tem seus floridos
que a “natura” se apodera,
dando beijos coloridos
no rosto da primavera!

Assim que começa o dia,
envolto em profundo enlevo,
sinto o cheiro da poesia
em cada verso que escrevo.

A vida escreve-me enredos
com finais que eu abomino.
Meus sonhos viram brinquedos
nas mãos cruéis do destino…

Cada verso que componho,
nele, eu conto um sonho meu;
todos nós temos um sonho…
E cada um que conte o seu!

Caiu meu muro de arrimo;
sinto fraqueza… E, aos oitenta,
nem com Viagra eu me animo,
só se der cobra em noventa!

Causa-me espanto o coqueiro;
algo de bom ele tem…
Mas, sendo torto ou linheiro,
nunca deu sombra a ninguém!

Chega a causar agonia,
uma visita sacana,
que vem pra passar um dia,
passa mais de uma semana!

Coloquei a foto errada.
Viram logo os menestréis…
Como eu vou subir escada
Se me falta um dos meus pés?

Com certa preponderância
eu impus esta verdade:
Quem inventou a distância
não conhecia a saudade!…

Com minha alma amargurada,
envolto em meu sofrimento,
passo inteira a madrugada
jogando versos ao vento…

Com minha alma enternecida,
confesso com todo ardor;
Deus me deu dois dons na vida:
ser “Pai” e ser “Trovador”!…

Com o dom que Deus lhe envia,
no riso o palhaço aflora
um semblante de alegria…
Que ele só sente por fora!
Como quem faz sua escolha,
disfarçando o desatino,
alterei folha por folha
do livro do meu destino!

Com os temas mais dispersos,
eu mesmo me fiz enchente
numa enxurrada de versos
jorrando da minha mente…

Com sua língua de trapo
disse, ao ser mandado embora:
– É moleza engolir sapo,
o duro é botar pra fora!

Construí dentro de mim,
com minh’alma enternecida,
um teatro onde, por fim,
pude encenar minha vida!…

Da Bebida fiquei farto,
bebendo, perdi quem amo;
hoje bebo no meu quarto
as lágrimas que eu derramo.

Da fonte que jorra o amor,
Deus, na sua imensidão,
faz jorrar com todo ardor
as carícias do perdão.

Da ingratidão praticada
eu tirei uma lição:
Perdoar, não pesa nada,
pesado…É pedir perdão!

Das colheitas dadivosas
que Deus deixa nos caminhos,
uns curvam-se e colhem rosas,
outros, só colhem espinhos…

Debruçado sobre a mata,
o luar, tal qual pintor,
pinta as folhas cor de prata
e pinta o chão de outra cor.

De maneira indefinida,
por amar e querer bem;
vou dividir minha vida
com a vida de outro alguém!

De nada eu sinto ciúme,
nem mesmo da mocidade;
pois hoje eu sinto o perfume
da flor da terceira idade!…

Depois do beijo, um aceno,
e, sofrendo em demasia,
bebo doses de um veneno
que a sua ausência me envia.

Depois que chove na mata,
a lua, de luz acesa;
pinta as folhas cor de prata
com tintas da Natureza.

Descobri no envelhecer,
em meus momentos tristonhos,
que eu não tive, em meu viver,
nada mais além de sonhos!…

Descobri no envelhecer
que a musa que me enaltece
não deixa o verso morrer,
pois musa nunca envelhece!

Desde o tempo de menino
vi o quanto eu sou machão;
pois meu lado feminino
é um tremendo sapatão!

De sonhar eu não me oponho
nem sequer me desiludo.
Quem faz de “Paz” o seu sonho,
já fez metade de tudo!…

De um olhar triste, alquebrado,
desse meu filho que é “mudo”…
eu vejo, mesmo calado,
seus olhos dizerem tudo!

Deus, demonstrando poder,
quando a mulher engravida,
transforma a dor em prazer
na celebração da vida!

Deus vendo que não tem fim
essa fé que me conduz,
deixou cair sobre mim
uma cascata de luz!

Do fogo no matagal,
na fumaça que irradia,
vejo um câncer terminal
no pulmão da ecologia!…

Do meu jeito apaixonado,
envolvente, terno, mudo…
Faço um apelo calado,
onde os olhos dizem tudo!

Em busca de ser feliz,
e em prol do amor de nós dois,
quantos atalhos que eu fiz…
Mas só chegava depois!

Em humor não me destaco,
mas, por pura peraltice;
mesmo não sendo macaco,
vou fazendo macaquice.

Em inspirações, imerso,
fiz do sol o próprio guia
para conduzir meu verso
nos caminhos da poesia!

Entre os atos de bonança
e meus pecados mortais,
quando eu botar na balança,
Deus sabe quais pesam mais!…

Envolto numa utopia,
num devaneio sem fim,
vivo hoje uma fantasia
que eu mesmo inventei pra mim.

Essas gotas maculadas,
itinerantes no rosto,
são as lágrimas magoadas
que dão vida ao meu desgosto.

Esses meus versos doridos
que estão bem perto do fim,
são retratos coloridos
que eu mesmo tirei de mim…

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Ademar Macedo (O Homem atrás do Escritor, o Escritor atrás do Homem)


Entrevista concedida pelo poeta potiguar para José Feldman,  em 26 de novembro de 2010.
O poeta faleceu anteontem, 15 de janeiro de 2013 de câncer.

INFANCIA E PRIMEIROS LIVROS

JF: Conte um pouco de sua trajetória de vida, onde nasceu, onde cresceu, o que estudou.

AM: Nasci em Santana do Matos/RN, no dia 10 de setembro de 1951, aos oito anos fui morar em Zabelê, município de Touros também no Rio Grande do Norte, onde fiquei até 1963, quando mudamos para Natal, onde terminei o primário e através de uma seleção (concurso), em 1965 fui para o Ginásio Agrícola de Ceará-Mirim/RN; terminando o ginásio voltei para Natal onde fiz o Científico (naquela época) que era o 2º Grau. Em 1971 entrei Para o Corpo de Fuzileiros Navais, passei no 1º concurso para Cabo, fui cursar no Rio de Janeiro e nunca mais estudei. Voltei para Natal em 1980 e em 81 perdi uma perna num acidente.

JF: Como era a formação de um jovem naquele tempo? E a disciplina, como era?

AM: No Ginásio agrícola (que era um Internato) Sob o duro comando de Paulo Mesquita, o Diretor, um Oficial Reformado da Aeronáutica, eu tive a melhor aprendizagem da minha vida, lá era um verdadeiro quartel, mas até hoje eu agradeço pelos seus ensinamentos, principalmente no que tange a moral, dignidade, honestidade que me acompanham até Hoje!

JF: Recebeu estímulo na casa da sua infância?

AM: Perdi meu Pai muito cedo, aos 7 anos, minha infância foi um tanto difícil, mas minha Mãe e meu irmão mais velho nunca deixaram faltar nada, Inclusive o estímulo.

JF: Quais livros foram marcantes antes de começar a escrever?

AM: Confesso que nunca fui muito de ler…Lembro bem de “O Pequeno Príncipe” e alguns pouco mais.

JF: Como foi que você chegou à poesia e às trovas?

AM: Tudo começou após o meu acidente. Numa maneira de passar melhor o tempo, comecei a frequentar cantorias de viola, festivais de Violeiros, tudo o que dizia respeito a Poesia Popular, e por meu Pai ter sido Poeta, eu sentia correr nas minhas veias o sangue da Poesia e comecei a fazer algumas estrofes; e meus irmãos Francisco Macedo e Augusto Macedo (falecido) que já eram poetas, me disseram que eu levava jeito pra coisa! Eu, já poeta popular, conhecido em todo estado devido as minhas declamações nas rádios: (Rural de Natal, Rádio Poti e 98FM), fui convidado por José Lucas de Barros, que assistia as minhas declamações nas cantorias e nos festivais e por Joamir Medeiros, que me ouvia nas Rádios, para ingressar na ATRN (Academia de Trovas do R.G.do Norte), fui sabatinado e após uma comissão analisar as trovas feitas por mim, fui aprovado e lá estou desde 2004.

SEUS TEXTOS E PREMIOS:

JF: Você possui livros? Se sim, em que você se inspirou em seus livros?

AM: Lancei o meu primeiro Livro em 1993: “…E DA DOR SE FEZ POESIA.” E tenho ainda os seguintes Livros (Em Parceria): “POESIAS EM QUATRO VERSOS”, “DOIS POETAS EM SETILHAS”, “UM DEBATE EM SETILHA AGALOPADA”, “NOS ARPEJOS DAS SETILHAS” e “UM ROJÃO EM SEXTILHA AGALOPADA”. Já prontos tenho: “SEXTETO EM SEXTILHAS”, “SEXTETO POTIGUAR”, “SEXTILHAS A QUATRO VOZES”, “TRÊS À MESA DA POESIA”, E em andamento: “NO COMPASSO DAS SETILHAS”. 

Editei um Cordel que intitulei: “DIVAGAÇÕES POÉTICAS”
E tenho dois CDs declamando Poesias: “NA CADÊNCIA DA POESIA” e “O POETA E A RAPOSA”(Com minhas declamações ao vivo, na 98 FM)
E tenho um Livro pronto esperando ajuda para publicação, que se chama: “…E DA POESIA SE FEZ O ABSURSO”, é um livro inspirado em ZÉ LIMEIRA, o Poeta do Absurdo.
A inspiração para tudo isso veio, com certeza, da Natureza e do Sertão!

JF: Como definiria seu estilo literário? 

AM: Como escrevo poesia popular nordestina, o estilo predominante é o Cordel.

JF: Dentre os livros escritos por você, qual te chamou mais atenção? E por quê?

AM: É muito difícil um Pai amar os seus Filhos de maneira diferente, assim é com os Livros; no entanto, para mim, o Livro onde mais eu me inspirei, onde estão as melhores poesias É: “UM DEBATE EM SETILHA AGALOPADA”.

JF: Qual a sua opinião a respeito da Internet? A seu ver, ela tem contribuído para a difusão do seu trabalho?

AM: Basta dizer que os livros em parceria (DEZ) foram todos feitos pela Internet, Por exemplo: “TRÊS À MESA DA POESIA”, Zé Lucas me mandou a sua estrofe, eu respondi e enviei as duas para o Professor Garcia, que por sua vez, me respondeu e as enviou para Zé Lucas e assim sucessivamente até chegar 150 estrofes. VEJAM AS TRÊS PRIMEIRAS:

01 – Zé Lucas
Com Ademar e Garcia
vou pelejar desta vez,
enchendo a taça dos versos
com carinho e lucidez,
para que o vinho sagrado
das musas dê para os três.

02 – Ademar
Vou beber com honradez
uma taça todo dia,
e eu peço a Deus neste verso
talento e sabedoria,
e que este vinho sagrado
me embriague de poesia.

03 – Prof. Garcia
Eu vou beber todo dia
para afastar o meu pranto,
deste vinho que embriaga
e nunca me causa espanto,
porque o vinho do verso
tanto é puro quanto é santo.

JF: Tem prêmios literários?

AM: Eu já fui premiado em 21 Cidades de diferentes estados da nossa federação; mas estas premiações foram todas em Concursos Nacionais de Trovas. Tive também alguns Prêmios em “Poesia” apenas aqui no meu Estado.


CRIAÇÃO LITERÁRIA :

JF: Você precisa ter uma situação psicologicamente muito definida ou já chegou num ponto em que é só fazer um “clic” e a musa pinta de lá de dentro? Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ?

AM: Esta eu vou responder com uma Trova e uma estrofe apenas:

“Vi à luz de lamparina,
em inspirações imerso
que a musa se faz menina
para brincar no meu verso.”

“Na inspiração do poeta
sinto um pouco de magia,
porque toda estrofe minha
me fascina e me extasia;
e em cada verso que faço
vou mastigando um pedaço
do pão da minha poesia.”

JF: Você projeta os seus textos? Ou seja, você projeta a ação, você projeta o esquema narrativo antes? Como é que você concebe os textos?

AM: Não projeto nada, os versos nascem assim…de repente.

JF: Você acredita que para ser poeta ou trovador basta somente exercitar a escrita ou vocação é essencial?

AM: A poesia é um dom divino, nenhuma escola ensina você se tornar Poeta…O Poeta já nasce feito!

A PESSOA POR TRÁS DO ESCRITOR :

JF: O que o choca hoje em dia?

AM: A violência. (que é a falta de Deus no coração das pessoa…)

JF: O que lê hoje?

AM: Livros de Poesias…

JF: Você possui algum projeto que pretende ainda desenvolver?

AM: Divulgar a poesia nas escolas…

JF: De que forma você vê a cultura popular nos tempos atuais de globalização?

AM: Com a mesma visão de sempre…Falta de apoio para a edição de Livros e Etc…

CONSELHOS PARA OS ESCRITORES :

JF: Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ?

AM: Que tenha muito amor pelo que faz e muita Fé. Quem sabe, um dia você encontre uma porta aberta!

JF: O que é preciso para ser um bom poeta ou/e trovador?

AM: …Apenas Inspiração.

JF: Gostaria de acrescentar mais alguma coisa? Outros trabalhos culturais, opiniões, crítica, etc.

AM: Queria apenas agradecer esta oportunidade que me foi dada, para que eu pudesse aqui, da forma mais sincera, me desnudar poeticamente perante todos vocês…

JF: Se Deus parasse na tua frente e lhe concedesse três desejos, quais seriam?

AM: Seriam apenas de agradecimentos por tudo o que Ele tem feito na minha vida… Resumindo:

Nunca quis ganhar fama nem cartaz,
sou feliz no papel que desempenho,
sou um homem de fé, temente a Deus,
não reclamo do peso do meu lenho
nem de tudo na vida que padeço…
Eu já tenho até mais do que mereço
e me sinto feliz com o que tenho!

JF: Para finalizar, um poema e trovas de sua autoria que possui um carinho especial.

POESIA

Há sorriso que fere e que magoa
e há pranto que comove e traz alento,
e os que trazem a dor e o sofrimento
deixam marcas no rosto da pessoa;
e por mais que este pranto não lhe doa
deixará para sempre uma seqüela,
que se faz cicatriz no rosto dela
maculando esta dor que não termina;
se tiver que chorar feche a cortina,
quando for pra sorrir, abra a janela.

TROVAS:
Fiz minha casa de barro
ao lado de uma favela.
Lá fora, eu sei, não tem carro,
mas tem amor dentro dela!…

Após causar desencantos
e nos fazer peregrinos,
a seca faz chover prantos
nos olhos dos nordestinos!

O grande desmatamento,
por ganância ou esperteza,
põe rugas de sofrimento
no rosto da natureza…

Quando a inspiração lhe acena,
o bom Trovador se expande.
Numa Trova tão pequena,
faz um poema tão grande!

Quem se entrega a solidão
e dela se faz refém,
anda em meio à multidão
mas não enxerga ninguém!

Numa combatividade,
cheia de brilho e de glória,
saber perder, na verdade,
é também uma Vitória!

Na Floresta, a “derrubada”
deixa em minha alma seqüela,
pois a dor da machadada
dói mais em mim do que nela.

Ademar Macedo ainda complementa mais sobre ele:

UM POUCO MAIS DE MIM:

Como eu relatei no início, Eu Sou um Fuzileiro Naval (Reformado) perdi uma perna num acidente no ano de 1981, desde então me entreguei de corpo e alma a Poesia. Em 2006 tive um câncer no intestino, me operei no dia 09/05/2006, no Rio de Janeiro; fiz 52 Quimioterapias e 25 Radioterapias, terminei o tratamento no dia 20 de Outubro do mesmo ano, e como DEUS é Maravilhoso acredito que eu já esteja Curado, pois eu Estou sendo acompanhado aqui em Natal pela Liga contra o Câncer através de exames feitos de 6 em 6 meses, e agora em Setembro último fiz uma Colonoscopia e havia um pólipo que foi retirado para fazer a biópsia e deu o seguinte resultado: “ausência de malignidade no material Examinado” E Deus, na sua misericórdia, além do dom da Poesia deu-me também a Cura. E hoje a minha vida é regida pelo AMOR, pela ALEGRIA e pela FÉ, e são baseados nesses temas que nascem a inspiração para as minhas poesias e Graças ao nosso bom DEUS e a minha FÉ, é que estou hoje aqui contando a minha história…

Em Versos:
Guardei todos momentos que passei
de ternura, de carinho e de amor,
momentos que na vida mais gozei
e os momentos que mais eu senti dor.
O momento feliz da minha vida,
quando Deus curou em mim uma ferida,
que os médicos diziam não ter jeito,
e apesar de hoje eu ser um mutilado,
guardo sempre as lembranças do passado
pra curar as feridas do meu peito!…

A minha poesia é Santa
porque é Deus quem a projeta,
pois ele mesmo é quem planta
no coração do poeta;
pois todos os versos meus
vêm lá da mansão de Deus
como se fosse uma luz;
são escritos com emoção
pela minha própria mão,
mas seu autor, é Jesus!…

Quero então quando eu morrer,
feito em letras garrafais,
aquela minha poesia
que me deu nome e cartaz;
e escrito, seja onde for:
– Eis aqui um trovador
que morreu feliz demais!

Abraços Fraternos:
Ademar Macedo.

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José Feldman (Adeus, Meu Irmãozinho)

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15 de janeiro de 2013 · 17:59

Carolina Ramos – Santos/SP (Epopéia)

Fonte:
RAMOS, Carolina. Destino: poesias. Editor: Cláudio de Cápua. Junho/2011.

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Carlos Lúcio Gontijo (Minha BH interior)

(Aos 115 anos de Belo Horizonte, em 12 de dezembro de 2012)
Pampulha, Praça 7, Afonso Pena e Pirulito
Tudo ali é rito de cativante fonte de prosa
Horizonte embebido em aragem de luz
Soa o sino da Igreja da Boa Viagem
Abraço floresce tal qual sina de semente
Cultivada no regaço do Parque Municipal
O bate-papo termina no chope de um bar
Balcão de boteco se transforma em beira-mar
Toda Belo Horizonte cheira a Mercado Central
Mineiro é sinônimo de encontro marcado
Ressabiado como se meeiro de algum ouro fosse
Nunca se perde nem anda a esmo
Tem a si mesmo como provinciana capital
Tece arte e canta no ?clube da esquina? do amor
Por isso percebe em BH o seu próprio interior!

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Heloísa Crespo (Ciranda “Professor Versos”) Parte V – Trovas

Professor, ó professor!
Único: artista seleto!
Desobnubilador
dos saberes és completo!
Cristina Cacossi
Vejo os mestres, no passado,
e me enche a alma de dor
ver hoje, tão humilhado,
o antes… Senhor Professor!
Dorothy Jansson Moretti

Ser professor me engrandece
É minha doce missão;
E se o aluno reconhece,
Dá-me paz ao coração.
Eduardo Domingos Bitencourt


Triste destino bizarro
de um país na contramão:
alunos chegam de carro;
professor, de lotação.
Eliana Jimenez
O pó que emana do giz
e o salário sem valor,
tornam bem mais infeliz
a vida do professor!
Francisco José Pessoa
Quando há talento divino,
compromisso e bem- querer,
o professor faz do ensino
a razão do seu viver.
Glória Tabet Marson
Ser professor, que alegria:
plantar em todas lições
amor e sabedoria
no fundo dos corações…
Milton Souza
Ninguém pode se esquecer:
Professor tem seu valor;
boa conduta a manter,
ser de fato educador!
Nadir Giovanelli 
Ai que saudade me dá
do primeiro professor,
que ensinou-me o “b-a-bá”,
e me fez compositor!
Nei Garcez
Todo dia é da Criança
e também do Professor:
ela, aprende com confiança,
e ele, ensina com amor. 
Nei Garcez
Ao repensar minha história,
encontrei com emoção,
por trás de cada vitória,
um mestre no coração!
Renato Alves
Salve, salve o Professor
que na Vida se dedica
com ternura e muito amor,
sua lição sempre fica !…
Sônia Ditzel Martelo
Professora viga mestra,
que sustenta a educação,
regendo afinada orquestra
do saber e da instrução…
Vanda Alves da Silva
Desenvolvendo a pesquisa
para o ensino do saber
o professor realiza
evolução no aprender.
Vânia Ennes
Lembro-me de um professor,
em que jogava confete.
Eu lhe tinha tanto amor!
Doutor Milton Grandinete…
Zé de Uberaba
Fonte: 
Organização e Programação Visual: Heloisa Crespo 
Campos dos Goytacazes/RJ.

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Edi Longo/SP (Salada Poética )

Edi é de São Paulo/SP
—-
Da coletânea Declame para Drummond 2012
110º aniversário do poeta e vários poemas no meio do caminho pelo Brasil
Clarice disse:
“só conheço duas formas de descobrir se o mundo é redondo:
estudando ou sendo feliz”.
Chico cochichou:
“devagar é que não se vai longe”
Vinícius vaticinou:
“sei não, sei não, a vida tem sempre razão”
Drummond dramou:
“há uma pedra no caminho”
Pessoa apessoou:
“o poeta é um fingidor”
E, eu, num “insight” bendito
peguei tudo o que foi dito
escrito bonito
fiz uma salada poética
sem qualquer rima ou métrica:
…vesti-me de aprendiz
…crédula como um monge
…peguei a vida na mão
…da pedra fiz um carinho
…fingindo ser fingidor…
bem, foi o Pessoa quem falou!
E a minha mente acreditou.
Será que poeta sou? 

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Heloísa Crespo (Ciranda “Professor Versos”) Parte IV – Berenice Guedes (Ideal de Normalista)

Quando entrei no Magistério
Pensava mudar o Mundo!
Ensinar era Mistério
Dos maiores, mais profundos!
Quarenta anos depois
Vejo meus sonhos perdidos…
Mas tentei com mil ou dois
E alguns não foram vencidos:
Houve uns que conseguiram
Conhecimento alcançar.
Superaram-me! E seguiram
E hoje podem me ensinar!
Entretanto muitos outros
Ficaram pelo caminho
Com conhecimentos rotos
Embora roupa de arminho!
Penso então, eu, muitas vezes
Se fiz tudo o que podia?!…
– Entre vitórias, revezes,
Esforcei-me todo o dia! –
Professora Normalista
Eu amei o que fazia!
Alegra-se minha vista
Quando me vêem e: “Bom dia!”
Uma coisa tenho certa
Mil amigos! Eu os fiz!…
Abri-lhes a porta certa
E, por eles… Sou feliz!.
Fonte:
Organização e Programação Visual: Heloisa Crespo
Campos dos Goytacazes/RJ.

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Edinar Corradini / RJ (Meu Poeta)

Edinar é de Teresópolis/RJ
—-
Da coletânea Declame para Drummond 2012
110º aniversário do poeta e vários poemas no meio do caminho pelo Brasil
Me debruço sobre teus poemas, sinto-me viva.
E mansamente minha alma Cresce
Cada verso teu acorda meus sonhos
Por sentir teu cantante em meus ouvidos
Passear pelos versos num florir de das palavras
Em minha mente aquela essência
Como um perfume de uma flor que o vento trás
Vejo teus versos conversar comigo 

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Heloísa Crespo (Ciranda “Professor Versos”) Parte III – Trovas: Antonio Cabral e A. A. de Assis

Amor tem três dimensões:
É pai, mãe e professor.
Mas pai, mãe são ligações,
Professor, só puro amor.
Antonio Cabral


Meu amigo professor,
moldaste o meu coração.
Contigo aprendi que Amor
é sempre a maior lição!
A. A. de Assis
Fonte:
Organização e Programação Visual: Heloisa Crespo
Campos dos Goytacazes/RJ.

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Elicio Pontes / DF (Romantismo)

Da coletânea Declame para Drummond 2012 
110º aniversário do poeta e vários poemas no meio do caminho pelo Brasil 

Escrever poemas derramados 
falando sempre de amor 
era algo que eu não me permitia. 
Pedi socorro, então, a quem devia. 
Busquei Vinícius de Moraes: 
– meu deus, como ele sabia! 
Como dizia loucuras de amor 
com seu jeito vinícius. 
O grandioso poetinha 
era lírico, romântico, despejado 
e vergonha disso, não tinha. 
Carlos, esse Drummond, então 
não falava apenas de uma pedra 
e do caminho ocupado pela pedra 
nem sofria somente com os josés 
e seus impasses desesperados 
sem saber aonde ir, agora. 
(…) Deixai-me verter lágrimas 
sofrer e gozar as paixões 
eleger e cantar minha musa, 
a mulher inesperada 
que então se fez poesia. 

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Heloísa Crespo (Ciranda “Professor Versos”) Parte II – António Barroso (Tiago) – O Professor

É sacerdócio, não é profissão,
É um dar-se, a si próprio, por amor,
Com prazer de ensinar, o professor
Sempre se entrega de alma e coração.
A sua vontade e a sua ambição
É ultrapassar todos os escolhos
E, aos alunos, fazer abrir os olhos
P’ra vida, para o sonho e p’ra razão.
O professor só pensa que é mais nobre
Ensinar tanto o rico como o pobre
Com a força da fé, por si, sentida.
Sem nunca se cansar ou esmorecer,
Seu destino será, até morrer,
Sempre a preparar homens para a vida.
Fonte:
Organização e Programação Visual: Heloisa Crespo
Campos dos Goytacazes/RJ

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Heloísa Crespo (Ciranda “Professor Versos”) Parte I – Trovas de Alicia Borgogno e Amilton Maciel Monteiro

Un profesor es pìlar,
pleno de gran maestría…
es mérito valorar
su enorme sabiduría.
Alicia Borgogno
A vida já me ensinou,
tal qual um bom professor,
que, quase tudo que eu sou,
aos outros devo o favor!
Amilton Maciel Monteiro
Fonte:
Organização e Programação Visual: Heloisa Crespo
Campos dos Goytacazes/RJ. 

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José Lucas de Barros (Vaqueiro)

Há registros em prosa e poesia,
Aqui pelo Nordeste brasileiro,
Mas ninguém descreveu, como devia,
A grandeza da saga do vaqueiro.

Quando um touro se torna barbatão,
Escondido na mata de espinheiro,
Não há nada que o enfrente no sertão,
A não ser a coragem do vaqueiro.

Cavaleiro de tanta valentia,
Esquecido por esses pés de serra,
Nosso herói nordestino merecia
Uma estátua de bronze em sua terra!

Fonte:
O Autor   

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Vereador José Antônio Marques Almeida (Discurso em Homenagem à Carolina Ramos)

A trovadora, poetisa e contista Carolina Ramos recebeu a Medalha de Honra ao Mérito Brás Cubas da Câmara Municipal de Santos, na Sala Princesa Isabel, em homenagem proposta pelo vereador José Antonio Marques Almeida, Jama.

A santista Carolina Ramos começou sua carreira nas artes literárias em 1961. Já conquistou quase 900 prêmios no Brasil e no exterior. Levou o nome de Santos para vários cantos culturais: para Portugal, quando recebeu o Prêmio de Poesia da Academia de Música e Belas-Artes de Setúbal, em 1965; ou para Barreira, também em Portugal, ao conquistar o primeiro lugar no Concurso de Contos da Casa de Cultura da Quimigal, em 1989.

Carolina Ramos foi presidente, por três gestões, do Instituto Histórico e Geográfico de Santos e também da União Brasileira de Trovadores (Seão Santos), integrou as diretorias da Academia Santista de Letras; da Academia Feminina de Ciências, Letras e Artes de Santos;   do Grupo Encontro de Poetas de Santos; da Academia Anapolina de Letras, da Casa Juvenal Galeno, de Fortaleza; da Academia Petropolitana de Letras; do Ateneu Angrense de Letras; da Academia Pindamonhangabense de Letras; da Academia Paulistana de História; da Ordem Nacional dos Bandeirantes e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Livros
Carolina Ramos publicou vários livros, entre eles: Sempre (Poesias), Cantigas Feitas de Sonho (Trovas), Espanha (Poema Épico), Trovas que Cantam por Mim (Trovas), Interlúdio (Contos), Um Amigo Especial (Conto).

Confira na íntegra o discurso Vereador José Antônio Marques Almeida:

“Poesia, sempre Poesia”. “O poeta é a mãe das artes…alô poetas: poesia! poesia poesia poesia poesia!”. “Os poemas são pássaros que chegam…não se sabe de onde e pousam…no livro que lês. Quando fechas o livro, eles alçam vôo…como de um alçapão. Eles não têm pouso…nem porto…alimentam-se um instante em cada par de mãos…e partem”. “Em meio a um cristal de ecos. O poeta vai pela rua…Seus olhos verdes de éter…Abrem cavernas na lua.” “Possuis a graça como inspiração…Amas, divides, dás, vives contente, E a bondade que espalhas, não se sente, Tão natural é a tua compaixão”.

Para início desta nossa homenagem à uma trovadora, contista, poetisa, santista ilustre trouxemos algumas boas companhias. Torquato Neto. Mário Quintana. Vinícius de Moraes. Martins Fontes.

Como escrever para quem tem o dom da palavra? Como emocionar quem fala ao coração dos homens? Como encantar quem vive do encanto?

O seu processo literário pode ser motivado por apenas uma palavra, ou impulsionado por uma emoção, ou até mesmo pelo simples desejo de conversar consigo mesma. Nas palavras da nossa própria poetisa: “Lavar a alma, dividir com o papel uma dor, uma alegria, ou mesmo um simples sonho”. E todos somos “presenteados” com esse processo humano da nossa poetisa, que também foi professora e é artista plástica.

“Jamais chore o abandono
Da primavera que finda,
Pode haver frutos no outono
Que tu não provaste ainda”.

“Nas poesias, trovas e contos, minha própria alma é que passeia pelas linhas e entrelinhas”!, nos ensina a trovadora. E nos ensina mais: a viver, mesmo que derramando algumas lágrimas, sem abandonar os sonhos. Com um coração gigante a nossa homenageada de hoje vai além dos nossos mares.

Conquista outras terras, outros corações. Fica fácil entender porque ela mereceu tantos títulos, homenagens e prêmios no Brasil, Portugal e Angola, como o Prêmio Rui Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores de São Paulo. Prêmios que conquistaram os corações de cariocas, mineiros, paranaenses, gaúchos, cearenses, pernambucanos, matogrossenses e muitos mais. São mais de 900 prêmios literários recebidos!

”A grande, a maior vitória
Que até hoje consegui,
Foi remover da memória
As batalhas que perdi”.

A vitória da escritora santista é vitória da nossa Cidade também. Ganhamos muitos presentes, compartilhamos momentos de pura emoção dessa mulher que tem a literatura como sua companheira, como uma janela sempre aberta para o passado e para o futuro. Uma literatura que lhe deu amigos, a maioria mais do que amigos, mas irmãos sinceros. Se por acaso, nesse caminho, alguma coisa não valeu à pena foi transformada, temos certeza, pelas próprias mãos da nossa escritora em belos poemas, trovas e contos.

Emoções sem conta são os dias da trovadora, contista, poeta, santista ilustre! Ela nos diz que a literatura deu-lhe ternura à vida. Ela está sendo modesta. A sua literatura nos trouxe, mais do que ternura às nossas vidas, nos trouxe amor e nos ajudou e ajuda a viver.

São tantos os títulos recebidos, ou melhor, merecidos. Foi a primeira mulher a conquistar o Título e Troféu de Magnífico Trovador no Brasil. E os prêmios não cessaram. Em 2004, Notável Trovador, em Pouso Alegre, Minas Gerais. Seus serviços prestados à Cultural foram exemplarmente premiados, com a Medalha do Sesquicentenário da Prefeitura de Santos; a Medalha dos Andradas do Instituto Histórico e Geográfico de Santos; a Medalha de Sócio Honorário da Casa “Lampião de Gás” de São Paulo. Prêmio Ribeiro Couto da Secretaria de Cultura de Santos e União Brasileira de Escritores de São Paulo. Recebeu os Diplomas da Academia Paulistana de História, da Ordem Nacional dos Bandeirantes de São Paulo, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.                                                       

”Segredos de amor…Tolice!
Ninguém consegue esconder
Aquilo que o olhar já disse
Antes de a boca dizer!”

Assim como o segredo de amor se desfaz com o olhar, o segredo de tanto amor partilhado se desfaz pelas próprias palavras da nossa trovadora, poetisa, contista e ilustre santista. Ela nos diz: “Nas poesias, trovas e contos, minha própria alma é que passeia pelas linhas e entrelinhas”.

Obrigado, Carolina Ramos por tanto amor e emoção partilhados. Obrigado, por sermos irmãos de tantos caminhos. Obrigado, pelo Sempre, Cantigas Feitas de Sonho,  Trovas que Cantam por Mim, Um Amigo Especial e tantos outros livros de poesias, trovas e contas que você nos deu ao longo de tantos anos. Obrigado, por ter feito a sua alma passear por tantas linhas e entrelinhas.

Esteja certa, nossa poetisa Carolina Ramos, os maiores ganhadores desta vida literária SOMOS NÓS!

Antes de lhe passar às mãos a  Medalha de Honra ao Mérito Brás Cubas, a comenda que esta Casa lhe outorga, como mais alto reconhecimento que esta Terra pode conceder a um filho que honra e engrandece o nome e a tradição da Cidade, permita-me, Carolina Ramos, terminar essa homenagem  citando um companheiro seu que faz uma declaração de amor à palavra… “Sim Senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam … Prosterno-me diante delas… Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as … Amo tanto as palavras … As inesperadas … As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem … Vocábulos amados … Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho … Persigo algumas palavras … São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema …

Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas … E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as… Tudo está na palavra … Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava…” Pablo Neruda.

Fonte:
http://www.camarasantos.sp.gov.br/noticia.asp?codigo=1134&COD_MENU=102

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Ialmar Pio Schneider (Soneto para a Cidade de Cruz Alta)

Velha Cruz Alta – marco das Missões –
onde iniciei meu jogo rumo à vida…
Foi lá que começaram as paixões
que me acompanhariam a toda brida!

Mas o caminho foi extenso e a lida
que enfrentei quando por outros rincões,
hoje me trouxe a paz, enfim obtida
com a morte das perdidas ilusões…

Mas, Érico Veríssimo, filho nobre
desse solo gentil e portentoso,
levou seu nome pra os confins do mundo…

E os fortes filhos seus, não há quem dobre,
torrão tradicional e generoso,
hospitaleiro e por demais fecundo…


Fonte:
O Autor

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Ialmar Pio Schneider (Soneto à Lila Ripoll – In Memoriam)

Nascimento em 12 de agosto de 1905, em Quaraí/RS

Quem pode me ajudar nesta tarde sombria,
em que o sol vai partindo e a treva vem chegando,
eu que procuro ter para minha alegria
um raio de esperança ao destino nefando?

Lila Ripoll, poetisa, ela vivia amando
a cidade e seu lago e a noite que descia,
traz-me a tranquilidade e fico meditando
nos versos geniais de serena poesia…

Poemas que compôs em ritmo de ansiedade,
sentindo na tristeza o travo da saudade,
para se comover ao som do seu piano…

Quantas vezes, talvez, tocou sua ternura,
amenizando a dor da mansa desventura,
na pauta musical vinda de um desengano !…

Fonte:
O autor

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Arquivado em homenagem, Rio Grande do Sul, Soneto.

Ademar Macedo/RN (Hermoclydes S. Franco – In Memoriam)

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Arquivado em homenagem, Trova

Hermoclydes S. Franco (Livro de Trovas e Poesias)

Hoje fiquei sabendo que o poeta e trovador Hermoclydes S. Franco faleceu ontem no Rio de Janeiro. Mais uma grande perda para o meio literário brasileiro.
Como amigo e irmão das letras, senti que devia fazer algo para homenagear este grande trovador, deixando gravado os seus textos nas páginas da história da literatura brasileira, por isso abaixo pode-se ler , baixar ou imprimir o Livro de Trovas e Poesias dele.
Abra AQUI 

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Arquivado em Estado do Rio de Janeiro, homenagem, Livro de Poesias, Trovas

Hermoclydes S. Franco / RJ (MÃE! A maior das Criações)

Mãe e filha (pintura de Renoir)

1 – A maior das Criações
De Deus, ao fazer o mundo,
Foi a Mãe que, entre emoções,
Possui o amor mais profundo!

2 – Ser MÃE é trabalho insano
Que tal carinho irradia
E te faz, por todo o ano,
Ser a MÃE de cada dia!

3 – MÃE, flor de amor e bondade,
Nem precisa rima rica,
Na poesia de saudade
Da lembrança que nos fica!…

4 – Minha MÃE, frases serenas,
Seus conselhos e bondades
Tornaram bem mais amenas
Minhas sofridas saudades…

5 – Era uma vez… A saudade
Da meiga MÃE que ensinava,
Na minha infância, a verdade
Nas histórias que contava!…

Fonte:
trovas enviadas pelo autor

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Arquivado em homenagem, Rio de Janeiro, Trovas

Ialmar Pio Schneider (Soneto a Alberto de Oliveira)


– Aniversário de nascimento do poeta : 28.4.1857.

Para escrever este soneto agora
e render homenagem ao poeta,
que foi dos mais românticos, outrora,
empunho a lira mágica e discreta…

Pois quem do “Vaso Grego” foi esteta
e fez versos que o tempo não descora,
foi muito mais além, foi um profeta
que aqui permaneceu sem ir embora…

E quando, enfim, a lira já quebrada,
tomou-a onde a deixou dependurada
ao vento, entoa um hino de louvor,

escutam-se canções na voz sentida
do velho sino, que a rezar convida,
a todos os que tem um grande amor…

Fonte:
Soneto enviado pelo autor

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Arquivado em homenagem, Soneto.

Luiz Lyrio (Homenagem em Belo Horizonte)


Luiz Lyrio terá homenagem na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

Amanhã, segunda feira, 09 de abril, o escritor Luiz Lyrio será homenageado in memoriam, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, sua cidade natal. Uma rua terá seu nome.

O início será às 19 horas.

Professor e escritor, Luiz Paulo Lírio de Araujo (Luiz Lyrio) é natural de Belo Horizonte.

Faleceu em 8 de agosto de 2009.

Formado em História pela UFMG, lecionou durante trinta anos em várias escolas das redes pública e particular de Minas Gerais.

Publicou os livros
GRÊMIO LIVRE: UM EXERCÍCIO DE CIDADANIA (1998),
NOS IDOS DE 68 (2004),
MARCAS DE BATOM (2OO4) e
ABDUÇÃO (2007).

Entre 1998 a 2002, produziu um vídeo sobre Grêmios Estudantis e proferiu palestras sobre o assunto em várias escolas.

Entre 2002 e 2006, editou ESTALO, a revista, publicação voltada para divulgação de trabalhos de novo autores.

Entre 2004 e 2008, colaborou com o jornal O Espigão de Belo Horizonte.

Desde 2002, várias crônicas suas tem sido publicadas no Jornal O TEMPO de Belo Horizonte.

Em 2005, por sua crônica “ALICE NO PAÍS DAS ARMADILHAS”, foi agraciado com o PRÊMIO DESTAQUE no V Concurso Rubem Braga de Crônicas (Cachoeiro do Itapemirim – ES).

Em 2006, teve seu conto “PARA QUE CAMINHAR?” classificado em 6o lugar para publicação em livro no CONCURSO LITERÁRIO FLIPORTO – 2006 (Porto de Galinhas (PE)).

Em 2007, teve seu conto CORPO FECHADO selecionado no VI Prêmio Literário Livraria Asabeça (São Paulo – SP) para publicação em antologia,.

Teve um de seus contos premiado com MENÇÃO HONROSA no II CONCURSO CLAUDIONOR RIBEIRO DE CONTOS (Cachoeiro do Itapemirim – ES) e ganhou Menção Honrosa no 5º CONCURSO LITERÁRIO GUEMANISSE DE CONTOS E POESIAS, tendo seu conto PASSAGEM DE ANO publicado em 2008 no livro ELOS E ANELOS da Editora Guemanisse (Teresópolis – RJ).

Em 2008, a Mazza Edições lançou uma nova edição do livro NOS IDOS DE 68.

Membro Correspondente da Academia Cachoeirense de Letras (ACL) e da Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO), e representante do Movimento Abrace em Aracaju.

Fonte:
http://www.joaquimevonio.com/espaco/luiz_lirio/luizlirio.htm

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José Feldman (Até Mais, meu Irmão) – Dedicado a Chico Macedo

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30 de março de 2012 · 03:04

Hermoclydes S. Franco (Roseiras de Maringá)


Na Revista TRADIÇÃO,
roseiras de Maringá
nos trazem recordação
de quando estivemos lá!…

Página onze, ilustrada
com fotos alvissareiras,
traz Maringá enfeitada
por bouganvíleas-roseiras!…

São bouganvíleas-roseiras
que se espalham na cidade…
Tão frondosas e altaneiras,
trazem paz…felicidade…

Na Luiz Teixeira Mendes,
Enfileiradas, vistosas,
florindo parecem “duendes”
do Bem… espargindo rosas…

E quando dezembro chega,
na floração divinal,
cada ramo se aconchega
como a saudar o NATAL!…

Fonte:
O Autor

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Arquivado em homenagem, poema., Rio de Janeiro

Ademar Macedo (Homenagem ao Prof.. Garcia pela sua Data Natalícia)

ARGENTINA

Felicidades Francisco!
En este precioso dia.
Va mi beso en un ventisco
compartiendo tu alegria.
–LIBIA BEATRIZ CARCIOFETTI

CEARÁ

Garcia, meu professor,
rogo a Deus como ninguém,
que vivas, meu trovador,
bem mais que Matusalém!
–FRANCISCO JOSÉ PESSOA-

MINAS GERAIS

De muita festa e alegria
é de domingo o cenário,
pois nosso amigo Garcia
tem o seu aniversário!
–ALMIRA GUARACY REBÊLO–

Não podia ser diverso
a sina do bom Garcia:
o seu nome é quase um verso
e faz rima com poesia.
–OLYMPIO COUTINHO–

PARANÁ

Grande data para a Trova
é este alegre e belo dia.
Faz-se um brinde à idade nova
do amigo e mestre Garcia!
–A. A. DE ASSIS–

Importante é este dia
no Rio Grande do Norte.
Nasceu Professor Garcia,
poeta de grande porte!
–ALBERTO PACO–

Parabéns, nobre Garcia,
neste teu aniversário,
e que o bem da poesia
o conduza ao centenário!
–NEI GARCEZ–

RIO DE JANEIRO

Nas contas do meu rosário,
– onde guardo as amizades,
achei teu aniversário,
cheio de felicidades!….
–DIAMANTINO FERREIRA–

Para o Professor Garcia
uma abraço bem apertado,
desejando que o seu dia
seja muito abençoado.
–ESTER FIGUEIREDO–

Parabéns, caro colega,
grande Professor Garcia,
que a Rosa da Trova rega
com talento e simpatia!
–RENATO ALVES–

RIO GRANDE DO NORTE

Nasceu pra ser Trovador!
– Muitas rimas tem Garcia.
Todas nascidas do amor,
mas, uma é rica… Poesia!
–FRANCISCO MACEDO–

Meu Pai (Feliz Aniversário!!!)
–MARA MELINNI–

Pai, és meu farol, o meu guia
quando a estrada é longa e escura…
És a mão que me sustenta
se uma dor me desventura…
E, quando estou em perigo,
pelos teus passos, eu sigo
porque a trilha é mais segura.

Tantos anos, e eu me lembro
do teu colo e teu abraço…
da menina que brincava,
seguindo o pai, passo a passo…
Eu cresci, mas a lembrança
permanece na esperança
dos versos que agora eu faço.

Foram anos tão felizes
e, apesar de algum tormento,
juntos, sempre superamos
a dor de qualquer lamento,
Da nossa fé, todo dia,
Deus fez brotar como guia,
o melhor ensinamento.

Teu rosto jovem, eu lembro,
de uma aparência distinta…
E os cabelos sem as cores
que o tempo retrata e pinta…
Mas o grisalho que cresce,
e o branco que prevalece,
foi de Deus, a cor da tinta.

Ah, meu Pai, quantas lições
eu tenho que agradecer…
As mais simples que aprendi
enfeitam todo o meu ser…
Nenhuma tem mais valor
do que o exemplo de amor
que tu tens a oferecer!

RIO GRANDE DO SUL

A meu grande irmão Garcia,
neste seu aniversário
mando a alma em poesia,
como fora um relicário!
OLGA MARIA DIAS FERREIRA–

SANTA CATARINA

Grande mestre trovador,
parabéns pelo teu dia.
De Amizade és professor:
– Felicidades Garcia!!!
–ELIANA JIMENEZ–

Ao meu amigo Garcia,
desejo felicidade,
neste dia, que é seu dia,
mando um “beso” de amizade!
GISLAINE CANALES–

SÃO PAULO

Ao Mestre dos Trovadores,
grande Professor Garcia,
vão todos nossos louvores,
em especial no Seu Dia!
AMILTON MACIEL–

No correr do calendário,
tão cheio de vai-e-vens,
neste seu aniversário
tenha os nossos parabéns !!!
–COLAVITE E ROSELI–

Além de mestre, um poeta!..
esse é o professor Garcia!..
– que esteja sempre completa
sua taça de alegria!
–HÉRON PATRÍCIO–

Um ano a mais… uma festa!
Dentre as mensagens que tens,
na minha que é a mais modesta,
vai “um mar”… de Parabéns!
–DOROTHY JANSSON MORETTI–

Este professor louvado
ao bem-querer nos conduz…
E, seu verbo abençoado
surge em rajadas de luz !
–JOSÉ VALDEZ–


Fonte:
Textos recebidos e organizados por Ademar Macedo

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Arquivado em aniversário, homenagem, poema., Trovas

Ialmar Pio Schneider ( Homenagem ao poeta Nelson Nilo da Lenita Fachinelli em 9 de Novembro de 1935)

O FUNDADOR DE CASAS DO POETA

In Memoriam a Nelson da Lenita Fachinelli

Foi lá pelos idos de 1982 que conheci o poeta e literato, Nelson da Lenita Fachinelli, o vulgo “operário das letras”, que por muitos anos preside e carrega em seus ombros o encargo de manter viva e atuante a Casa do Poeta-Rio-Grandense, cuja fundação nos remete ao longínquo 24 de julho de 1964. Residia por aquela época, o nobre companheiro, no Bairro Cristal, na rua Dr. Campos Velho, a “faixa preta”, ainda tão citada hoje em dia. Lembro-me que fui de táxi e ele me disse depois que não precisava fazê-lo por este meio de transporte, porque passavam por ali lotações e ônibus. Em todo caso não havia me dado conta disto e agradeci-lhe a informação. Bem que eu poderia ter economizado uns cobres.

Naquele distante ano participei pela primeira vez de uma antologia organizada por ele, Trovadores do Rio Grande do Sul, de que participavam também outros nove consagrados poetas e que lançamos na Feira do Livro de Porto Alegre, em 13 de novembro de 1982. Foram dezesseis trovas, sendo a primeira:

A trova é o verso que nasce
de um coração sonhador;
fica estampada na face
de quem vive um grande amor !

E a última, ou seja a décima sexta, diz:

O vento leva o meu verso,
– afinal nada o detém –
pelos confins do Universo
e pra quem me queira bem.

O que me leva a prestar esta homenagem é o sonetista que ele também demonstrou ser, notadamente pelos dois sonetos a seguir:

“UM ROSTO DE MULHER–Nelson Fachinelli

Hoje estive relendo comovido,
as cartas que você mandou-me outrora
quando ainda sentia-me iludido
por quimeras que o tempo jogou fora.

É mesmo assim a vida… o tempo ido
não há aquele ser que não o chora,
embora o coração, nele ferido
tenha sofrido mágoas, hora a hora.

Nosso romance que durou tão pouco,
mas quase fez de mim um triste louco
teve bem um desfecho inacabado.

Por isso, que prossigo procurando
achar nas que, por mim, vivem passando,
um rosto de mulher, do meu passado !”

E este outro, místico e em que lembra as reuniões do Cafezinho Poético, no Restaurante Dona Maria, na José Montauri, de tão saudosa memória:

“QUANDO A MORTE CHEGAR…Nelson Fachinelli-

Quando a morte chegar em meu árduo caminho,
que venha sem alarde, sorrateiramente:
de olhos abertos vou aguardá-la, com carinho
como aquele que espera a amada, longamente…

Quando a morte surgir… hei de ir tão sozinho
tal como vim ao mundo – voluntariamente.
Vou partir sem lamúria, bem devagarinho
como quem sabe que vai voltar novamente…

Quando eu me for… não quero, por favor, tristeza.
Eu auguro uma longa ronda de beleza,
de quentes cafezinhos, poemas e canções.

Aos que eu feri, perdão, rogo por meus pecados,
aos que meu mal quiseram, estão perdoados,
pois só deve reinar Amor nos corações !”

Mas esta é uma minúscula faceta do dinâmico poeta e trovador que tem se esmerado na fundação de diversas Casas de Poetas no Estado, inclusive há pouco tempo em nossa cidade de Canoas, juntamente com a presidente Maria Santos Rigo, batalhadora incansável na divulgação da cultura. Uma de suas trovas do livro Cantigas de Amor e Paz, diz o seguinte:

“Sou herdeiro de Esperança
num mundo que não é meu:
– a minha única herança
é a vida que Deus me deu !”

Ele assim se considera…

Sua figura característica, percorrendo as ruas a carregar uma pasta e uma sacola de livros e convites e avisos, lembra um Dom Quixote enfrentando os moinhos de vento, a passear seu ideal aventureiro. Dir-se-ia um Cavaleiro Andante.

Fonte:
Textos enviados pelo Autor

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Arquivado em homenagem, O nosso português de cada dia, Soneto., Teoria Literária, Trovas

Hermoclydes S. Franco (A Caixa de Ouro)


(Para Waldyr Neves, in memoriam)

A “Caixa Preta” que levou um grande amigo
deixou, no solo, um rastro azul, feito de luz
da mais brilhante intensidade, que produz
a alma simplória quando deixa o velho abrigo.

E, da vontade de voltar a estar contigo,
nossa esperança,em pensamento, nos conduz
ao campo santo, para estar diante da cruz
que agora e sempre há de luzir em teu jazigo!

Eternamente, os versos lindos que fizeste
serão lembranças que o futuro espalhará
e, em CAIXA DE OURO, nas memórias ficarão…

Resta o consolo que o porvir, de oeste a leste,
a chama acesa do seu estro manterá
a iluminar, de cada amigo, o coração!…

Fonte:
Hermoclydes S. Franco, Lumiar/N.Friburgo, junho/2007

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Ialmar Pio Schneider (Soneto de Finados)


Lembramos nossos mortos neste dia
que consagramos tristes aos finados;
passaram para o além e a lájea fria
apenas guarda os corpos sepultados.

Hoje tudo é perpétua nostalgia…
Ouvem-se preces, prantos desolados,
um porquê inexplicável excrucia
até os corações mais resignados.

Dos páramos celestes desce a luz
iluminando a terra que se habita;
e a verdade mais crua se traduz

pela certeza natural e aflita
que fatalmente a todos nos conduz
à noite eterna… trágica… infinita…

(CANOAS, 2-11-82)

Fontes:
Soneto enviado pelo autor
Imagem = http://www.hi5recados.com/graficos/839/2/Dia-de-Finados.html

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Ialmar Pio Schneider (Soneto a Carlos Drummond de Andrade)

Nascimento do poeta Carlos Drummond de Andrade em 31.10.1902
– In Memoriam –

Carlos Drummond de Andrade e a ´´pedra do caminho´´…
por isso compreendi que tudo dá poesia,
quando se tem amor, quando se tem carinho,
e as ideias triviais surjam da fantasia…

Porém, ´´e agora José´´, seguindo sozinho
no escuro, amedrontado e sem a luz do dia,
procurando encontrar um mero cantinho
para viver feliz e ´´não veio a utopia´´…

Eu também encontrei muitas pedras na estrada
e me achei qual José, caminhando no escuro,
mas não tinha ninguém, pois a mulher amada

não havia surgido em minha triste vida…
No entanto, acreditei nos sonhos do futuro
e nos versos que fiz buscava uma saída…

Fonte:
Soneto enviado pelo autor

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Arquivado em homenagem, Soneto.

Ialmar Pio Schneider (Ausência de Amor)


Nascimento de Graciliano Ramos em 27.10.1892

Tenho procurado retirar subsídios nos livros que leio com alguma assiduidade, para escrever as páginas dos meus relatos e observações pessoais, como o faço aqui e agora. Creio na literatura em geral, pois representando o pensamento de seus autores, vem suprir meu ideal de compreensão nos destinos da existência. Nada foi escrito em vão, desde os primórdios da humanidade até os nossos dias e continuará sendo, certamente, no futuro. A lógica confirma isto, uma vez que a comunicação entre os seres humanos se faz por meio da escrita, embora o grande avanço da tecnologia neste setor. O assunto a ser abordado, a meu ver e de muitos outros, é universal e palpitante. Quantos dramas não acontecem em conseqüência deste motivo que não é banal ?! Serve de reflexão para uma vida menos árdua e mais amena, senão satisfatória e feliz. Dir-se-ia que o amor deverá ser o leitmotiv presente no coração de todos os mortais, para atingir a plenitude do espírito inquieto.

No romance São Bernardo, de Graciliano Ramos, vamos encontrar uma significativa falta de amor, notadamente por parte do principal personagem e narrador da história: Paulo Honório. Podemos entender este seu comportamento devido às agruras da vida, que já desde a infância miserável, teve que passar. Quando jovem matou uma pessoa, tendo ficado alguns anos na cadeia. Depois, trabalhou no eito e foi se recalcando. Assim transcorrem as primeiras páginas do livro.

Passados alguns anos, Paulo Honório resolve se apossar da fazenda “São Bernardo” onde trabalhara tempos atrás. Para fazê-lo trama uma armadilha ao herdeiro da propriedade, o Padilha Filho, que é bêbado e jogador inveterado de bilhar. Empresta-lhe dinheiro para o jogo, que o Padilha vai queimando, até chegar à hipoteca do imóvel. Daí até chegar à posse foi um tapa; e a escritura foi assinada sem mais delongas.

Paulo Honório, agora já proprietário da fazenda, começa a desenvolver uma administração satisfatória, conseguindo bons resultados em seus empreendimentos. Vai de vento em popa. Adquire prestígio e dinheiro lhe sobra.

Dada à situação em que se encontra, resolve casar, não tanto por amor, mas para deixar um herdeiro. Encontra Madalena, jovem professora, loira e bonita e em breve está casado. Sua consorte, que é humanitária e meiga, dedica muita afeição às pessoas humildes da fazenda, o que causa em Paulo Honório, um terrível ciúme doentio. Começam as desavenças do casal e Madalena suicida-se, deixando-lhe um filho.

Já então quase no final do romance, Paulo Honório está sozinho e resolve escrever sua história. Seu desabafo não poderia ser mais dramático:

“- Estraguei a minha vida, estraguei-a estupidamente”.
____________________________________
31 de março de 2000 – Canoas/RS

Fonte:
Texto enviado pelo autor

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Arquivado em homenagem, O Escritor com a Palavra

Ialmar Pio Schneider (Soneto a Humberto de Campos)

– In Memoriam – Nascimento do escritor em 25.10.1886 –

Ao ler suas Memórias comoventes,
e as crônicas, sonetos, cujos temas
demonstram como ele enfrentou problemas,
e o fez em páginas inteligentes,…

fico a pensar também quantos poemas
nascem das almas boas, penitentes,
nos momentos aflitos em que os crentes
se debruçam perante seus dilemas…

Mas, o Senhor que reina nas Alturas,
o Pai Supremo de todas criaturas,
olha por nós, Seus filhos prediletos,…

pra que sejamos ternamente irmãos
e os nossos sonhos nunca sejam vãos
num mundo justo e fraternal de afetos…

Porto Alegre – RS, 25.10.2011

Fonte:
Soneto enviado pelo autor

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Ialmar Pio Schneider (Soneto para o Dia do Poeta – 20 de outubro )

O poeta é aquele que vê mais longe:
pode saber de tudo ou quase nada…
Tanto é um pecador quanto é um monge,
vive numa caverna ou segue a estrada

dos sonhos. Às vezes parece um conde
a procurar sua alma gêmea, a maga
que num castelo medieval se esconde,
cuja lembrança a solidão lhe afaga.

Também não deixa de sofrer por isso
e nunca se conforta no prazer
de sempre se afastar do rebuliço:

assim é que pretende compreender
o destino que leva no feitiço
questionável do ser ou do não ser !

Fonte:
Soneto enviado pelo autor

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Ialmar Pio Schneider (Soneto a Casimiro de Abreu)

– In Memoriam – Falecimento do poeta em 18.10.1860

Mas, onde se esconderam “Meus Oito Anos”,
que os procuro debalde na distância?
Casimiro de Abreu, teus desenganos,
trazem saudades de minha infância…

No entanto, sempre na mesma constância,
bate meu coração com seus arcanos;
e o que outrora tinha significância,
hoje, são meus pobres cantos profanos.

Pois, “oh! que saudades que tenho”, agora,
daquele tempo bom que foi embora,
e que, bem sei, não volta nunca mais?

Sigo meu caminho sempre confiante,
que cada etapa que me surge adiante,
só vem complementar meus ideais…
Porto Alegre – RS, 18 de outubro de 2011,

Fonte:
Soneto enviado pelo autor

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Ialmar Pio Schneider (Soneto a Nossa Senhora Aparecida)

Dia de Nossa Senhora de Aparecida – 12 de outubro

RAINHA DO CÉU

Nossa Senhora, baixai vosso olhar
Pra mim que sou um pobre pecador,
Enchei o meu caminho de fulgor,
Levai-me sempre pelo bom andar…

Mãe do Céu, deposito em vosso altar
Consagrado todo meu pobre amor,
Enchei-o para sempre de esplendor
Para que nunca cesse de brilhar.

E quando a chama desta minha vida
Aos poucos, devagar, ir se apagando,
Vinde com vossa vela, mãe querida,

Me levar por estes ares voando
Para aquela bela mansão florida
Onde os anjos estão sempre cantando…

– em agosto de 1959 – Sertão – RS

Fontes:
Soneto enviado pelo autor
Imagem = http://www.igrejacatolica.com

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Olivaldo Junior (Francisco (ou Poema a São Francisco de Assis))

Não quero o Francisco de altares,
que os altares que tenho são trovas,
pequenos versos e rimas
que lhes deixo aos pés.

Não quero o Francisco de alturas,
que as alturas que tenho são rosas,
pequenas petalazinhas
que lhes deixo à mão.

Não quero o Francisco de altezas,
que as altezas que tenho são pobres,
pequenos sóis, luazinhas
e estrelinhas quaisquer.

Não quero o Francisco sem Clara,
sem as aves, sem os animais…
Eu quero o Francisco de cara,

com altares de alturas, altezas
que têm os servos, acima,
bem acima, em paz.

Fonte:
Poema enviado pelo autor

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