Arquivo da categoria: Jose Ouverney

Concursos de Trovas em Andamento (Inscrições se Encerram em Abril)

XXIV JOGOS FLORAIS DE RIBEIRÃO PRETO

A/C Nilton Manoel
Caixa Postal, 448 – Centro
Ribeirão Preto / SP, Cep 14.001-970

Até 03 trovas por tema
Não se aceitam cognatos

Nacional / internacional;
VICIO (Lírico)
LOROTA (Humoristico)

Municipal (somente aos trovadores de Ribeirão Preto0
BRILHANTE –( Lirico ou filosófico)
PROMOÇÃO – (Humorístico)

XII JOGOS FLORAIS ESTUDANTIS DE RIBEIRÃO PRETO

Estudantil para alunos de 5ª a 8ª e ensino médio de todas as redes de ensino
PERSONAGENS DO FOLCLORE NACIONAL – (Lírico ou filosófico)
SACI ( Humorístico)

Não se aceitam variantes.
A recepção de trovas será a partir de 2 de janeiro e encerrar-se-á a 02 de abril e a Comissão divulgará a listagem de vencedores até 03 de maio de 2011. As festividades acontecerão durante as atividades da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, em junho. Não é carimbo do correio, são as trovas que chegarem até o dia 02 de abril.

A premiação será:
>> 05 vencedores (troféu e diploma)
>> 05 menções honrosas (medalha e diploma)
>> 05 menções especiais (medalha e diploma)

Os primeiros cinco vencedores em cada tema do concurso nacional terão direito a estada paga (pernoite e refeições) em hotel, como convidados dos organizadores nos três dias de festividades. Todos os concorrentes estão convidados a participar das festividades.
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IX JOGOS FLORAIS DE AVIS

REGULAMENTO
1 – Os IX Jogos Florais de Avis são uma iniciativa da AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ – ASSOCIAÇÃO CULTURAL, a que podem concorrer todos os cidadãos abrangidos pelo que se dispõe no presente regulamento.
2 – Só são admitidos a concurso trabalhos inéditos, redigidos em Português e nas seguintes modalidades:

POESIA
A – QUADRA POPULAR – Tema
Tema: “O SABER”
Em redondilha maior, de rima ABAB, uma quadra em cada folha.

B – POESIA OBRIGADA A MOTE

Mote
DO QUE SEI NADA APRENDI
POR NINGUÉM FUI ENSINADO,
DESDE A HORA EM QUE NASCI
TINHA O DESTINO MARCADO
(António Francisco Bonito – Valongo/Avis)

Nota: não descurando outras formas de glosar o mote, daremos especial atenção ao tratamento em décimas.

C – POESIA LIVRE
Subordinada ao tema: “O SABER”

PROSA
CONTO subordinado ao tema: “O SABER”
(Máximo de 3 páginas, escritas em tamanho 12, a espaço e meio de entrelinhamento).

3 – De cada trabalho serão enviados três exemplares, dactilografados (à máquina ou em computador) em papel formato A4, de um só lado com caracteres de tamanho 12, sendo que apenas no conto o espaço entre linhas deverá ser de espaço e meio. Os trabalhos não poderão ser adornados com moldura ou qualquer outro adorno.

4 – Todos os trabalhos deverão trazer no canto superior direito da 1ª página a modalidade a que concorrem, terão que ser subscritos por um pseudónimo, devendo os respectivos autores, enviar anexo a cada trabalho, um envelope fechado com o pseudónimo dactilografado no rosto, e dentro, o nome, morada e número de telefone do Autor.

5 – Cada concorrente poderá apresentar dois trabalhos por modalidade, com excepção da QUADRA onde poderão ser apresentados três trabalhos a concurso, pelo que cada um será subscrito com pseudónimo diferente. Serão desclassificados os trabalhos que não sejam inéditos, isto é, que já tenham sido apresentados noutros concursos.

6 – O prazo de remessa dos originais (data de carimbo dos correios) termina em 08 de ABRIL de 2011 e deverão ser enviados, para:

IX Jogos Florais de AVIS
Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural
Praça Serpa Pinto, Nº11
7480 – 122 AVIS

7 – O não cumprimento do estipulado no presente regulamento, anula a apreciação dos trabalhos pelo júri, de cujas decisões não cabe recurso.

8 – As classificações serão tornadas públicas em 2 de Maio de 2011, sendo os concorrentes avisados por escrito.

9 – Haverá três prémios por modalidade, bem como as menções honrosas que o júri entender por bem conceder. Poderá, no entanto, deliberar a não atribuição de qualquer prémio, numa ou mais modalidades, se considerar que a qualidade dos trabalhos apresentados não é consentânea com a projecção que se pretende para esta iniciativa.

10 – A entrega de prémios aos galardoados terá lugar no dia 21 de Maio de 2011, em Avis, no Auditório Municipal Ary dos Santos, pelas 14H30’.

11 – Estes Jogos Florais ficam interditos aos elementos do Júri e demais pessoas envolvidas na organização dos mesmos.

12 – Ao Júri cabe a resolução de qualquer ocorrência que não seja abrangida pelo presente regulamento.

Nota: regulamento aprovado em reunião de Direcção da ACA-AC em 23 de Dezembro de 2010.

Com o apoio de:
Câmara Municipal de Avis
Junta de Freguesia de Avis
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CONCURSOS DA UBT SÃO PAULO – 2011
(São Paulo Homenageia o Nordeste)

TEMAS E ENDEREÇOS PARA ENVIO:

1º) Âmbito Nac./Internacional: SAL (Líricas/Filosóficas)
OBS.: Os Assinantes do Informativo também podem participar nesta categoria

Endereço p/remessa:
A/C de Selma P. Spinelli
Rua Graúna, 419 –aptº 91 = SÃO PAULO –SP
Cep: 04514-001

2º) Assinantes do Informativo:
DUNA (L/F)

Endereço p/remessa:
A/C de Domitilla Borges Beltrame.
Rua Batista Cepelos, 18 –aptº 31 = SÃO PAULO –SP
Cep: 04109-120

3º) Associados da Seção São Paulo:
FORNALHA (L/F) [Mesmo tema para “Novos” e “Veteranos”]

Endereço para remessa:
A/C de Marina Bruna
Rua Changá, 55-São Paulo-SP
Cep: 04141-070

4º) Concurso Humorístico p/Trovadores Novos e Veteranos da UBT -Seção São Paulo-SP
FORRÓ

Endereço p/remessa:
A/C de Therezinha Brisolla
Rua Costa Carvalho, 351 –aptº 54 = SÃO PAULO –SP
Cep: 05429-130

Máximo: 03 Trovas, por autor, em cada categoria, valendo também palavras cognatas.

PRAZO: 30-04-2011.
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CONCURSO NACIONAL INTERSEDES 2011
(Para todas as Seções e Delegacias, exceto para os trovadores da UBT –Seção São Paulo-SP)

Tema: JURA (Líricas/Filosóficas)

APENAS UMA TROVA, valendo cognatas.

Prazo = até 30.04.2011

Endereço p/remessa:
A/C de Marina Bruna
Rua Changá, 55-São Paulo-SP
CEP: 04141-070
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UBT DE CAMPOS DOS GOYTACAZES

Concurso de Trovas (líricas ou filosóficas)
TEMAS:
MÚSICA = [Âmbito Estadual-só Estado do Rio]
PROGRESSO = [Nacional/Internacional]

Uma Única Trova
Prazo: Até 30 De Abril De 2011
(Válido Carimbo Correio)

Evento:
Dia 18 E 19 Junho De 2011, Entrega Das Premiações, Passeio Turistico E Almoço De Confraternização

Enviar Para Neiva Fernandes
Delegada Da Ubt De Campos/RJ.
Rua Elói Ornelas, 25 Caju Campos/RJ – Cep. 28051-205
Tel. [22] 9917-2700
E-mail: neiva.sfernandes@hotmail.com
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XXI CONCURSO DE TROVAS DE PINDAMONHANGABA – 2011

TEMAS:

Nacional = “Inocência

Regional (Vale do Paraíba e Litoral Norte) = “Astúcia

Juventrova = “Bobeira

Sistema de Envelopes – valem palavras derivadas

Prazo para envio: até 30 de abril

Máximo de 03 trovas (que não sejam humorísticas)

Enviar para:
Biblioteca Pública “Rômulo Campos D’Arace”
Ladeira Barão de Pindamonhangaba, S/N
Pindamonhangaba/SP – Cep 12.401 – 320
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CONCURSO INTERNACIONAL DE TROVAS BRASIL/PORTUGAL

A/C de Cidinha Frigeri
Rua Pio XII , 97 – sala 1102
LONDRINA –PR- Cep: 86020-380

Temas: ELOS e VINHO (Líricas ou Filosóficas)

OBS.: Máximo: 03 participações por autor, contendo um ou os dois temas na Trova.
“Sistema de Envelopes”, valendo a data de postagem.

PRAZO MÁXIMO: ANTES ERA 31-03-2011.
(PRORROGADO PARA 30.04.2011)

Fonte:
Academia de Letras de Maringa

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Mariinha Mota (Caderno de Trovas)

Mesmo que a mágoa te açoite,
não te entregues ao sofrer,
pois o fim de cada noite
traz sempre um amanhecer.

Vede: o rio de ondas de ouro,
vindo de plagas amenas,
foi no próprio nascedouro
um fiozinho de água apenas…

Nunca tente amaldiçoar
todo o vozerio alheio.
De gente má a gritar
o nosso mundo está cheio.

Se guardaste com esperança
muitas riquezas humanas,
reparte tua abastança
aos que gelam nas choupanas.

Aproxima-te do bem,
procura-o com decisão,
e verás fulgir, além,
a suprema perfeição

Reparte, com amizade,
a prece, a comida, as vestes.
São juros da eternidade.
São dividendos celestes.

Os laços indestrutíveis,
que reúnem corações,
são, geralmente, invisíveis:
nascem só das emoções!

A bondade é flor que encerra,
no mundo, o maior troféu,
daqueles que, aqui na Terra,
vivem voltados pro Céu.

Nasceu na Terra a Bondade,
por ordem do Criador.
Tem por mãe a Caridade
e tem como pai o Amor.

Eu procuro, com freqüência,
desparzir o bem, a luz.
Sei que o fruto dá notícia
da árvore que o produz.

Quando vejo um passarinho
voltando para o seu ninho,
sinto uma dor muito aguda:
saudade do meu filhinho.

Vi, agora, um beija-flor
beijando uma linda rosa!
Lembrei-me, com grande dor,
do meu filhinho, tão prosa!

A diferença do olhar,
do homem que ama de verdade,
é como a brisa do mar
logo após a tempestade…

Recebe de alma serena
todo o golpe que te doa.
Opõe à voz que condena
tua paz serena e boa.

Como é bom sentir o vento,
ver árvores generosas,
ver astros no firmamento,
ouvir canções, ver as rosas.

Sempre, em tudo, o morticínio,
vê o homem bruto, em ânsia;
tendência para o extermínio
é suprema ignorância.

Há tanta gente vibrando
para que a vida me vença
que às vezes, fico pensando:
Ah! Se não fosse esta crença…

Se neste mundo mesquinho
nos tratarem com motejo,
tornar-nos-emos arminho
aproveitando este ensejo.

Toda esperança é qual lume
cheio de luz e calor,
é o mais dulcido perfume
que minora a nossa dor

Guarda no teu coração
a fé viva e a esperança
é da resignação
que nasce toda confiança.

Sempre que o véu da tristeza
ensombrar teu coração,
repara, quanta beleza
está ao alcance da mão!

Os laços indestrutíveis
que reúnem corações,
são, geralmente, invisíveis
nascem só das emoções!

És, Brasil, meu ar, meu pão,
o meu templo, a minha escola,
és Pátria do coração
que Deus me deu por esmola.

Ó minha alma insatisfeira,
na escuridão que te alcança,
ante a noite contrafeita,
ergue a tocha da esperança!

Fontes:
Jose Ouverney http://www.falandodetrova.com.br
http://mariinhamotapoeta.blogspot.com/

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Goulart Gomes (Bula Poetrix)

O haicai é uma pérola; o poetrix é uma pílula.
Goulart Gomes

Em 2011 o POETRIX completa 12 anos de criação. Nesse período ele obteve uma significativa propagação no Brasil, Portugal e em outros países de língua latina.

Com o objetivo de melhor defini-lo, estabelecendo critérios quanto à sua forma e conteúdo que possam orientar mais precisamente os seus autores – os poetrixtas – a Coordenação Geral do Movimento Internacional Poetrix (MIP) divulga, agora, esta BULA POETRIX, conjunto de orientações para o aperfeiçoamento e uniformização desse gênero literário.

1 POETRIX – Informações Técnicas

CONCEITO

Poetrix (s.m.): poema com um máximo de trinta sílabas métricas, distribuídas em apenas uma estrofe, com três versos (terceto) e título.

FORMAS MÚLTIPLAS

As Formas Múltiplas são derivações do POETRIX, provocadas pela intertextualidade. São formas múltiplas identificadas e reconhecidas pelo MIP: Duplix, Triplix, Multiplix, Grafitrix, Videotrix, Clonix, Letrix, Palavratrix, Acrostrix e Tautotrix. Informações sobre cada uma delas podem ser encontradas na homepage do MIP: http://www.movimentopoetrix.com

2 CARACTERÍSTICAS DO POETRIX

2.1 O poetrix é minimalista, ou seja, procura transmitir a mais completa mensagem em um menor número possível de palavras e sílabas.

2.2 O título é indispensável. Ele complementa e dá significado ao texto. Por não entrar na contagem de sílabas, permite diversas possibilidades ao autor.

2.3 Não existe rigor quanto à métrica ou rimas, mas o ritmo e a exploração da sonoridade das sílabas é desejável.

2.4 Metáforas e outras figuras de linguagem, assim como neologismos, devem ser elementos constitutivos do poetrix.

2.5 É essencial que haja uma interação autor/leitor provocada por mensagens subliminares ou lacunas textuais.

2.6 Os tempos verbais – pretérito, presente e futuro – podem ser utilizados indistintamente.

2.7 O autor, as personagens e o fato observado podem interagir criando, inclusive, condições supra-reais, cômicas ou ilógicas (nonsense).

2.8 O poetrix deve promover a multiplicidade de sentidos e/ou emoções, não se atendo necessariamente a um único significado.

3 COMPOSIÇÃO

O POETRIX deve ser composto por ao menos um dos seguintes elementos, inspirados nas Seis Propostas para o Próximo Milênio, de Ítalo Calvino:

3.1 CONCISÃO: o mínimo é o máximo. O importante é dizer muito, falando pouco. O poetrix é uma pílula, que tem seu propósito determinado; é um projétil em direção ao alvo;

3.2 SALTO: é a metamorfose da idéia inicial, provocada no segundo ou terceiro verso da estrofe, acrescida de outros significados, permitindo uma nova perspectiva de compreensão do poetrix;

3.3 SUSTO: é o elemento inusitado e imprevisível que provoca surpresa ao leitor; é a fuga do lugar-comum, da obviedade, que desconstrói e amplia horizontes, mostrando outros caminhos, possibilidades, contextos;

3.4 SEMÂNTICA: exploração da polissemia de determinadas palavras ou expressões, permitindo a possibilidade de variadas leituras ou interpretações;

3.5 LEVEZA: jeito multifacetado de utilização da linguagem. Nesse sentido, o uso de imagens sutis deve trazer leveza, precisão e determinação ao poetrix e, com isso, provocar, no leitor, a abertura de renovadas construções mentais impregnadas de imprecisões e indeterminações, de novas possibilidades de interpretar a realidade, de desanuviar a opacidade do mundo.

3.6 RAPIDEZ: máxima concentração da poesia e do pensamento; agilidade, mobilidade, desenvoltura; busca da frase em que todos os elementos sejam insubstituíveis, do encontro de sons e conceitos que sejam os mais eficazes e densos de significado;

3.7 EXATIDÃO: busca de uma linguagem que seja a mais precisa possível como léxico e em sua capacidade de traduzir as nuanças do pensamento e da imaginação;

3.8 VISIBILIDADE: qualidade de expressar e pensar imagens, colocando visões em foco; reflexo da qualidade imagética do poetrix, em cor, sombra, contorno e perspectiva; é o substantivar da poesia;

3.9 MULTIPLICIDADE: expressão da pluralidade de possibilidades intertextuais e polissêmicas, provocando interações e criando novas formas;

3.10 CONSISTÊNCIA: através da fuga das obviedades, dos lugares-comuns, buscando expressar-se de forma original. O poetrix rompe, naturalmente, com antigos esquemas simplificantes e reducionistas e investe num sistema complexo, cujas categorias são opostas à simplicidade: a complexidade, a desordem e a caoticidade, próprias de sistemas não-lineares, capazes de realizar trocas com o meio envolvente.

4 INDICAÇÕES:

4.1 EXPLORAR O PODER DO TÍTULO. para o qual não há limite de sílabas. Uma das grandes vantagens do poetrix é a existência do título, que habitualmente não existe no hai-kai .

4.2 MINIMALIZAR. Eliminar todas as palavras que estão sobrando. Escrever um poetrix é lapidar um diamante. Raramente um texto está pronto em sua primeira versão. É necessário, sempre, aprimorá-lo.

4.3 PESQUISAR. Uma idéia original pode ser enriquecida com informações complementares, ampliando-a em conteúdo e significado.

4.4 UTILIZAR FIGURAS DE LINGUAGEM. Em todas as formas poéticas, o uso de figuras de linguagem, metáforas, tropos e imagens enriquecem bastante o texto.

4.5 PERMITIR QUE O NÃO-DITO FALE. Evite menosprezar a inteligência e a perspicácia do leitor. O poetrix deve instigá-lo a buscar significados nas entrelinhas, a descobrir outros contextos e sentidos.

5 CONTRA-INDICAÇÕES:

5.1 EVITAR AS ORAÇÕES COORDENADAS. Um poetrix não é uma frase fragmentada em três partes.

5.2 NÃO CONFUNDIR POETRIX COM HAICAI. Para isso, é importante conhecer, também, os fundamentos do haicai, que tem suas próprias características.

5.3 CONJUNÇÕES EMPOBRECEM O POETRIX: mas, contudo, porém, todavia, não obstante, entretanto, no entanto, pois, geralmente não servem para nada em um poetrix, podendo ser eliminadas sem prejudicar o texto.

5.4 NÃO FORÇAR RIMAS. Poetrix não é trova. Às vezes pode-se dispensar completamente uma rima utilizando-se bem o ritmo, a sonoridade e a riqueza semântica das palavras.

5.5 POETRIX NÃO É PROVÉRBIO, MUITO MENOS DEFINIÇÃO. Muito menos, frase de parachoque de caminhão

Fonte:
http://www.goulartgomes.com/visualizar.php?idt=1402080

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Belo Horizonte em Trovas

ABEL LARA
O crime é ação nefanda,
que aos poucos o ser degrada.
quem o comete debanda
das normas de vida honrada.

† – AIR FÉLIX DA COSTA
Quando sorrires na vida,
pelo amor de um só momento,
não esqueça a despedida
que traz sempre sofrimento.

ALAIR ALMEIDA
Francisco, santo que faz
renascer nos corações
o puro bem: dá-me paz
na paz de tuas lições.

ALMIRA GUARACY REBÊLO
A ilusão de ser amado
foi um erro que eu maldigo.
Passei a vida ao teu lado,
nunca estiveste comigo.

ALOÍSIO GENTIL PIMENTA
Saber viver de verdade
e jamais ficar tristonho
é não permitir que a idade
seja mais velha que o sonho.

†ALYDIO DE CARVALHO SILVA
Meus longos anos de vida
a natureza retrata,
mostrando a estrada vencida,
nos meus cabelos de prata.

ALUÍZIO ALBERTO DA CRUIZ QUINTÃO
Sonhos de quem muito anseia
nesta sina de mortal
são pequenos grãos de areia
na construção do ideal.

AMAZILDE REHWAGEN
O que aquece a alma da gente
é sempre a boa amizade,
que aclarando nossa mente
traz também amenidade.

ANA ATAÍDE FERREIRA DA SILVA
No grande livro da vida,
seguindo os planos divinos,
o ser vivo consolida
impenetráveis destinos.

ÂNGELA MARIA LOPES LOURENÇO
Certa de que vencerá,
não vacile, sempre insista.
Só assim descobrirá
o segredo da conquista.

ÂNGELA TOGEIRO FERREIRA
O sentimento do amor,
os homens todos nivela,
seja na alegria ou dor,
na riqueza ou na favela.

ANTÔNIO AUGUSTO D´ALMEIDA
Um juiz mostrando pena,
pega a pena e sentencia…
A lei fria te condena.
Eu, de pena, absolveria.

ANTÔNIO COURI
Por não ser pai, não perdi
nem um pouco do meu brilho;
pelo menos aprendi
a grandeza de ser filho.

ANTÔNIO FRANCISCO PEREIRA
Quem não tem desde menino
um horizonte na vida
é um barco sem destino
voltando à ilha perdida.

† – APRYGIO NOGUEIRA
A maldade se renova,
mas na UBT, sem favor,
quem planta uma simples TROVA
colhe um alqueire de amor!

† – ARMINDO SANTOS TEODÓSIO
O elogio – força imensa
de incalculável valor…
tem sabor de recompensa
pra quem recebe o louvor.

AUXILIADORA DE CARVALHO E LAGO
Enfrento problemas meus,
vendo a vida por um fio…
Seguro nas mãos de Deus,
e venço o meu desafio.

BEATRIZ CARTAXO COTTA
A magia da esperança
impulsiona o dia-a-dia,
minha mente não se cansa
de forjar tanta alegria.

BENEDITO MACHADO HOMEM
Dizem que amor alimenta.
(Que ditado sem valor!)
-Quanto mais o nosso aumenta
mais tenho fome de amor!

BENETE JUDITH CÂNDIDO
A primavera dos anos
passa depressa, fugaz…
Surgem logo os desenganos
que o outono sempre traz.

† – CARLOS de ALENCAR
Um espírito de escol,
que de virtudes é fonte,
nos parece a luz do sol,
a despontar no horizonte.

CARLOS FERNANDES
Portugal! Eis-me a ti unido
na presença do passado,
quando escuto enternecido:
-Nossa Senhora do Fado.

CARLOS FERREIRA CHAVES
Seu sono traz o tormento
de sonhar alto, tem medo;
não queira, em qualquer momento,
revelar nosso segredo.

CARLOS ROBERTO FERNANDES
Revejo no meu diário
este pesado refrão:
só quem está solitário
sabe a dor da solidão.

CÉLIA MARIA BARBOSA RODRIGUES
Se choro, se rio ou canto
quero o mundo transformar…
O vácuo suga meu pranto,
não tem eco o meu sonhar.

CÉLIA LAMOUNIER DE ARAÚJO
Numa gaveta ordenada,
meus amores arquivei.
Cada partida chorada
em saudade transformei.

† – CÉLIA SALES BRANDÃO
Semeie o bem e verá
com que carícia e amor,
o futuro lhe trará
uma braçada de flor.

CÉLIUS ÁULICUS
Ninguém sabe em que dará
tanto desmate e desmonte.
Esse belo onde é que está?
onde é que está o horizonte?

CELY MARIA VILHENA FALABELLA
Duas mãos se separando
no longo apito do trem,
são salmos que vão rezando
e o pranto dizendo: Amém.

CLARA DE ASSIS SOUZA GUIMARÃES
Amor de mãe, sempre eterno,
não se pode contestar;
O filho que é muito terno
ela tende a perdoar.

CLÉLIA ROSA DE LIMA
A música é terapia,
também remédio bendito.
Ela possui a magia
que nos leva ao infinito.

CONCEIÇÃO PARREIRAS ABRITTA
Hoje, no outono presente,
cada dia que me aflora
vivo a festa do poente,
mas meus sonhos são de aurora.

CONCEIÇÃO PILÓ
“Palácio da Liberdade”
assim ficou nomeado,
no ideal desta cidade
e na glória do passado.

CRISTIAN MAURÍCIO GUIMARÃES
Amor, em grande poder,
ensoberbece a fraqueza,
que esta não pode conter
seu excesso de beleza.

† – DINA MANGABEIRA
No silêncio em que vivi
de angústia e de solidão,
eu nem percebi que, aqui,
em meu peito, há um coração.

EDELVAIS CAMPOS SILVA
Seja lua cheia ou nova,
quarto minguante ou crescente,
romântica, sempre aprova
esse nosso amor ardente.

EDMILSON FERREIRA MACEDO
Na minha mesa da sala,
teu retrato é, na verdade,
a imagem que mais me fala
no silêncio da saudade.

EDUARDO TOLEDO
O meu velho coração,
em constantes desafios,
é feito um mar de ilusão
bebendo os sonhos dos rios.

ELSE M. SOUZA MAIA
Saudade cruel tormento,
retorne ao meu corpo lasso,
nem que seja um só momento,
a impressão daquele abraço.

EVA REIS
Esse azar não mais porfia
e o treze a fé bem merece,
pois no céu, Santa Maria,
num dia treze aparece.

† – FELISBINO CASSIMIRO RIBEIRO
(EURIPO BARBACENA)
Meu São Francisco de Assis,
Dai-me o verso bem rimado;
quero sentir-me feliz,
sem nenhum, de pé quebrado.

FERNANDO LOPES DE ALMEIDA SOARES
Que melodia há na TROVA,
cativante como a estrela,
tão antiga e sempre nova!…
-Mas quão difícil fazê-la!

† – FRANCISCO LÚCIO DE OLIVEIRA
Não penses que sou feliz,
só por me ouvires cantar.
É que da música eu fiz
o meu jeito de chorar.

† – FRANCISCO PÉRSIO FALABELLA
Minha mãe partiu tão bela,
Deus a levou, entretanto,
eu me sinto perto dela
pelas gotas do meu pranto.

FRANCISCO VIEIRA CHAGAS
Viajei para voltar,
mas algo lá me prendeu.
Eu fui levado ao altar
e o meu amor se perdeu.

GERALDA MAJELITA BORGES LADEIRA
Na fronteira do passado,
a verdade eu traduzi…
Foi um sonho mal traçado
que louvei…hoje o esqueci.

GERALDO TAVARES SIMÕES
Nossa amizade louvável
é como a água da minha;
contínua, inesgotável,
pura, clara, cristalina.

† – GRAZIELLA LYDIA MONTEIRO
Pobre de quem, terra-a-terra,
vive seu mundo tristonho,
sem o horizonte que encerra
a fantasia do sonho.

IDA DUTRA SACRAMENTO
No grande mar desta vida,
quando remamos ao léu,
é preciso que presida
a orientação lá do céu.

IEDA MARINI SOUZA OLIVEIRA
Ó minha mãe tão amada!…
seu afeto e seu carinho
hão de guiar minha estrada
até o fim do caminho.

IGNOCY FLÁVIO LEITE
Galgo a vida, passo a passo,
numa sensata porfia.
Não existe mais fracasso
para aquele que confia.

ILÁ ARAGÃO
O relógio descompassa…
Minha vida vai marcando.
Quanto mais o tempo passa,
a velhice vai chegando.

IMACULADA CATARINA SILVA
Sorriso e horizonte abertos,
esta menina sapeca
faz babar “tolos” espertos
e, sem querer, o homem peca.

IOLANDA LÚCIA SOARES GOMES
Segredo se confessá-lo
ao seu próprio coração,
não queira nunca torná-lo
domínio da multidão.

IONE TAGLIALEGNA
Depois da chuva bem fina,
a terra fria se cobre
com o tênue véu da neblina
até que o sol o descobre.

IRENE CÉSAR BOTELHO
Paz todo mundo cobiça,
bem-estar, tranqüilidade.
Paz é filha da justiça,
inspirada na igualdade.

† -ISABEL MONTEIRO SOARES
Quanto mais busco o horizonte,
que limita a minha vida,
mais tenho rugas na fronte,
pela esperança perdida.

IVONE MENDES
Cada página vivida,
feito a vida no garimpo,
eis que é uma pedra que a vida
lapida passando a limpo.

IVONE TAGLIALEGNA PRADO
Mesmo no inverno da idade,
ainda vivo à tua espera…
Por isto, visto a saudade
com traje de primavera…

JACY GOMES ROMEIRO
O silêncio me amargura;
não gosto da solidão.
Prefiro ter a ventura
de um amor no coração.

JOÃO DE DEUS MENDONÇA
Horizonte que deu brilho
a conquistas gloriosas,
me orgulho de ser teu filho,
Capital das Alterosas.

JOÃO EVANGELISTA FALCÃO
Tal e qual, jogado fora…
Pelo vento…ao seu sabor,
vi-me tão só, naquela hora,
tão triste!…Coisa do amor.

† – JOÃO PEREIRA DA SILVA
Numa trova canto a fama
da História de Portugal,
que guarda um Vasco da Gama
e um Pedro Álvares Cabral.

JOÃO QUINTINO DA SILVA
O regalo de um amigo,
meu cabaz de rima em flor,
no soneto, encontra abrigo,
a parábola de amor.

JOSÉ BERNARDINO PEIXOTO
Fico às vezes meditando
nas verdades do ditado:
quanto mais estou amando,
tanto menos sou amado…

† – JOSÉ CAPANEMA
A vida é um circo. Os artistas
têm suas glórias e fracassos,
se faltam bons trapezistas
sobram feras e palhaços.

JOSÉ CARAM ELIAS JAUDE
Voa, voa, ó andorinha
e vai em busca de alguém
entregar esta cartinha
e contar o que ela tem.

JOSÉ CARLOS BAETA
Tem cada igreja seus sinos,
cada sino tem um som;
soam às vezes como hinos,
e, muitas vezes, só um “bom”.

JOSÉ COURI
É de me dar nostalgia
esse horizonte sem fim,
porque me lembra, Maria,
tua distância de mim…

† – JOSÉ CHAMONE
Tenho irmãs freiras, por isto
não receio azares meus,
pois sendo esposas de Cristo,
eu sou cunhado de Deus.

† – JOSÉ DE ANDRADE E SILVA
Eu sempre fui um escravo
de teus caprichos, querida;
mesmo julgando-me bravo,
fiz da prisão minha vida.

JOSÉ DE ASSIS
A caridade em ação
da grande obra Vicentina,
nos brota do coração…
Ó que dádiva divina.

† – JOSÉ DE OLIVEIRA FONSECA
A velhice é fim de estrada…
A sua espera, vem segredo;
para trás, só fica o nada
e, na frente, mora o medo!!!

JOSÉ FABIANO
Deu-me a sorte, com descaso,
no banquete deste mundo,
alegria em prato raso
e tristeza em prato fundo…

JOSÉ LARA
Graças ao nosso minério,
nossas matas, nossas fontes
serão logo um cemitério…
Adeus, meu belo horizonte!

JOSÉ LOURENÇO
A saudade sempre é vida,
por mais que doa na gente.
recordar um Bem, querida,
é vivê-lo novamente.

JOSÉ LUCAS FILHO
Pensei que o tempo esfriasse
a chama do amor de outrora,
mas vejo um sol que renasce
a cada romper da aurora…

JOSÉ OCTÁVIO DE BRITO CAPANEMA
E tomando verbo e brilho,
aprumado, já em cena,
falando, na voz do filho,
emocionado ele acena.

JOSÉ OSVALDO DE SOUZA
Não mudou a minha sina,
em tantos anos a fio:
acordo e sigo a rotina
dum horizonte sombrio.

† – JOSÉ VALERIANO RODRIGUES
Onde a saudade é nascida,
minha saudade a revê.
quando vejo a despedida
dos outros, – penso em você.

JUPYRA DE OLIVEIRA VASCONCELOS E ALMEIDA
Sua carta custou tanto,
foi tanto tempo a passar
que a saudade, ao ver meu pranto,
também se pôs a chorar.

JURACEÍ BARROS GOMES
Do cruzeiro da cidade,
onde todos nós brincamos,
só ficou muita saudade
da infância que lá deixamos.

LAÉRCIO ANDRADE PEDROSO
É o pensamento que insiste
na verdade que não nego;
A perfeição só existe
dentro dos olhos de um cego.

LAURA APARECIDA DA SILVA
Foi pensando na alegria,
que Deus nos criou a flor,
dando-lhe muita harmonia,
alegria, paz e amor.

LEILA MÍCCOLIS
Esse perfume- gostoso
que de muito longe vem,
tão delicado e amoroso,
só pode ser do meu bem.

LEOLINA DE OLIVEIRA MENDONÇA
Fiz trovas para matar
saudades do trovador,
que me deixando a chorar,
não pensou na minha dor.

† – LIBÂNIO RODRIGUES
Trabalhador incansável
nem tempo tem pra cuspir.
Inda consegue, notável,
Trovas fazer, sem dormir.

LÍGIA MARIA DE REZENDE
“Ama e faze o que quiseres”
dizia Santo Agostinho
porque -puro em seus misteres-
traça o amor reto caminho!

LUCÍLIA CÂNDIDA SOBRINHO
Sedução é como o vinho:
inebria de repente,
mas fica sempre o gostinho
da conquista inconseqüente.

LUCY MOREIRA DA SILVA RODRIGUES
Saber bem envelhecer
pode ser arte ou virtude,
difícil é deixar de ter
saudades da juventude.

LUIZ CARLOS ABRITTA
O que conta nessa vida
não é tempo, nem idade,
mas a procura renhida
da deusa felicidade.

LYGIA BRITTO DE SOUZA
Quando eu sinto o vento arfando
teus cachos em mil novelos,
penso em teu gesto afagando
as mechas dos meus cabelos.

LYGIA GOMES DE PÁDUA
Concebo na trova o encanto
porque nela encontro o amor.
percebo sob o seu manto
quanto é bom ser trovador.

MARCOS NOGUEIRA DA GAMA
Toda fortuna que é obtida
sem trabalho e sem amor,
traz desenganos na vida,
faz do rico um sofredor.

MARIA ANITA GUIMARÃES
Amor é forma constante
de conservar a união,
mais aumenta, se distante,
de perto…mais emoção.

MARIA AUXILIADORA DE CARVALHO E LAGO
A maior sabedoria
dispensa toda ciência:
é aprender com Maria
fé, amor e paciência.

MARIA AUXILIADORA GALINARI NASCIMENTO
(DODORA GALINARI)
Como prova de me amar,
Deus achou uma solução:
foi letra de MÃE gravar…
na palma de minha mão.

† – Mª. BICALHO PARREIRAS RANDT
Na mentira tanto tempo,
nosso falso amor viveu,
por isso no contratempo,
não resistindo, morreu.

MARIA CARMEM DE CASTRO AMORIM XIMENES DE SOUZA
O Encontro dos Trovadores
vindo de outras paragens
carrega muitos valores
em suas ricas bagagens.

MARIA DA CONCEIÇÃO VIEIRA DE ALMEIDA
Para enganar o meu pranto,
conto histórias, canto a dor
e me abrigo no acalanto
dos versos do meu amor.

MARIA DA COSTA LAGE
Este mistério de outono
vem me envolvendo, mansinho…
Velhice é como abandono
do amor que se foi do ninho.

MARIA DA CRUZ PEREIRA NUNES
Pro Calvário foi Jesus,
levando a Cruz, grande dor!
dia sombrio e sem luz…
morreu Jesus por amor.

† – MARIA DOLORES PAIXÃO LOPES
LOLA DE OLIVEIRA
Um raio de sol, que a medo,
a vidraça atravessou,
desvendou nosso segredo…
o amor que a noite ocultou…

MARIA EDNA DA SILVA LOPES
Como é bom rever amigos
e por a conversa em dia,
lembrar dos tempos antigos
no reencontro da alegria.

MARIA ENEIDA NOGUEIRA GUIMARÃES
Só através da aparência,
nunca se pode escolher,
pois a verdadeira essência
é difícil de se ver.

MARIA LÚCIA DE GODOY PEREIRA
Uma palavra bem dita
é como seta certeira:
a sua ação infinita,
vale uma sentença inteira.

MARIA NATALINA JARDIM DE ALMEIDA
Por um filho, amor tão doce
nutre a mãe em demasia,
se um cento de filhos fosse
pelos cem dividiria.

MARIA ODETE SOUTO PEREIRA
Foste chuva de verão,
benfazeja e passageira;
mas teu abraço, esse não,
me aquecerá a vida inteira.

MARLEIDE CANEDO DE OLIVEIRA
A vida nos leva sonho,
nos devolve outros também;
de todos os que transponho,
só o amor supera o bem.

MARLENE DUARTE DE SÁ
As nuvens brancas de arminho,
no céu puro cor de anil,
se movem devagarinho
desenhando seu perfil.

MARLEIDE LEITE
O egoismo que nos cega
não traz nenhuma emoção.
Quem na vida o amor sonega,
põe ódio no coração.

MARTA ANAEL DE MOURA MAGALHÃES
O amor é pura atitude
que assumimos livremente,
um terno olhar de virtude
faz amar eternamente.

MERCÊS MARIA MOREIRA
No céu do meu coração,
teu amor é sol de outono,
aquecendo a solidão
do meu profundo abandono.

NAPOLEÃO FERREIRA DE MACEDO E MELO
Antigo Curral del-Rei,
depois, Cidade Jardim…
Hoje, poluída, nem sei
como chamar-te, por fim!

† – NILO APARECIDA PINTO
Sonhei com a Virgem Maria
– no céu, num trono de flores,
– nossa senhora aplaudia
– o canto dos Trovadores.

OLGA SALOMÃO DE FRANCOUBT
Vento, não batas à porta,
pois isso não fica bem…
penso ser minha Maria,
vou abrir, não é ninguém.

OLÍMPIO DA CRUZ SIMÕES COUTINHO
Não quero melhor abrigo
do que no teu coração,
onde o nosso amor antigo
desconhece a ingratidão.

† – PAULO DE TARSO COSTÁBILE
Declina o sol e aparece
o colorido horizonte!
Roga-se em serena prece
que um novo dia desponte.

PAULO EMÍLIO PINTO
Mais bebo, mais me angustio,
tamanha é a dor que me invade.
-Sou planta de beira-rio
numa enchente de saudade.

RELVA DO EGYPTO REZENDE SILVEIRA
Das mãos de Deus vai caindo,
em forma de chuva mansa,
a bênção da água…e espargindo
as sementes da esperança.

RENATO PASSOS
O médico, grande artista,
na arte de poder curar,
tem que ser malabarista,
pra sua morte driblar.

ROSA DE SOUZA SOARES
Sabe porque só me resta
debruçar-me na janela?
É porque o melhor da festa
é mesmo esperar por ela.

SIDNÉIA NUNES GUIMARÃES
E Deus nos trouxe a verdade:
-nascimento de Jesus…
Sua própria eternidade
trouxe ao mundo paz e luz.

SÍLVIA DE LOURDES ARAÚJO MOTTA
Três filhos são lindos laços,
do meu amor sem medida,
para todos, dou abraços
e bênçãos por toda a vida.

STELLA DA COSTA CÉSAR
Amor de ternura feito
numa noite enluarada…
Por um nada foi desfeito,
numa fria madrugada.

TEREZINHA RAPOSO COSENZA
Minha cidade é uma fonte,
de pureza cristalina,
onde a visão do horizonte,
é um sonho que não declina.

THEOLINA VILELA
Quantas vezes o palhaço
com sorriso de alegria
disfarçando seu fracasso,
ganha o pão de cada dia.

THEREZA COSTA VAL
(Maria Therezinha Costa Val Araújo)
Quando a noite silencia,
a saudade chega, intensa
e ocupa a casa vazia
onde, outrora, eras presença.

VICENTE DE PAULA VIOTTI
Auto-estima é natural,
mas se demais, é vaidade,
sendo evidente sinal
de oculta mediocridade.

† – VIRGÍLIO G.ASSUNÇÃO
Das prendas do coração
só a saudade- destoa:
nas outras mora o perdão
e a saudade não perdoa.

YVONNE GROSSI
Escreve-me e manda flores,
poesias, constantemente,
como entender seus amores
se a presença é tão ausente?

WALDEMAR PEQUENO
Há uma luz que me alumia,
uma luz que o céu não tem,
nem de noite e nem de dia;
-a dos olhos do meu bem.

WANDA DE PAULA MOURTHÉ
Brilho, sombra, e agora o breu:
roteiro de vida a dois…
Amor fugaz que morreu
sem a chance de um depois.

WILMA DE PAULA (PEIXOTO) LANA
Vem caindo devagar,
boa chuva e é de verão.
Eu me ponho a divagar:
se volto com ele ou não.

† – ZÉLIA BARROS ALENCAR
Janelas mais indiscretas
que as dos teus olhos, não vi:
revelam coisas secretas,
sempre falando por ti.

ZENI DE BARROS LANA
As flores que tu me atiras,
com falsidade sem fim,
são pedras, pois são mentiras
que doem dentro de mim.

† – ZENÍLIA PAIXÃO
As suas mãos enrugadas
às minhas se entrelaçaram,
lembrando emoções passadas
que em nossas almas ficaram.

ZILÁH ÁVILA CASTRO
Tua presença me traz
sempre esta mesma emoção;
jogando assim, para trás,
tristezas que lá se vão.

† – ZILDA NOVAIS
Caminhando passo a passo,
entre sonhos me embalei,
mas passo a passo desfaço
todos os sonhos que sonhei.

Fonte:
Seleção por Silvia Motta

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Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.83)

Trova do Dia

Se canto a felicidade
sou poeta imaginando…
Mas quando falo em saudade
eu sei do que estou falando!
PEDRO ORNELLAS/SP

Trova Potiguar

Quem parte, parte chorando,
quem fica chora também;
só fica ou parte cantando
aquele que não quer bem.
ANTÍDIO AZEVEDO/RN

Uma Trova Premiada

2001 > Amparo/SP
Tema > PAZ > Menção Honrosa

Olho a tapera habitada
e em minha fé me concentro:
– Feita de restos de “nada”!…
– e quanta paz tem por dentro!!!
ERCY Mª MARQUES DE FARIA/SP

Uma Poesia

MOTE :
Quer matar um poeta, mate o sonho,
Que o poeta sem sonho se liquida.

GLOSA :
Quer fazer este mundo mais tristonho
tire o charme romântico das flores,
quer banir a beleza apague as cores
“quer matar um poeta, mate o sonho;”
entretanto se quer Jesus risonho
faça um gesto de amor, abrace a vida,
veja o mundo na tela colorida
da visão inspirada de um profeta;
mas, não toque no sonho do poeta
“que o poeta sem sonho se liquida.”
JOSÉ LUCAS DE BARROS/RN

Uma Trova de Ademar

Quando de um amor me aparto,
em tristezas me esparramo:
– bebo sozinho em meu quarto
as lágrimas que eu derramo!
ADEMAR MACEDO/RN

…E Suas Trovas Ficaram

Perdi sonhos… esperanças…
perdi tudo. E em meu cansaço,
tento reter as lembranças
nos versos tristes que faço.
NÁDIA HUGUENIN/RJ

Estrofe do Dia

Que se façam presentes no seu lar
A poesia, a justiça e o amor,
A poesia o tornando um trovador
O amor ensinando a perdoar
A justiça disposta prá lhe dar
Do direito a virtude e a essência
Que os três lhe concedam uma audiência
Prá dispor do sabor da liberdade
Inibir o terror da vaidade
E combater o dragão da violência.
PEDRO ERNESTO FILHO/CE

Soneto do Dia

– Alceu Wamosy/RS –
DUAS ALMAS.

Ó tu, que vens de longe, ó tu, que vens cansada,
entra, e, sob este teto encontrarás carinho:
Eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho,
vives sozinha sempre, e nunca foste amada…

A neve anda a branquear, lividamente, a estrada,
e a minha alcova tem a tepidez de um ninho.
Entra, ao menos até que as curvas do caminho
se banhem no esplendor nascente da alvorada.

E amanhã, quando a luz do sol dourar, radiosa,
essa estrada sem fim, deserta, imensa e nua,
podes partir de novo, ó nômade formosa!

Já não serei tão só, nem irás tão sozinha:
Há de ficar comigo uma saudade tua…
Hás de levar contigo uma saudade minha…

Fonte:
Ademar Macedo

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Arquivado em Jose Ouverney, Mensagens Poéticas

Pedro Ornellas (As Artes do Pedro II)

Doze trovas líricas

DELÍRIO
Meu delírio ouvindo passos,
quase às raias da demência,
abre a porta e estende os braços
para abraçar tua ausência!

SOLIDÃO
Vigia que espreita e sonda
marcas de um sonho desfeito,
a solidão faz a ronda
no quarteirão do meu peito!

SAUDADE
Se canto a felicidade
sou poeta imaginando…
Mas quando falo em saudade
eu sei do que estou falando!

FRACASSO
Tive a noção do fracasso
quando o tempo, em desvario,
encheu de ausências o espaço
que o sonho deixou vazio!

ABANDONO
O trem partindo… um aceno…
e ao retornar pela estrada,
vi lágrimas de sereno
nos olhos da madrugada!

FELICIDADE
Na vida, imensa coxilha,
zombando do meu fracasso,
felicidade é novilha
mais ligeira que o meu laço!

COBIÇA
Meu coração cobiçando
teu belo corpo de fada
é o pôr-do-sol se espelhando
nos olhos da madrugada!

ESCOLTA
Deixei paisagens fagueiras
e os anos, fazendo a escolta,
foram lacrando as porteiras
para impedir minha volta!

IMPRUDÊNCIA
Faz tempo, na velha estância,
por desvarios levado,
pulei a cerca da infância
– e me perdi do outro lado!

CRUELDADE
Hoje voltas, volta ingrata,
depois que o tempo passou…
Como volta alguém que mata
pra confirmar que matou!

DESENCONTRO
Nasceu em época errada
um de nós dois… Só não sei
se tu chegaste atrasada
ou fui eu que me adiantei!

RESTOS…
Resto do sonho que um dia
não previu restos, nem fim,
um resto de fantasia
sustenta o resto de mim!

Fonte:
O Autor

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Arquivado em Jose Ouverney, São Paulo, Trovas

Carolina Ramos (Livro de Trovas)

O mar da vida parece
que às vezes quer me afogar,
mas, Deus, que nunca me esquece,
atira a bóia no mar!

No amor o tempo se gasta
com medidas desiguais:
se estás longe, ele se arrasta;
se perto, corre demais!

Nosso amor, quadras desfeitas,
de um poema sem achados…
Rimas tristes, imperfeitas,
fechando versos quebrados!…

Que o presente se reparta
com o passado, sem queixa…
– A memória não descarta
o que a saudade não deixa!

Há contraste em nossas vidas
mas, perfeito é o desempenho:
luz e sombra, quando unidas,
dão força e vida ao desenho…

Saltando apenas num pé,
negrinho, maroto e arteiro,
o saci, nada mais é,
que o capeta brasileiro…

É possível que aconteça:
Seja folclore ou novela,
tanta gente sem cabeça…
por que não mula… sem ela?

Teu amor… tal força tinha,
que a saudade me conduz
e esta penumbra só minha
ainda é cheia de luz!

A lua beija a favela…
A estrela no céu reluz…
– Meu bem, apaga essa vela,
o amor não quer tanta luz!…

A sós, na penumbra doce…
Neste agora sem depois,
é como se o mundo fosse
um mundo só de nós dois!…

Lembrando a ternura antiga,
minha saudade se exalta…
– Bendigo a penumbra amiga
que me esconde a tua falta!

Esta penumbra… Este frio,
este agora sem porquê…
Este silêncio vazio
é o meu mundo sem você!

Quando a penumbra descia,
a nossa emoção vibrava,
sonhando o que não dizia,
dizendo o que nem sonhava!…

A penumbra da saudade
torna os meus dias tristonhos
e eu bendigo a claridade
das estrelas dos meus sonhos!

No claro-escuro da vida,
fusão de alegria e dor,
a penumbra é colorida
se for penumbra de amor!

Se a ternura nos aquece
e um grande amor nos ampara,
é quando a penumbra desce
que a vida fica mais clara!

A verdadeira alforria
é aquela que estende as mãos,
unindo em plena harmonia
branco e negro, como irmãos.

Alforria… e a voz dos bravos
se erga, potente, entre as massas,
negando criar escravos
de um ódio cruel entre raças.

Esse que vive algemado
às paixões, odiando a esmo,
mesmo sendo alforriado,
segue escravo de si mesmo!

Preso ao tronco, em ais tristonhos,
geme o negro, sem alarde…
– para quem não tem mais sonhos,
a alforria chegou tarde…

Alforriada, ela passa
gingsando frente ao feitor
e o dengo de sua raça
faz dele escravo do amor!

A pele negra retrata
a dor de uma triste saga,
pois o estigma d chibata
nem mesmo a alforria apaga!

Sorrindo ao branco menino,
que o negro seio mordia,
mãe preta cumpre o destino,
alheia à própria alforria.

Choram as mães… Alforria!
e os negrinhos, assustados,
não sabem que uma alegria
também faz olhos molhados!

Alforria… ela desperta
tendo ao rosto um novo brilho,
não lhe importa estar liberta,
mas, ver liberto o seu filho!

Alforria… que mentira!
pensa o negro velho a rir…
– seu braço tanto servira,
que apenas crê no servir…
–––-

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Alerta sobre Atualizações das Postagens

Visando facilitar o acesso as postagens atualizadas diariamente no blog, aos que fizeram a inscrição disponível na barra lateral esquerda no ítem “Coloque seu email para receber as atualizações do blog:“, em virtude de que alguns apresentam alguns problemas de acesso da internet, seja discada, ou de lentidão no acesso do micro, etc. a partir de hoje estas postagens diárias passam a ser com os textos completos, tais quais estão no blog, permitindo um acesso descompromissado com o acesso direto ao blog.

Contudo devo alertar que as postagens antigas (cerca de 5 mil) não há como colocar nos e-mails, por isso recomendo navegar pelo blog para acessa-las.

Estou em fase de finalização do índice das postagens (cerca de 150 páginas em word), caso se faça necessário, mediante solicitação poderei enviar. O e-mail para tal é o mesmo pavilhaoliterario@gmail.com.

Apesar da grande quantidade de postagens aqui colocadas, sugiro a que acessem outros blogs e/ou sites, sendo alguns que recomendo na barra lateral esquerda. Como o Singrando Horizontes tem uma abrangência muito grande, existem alguns direcionados, como por exemplo http://umcoracaoqueama.blogspot.com/ com poesias. O Jornal de Poesia possui centenas de poetas conhecidos ou desconhecidos, http://www.jornaldepoesia.jor.br/. Se procura somente a cultura paranaense, http://simultaneidades.blogspot.com. Enfim, uma quantidade grande de fontes de pesquisa.

Obrigado,
José Feldman

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Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.48)

Trova do Dia

Chega a velha toda acesa
no portão fazendo graça.
Diz a filha: “Que surpresa!”
Diz o genro: “Que desgraça!”
PEDRO ORNELLAS/SP

Trova Potiguar

Pra garantir matrimônio
a confiante Teresa,
mantém sempre, o Santo Antônio,
com a velinha “bem acesa”…
UBIRATAN QUEIROZ/RN

Uma Trova Premiada

2009 > Bandeirantes/PR
Tema > ARRUAÇA > Menção Especial

O guarda chega algemando:
– Não quero saber de arruaça!
– De que rua está falando…
se eu só bebi nesta praça?
WANDIRA FAGUNDES QUEIROZ/PR

Uma Trova de Ademar

Revelo aqui ao machista
que vou lhe causar um choque!
Me tornei urologista
só para lhe dar um toque!
ADEMAR MACEDO/RN

…E Suas Trovas Ficaram

O pau quebrou, na baiuca,
Quando a empregada dondoca,
cheia de grilos na cuca,
achou um grilo na coca.
WALDIR NEVES/RJ

Estrofe do Dia

Amor a primeira a vista!
Ouvi da voz sensual,
aí me senti o tal
e o grande rei da conquista.
Será mais uma na lista
do garanhão arretado.
Mas aí fiquei frustrado
quando ela disse no instante:
Mas da segunda em diante,
pode ser no pré-datado!
FRANCISCO MACEDO/RN

Soneto do Dia

– Miguel Russowisk/SC –
MORRER DE RIR.

Ter medo de morrer, porquê? – pergunto.
A morte é natural e tu tens medo?
A vida tem um fim e tarde ou cedo,
todo porvir comporta o seu defunto.

Embora tu não gostes deste assunto,
terás de usá-lo sempre como enredo.
A morte, eu sei, é o tema mais azedo,
que traz recheios de mistérios junto.

Eu penso assim, pois vejo em meu futuro,
um cadáver, bem morto, alegre e duro
num velório murchinho e sem cachaça.

Sinta-se mal aquele que disser
( mas hei de perdoar se for mulher):
-Morrer de rir ?!… -Meu Deus!-…não acho graça .

Fonte:
Ademar Macedo

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VI Concurso de Trovas/2010 de Maranguape/CE (Resultado Final)

Montagem da Imagem = J. Feldman
União Brasileira de Trovadores – Seção de Maranguape – Ce
Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba – ACLA
Coordenação Geral: – Moreira Lopes

ÂMBITO: NACIONAL/INTERNACIONAL

Comissão Julgadora – Trovadores da UBT-Fortaleza e do Conselho de UBTs do Ceará:
1. Francisco José Pessoa de Andrade Reis; 2. Gutemberg Liberato de Andrade; 3. José Pereira de Albuquerque; 4. Rejane Costa Barros; 5. Zenaide Braga Marçal; 6. Vital Arruda Figueiredo

Comissão Apuradora – Trovadores da UBT-Maranguape:
1. Francisco José Moreira Lopes; 2. Maria Cleuses Nunes Costa; 3. Maria Leda Pereira da Silva

As trovas podem ser vistas na Comunidade Maranguape, fórum Trovas-Maranguape, no link: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=941744&tid=2444119215035791724
.

ÂMBITO: NACIONAL/INTERNACIONAL
TEMA: SONHO(S) [L/F]

VENCEDORES (1º ao 5º lugares):

1º. Lugar:
Nos retalhos da lembrança,
a minh’ alma embevecida
tece sonhos de criança
em pleno ocaso da vida!!!
EDUARDO A O TOLEDO
POUSO ALEGRE/MG

2º. Lugar:
Quando uma estrela se apaga
no céu de róseo porvir,
um novo sonho me afaga
e o dia acorda a sorrir!
ELEN DE NOVAIS FELIX
NITERÓI/RJ

3º. Lugar:
Os sonhos do amor primeiro
E os desmandos da paixão
Têm morada num celeiro
Que se chama coração.
DEUSDEDIT ROCHA
FORTALEZA/CE

4º. Lugar:
Ilusão, leme que assumo,
Nos dias vãos e enfadonhos…
Veleiro ao mar… vou sem rumo…
Na correnteza dos sonhos…
MARIA DE FÁTIMA SOARES DE OLIVEIRA
JUIZ DE FORA/MG

5º. Lugar:
Alma infeliz que não medra
e sente a vida enfadonha,
não coloque tanta pedra
no caminho de quem sonha!
JOSÉ MESSIAS BRAZ
JUIZ DE FORA/MG

MENÇÕES HONROSAS (6º ao 10º lugares):

6º. Lugar:
Quem vive preso ao passado
só remoendo lembranças,
deixa seus sonhos de lado
sepultando as esperanças.
LICÍNIO ANTÔNIO DE ANDRADE
JUIZ DE FORA/MG

7º. Lugar:
Eu guardo com tanto enlevo
este sonho que é só nosso:
– Quero contá-lo! Não devo!
– Devo Contá-lo? Não posso!!!
ANTÔNIO COLAVITE FILHO
SANTO ANDRÉ/SP

8º. Lugar:
Sonho… ilusão… fantasia…
vitória ou glória fingida…
– São pratos que o homem cria
para o banquete da vida!
HÉRON PATRÍCIO
SÃO PAULO/SP

9º. Lugar:
Sonhos de paz … sonhos vãos,
que a iniquidade soterra…
É a guerra, matando irmãos,
em nome da paz, na Terra…
DARLY O. BARROS
SÃO PAULO/SP

10º. Lugar:
Mesmo infeliz eu componho
Meu verso choroso e triste,
Pois a mulher do meu sonho…
É só no sonho que existe!
MAURÍCIO FERNANDES LEONARDO
IBIPORÃ/PR

MENÇÕES ESPECIAIS (11º ao 15º lugares):

11º. Lugar:
Em sonhos, penso e repenso,
mas não chego à conclusão:
como é que este amor imenso
cabe no meu coração?
DJALDA WINTER SANTOS
RIO DE JANEIRO/RJ

12º. Lugar:
Plange em dó maior um sino
E a recordar eu me ponho
Escutando ao longe um hino
Na catedral do meu sonho!
MARISA RODRIGUES FONTALVA
SÃO PAULO/SP

13º. Lugar:
O meu sonho mais profundo
que campeia ao meu redor,
é um dia fazer do mundo
um outro mundo melhor…
BENEDITO VIEIRA TELLES
MARINGÁ/PR

14º. Lugar:
No controverso da sorte,
Quando o amor traz frustrações,
O nosso sonho é suporte
De nossas desilusões…
AILTO RODRIGUES
NOVA FRIBURGO/RJ

15º. Lugar:
Um sonho é sonho, mais nada,
Mas, às vezes, na emoção,
Deixa marcas na calçada
Das ruas do coração.
FLÁVIO ROBERTO STEFANI
PORTO ALEGRE/RS

DESTAQUES (16º ao 20º lugares):

16º. Lugar:
Por teu amor esperando,
Do sonho me fiz cativo,
Não vivo apenas sonhando,
Por este sonho é que eu vivo.
CAMPOS SALES
SÃO PAULO/SP

17º. Lugar:
Teu olhar da mocidade,
Com pupila cristalina,
Me devora de saudade,
Do meu sonho de menina!
JUDITE DE OLIVEIRA
TAUBATÉ/SP

18º. Lugar:
Ao ocupar seu espaço,
leva alegria, esperança,
pois o sonho do palhaço,
é ver sorrir a criança.
JOSÉ GUARANY RODRIGUES
PINDAMONHANGABA/SP

19º. Lugar:
O sonho tem a magia
de nos levar mais além.
Um pouco de fantasia
nunca fez mal a ninguém.
EMILIA PENALBA DE ALMEIDA ESTEVES
PORTO/PORTUGAL

20º. Lugar:
Dos sonhos todos que temos
e que se tornam lembrança,
os mais belos são supremos
devaneios de criança…
J B XAVIER
SÃO PAULO/SP

ÂMBITO: NACIONAL/INTERNACIONAL
TEMA: “Rádio” (Trova humorística)

VENCEDORES (1º ao 5º lugares):

1º. Lugar:
Choveu foi muito no estádio:
um gol, dado, na “banheira”,
decretou “chuva de rádio”
na cabeça do bandeira!!!
JOSÉ OUVERNEY
PINDAMONHANGABA/SP

2º. Lugar:
Num concurso em Madureira,
ele foi participar,
mas falou tanta besteira
que a Rádio saiu do ar.
ARGEMIRA FERNANDES MARCONDES
TAUBATÉ/SP

3º. Lugar:
“- Sogra é pesadelo atroz”,
diz o Zé, quando se irrita.
“- Até o rádio baixa a voz
quando a minha sogra grita”…
MILTON SOUZA
PORTO ALEGRE/RS

4º. Lugar:
Marido, vê se me poupa
dessa fanfarra que humilha!…
Que o volume em sua roupa
oculta um rádio de pilha.
ELEN DE NOVAIS FELIX
NITERÓI/RJ

5º. Lugar:
O aniversário era em maio:
– Quero um rádio, pede a filha.
– Vou te dar um papagaio
Que fala sem gastar pilha!!!
ALBA HELENA CORRÊA
NITERÓI/RJ

MENÇÕES HONROSAS (6º ao 10º lugares):

6º. Lugar:
O velhote o rádio ouvia
Num colóquio com seu bem:
Faltou pro rádio a energia,
E o velho “apagou” também!
EDMAR JAPIASSU MAIA
RIO DE JANEIRO/RJ

7º. Lugar:
Um “portuga” foi passar
lá na China mais de um mês;
compra um rádio e vai trocar…
Por não falar Português.
ADEMAR MACEDO
NATAL/RN

8º. Lugar:
Quando o rádio anunciou:
“o mundo vai se acabar”,
o bebum logo gritou:
deixa a última eu tomar! …
AMAEL TAVARES DA SILVA
JUIZ DE FORA/MG

9º. Lugar:
Nem fazendo urucubaca
calo a boca dos boçais:
além do rádio a matraca
da vizinha fala mais…
ANALICE FEITOZA DE LIMA
TUCURUVI/SP

10º. Lugar:
Pelo rádio, ouviu o luso:
– “Pênalti desperdiçado!!!”
Ligou a TV, confuso,
a ver, se lá, tinha entrado!…
RENATO ALVES
RIO DE JANEIRO/RJ

MENÇÕES ESPECIAIS (11º ao 15º lugares):

11º. Lugar:
Todo dia, pendurada
no seu rádio e na novela:
– comida sempre queimada…
e grudada na panela!
DIAMANTINO FERREIRA
CAMPOS DOS GOYTACAZES/RJ

12º. Lugar:
Dia e noite de pijama,
Ouve rádio, lê jornais,
Vovô lastima e reclama
Por férias que não tem mais!
CÉLIA GUIMARÃES SANTANA
SETE LAGOAS/MG

13º. Lugar:
Acordei, liguei o rádio,
feliz a me espreguiçar;
ouço então: levanta Eládio!
Malandro, vai trabalhar!
JOÃO OSVALDO SOARES
MARANGUAPE/CE

14º. Lugar:
Comprei um rádio importado,
pensei que fosse chinês…
Mas me senti enganado:
Só falava “em português” !!!
ROBERTO TCHEPELENTYKY
SÃO PAULO/SP

15º. Lugar:
Fala mais que rádio antigo…
Minha sogra é maravilha
que, pra meu grande castigo,
fala… e fala… até sem pilha !
HÉRON PATRÍCIO
SÃO PAULO/SP

DESTAQUES (16º ao 20º lugares)

16º. Lugar:
Falação, depois do parto?
Achou estar delirando!
– Cê trouxe o rádio pro quarto???
– Não… ela nasceu falando…
DIVENEI BOSELLI
SÃO PAULO/SP

17º. Lugar:
De fato… “A sogra é tão mala”,
Que quando a língua extrapola,
Fala tanto que até cala
A minha radiovitrola!
AILTO RODRIGUES
NOVA FRIBURGO/RJ

18º. Lugar:
Entre o paládio e o vanádio,
o luso qual doido fica…
querendo o “elemento rádio”
para ouvir Porto x Benfica.
JAIME PINA DA SILVEIRA
SÃO PAULO/SP

19º. Lugar:
Um locutor, empolgado,
no rádio, com a audiência,
deixa ao ar, um som borrado,
por sonora flatulência…
FABIANO DE CRISTO MAGALHÃES WANDERLEY
NATAL/RN

20º. Lugar:
No retorno do Nordeste,
parto agora para o ataque:
– Já que sou cabra-da-peste,
quero um rádio com sotaque!!!
ANTÔNIO COLAVITE FILHO
SANTO ANDRÉ/SP

Fonte:
UBT Maranguape

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Apollo Taborda França em Xeque

Entrevista realizada pela Revista virtual “Falando de Trovas e de Trovadores” com o ilustre escritor Apollo Taborda França, que já conquistou lugar de destaque na galeria dos grandes poetas e trovadores do Brasil.

Apollo Taborda França, nasceu em Curitiba, capital do estado do Paraná, onde reside. Filho de Heitor Stockler de França e Brasília Taborda Ribas de França. Fez cursos primário e ginasial no Instituto Santa Maria, dos Irmãos Maristas. Posteriormente em Direito pela Universidade Federal do Paraná, em Jornalismo pela Universidade Católica (hoje PUCPR), ainda em Curso Técnico de Construção de Máquinas e Motores, pela Escola Técnica Federal do Paraná que agora está transformada em Universidade; e se formou em Ciências Econômicas.

Possui 17 livros publicados, em prosa e em verso. Inclusive cinco de Trovas. Passou a fazer versos naturalmente, talvez por influência sangüínea, uma vez que seu pai Heitor Stockler de França era escritor, poeta, jornalista e advogado e seus irmão também fazem poesias e trovas. Suas composições literárias foram publicadas em jornais, especialmente em livros e coletâneas impressas em São Paulo e Rio de Janeiro, etc.

– Cadeira n.36 da Academia Paranaense de Letras
– Cadeira n.38 da Academia de Letras José de Alencar
– Membro do Centro de Letras do Paraná
– Membro do Círculo de Estudos Bandeirantes
– Presidente da UBT/Curitiba 1984/86 e 1990/92.
– Membro do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense

Lairton: Dr. Apollo, queira nos dizer onde nasceu e reside.
Apollo: Nasci em Curitiba, capital do estado do Paraná, onde resido.

Lairton: Como foi a sua infância e adolescência?
Apollo: Tanto minha infância quanto adolescência foram excelentes, em companhia de meus pais, irmãos, parentes e amigos.

Lairton: Fale-nos sobre sua vida escolar.
Apollo: Fiz cursos primário e ginasial no Instituto Santa Maria, dos Irmãos Maristas. Posteriormente me formei em Direito pela Universidade Federal do Paraná, em Jornalismo pela Universidade Católica (hoje PUCPR), ainda em Curso Técnico de Construção de Máquinas e Motores, pela Escola Técnica Federal do Paraná que agora está transformada em Universidade; e mais ainda me formei em Ciências Econômicas.

Lairton: O Senhor é autor de importantes obras literárias. Quando começou e que razões o levaram a escrever? Quantos livros de trovas editou?
Apollo: Efetivamente tenho 17 livros publicados, em prosa e em verso. Inclusive cinco de Trovas. Passei a fazer versos naturalmente, talvez por influência sangüínea, uma vez que meu pai Heitor Stockler de França era escritor, poeta, jornalista e advogado e meus irmão também fazem poesias e trovas. Quanto aos títulos dos meus livros, vou enviar ao amigo o último que publiquei, Ano 2001 dC., “Vento Forte” que contam nas orelhas as devidas informações.

Lairton: De que maneira suas obras literárias foram divulgadas?
Apollo: Minhas composições literárias foram publicadas em jornais, especialmente em livros e coletâneas impressas em São Paulo e Rio de Janeiro, etc.

Lairton: Sabemos que o Senhor é renomado trovador e fez história nas páginas da Literatura Paranaense. Participou da criação da UBT-União Brasileira de Trovadores – no Estado do Paraná?
Apollo: Não participei da criação da UBT em Curitiba, que foi feita por outros trovadores sob a presidência do médico e trovador pernambucano Barreto Coutinho, ladeado por outros aqui da Capital. De todos um dos remanescentes vivos é o muito admirado: Prof. Orlando Woczikoski que está sempre junto às reuniões da UBT-Curitiba. Posteriormente tive o prazer de presidir a UBT/Curitiba 1984/86 e 1990/92.

Lairton: Em sua opinião, o que faz a trova ser tão apreciada entre os brasileiros?
Apollo: A TROVA é admirada por pessoas letradas ou não, face sua singela facilidade de compor especialmente com o conhecimento das leis do verso; o setissílabo é muito espontâneo no linguajar erudito e popular, é só conferir.

Lairton: Podemos afirmar que, no Brasil, o movimento trovadoresco constitui uma escola Literária? Explique-nos.
Apollo: Diz-se Escola Literária porque demanda o melhor conhecimento e prática permanente. Hoje há aulas de “trovas” em diversas escolas primárias no elevado sentido cultural e educativo e maneiras de as fazer e de expressar (recitar) em público. Então, trata-se de um movimento em ascensão, com muito brilho e persistência.

Lairton: O Senhor pertence à diversas entidades literárias do País. O que o levou à Cadeira nº 36 da Academia Paranaense de Letras?
Apollo: A minha já consolidada representatividade literária como escritor, poeta e jornalista, inclusive, com livros já editados e com a melhor aceitação pública.

Lairton: Qual a razão de existir das academias literárias, além de ser, por si só, merecido galardão de ilustres escritores?
Apollo: É o sentido de unir, congregar e incentivar todos os que usam a cultura como meio e fim, instrumento de comunicação entre os diversos setores das comunidades física e espiritualmente falando.

Lairton: O que é a MPPr, qual a sua função e que ligação tem o seu nome com este Movimento?
Apollo: Movimento Poético Paranaense-MPPr.; tem objetivos e finalidades de publicar e difundir a literatura, especialmente poética entre seus leitores, poetas e escritores, em seus diversos níveis observando e respeitando as individualidades e suas criações eruditas, clássicas, modernas e que, por si só, ajudam a estabelecer os parâmetros funcionais de nossa literatura, frente a do país.

Lairton: Valeu a pena ter sido poeta e trovador? Sente-se realizado como pessoa e como escritor?
Apollo: Valeu! Mas, continuo me realizando nos meus seguidos trabalhos em prosa e verso.

Lairton: O Senhor tem usufruído das vantagens da Internet? Possui algum site?
Apollo: Relativamente, conforme as necessidades imediatas e mediatas. Os “e-mail” que me estão ligados são: apolloversos@bol.com.br ; mp-pr@ig.com.br ; e também o ordemdosapo@yahoo.com.br

Lairton: Que opinião tem sobre as atividades literárias do Portal CEN?
Apollo: Portal CEN? Desejo que o mesmo alcance seus objetivos de difusão literária.

Lairton: Quem é Apollo para Apollo, como pessoa e como poeta?
Apollo: Apollo para Apollo: Somo um! Com os mesmo ideais, caráter e personalidade.

Lairton: O que diria aos principiantes da “arte de fazer trovas”?
Apollo: Aos principiantes insisto que aprendam as regras da versificação, especialmente sobre tônicas, ritmo, censura e aplicação das rimas.

Lairton: Agradecemos sua importante participação na Revista “Falando de Trovas e de Trovadores” e solicitamos seis trovas de sua autoria, para coroamento desta preciosa entrevista.

TROVAS DE APOLLO TABORDA FRANÇA

Com garra de trovador,
Vou seguindo meus caminhos…
Venturoso e com amor,
Num roseiral sem espinhos!

Cai a tarde, fico triste,
Pressuroso como o quê…
O coração não resiste
A saudade de você!

Poeta diz sempre o que quer,
Na verdade ou de impulsão…
Tenho certeza e assim penso,
Com você e sem vaidade!

Disse adeus à virgindade,
Optou, em seus dilemas…
Quis amar com pouca idade:
– Está cheia de problemas!

Pelas ruas da cidade,
Encontrei com Jesus Cristo…
– Faze e prega a caridade,
Para o Céu bem chega isto!

Fonte:
Falando de Trovas e de Trovadores. Nº 03 – Outubro de 2006. Editor: Lairton Trovão de Andrade. Portal CEN.

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VI Concurso de Trovas de Maranguape/CE – 2010 (Resultado Final)

ÂMBITO: NACIONAL/INTERNACIONAL

TEMA: SONHO(S) [L/F]

VENCEDORES

1a. Colocação
Nos retalhos da lembrança,
a minh’ alma embevecida
tece sonhos de criança
em pleno ocaso da vida!!!
Eduardo A O Toledo – Pouso Alegre/MG

2a. Colocação
Quando uma estrela se apaga
no céu de róseo porvir,
um novo sonho me afaga
e o dia acorda a sorrir!
Elen de Novais Felix – Niterói/RJ

3a. Colocação
Os sonhos do amor primeiro
e os desmandos da paixão
têm morada num celeiro
que se chama coração.
Deusdedit Rocha – Fortaleza/CE

4a. Colocação
Ilusão, leme que assumo,
nos dias vãos e enfadonhos…
Veleiro ao mar… vou sem rumo…
na correnteza dos sonhos…
Maria de Fátima Soares de Oliveira – Juiz de Fora/MG

5a. Colocação
Alma infeliz que não medra
e sente a vida enfadonha,
não coloque tanta pedra
no caminho de quem sonha!
José Messias Braz – Juiz de Fora/MG

MENÇÕES HONROSAS (6a. a 10a. Colocações)

6a. Colocação
Quem vive preso ao passado
só remoendo lembranças,
deixa seus sonhos de lado
sepultando as esperanças.
Licínio Antônio de Andrade – Juiz de Fora/MG

7a. Colocação
Eu guardo com tanto enlevo
este sonho que é só nosso:
– Quero contá-lo! Não devo!
– Devo Contá-lo? Não posso!!!
Antônio Colavite Filho – Santo André/SP

8a. Colocação
Sonho… ilusão… fantasia…
vitória ou glória fingida…
– São pratos que o homem cria
para o banquete da vida!
Héron Patrício – São Paulo/SP

9a. Colocação
Sonhos de paz … sonhos vãos,
que a iniquidade soterra…
É a guerra, matando irmãos,
em nome da paz, na Terra…
Darly O. Barros – São Paulo/SP

10a. Colocação
Mesmo infeliz eu componho
meu verso choroso e triste,
pois a mulher do meu sonho…
é só no sonho que existe!
Maurício Fernandes Leonardo – Ibiporã/PR

MENÇÕES ESPECIAIS (11a. a 15a. Colocações)

11a. Colocação
Em sonhos, penso e repenso,
mas não chego à conclusão:
como é que este amor imenso
cabe no meu coração?
Djalda Winter Santos – Rio de Janeiro/RJ

12a. Colocação
Plange em dó maior um sino
e a recordar eu me ponho
escutando ao longe um hino
na catedral do meu sonho!
Marisa Rodrigues Fontalva – São Paulo/SP

13a. Colocação
O meu sonho mais profundo
que campeia ao meu redor,
é um dia fazer do mundo
um outro mundo melhor…
Benedito Vieira Telles – Maringá/PR

14a. Colocação
No controverso da sorte,
quando o amor traz frustrações,
o nosso sonho é suporte
de nossas desilusões…
Ailto Rodrigues – Nova Friburgo/RJ

15a. Colocação
Um sonho é sonho, mais nada,
mas, às vezes, na emoção,
deixa marcas na calçada
das ruas do coração.
Flávio Roberto Stefani – Porto Alegre/RS

DESTAQUES (16a. a 20a. Colocações)

16a. Colocação
Por teu amor esperando,
do sonho me fiz cativo,
não vivo apenas sonhando,
por este sonho é que eu vivo.
Campos Sales – São Paulo/SP

17a. Colocação
Teu olhar da mocidade,
com pupila cristalina,
me devora de saudade,
do meu sonho de menina!
Judite de Oliveira – Taubaté/SP

18a. Colocação
Ao ocupar seu espaço,
leva alegria, esperança,
pois o sonho do palhaço,
é ver sorrir a criança.
José Guarany Rodrigues – Pindamonhangaba/SP

19a. Colocação
O sonho tem a magia
de nos levar mais além.
Um pouco de fantasia
nunca fez mal a ninguém.
Emilia Penalba de Almeida Esteves – Porto/Portugal

20a. Colocação
Dos sonhos todos que temos
e que se tornam lembrança,
os mais belos são supremos
devaneios de criança…
J B Xavier – São Paulo/SP
————————————–

ÂMBITO: NACIONAL/INTERNACIONAL

TEMA: “Rádio” (Trova humorística)

VENCEDORES (1a. a 5a. Colocações)

1a. Colocação
Choveu foi muito no estádio:
um gol, dado, na “banheira”,
decretou “chuva de rádio”
na cabeça do bandeira!!!
José Ouverney – Pindamonhangaba/SP

2a. Colocação
Num concurso em Madureira,
ele foi participar,
mas falou tanta besteira
que a Rádio saiu do ar.
Argemira Fernandes Marcondes – Taubaté/SP

3a. Colocação
“- Sogra é pesadelo atroz”,
diz o Zé, quando se irrita.
“- Até o rádio baixa a voz
quando a minha sogra grita”…
Milton Souza – Porto Alegre/RS

4a. Colocação
Marido, vê se me poupa
dessa fanfarra que humilha!…
Que o volume em sua roupa
oculta um rádio de pilha.
Elen de Novais Felix – Niterói/RJ

5a. Colocação
O aniversário era em maio:
– Quero um rádio, pede a filha.
– Vou te dar um papagaio
que fala sem gastar pilha!!!
Alba Helena Corrêa – Niterói/RJ

MENÇÕES HONROSAS (6a. a 10a. Colocações)

6a. Colocação
O velhote o rádio ouvia
num colóquio com seu bem:
Faltou pro rádio a energia,
e o velho “apagou” também!
Edmar Japiassu Maia – Rio de Janeiro/RJ

7a. Colocação
Um “portuga” foi passar
lá na China mais de um mês;
compra um rádio e vai trocar…
por não falar Português.
Ademar Macedo – Natal/RN

8a. Colocação
Quando o rádio anunciou:
“o mundo vai se acabar”,
o bebum logo gritou:
deixa a última eu tomar! …
Amael Tavares da Silva – Juiz de Fora/MG

9a. Colocação
Nem fazendo urucubaca
calo a boca dos boçais:
além do rádio a matraca
da vizinha fala mais…
Analice Feitoza de Lima – Tucuruvi/SP

10a. Colocação
Pelo rádio, ouviu o luso:
– “Pênalti desperdiçado!!!”
Ligou a TV, confuso,
a ver, se lá, tinha entrado!…
Renato Alves – Rio de Janeiro/RJ

MENÇÕES ESPECIAIS (11a. a 15a. Colocações)

11a. Colocação
Todo dia, pendurada
no seu rádio e na novela:
– comida sempre queimada…
e grudada na panela!
Diamantino Ferreira – Campos dos Goytacazes/RJ

12a. Colocação
Dia e noite de pijama,
ouve rádio, lê jornais,
vovô lastima e reclama
por férias que não tem mais!
Célia Guimarães Santana – Sete Lagoas/MG

13a. Colocação
Acordei, liguei o rádio,
feliz a me espreguiçar;
ouço então: levanta Eládio!
Malandro, vai trabalhar!
João Osvaldo Soares – Maranguape/CE

14a. Colocação
Comprei um rádio importado,
pensei que fosse chinês…
Mas me senti enganado:
Só falava “em português” !!!
Roberto Tchepelentyky – São Paulo/SP

15a. Colocação
Fala mais que rádio antigo…
Minha sogra é maravilha
que, pra meu grande castigo,
fala… e fala… até sem pilha !
Héron Patrício – São Paulo/SP

DESTAQUES (16a. a 20a. Colocações)

16a. Colocação
Falação, depois do parto?
Achou estar delirando!
– Cê trouxe o rádio pro quarto???
– Não… ela nasceu falando…
Divenei Boseli – São Paulo/SP

17a. Colocação
De fato… “A sogra é tão mala”,
Que quando a língua extrapola,
Fala tanto que até cala
A minha radiovitrola!
Ailto Rodrigues – Nova Friburgo/RJ

18a. Colocação
Entre o paládio e o vanádio,
o luso qual doido fica…
querendo o “elemento rádio”
para ouvir Porto x Benfica.
Jaime Pina da Silveira – São Paulo/SP

19a. Colocação
Um locutor, empolgado,
no rádio, com a audiência,
deixa ao ar, um som borrado,
por sonora flatulência…
Fabiano de Cristo Magalhães Wanderley – Natal/RN

20a. Colocação
No retorno do Nordeste,
parto agora para o ataque:
– Já que sou cabra-da-peste,
quero um rádio com sotaque!!!
Antônio Colavite Filho – Santo André/SP
————
Fonte:
Ademar Macedo

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4 de Outubro – Dia de São Francisco de Assis, Patrono dos Trovadores

Para um caminho feliz,
Sempre coberto de flores
Eis São Francisco de Assis,
Padroeiro dos Trovadores!
RODOLPHO ABBUD – Nova Friburgo/RJ

São Francisco – irmão do vento,
São Francisco – irmão das águas:
seja irmão do meu tormento,
seja irmão das minhas mágoas!
ANTONIETA BORGES ALVES – SP

– Via-láctea, que te espalhas
pelo céu, alguém me diz
que és a poeira das sandálias
de São Francisco de Assis!
DIAS MONTEIRO – Taubaté

São Francisco? E agora? Pense,
suspendendo a minha pena:
– como por um santo imenso
numa trova tão pequena?
CESÁDIO AMBROGI – Taubaté

Neste mundo de vaidade,
será, por certo, feliz,
quem se espelhar na humildade
de São Francisco de Assis.
IVO DOS SANTOS CASTRO – RJ

Não sei o que mais consagre
o meigo Santo de Assis,
do que ter feito o milagre
de ter nada e ser feliz.
OSCAR VIEIRA SOARES – Taubaté

Com grande sabedoria
meu São Francisco pregava,
com os simples aprendia
o que aos sábios ensinava.
GILVAN CARNEIRO DA SILVA – São Gonçalo/RJ

Na santa filosofia
que São Francisco pregou,
quanta luz, quanta alegria
por este mundo espalhou!
MARIA IDALINA JACOBINA – RJ

Para a louca humanidade
que, em aflição, se maldiz,
há o remédio da humildade
de um São Francisco de Assis.
JOAQUIM DE OLIVEIRA JR. – Tremembé

Ser alegre na humildade
é um modo de ser feliz:
– Foi provada esta verdade
por São Francisco de Assis.
ARGENTINA DE ARARIPE AIGNER – RJ

Ensinou-me São Francisco
todo o valor da riqueza;
portanto, não corro risco
de perder minha pobreza.
JOSÉ MARIA DE CARVALHO E SILVA – Sorocaba

Nasce o dia – e num crescendo,
som e luz pelos caminhos…
É São Francisco regendo
um coro de passarinhos.
FRANCISCO MADUREIRA – RJ

São Francisco é mais que um tema
que aos poetas põe em prova,
pois Ele é todo um poema
pra ser cantado na trova!
ALFREDO DE CASTRO – Pouso Alegre/MG

São Francisco, sei que aprovas,
se assim te posso louvar,
pois sinto que fazer trovas
é uma forma de rezar…
MARIA SYLVIA DE CERQUEIRA LEITE – RJ

Fontes:
Falando de Trova
Imagem = http://bustamantepoeta.blogspot.com

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Renata Paccola (Livro de Trovas e Haicais)

Clique sobre a imagem para ampliar

Teve um chilique tão forte
que logo tomou vacina,
e se mandou para o Norte
temendo a gripe sulina…

Deu chilique no garoto
ao saborear seu prato,
e o tempero “Ajinomoto”
bem depressa “agiu no mato”

Solteira por convicção
só quero um “galho” inconstante:
quem gosta de amarração
é corda, fita e barbante!

Para o furacão filmar,
a TV saiu-se bem:
a matéria foi ao ar
e o repórter foi também!

Ao chegar em Portugal depois
da grande conquista, vendo a
sogra em seu quintal, diz
Cabral: – Encrenca à vista!

Não há bicho que não deixe
suas marcas na Julinha:
no pé, tem olho de peixe;
no olho, tem pé de galinha!

Esqueço o redemoinho
de frases soltas ao vento
quando, em silêncio, sozinho,
falo com meu pensamento…

No meio da escuridão,
um facho de luz me invade,
quando um velho lampião
acende minha saudade…

Quanta beleza irradia
um sorriso verdadeiro,
onde, com luz e magia,
os olhos riem primeiro!

HAICAIS

O clarão da lua
por uma fresta ilumina
a casa sem luz.

Bucha pendurada
no espelho retrovisor —
carro de fazenda

Entre os pratos frios
do restaurante por quilo,
couve-flor reluz.

Cozinheiro espalha
pedaços de couve-flor
sobre o yakissoba
—–

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Ademar Macedo (Livro de Trovas)

A mais triste Solidão
que os seres humanos têm
é abrir o seu coração…
olhar… e não ver ninguém!

Almoço e janto poesia.
E neste meu universo,
mastigo um pão todo dia
amanteigado de verso.

Após causar desencantos
e nos fazer peregrinos,
a seca fez chover prantos
nos olhos dos nordestinos!

A vida escreve-me enredos
com finais que eu abomino.
Meus sonhos viram brinquedos
nas mãos cruéis do destino…

Com os temas mais dispersos,
eu mesmo me fiz enchente
numa enxurrada de versos
jorrando da minha mente…

Da Bebida fiquei farto,
bebendo perdi quem amo;
hoje bebo no meu quarto
as lágrimas que eu derramo.

Da fonte que jorra o amor,
Deus, na sua imensidão,
faz jorrar com todo ardor
as carícias do perdão.

Debruçado sobre a mata,
o Luar, tal qual pintor,
pinta as folhas cor de prata
e pinta o chão de outra cor.

Depois que chove na mata,
a lua, de luz acesa;
pinta as folhas cor de prata
com tintas da Natureza.

Descobri no envelhecer,
em meus momentos tristonhos,
que eu não tive, em meu viver,
nada mais além de sonhos!…

Descobri no envelhecer
que a musa que me enaltece
não deixa o verso morrer,
pois musa nunca envelhece!

Do fogo no matagal,
na fumaça que irradia,
vejo um câncer terminal
no pulmão da ecologia!…

Entre os atos de bonança
e meus pecados mortais,
quando eu botar na balança,
Deus sabe quais pesam mais!…

Envolto numa utopia,
num devaneio sem fim,
vivo hoje uma fantasia
que eu mesmo inventei pra mim.

Fiz minha casa de barro
ao lado de uma favela.
Lá fora, eu sei, não tem carro,
mas tem amor dentro dela!…

Mesmo em momentos tristonhos,
carregada de lamentos,
navega cheia de sonhos
a Nau dos meus pensamentos!…

Mesmo na dor, pus de pé,
com esperanças sem fim,
a Fortaleza de fé
que existe dentro de mim.

Muda-se a cor preferida;
troca-se a corda do sino;
muda-se tudo na vida;
mas não se muda o destino…

Não se estresse nem me agrida,
ouça a voz do coração.
Deixe que o Tempo decida
quem de nós dois tem razão!…

Na transposição mais nobre,
podemos, sem qualquer risco,
matar a sede do pobre
com as águas do São Francisco!…

Nossa cultura se entende
nas lições que eu mesmo tive:
o saber a gente aprende,
a cultura a gente vive.

Numa caminhada inglória,
com minha alma enternecida;
pude ver a minha história
no retrovisor da vida.

Numa combatividade,
cheia de brilho e de glória,
saber perder, na verdade,
é também uma Vitória!

Num afago em seus cabelos,
num carinho em sua face,
vi que, através de desvelos,
um grande amor também nasce…

Num devaneio qualquer,
feito de sonho e de imagem,
no seu corpo de mulher
fiz a mais linda viagem.

Num triste e cruel enredo
escrito por poderosos,
a Terra treme com medo
das mãos dos gananciosos…

O Deus que fez lago e monte,
que fez céu, mar, noite e dia,
fez do poeta uma fonte
por onde jorra poesia…

O grande desmatamento,
por ganância ou esperteza,
põe rugas de sofrimento
no rosto da natureza…

O meu primo se reveza
entre beber e rezar.
Ás sete ele está na reza
e as oito e meia no bar!!!

O Pantanal se engalana,
mas eu mesmo desconfio;
que até a própria chalana
sente ciúmes do rio.

Para alcançar a pujança,
basta-me ter, sem fadigas,
a força e a perseverança
do Trabalho das formigas!…

Passam sempre em meu portão,
trazendo um fardo de dor,
crianças que não têm pão,
pedindo “um pão por favor”!…

Pela insensatez da idade
e pelo que o amor requer,
choro, às vezes, de saudade
fingindo outra dor qualquer!

Perdido, pois, nas rotinas,
nos labirintos da dor,
encontrei entre as ruínas
pedaços do nosso amor…

Por minha fé ser tamanha,
pude remover enfim,
pedaços de uma montanha
que tinha dentro de mim…

Por ter a lingua de trapo,
disse, ao ser mandado embora:
– É moleza engolir sapo…
o duro é botar pra fora!

Quando a inspiração lhe acena,
o bom Trovador se expande.
Numa Trova tão pequena,
faz um poema tão grande!

Quando de um amor me aparto,
em tristezas me esparramo:
bebo sozinho em meu quarto
as lágrimas que eu derramo!

Quem se entrega a solidão
e dela se faz refém,
anda em meio à multidão
mas não enxerga ninguém!

Queria ao fim da jornada,
na manhã do meu adeus,
ver o brilho da alvorada
na luz dos olhos de Deus!

Que venham chuva e calor,
que os ventos desçam ou subam,
pois ninhos feitos de amor
tempestades não derrubam…

Se a vida é apenas passagem
quero que me façam jus;
na minha última viagem
deixem que eu veja Jesus!

Sem galinha cabidela,
sem ter arroz nem feijão,
hoje eu botei na panela
meu sapo de estimação!…

Sou matuto em alto astral
e um velho muito ranzinza.
Só festejo o Carnaval
na quarta-feira de cinza!

Tem cão que mora no morro,
outro morando em mansão;
porque nem todo cachorro
leva uma vida de cão.

Traz alentos, novas vidas,
muda a cor da plantação;
a chuva sara as feridas
que a seca faz no sertão.

Vejo sentadas no chão,
trajadas de desamor,
crianças comendo pão
amanteigado de dor!

Versos já fiz – não sei quantos –
relembrando a mocidade.
Hoje servem de acalantos
para ninar a saudade.

Vi à luz de lamparina,
em inspirações imerso
que a musa se faz menina
para brincar no meu verso.

Visita pra meter medo,
que nem vassoura adianta,
É aquela que chega cedo
e só sai depois que janta!

Vou vender meus poemetos
na feira, seja onde for,
e comprar alguns espetos
para espetar “julgador”!

––––––––––––––––––––––

Fontes:
Colaboração do Autor

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Semana Literária SESC (Programação de Paranavaí/PR)

Programação

.

13 a 17/09

8h30 às 17h

Espetáculo Interativo “Alice no País das Maravilhas”
Apresentação – Adaptação Rosi Sanga – Grupo Cia & Oficinas e Grupo TASP
Local: Centro Esportivo Sesc Paranavaí

8h30 às 17h
Oficinas Literárias e Contadores de Histórias

Grupo CECAP –
com Verônica Elaine da Silva
Histórias
•A menina bonita de laço de fita
•A história da serpente branca
•A lenda do Irapuru o canto que encanta
•Potyra, as lágrimas eterna
•A lenda do Iguaçu
•A lenda do guaraná a essência da fruta
•A lenda da mandioca, o pão indígena

Local: Centro Esportivo Sesc Paranavaí
Tenda dos Autores

Dia 13/09

9h às 11h e 14h às 16h

Tenda dos Escritores
Entrevista com escritores e poetas paranavaienses: um olhar sobre a escrita do jovem e da criança” –
entrevistadora Cristina Leite.

Cristina Leite é jornalista e vice-presidente da Academia de Letras de Paranavaí e integrante do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais (InBrasCi), União Brasileira de Trivadores (UBT) e Movimento Poético Nacional (MPN).

Bate-papo com Dinair Leite e Edwirge Vieira Franco

Dinair Leite é poeta, sonetista, dramaturga e trovadora premiada em concursos nacionais e internacionais. Publicações na Revista e Jornais “A Voz da Poesia” (SP), Revista BALI (RJ), Revista Grande Noroeste (Paranavaí), Jornal Diário do Noroeste (Paranavaí), Antologias de Poesias, Blogs: Pavilhão Literário Singrando Horizontes e Falando de Trova, jornal eletrônico TROVIA e revista SIMULTANEIDADES. Delegada da União Brasileira de Trovadores – UBT/Paranavaí. Delegada do Movimento Poético Nacional – Paranavaí. Membro da Academia de Letras do Brasil – ALB/Paraná. Presidente Fundadora do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais – InBrasCI – PR. Membro fundador da Academia de Letras e Artes de Paranavaí;

Edwirge Vieira Franco é licenciada em Geografia, em Pedagogia, graduada em Estudos Sociais e doutora em História. É diretora de um dos Campus da Universidade Paranaense- UNIPAR em Paranavaí. Autora dos livros: Esquisitices do Mundo e Coisas de Baixo

Local: Tenda dos Autores – Centro Esportivo Sesc Paranavaí

20h15
Mesa redonda: Literatura & Cotidiano: a formação do leitor
•Frei Cleidimar Vilela Roquim
•Paulo César de Oliveira
•Benedito Praxedes Júnior
•David Arioch
•Renato Benvindo Frata
•Aparecida Gonçalves

Frei Cleidimar Vilela Roquim – diretor geral do Colégio Paroquial de Paranavaí e vigário paroquial do Santuário Nossa Senhora do Carmo e Paróquia São Sebastião. Formado em Filosofia, Teologia e Administração de Empresas pela UniFae –Curitiba.
Promoveu a 1ª SELIPAR – Feira Literária Paroquial neste ano de 2010.

Paulo César de Oliveira – diretor da Fundação Cultural de Paranavaí. Poeta, compositor e músico e integra o do Grupo Gralha Azul. É ator e foi um dos fundadores do Grupo TEP – Teatro Estudantil de Paranavaí. Além de poesias e letras de música, Paulo César ainda tem alguns trabalhos inéditos de cordel.

Benedito Praxedes Júnior – jornalista há vinte anos, atua no Diário do Noroeste. Foi assessor de imprensa da Camara Municipal de Paranavaí, repórter da Folha de Londrina e secretário municipal de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Paranavaí.

David Arioch – jornalista e crítico de cinema atua na Fundação Cultural de Paranavaí. É editor de um blog de Jornalismo Cultural.

Renato Benvindo Frata – advogado e contador, escritor e poeta; preside a Academia de Letras e Artes de Paranavaí.

Aparecida Gonçalves: Secretaria Municipal de Educação.

Mediação: Cristina Leite – Jornalista e Vice Presidente da Academia de Letras de Paranavaí.

Local: Casa da Cultura

Dia 14/09

9h às 11h
Bate-papo com Armando Paulo da Silva

Armando Paulo da Silva é poeta, presidente da Academia de Letras Artes e Ciências de Cornélio Procópio -(ALACCOP).

Local: Tenda dos Autores – Centro Esportivo Sesc Paranavaí

14h às 16h
Bate-papo com poetas e escritores da nova geração: Felipe Figueira, Renato Leite Goetten e Otávio Leite Goetten.

Felipe Figueira é graduando em História pela Faculdade Estadual de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí (FAFIPA), membro aspirante da Academia de Letras e Artes de Paranavaí;

Renato Leite Goetten é poeta e trovador, com poesia premiada no FESTIVAL POÉTICO NACIONAL- 2009, promovido pelo SESC – Cornélio Procópio; declamador e membro do Movimento Poético Nacional (SP), com poesias publicadas no Jornal A Voz da Poesia (SP), revista BALI (RJ), e Antologia do Congresso Internacional de Poesia Hispano Americana – CUPHI(México). Cursa a 7ª série do ensino fundamental, no Colégio Paroquial;

Otavio Leite Goetten é poeta e trovador, declamador e membro do Movimento Poético Nacional (SP), com poesias publicadas no Jornal A Voz da Poesia (SP), revista BALI (RJ), e Antologia do Congresso Internacional de Poesia Hispano Americana – CUPHI(México). Cursa a 7ª série do ensino fundamental, no Colégio Paroquial;

Local: Tenda dos Autores – Centro Esportivo Sesc Paranavaí

20h15
Palestra: A criação literária e A importância da leitura – Cristovão Tezza

Cristovão Tezza é escritor, autor dos romances O filho eterno, O fotógrafo, Breve espaço entre cor e sombra, Uma noite em Curitiba, A suavidade do vento e Trapo, entre outros. É cronista da Gazeta do Povo. Seu romance O filho eterno recebeu os mais importantes prêmios literários do Brasil e já foi publicado em sete países. Em setembro, está lançando o romance “Um erro emocional” (editora Record).

Local: Casa da Cultura

Dia 15/09

9h às 11h e 14h às 16h
Conhecendo o poeta – homenagem ao doutor Altino Afonso Costa
Convidados: Familiares do escritor e a escritora Dinair Leite

Altino Afonso Costa – Cronista, poeta, declamador. Nasceu em Avanhandava/SP e faleceu em Paranavaí no ano de 2003, onde atuou na medicina durante muitos anos e participou ativamente do movimento cultural dos municípios de Paranavaí. Em 2001 lançou seu primeiro e único livro “Buquê de Estrelas” contendo crônicas e poesias.

Local: Tenda dos Autores – Centro Esportivo Sesc Paranavaí

20h15
Café Literário – A história de uma menina que marcou a literatura Brasileira – Raquel de Queiroz

Escritora: Cleuza Cyrino Penha
Participação Especial: Amauri Martinelli (Fundação Cultural)

Leitura Dramatizada dos Livros“O Quinze e As Três Marias”, com Rosi Sanga

Cleuza Cyrino Penha é escritora e poeta. Formada em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Paranavaí. Agraciada com o Título “Honra ao Mérito” pelo instituto da Poesia Internacional (1994) com o poema: “América Latina”. Obras publicadas: O tesouro do carpinteiro; Retalhos D’Alma; Bocas Famintas; Lua nova; Garimpeiros da felicidade; Amor, Fascínio e Magia; Quem cuidará de nossas crianças; Saudades dos Amores; Quem escreverá o Amor?

Local: Casa da Cultura

Dia 16/09

8h às 12h
Workshop “Mário Quintana: Poemas e Canções” – Elmita Simonetti Pires

Local: Sala Educação SESC

9h às 11h e 14h às 16h

Bate-papo com Renato Benvindo Frata

Renato Benvindo Frata é cronista, poeta e trovador. Autor dos livros: A Pá de Polenta, Reflexão dos Cinqüenta, O Cavalariço e a Rainha Roxa; publicações na Revista Grande Noroeste (Paranavaí), com premiação em concursos literários. Presidente da Academia de Letras e Artes de Paranavaí;

Local: Tenda dos Autores – Centro Esportivo Sesc Paranavaí

20h15
Palestra: Lendo e contando no dia-a-dia – Lúcia Fidalgo (Rio de Janeiro)

.
Lúcia Fidalgo é professora, escritora, contadora de histórias, bibliotecária, mestre em educação pela Universidade Federal Fluminense. Iniciou seu trabalho com a literatura infantil em 1989 na Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) Em 1990 formou o grupo Morandubetá, juntamente com outros integrantes, entre eles Eliana Yunes, estando no grupo as duas até hoje. Atualmente o grupo é formado por Benita Prieto, Celso Sisto, Eliana Yunes e Lúcia Fidalgo, mas foi em 1992 que começou o trabalho com promoção de leitura. Como autora, conquistou o prêmio de Autora Revelação pela FNLIJ, com o livro Menino bom. Dentre sua produção, citam-se Menina palavra, É com essa que eu vou, Falando em versos, Uma bola na barriga, Foi quando a família real chegou, Sabendo ler o mundo, Com vontade de pintar o mundo e E foram felizes para sempre?

Local: Casa da Cultura

Dia 17/09

9h às 11h e 14h às 16h
Bate-papo com Paulo Campos.

Paulo Campos é advogado e escritor regionalista. Produziu centenas de contos e poemas, além de duas publicações literárias: “O diabo e o Homem na Brasileira” e “Memórias de Luta e uma História de Amor”. Recebeu prêmios em várias regiões do Brasil tais como: Prêmio Macunaíma, em São Paulo; Concurso de Contos da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de janeiro; além de algumas vitórias no Femup (Festival de Música e Poesia de Paranavaí) – evento que o estimulou a escrever;

Local: Tenda dos Autores – Centro Esportivo Sesc Paranavaí

14h
Palestra: O processo de criação literária – Moacyr Scliar (Rio Grande do Sul)
.

Moacyr Scliar é autor de cerca de oitenta livros em vários gêneros: romance, conto, ensaio, crônica, ficção infanto-juvenil. Suas obras foram publicadas em mais de vinte países, com grande repercussão crítica. Recebeu numerosos prêmios, como Jabuti (1988, 1993 e 2000). É membro da Academia Brasileira de Letras.

Local: Casa da Cultura
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Atividades Permanentes

•Estação Oficina de Brinquedos Pedagógicos: Bolha de sabão •Dobraduras (barquinho e borboleta)
•Estação do Conhecimento/Leitura Livre
•Estação Chuvas de Poesias
•Estação dos Enigmas: Caça-palavras/Palavras Cruzadas/Xadrez Gigante/Memória

Mostra Literária Monitorada
Escritora Homenageada – “RACHEL DE QUEIROZ”,
Bate-papo sobre a escritora e contação da história “Cafufe e Pena de prata”
Com Cleuza Cyrino Penha

Estandes Livrarias
Livraria Martins Hieda Ltda.
Livraria Nossa Senhora do Carmo

Informações pelo telefone: (44) 3423-3132
Rua Edson Martins, 1760.

Fonte:
Colaboração de Dinair Leite

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Lourdes Strozzi (1922 – 2005)

Maria de Lourdes Rocha Strozzi nasceu no Rio de Janeiro em 17 de maio de 1922 e faleceu em 03 de junho de 2005, aos 83 anos. Começou a vida literária em Ponta Grossa, mudando-se, mais tarde, para Curitiba.

Era mais conhecida por Lourdes Strozzi, e foi uma das maiores representantes do jornalismo e da rica literatura brasileira. Entre os versos escritos, que posteriormente verteram-se em livros, estão “Enamorada” e “Aleluia”, também era professora de magistério, onde dava aulas de português e literatura.

A escritora ainda aventurou-se no rádio, produzindo ótimos programas com pitadas de ironia, como o “Acredite se quiser…e durma se puder”, e o “Acredito em Milagres”.

Sempre se mostrou sensível às causas humanitárias. Uma prova disso é que ela chegou a fazer um curso de Enfermaria na Cruz Vermelha e tornou-se voluntária em serviços assistenciais. Foi dessa forma que ela começou a frequentar hospitais de caridade, enfermarias e isolamentos de indigentes. Devido toda essa dedicação aos necessitados, recebeu a Medalha de Ouro da Cruz Vermelha, “por trabalhos em tempos de paz”.

Em Curitiba, prestou os primeiros serviços comunitários no Rotary Club, onde desdobrou-se nas tarefas de apoio à comunidade. Convidada pela doutora Saly Moreira, integrou ainda o grupo de senhoras responsáveis pela fundação do Banco de Olhos de Curitiba.

No entanto, toda essa dedicação pelas causas humanitárias não diminuiu o gosto de pela literatura, tanto que publicou ainda “Aspas (parênteses) e Reticências…”, o primeiro livro em prosa. Além disso era excelente trovadora, e chegou a colecionar títulos e troféus conquistados em Jogos Florais de âmbito nacional.

Professora de português, aposentada pelo Estado, fez jornalismo nas folhas Diário dos Campos, Jornal da Manhã e em Curitiba, colaborou na Gazeta do Povo.

Foi presidente da União Brasileira dos Trovadores de Curitiba, membro do Centro de Letras do Paraná, Academia de Letras José de Alencar, Centro Cultural Euclides da Cunha (Ponta Grossa) e Academia Feminina de Letras do Paraná

.
Lourdes Strozzi faleceu no dia 3 de junho de 2005, com 83 anos de idade, e deixou para trás uma história que merece ser lembrada pelo brilhantismo e pela preocupação com o próximo, que tornaram a escritora poeta e trovadora, uma figura singular. Esta justa homenagem de Curitiba à Lourdes Strozzi é mais do que merecida, por se tratar de uma pessoa que deixou somente marcas positivas por todos os lugares em que passou.

Fontes:
http://domino.cmc.pr.gov.br/
http://www.falandodetrova,com.br/
– Vasco José Taborda e Orlando Woczikosky (organizadores). Antologia de Trovadores do Paraná. Curitiba: O Formigueiro, 1984.
– Antologia dos Acadêmicos. Edição Comemorativa dos 60 anos da Academia
de Letras José de Alencar. São Paulo: Scortecci, 2001.

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Montes Claros (MG) Poético


Alfredo Marques Vianna de Góes

Nasceu em Montes Claros, em 23.11.1908. Terminou seus estudos de segundo grau em Curvelo (MG) , onde viveu toda a sua juventude. Mudou-se para Belo Horizonte em 1935, onde fez o curso de Direito. Cronista e poeta, foi intensa a sua colaboração na imprensa mineira. Durante mais de dez anos foi o presidente da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais.

AD IMORTALITATEM

Sinto a saudade vã de recôndita era…
De um mundo onde, talvez, eu já vivi outrora.
E sei, por intuição que a morte não supera
A vida, que transcende o espaço e o tempo em fora…
A vida é como o tempo: uma emoção de espera…
Se acaso vem, depois da noite vem a aurora.
Se um ser morre, ressurge, alhures, noutra esfera…
E assim como expirou, renasce e revigora.
Então, noutro avatar, em nova natureza
Revive, ama e, no amor, realiza a humanidade.
E a vida continua além da flama acesa
Do milagre vital, da entidade criada,
Por ser eterno o ser, essência e atividade
Do próprio Deus que anima a gênese do Nada.
================================
Cândido Canela

Nasceu em Montes Claros(MG), aos 22 de agosto de 1910. Tabelião do 1º Ofício, Vereador à Câmara Municipal de Montes Claros por vários mandatos. Humorista satírico, inspirado trovador, publicou LÍRICA E HUMOR DO SERTÃO e REBENTA BOI. Membro da Academia Montesclarense de Letras.

SAUDADE
Saudade – recordação,
de tudo quanto ficou
bem fundo, no coração
do velho que muito amou.
Saudade – sorriso e dor,
pranto dos olhos que rola,
saudade – prece de amor
passado que nos consola.
Saudade – nosso presente,
relembrando os nossos fados,
saudade – sabor ardente
de antigos beijos trocados.
Saudade – luar de prata,
festivos saraus de outrora,
saudade – mulher ingrata,
que a gente reclama e chora.
Saudade – infância passada,
juventude que se foi.
terno canto à madrugada
de um velho carro-de-boi.
Saudade – perfume estranho
de uma flor já ressequida
entre as páginas de antanho
dos livro de nossa vida.
Saudade – corpo ainda leve,
sorrisos abertos e francos,
saudade- flocos de neve
dos nossos cabelos brancos.
Saudades, enfim, são das dores
da velhice, atroz , arfante,
ouvindo trovas de amores
da mocidade distante.

===================
Corbiniano R. Aquino


Nasceu em Januária – MG, em 8.8.1915. Metade de sua infância viveu em Avaí (SP). Residiu por alguns anos em Belo Horizonte, de lá retornando à sua cidade natal. Seis anos após transferiu-se com a família para Montes Claros. Graduado em Direito, em 1964, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Industrial e comerciante, professor de contabilidade. Em Januária, presidiu a Associação Comercial e fundou “A Tribuna de Januária” dirigindo-a por seis anos. Em Montes Claros, foi presidente da Associação Comercial e Industrial e o primeiro dirigente do Mobral, com Diploma de Reconhecimento entregue pelo ministro Mário Henrique Simonsen.

Romances publicados:
Aconteceu em Serra Azul e Aconteceu…

MÃE
Sonhei vê-la chegando
bem juntinho de mim!
Quisera não ter acordado
para este sonho não ter fim…
Colhi rosas da minha mãe
para a minha vida inteira,
hoje o que mais desejo
é rever minha roseira.
Esta roseira bem se parece
uma planta, tal e qual,
porém ela, como uma prece,
fez um ato adicional!
Mãe é um sorriso de DEUS
nos sofrimentos do mundo,
é paz nos desatinos
e nos dissabores profundos.
À minha mãe querida,
do fundo d’alma revelo,
se hoje a tivesse comigo
redobrada meu desvelo!
Sim, minha mãezinha,
só depois, reconhecemos
o que, então, nós tínhamos
e o que após nós perdemos!…
============================
Geraldo Freire

Nasceu em Montes Claros (MG), aos 4 de julho de 1910. Professor secundário e jornalista, hábil desenhista e tipógrafo. Durante muitos anos foi Inspetor do Ensino Primário Municipal. Em 1957 publicou “Fontes de Suspiros”(poesias). Foi membro da Academia Montesclarense de Letras.

RETORNO À MINHA ALEGRIA
Meus braços estão vazios do teu corpo…
Minh’alma está ausente da tua alma…
E aqui dentro tão frio,
Tão frio,
Que chego a tremer neste vazio!
Vem!
Há torrentes de lágrimas rolando
Pelos longos caminhos de minha solidão.
E há corvos grasnando
Nos misteriosos escaninhos do meu coração!
Vem ! Caminha!
E, em vindo, então,
Eu sentirei toda a pujança do meu verso…
Afastarei toda a angústia do Universo…
– No momento exato em que tu fores minha !
====================
João Valle Maurício

Nasceu em Montes Claros(MG), em 26 de abril de 1922. Diplomado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Belo Horizonte em 1946 com especialização em Cardiologia. Reitor da Fundação Norte Mineira de Ensino Superior. Secretário de Estado da Saúde de Minas Gerais. Membro da Academia Municipalista de Minas Gerais, da Academia Mineira de Letras e ex-presidente da Academia Montesclarense de Letras. Diversos livros publicados “GROTÃÒ, TAIPOCA, PÁSSARO NA TEMPESTADE, entre muitos outros.

MUNDO VAZIO
Palavras vazias
Num mundo vazio.
Palavras
Clamando justiça,
Rogando perdão,
Chorando sem fé.
Palavras
Pedindo amor,
Esperando
Orando
Compreensão.
Palavras
Voando confusas;
Alucinadas
Em multidão.
Palavras vazias
Num mundo sem formas,
Sem perfume
Sem beleza,
Sem calor…
Mundo que segue
Sempre girando,
Sempre perdido
Eternamente envolvido,
Em nebulosa de dor.,
Palavras sem formas
Em todas as línguas
Em todas as bocas
Em todas as cores.
E os homens falando
Sempre falando.
E ninguém escutando.
O som das palavras
Não tem ressonância
É Babel de mensagens
Ganhando distância
Voando sem eco
Pelo mundo afora.
E os homens perdidos,
Sofridos,
Desesperados, angustiados,
Falando, sempre falando
E o mundo girando,
Sempre girando,
Sempre mais frio.
Palavras sem formas
Num mundo vazio!
BARRO
Eu queria ter mão imensa,
imensa de força e de amor,
mão mais forte ( com licença)
do que a mão do Criador.
Então, com esta mão,
possuída de piedade
e de puro anseio- paz,
apanharia a humanidade,
carinhosamente,
cuidadosamente,
e a tornaria
barro
novamente…
=====================================
Luiz de Paula Ferreira

Nasceu em Várzea da Palma (MG). Cursos de Contabilidade e Direito. Participou de inúmeras empresas em Montes Claros. Diretor da COTEMINAS S/A e da COTENOR S/A. Foi Vice-prefeito de Montes Claros, Deputado Federal , Governador do Distrito 452 do Rotary International.

MEUS VERSOS
Os versos que eu canto,
Essas rimas que falam de alegrias e pranto,
Eu os faço assim como quem, na viagem,
Não encara o destino, só contempla a paisagem,
Esquecido, talvez, de que pisas em espinho.
E assim vou seguindo a olhar os caminhos…
CONFORTAMENTO
Nos caminhos da vida
Há sempre uma flor, que nasce e viceja
Ao alcance da mão, mais humilde que seja,
Para ser colhida.
OLHAI OS CAMINHOS
Volvei o vosso olhar,
Não vos percais nos longes, que longe é o deserto,
O mistério, é a dúvida. Olhai manso e de perto.
A felicidade que buscais na vida
Pode estar junto a vós, nos caminhos perdida,
E esperar.
=============================
Luíza Otany Barbosa

Natural de Montes Claros (MG), onde fez cursos de Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Norte de Minas e de Literatura Francesa pela Aliança Francesa de Montes Claros. Tem também vários cursos de aperfeiçoamento em Literaturas Brasileira e Francesa. Sócia da Academia Montesclarense de Letras.

CANTIGA
Florinha mimosa,
tão linda é a mensagem
que expões !
Florinha de orvalho,
tão grande é o exemplo
que dás!
Florinha de nuvem,
tão puro é o azul
que ofereces!
Florinha de brisa,
tão grande é o perfume
que emanas!
Florinha do campo,
tão rico é o silêncio
que falas !
Florinha de tule,
tão leve é a corola
que ostentas!
Florinha de amor,
tão nada é a guerra
que enfrentas!
Florinha ditosa,
tão curta é a vida
que tens!
===========================
Maria Luíza Silveira Teles

Nasceu em Belo Horizonte (MG) a 4 de maio de 1943. Licenciada em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Norte de Minas. Diplomas de Lower Cambridge, Técnicas de Ensino, Diagnose e Prognose em Educação, Psicologia Comportamental do Adolescente. Professora da UNIMONTES. Publicou, entre muitos livros, UMA INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO, O ALFA E ÔMEGA e AS SETE PONTES.

PROMESSA
Quisera poder ficar
e repousar em ti,
pois meus pés sangram
e o cansaço me domina,
mas o mundo me chama ainda.
É preciso que eu ande
por todos os caminhos
e que derrame todo o orvalho
de meu coração.
É preciso que eu navegue
por todos os mares
e conheça todos os portos.
É preciso que eu veja
a Face de Deus
no rosto de todos os homens.
É preciso que eu vá com os ventos
e cante meu hino
por todos os cantos
se volte, dep0ois, com a chuva,
pr’a fertilizar
a terra do teu espírito!
============================
Olyntho da Silveira

Nasceu em Brejo das Almas (MG), em 25.08.1909. Foi fazendeiro, comerciante, funcionário público, delegado de polícia, vice-prefeito. Publicou: CANTOS E DESENCANTOS, MINHA TERRA E A NOSSA HISTóRIA, PORTAIS VERSIFICADOS, FRANCISCO SÁ NAS SUAS ORGIENS: O VELHO BREJO DAS ALMAS, CINQUENTÃO e, juntamente com sua esposa Yvonne de Oliveira Silveira, BREJO DAS ALMAS. Membro da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais e da Academia Montesclarense de Letras, de que foi presidente.

MARIA LUÍSA
É por você que ainda estou aqui
a padecer dos meus, incompreensões.
Antes, não a queria, e quando a vi,
Joguei por terra as minhas convicções.
Você me trouxe novas ilusões
e, no seu nome, a Mãe eu revivi.
Entre nós dois não há nenhuns senões
E, reforçado, o coração senti.
Você começa a sua Primavera,
enquanto o meu Outono está no fim
e aproveitá-la mais eu bem quisera.
Mas mesmo assim bendigo a sua vinda,
Pois que você é o Universo em mim,
na pouca vida que me resta ainda.
===========================
Patrício Guerra

Nasceu a 17 de março de 1896, no Arraial de Piedade, Licínio de Almeida (BA). Em 1917 começou a faina literária com intensa colaboração em vários jornaisx da Bahia e de Minas Gerais. Escreveu dramas, poemas, comédias, com predileção pela poesia lírica. Publicou FOLHAS DE OUTONO e FLORILÉGIO MARIANO. Foi membro ativo da Academia Montesclarense de Letras.

TRIBUTO
Dentre os muitos sonetos que hei composto
Nem um apenas trata de mulheres,
De rosas bogaris ou mal-me-queres,
De ebúrneo colo ou de moreno rosto.
Hoje, entretanto, com supremo gosto,
Na mais perfeita imitação de Ceres,
Canto as Lucys, as Sílvias, as Esteres
Na emotiva saudade de um sol posto.
Antes que chegue no meu último porto,
Com todo zelo que o amor requer,
As flores orvalhadas do meu horto
Dedicarei ao culto da mulher,
Pois não quero voltar depois de morto
A dar trabalho ao Chico Xavier
=================================
Wanderlino Arruda

Mineiro de São João do Paraíso (MG), residente em Montes Claros. Tem cursos de Contabilidade, Letras e Direito, com pós-graduação em Lingüística, Semântica e Literatura Brasileira. Em Montes Claros, foi presidente de diversas instituições: Câmara Municipal, Sindicato dos Bancários, Centro Espírita Canacy, Conselho Regional Espírita, Departamento de Letras da Unimontes, Elos Clube, Esperanto-Klubo, Academia Montesclarense de Letras e Rotary Club de Montes Claros-Norte. Foi Diretor Internacional do Elos da Comunidade Lusíada, Secretário Municipal de Cultura e governador no Rotary International. Professor de Português, Lingüística e Oratória na Unimontes. Pintor, poeta e cronista. Publicou ” Tempos de Montes Claros”, ” Jornal de Domingo” e ” O dia em Chiquinho sumiu”. É sócio de três academias: Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil (Rio de Janeiro), Municipalista de Letras de Minas Gerais (Belo Horizonte) e Montesclarense de Letras (Montes Claros). Como rotarianos é sócio honorário de diversos Rotary Clubs em Belo Horizonte e Montes Claros. Tem medalhas de “Benfeitor da Fundação Rotária” e “Companheiro Paul Harris”. Em 1995 recebeu os dois troféus do Rotary International destinados ao Brasil.

A BRISA ME TRAZ PERFUME
A brisa que passa
e envolve teu rosto,
a brisa que voa
e sorri em teus cabelos
é brisa de muito amor.
Ajuda a iluminar tua beleza,
Mais do que tudo.
Adoro o encanto da brisa
porque faz parte da vida,
é muito da minha alegria.
A brisa que passa
e que te faz carinhos
me dá lindo sentimento de amor,
me dá contentamento
de participar da Natureza.
Porque a brisa te faz mais linda,
dela não tenho ciúmes.
Porque a brisa me traz perfume,
Dela me aproximo,
Aproximando-me de ti.
Realidade do ser feliz,
ajuda-me a viver
ajuda-me a te sentir, minha querida.
================================-
Yvonne de Oliveira Silveira

Nasceu em Montes Claros em 30.12.1914. Licenciada em Letras pela UNIMONTES. Professora aposentada de Teoria da Literatura, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Norte de Minas. Publicou, em parceria com seu marido , Olyntho Silveira, o livro BREJO DAS ALMAS. E em parceria com Maria José Colares Moreira, o livro MONTES CLAROS DE ONTEM E DE HOJE. Jornalista, cronista, poetisa, pertence à Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais. É a presidente da Academia Montesclarense de Letras por sucessivos mandatos.

LINDA MENTIRA
Cristalização de sonhos
nas noites insones:
os braços vazios embalam o corpo
translúcidos e belo do meu menino.
Cresce no tempo o sonho inútil.
e cresce o menino.
Imagens passam móveis , voláteis:
um ser perfeito se desenvolvendo
nos dias falsos
da vida mítica,
alma de anjo, carne de santo.-
– Não fora de sonho o meu menino!
Amores de moças,
invejas de moços,
garbosa avança o meu rapaz,
segue o destino que eu mesma fiz,
sempre vencendo,
nunca perdendo,
Alma de anjo, carne de herói.
– Não fora de sonho o meu rapaz !
Ah, imagens que passais
pelos caminhos dos meus sonhos!
imagens do desejado
inutilmente esperado.
O tempo derrubou os meus castelos.
A árvore morre sem frutos,
vendo a fúlgida visão fugir
no quebranto da vida.
===============================
Zoraide Guerra David

Natural de Mortugaba (BA). Graduação em Geografia pela UNIMONTES. Professora por muitos anos. Diretora do Centro de Educação e Cultura Hermes de Paula, é sócia benemérita da Associação dos Repentistas do Norte de Minas. Secretária da Academia Montesclarense de Letras. Publicou 3XPESIAS e MORTUGABA.

A SERRA
Aquela serra,
verde-terra,
presença bela
com flor amarela
de vetusto ipê,,
é arte divina,
rocha cristalina,
presença galante
para o viajante
que de longe a vê.
Forte muralha,
de escarpa e falha,
e plantas teimosas
que caprichosas
insistem VIVER.
Moldura do céu,
grinalda do véu
de leve bruma,
das nuvens-espuma
do amanhecer.

Fonte:
Academia Montesclarense de Letras

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Pedro Ornellas (Trovas de Verdade)

Trata os outros com bondade,
julga com menos rigor
quem aceita esta verdade:
todo mundo é pecador!

Para ter minha amizade,
vou dizer alto e bom som:
ser amigo de verdade
– condição sine qua non!

É da verdade atributo
promover bruscas mudanças…
mãos que afagam num minuto,
no seguinte, atiram lanças!

Pilatos se omite… irada
a multidão sentencia!
e esta verdade é provada:
também erra a maioria!

Preceito cristão que eu sigo
e exijo em toda amizade:
Quem é da verdade amigo
é um amigo de verdade!

Justiça, Amor e Verdade
compõem o júri dos céus…
e os grandões da humanidade
sentam no banco dos réus!

A tese do seu mestrado
agrediu a humanidade…
Foi no madeiro pregado
por ter pregado a Verdade!

Deus campeia a humanidade
procurando quem prefira
os açoites da verdade
aos afagos da mentira!

Fator que não se dispensa
para quem busca a verdade
é saber a diferença
de crença e credulidade!

Mesmo que dure, a trapaça
será por fim conhecida…
verdade – é como fumaça:
não fica nunca escondida!

Quem conhece não contesta
esta verdade provada:
Na boca de quem não presta
quem é bom não vale nada!

Vejo a expressão da verdade
no ensino do Salvador:
O bem supera a maldade,
e o riso vence o furor!

Vai pagar na eternidade
bem mais caro que os ateus
quem desvirtua a verdade
falando em nome de Deus!

As minhas crenças sustento
que são verdades seguras,
pois todas têm fundamento
nas Sagradas Escrituras!

Acha riquezas imensas
quem busca com seriedade,
entre o cascalho das crenças,
o ouro puro da verdade!

Ai de quem no mal se inspira
e enganando a humanidade
põe por verdade a mentira
e por mentira a verdade!
(Isa. 5:20)

Dentre as crenças que se abraçam
por mera credulidade,
são bem poucas as que passam
pelo crivo da verdade!

A verdade sobre a glória
ao velho adágio refuta;
Quanta luta sem vitória!
Quanta vitória sem luta!

Sou flexível, liberal,
respeito a alheia vontade;
mas nisto sou radical:
não abro mão da verdade!

Fontes:
Colaboração do autor

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Paraná em Trovas

Todo o encanto se desfez
no dia em que, magoado,
percebi no seu “talvez”
o seu “não” mais educado.
ADILSON DE PAULA – Joaquim Távora

Mais que ardor, há incandescência
naquele beijo que sela,
ao final de cada ausência,
minha volta aos lábios dela!
ANTONIO AUGUSTO DE ASSIS – Maringá/PR

Registrando alguma ausência,
contabilidade ingrata,
nosso amor pediu falência,
desistiu da concordata!
FERNANDO VASCONCELOS – Ponta Grossa / PR

Sem amor e sem encanto
não choro a desilusão,
que a vida feita de pranto,
não passa de vida em vão.
JANETE AZEVEDO GUERRA – Bandeirantes

Ausência é uma coisa séria,
sobretudo a dos ateus,
que só vivem da matéria,
ausentando – se de Deus.
JOSÉ BIDÓIA – Maringá/PR

Bem maior que a dor da ausência,
o que mais traz desconforto:
– conhecer a inconsequência
do ausente … depois de morto!
LUCÍLIA A. T. DECARLI – Bandeirantes /PR

Se caem do céu as águas
com tanta beleza e encanto,
por que desencanto e mágoas
há nas águas do meu pranto?
Mª DA CONCEIÇÃO FAGUNDES – Curitiba

Tua ausência é uma corrente,
que me prende à solidão,
pois sem ti, eu, simplesmente,
estou só… na multidão!
MARIA HELENA CRISTOVO – Bandeirantes / PR

Um erro, mesmo pequeno,
ganha maior dimensão
pela força do veneno
que há na ausência do perdão…
MARIA HELENA OLIVEIRA COSTA – Ponta Grossa/ PR

Em tua ausência, a esperança,
põe seus véus na realidade,
mas quem vive de lembrança…
morre aos poucos … de saudade!
MARIA LÚCIA DALOCE – Bandeirantes / PR

Enxuga o rosto, querida,
deixa de lado esse pranto,
pois a lágrima vertida…
rouba todo teu encanto.
MAURÍCIO FERNANDES LEONARDO – Ibiporã

Diante do encanto desfeito
por promessas não cumpridas,
eu sempre encontro outro jeito
de entrelaçar nossas vidas.
OLGA AGULHON – Maringá

É na ausência que a saudade
nos invade e fere a gente,
porque a ausência, na verdade,
na saudade está presente.
ORLANDO WOCZIKOSKY – Curitiba/PR

Entre todos os recantos
é aqui que me sinto bem:
– o meu lar tem tais encantos
que outros lugares não têm!
SONIA Mª DITZEL MARTELO – Ponta Grossa

Na vida vivo tentando
tornar meu mundo risonho,
pois a tristeza vem quando
existe ausência de um sonho.
VANDA ALVES DA SILVA – Curitiba / PR

Se ausência é cena vazia,
guarda, invisível, latente,
a marca de algo que, um dia,
ali já esteve presente
VANDA FAGUNDES QUEIROZ – Curitiba / PR

A tua ausência é o refrão
de uma tristeza sem fim,
onde o tempo ao dizer não,
permite à dor dizer sim.
WALNEIDE FAGUNDES DE S. GUEDES – Curitiba/PR

No silêncio que se instala
na triste ausência entre nós,
da saudade eu ouço a fala
semelhante à tua voz…
WANDA ROSSI DE CARVALHO – Bandeirantes/PR

As nuvens choraram tanto,
que o sol compensa o escarcéu,
tecendo com doce encanto
mais sete cores no céu!
WANDIRA FAGUNDES QUEIROZ – Curitiba

HUMORISTICAS

Quando o sapo, no sufoco,
nota a sapa assaz sapeca,
por pirraça dá-lhe o troco:
pimenta na perereca!
ANTONIO A. DE ASSIS – Maringá

Passadas pinga e arruaça,
disse ao ser interrogado:
foi depressão, não cachaça,
que me deixou transtornado!
FERNANDO VASCONCELOS – Ponta Grossa / PR

Alvo da própria pirraça
o Zé caiu do cavalo,
em vez de ganhar a taça,
na testa ganhou um galo.
ISTELA MARINA GOTELIPE LIMA

Discussão para ele é pouco,
tem fama de arruaceiro;
muitos dizem que ele é louco,
mas nunca rasgou dinheiro…
LUCÍLIA A. T. DECARLI – Bandeirantes /PR

Vocês querem arruaça?
Não liguem mais a cobrar:
-“Zero Oitocentos”, de graça
vocês podem se esbaldar!!!
MARIA HELENA CRISTOVO – Bandeirantes / PR

Faz arruaça, tira sarro
e ao guarda, o bebum: ”Pô meu!”
– Faz bafômetro no carro…
Ele bebe bem mais que eu!!!
MARIA LÚCIA DALOCE – Bandeirantes / PR

O pobre muito detesta
se o rico diz por chalaça:
“Arruaça de rico é festa, …
festa de pobre é ARRUAÇA”!
MAURÍCIO FERNANDES LEONARDO – Ibiporã

Diz o luso, a trabalhar:
“Não quero nada de graça!
Sei qual número vai dar
mas não jogo… por pirraça!”
NEIDE ROCHA PORTUGAL – Bandeirantes

Minha sogra, por pirraça,
como fosse um megafone,
no coreto lá da praça
bota a boca no trombone.
NEI GARCEZ – Curitiba

De arruaça em arruaça,
de pinga a cabeça cheia,
surrou a mulher na praça
e foi mulher na cadeia.
OLGA AGULHON – Maringá/PR

O bebum faz arruaça
se em toda blitz é parado;
de tanto tomar cachaça,
só sopra todo babado.
VANDA ALVES DA SILVA – Curitiba / PR

Fez plástica no nariz
e comprou peruca loura…
Pirracenta, a outra diz:
– Falta montar na vassoura…
VANDA FAGUNDES QUEIROZ – Curitiba

Ao não ouvir o “gritinho”
pela querência encontrada,
fez pirraça o “São Longuinho”
e nunca mais achou nada.
WANDA ROSSI DE CARVALHO – Bandeirantes

O guarda chega algemando:
– Não quero saber de arruaça!
– De que rua está falando…
se eu só bebi nesta praça?
WANDIRA FAGUNDES QUEIROZ – Curitiba / PR

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J. G. de Araujo Jorge (Baú de Trovas I)

” A Trova “

Tão simples, as trovas são
cantigas com que a alma expande
tudo que há no coração
do poeta – um menino grande.
01
Tudo é trova: a flor, a onda,
a nuvem, que passa ao léo…
E a lua… trova redonda
que a noite canta no céu!
02
Cartilhas do coração,
onde o povo se inicia,
os livros de trovas são
um ABC de poesia!
03
A trova, conta de um canto,
poça d’água sobre o chão
– tão pequenina, e entretanto,
reflete toda a amplidão!
04
A trova é como uma conta
de um rosário multicor,
é a cantiga que desponta
do peito de um trovador.
05
Pequeninas e redondas
as trovas são contas, são
como as cantigas das ondas
que se espraiam no coração.
06
Uma quadrinha é uma cova,
onde a poesia é uma flor,
por isso é que numa trova
vou sepultar este amor.
07
Quis tornar-me um trovador
para dizer que ela é minha,
mas tudo em vão, meu amor
não coube numa quadrinha.

” Vida “

01
“Quem canta os males espanta”
Disto, afinal, tenho prova,
pois meu sofrer hoje canta
e se desfaz numa trova.
02
O tal ditado é um conselho,
não te mostres desolado:
– “há sempre um chinelo velho
para um pé doente e cansado…”
03
Na sua inquieta beleza,
sob o mistério de um véu,
sua vida é uma asa presa
que há de soltar-se no céu.
04
Gota d’água transparente
que brilha, cresce… e que cai!
Assim a vida da gente
que num momento se vai…
05
Vida amarga! E na amargura
da vida, eu pensei, querida:
– quem dera a tua doçura
para adoçar minha vida!
06
Pobre alma triste e cativa!
E há quanta gente como eu
a pensar que ainda está viva,
sem saber que já morreu!
07
No carnaval de verdade,
da vida não tive nada…
– Quem dera a felicidade,
nem que fosse mascarada!
08
A vida – mistério vão –
sombra agora, depois luz.
Estranho traço de união
ligando um berço a uma cruz.

“Trovas de Saudades “

01
– “Quem espera desespera….”
– “Quem espera, sempre alcança…”
Ah, meu amor, quem me dera
esperar tendo esperança!
02
Definir a eternidade
é fácil, já a defini:
é o instante de saudade
e eu vivo longe de ti.
03
“Matar saudades”, querida
é uma expressão, simplesmente,
pois, em verdade, na vida,
saudade é que mata a gente
04
Vi teu retrato, – revivo
um velho amor que foi meu…
A saudade é um negativo
de foto que se perdeu…
05
Saudade, – estranha ilusão,
que a solidão recompensa,
presença no coração
maior que a própria presença…
06
Quando estas longe, querida,
na minha angústia sem fim,
saudade é o nome da vida
que morre dentro de mim…
07
A saudade, intimamente,
devagarzinho nos rói;
é uma emoção diferente,
como uma dor que não dói.
08
Nesse jardim de surpresas,
que foi o amor que me deste,
as violetas são tristezas,
minha saudade, um cipreste.
09
No peito dos marinheiros
nasceu , cresceu, emigrou…
Mas nos porões dos “negreiros”
foi que a saudade… chorou!
10
A vida passa e a saudade
passa a ser a vida ausente,
– é uma vaga claridade
de um clarão de antigamente…
11
Partiu com sonhos de glória!
Ficou com a dor e a tristeza!
Eis afinal toda a história
da saudade portuguesa!
12
A saudade é este vazio
que a vida, ao partir, deixou;
rio seco, que foi rio,
porque a água já secou…
13
Sempre fiel, e verdadeira
vigia da nossa dor,
ó saudade, companheira
dos solitários do amor…
14
Misto de pranto e alegria,
sol e chuva, sonho e dor,
a saudade é o sol num dia
de chuva, no nosso amor…
15
Longe o amor, quem pode amar?
Tudo é inquietude, aflição…
A saudade é falta de ar
asfixiando o coração…
16
A saudade me atormenta
e pesa como uma cruz,
– é como a sombra que aumenta
quanto mais se afasta da luz…
17
Persistente e fina dor,
sombra da felicidade,
ânsia e gemido de amor,
lembrança e espera… Saudade.
18
Saudade é fidelidade,
e eis como a imagem se explica:
partem o amor, a amizade,
todos partem… ela fica.
19
A vida passa e a saudade
passa a ser a vida ausente,
– é uma vaga claridade
de um clarão de antigamente…
20
Partiu com sonhos de glória!
Ficou com a dor e a tristeza!
Eis afinal toda a história
da saudade portuguesa!
21
A saudade é este vazio
que a vida, ao partir, deixou;
rio seco, que foi rio,
porque a água já secou…
22
Sempre fiel, e verdadeira
vigia da nossa dor,
ó saudade, companheira
dos solitários do amor…
23
Misto de pranto e alegria,
sol e chuva, sonho e dor,
a saudade é o sol num dia
de chuva, no nosso amor…
24
Longe o amor, quem pode amar?
Tudo é inquietude, aflição…
A saudade é falta de ar
asfixiando o coração…
25
A saudade me atormenta
e pesa como uma cruz,
– é como a sombra que aumenta
quanto mais se afasta da luz…
26
Persistente e fina dor,
sombra da felicidade,
ânsia e gemido de amor,
lembrança e espera… Saudade.
27
Saudade é fidelidade,
e eis como a imagem se explica:
partem o amor, a amizade,
todos partem… ela fica.

“Esperança”

01
– “Crê na vida!” – eis o conselho
da Esperança, ante a desgraça…
A face fria do espelho,
de calor ainda se embaça…
02
A vida – uma onda que avança
e volta – vai-vem do mar…
Quando vai, quanta esperança!
Quanta amargura, ao voltar!
03
No meu carro vou tranqüilo,
tenha a estrada sombra ou luz,
pois bem sei que, ao dirigi-lo,
eu dirijo… Deus conduz…
04
Na vida, de vez em quando,
em meio aos meus desatinos,
percebo Deus me falando
nas brônzeas bocas dos sinos.
05
Poesia, velha poesia
que o tempo não esmaece:
– um sino de Ave-Maria…
um por de sol… uma prece…
06
Os sinos, em badaladas,
são, na hora da Ave-Maria,
taças de bronze emborcadas
que entornam melodia…

” Variados “

01
Velhos mastros, a oscilar,
– nos céus, há estranhos violinos
que vossos arcos divinos
vão tocando sobre o mar!
02
Velhos mastros, verticais
como certos pensamentos,
vossas bandeiras de paz
são almas soltas aos ventos.
03
Quem tais acordes te pôs
nas rodas desengonçadas,
ó velho carro de bois,
sanfoneiro das estradas?
04
Obra prima. Adolescência,
como um sopro de alvorada.
Formas que nascem da essência
da beleza irrevelada.
05
Poesia: flor de mistério
que brota do coração,
e abre as pétalas de etéreo
no céu da imaginação.
06
Matemática esquisita
que das suas sempre faz,
somando dois, multiplica!
e são três, são quatro, ou mais!
07
Se a coisa dada, algum dia,
de nós não fosse tirada,
ainda assim, gente haveria
que nunca daria nada.
08
Ó vento, que em ti resumes
tudo quanto a vida tem:
– tu, que trazes perfumes,
levantas poeira também…
=========

Fonte:
Extraído de J.G. de Araujo Jorge. “Cantiga de Menino Grande”. 1962

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Patativa do Assaré (O Desgosto do Medêro)

(Mantida a grafia original)

Ô Joana este mundo tem
Sugeito com tanta faia
Que quanto mais qué sê bom
Mais no êrro se escangaia,
Istuda mais não prospera
E pra sê burro de vera
Só farta levá cangaia

Ô Joana, tu já deu fé,
Tu já prestou atenção,
Que tanta gente que tinha
Com nós boa relação
Anda agora deferente
Sem querê sabê da gente
Pru causa das inleição?

Óia Joana, o Benedito
Que era camarada meu
Anda agora todo duro
Sem querê falá com eu
Na maió intipatia
Pruquê vota em Malaquia
E eu vou votá no Romeu.

Se ele vota em Malaquia
E eu no Romeu vou votá
Cada quá tem seu partido
Isto é munto naturá.
Disarmonia não traz
E este motivo não faz
Nossa relação cortá.

O Zé Lolo que me vendo
Brincava e dizia trova
Anda todo infarruscado
Com certa manêra nova
Sem morá e ingnorante,
Com a cara do istudante
Que não passou pela prova.

Ô meu Deus, nunca pensei
De vê o que agora tô vendo,
Joana, basta que eu lhe diga
Que até mesmo o Zé Rozendo
Anda falando grossêro
Não fala mais no dinhêro
Que ele ficou me devendo.

Pra que tanta deferença,
Pra que tanta cara estranha?
O mundo intêro conhece
Que quando chega a campanha
Tudo alegre pega fôgo,
Inleição é como o jôgo
Quem tem mais ponto é quem ganha.

Ô meu Deus como é que eu vivo
Sem tê comunicação?
Ô Joana, só dá vontade
De sumi num sucavão
Pra ninguém me aborrecê
E somente aparecê
Quando passá as inleição

— Medêro, não seja tolo
Pruquê você se aperreia?
Tudo isto é gente inconstante
Que sempre fez ação feia,
É gente que continua
Na mesma fase da lua,
Crescente, minguante e cheia.

— Medêro, não entristeça
Você não vai ficá só
O que fez o Benidito
Zé Rozendo e Zé Loló
Eu sei que foi munto ruim
Porém se os home é assim
As muié são mais pió.

— Medêro, tanta muié
Que dizia a todo istante:
Como é que tu vai Joaninha?
Todo fôfa e elegante,
Pruquê voto no Romeu
Agora passa pru eu
Com a tromba de elefante.

Eu onte vi a Francisca
A Ginuveva e a Sofia
Dizendo até palavrão
Com Filismina e Maria,
No maió ispaiafato
Pro causa dos candidato
O Romeu e o Malaquia

Tu não vê a Zefa Peba,
Que é até colegiá?
Nunca mais andou aqui
E agora vou lhe contá
O que ela já fez comigo
Que até merece castigo
Mas eu vou lhe perdoar

A Zefa Peba chegou
Reparou e não vendo eu
Subiu na nossa carçada
Se ístícou, gunzou, se ergueu
Com os óio de cabra morta
E tirou da nossa porta
O retrato do Romeu.

Eu tava escondida vendo
E achei aquilo bem chato
Será que ela tá pensando
Que rasgando este retrato
O Romeu fica pequeno
E tem um voto a meno
Para o nosso candidato?

Eu vi tudo que ela fez
Porém não quis arengá,
Mas no momento que vi
A Peba se retirá ,
Provando que eu sou muié
Agarrei outro papé
Preguei no mesmo lugá

Por isso você Medêro
Não se importe com pagode
Se lembre deste ditado
E com nada se incomode,
Tudo é farta de respeito,
“Quem é bom já nasce feito
Quem qué se fazê não pode”
———

Fontes:
ASSARÉ, Patativa do. Ispinho e Fulô. CE: Universidade Estadual do Ceará/Prefeitura Municipal de Assaré, 2001.
Imagem = http://institutoricardobrennand.org.br

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Trovas de Natal

Natal! E tudo parece
mais feliz, sem dor nem mal..
– Quem dera o mundo pudesse
ser um perpétuo Natal!
JOSÉ GUILHERME DE ARAUJO JORGE (AC)

Ser criança no Natal,
é uma alegria do céu…
– mas a maior alegria
é a de ser Papai Noel…
JOSÉ GUILHERME DE ARAUJO JORGE (AC)

No “Santa Ursula”, que encanto,
os adornos de Natal!
às lojas tornam-se o manto
do carinho fraternal.
NILTON MANOEL (SP)

Há sussurros pelo espaço…
Na terra há luz e cristal,
quando a noite estende o braço,
proclamando que é Natal!
CIDOCA DA SILVA VELHO (SP)

Natal… ternura… poesia…
Vem o amor e foge o mal…
— Quem dera que todo dia
fosse dia de Natal!…
LUIZ OTÁVIO (RJ)

Nada ter na mesa, à Ceia
do Natal, triste é… Porém,
bem mais triste é vê-la cheia
e em volta não ter ninguém.
MARIA AMÉLIA CARVALHO (PORTUGAL)

Minha maior alegria
no Natal era a emoção
do amor que meu pai trazia
sob a barba… de algodão!
SÉRGIO FERREIRA DA SILVA (SP)

Meu Natal, hoje, é melhor,
pelo conforto e os bons tratos,
mas o sonho era maior
quando eu não tinha sapatos!
JOSÉ MESSIAS BRAZ (MG)

Feliz de quem, afinal,
consegue na humana trilha,
ver que o brilho do natal
surge da luz da partilha!
REGINA CÉLIA DE ANDRADE (RJ)

No meu Natal é rotina
deixar tudo no ‘capricho’:
no peito faço faxina
e jogo as mágoas no lixo!
ÉLBEA PRISCILA (SP)

O Natal era alegria
e a gente nem reclamava:
sobre a mesa, nada havia,
mas em volta o amor sobrava!!!
NEIDE ROCHA PORTUGAL (PR)

É Natal… Que a luz que brilha
seja eterna em meus caminhos;
que brilhe também na trilha
dos que caminham sozinhos.
WILMA DE CARVALHO PENNA (RJ)

Papai Noel, por favor,
do Natal afasta os medos,
e coloca mais amor
no meio dos teus brinquedos!
DELCY RODRIGUES CANALLES (RS)

Papai Noel, com carinho,
eu te peço, por favor:
põe em cada sapatinho
uma gotinha de amor!
GISLAINE CANALES (SC)

Pratique o bem, ore e peça
Embora rudes e escassos
os bons atos, em geral,
o Natal recria laços
num simples “Feliz Natal!”
FLÁVIO ROBERTO STEFANI (RS)

Natal!… A casa vazia
faz da saudade um refém…
E eu ergo a taça vazia,
num falso brinde a ninguém!
EDMAR JAPIASSÚ MAIA (RJ)

Enquanto aqui nesta mesa
ao natal se bebe e come,
muitos, com muita tristeza,
não têm Natal… só têm fome…
JOSÉ OUVERNEY (SP)

Peço a Noel que ele faça
com toda bondade sua,
um grande Natal na praça
para as crianças de rua.
ADEMAR MACEDO (RN)

Deus com seu saber profundo,
para nos trazer a paz,
mandou o seu filho ao mundo
há dois mil anos atrás.
MIGUEL RUSSOWSKY (SC)

Uma estrela cintilante,
os Reis, a Belém conduz.
Maria, mais fulgurante,
deu à luz… a própria Luz!
WANDA DE PAULA MOURTHÉ (MG)

Dos Natais sem humildades
cujo egoísmo abomino,
só restaram as saudades
dos Natais do Deus Menino!
FERNANDO CÂNCIO (CE)
———-

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Arquivado em Jose Ouverney, Trovas

Olga Agulhon (1965)

Olga Agulhon é filha dos agricultores Dimaura e João Agulhon. Nasceu em 6 de dezembro de 1965, em Assis – SP, mas a família já morava no sítio Rica Fé, município de Sertaneja, Paraná. Em 1970, mudaram-se para a fazenda São João, em Ivatuba, ainda de propriedade da família.

Em 1972, em Maringá, iniciou seus estudos no Colégio Estadual Brasílio Itiberê (grupo escolar, naquela época). Estudou ainda no Instituto estadual de Educação de Maringá e no Colégio Regina Mundi, onde ingressou na sexta série e concluiu, em 1983, o segundo grau.

Em 1984, ingressou na Universidade Estadual de Maringá (UEM), no curso de Agronomia, que interrompeu após dois anos, quando nasceu sua primeira filha. Formou-se em Pedagogia, com Láurea Acadêmica de Graduação, pela UEM, no primeiro semestre de 1990.

Em 1994 terminou o curso de Especialização em Literatura Brasileira, do Departamento de Letras (UEM), fazendo a defesa da monografia com o título “A fábula no livro didático”.

Foi professora particular e da rede municipal de ensino de Maringá, diretora da Creche e Pré-escola Alziro Zarur, da LBV; e coordenadora pedagógica da Pré-escola Primeiro Mundo.

Participando ativamente da vida cultural da cidade desde o início da década de 1990, já foi comentarista em mostras de vídeo, jurada de concursos de poesias, e já fez dezenas de palestras em escolas de Maringá e região, falando sobre seus livros, sobre leitura e literatura.

Fez parte da antiga UEMA – União dos Escritores Maringaenses, do Clube dos Trovadores de Maringá, da Sociedade de Cultura Latina do Paraná e da Sala do Poeta de Maringá.

É membro da União Brasileira de Trovadores (UBT) e membro da Academia de Letras de Maringá (ALM), fundada em 7 de setembro de 1997, onde ocupa a cadeira nº. 24, que homenageia Lygia Fagundes Telles. Exercendo o cargo de secretária-geral desde setembro de 2003, foi eleita presidente da ALM em 06 de abril de 2008, em virtude do falecimento de Antonio Facci.

Tem poesias, trovas e contos publicados em várias coletâneas, revistas e jornais literários, sites e comunidades do orkut, bem como várias premiações em concursos literários, especialmente na modalidade trova.

Em 1991 publicou o livro de poesias “Delírios”.

Com o espírito de educadora e a paixão pelos contos de fadas, escreveu, em 1998, o livro infanto-juvenil “As três estatuetas de bronze”, que somente conseguiu publicar no final de 2000.

Segundo a bibliotecária Zery Monteiro, o livro “é uma história de magia e encantamento, escrita de forma clara e concisa, que aguça nossa sensibilidade para decifrar a diferença entre o verdadeiro e o aparente”.

Depois de fazer sucesso com o gênero infanto-juvenil, a autora voltou-se novamente para os poemas e, cheia de inspiração, transformou seu livro “O Tempo”, publicado em 2003, numa obra que nos leva a uma reflexão após a leitura de cada página, abrindo nossa mente para as muitas janelas do tempo e da alma.

Seu livro “O Tempo” também foi lançado no Centro Cultural Brasil-Espanha de Curitiba/Agência Espanhola de Cooperação Internacional.

Não conseguindo abandonar nem o conto nem a poesia, Olga Agulhon lançou, em 2004, o livro de contos “Germens da Terra”, agora em sua segunda edição.

Olga Agulhon é casada com o engenheiro civil e agricultor Antonio Molonha; e tem duas filhas: Ana Carla e Isabela.

Além de pedagoga, escritora, presidente da Academia de Letras de Maringá, esposa, mãe e dona-de-casa, Olga também é produtora rural e coordenadora do Núcleo Feminino Cocamar – Maringá.

De família pioneira na região, atua profissionalmente como agricultora/produtora rural, sendo associada do Sindicato Rural Patronal e da Sociedade Rural de Maringá, e cooperada da COCAMAR – Cooperativa Agroindustrial.

Participações

– Participação na Oficina de Literatura Infantil – Análise da Obra “O PATINHO FEIO”, de Hans Christian Andersen, ministrada pela bibliotecária Zeri Monteiro, em 1995.
– Participação na Oficina de Haikai, promovida pela Academia Cascavelense de Letras, em maio de 2008, em Cascavel – PR, ministrada pela professora mestre e escritora Áurea da Luz, membro da Academia de Letras, Artes e Ciências de Guarapuava.
– Participação, como acadêmica e presidente da Academia de Letras de Maringá, no Encontro das Academias de Letras do Estado do Paraná, em Cascavel, nos dias 09 e 10 de maio de 2008.
– Tem artigos, com temas relacionados à Educação e Cultura, publicados nos jornais Hoje e O Diário do Norte do Paraná, revistas e jornais literários independentes, sites e blogs de literatura, arte e cultura.
– Palestrante no tema “Fábulas”, na Semana Nacional do Livro e da Biblioteca.
– Participação, como jurada, nos Concursos de Poesias promovidos pela Escola Estadual “Zuleide Saways Portes” e Secretaria de Cultura / Divisão de Patrimônio Histórico e Cultural / Biblioteca Municipal Pioneiro “Nilo Gravena” (Jardim Alvorada), em comemoração ao Dia do Escritor / Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, em:
1994 (II Concurso de Poesias), 1995 (III Concurso de Poesias), 1997 (V Concurso de Poesias), 1998 (VI Concurso de Poesias), 2002 (X Concurso de Poesias), 2004 (XII Concurso de Poesias).
– Participação no “Dia da Mulher”, em 2001, falando sobre o ato de escrever e apresentando o livro “As três estatuetas de bronze”.
– Participação na comemoração ao Dia Nacional do Livro Infantil através do “Encontro com a escritora Olga Agulhon”, realizado em 2001, com a participação de escolas estaduais.
– Palestrante no “Dia Nacional do Livro Infantil”, promovido pela Biblioteca Municipal e Secretaria de Educação e Cultura de Mandaguaçú, em 2001.
– Participação na comemoração do 14º aniversário da Biblioteca Municipal Professora “Tomires Moreira de Carvalho”, com o evento “Encontro com a escritora Olga Agulhon”, realizado em 2001.
– Palestrante, na I Semana Cultural de Terra Boa, realizada em 2001. Tema da palestra: Literatura Infantil
– Manhã de autógrafos na Livraria Campus, do Cesumar, divulgando o livro “As três estatuetas de bronze”, que foi adotado e estudado pelos alunos das 5ª séries do Colégio Objetivo.
– Palestras sobre a importância da leitura para os alunos do CEEBEJA, de Sarandi – PR, em 2001 e 2002.
– Participação, como escritora homenageada, no “Sarau da Cidade”, promovido pela Prefeitura de Maringá / Secretaria de Cultura; e coordenado pelo professor de teatro Tisley Barbosa, no teatro Calil Haddad.
– Palestras e bate-papos informais sobre literatura e o ato de escrever com alunos de diversas escolas de Maringá e região, a partir do ano 2000.
– Coordenação geral do “Concurso Ary de Lima”, 2002/2003, de trovas, contos e poesias, promovido pela Academia de Letras de Maringá, que recebeu um total de 902 textos da lavra de 320 escritores de 18 Estados brasileiros e de Portugal.
– Como parte do projeto cultural “O Tempo”, a autora realizou, entre maio e junho de 2003, dez palestras e bate-papos em escolas públicas municipais e outras em escolas estaduais.
– Contos, poemas e trovas publicados pela Revista BALI (Boletim Acadêmico de Letras Itaocarenses), e outros jornais, revistas e sites literários do Brasil e Portugal.
– Noite de autógrafos, com o livro “O Tempo”, no dia 19 de setembro de 2003, no Espaço de Cultura do Centro Cultural Brasil-Espanha de Curitiba, a convite de Luiz Arthur Montes Ribeiro, Curador Oficial do referido centro cultural.
– Coordenação geral do Concurso Literário “Cidade de Maringá”, 2004, de trovas, poemas livres, crônicas e sonetos, promovido pela Academia de Letras de Maringá.
– Jurada, no III Concurso de Poesias “Prêmio Helena Kolody”, no município de Terra Boa, realizado nem 2004.
– Coordenação geral do III Concurso Literário “Cidade de Maringá”, 2006/2007, de trovas, poemas livres, crônicas e sonetos, promovido pela Academia de Letras de Maringá.
– Participação com declamação de poemas, exposição de livros e montagem de varal de poesias de sua autoria no 1º. Intercâmbio Cultural Entre Cooperativas (ITC), em 2007.
– Participação no processo de seleção dos trabalhos premiados no III Varal de Poesias da UNIFAMMA, em 2008, durante o 1º Ciclo de Estudos Integrados UNIFAMMA.

PREMIAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

– Terceiro lugar no Concurso de Livros de Poesias promovido pela Sociedade de Cultura Latina do Paraná, em 1991.
– Menção Honrosa (4º. Lugar) no Concurso Literário “Contos de uma Noite de Natal”, promovido pela Casa do Poeta de Santos e Elos Clube de Santos, em 1995.
– Vencedora no XXI Jogos Florais de Bandeirantes, em 2004, Âmbito Estadual, tema IMORTAL (lírico/filosófico).
– Menção honrosa no XXII Jogos Florais de Bandeirantes – 2005, Âmbito Estadual, tema SURPRESA (humorístico).
– Menção honrosa, no VIII Jogos Florais do Rio de Janeiro – Âmbito Nacional, 2006, tema ENCONTRO (L/F).
– Menção Honrosa – 4º lugar – VI Concurso de Trovas “Cidade de Pirapetinga” – MG – 2006, tema CARINHO (L/F), Âmbito Nacional.
– Premiada, com duas trovas vencedoras, no XXIII Jogos Florais de Bandeirantes – 2006, Âmbito Estadual, tema VIAGEM (L/F).
– Menção Honrosa + Menção Especial, no XXIII Jogos Florais de Bandeirantes – 2006, Âmbito Estadual, tema SORTE (humorístico).
– 1º. Lugar, no I Concurso Comunidade “Sou Trovador” (Orkut), em 2006. Mote: “As dores e os desencantos”.
– Várias outras premiações em concursos de trovas e poesias pela internet, através das Comunidades “SOU TROVADOR” e “POESIAS LAC”, em 2006 e 2007.
– 8º. Lugar no 1º. Concurso de Trovas pela Internet, promovido UBT – União Brasileira de Trovadores – Delegacia de Roseira – SP. Tema: Enchente:
– Vencedora + Menção Especial, no XXIV Jogos Florais de Bandeirantes – 2007, Âmbito Estadual, tema ENCANTO (L/F).
– Vencedora, no XXIV Jogos Florais de Bandeirantes – 2007, Âmbito Estadual, tema PIRRAÇA (humorístico).

LIVROS PUBLICADOS

1. “DELÍRIOS” (poesias). 1991. Edição da autora. Prefácio de Dari Pereira. Comentário da contracapa de Agenir Leonardo Victor.

2. “AS TRÊS ESTATUETAS DE BRONZE” (infanto-juvenil). 2000. Edição da autora.
Comentários de Adrian Oscar Dongo Montoya (professor universitário, doutor em psicologia), Zery Monteiro (bibliotecária, especialista em literatura brasileira), Galdino Andrade (advogado, presidente da Academia de Letras de Maringá), Antonio Augusto de Assis (professor universitário, membro da ALM) e Altamiro Avelino da Silva (graduado em letras, membro da ALM).

Pelo lançamento deste livro recebeu elogios do presidente da Academia Paranaense de Letras, Túlio Vargas, de escritores de outros Estados; e um voto de congratulação da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, proposto pelo Deputado Estadual Ricardo Maia.

O livro “As três estatuetas de bronze” passou a fazer parte do acervo da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – Seção Brasileira do IBBY, foi trabalhado em sala de aula em diversas escolas públicas e privadas de Maringá e região e foi escolhido para um projeto de leitura elaborado pela Secretaria de Educação e Cultura de Terra Boa – PR, envolvendo o estudo de diversas disciplinas a partir de sua leitura e das questões levantadas por seu conteúdo.

3. “O TEMPO” (poesias). 2003. Edição da Autora.
Prefácio de Antonio Facci (presidente da ALM), “orelhas” de Sildemar José de Barros e Jaime Vieira (professor graduado em letras, membro da ALM).

O livro “O Tempo” é citado na Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Maringá para obtenção do título de Mestre em Letras na área de Estudos Literários da aluna Ângela Enz Teixeira, sob orientação da Profª.Drª. Rosa Maria Graciotto Silva, nas páginas 83, 88 e 155, sendo apontado como o livro mais lido e como obra inesquecível de acordo com alunos de uma turma de escola municipal de Maringá.

4. “GERMENS DA TERRA” (contos). 2004. Edição da autora. Prefácio de A. A. de Assis, posfácio do Cônego Benedito Vieira Telles, “orelhas” de Neide Rocha Portugal, Sebas Sundfeld (Tambaú-SP) e Zery Monteiro; texto da contracapa de Maria Eliana Palma; comentários dos acadêmicos Antonio Facci, Jeanette Monteiro de Cnop, Florisbela Margonar Durante e Francisco Jorge Ribeiro.

PARTICIPAÇÃO EM COLETÂNEAS

– COLETÂNEA DA ACADEMIA DE LETRAS DE MARINGÁ – 1999 (com um conto e uma poesia);
– COLETÂNEA DA ACADEMIA DE LETRAS DE MARINGÁ – 2002 (com duas poesias);
– COLETÂNEA DA ACADEMIA DE LETRAS DE MARINGÁ – 2004 (com dois contos e sete trovas);
– COLETÂNEA DA ACADEMIA DE LETRAS DE MARINGÁ – 2007 (com duas trovas, dois poemas e um conto).
– “COLETÂNEA DOS POETAS DE MARINGÁ – II” (Organização: A. A. de Assis, Dari Pereira e Galdino Andrade.);
– “COLETÂNEA DOS POETAS DE MARINGÁ – III” – 2006;
– COLETÂNEA “MARINGÁ – UM OLHAR FEMININO EM CORES E VERSOS”, (Participação como membro da comissão de seleção de textos e com a publicação do poema “Maringá”).
– COLETÂNEA “BRASIL LITERÁRIO – 2003” / Caxias do Sul – RS (com uma poesia);
– outras coletâneas com textos vencedores em concursos literários.

ENTIDADES EM QUE É MEMBRO:

– Membro da União dos Escritores Maringaenses (UEMA), do Clube dos Trovadores de Maringá, da Sociedade de Cultura Latina do Paraná e da Sala do Poeta de Maringá.
– Membro da União Brasileira de Trovadores – UBT/seção Maringá.
– Membro e fundadora da Academia de Letras de Maringá (ALM), fundada em 07/09/1997, ocupante da cadeira nº. 24, que homenageia Lygia Fagundes Telles, fazendo parte de todas as diretorias. Exerceu o cargo de secretária-geral de setembro de 2003 a 06 de abril de 2008, quando foi eleita presidente da ALM em virtude do falecimento de Antonio Facci. (V. título)
– Foi membro do Conselho Municipal de Cultura de Maringá.
– Associada do Sindicato Rural Patronal de Maringá.
– Associada da Sociedade Rural de Maringá.
– Cooperada da COCAMAR.
– Coordenadora Geral do Núcleo Feminino Cocamar – Maringá, nos anos de 2006, 2007 e 2008.

Fonte:
A Autora

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Miguel Russovsky (Trovas)

A saudade às vezes fala,
e até grita – quem diria? –
quando a rede, a sós, se embala
numa varanda vazia.

A saudade às vezes fala
e até grita — Quem diria!
quando a rede, a sós, se embala
numa varanda vazia.

Os murmúrios das gaivotas ,
em noites de luz cheia ,
são canções deixando as notas
nas pautas brancas da areia.

Quanto mais o tempo avança,
mais eu fico a perceber
que a saudade é uma lembrança
que se esquece de morrer.

O tempo não traz perigo
à verdadeira amizade.
Quem não é mais teu amigo,
jamais o foi de verdade.

O tempo escreve a seu gosto
no passar do dia a dia,
muitas rugas no meu rosto,
mas… tem má caligrafia.

Na blusa prendes a rosa
à altura do coração.
Como pode ser viçosa
uma flor sobre um vulcão?

Cupido sempre intercala
alguma perda em desejos:
se me beijas… perco a fala;
se me falas… perco os beijos!

Cupido avisa aos poetas
e também aos namorados
que seus estoques de setas
foram todos renovados!

Se te serves de mentiras
para cresceres em ganho,
é bom que logo confiras
que encurtaste no tamanho!

A vila reza, orvalhada,
tendo o sol por capelão…
— Homem no cabo da enxada
é uma espécie de oração!

Na trova, às vezes, invento
emoções e não as sinto.
Mas creia no meu talento,
sou sincero quando minto!

Nesta vida hostil e azeda
e desespero sem par,
rogo a Deus que me conceda
a coragem de sonhar.

Tendo à mão uma caneta
mais o empenho a manejá-la,
vou mesmo a qualquer planeta
sem sair daqui da sala.

O papel é a carruagem
que eu dirijo da boléia.
Tomo as rédeas da viagem
dando açoites numa idéia.

Estrofes são caravelas
que singram os pensamentos.
Com as rimas, faço as velas,
com as sílabas, os ventos.

Pelas ciladas que trama,
a Insônia é mulher-perigo:
marca encontro em minha cama,
mas não quer dormir comigo!

O poema é luz imensa
que se espalha em frenesi.
Por isso o poeta pensa
ter um deus dentro de si.

Pela vida me foi dado
um conselho em que me alerto:
antes rir desafinado
que soluçar no tom certo.

Ser caule, flor ou ser folha
não é sorte nem é sina,
pois de antemão tal escolha
se fez por ordem divina.

A humanidade até gosta
de não saber a verdade,
quando a mentira, bem posta,
lhe trouxer felicidade.

Vai para o mar a jangada
tendo um sonho por escolta.
Volta sem peixes, sem nada,
nem o sonho traz de volta.

Este dístico singelo
a verdade satisfaz:
caneta, arado e martelo
são os arautos da paz.

Há balanços conflitantes
em vidas fúteis e loucas:
os outonos são bastantes
e as primaveras bem poucas.

Quatro versos num estojo,
mas além desta embalagem,
a trova deve, em seu bojo,
comportar uma mensagem.

Vai para o mar a jangada,
tendo um sonho por escolta.
Volta sem peixe, sem nada,
nem o sonho traz de volta.

As trovas no dia a dia
atuam como remédio.
São drageas de poesia
contra a depressão e o tédio.

Na trova é bom que se invista
muito amor, talento e calma,
a trova desperta o artista
que trazemos centro d’alma.

Se lhe ofendem, não se doa,
A maledicência passa,
Como passa uma garoa
Sem arranhar a vidraça.

Mãe, de fato, não tem rima
mas seria alentador
condensar esta obra-prima
numa só rima: o amor.

Quem despreza um bom conselho
dado em prol de seu porvir,
fica igualzinho ao espelho:
reflete sem refletir.

Consultei livro em ciência
de conhecimentos rica;
mas baseado na experiência,
a saudade não se explica.

Estudo trovas a fundo,
mas persisto na suspeita,
que a trova melhor do mundo
até hoje não foi feita!
———-

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Orlando Woczikosky (Príncipe dos Trovadores do Paraná) em xeque

Entrevista realizada pela Revista “Falando de Trovas e de Trovadores” , pelo trovador delegado de Pinhalão/PR, Lairton Trovão de Andrade.

O grande poeta e trovador Orlando Woczikosky, Príncipe dos Trovadores do Paraná, o único remanescente vivo dos fundadores da UBT-Paraná (União Brasileira de Trovadores do Paraná), e por sua vasta obra trovadoresca, faz-lhe homenagem com o título singular de “O Mais Ilustre Membro da UBT-Paraná da Atualidade”.

Lairton: Qual o seu nome completo? Onde e quando nasceu? Reside em que cidade?
Orlando: Meu nome completo é Orlando Woczikosky. Nasci no bairro Xaxim, em Curitiba, a 08 de maio de 1927, onde resido.

Lairton: Voltando aos tempos da adolescência, como era a sua cidade natal?
Orlando: Curitiba era pequena, com 110 mil habitantes.

Lairton: Qual a sua formação profissional?
Orlando: Ginásio Industrial e Técnico Industrial, pela Escola Técnica de Curitiba; Faculdade de Educação da Universidade Federal do Paraná; C.P.O.R. de Curitiba; etc..

Lairton: O Senhor foi, com certeza, um professor bem sucedido, hoje merecidamente aposentado. Em que estabelecimentos de ensino lecionou e que boas lembranças tem das suas atividades docentes?
Orlando: Minha principal atividade foi lecionar Desenho no Senai de Curitiba, por mais de 30 anos. Na Escola Técnica de Comércio de Plácido e Silva, lecionei Desenho e Caligrafia. No Colégio Parthenon, lecionei Desenho e Educação Artística. No Ministério do trabalho, lecionei Leitura e Interpretação de Desenho no Curso de Segurança do Trabalho.

Lairton: Sabemos que é poeta e trovador de méritos inquestionáveis. Como foi seu início na arte de fazer trovas?
Orlando: Minha mãe ao se casar ficou morando com meus avós maternos, onde nasci. Minha avó, Carolina Krumann, gostava muito de quadras populares, declamando-as e me ensinando a declamá-las, nos meus primeiros anos, antes de nos mudar da casa dela.
Quando tive os primeiros contactos com a poesia, principalmente as de versos setissilábicos, notei a grande facilidade em compor meus primeiros versos, mesmo desconhecendo as regras da metrificação.
Em 06 de junho de 1948, escalando o Pico do Marumbi, na Serra do Mar, diante de tal beleza, escrevi a minha primeira poesia de algum valor: Marumbi. Dias depois, mostrando essa poesia ao meu professor de Português, Rosário Farani Mansur Guérios, quando ele me perguntou se eu havia estudado metrificação, respondi-lhe que nunca ouvi falar em metrificação. Ele, veementemente, me disse: “Ou você é mentiroso, ou nasceu Poeta!” Mandou-me procurar o livro Tratado de Versificação, de Olavo Bilac e Guimarães Passos, por meio do qual aprendi outros metros da poesia acadêmica.
Diante do que me disse o saudoso Professor Mansur Guérios, eu deduzi que não era mentiroso nem nasci poeta, escrevi pela cadência dos versos que aprendi com as quadrinhas ensinadas pela minha avó e que ficaram no meu subconsciente.
Após me casar, deixei de escrever por catorze anos.
Numa festa de fim de ano, meu colega de escola e de caçadas na Serra do Mar, o Professor Oswaldo Ormianin, a quem eu havia declamado muitas das minhas poesias do passado, solicitado a falar, declinou do convite, indicando-me para, em vez de discurso, declamar o “Marumbi”.
Para não decepcioná-lo, o fiz, para espanto de todos que não me sabiam poeta. O Diretor Regional do Senai do Paraná, Dr. Antonio Theolindo Trevizan, incumbiu o Professor Aluízio Plombon, Diretor da Escola de Curitiba, a me solicitar todas as minhas poesias para publicar um livro pelo Senai.
Como eu não escrevia há muito tempo, mas sabia muitas, ainda de cor, fui obrigado a escrever novas poesias, que foram enfeixadas no meu primeiro livro, “Crepúsculo da Minha Aurora”.
Nessa época, apresentado ao Escritor Vasco José Taborda Ribas, pelo seu primo, Dr. Apollo Taborda França, que fora meu colega na Escola Técnica e no C.P.O.R. de Curitiba, o Vasco me convidou para sócio do Grêmio Brasileiro de Trovadores, quando tive os primeiros contactos com a arte de trovar.

Lairton: Suas inspirações poéticas o levaram a escrever mais poesias ou trovas?
Orlando: No ínicio, escrevia só poesias, atualmente, com os movimentos trovadorescos surgidos no Brasil, tenho me dedicado mais às trovas.

Lairton: Muitos trovadores têm preferência sobre determinados temas. Alguns falam mais do amor; outros, do sofrimento; outros preferem motivos religiosos… E o Senhor? Qual foi o tema que mais o levou a trovar?
Orlando: Eu sempre fui saudosista, mas aconteceu um fato curioso na minha vida: Minha filha, com nove anos, na época, ouviu na Rádio Clube Paranaense, a instituição de um concurso de trovas de saudade e me pediu que participasse. Escrevi e enviei algumas trovas, despretensiosamente. Minha filha ouviu, no programa seguinte, que eu havia sido contemplado com vários gêneros alimentícios, oferecidos pelo patrocinador do programa. Quis recusar em receber tais prêmios, mas minha filha argumentou que seria indelicado não recebê-los, então eu fui. Ao receber os prêmios, o Dr. Ubiratã Lustosa, apresentador do programa de saudade e Diretor Superintendente da PRB2, Rádio Clube Paranaense, perguntou-me o nome do livro que eu havia copiado tais trovas, dizendo que conhecia a maior parte das melhores trovas de saudade do Brasil e de Portugal e nunca teria ouvido nenhuma das enviadas por mim. Ao lhe afirmar que eu mesmo as escrevi, ele me pediu que continuasse a colaborar, enviando trovas de saudade, ao que concordei em enviá-las, com a condição de não mais como concorrente, mas como mero colaborador. Tempo depois, o Dr. Ubiratã me chamou, perguntando-me quantas trovas eu já havia enviado ao seu programa. Disse-lhe que mais de duzentas. Sugeriu-me que as publicasse em livros de 100 (cem) trovas, como estavam fazendo no Rio de Janeiro, por muitos trovadores. Então, publiquei uma série de livros de trovas alternando-os em saudade e não saudade. Eis aí o porquê de escrever tantas trovas de saudade e continuar a escrevê-las ainda, embora há vinte e cinco anos não tenha mais publicado livros. O Dr. Ubiratã Lustosa, já aposentado, continua, ainda, apresentando o programa “Revivendo”, na Rádio Educativa AM 630, todos os domingos, das sete às oito horas da manhã, quando declama três trovas minhas, de saudade.

Lairton: Pelo visto, o gosto pela trova é universal. Em sua opinião, o que faz com que a trova seja tão fascinante?
Orlando: Na minha opinião, o que faz com que a trova seja tão fascinante é a sua versatilidade. A trova, pelo seu poder de sintetizar, presta-se, como nenhuma outra forma poética, para exaltar qualquer acontecimento, tais como aniversário, nascimento, formatura, pessoas, falecimento etc.. Um dos melhores exemplos do que afirmo é a “Missa em Trovas”, do grande trovador Antonio Augusto de Assis, nascido em São Fidélis, no Estado do Rio de Janeiro, residente na cidade de Maringá, no Estado do Paraná, onde, com sua brilhante inteligência, enaltece aquela cidade.

Lairton: A UBT – Paraná foi fundada numa época de grande efervescência trovadoresca, e o Senhor é um dos seus fundadores. Cite-nos os outros trovadores que participaram da fundação da UBT- Paraná.
Orlando: A União Brasileira de Trovadores, no Estado do Paraná, foi fundada a 10 de setembro de 1966, com a presença da Embaixatriz da Trova, Magdalena Léia, do Rio de Janeiro. Fomos seus fundadores: Vasco José Taborda Ribas, Vera Vargas, Orlando Woczikosky, Ermírio Barreto Coutinho da Silveira, José Augusto Gumy e Oswaldo Portugal Lobato, dos quais, somente eu ainda vivo.

Lairton: O grande valor de uma instituição encontra-se nas suas finalidades. Quando da sua fundação, quais os objetivos da UBT – Paraná?
Orlando: Um dos principais objetivos da fundação da nossa UBT é cultuar e divulgar a trova, bem como promover e formar novos trovadores, o que se comprova pelo grande número de novos trovadores nas escolas e nas cidades do Paraná.

Lairton: Pelos memoráveis anos de duração da UBT- Paraná, sem dúvida, a Entidade obteve sucessos. Que sucessos foram esses?
Orlando: Um dos maiores sucessos, como disse na resposta anterior, foi o grande número de novos trovadores, de novas seções e novas delegacias. Outros grandes sucessos foram os vários concursos, os jogos florais, em várias cidades, como por exemplo, os Jogos Florais de Curitiba, que neste ano realizou a XIV festa dos seus Jogos Florais.

Lairton: O seu primeiro livro editado de poesia tem o título de “Crepúsculo da Minha Aurora”. Onde encontrou inspiração para este título de excelente sugestão poética?
Orlando: Foi numa tarde, quando vi um maravilhoso pôr-do-sol, aliei esse quadro ao alvorecer e formei essa antítese para nominar o meu primeiro livro.

Lairton: O seu repertório trovadoresco é extenso e consistente. Quantos livros de trovas editou? Pretende editar outros?
Orlando: Dez livros de trovas somente minhas e duas Antologias de Trovadores do Paraná. Uma com 10 trovadores e 100 (cem) trovas e outra, com 25 trovadores com 250 (duzentas e cinqüenta) trovas, ambas em colaboração com o meu grande amigo, o Professor Vasco José Taborda. Todos os meus livros foram editados nas oficinas de Artes Gráficas do Senai, quando eu só pagava as custas do material. Publicar novos livros, já não tenho o mesmo entusiasmo nem condições financeiras para novas publicações.

Lairton: Como se pode concluir, brilhante foi sua participação no mundo da Literatura. Seus poemas e trovas foram lidos por centenas e centenas de pessoas. Fazendo uma retrospectiva, valeu a pena ter sido poeta e, principalmente, trovador?
Orlando: Valeu plenamente, porque ser poeta e trovador, principalmente no fim da vida, é muito mais gratificantes do que possuir qualquer outro título.

Lairton: Fale-nos a respeito da sua grande descoberta sobre “quem nasceu primeiro: O ovo ou a galinha”?
Orlando: O Vasco Taborda me fez aquela pergunta clássica: “Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?” Respondi-lhe de imediato: “Nenhum dos dois! Foi o galo!”
Eu deduzi que não descende o maior do menor e, como analogia, se Deus fez por primeiro o homem, certamente, fez por primeiro o galo.
Alguns dias depois, entreguei ao Vasco minha PROVA CONVINCENTE:

Gente sábia ou adivinha,
me responda bem ligeiro:
Quem foi que nasceu primeiro,
foi o ovo ou foi a galinha?

– Deixa comigo que eu falo:
Pela experiência minha,
não foi ovo nem galinha,
Deus fez por primeiro o galo.

Ao ver o galo sem tanga
botando no mundo a goela,
tirou dele uma costela
fazendo dela uma franga.

Depois de uma conversinha
e de uma boa “cantada”
que o galo deu na coitada,
a franga virou galinha.

Assim o casal distinto
caiu na boca do povo:
nascendo o primeiro ovo
e, do ovo, o primeiro pinto.

Esclareci num repente,
essa polêmica antiga.
Quem não gostou que me diga
se há prova mais convincente!

Lairton: Para finalizar, agradecemos ao Prof. Orlando a honra que nos proporcionou. Esta entrevista será divulgada, através do Portal CEN (Cá Estamos nós), para mais de 23.000 endereços eletrônicos de países do mundo que falam a Língua Portuguesa. O Portal CEN, cujo presidente é o grande escritor português Carlos Leite Ribeiro, representa eficiente ponte literária e cultural entre o Brasil e Portugal, prestando indescritível benefício à nossa Literatura. Diante disso, poderia dizer algumas palavras de apreço ao nosso querido PORTAL CEN?
Orlando:
Não tenho computador,
mas pelo valor que tem,
minha nota ao Portal CEN
é nota cem: Com louvor!
——————–
Sobre Lairton Trovão de Andrade
http://singrandohorizontes.blogspot.com/2008/06/lairton-trovo-de-andrade.html
Trovas de Lairton
http://singrandohorizontes.blogspot.com/2008/06/lairton-trovo-de-andrade-trovas.html
——————–
Fonte:
Portal CEN

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Dinair Leite assume Delegacia de Paranavaí, da União Brasileira de Trovadores

A escritora Dinair Leite assumiu mais um cargo literário na cidade. Ela foi nomeada delegada municipal da UBT (União Brasileira de Trovadores) tendo como padrinho o vice-presidente nacional da entidade Tadeu Haggen.

A poetisa já é delegada do Movimento Poético Nacional (MPN, com sede em SP) em Paranavaí, e oradora da A.L.A.P. (Academia de Letras e Artes de Paranavaí), o que muito honra o núcleo cultural local. A poetisa Dinair é membro do MPN há 15 anos, onde sua obra é apresentada em saraus e reuniões. Sua filha Cristina Leite Goetten, é vice-presidente da A.L.A.P., assessora de Dinair nos trabalhos culturais.

Trovas de Dinair

O meu pai, bom trovador,
trovava como ninguém
hoje faz trova ao Senhor
nos campos azuis, além.

Essa mão que lavra a terra
planta no chão a semente.
A benção de Deus encerra,
pois mata a fome da gente.

Fontes:
Diário do Nordeste – 23 agosto 2009. http://www.diariodonoroeste.com.br/
José Ouverney. http://www.falandodetrova.com.br
Colaboração de Antonio A. De Assis

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Como Fazer Trovas e Ser Trovador

Cada verso da trova é feito de palavras escolhidas para métrica e formação de sons poéticos. Nos dicionários atuais, as palavras são apresentadas em silabas. Cabe ao poeta, os conhecimentos básicos de versificação. “Trova é um poema completo de quatro versos de sete sons, rimando o primeiro com o terceiro e o segundo com o quarto” Daí por diante. Depende apenas de o autor ser poeta ou não”. (ASA,2008, p. 123).

Nos concursos literários, o concorrente, deve consultar o dicionário em busca da significação do tema proposto pelos organizadores. O sonho do trovador está na confecção de uma trova perfeita. Quem quer ser premiado, escreve, reescreve, até que encontra a mensagem competidora. O trovador sempre quer na ponta da esferográfica um achado ou seja idéia vantajosa, providencial e feliz. Nos IV Jogos Florais de Ribeirão Preto (SP), 1978, com o tema verde, em âmbito municipal, Geraldo de Maia Campos foi um dos premiados com a trova a seguir:

Não pode dar resultado
Sendo tu verde e eu maduro.
Eu tenho apenas passado,
E tu, meu bem, tens futuro!

(Jogos Florais em quatro tempos, UBT,PMRP;1978, p. 38)

Os concursos literários buscam o aprimoramento do gosto estético através do exercício da arte-poética, aqui ensejada pela trova, como estímulo à criatividade. Além, despertar o interesse pela literatura em geral e pela poesia em especial. Finalmente, incentivar os sentimentos humanitários para a vida social.

Na Declaração de Princípios da União Brasileira de Trovadores – UBT,acróstico São Francisco, escrito por Luiz Otávio, tem para a primeira letra: “Simplicidade: Sendo a trova a expressão mais simples da poesia e, pois, um reflexo da alma do trovador, devemos agir sempre com simplicidade na arte, nas palavras e nas ações”.

A trova é feita de palavras que devem ser as melhores ao tema proposto.A maioria dos poetas premiados em concursos escreve, reescreve diversas vezes o texto para depois enviá-lo ao crivo dos julgadores literários. Cremos ser de grande valia, analisar as trovas premiadas no ano anterior. No âmbito nacional temos a têmpera do produto final da banca e nas premiadas em âmbito local a predileção literária dos trovadores da municipalidade. Observe que são nas palavras do texto literário, uma de mãos dadas com as outras, que encontramos infinitas possibilidades de expressão e de interpretação.(SANTOS,2006, p.12 )

Tendo por base o Decálogo de Metrificação de autoria de Luiz Otávio – fundador da União Brasileira de Trovadores, entidade de âmbito nacional – editado com a participação de poetas de todas as regiões do Brasil, ao ler: Ao estudarmos a Arte de Trovar ou a composição da Trova, devemos analisá-la em duas partes: o corpo e a alma ou a forma e o fundo. (OTÁVIO, 1975,pág.2)

Construímos com estas informações os quadros abaixo:


No Decálogo de Metrificação, a UBT, revela o cuidado com a forma ligada ao ritmo, ou seja com a metrificação. A publicação oferece recursos para que o poeta componha com segurança uma trova literária; e alerta: “ o idioma e o verso são os instrumentos do poeta”. O Ensaio lembra que é bom recordar noções sobre verso e pontos gramaticais. Indicamos aqui a Minigramática de CEGALLA. Nesse Decálogo de Metrificação, temos orientações e trovas ilustrativas de Luiz Otávio. Goldstein (1991, p.13) sobre ritmo assegura: Cada época tem seu rítmo
• As sílabas são contadas até a última tônica do verso. Na aplicação das regras temos por exemplo:

Poderá a força elétrica
de um sábio computador
ensinar contagem métrica
mas não faz um trovador.

• As pontuações não impedem as junções de sílabas.

Pensa em calma! Evita errar
injusto és se nos reprovas…
Pois não queremos mudar
o modo de fazer trovas…

• Não se deve fazer o aumento de uma sílaba métrica os encontros consonantais disjuntos.(ou seja: não usar o suarabact). Ex. ignoro e não iguenoro.

Você pode acreditar
ter a pura convião
que a ninguém vou obrigar
a ter a minha opinião…

Comissão Central de Metrificação, UBT- Nacional, a 29/08/1974, atendeu a consulta da UBT – Ribeirão Preto (SP) para sanar a dúvida com relação a palavra substituta usada em uma trova local. Luiz Otávio reforçou a necessidade de sistematizar os julgamentos de concursos de trovas. Hoje todos os trovadores brasileiros e portugueses concorrem em igualdade de condições

• Uma vogal fraca faz junção com a vogal fraca ou forte inicial da palavra seguinte. §único: Aceitam-se exceções a esta regra no sentido de evitar a formação de sons duros e desagradáveis. Exemplo: “cuja ventura/única consiste”.

Podes crer que és muito injusto
e estás longe da verdade:
pois na Trova, a todo o custo
defendo a espontaneidade…

• Uma vogal forte,pode ou não, fazer junção com vogal fraca da palavra seguinte, no entanto jamais deve faze-la com vogal forte.

§ único – Nos casos em que se prefira fazer a junção “forte + fraca”, deve-se ter sempre o cuidado de evitar sons desagradáveis ( “mais que tu/ardo”) ou formar novas palavras (“via” ao invés de “ vi a..).

É uma história bem correta:
Em tudo o ensino é preciso,
No entanto, só/ o poeta
Quer ser gênio de improviso…

• Pode haver a junca de três vogais numa sílaba métrica.
§1º – Não deve haver mais de uma vogal forte.
§2º – No caso em que a vogal forte não esteja colocada

entre as vogais fracas e, sim, em 1º e 2º lugar, para que
seja correta a junção, as duas vogais fracas devem juntar- se por crase ou elisão, e não por sinalefa (ditongação). Assim estará certo: “ é a ambição que nos prende e nos maltrata” e não se pode unir as três de ¨e a /íntima palavra derradeira’

§ 3º- Deve-se ser usada com cuidado a junção de mais de três vogais, embora haja casos corretos de quatro ou cinco vogais.
.
Esta é uma trova indiscreta
Convenções, mal amparadas,
Induzem muito poeta
A convicções enraizadas.

• Os ditongos aceitam as prejunções com vogais fracas, (“e eu”). As postjunções são aceitas somente nos ditongos crescentes ( encontro instáveis) (“a distância infinita”) e são repelidas nos ditongos decrescentes. (“ Eu sou/a que no mundo anda perdida”).

§ único – Há casos de uso facultativo de prejunção de vogais fortes aos ditongos e não e não ferem as tônicas das palavras. ( aceita-se: “Será auspiciosa” e será inaceitável: “Terá/auto nos pontos”).

Para medir nossos versos
se o ouvido fosse o juiz,
em nossos metros diversos
ninguém poria o nariz…

• Nos encontros vocálicos ascendentes ( formados por vogais ou semi-vogais átonas seguidas de vogais ou semi-vogais tônicas), a sinérese é de uso facultativo. (“ci-ù-me” ou “ciume”, etc.).

§ único- Há neste grupo, excepcionalmente, encontros vocálicos que não aceitam sinérese. Geralmente, são formados pela vogal “a” seguidas das vogais “a” ou “e” ou “o” (como em: Sa/ara, a/éreo,a/orta,etc.) ou, em alguns casos, da mesma vogal “a” seguida das semi-vogais “i” ou “u” tônicas, como em: “para/iso”, “na/u”, etc.

Na trova, soneto ou poema
em toda parte do mundo,
se a Forma é o seu di/adema,
a sua alma é sempre o fundo!

• Nos encontros vocálicos descendentes ( formados por vogais ou semi-vogais tônicas seguidas de vogais ou semi-vogais átonas) não se aceita a sinérese ( “tua”,”lua”, “frio”,”rio”, etc., e sim “tu/a”, “su/a”, “fri/o”, “ri/o”,etc.

§ único – Em algumas regiões do Brasil é usada a sinerese nestes encontros vocálicos, com base na fonética local. No entanto, não será aceita na metrificação, em benefício da uniformidade, uma vez que na maioria dos Estados e feita a separação dessas vogais.

As dúvidas são pequenas,
não sejas tão pessimista,
dá-me a tu/a ajuda, apenas,
e será bela a conquista.

• O uso da aférese (“inda”, etc), síncope (pra”, etc), apócope ( “mui”,etc ), e ectilípses (com a”, “o”, “as”; “os”) é facultativo.

§ 1º a junção de “com” mais palavras iniciadas com vogais átonas é correta mas pouco usada. Acompanhando a maioria dos poetas, sempre que possível, deve ser evitada. (com amor”, etc);

§ 2º A junção de “com” mais palavras iniciadas com gogais tônicas não será aceita. ( ‘ com esta”, etc ).

§ 3º A junção de fonemas anasalados “am”,”em”, “im”, etc.,com vogais átonas não será mais aceita. (“ formaram/idéias”, “cantaram/hinos”,etc).

§ 4º É preciso de cuidado com o uso de aféreses, síncopes e apócopes que, por estarem em desuso ou por formare,, geralmente, sons desagradáveis, irão ferir a sensibilidade e os ouvidos dos leitores e dos ouvintes.

É mui// feio criticar (apócope)
/inda que seja um direito (aférese)
-p/ra ser justo, aulas vem dar (síncope)
com o teu plano sem defeito… ( ectilipse)

Luiz Otávio deixou-nos um estudo moderno de como fazer uma boa trova literária. Na página 3 do Decálogo informa: “buscando um denominador comum ou niformização de normas “que propiciaram mais liberdade e segurança para quem concorre ou promova concursos literários no país”. Olavo Bilac no Tratado de Versificação, na II parte trata da Métrica. Castilho, também, preocupado com a arte deixou-nos orientações sobre literatura poética.

Quando falamos na forma poética, buscamos provocar, no leitor, o envolvimento necessário para que no momento de inspiração consiga compor a sua trova que além da métrica (forma) tem ainda a mensagem (fundo) ou seja toda trova tem corpo e alma e as rimas desempenham um rico papel no contexto.No decorrer do tempo, diversas outras leituras chegam-nos à mão e buscando melhorar nossa qualidade de desempenho. Silveira Bueno editou em 1.958, em 5ª edição, um Manual de Califasia, Califonia, Carritmia e Arte de Dizer, indicando-o “para uso das escolas normais, ginásios oficiais –canto orfeônico e declamação”. A p.190,nos orienta sobre sílabas; Na leitura de versos é indispensável observar rigorosamente as sílabas dispostas pelo poeta. O guia único e absoluto é o ouvido; na prosa as sílabas são contadas pela maneira de pronunciar; na poesia, pelo modo de ouvir.

O autor de trovas, participando dos concursos , integra-se, rapidamente, ao movimento literário da trova por todo o Brasil e co-irmãos de Portugal. Temos trovadores por todo o mundo e, via internet. Os concursos em língua espanhola tem sido o destaque do momento.Os concursos literários são os responsáveis pela integração nacional em torno da Trova . Os trovadores, numa imensa confraria, tem um trabalho cultural, social e turístico através da poesia. Conhecedor do imenso legado que deixaria, Luiz Otávio, reforçava sempre esta mensagem:“ Amor, idealismo,trabalho, disciplina e união eu peço a todos”.

Nas cantigas de roda, A Barata diz que tem (folclore) ou em músicas populares como a Banda de Chico Buarque sentimos a vida dos sete sons poéticos usados na Trova moderna.

Estava à toa na vida,
o meu amor me chamou,
pra ver a banda passar,
falando coisas de amor
(Goldstein, 1991,p.8),

Conversando, conversando… é que percebemos pelos versos falados em sete sons, o poeta que há em cada um de nós.

O que precisamos saber para fazer uma trova? Saber o que é uma trova! Estudar a vida da trova! Sentir que no telúrico nacional. A poesia está presente em tudo. Os bons letristas cantam em versos setissilábicos coisas que tocam fundo a alma e animam nossos sentidos. Ouça Disparada na voz de Jair Rodrigues. A letra de Geraldo Vandré, e música de Theo de Barros, explodiu nas paradas de sucesso há quarenta e dois anos depois do festival de MPB. Ouvindo a letra faça a escansão verso por verso e sinta nos heptassílabos, a força poética da forma (rítmo, melodia e expressão -gramatical e poética) e no Fundo (a mensagem, a originalidade e o achado, a comunicabilidade, a simplicidade, a harmonia interna) e podemos vibrar com a importância de cada verso da letra (forma) e a interpretação ( fundo) da produção musical que revela em sua letra importante exemplo da produção poética que tanto bem faz a cultura brasileira. Numa sala de aula, podemos usar o retro-projetor, ou animar em PowerPoint através de um projetor de imagens:

“Pre/pa/re o/ seu/ co/ra/cão/
pras/ coi/sas/ que eu / vou /com/tar/
eu /vê/nho/ lá /do /ser/tão/,
e /pos/so/ não/ lhe a/gradar/.

No http://www.google.com.br/, podemos buscar além do texto a apresentação histórica do festival que ocorreu durante o período militar.

Diversas outras canções servem que servem de enriquecimento para estudo literário de métrica e sonoridade das palavras; A Banda com Nara Leão, Pois é pra quê, Sidney Miller; algumas cantigas de roda e declamações de Cordel, filmes.

Fonte:
Movimento de Poetas e Trovadores

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