Arquivo da categoria: Londrina

Rose Felliciano [Londrina/PR] (Primavera…)

No balé das cores,
Desfilando orquídeas
Vejo minha vida
Como reprise…

Olhos brilhantes
De sonhos tantos…
Mágico instante
Doce release…

Fui primavera
De harmonia , beleza
Tantas certezas…

Bela estação é esta!
Mas, de certo, agora
Sei apenas que chega… E vai embora…

Fonte:
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Arquivado em Londrina, Paraná, poema.

Darlene da Costa Diniz /PR (Nos Dois Lados do Vento)

Darlene é de Londrina/PR

Que Vento é este que me puxa para cá e me empurra para lá?

Decida Vento amoroso, pois de tanto ir para cá e para lá tonta até já fiquei.

Vou para cá só beleza vejo, vou para lá vejo tristeza. Até no meio já fiquei.

Assim no mesmo dia dava muitas gargalhadas e em seguida chorava.

Olha Vento amigo, resolva que lado quer me fazer ficar, pois nestes dois lados poderá virar uma poesia de dois horizontes.

Assim, muito sol e muita chuva e, de quebra, um presente feito arco-íris, colorida toda vou ficar.

Decida Vento, pois este arco-íris você levando o está para dois lados do rio.

Onde começa o arco-íris e onde termina.

Igual quando você, Vento camarada, me puxa para cá e me empurra para lá.

E neste puxa-puxa até deste lindo sonho despertei…

Fonte:
Câmara Brasileira dos Jovens Escritores. “Brasilidades / vol.3” – Edição Especial – Maio de 2012.

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Arquivado em A Escritora com a Palavra, Londrina

Mário Bortolotto (1962)

Mário Bortolotto (Londrina, 1962) é um ator, diretor, dramaturgo e compositor brasileiro.

Estudou em seminário e na adolescência iniciou sua carreira artística no teatro e na literatura.

Dramaturgo de personagens à margem da sociedade, Mário Bortolotto é o representante contemporâneo mais próximo ao universo do autor Plínio Marcos, de linguagem cáustica e direta. Com produção vasta e constante, Bortolotto marca presença no teatro paulista a partir de meados dos anos 1990.

Participou de inúmeros festivais de teatro pelo Brasil, sempre com o Grupo Cemitério de Automóveis, de que é fundador (em 2007 o grupo completou 25 anos de existência).

Em 1982, Mário Bortolotto, Lázaro Câmara e Edson Monteiro Rocha fundam, em Londrina, o grupo de teatro Chiclete com Banana que, a partir de 1987, passa a denominar-se Cemitério de Automóveis. Nesse ano integra um ciclo de novos diretores no Madame Satã em São Paulo, participando ainda de vários festivais no país.

Em 1994 a equipe transfere-se para Curitiba, remontando alguns trabalhos: Uma Fábula Podre, Curta Passagem e Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet. Ainda em Curitiba estréia Vamos Sair da Chuva Quando a Bomba Cair e Cocoonings.

O lançamento de Leila Baby no Centro Cultural São Paulo, CCSP, 1996, marca a mudança do conjunto para a capital paulista; e, em 1997, estréia Medusa de Rayban, Será que a Gente Influencia o Caetano?, Postcards de Atacama e Diário das Crianças do Velho Quarteirão, em 1998; e A Lua é Minha, em 1999, e Rolex-O Anti Velox , em 2000.

Em 1997, surpreende como ator em Santidade, texto de José Vicente censurado na ditadura e, finalmente, colocado em cena por Fauzi Arap. Em 1999, está ao lado da atriz Leona Cavalli, em Disk Ofensa Linha Vermelha, de Pedro Vicente, direção de Nilton Bicudo.

Além de teatro, seu grupo passa a produzir também livros, CDs e filmes de curta metragem. Edita o jornal Urbano, divulgando teatro, música e literatura, trabalhos dos integrantes e amigos (livros, CDs, fitas demo, histórias em quadrinhos, filmes, fanzines, etc.).

Medusa de Rayban ganha prêmios e catapulta a presença do grupo em São Paulo. Sobre este texto, comenta a pesquisadora Sílvia Fernandes: “[…] Mas talvez seja Mário Bortolotto quem mais se aproxime, em Medusa de Rayban, de um hiper-realismo no retrato da classe média baixa, assumindo influências de Charles Bukovski e Sam Shepard, associadas a automatismos de comportamento de assassinos de aluguel, bêbados e artistas frustrados, resgatados de um mundo que o dramaturgo conhece bem, e talvez seja o mais próximo do universo dramático de Plínio Marcos”.

Em 1999, em Londrina, estreiam Efeito Urtigão e Felizes para Sempre, texto e direção de Mário Bortolotto.

Em outubro de 1999 apresentam no Sesc Bauru o evento Beat Cemitério, uma jam poética sobre a literatura beat tendo como convidados os escritores Antônio Bivar, Reinaldo Moraes e Ademir Assunção (editor da revista Medusa).

Em 2000 a atriz Fernanda D’Umbra produz a Mostra Cemitério de Automóveis: quatorze espetáculos que permanecem em cartaz entre julho e outubro no Centro Cultural São Paulo – CCSP. A mostra rende a Mário Bortolotto o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Artes – APCA, de melhor autor do ano de 2000 pelo conjunto da obra, e o Prêmio Shell de melhor autor por Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet, em 2001.

Em 2000 forma-se a Banda Cemitério de Automóveis. Em 2001 estréia Getsêmani e, em 2002, em comemoração dos 20 anos da companhia, apresenta a 2ª Mostra de Teatro, no CCSP, reunindo 79 atores em 26 espetáculos. No mesmo ano, participa como autor da Mostra de Dramaturgia Contemporânea do Teatro Popular do Sesi, TPS, com o texto Deve Ser do C… o Carnaval em Bonifácio, com direção de Fauzi Arap. Ainda em 2002, estréia uma bem-sucedida montagem de outro texto seu, Hotel Lancaster, com direção de Marcos Loureiro.

Com um estilo calcado em histórias em quadrinhos, cinema, blues, rock e o universo beatnik, o escritor cria espetáculos com estilo próprio. Além de atuar, escrever e dirigir seus espetáculos, participa como vocalista e compositor das bandas Saco de Ratos Blues e Tempo Instável. Gravou o CD de blues Cachorros Gostam de Bourbon, com composições suas.

Quase todas as peças escritas por Bortolotto já foram publicadas, por editoras pequenas, num total de quatro livros. Também publicou um livro de poesia, Para os Inocentes que Ficaram em Casa, além dos romances Mamãe não Voltou do Supermercado e Bagana na Chuva. Em 2006 lançou o livro Atire no Dramaturgo, coletânea de textos publicados em seu blog de mesmo nome, que mantém desde 2004.

Em 4 de dezembro de 2009 Bortolotto e seu amigo músico Carlos Carcarah foram baleados enquanto estavam em um bar. Segundo a polícia, os dois reagiram e os bandidos disparam quatro tiros contra eles. O incidente aconteceu na Praça Roosevelt e Bortolotto teve de passar por uma cirurgia. Ele teve alta do hospital em 28 de dezembro de 2009 e passa bem. Pouco mais de um mês depois do assalto, em entrevista o jornal O Globo, Bortolotto disse ter sido criticado por não agradecer a Deus sua recuperação, mas descreveu sua espiritualidade como algo privado. Ele também brincou que poderia atuar no filme Nove Crônicas para um Coração aos Berros, cujas gravações estão previstas para abril, com a tipoia que está usando no braço esquerdo devido à queda durante o assalto.

O crítico Sebastião Milaré analisa o trabalho do dramaturgo: “A obra dramática de Mário Bortolotto tem óbvias influências da literatura em permanente confronto com o sistema de um Kerouac e, mais ainda, de um Bukowski. Na maneira de abordagem, aos problemas e nos fluentes diálogos, todavia, prevalecem a cor local, e os estigmas da classe média brasileira, sufocada em angústias, medos e carências. Numa linguagem teatral contemporânea, Bortolotto vê o inconformismo dos filhos da burguesia em face do sistema burguês, que marcou a arte nos anos 1950 e 1960. E revela a atualidade desse inconformismo seminal e transformador”.

E refletindo sobre o trabalho múltiplo e incessante de Bortolotto, comenta o diretor Fauzi Arap: “Um ator carismático e impecável, autor e diretor de seus próprios textos, o talento de Mário Bortolotto não cabe num único meio de expressão. […] A par da qualidade, sua produção continuada faz imaginar um trabalhador incansável escondido por trás de sua postura ‘rebelde’, e faz supor que guarde ainda muitos tesouros escondidos”.

Algumas Peças:
A Meia Noite um Solo de Sax na Minha Cabeça ; Feliz Natal Charles Bukowski ; A Louca Balada de Lou Reed ; Singapura Slings ; Leila Baby ; Para Alguns a Noite É Azul ; O Cara que Dançou Comigo ; Uma Fábula Podre ; Felizes para Sempre ; Vamos Sair da Chuva quando a Bomba Cair ; Medusa de Ray Ban ; A Frente Fria que Traz a Chuva ; O que Restou do Sagrado ; O Natimorto , etc.

Fontes:
Wikipedia
Itau Cultural.

Foto = feita por Patricia Stavis para o Jornal Folha Ilustrada

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Arquivado em Biografia, Londrina, Paraná

Rodrigo Garcia Lopes (Poesias Escolhidas)

SOMOS PESSOAS ESTRANHAS

somos
pessoas
estranhas
nem sabemos
que sonhos
que somos

esses
olhos
poucos

essas
folhas
secas?

esqueçam
fiquem
calados

somos
estranhos
no entanto

esta noite
dormiremos
lado a lado
================

PEÔNIAS NEGRAS SERENAS

peônias negras
serenas
quase secas
pombos se aquecem
num resto
de sol

uma planta
luta para
romper a fenda

formigas dragam
uma abelha
ainda viva

o inverno
furta a flor
a cor da fruta

(gestos & acenos
de sombras
não consolam)

a tarde passa
arrasta e deixa
um rastro prata
====================

SEU CORPO É UMA PRAIA DESERTA

Seu corpo é uma praia deserta
onde uma música desperta
numa onda esperta e a deserda:
espumas a ferem como pétalas.

Desterra, em tradução infinita,
pérolas na orla do olhar, ilha
que ainda está por ser escrita.
==========================

A TEMPESTADE

Canibal, palavra latina,
à maneira de canis, animal
de fidelidade canina.
Nas Bermudas, sublime ironia,
será um vento do cão
e vai se chamar hurracán

E quando o mar de lã
de repente apontar terra à vista
Então será Caliban
======================

LÁ VEM VOCÊ

Lá vem você
Se passando por vento
Como se ninguém te visse
Lá vem você dublando pensamento
Como praia que sentisse
Pra perto do riso, do risco, do início
Das ondas das dunas do espanto,

Lá onde o calar fala mais alto
E onde o momento comemora
Com um minuto de silêncio.
=======================

TALVEZ SEJA ISSO

De repente você nota, em certa noite de chuva,
que ninguém se importa mais.
Noite em vigília. A ipoméia se abriu
Enquanto você dormia.
A imagem iluminada desgastou
depois que a duração virou mercadoria. O “eu lírico”
não subsiste num mundo de fluxos e superfícies vazias
que o olho mal consegue acompanhar
enquanto a verdadeira face da vida começa a dar as caras.
Evaporaram-se os dados precisos e algo mágicos que a poesia exibia.
Perdemos toda inocência, talvez nossa última chance,
e agora tudo o que você disser
pode ser
Usado contra você. Transformamos o real não num mito fugidio, performance discreta ou fluxo de uma gravura, mas numa incoerência
algo eufórica, cheia de comentários sobre outras
pessoas e paisagens, pois aquilo
que se chamava vida
eram fábulas do momento presente,
o recriar incessante no castelo de areia, onde ondas eram adivinhas, brincando de desaparecer. Não investigações vazias
sobre a temporalidade ou algo assim, muito menos
a idéia da palavra em si mas que pára ali,
cara a cara com sua onipotência, e
de como a sensação agora
é de uma velocidade que de repente não muda muito as coisas.
Pelo menos em essência. Isto não existe. Mas o que é essência,
e por que perdemos
nossos instantes preciosos
e o sonho de qualquer elegância
escrevendo ao vento ou então dispersos
nesses gestos inúteis e sublimes
tentando entender
alguém no outro lado da linha.
—–

Fonte:
Jornal de Poesia

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Arquivado em Londrina, O poeta no papel, Paraná, Poesias

Rodrigo Garcia Lopes (1965)

Rodrigo Garcia Lopes nasceu em Londrina (Paraná, Brasil), a 2 de outubro de 1965. Formado em Jornalismo, em 1984-85 viajou pela Europa e, na volta, publicou a página literária “Leitura” e as revistas “Hã”.

Trabalhou em jornais e veículos literários em São Paulo (“Ilustrada”) e Curitiba (“Nicolau”).

De 1990 a 1992 viveu nos Estados Unidos, onde realizou mestrado em Humanidades Interdisciplinares na Arizona State University com tese sobre os romances de William S. Burroughs. Neste período, também reuniu material para seu livro de 19 entrevistas com escritores e artistas (como John Ashbery, William Burroughs, Marjorie Perloff, Allen Ginsberg, Nam June Paik, Charles Bernstein and John Cage).

Doutor em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina, com tese sobre a poeta e filósofa modernista norte-americana Laura Riding.

O livro, “Vozes & Visões: Panorama da Arte e Cultura Norte-Americanas Hoje” foi publicado pela Iluminuras em 1996. Em seu retorno, lançou “Solarium”, que reúne sua produção poética desde 1984.

Em 1996 publicou a tradução das “Illuminations” de Rimbaud (também pela editora Iluminuras). No ano passado lançou seu segundo livro de poemas, “visibilia” (Rio de Janeiro: Sette Letras).

Ao longo destes anos traduziu, entre outros, a poesia de Ezra Pound, Sylvia Plath, William Carlos Williams, Robert Creeley, Gertrude Stein, Laura Riding, Gary Snyder, Charles Bukowski, John Ashbery, Jim Morrison, e Samuel Beckett.

Em 1998 foi curador da exposição “Olhares”, do fotógrafo nipo-brasileiro Haruo Ohara, que participou da Bienal Internacional de Fotografia, em Curitiba. Realiza performances de poesia & música pelo Brasil.

Seu livro Solarium foi incluído na lista das mais importantes publicações de poesia brasileira dos anos 90, e em 2004 ele foi escolhido pelo governo francês para o Programa de Ajuda Especial em Favor da Literatura Brasileira.

Vive na ilha de Florianópolis.

Bibliografia
– Nômada.
– Polivox. Poemas 1997-2000
– Poemas Selecionados (1984-2001)
– visibilia.
– Solarium.

Fontes:
Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais
Jornal de Poesia.

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Arquivado em Biografia, Londrina, Paraná

Rodrigo Garcia Lopes (1965)

Poeta e tradutor, nasceu em Londrina (PR), em 1965.

Mestre em Artes pela Arizona State University e doutor em Letras/Inglês pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Integrou as antologias Artes e ofícios da poesia (Artes e ofícios, Porto Alegre, 1990), Outras praias (Iluminuras, 1998) e Esses poetas (Aeroplano, 1998).

Publicações:
– Livros de poemas Solarium (Iluminuras, 1994), Visibilia (Sette Letras, 1997) e Polivox (Azougue Editorial, 2002).
– Sylvia Plath — poemas (Iluminuras, 1991) e Iluminuras (gravuras coloridas), de Rimbaud (Iluminuras, 1994), ambos em parceria com Maurício Arruda Mendonça.
– Vozes e visões —panorama da arte e cultura norte-americanas hoje (Iluminuras, 1996), com entrevistas com poetas, críticos e artistas plásticos dos EUA.

Foi um dos editores da revista Medusa, e hoje edita a revista Coyote, com Ademir Assunção e Marcos Losnak.

Em 2001, lançou o CD de música e poesia Polivox.

Fonte:
http://www.antoniomiranda.com.br

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