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Lenda da Vela de Natal

Era uma vez um pobre sapateiro que vivia numa cabana, na encruzilhada de um caminho, perto de um pequeno e humilde povoado. Como era um homem bom e queria ajudar os viajantes, que à noite por ali passavam, deixava na janela da sua casa, uma vela acesa todas as noites, de modo a guiá-los. E apesar da doença e a fome, nunca deixou de acender a sua vela.

Veio então uma grande guerra, e todos os jovens partiram, deixando a cidade ainda mais pobre e triste. As pessoas do povoado ao verem a persistência daquele pobre sapateiro, que continuava a viver a sua vida cheio de esperança e bondade, decidiram imitá-lo e, naquela noite, que era a véspera de Natal, todos acenderam uma vela em suas casas, iluminando todo o povoado.

À meia-noite, os sinos da igreja começaram a tocar, anunciando a boa notícia: a guerra tinha acabado e os jovens regressavam às suas casas!

Todos gritaram: “É um milagre! É o milagre das velas!”.

A partir daquele dia, acender uma vela tornou-se tradição em quase todos os povos, na véspera de Natal.

Fonte:
http://natal.com.pt/contos-e-lendas-de-natal

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Clevane Pessoa (Poema de Natal)

Dizem que altos anjos
Da Divina hierarquia,
Na verdade, casulos de luz
– Pura energia criadora
Desceram de outras dimensões
Para apreciar um nascimento
Muitíssimo essencial…

Dizem que flocos de neve
Caíram das alturas
Cada um mais especial
Com formas que jamais se repetiram…

Dizem que o ar ficou de tal maneira
Perfumado de rosas e jasmin
e embriagou os passarinhos
-Que mais docemente cantaram
E girandolando voejaram
Saindo a anunciar
O evento anunciado
Que acabara de acontecer…

Dizem que uma alegria intensa
Se apossou dos pastorinhos,
-Pensaram então fazer parte
Da corte de um certo rei
E se sentiram comovidos,
Não de ouro e prata vestidos
Mas vestidos de Alegria
E canções de ninar entoaram
Louvando a chegada do Menino…

E é por isso que até agora
Quando chega o Natal
Também vestimos a alma
De cores especiais
E a nossa voz se eleva
Para acima de qualquer treva
E desejamos a todos
Votos de tantas coisas
Boas de acontecer…

Quem disse? Quem contou
Essa história às pessoas aqui da Terra?
Ora, os bardos, com a Poesia
Dos que precisam de Luz
Dos que necessitam de esperança
E querem levar alegrias
Pelo menos uma vez ao Ano
Para que os homens não desistam
De renovar seus sonhos
E de aproximar os que sonham…

 …E agora, plenificada
de Amor, quem vos reconta,
sou eu: no colar dos contadores
mais uma conta que conta

mais uma ponta que canta…

Fontes:
A Autora

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Trova 239 – Rosa Regis (RN)

Fonte:
Montagem da trova por J. Feldman sobre figura animada obtida no orkugis.com

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Ademar Macedo (O Trovadoresco n. 86 – agosto de 2012)

Trovas Potiguares

Sem riqueza e sem estudo,
mas firme em cima dos trilhos,
meu pai para mim foi tudo
que tento ser pra meus filhos!
–José Lucas de Barros–
O retrato na moldura,
da corrosão, dá sinais!
mesmo assim, guarda a candura
da graça de nossos pais!
–Prof. Garcia/RN–

O meu Pai fez minha estrada
asfaltou e plantou flores,
também em cada palmada
calejou-me para as dores.
–Severino Campêlo–

Olhos fundos; enfadonhos,
tez crestada, mão ferida…
Só você, pai, por meus sonhos,
foi capaz de dar a vida…!
–Manoel Cavalcante–

Adotando bons conselhos
das faculdades morais,
os filhos serão espelhos
da retidão de seus pais.
–Djalma Mota–

Meu Pai, com nervos de aço,
tudo fez, por mim lutou;
por isso inda hoje eu faço
tudo o que ele me ensinou!
–Zé de Sousa–

Papai era tão sereno,
e seu afeto era tanto,
que até seu falar ameno
me soava um acalanto.
–Ubiratan Queiróz–

Meu pai era um homem pobre
quanto ao sentido do ter,
mas foi sempre muito nobre
quanto às virtudes do ser.
–Tarcísio Fernandes/RN–

Ser pai, é ter na verdade,
um pouco de amo e tutor,
é ter além da hombridade,
ingênuos gestos de amor.
–Fabiano Wanderley–

Nem dor, nem desesperança,
senti ao Papai morrer.
Eu era assim… tão criança,
que nem sabia sofrer!…
–Ademar Macedo–

Trova-Riso

Explicava, minha amiga,
os muitos filhos que tem:
– De dia o marido briga,
de noite… fica de bem…
(Izo Goldman/SP)

Quando um pinguço gagueja
e não se firma nos pés,
diz: tomei uma cerveja,
mas já tomou mais de dez…
(Maria Nascimento/RJ)

Sua trova – uma obra-prima –
não tem se classificado!?
Quando ele acerta na rima,
o verso é de pé quebrado!
(Arlindo Tadeu Hagen/MG)

Quem sempre conta lorota,
fica marcado e na mira:
verdade que dele brota
vale igual a uma mentira.
(Milton Souza/RS)

Meu marido é um “veranista”.
Adora uma “temporada”…
“Comparece”.. igual turista..
uma vez por ano e…”nada”!
(Jaime Pina da Silveira/SP)

Devo-te oitenta! Mas quero
pagar-te em nota de cem…
– Me empresta mais vinte! Espero
devolver no mês que vem!
(Renato Alves/RJ)

– Ó, Maria, eu vim cobrar
uma dívida! É o padeiro!
– Você vai ter que esperar,
estou pagando ao leiteiro!
(Marina Bruna/SP)
“Limpou” o supermercado
e desculpou-se ao ser presa:
– Não é roubo, delegado,
é mania de limpeza!
(Maria Dolores Lopes/MG)

Regeu a banda o Divino
mas agora, aposentado,
seu famoso bombardino
já se encontra enferrujado !
(Elen de Novais Felix/RJ)

Ao perder a direção,
quis o instrutor da Roberta
fugir de uma contramão
e entrou numa curva aberta.
(Doralice Gomes da Rosa/RS)

Simplesmente Trovas…

Ficou mais lento o meu passo?
Caminharei mesmo assim.
Só temeria o cansaço
se me cansasse de mim…
–(Newton Vieira /MG )

Sob a mesma nostalgia,
a saudade, sem pudor,
sobrevive, todo dia,
à ausência do teu amor!
–(Mara Melinni/RN )

Ela tem carisma e o porte
que uma rainha revela;
e eu tenho mais: tenho a sorte
de reinar ao lado dela!
(José Ouverney/SP)

Em festa que se renova
– plena de Fraternidade –
a verdade se comprova:
a trova não tem idade.
(Almira Guaracy Rebêlo/MG)

Ah! Jesus, que maravilha
se em Ti se inspirasse o rei!
e a paz, o amor, a partilha
enfim se tornassem lei!
(A. A. de Assis/PR)
Torno-lhe a cruz mais pesada,
mais espinhosa a coroa,
e, sem reclamar de nada,
tudo Jesus me perdoa…
(Darly O. Barros /SP)

O prêmio que eu mais queria
– e pelo qual peço a Deus –
é viver a fantasia
de unir teus sonhos aos meus!
(João Freire Filho/RJ)

A caridade amplifica
o sentimento Cristão
que tão bem se multiplica
quando é feita a divisão.
(Eliana Ruiz Jimenez/SC)

Quando pela vida passas,
displicente e linda assim,
o mundo, sem tuas graças,
perde a graça para mim.
(Gabriel Bicalho/MG)

Antes que nada mais sobre,
deixa-me ser, por favor,
ao menos a rima pobre
num de teus versos de amor!
(Vanda Fagundes Queiroz/PR)

A Saudade em Quatro Versos

Disse Deus à humanidade:
“Crescei e multiplicai”,
é nesta cumplicidade
que o homem se torna pai.
(Francisco Macedo/RN)

Herdei de ti, pai querido,
essa força de condor
que te fez, sendo um vencido,
ter ares de vencedor.
(Lilinha Fernandes/RJ)

A cadeira que, na sala,
num balanço vem e vai…
acorda a saudade e fala
das lembranças de meu Pai..
–Lucy Sother Rocha/MG–
Com a luz, pai, que me deste,
do teu meigo olhar profundo,
eu vejo – no mundo agreste,
toda a beleza do mundo.
(Anis Murad/RJ)

O Cantinho da Poesia

A bíblia explica com classe
a quem lê de vez em quando,
mesmo na face apanhando
deve dar a outra face,
toda pessoa que nasce
Deus quer que pratique o bem,
disse o pastor de Belém
o messias prometido:
eu mesmo sendo ferido
não devo ferir ninguém.
(Nonato Costa/CE)

Casinha à beira da estrada
com chão de terra batida,
fiz do teu portão de entrada
o meu portão de saída,
parti morto de saudade
tangendo os sonhos da idade
pelas estradas da vida!
(Prof. Garcia/RN)

COMPADECIDO…
–Oscar Macedo/RN–


Não tendo a quem contar as minhas dores,
ao velho mar me dirigi um dia.
Para aumentar porém meus dissabores,
reconheci que ele também sofria.

Confidente dos homens sofredores,
cobriu-se, ao ver-me, de uma espuma fria
e num gesto de quem confidencia
pôs-se a escutar tranquilo os meus clamores.

Contei-lhe tudo , confessei as mágoas,
mais profundas, talvez, que suas águas,
mostrei-lhe enfim meu coração dorido.

E o mar que até então ficara mudo,
ouvindo a triste narração de tudo,
pôs-se a chorar de mim compadecido.
–––––––––
APOIO: GRÁFICA PADRE JOÃO MARIA – Tel: 3207-5862
EMAIL: aleixograficapejoaomaria@gmail.com

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Haicai Ecológico 1 – Ademar Macedo (RN)

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9 de julho de 2012 · 22:35

Ademar Macedo (Agradecimento)

Feldman é um vencedor 
um mestre da alegria, 
um Poeta Trovador, 
um fazedor de Poesia. 

Não há em todo universo 
melhor fazedor de verso 
pois é um dom que ele traz! 

Pra Feldmam, em nada eu ganho, 
ele é grande no tamanho 
e nas Poesias que Faz.

(Ademar Macedo 
Natal/RN – 21.junho.2012)

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Ademar Macedo (Mensagens Poéticas de Natal n. 434)

 Uma Trova Nacional

Se queres ter a certeza
de fazer um gesto nobre,
que a sobra da tua mesa,
vá para mesa do pobre!
–FRANCISCO JOSÉ PESSOA/CE–

Uma Trova Potiguar

Peço a “Noel”, com leveza,
que ao chegar do polo norte,
bote ao menos pão na mesa
dos que nasceram sem sorte.
–MANOEL CAVALCANTE/RN–

Uma Trova Premiada

2002 – Garibaldi/RS
Tema: Natal – M/H

Meu Natal, hoje, é melhor,
pelo conforto e os bons tratos,
mas o sonho era maior,
quando eu não tinha sapatos!
–JOSÉ MESSIAS BRAZ/MG–

Uma Trova de Ademar

Para a ceia que traduz
Um grande significado,
quero que seja Jesus
meu principal convidado.
–ADEMAR MACEDO/RN–

…E Suas Trovas Ficaram

É Natal! A casa cheia
e a família reunida
no amor de Deus faz a ceia,
dividindo o pão da vida!
–VERA MARIA BASTOS/MG–

Simplesmente Poesia

Amigo Ademar!
                         –NEMÉSIO PRATA/CE–

Vejo que és grande em bondade
para com este aprendiz;
só pode ser caridade:
pois nada de mais eu fiz!

“Grande Poeta” não sou,
oh menestrel das salinas;
mas meu coração amou
as mensagens natalinas!

Estrofe do Dia 

No Natal compre presentes
compre flores e perus,
encha a árvore de bolinhas
enfeite com muita luz;
prepare um belo jantar
e não deixe de convidar
o nosso amado Jesus.
–JOSÉ ACACI/RN–
         
 Soneto do Dia

Natal dos Meus Sonhos
                      –JOSÉ ANTONIO JACOB/MG–

Se não houver partilha de bondade
Não há Natal na vida que amenize
A dor profunda da desigualdade
Entre os irmãos de casa e de marquise.

Que a ceia repartida simbolize
O pão sagrado da fraternidade
E que consagre a paz e realize
Esse Natal de fato e de verdade.

De não ter criança pobre numa esquina
A olhar brinquedos dentro da vitrina,
Onde “Papai Noel” sorri contente…

Natal é muito mais, e mais seria,
Se a gente retribuísse o dia a dia
Que a vida nos concede de presente.

Fonte:
Textos enviados pelo Autor

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