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Trova 121 – Sérgio Bernardo (Nova Friburgo/RJ)

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Jogos Florais de Nova Friburgo de 1960 a 2008 (Vencedores)

1960 – AMOR
Não me chames de senhor
que eu não sou tão velho assim,
e ao teu lado, meu amor,
não sou senhor…nem de mim!
Rodriges Crespo (Belo Horizonte)

1961 – SAUDADE
Maria, só por maldade,
deixou-me a casa vazia
Dentro da casa: a saudade!
e na saudade: Maria!
Anis Murad (Rio de Janeiro)

1962 – CIÚME
Quanto mais teu corpo enlaço
mais padeço o meu tormento,
por saber que o meu abraço
Não prende o teu pensamento
Jesy Barbosa (Petrópolis)

1963 – VIDA
Esta engrenagem, que é a vida
esmaga a todos, sem dó
e a gente, aos poucos moída,
de novo volta a ser pó.
Paulo Emílio Pinto

1964 – BEIJO
Ao beijar a tua mão,
que o destino não me deu,
tenho a estranha sensação
de estar roubando o que é meu…
Durval Mendonça (Rio de Janeiro)

1965 – MULHER
No dia em que tu quiseres
ser meu senhor e meu rei,
serei todas as mulheres
na mulher que te darei.
Nydia Iaggi Martins (Nova Friburgo/RJ)

1966 – DESPEDIDA
Meu lenço, na despedida,
tu não viste em movimento:
– Lenço molhado, querida,
Não pode agitar-se ao vento.
Carlos Guimarães (Nova Friburgo/RJ)

1967 – NOITE
Noites feitas de saudade,
de lembranças, de meiguice…
-Tão curtas na mocidade
E tão longas na velhice!
Alfredo de Castro (Pouso Alegre/MG)

1968 – NOVA FRIBURGO
Amanhece. A névoa fina
vai aos poucos se extinguindo…
E o Sol, varrendo a neblina,
mostra Friburgo…sorrindo!
Daniel de Carvalho

1969 – ABANDONO
Sozinho…o tempo passando,
um dia vai, outro vem…
Meu Deus! Maria chegando,
abro meus olhos…ninguém!
Rubens de Castro

1970 – PRESENÇA
Aérea, fluída, de gase…
corpo volátil de essência…
sua presença era quase,
como se fosse uma ausência…
João Rangel Coelho (Rio de Janeiro/RJ)

1971 – ANGÚSTIA
Na minha angústia, calado,
eu vi no espelho outro dia,
um rosto amargo e cansado
– Meu Deus do céu, quem seria?…
Walter Sanches

1972 – SILÊNCIO
Nessas angústias que oprimem,
que trazem o medo e o pranto,
há gritos que nada exprimem,
silêncios que dizem tanto…
Luiz Otávio (Rio de Janeiro/RJ)

1973 – RETICÊNCIAS
Mãos tristes temendo ausências
se despedem com revolta…
Nosso adeus tem reticências
que acenam dizendo…Volta!
Carolina Ramos (Santos/SP)

1974 – FIBRA
Cabelos brancos ao vento,
-Saudade feita de neve – !
Mil fibras de sentimento
dizendo a tudo: Até breve!…
Helvécio Barros (Bauru/SP)

1975 – ENCONTRO
Eu e tu , duas metades
Que a vida vai separando…
Eu e tu, duas saudades
Na saudade se encontrando
Izo Goldman (São Paulo/SP)

1976 – CULPA
Ante as sandálias furadas
que entre cascalhos gastei,
não culpo o chão das estradas,
culpo os maus passos que dei.
José Maria Machado de Araújo (Rio de Janeiro)

1977 – CONFLITO
No conflito de um desgosto,
por saber que não me queres,
vivo em busca do teu rosto
no rosto de outras mulheres…
Octávio Venturelli (Nova Friburgo/RJ)

1978 – OCASO
Na paixão em que me abraso
tanto sol tem minha estrada,
que eu não troco o meu ocaso
pela mais linda alvorada!
Alcy R. Souto Maior (Rio de Janeiro/RJ)

1979 – AUSÊNCIA
Não diga adeus nem brincando,
o adeus é irmão da saudade,
e alguma ausência, escutando,
pode pensar que é verdade…
Octávio Venturelli (Nova Friburgo/RJ)

1980 – RUMO
Fim do meu rumo. Eu grisalho
dos netos entre os carinhos,
pareço um velho espantalho
cercado de passarinhos.
Romeu Gonçalves da Silva

1981 – VIDRAÇA
Entre esperas e demoras,
que a solidão descompassa,
já nem sei quantas auroras
vi chegar pela vidraça!…
Vasques Filho (Fortaleza/CE)

1982 – FUGA
Em passos e contrapassos,
ao som de acordes tristonhos
sempre foges dos meus braços
no bailado dos meus sonhos…
Vasques Filho (Fortaleza/CE)

1983 – QUASE
São quase uma eternidade
minhas noites de abandono,
porque em meu quarto a saudade
se deita, mas não tem sono…
João Freire Filho (Rio de Janeiro)

1984 – AMOR
Nós tanto nos pertencemos,
nosso amor vai tão além…
Que nós dois já nem sabemos,
qual de nós é mais de quem!
Almerinda Liporage (Rio de Janeiro)

1985 – BRINQUEDO
Infância é um brinquedo usado
que um dia a vida resolve
tomar um pouco emprestado
e nunca mais nos devolve!
Arlindo Tadeu Hagen (Juiz de Fora/MG)

1986- CANTIGA
Cantiga, que me transporta
da angústia, ao sono de paz;
é o som da chave na porta
e teus passos, logo atrás…
Almerinda Liporage (Rio de Janeiro)

1987 – ACENO
Partiste sem um aceno
multiplicando os meus ais:
não quis teu mundo pequeno
meu sonho grande demais!
Eugênia Maria Rodrigues (Rio Novo/MG)

1988 – PROCURA
Jurei não te procurar…
Jurei, mas quebrei a jura…
Quem ama pode jurar
não procurar, mas…procura.
Luna Fernandes (Rio de Janeiro/RJ)

1989 – TEIMOSIA
Espero-a…A noite está fria,
mas não desisto…Ouço passos…
E o prêmio da teimosia
vem se acolher em meus braços
José Tavares de Lima (Juiz de Fora/MG)

1990 – LEMBRANÇA
Teu retrato até rasguei
para fugir da verdade…
“ Sem lembranças””, eu pensei,
mas ninguém rasga a saudade!…
Thereza Costa Val (Belo Horizonte/MG)

1991 – ESPAÇO
Mãe, por mais que eu me concentre
na importância do que faço
não esqueço que teu ventre
foi o meu primeiro espaço!
Almerinda Liporage (Rio de Janeiro)

1992 – EMOÇÃO
Resisto…mas, distraída,
minha razão nem percebe
quando a emoção atrevida
abre a porta…e te recebe!
Marilúcia Resende (São Paulo/SP)

1993 – RETRATO
Teu retrato, enraivecida,
eu rasguei, sem embaraços…
mas a saudade atrevida
juntou de novo os pedaços!…
Marilúcia Resende (São Paulo/SP)

1994 – DESPREZO
Não desprezei meu Nordeste,
desprezo, eu juro, foi não…
Foi a dureza do agreste
que me afastou do setão!
Alfredo de Castro (Pouso Alegre/MG)

1995 – POETA
Quando esta lua indiscreta,
me traz lembranças sem fim
eu choro o velho poeta
que morreu dentro de mim.
Rita Marciano Mourão (Ribeirão Preto/SP)

1996 – MAGIA
Lavrador,por tuas mãos,
que Deus dotou de magia,
faz-se o milagre dos grãos
dando o pão de cada dia!
Maria Lucia Daloce Castanho (Bandeirantes/PR)

1997 – TRISTEZA
Eu me recuso, tristeza,
a conviver com teu mundo:
-Vida que tem correnteza
não cria lodo no fundo!
Héron Patrício (São Paulo/SP)

1998 – JANELA
Meu orgulho se rebela
mas o amor faz perdoar,
porque a saudade é janela
que eu nunca aprendo a fechar.
Almerinda Liporage (Rio de Janeiro)

1999 – BILHETE
Velho bilhete…lembrança
de um amor que não foi meu…
Um pedido de esperança
que a vida não respondeu…
Marina Bruna (São Paulo/SP)

2000 – INSTANTE
A saudade se embaraça
e a paixão se intensifica…
– Não pelo instante que passa,
mas pelo instante que fica
Eduardo Toledo (Pouso Alegre/MG)

2001 – DETALHE
Meu perdão foi um tributo
A uma lágrima suspensa:
– um detalhe diminuto
Mas,que fez a diferença…
Darly Barros (São Paulo/SP)

2002 – CERTEZA
Se te vais, por gentileza,
deixa a porta sem trancar!
não me roubes a certeza,
de que logo irás voltar!
Adélia Victória Ferreira (São Paulo)

2003 – ESPERA
Eu te quero às escondidas
e, se esta espera durar,
te esperarei quantas vidas
for necessário esperar!
Eugênia Maria Rodrigues (Rio Novo/MG)

2004 – REFÚGIO
Baú velho, tampo torto,
cartas e fotos mofando…
– Refúgio de um sonho morto
Que eu vivo ressuscitando
José Ouverney (Pindamonhangaba/SP)

2005 – MOTIVO
Sei que os motivos são poucos,
sei que as razões também são,
mas este amor nos faz loucos
e os loucos não têm razão!!!
Gerson César de Souza (Porto Alegre/RS)

2006 – FRONTEIRA
Amai- vos, e as derradeiras
muralhas hão de cair.
– Havendo amor, as fronteiras
não têm razão de existir!
Antonio Augusto de Assis (Maringá/PR)

2007 – MENSAGEM
Sem precisar das imagens
ou linguagem que os ensinem,
os olhos trocam mensagens
que as palavras não definem.
Campos Sales (São Paulo/SP)

2008 – ESCOLHA
Duas culpas, um pecado
e um remorso a nos doer:
você- que escolheu errado;
eu- que nem pude escolher…
José Ouverney (Pindamonhangaba/SP)
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Trova XLIX

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22 de julho de 2009 · 23:19