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Folclore (Parlendas)

As parlendas são brincadeiras antigas e fazem parte do folclore brasileiro, são formas literárias tradicionais, rimadas com caráter infantil, de ritmo fácil e de forma rápida. Não são cantadas e sim declamadas em forma de texto, estabelecendo-se como base a acentuação verbal. São versos de 5 ou 6 silabas recitadas para entender, acalmar, divertir as crianças, ou mesmo em brincadeiras para escolher quem inicia a brincadeira ou o jogo, ou mesmo aqueles que podem brincar.O motivo de uma Parlenda é apenas o ritmo como ela se desenvolve, o texto verbal é uma série de imagens associadas e obedecendo apenas o senso lúdico, ela pode ser destinada a fixação de números ou idéias primarias, dias da semana, cores, dentre outros assuntos

Atualmente as Parlendas têm sido muito utilizadas pelos educadores de infância em sala de aula, é uma brincadeira que toda criança gosta e se interessa, já que estimula a imaginação de cada um. As parlendas podem ser utilizadas para memorização de números, dias da semana, meses, nomes de cidades e outros temas diversos; o professor pode criar a sua própria parlenda que mais se adeque ao momento educacional da criança.

Parlendas:

Amanhã é domingo, pé de cachimbo.
O cachimbo é de ouro, bate no touro.
O touro é valente, bate na gente.
A gente é fraco, cai no buraco.
O buraco é fundo, acabou-se o mundo.
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-O Papagaio come milho.
periquito leva a fama.
Cantam uns e choram outros
Triste sina de quem ama.
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-Um, dois, feijão com arroz,
Três, quatro, feijão no prato,
Cinco, seis, falar inglês,
Sete, oito, comer biscoito,
Nove, dez, comer pastéis.
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-Eu sou pequena,
Da perna grossa,
Vestido curto,
Papai não gosta
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-Por detrás daquele morro,
Passa boi, passa boiada,
Também passa moreninha,
De cabelo cacheado
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-Tropeiro fala de burro,
Vaqueiro fala de boi,
Jovem fala de namorada,
Velho fala que foi.
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-Era uma bruxa
À meia-noite
Em um castelo mal-assombrado
com uma faca na mão
Passando manteiga no pão
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-A sempre-viva quando nasce,
toma conta do jardim
Eu também quero arranjar
Quem tome conta de mim
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-Batatinha quando nasce,
Se esparrama pelo chão,
Mamãezinha quando dorme,
Põe a mão no coração.
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-Palminha

Palma, palminha,
Palminha de Guiné
Pra quando papai vié,
Mamãe dá a papinha,
Vovó bate cipó,
Na bundinha do nenê.
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– Homem com homem
Mulher com mulher
Faca sem ponta
Galinha sem pé
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– Enganei um bobo
Na casca do ovo!
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– Vá à …
Já fui e já voltei!
Burro que nem você nunca encontrei
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– Zé Capilé!
Tira bicho do pé
Pra tomar com café!
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– Aparecida! (ou Cida!)
Come casca de ferida
Amanhecida!
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– Cala a boca!
Cala a boca já morreu
Quem manda em você sou eu!
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– Coco pelado
Caiu no melado
Quebrou uma perna
Ficou aleijado
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-Uni, duni,tê

Uni, duni, tê,
Salamê, mingüê,
Um sorvete colorê,
O escolhido foi você!
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– O cochicho

Quem cochicha,
O rabo espicha,
Come pão
Com lagartixa
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– Rei Capitão

Rei, capitão,
Soldado, ladrão.
Moça bonita
Do meu coração
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– Fui à feira

Fui à feira comprar uva.
Encontrei uma coruja,
Pisei no rabo dela.
Ela me chamou de cara suja
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-Os dedos

Dedo mindinho,
Seu vizinho,
Pai de todos,
Fura bolo,
Mata piolho..
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– Chuva e sol, casamento
de espanhol.
Sol e chuva, casamento
de viúva.
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– Meio dia

Meio dia,
Panela no fogo,
Barriga vazia.
Macaco torrado,
Que vem da Bahia,
Fazendo careta,
Pra dona Sofia.
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– PAPAGAIO LOURO

Papagaio luoro
Do bico dourado
Leva essa cartinha
Pro meu namorado
Se tiver dormindo
Bate na porta
Se tiver acordado
Deixe o recado.
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-O cemitério

No portão do cemitério,
Tério, tério, tério,
Duas almas se encontraram,
Traram, traram, traram.
Uma disse para a outra,
Outra, outra, outra,
Você é uma vagabunda,
Bunda, bunda, bunda,
Mas que falta de respeito,
Peito, peito, peito
Mas que peito cabeludo,
Ludo, ludo, ludo
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Andando pelo caminho
Fui andando pelo caminho.
Éramos três,
Comigo quatro.
Subimos os três no morro,
Comigo quatro.
Encontramos três burros,
Comigo quatro.
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– Perna de pato
Entrou pela perna do pato,
Saiu pela perna do pinto.
O rei mandou dizer
Que quem quiser
Que conte cinco:
Um, dois, três, quatro, cinco
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-A mulher morreu

Lá na rua vinte e quatro,
a mulher matou o gato,
com a sola do sapato,
o sapato estremeceu
a mulher morreu
o culpado não fui eu.
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-La em cima do piano
tem um copo de veneno
Quem bebeu, morreu
O azar foi seu.
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-Agá, agá
A galinha quer botar
Ijê, Ijê
Minha mãe me deu uma surra
fui parar no Tietê
Alô,Alô
O Galo já cantou
Amarelo, amarelo
Fui parar no cemitério
Roxo, roxo,
Fui parar dentro do cocho
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– Cadê o toucinho que estava aqui?
O Gato comeu
Cadê o gato?
No mato
Cade o mato?
O fogo queimou
Cadê o fogo?
A água apagou
Cadê a água?
O Boi bebeu
Cadê o boi?
Amassando o trigo
Cadê o trigo?
A galinha espalhou
Cadê a galinha?
Botando ovo
Cadê o ovo?
O padre bebeu
Cadê o padre?
Rezando missa
Cadê a missa?
Tá na capela
Cadê a Capela?
Ta aqui………
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-Bão Balalão

Bão, babalão,
Senhor Capitão,
Espada na cinta,
Ginete na mão.
Em terra de mouro
Morreu seu irmão,
Cozido e assado
No seu caldeirão
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Ou
Bão-balalão!
Senhor capitão!
Em terras de mouro
Morreu meu irmão,
Cozido e assado
Em um caldeirão;
Eu vi uma velha
Com um prato na mão,
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-Quem é?
É o padeiro
E o que quer?
Dinheiro
Pode entrar
que eu vou buscar
O seu dinheiro
Lá embaixo do travesseiro
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-O Macaco foi á feira
Não sabia o que comprar
Comprou uma cadeira
Pra comadre se sentar
A comadre se sentou
A cadeira escorregou
coitada da comadre
foi parar no corredor
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-Batalhão
Batalhão, lhão, lhão,
quem não entrar é um bobão.
Abacaxi, xi, xi
quem não sai é um saci.
Beterraba, aba, aba,
quem errar é uma diaba.
Borboleta, leta, leta
, quem errar é uma capeta.
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-PEDRINHA

Pisei na pedrinha,
A pedrinha rolou
Pisquei pro mocinho,
Mocinho gostou
Contei pra mamãe
Mamãe nem ligou
Contei pro papai,
Chinelo cantou.

Fontes:
http://www.qdivertido.com.br/verfolclore.php?codigo=21
http://www.bigmae.com/o-que-sao-parlendas/
http://www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br/parlenda.htm

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