Arquivo da categoria: Pato Branco

Nery de Mello (O Poste)

Você já reparou aquele poste? Já observou suas utilidades? Caso não tenha feito te convido a não só observa-lo, mas também admira-lo. Sabe porque? Poste de concreto ou madeira, fixado no solo rochoso ou arenoso, não importa, ele está ali. Na esquina, vinte ou trinta metros um após outro, em fila lá está o poste. Poste grande ou pequeno ele é o poste. Ereto; 45 ou 180 graus para a esquerda ou para a direita não importa ele é o poste. Quem diria, ele foi instalado com dois objetivos: sustentar a rede elétrica e proporcionar iluminação pública. Dois objetivos? Estamos enganados! A sua majestade o poste me faz lembrar um velho ditado popular: “Fazer o bem sem olhar a quem”. E é verdade. Raciocine comigo.

Alem de iluminar nossos passos na penumbra da noite, o poste mantém as linhas de energia esticadas para diversas direções. Os benefícios não são somente humanos, valem também para aves que aproveitam a estrutura para a construção de seus ninhos que vai de pequenos galhos e plumas até a sofisticação da casa de barro.

Imagine também que o poste tem um cheiro medicinal. Já reparou esta “qualidade”? Serve como alívio para a bexiga dos cães. Eles se aproximam…Dão uma cheirada…E fazem xixi. Recomendações não valem para os humanos. Mas se estiver apertado, fazer o que!
Faça chuva ou faça sol o poste está ali cumprindo seu ofício.

Contraria a lei da gravidade quando serve de refúgio para o desesperado felino que perseguido vê no poste o melhor amigo. Ufa!

Boêmios também reconhecem a qualidade do poste que por diversas vezes foram “socorridos” pelos tais. O benfeitor é até alvo de piada. Um desavisado caminhava pela calçada quando colidiu contra o poste e completou dizendo: “Meia noite não é hora de poste andar na rua”!

O poste é fonte de inspiração. Um jovem subiu até o topo do poste e lá colou um bilhete. Uma segunda pessoa foi tomada pela curiosidade e depois de alguns esforços chegou até lá para conferir a mensagem que dizia: “Fim de poste”!

Mas, tem mais. Recentemente testemunhei um fato envolvendo um veículo e um poste onde naquela situação inesperada o motorista engatou a marcha á ré e chocou-se com um poste. De quem é a culpa? Do poste! Disparou o condutor. Coitado do poste indefeso.

E saber que num passado bem recente ele andou ameaçado pelo apagão. Se a moda pegasse seria o fim dos dias do poste. Ou não.
======================
Sobre o Escritor
Nery de Melo (1970)
Nasceu em Francisco Beltrão, no dia 02 de outubro de 1970. É filho de Alcides Pereira de Mello e Maurília Calixto de Mello. Casado com Marilene Nesi de Mello, é pai de Luana Thereza e Heloísa Maria Nesi de Mello.Reside em Pato Branco. Iniciou sua carreira na Rádio Cristal de Marmeleiro, em 1986 e trabalhou nas seguintes emissoras de rádio: São João, em São João PR; Entre Rios, de Santo Antônio do Sudoeste; Princesa AM e FM de Francisco Beltrão; Continental FM e Educadora AM de Francisco Beltrão; Celinauta e TV Sudoeste e Rede Celinauta de Educação de Pato Branco.
Nery de Mello é apresentador do programa. Plantão Parangolé. pela TV Sudoeste, desde 09 de setembro de 1996, de segunda a sexta feira ,às 12h30 min.
É também membro da Academia Palmense de Letras e 1º Orador do Centro de Letras de Francisco Beltrão. Membro da Academia de Letras e Artes de Pato Branco (cadeira n.9). É colunista do Jornal de Beltrão; das Revistas Gente do Sul e Air Press,Revista de Paraquedismo com sede em São Paulo e circulação na América Latina .
Da 1ª a 4ª séries estudou na Escola Madre Boa Ventura, em Francisco Beltrão,concluindo o 1º e 2º graus pelo sistema supletivo, no Ceebja em Francisco Beltrão. Atualmente cursa jornalismo na Faculdade de Pato Branco . FADEP.

Fontes:
Academia de Letras e Artes de Pato Branco. http://www.alap.org.br/
Imagem = http://www.opatifundio.com/

Deixe um comentário

Arquivado em Cronicas - Contos, Magia das Palavras, O Escritor com a Palavra, Paraná, Pato Branco

Academia de Letras e Artes de Pato Branco (ALAP)

HISTÓRIA

Após contatos com o Presidente da Academia de Letras do Paraná em Curitiba, Dr. Túlio Vargas, incentivador da instalação de academias em cidades do interior do Estado, a pedido do Prefeito de Pato Branco, Clóvis Santo Padoan e do Diretor do Departamento Municipal de Cultura, Adair Kill, em dezembro de 2000, reuniram-se, numa das salas da FADEP, vários escritores, poetas e artistas com o propósito de fundar uma Academias de Letras e Artes em Pato Branco, com o apoio do Departamento de Cultura.

Várias reuniões foram feitas na FADEP e no Departamento Municipal de Cultura, sendo constituída uma diretoria provisória em 25 de janeiro de 2001, ficando Valério Borges da Silveira como presidente e passaram a se reunir às terças-feiras. A comissão, sob orientação de Tulio Vargas e da acadêmica Lucy Salete Bortolini Nazaro Presidente da Academia Palmense de Letras em seu trabalho de constituição da entidade, selecionaram-se mais acadêmicos, solicitando seus currículos para preenchimento das cadeiras propostas e elaboraram-se o regimento interno e os estatutos. Sete cadeiras foram ocupadas com acadêmicos já pertencentes à Academia Palmense de Letras, sendo 5 deles residentes em Pato Branco. Foram ocupadas as cadeiras até o número 27, ficando as demais para serem ocupadas oportunamente. As pesquisas na escolha dos patronos prosseguiram, devendo-se buscar pessoas envolvidas no pioneirismo e desbravamento de Pato Branco e região. Serviu como base a pesquisa dos professores Sittilo Voltolini e Neri França Fornari Bocchese sobre o histórico da cidade e região, já iniciada seis anos antes. Concomitantemente foram também escolhidos os membros honorários e beneméritos, também com a ajuda do Departamento Municipal de Cultura, levando-se em conta o que já estava determinado nos estatutos.

Concorreram para elaboração do brasão da Academia Andréa Barbosa Barão, Eloy de Lima e Cristiane Campestrini, tendo sido escolhida a proposta apresentada por esta última, que, em seguida, criou também a bandeira, com base no modelo do brasão. Em reunião do dia 10 de abril de 2001, ficou decidido que a efetivação da Academia seria no dia 22 de junho do mesmo ano, devendo, se aprovada, ser empossada a diretoria, no dia da instalação, no teatro municipal Naura Rigon. A esta solenidade compareceram representantes de outras academias, autoridades militares e civis, religiosos e representantes da sociedade dos mais diversos setores. A posse foi efetivada pelo presidente da Academia de Letras do Paraná e o orador foi o Frei Nelson Rabelo.

A Academia de Letras e Artes de Pato Branco teve sua sede em sala da própria Fundação Cultural até o final do ano de 2002 e, em janeiro de 2003, passou para Biblioteca Pública Naura
Rigon, com reuniões fora de seu horário de expediente.

O grande projeto, para logo após o lançamento da Revista, será conseguir sede própria, mesmo que seja em comodato, em sala ou imóvel municipal. Desde sua instalação, a ALAP tem contado com o apoio do jornal local, o Diário do Povo, para publicação de sua coluna semanal, redigida pela Comissão Permanente de Editoração que continua a mesma já em 2º mandato.

A ALAP possui ainda um mapeamento cultural do Sudoeste do Paraná com um questionário especifico distribuído em todos departamentos de cultura dos municípios, elaborado pelo acadêmico Antônio Reginaldo Maciel Freire. Como Diretor da Comissão Permanente de Editoração, teve ainda ele o projeto de edição da Revista Alap aprovado pelos acadêmicos, no qual foram todos incluídos como participantes diretos, elaborando trabalhos literários e/ou artísticos nas páginas dedicadas aos Patronos. Faz parte ainda do conteúdo da revista breve histórico das Academias, desde a Grécia antiga até os dias atuais, como já publicamos ainda em julho de 2001, assim como resumo bibliográfico sobre os membros honorários e beneméritos da ALAP.

Todos os currículos dos acadêmicos publicados na 1ª revista da ALAP foram fornecidos por eles próprios, tendo os redatores respeitado suas próprias informações. No lançamento da 1ª revista, também se lança um site em que consta o mesmo material que figura na revista, acrescido de material de divulgação de trabalhos literários e artísticos dos acadêmicos residentes em Pato Branco que tenham um terço de freqüência (4 presenças), nos últimos 12 meses, a contar da data em que se queira divulgar as produções; um sexto (2), para os que moram entre 100 e 150 km; e uma participação em reunião ordinária ou em uma solenidade importante da ALAP, no período de dois anos para os que moram a mais de 150 km. Isso tem a finalidade de incentivar maior participação e integração do acadêmico a Academia.

Busca ampliar os próprios conhecimentos em torno de assuntos culturais, muitas vezes aproveitando o próprio potencial dos acadêmicos, com palestras, como as já apresentadas sobre Oratória, Elaboração de Projetos e tantos outros assuntos importantes que hão de vir, nos 20 minutos do ESPAÇO DO ACADÊMICO em todas as reuniões mensais, e com possível publicação posterior, podendo alguns deles fazer parte de protocolos para atividades da própria
Academia.

Como já se fez referência, com o lançamento desta revista será lançado um site com a revista na íntegra além de maior espaço para outras divulgações e atualização permanente. Será lançado também o 1º concurso literário da ALAP, assim como o questionário para o mapeamento cultural do Sudoeste do Paraná elaborado pelo acadêmico Antonio Reginaldo Maciel Freire e ainda será efetuada a admissão do Sr. Carlos Antonio de Almeida Ferreira como novo membro efetivo da ALAP, o 1º após sua instalação.

ACADÊMICOS

Cadeira Nº 01 Valéria Borges da Silveira
Cadeira Nº 02 Aline Lionço Dal Molin Juglair
Cadeira Nº 03 Victor Hugo Ribeiro
Cadeira Nº 04 Neri França Fornari Bocchese
Cadeira Nº 05 Sittilo Voltolini
Cadeira Nº 06 Nelson Rabelo
Cadeira Nº 07 Lucy Salete Bortolini Nazaro
Cadeira Nº 08 Luiza Josefina Varaschin
Cadeira Nº 09 Nery de Mello
Cadeira Nº 10 Gilbert Antonio Rodrigues dos Santos
Cadeira Nº 11 Sinésio Pereira Chueiri
Cadeira Nº 12 Rudi Luiz Bodanese
Cadeira Nº 13 Luciane Nunes Pretto
Cadeira Nº 14 Cleria Jaeger
Cadeira Nº 15 Antônio Reginaldo Maciel Freire (Presidente da ALAP)
Cadeira Nº 16 Jõao Maria Alves de Paula
Cadeira Nº 17 Eloy de Lima
Cadeira Nº 18 Eliane Somacal Marcondes Gauze
Cadeira Nº 19 Cristiane Campestrini
Cadeira Nº 20 Antônio Augusto Favetti
Cadeira Nº 21 Osmar Rubens Camargo
Cadeira Nº 22 Jurema Edy Pereira
Cadeira Nº 23 Luiz Geraldo Mazza
Cadeira Nº 24 Maria Genoveva Argenton
Cadeira Nº 25 Neli Dall’Agnol
Cadeira Nº 26 Marta Beatriz dos Santos Dall’Igna
Cadeira Nº 27 Adélia Maria Woellner
Cadeira Nº 28 Carlos Antônio de Almeida Ferreira
Cadeira Nº 29 Adriana dos Santos Auzani
Cadeira Nº 30 Elizabeth Maria Bodanese (Presidente da ALAP)
Cadeira Nº 31 Luís Veras Filho

Fonte:
– trecho do Texto da História de Antônio R. M. Freire, com base nos dados fornecidos por Neri França Fornari Bocchese,até a instalação da ALAP
Academia de Letras e Artes de Pato Branco. http://www.alap.org.br/

Deixe um comentário

Arquivado em Academias e Associações, Paraná, Pato Branco