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Arnoldo Pimentel e Silviah Carvalho (Amor e Amizade)

A brisa toca a noite com seu silêncio
Pareço sentir o aroma leve do vento a tocar em ti
Que me leva a quimeras de momentos
Recordações criadas por mim

*Se eu contasse quantos castelos de areia desfiz
E quantos que com minhas próprias mãos construí
Desfaria amizades, inutilizaria lembranças,
Mataria esperanças das muitas promessas que ouvi

Imagino seu sorriso, seus cabelos soltos ao ar
Seus olhos a me fitar. Sinto-me feliz só em pensar
Vivo tardes de lembranças que me nutrem de esperança
De talvez um dia… Quem sabe um dia te encontrar

*Esperança, palavra por mim desconhecida
Quase perdi a vida tentando a encontrar
Porem, não me dou por vencida e prefiro esperar
Esse amor tão falado, do qual vivo a me esquivar

Você me perguntou o que eu faria se gostasse de alguém
Respondi que ficaria sempre perto dela, a tratando bem
Com amor, amizade, carinho, lhe suprindo as vontades
Para que nada desejasse d mais ninguém

Sei, não posso pôr sentimento em seu coração
Mas posso ser seu amigo, mais ainda que um irmão
… Quem sabe assim ela me notasse
Quem sabe assim você me amasse…

*O amor necessita de alimento
Torna-se um tormento se não se saciar
Vem o sofrer, a carência, a saudade
A amizade já é um amor… Com outras finalidades.

Fonte:
Silviah Carvalho. Um coração que ama.

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