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Poesia no Ônibus “Poetas do Comércio”, em Ponta Grossa (Classificação Final)


reportagem de Patrícia Antunes

A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo divulgou, nesta terça-feira (5), os poetas selecionados para o Programa Poesia no Ônibus “Poetas do Comércio”, versão 2011/2012. Uma comissão de alto nível literário fez o julgamento dos poemas e selecionou 10 para circulação nos veículos do Sistema Integrado de Transporte Urbano, no período de julho de 2011 a junho de 2012. De acordo com a secretária de Cultura e Turismo, Elizabeth Schmidt, o programa “objetiva estimular e divulgar a produção literária dos escritores da cidade, tornando a arte acessível a todos e oferecendo à comunidade uma nova alternativa de acesso à arte literária, fomentando o hábito da leitura entre os usuários do transporte coletivo”.

Além de serem exibidos no interior dos ônibus, os poemas selecionados também serão publicados na Antologia dos Concursos Municipais de Poesias e Contos, numa edição especial, com 1.000 exemplares, editada pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, no 2º semestre de 2011. Cada poeta selecionado terá uma cota de 10 unidades a título de direitos autorais desta edição. O restante dos exemplares será distribuído gratuitamente em bibliotecas, escolas, instituições e críticos literários.

Desde 2003, o programa buscou diversificar as vertentes de produção poética envolvendo a comunidade geral, os estudantes do Ensino Fundamental e Médio, os acadêmicos, os escritores já conhecidos na cidade e os trabalhadores de diversos segmentos. Nesta versão, participaram os trabalhadores do comércio de todas as categorias, oriundos de empresas localizadas no município de Ponta Grossa.

Poemas Selecionados:

– “Bênção dos Anjos”- de Alice de Fátima Mendes de Oliveira, Governanta do Vila Velha Hotéis e Turismo;

– “O que vejo” – de Edimarcia das Neves Silva, balconista da Mercearia Atlanta;

– “Sentidos d’alma”- de João Gilberto Agner da Holm/Holm & Advogados
Associados;

– “As crianças” de Kyoma Franceschi, Professora da Educação Infantil da Escola Bom Pastor;

– “Núpcias” e “Menino-violão” de Phellip Willian de Paula Gruber, Vendedor e Contador de Histórias para Crianças da Livraria Universo da Leitura;

– “Quando te sentires sozinho” de Rosemari Aparecida de Oliveira, Auxiliar Administrativa da Academia Universal Arte e Profissão;

-“Minha solidão” de Scheila Domingues, Auxiliar Administrativa da SANEPAR;

– “Cobrador de ônibus” e “Sentimento canino” de Suzana Schulhan Lopes, Cadastro de Livros e Controle de Encomendas da Livraria Universo da Leitura.

Fonte:
Boletim Informativo da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, enviado por Fábio Palhano

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Concursos da Academia Ponta-Grossense De Letras E Artes-APLA (Classificação Final)


A Academia Ponta-Grossense De Letras E Artes-APLA, através de sua Presidente, tem a grata satisfação de comunicar o resultado final dos concursos-APLA-2011. Todos os Classificados serão comunicados também Via Postal.

Poesia Clássica: Vencedores:

1º Lugar: “Ainda Mais…”: António José B Barroso- Parede- Portugal

2º Lugar: “Lição”- Maria Helena Oliveira Costa – Ponta Grossa – Pr

3º Lugar: “Pivô” – Maria Madalena Ferreira-Magé-Rj

4º Lugar: “Roda Gigante” – Reginaldo C De Albuquerque- Campo Grande- Ms

5º Lugar: ” Amarras De Amor” – Sônia Mª De Faria-Paraisópolis -Mg

Menções Honrosas:

– “In-Decisão” :António Dos Santos B Pinheiro-Lisboa – Portugal

– ” Eu Sou Assim.” – Wanderley R Moreira – Santos- Sp

– “Divina Tragédia” – André Luiz A Costa Amora- Rio De Janeiro -Rj

– ” Beleza Pagã – Diamantino Ferreira- Campo Dos Goytacazes-Rj

– ” Olhar Para Dentro”-António José B Barroso- Parede- Portugal

Poesia Moderna: Vencedores:

1º Lugar: ” A Cor Da Lágrima “- António Dos Santos B Pinheiro -Lisboa- Portugal

2º Lugar: ” A Canção De Um Tempo”- Amélia M Raposo Da Luz – Pirapetinga-Mg

3º Lugar: “Um Sentir Diferente “- António José B Barroso- Parede- Portugal

4º Lugar: ” Caminhos Diversos “- Gilmar Garcia De Lima – Castro – Pr

5º Lugar: ” Profê, Eu Amo Você ” – Marivete Souta De Moura – Ponta Grossa -Pr

Menções Honrosas:

– “Cepa Tropeira “- Ana Mairlene M Retko – Ponta Grossa – Pr

– ” Os Impressionistas “-Lina Mª Lisboa Da Silva- Belo Horizonte -Mg

– ” Um Canto De Amor Nas Ruelas De Assis – Maria Helena Oliveira Costa-Ponta Grossa Pr

– ” Tempo Também Chora” – Lucília Alzira T Decarli – Bandeirantes-Pr

– ” Alegria De Bolhas ” Rosecler A Alves Gomes- Ponta Grossa-Pr

Crônica: Vencedores:

1º Lugar: ” A Liberdade Está Em Suas Mãos” – Coracy Teixeira Bessa- Salvador- Ba

2º Lugar:” Efêmero Encanto”- Sônia Mª De Faria- Paraisópolis-M G

3º Lugar: ” O Castelinho Encantado”- Ernestina R Rennó – Itajubá-Mg

4º Lugar: ” Cotidiano”- Tatiana A Soares Caldas – Rio De Janeiro-Rj

5º Lugar : ” Por Que Passar A Vida Sem Ser Notado?”- Tânia Regina Du Bois – Itapema-Sc

Menções Honrosas:

– ” Quando Os Reis Iam À Guerra”- Coracy Teixeira Bessa- Salvador-Ba

– ” Recordar É Viver” – Abílio Kac – Rio De Janeiro- Rj

– ” Máscaras” – Luiz Gondim De Araújo Lins – Rio De Janeiro- Rj

– ” Ah! O Brasileiro”- Sônia Maria De Faria- Paraisópolis – Mg

– ” Momento De Definição “- Tâia Regina Du Bois- Itapema-Sc

Conto: Vencedores

1º Lugar : ” Esperar…Ou Correr Atrás “- Sônia Mª De Faria -Paraisópolis -Mg

2º Lugar : ” Orelha De Pau “- Coracy Teixeira Bessa- Salvador-Ba

3º Lugar: ” Didi” – Amélia M Raposo Da Luz – Pirapetinga- Mg

4º Lugar : ” O Homem Transparente” -Cecy B Campos – Luiz De Fora-Mg

5º Lugar: ” Simplesmente Maria” – Marluce A Ferreira Portugaels- São Paulo-Sp

Menções Honrosas :

– ” Bodas De Solidão “- Sarah De Oliveira Passarella – Campinas- Sp

– ” A Ponte E O Arco Íris – Araí T Borges Dos Santos- Campo Largo-Pr

– ” Meus Adoráveis Brinquedos ” – Sônia Mª De Faria- Paraisópolis -Mg

– ” Mundo Perdido “- Amélia M Raposo Da Luz – Pirapetinga -Mg

– ” Encontro”- Maria Apparecida Coquemala – Itararé- Sp

Troféu Originalidade :
– ” ArVore- Reginaldo C De Albuquerque – Campo Grande -Ms

Parabéns a Todos ! … A Solenidade de Premiação dar-se-á no próximo dia 30 de Setembro, Sexta Feira, durante as festividades de 18 anos de fundação da APLA, Tendo por local o Centro De Cultura Cidade De Ponta Grossa, sito À Rua Dr Colares , 4 3 6 , A partir das 1 9,3 0 Horas. no Sábado, dia 01 de Outubro haverá almoço de confraternização. Vamos comemorar juntos a maioridade de nossa gloriosa instituição ! .

Maiores Informações : Fones (42) 3028-1717 (42) 3028-7681 (42) 9975-5234

Sônia Mª Ditzel Martelo
Presidente-APLA

Fonte:
Sonia Ditzel Martelo

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Amália Max (Baú de Trovas)

A ermida à beira da estrada
plange seu sino de um jeito,
que eu sinto a corda amarrada
na saudade do meu peito…

A esperança em nossa vida,
pelo valor que ela ostenta,
pode até ser resumida
como o pão que nos sustenta.

A fonte, singelo fio,
contorcendo em cansaços,
encontra por fim um rio
e então se atira em seus braços.

A gota d’água nascida
de veio farto e profundo,
é a fonte da nossa vida
e a própria vida do mundo.

Ao cortar a trança loura,
minha infância em despedida,
deixou na fria tesoura
saudosos fios de vida.

A sombra que, meio arcada,
te segue pelos caminhos,
é minha alma ajoelhada
a beijar os teus pezinhos.

A sorte tem seus encantos,
seus agrados, seus engodos;
às vezes agrada a tantos,
mas jamais agrada a todos!

A vida anda tão tristonha:
pobreza… fome… agonia…
que chego a sentir vergonha
de às vezes ter alegria.

A vida deu-me esta dor;
e hoje entre a dor e a lembrança,
sou um cheque ao portador,
sem fundo para cobrança.

Com mil retalhos tristonhos,
que rasguei do coração,
fiz uma colcha de sonhos
e agasalhei a ilusão.

Da lembrança doce e calma,
quando a tarde se inicia,
tua imagem em minha alma
é saudade todo dia.

Depois do enxerto a coitada,
que quis o rosto alisar,
agora vive assustada…
Seu rosto só quer sentar!

Depois que, um dia, partiste,
nesta rua só choveu.
Será que esta rua é triste
ou triste nela sou eu?

Disfarçando… Disfarçando…
o sol, malandro das horas,
vai aos poucos levantando
a saia azul das auroras.

Em pedaços fui rasgando
tua foto pela praça.
Hoje os procuro chorando,
pedindo ajuda a quem passa.

Esta chuvinha pingando
do telhado sobre o chão,
vai aos poucos empoçando
saudade em meu coração.

Galanteios, que em verdade,
quis dizer-te ou ter escrito,
hoje, finda a mocidade,
sinto dor por não ter dito.

Laranjais de minha infância,
frutos que alegre colhi,
hoje olho para a distância
e choro porque cresci!

Levo na face enrugada
e na fronte embranquecida
a passagem, comprovada,
de que viajei pela vida.

Maria partiu… Maria
que nunca disse a verdade
mas era, quando mentia,
bem melhor que esta saudade.

Meus olhos azuis se embaçam,
acabando por chorar,
quando meus braços se abraçam
por não ter quem abraçar.

Muitos recebem de graça
o bom vinho da alegria;
eu pago mas minha taça
a vida deixa vazia.

Não vens há meses inteiros;
e enquanto conto as auroras
a tesoura dos ponteiros
lentamente corta as horas.

Não faça da despedida
um momento de revoltas;
o amor tem portas na vida
com chave de várias voltas.

Não fale, não diga nada,
aperte mais minha mão,
faça a promessa auebrada
não precisar de perdão.

Não vens… e, em tuas demoras,
na angústia das madrugadas,
o relógio bate as horas
e as horas dão gargalhadas.

Nas noites de paz eterna,
vigiando a escuridão,
toda estrela é uma lanterna
que um anjo leva na mão!

Na velha praça, embalado
por lindo sonho vadio,
apalpo o banco a meu lado
mas meu lado está vazio.

Na vizinha, a linda casa,
nem a vassoura descansa;
se acaso o marido atrasa,
a vassoura canta e dança!

No entardecer quem me dera,
ver teu vulto, ouvir teu passo,
e por magia ou quimera
ter teus braços num abraço!

No instante em que nossa prece
sobe a escada do infinito,
pela mesma escada desce
a paz que acalma o conflito.

Nos dedos eu conto as horas,
não sei contar diferente,
mas, hoje, sei que demoras
bem mais do que antigamente.

No sertão a chuva mansa
que torna a manhã cinzenta,
é mais que chuva e esperança,
é Deus regando água-benta.

Numa ternura infinita
a lua, com mãos de prata
vem prender laços de fita
nas tranças verdes da mata.

O arco-íris tão bonito
e de tão finos arranjos
é só o varal do infinito
secando a roupa dos anjos!

Oh! lembrança, vem com jeito,
não se perca em sonhos tardos,
porque este meu velho peito
já não aguenta tais fardos.

O tempo em sua investida,
como sentença, suponho,
rouba-me um pouco da vida
e muito de cada sonho.

Partindo da meninice
é que o trem do tempo avança
e na estação da velhice
deixa saltar a esperança.

Para os que seguem sozinhos,
descalços e combalidos,
que importa ter mil caminhos
se todos são proibidos?

Partiste… já não te importas
que em nossa casa singela
a ventura feche as portas
e a saudade abra a janela.

Pergunto frequentemente:
felicidade, onde estás?
Será que corres na frente
ou ficaste para trás?

Pobre titia, ao comprar
uma vassoura, é indagada:
será preciso embrulhar
ou já vai nela montada?

Poeira de estrelas cadentes
que à noite caem nos campos
são com certeza as sementes
que germinam pirilampos.

Quando o passado é turista
no trem do meu coração,
a saudade é maquinista
e o meu peito uma estação.

Quando nos chegam tardias,
esperanças sempre são
aquelas parcas fatias
de miolo velho…de pão!

Quanta ternura em agosto:
o vento que beija o ipê
vem também beijar meu rosto
depois de beijar você.

Ralhando com seus porquinhos
a porca, mãe exemplar,
vendo-os, assim, bem limpinhos…
– já pro barro se sujar !!!

Relógio, fique parado!
Não deixe o tempo passar…
Eu quero ser enganado
quando a velhice chegar!

Sabiá põe em seu canto
tal ternura que ao cantar,
mais parece um acalanto
para a alma cochilar.

Saudade… insônia que aspira
ouvir na calçada passos,
mesmo sendo outra mentira
a vir dormir nos meus braços.

Se é por um amor que choras
enxuga os olhos… Repara:
se o relógio pára as horas,
nem por isso a vida pára.

Se me deixas por vontade…
se vais para não voltar…
O que é que eu digo à saudade
amanhã, quando acordar?

Sem mesmo ter ido ao céu
já caminhei sobre a lua!
Foi um dia andando ao léu
pisando as poças da rua.

Sem ter com quem conversar,
o velhinho solitário,
usa as mãos para rezar
conversando com o rosário.

Sentindo a luta perdida,
nos fracassos e derrotas,
abraço o circo da vida
para as minhas cambalhotas.

Solidão é chuva fina
que encharca o chão sem correr;
e às vezes faz que termina
mas… recomeça a chover.

Solidão é vento frio,
vento calmo mas gelado
deixa o meu peito vazio
e ainda dorme ao meu lado.

Sonhos meus… jóias de outrora
qual ouro sem um quilate,
enferrujam na penhora
sem ter mais quem os remate.

Vejo ternuras pagãs
quando o sol, por entre os galhos,
cobre a nudez das manhãs
com seu lençol de retalhos.

Velhice… circo que a vida
armou no fim da ladeira,
de onde a solidão convida
para a sessão derradeira.

Voltaste… voltaste, eu sei,
mas o encanto foi desfeito;
agora já repintei
as paredes do meu peito.

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Amália Max

Amália Max nasceu em Ponta Grossa, Paraná, no dia 13 de julho, filha de João Max e Maria Suckstorf Max.

Em 1981 lança seu livro de trovas “Escaninho” e daí em diante passou a concorrer em Jogos Florais e concursos e participar de antologias e coletâneas.

Em 1986 recebeu a homenagem máxima de sua vida quando o Colégio Estadual 31 de Março, ensino de 1º e 2º graus imortalizou-a dando seu nome para a sua biblioteca: “Biblioteca Poetisa Amália Max”.

Tem seu nome, como trovadora, trabalhos inseriidos em inúmeras antologias e coletâneas. Figura em Enciclopédias, em livros e Jornais de todo o Brasil.

Professora de pintura, arte que domina com segurança.

Pertence a:
– Centro Cultural Euclides da Cunha, de Ponta Grossa, PR,
– Casa Juvenal Galeno – Ala Feminina, Fortaleza, CE,
– Academia de Letras José de Alencar, Curitiba, PR,
– Centro de Letras do Paraná, Curitiba, PR,
– Academia de Letras dos Campos Gerais, Ponta Grossa, PR, fundadora da cadeira nº 13.
– Já foi Presidente Municipal e Estadual da UBT durante 30 anos.
– Desde 2003, por convite do Cap. Alípio B. Rosenthal é assessora cultural da Associação dos Militares da Reserva.

Fontes:
– Vasco José Taborda e Orlando Woczikosky. Antologia de Trovadores do Paraná.
– Antologia dos Acadêmicos – edição comemorativa dos 60 anos da Academia de Letras José de Alencar.
– UBT Nacional.

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Trova Triste – Fernando Vasconcelos (2/9/1937 – 17/04/2010)

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17 de abril de 2010 · 22:45

Fernando Vasconcelos (1937 – 2010)

Homenagem a Fernando Vasconcelos
Extinguiu-se a flor do lume
Do poeta expira o canto.
Qual menino vagalume,
chega ao céu e vira encanto!
Dinair Leite [Paranavaí]
=========================
2 de setembro de 1937 (Diamantina/MG) – 17 de abril de 2010 (Ponta Grossa/PR)

Fernando Vasconcelos (Fernando Silvio Roque de Vasconcelos), jornalista e publicitário,é mineiro de Diamantina e paranaense de Ponta Grossa.

Filho de Sandoval Roque dos Santos e Maria de Lurdes de Vasconcelos Roque (poética Tia Velha), casado com Jelena Ruta e sete filhos e três netos.

Recebeu várias honrarias do poder público e da iniciativa privada, entre os quais

Título Cultural
Placa do Mérito Regional
Prêmio Rotary 98/área de Artes
Placa Homenagem por Incansável Jornada Literária (Sesc)

Título de Cidadão Ponta-Grossense (Lei 3.207 de 11/12/1979),

Mérito Leonístico Putanqui – Cultural,
Honra ao Mérito do Rotary Club 2009.

Pertence a dezenas de entidades culturais, inclusive em Portugal, sendo o vice-presidente da Academia de Letras dos Campos Gerais.

Conta com 170 premiações literárias nacionais e internacionais.

São seus livros publicados:
– Pequena Consciência (1974)
– As Narrativas de Nhô Fela (1983)
– Nos Espaços D’Alma (1985)
– Êta Vida Besta, Sô! – (1990)
– Estou Nascendo Para a Trova (1994)
– Pô, Meu! (1995)
– A Danadinha da Crase ( 1997)
– Da Cacimba do Coração (1998)
– Fiapico (1998)
– Abaretama – a sedução do guerreiro (1999)
– Os Pombinhos do Deus Tupã (2003)
– Eu Conto (2004)
– Gotinhas de Orvalho (2005)
– Branduras (2007).

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Adalto Gambassi de Araújo (Oração à Musa)

Musa ! Perdoa se não posso dar-te
Sons mais puros, acordes mais divinos…
Se não posso os sentidos Ter mais finos,
Para subir em vibrações de arte.

Procuro, alucinado, consagrar-te
A sensação de uns versos peregrinos,
Como se andasse um coro de violinos
Em meu peito, no céu, em toda parte

Quisera, Musa de asas condoreiras,
Elevar-me às regiões mais altaneiras,
A Alma toda a vibrar, cheia de graças.

Quisera levantar-me deste lodo,
Com as mãos desfibrar o corpo todo
E espalhar-me no chão onde tu passas.
=================

Sobre a Musa

Calíope, a da Bela Voz, foi uma das nove musas da mitologia grega. Filha de Zeus e Mnemósine. Foi a musa da epopéia, da poesia épica, da ciência em geral e da eloquência e a mais velha e sábia das musas, e é considerada por vezes a rainha destas. É representada sob a figura de uma donzela de ar majestoso, coroada de louros e ornada de grinaldas, sentada em atitude de meditação, com a cabeça apoiada numa das mãos e um livro na outra, tendo, junto de si, mais três livros: a Ilíada, a Odisseia e a Eneida. Em outras representações, traz como atributo um rolo de pergaminho e uma pena.

Camões, autor de “Os Lusíadas”, assim cita a Musa Calíope:

“AGORA tu, Calíope, me ensina
O que contou ao Rei o ilustre Gama;
Inspira imortal canto e voz divina
Neste peito mortal, que tanto te ama.
Assi o claro inventor da Medicina,
De quem Orfeu pariste, ó linda Dama,
Nunca por Dafne, Clície ou Leucotoe,
Te negue o amor devido, como soe.”

Fragmento de “Os lusíadas” — Camões

A figura da Musa muitas vezes está associada à figura de uma mulher real ou idealizada pela qual o poeta é apaixonado.

Repare no poema, de autoria de Álvares de Azevedo, que a Musa é uma mulher real, ou seja, de carne e osso, por quem o poeta está apaixonado

MINHA MUSA

Minha musa é a lembrança
Dos sonhos em que eu vivi,
É de uns lábios a esperança
E a saudade que eu nutri!
É a crença que alentei,
As luas belas que amei
E os olhos por quem morri!

Os meus cantos de saudade
São amores que eu chorei,
São lírios da mocidade
Que murcham porque te amei!
As minhas notas ardentes
São as lágrimas dementes
Que em teu seio derramei!

Do meu outono os desfolhos,
Os astros do teu verão,
A languidez de teus olhos
Inspiram minha canção…
Sou poeta porque és bela
Tenho em teus olhos, donzela,
A musa do coração!

Se na lira voluptuosa
Entre as fibras que estalei
Um dia atei uma rosa
Cujo aroma respirei…
Foi nas noites de ventura,
Quando em tua formosura
Meus lábios embriaguei!

E se tu queres, donzela,
Sentir minh’alma vibrar,
Solta essa trança tão bela,
Quero nela suspirar!
E dá repousar-me teu seio…
Ouvirás no devaneio
A minha lira cantar!
—————-
Fontes:
Academia de Letras dos Campos Gerais. http://alcg.org.br/
Imagem = http://mais.uol.com.br/
http://pt.wikipedia.org/
http://www.mundocultural.com.br/

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