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Preservação de Livros (Parte 5, final)


2.7 ACABAMENTO DOS CORTES DO LIVRO

Prensar o livro entre duas tábuas na mesa e lixar os cortes do livro até torna-los em linha reta.

2.8 CONFECÇÃO DA CAPA ·

Quando a capa do livro está em bom estado deve-se aproveitá-la, reforçando-a com uma cartolina. Molda-se a cartolina no livro colocando-a em seguida na capa original.

Quando a capa original não está em condições de ser aproveitada deve ser confeccionada uma capa com cartolina americana.

Molda-se a cartolina no livro cortando duas partes iguais (frente e verso), – neste caso será confeccionado apenas a capa com a lombada já pronta;

Fazer um vinco de 2 cm da lombada para o meio do livro e colar apenas a parte do vinco ao livro. Repetir o procedimento com o outro lado (verso).

CONCLUSÃO

Este trabalho foi elaborado objetivando orientar quanto às atividades ligadas à reparação e conservação de livros pertencentes a acervos de bibliotecas. No entanto, o restauro utilizado em obras bibliográficas que exigem maior conhecimento e cuidado, por se tratarem de obras raras e/ou documentos de cunho histórico, só deve ser executado por especialistas com aprimoramento técnico.

ANEXO 1

INSTRUÇÕES PARA PREPARO, MISTURA E DILUIÇÃO DE COLAS:

CARBOX METIL CELULOSE (CMC)

É um adesivo neutro, sua natureza é de celulose modificada, encontrado como pó branco que ao ser dissolvido forma um gel transparente. Usado como encolante e consolidante em conservação ­ restauração de documentos, fotografias, faceamentos e velaturas.

Procedimento:

– Colocar 1 litro de água morna deionizada, destilada ou filtrada em recipiente de plástico ou vidro;

– Acrescentar aos poucos um copinho (cafezinho) como medida padrão de Metil Celulose;

– Bater na batedeira;

– Deixar descansar mais ou menos 2 horas, até que a mistura esteja com aparência homogênea e gelatinosa;

– Bater novamente na batedeira;

– A viscosidade do adesivo pode variar conforme a necessidade do uso, acrescentando-se mais água.

– Guardar na geladeira em vidro com tampa.

MISTURA DE PVA E CARBOX METIL CELULOSE (CMC):

Esta mistura é usada para remendos, colar folhas de guarda, colar dorso e outras aplicações. O seu uso permite que o papel seja descolado, quando necessário apenas usando a umidade.

Procedimento:

– Colocar em um recipiente partes iguais de cola PVA (cascorez) e Carbox Metil Celulose (50% x 50%) ou duas partes de PVA para uma parte de metilcelulose.

– Misturar bem e deixar no ponto da consistência de um iogurte;

– Se a mistura estiver muito espessa, acrescentar mais água para dissolve-la.
––––––
Fontes:
DIVISÃO DE PRESERVAÇÃO; Preservação e Recuperação de Material Bibliográfico. Biblioteca Pública do Paraná, Curitiba, 2001.

MILEVSKY, Robert J.; Manual de Pequenos Reparos em Livros; Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos. 2ª edição, Rio de Janeiro, 2001.

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Preservação de Livros (Parte 4)

Justificar
2.5 COSTURA

A costura pode ser por livros de folhas soltas ou por cadernos.

Material necessário:

– Agulha n 2/0;
– Linha Urso n 0 e 1;
– Tesoura
– Martelo
– Estilete
– Furadeira
– Lápis
– Prensa
– Pincel
– Cola PVA + CMC

Procedimento

Livros por cadernos · · · ·

Não se deve usar os mesmos furos da antiga costura, para evitar que a mesma fique solta;
Una todos os cadernos prestando a atenção para que eles estejam dispostos em ordem numérica crescente;
Colocar na prensa para acomodar o lombo antes da costura;
Multiplicar o comprimento da linha a ser usado em um caderno pelo número de cadernos existentes. Este sistema resultará o comprimento total de linha a ser utilizado na costura de todos os cadernos e evitará o uso de nós.

Assinalar com um lápis sobre a lombada do livro os pontos para marcar a costura.

Geralmente a lombada deve ser dividida em seis partes iguais (ou sempre número par);

Iniciar a costura pelo último caderno.

Segurar o caderno aberto com a mão esquerda.
Com a direita segurar a agulha (no caso de destra);

Costurar pelo lado direito, de fora para dentro;

O último caderno deve ser amarrado ao penúltimo por um nó duplo, para que a costura não se solte e assim sucessivamente.

Livros com caderno único · · · · · ·

Marcar com lápis a divisão da costura (sempre com números ímpares);

Colocar a agulha de fora para dentro no meio do caderno;

Colocar a agulha na marca seguinte de dentro para fora;

Colocar a agulha na última marca de fora para dentro;

Colocar a agulha outra vez no meio do caderno de dentro para fora

Dar um nó nas pontas da linha.

Cortar as pontas cerca de 1 cm do livro.

Livros por folhas soltas · · ·

Una todas as folhas prestando a atenção para que estejam com a numeração em ordem;

Prensar o livro entre um par de tábuas.

Colocar um peso para firmar.

Passar cola na lombada e deixar secar.

Repetir o processo.

Colocar o livro em cima de um papelão ou madeira;

Fazer uma marcação de cinco furos usando um lápis;

Furar o livro com uma furadeira

Costurar o livro com fio o ou oo’

A costura começa pelo furo do meio, de baixo para cima e deixando uma sobra de linha para posteriormente amarrar as pontas.

2.6 COLOCAÇÃO DA LOMBADA

O reforço da lombada tem como finalidade fortalecer o livro, garantindo a durabilidade da encadernação. ·

Cortar uma tira de cartolina americana com a medida igual à largura da lombada mais 4 cm de cada lado;

Marcar o meio desta tira;

Vincar, acentuando o vinco com o auxílio de um clips;

Aplicar cola na lombada e aplicar a tira de cartolina por cima

Deixar secar;

Colar a capa na sobra da lombada (4 cm).

––––––
Continua… Acabamento dos Cortes do Livro; Confecção da Capa; Anexos

Fontes:
DIVISÃO DE PRESERVAÇÃO; Preservação e Recuperação de Material Bibliográfico. Biblioteca Pública do Paraná, Curitiba, 2001.

MILEVSKY, Robert J.; Manual de Pequenos Reparos em Livros; Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos. 2ª edição, Rio de Janeiro, 2001.

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Preservação de Livros (Parte 3)


2.3 DESMONTE DOS LIVROS

É importante a conferência de páginas. Quando necessário numerá-las a lápis, no canto inferior direito. Na falta de algumas páginas, providenciar as fotocópias para serem incluídas na recuperação e montagem do livro. Antes de começar o processo, deve-se saber como ele é formado. Muitas vezes os livros encadernados são constituídos por cadernos separados, variando o número de folhas dos cadernos e em alguns casos são formados por páginas coladas juntas uma a uma, por isso deve-se prestar muita atenção no desmonte para compreender a formação do livro.

Material necessário:

– Faca multi-uso sem corte, Estilete ou Bisturí

Procedimento: · · · · · ·

Separar completamente a capa do miolo do livro com cuidado;
Retirar cuidadosamente com a ajuda da faca ou bisturi a cola que restou no lombo;
Pegar o primeiro caderno abrindo ao meio e cortar todos os fios da costura;
Com a mão direita, manter bem firme o livro e com a esquerda destacar o caderno;
Repetir esta operação com todos os cadernos do livro
Retirar com o auxílio da faca (sem corte) ou bisturi a cola seca da lombada de cada caderno e os fiapos da linha da costura

Procedimento para desmonte de livros por páginas coladas:

Separar a capa do miolo;
Retirar com o auxílio da faca ou bisturi o excesso da cola seca da lombada;
Desmontar o livro separando folha por folha e limpando as crostas existentes individualmente;
Se o livro estiver grampeado, abrir os grampos antes de retira-los e proceder a separação de folha por folha.

2.4 CONSERTO DAS FOLHAS

O conserto pode ser de folhas soltas, rasgadas ou somente um reforço central.

Material necessário:

– 50% de cola branca Cascorex e 50% de Metil (CMC);
– Pincel;
– Peso ou prensa;
– 1 par de tábuas (tipo eucatex)
– Tiras de papel de seda

Procedimento:

Folhas soltas
· Passar a cola na tira de papel de seda;
· Recolocar a folha no lugar;
· Aderir à fita parte da folha solta e parte da folha presa;

Folha rasgada e cortada · · · · ·

Colocar a folha rasgada sobre um vidro ou folha de celulóide;
Cortar uma folha de papel de seda respectivo ao rasgo;
Passar Metil Celulose sobre a tira, sobrepondo-a sobre o rasgo cuidando para coincidir letras e desenhos quando houver.
Pressionar suavemente
Deixar secar e recortar o excesso de papel.

––––––
Continua… Costura; Colocação da Lombada

Fontes:
DIVISÃO DE PRESERVAÇÃO; Preservação e Recuperação de Material Bibliográfico. Biblioteca Pública do Paraná, Curitiba, 2001.

MILEVSKY, Robert J.; Manual de Pequenos Reparos em Livros; Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos. 2ª edição, Rio de Janeiro, 2001.

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Preservação de Livros (Parte 2)


3. UMIDADE E TEMPERATURA

A umidade e a temperatura são fatores climáticos que contribuem significativamente para a deterioração do material bibliográfico.

São fontes de umidade:
Chuvas,
rios,
limpezas aquosas,
infiltrações por janelas,
paredes e tetos.

Existem diversos equipamentos para controle climático, desde um simples ar condicionado até os sistemas mas sofisticados como:
Sistemas centrais de resfriamento,
calefação,
umidificação e
desumidificação do ar.

Locais que não disponibilizam essas aparelhagens pode-se utilizar ventilação natural ou forçada como meio de controle simultâneo da umidade e da temperatura.

II. TRATAMENTOS BÁSICOS PARA CONSERVAÇÃO DO ACERVO

1. TRATAMENTO DE HIGIENIZAÇÃO

Esse tratamento é muito importante para a conservação do acervo, pois irá retirar do livro os agentes responsáveis pela sua deterioração como poeira, espórios e detritos de insetos. O ideal seria que esse trabalho fosse realizado em uma mesa apropriada, local ventilado e afastado das estantes para evitar que a poeira seja transferida para as outras obras.

1.1 HIGIENIZAÇÃO COM SABONETE NEUTRO

Utilizar sabonete neutro para limpeza das capas plastificadas e de material sintético. Proceder da seguinte maneira:

Material necessário:
– Sabonete
– Tecido de algodão (fralda)

Procedimento: · · · · ·
Colocar água em um balde; Molhar a fralda e torcer bem; Passar a fralda sobre o sabonete neutro (nunca molhar o sabonete); Aplicar sobre as capas removendo toda a sujeira; Passar uma fralda seca para retirar o excesso de umidade.

2. REPARAÇÃO DE LIVROS

O desgaste e a degradação do acervo é muito rápido, sobretudo quando se trata de coleções públicas maciçamente utilizadas. Por isso, faz-se necessário o reparo das obras para prolongar a vida útil do acervo nas bibliotecas. Os livros devem ser analisados para determinação do tratamento adequado a ser utilizado. Antes de começar o trabalho de reparação do livro devemos saber como ele é formado. Geralmente o livro é constituído por cadernos separados e em alguns casos são formados por páginas coladas juntas uma a uma (folhas soltas).

2.1 REMOÇÃO DE FITAS ADESIVAS

Os adesivos possuem componentes que com o tempo se degradam e descolam. A retirada dos mesmos merece atenção especial, considerando que em alguns casos nem com a utilização de solventes, se consegue remove-los. Neste caso, não insistir, pois o papel poderá ser danificado.

Material necessário:

– Cotonete ou vareta de madeira (usado por manicures),
– Algodão,
– Acetona acetato de etila;
– Pedaço de vidro ou celulóide (chapa de radiografia),
– Papel absorvente e
– Bisturi

Procedimento: · ·

As fitas adesivas podem ser removidas com uma espátula ou bisturi; O resíduo do adesivo que ficar no papel deve ser removido com acetona e espátula ou, se não tiver a espátula remove-las somente com a acetona ou acetato de etila.

Colocar a folha com a fita adesiva sobre um papel absorvente e as duas sobre um vidro ou celulóide; Umedecer o cotonete na acetona; Passar na fita adesiva pelos dois lados da folha (verso e direito); Com a ponta do bisturi, soltar cuidadosamente a fita adesiva para não danificar o papel.

2.2 LIMPEZA DA LOMBADA

É o processo onde se retira o excesso de cola, restos de papéis, fitas adesivas, etc… É usado quando a costura está perfeita e não necessita desmonte do livro.
––––––
Continua… Desmonte dos Livros; Conserto das Folhas; Costura

Fontes:
DIVISÃO DE PRESERVAÇÃO; Preservação e Recuperação de Material Bibliográfico. Biblioteca Pública do Paraná, Curitiba, 2001.

MILEVSKY, Robert J.; Manual de Pequenos Reparos em Livros; Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos. 2ª edição, Rio de Janeiro, 2001.

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Preservação de Livros (Parte 1)

APRESENTAÇÃO

O presente trabalho pretende mostrar a indicação de soluções dos danos mais comuns em acervos bibliográficos. Descrevendo os processos de reparos em livros, relacionando os materiais necessários, as técnicas e os procedimentos inerentes. Orienta para evitar as causas da deterioração objetivando o prolongamento da vida útil dos livros e documentos.

I. PRINCIPAIS AGENTES DE DETERIORAÇÃO DE ACERVOS DOCUMENTAIS

1. INSETOS, FUNGOS E ROEDORES

Dentre os agentes de degradação de acervos documentais, os agentes biológicos como insetos, fungos e roedores constituem ameaças sérias devido aos danos que podem gerar, muitas vezes irreparáveis. Em razão disso, vigilância e controle de proliferação devem ser adotados permanentemente dentro da política de preservação de acervos, pois a proliferação destes organismos ocorre de modo bastante rápido se as condições da biblioteca forem inadequadas. Os métodos de controle envolvem freqüentemente o emprego de produtos químicos que, quando aplicados, necessita de orientação devido aos riscos de danos à integridade das obras e à saúde dos funcionários e usuários da biblioteca.

2. AÇÃO DO HOMEM

Sem dúvida a ação do homem contribui demasiadamente para a degradação do acervo, tanto pelo descuido que muitos têm com as obras, como pela ação de vandalismo: furto, destruição, dano, mutilação, etc. Os danos causados são, muitas vezes, irreversíveis, daí,a necessidade de um trabalho de educação do usuário criando-lhe uma mentalidade preservacionista e desenvolvendo a noção do valor do patrimônio da biblioteca para a coletividade. Não se deve esquecer que a adoção de normas e procedimentos básicos contribuem consideravelmente para melhor conservação do acervo:

Nunca usar fitas adesivas em virtude da composição química da cola;

Ao pegar um livro deve-se estar com as mãos sempre limpas;

Nunca retirar um livro da estante puxando-o pela borda superior da lombada. O correto é retirar o livro segurando-o pela parte mediana da lombada;

Nunca umedecer os dedos com saliva ou qualquer tipo de líquido para virar as páginas de um livro. O ideal é virar a página pela parte superior da folha;

Evitar colas plásticas ou em bastão, pois além de serem irreversíveis, favorecem a deterioração do papel devido aos componentes químicos;

Acondicionar os materiais em estantes próprias, com dimensões adequadas, preferencialmente metálicas, dando espaço suficiente entre uma e outra sem comprimi-las excessivamente;

Armários e estantes devem ficar afastados da parede 7 cm e 10 à 15 cm do chão;

Os livros grandes e grossos de estruturas fracas devem ser guardados na horizontal, sem empilhar. Para evitar o declínio dos livros nas estantes, utilizar bibliocantos adequados;

Os documentos devem ser desdobrados (se possível) retirando grampos, alfinetes e clips metálicos para evitar que provoquem manchas de ferrugem;

Nunca apoiar os cotovelos sobre os livros durante a leitura. Este procedimento acarreta uma pressão nas costuras dos cadernos e nas lombadas, provocando o rompimento e o desdobramento dos cadernos do volume;

Não apoiar os livros em superfícies irregulares;

Evitar a luz direta do Sol;

Não encostar as estantes em paredes úmidas;

Não fumar ou alimentar-se em áreas destinadas ao trabalho e manuseio dos livros;

Utilizar transporte adequado para os livros. O ideal é fazer uso de carrinhos construídos para esse fim.

Continua… Umidade e Temperatura; Higienização

Fontes:
DIVISÃO DE PRESERVAÇÃO; Preservação e Recuperação de Material Bibliográfico. Biblioteca Pública do Paraná, Curitiba, 2001.

MILEVSKY, Robert J.; Manual de Pequenos Reparos em Livros; Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos. 2ª edição, Rio de Janeiro, 2001.

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