Arquivo da categoria: Primavera

Paulo José de Oliveira (Pajo) (Aquarela Primaveril)

É Primavera… 
E o verde se refaz ao findar de mais um ano 
Chega-se à estação que finaliza um ciclo 
Transformando e renovando a biosfera 
Brindando a terra no precipitar das chuvas 
Deslumbrando a natureza em sons e aquarela 
É Primavera… 
E brilha o sol reluzindo e aquecendo os dias 
Chegam flores num desabrochar em cores 
Em novos frutos gerando alimento 
Dilatando sentimentos e o amor a nutrir 
Produzindo alegria, esperanças e novas vidas 
Impregnando almas, exalando fragrâncias 
Incendiando corações a afagar o co-existir 
É Primavera… 
E vem o beija-flor a sugar o néctar 
Nas multicores em que os olhos se extasiam 
De frutos mil que alimenta a humanidade 
Refaz-se a vida, o homem e seus demais seres 
Os rios antes agonizantes, agora se agitam 
É estação de se degustar novos sabores 
É Primavera… 
É então, quando as noites parecem ter mais estrelas 
Os dias se mostram com especial brilho 
Aves e animais ressurgem em seus ninhais 
Os mormaços prenunciam o germinar 
E as torrentes no telhado a trepidar 
Torna-se canção noturna de acalanto 
Ou terapia para o corre-corre do dia-a-dia 
É Primavera… 
Tornam-se mais belos, nossos jardins e quintais 
A primavera engorda a inspiração do poeta 
Que traduz em versos sentimentos e emoções 
E todas as ações e reações tornam-se mais efusivas 
As faces se iluminam em largos sorrisos 
Que mesmo em dias nublados 
se mostram no romantismo 

(Este poema é parte do meu livro: Galácticus: A Sinfonia das Quatro Estações – Pajo)

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Ademar Macedo (Primavera)

Primavera no Sertão Nordestino
Pra o Poeta e Trovador
que é onde o verso prospera,

eu mando um buquê de flores

que a natureza libera;
e numa grande investida

faço verso e pinto a vida

com cores da primavera!

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Dorothy Jansson Moretti (Ainda … A Primavera)

O tempo corre em compasso inclemente,
levando pais, amigos, mocidade;
e um dia percebemos que saudade
é agora a sombra única e presente.
Não resistiram à fragilidade
os nossos sonhos bons de adolescente;
e outros de fase ainda não descrente,
há quanto tempo jazem na orfandade!
As estações sucedem-se, entretanto;
não as atinge o nosso desencanto…
Verão, Outono, Inverno… Ah quem me dera
que abrindo essas janelas do passado,
eu sentisse que nada foi mudado,
e que lá fora… ainda é Primavera!

Fonte:
A Autora

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Isabel Furini (Amanhecer)

Nos interstícios da manhã
o Sol descansa entre pequenas nuvens. 
Céu azul e vento poético 
derramam versos sobre as madressilvas do jardim. 

Imprevisível, 
a poesia percorre as pétalas das palavras. 
A beleza das orquídeas desata fantasias 
e partimos em viagens oníricas, 
entre poemas que cavalgam com ímpeto feroz. 

No campo de batalha 
os poemas lutam contra o materialismo globalizado. 
Erguem-se 
(eternos) 
sobre a indiferença e o esquecimento. 

Fonte:
A Autora

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Arquivado em Curitiba, poema., Primavera

Benedita Azevedo (Haicais: Primavera)

Manhã cinzenta –
Só o canto do sabiá
Lembra a estação.

Penedo vazado
ao vento de setembro –
Canta a natureza.

Luz da primavera –
Brilhando sobre as montanhas
as primeiras flores.

Na mata distante,
flores de jacarandá –
Festa da natureza.

Manhã perfumada –
O chão salpicado de pétalas
e o zum-zum de abelhas.

Ao romper da aurora
o sabiá dobra seu canto – 
Só isso me basta.

Luz do amanhecer –
Beija-flor invade a sala
e pousa em um livro.

Dia da Árvore –
No pátio a criançada
faz seu plantio.

Na estante da copa
o chiado dos filhotes –
Ninho de pardais.

O sol já se foi –
Nuvens negras sobre o céu
e o brilho do ipê.

Nuvens escuras
antecipam o fim do dia –
Primavera nublada.

As cores do céu 
espelhadas na água do mar,
Atmosfera suave.

Voeja em festa,
mergulhando no quintal –
Bando de andorinhas.

No Dia da Criança
vovó não sai da cozinha.
Cheiro de pastel.

Meados de outubro –
Da velha árvore tombada
surge um broto novo.

Suave perfume
na leve brisa que passa – 
Manhã de domingo.

Dois ninhos de pássaros
no galho da laranjeira –
Festa das crianças.

O guapuruvu
debruçado sobre a estrada…
Flores no asfalto.

Em noite nublada
eclode o primeiro ovo –
Ninho de pássaro.

Vento de novembro – 
Ao rumor de ondas agitadas
um barco à deriva.

Última caminhada –
Lembrança da primavera
junto ao mestre Goga.

Sabiá-da-praia –
Canta, canta o dia inteiro,
preso na gaiola.

Brisa da manhã –
Uma trepadeira cobre
escombros do muro.

Rio de primavera –
Ao sabor da correnteza,
o homem lança o anzol.

Final da estação – 
Na chuva que não para
vai-se a primavera.

Fonte:
AZEVEDO, Benedita. Silencio da tarde. Curitiba: Araucária Cultural, 2010

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