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Prêmio Paraná de Literatura (Resultado)

A entrega oficial dos prêmios e o lançamento dos livros acontecerá no dia 11 de dezembro 
A Biblioteca Pública do Paraná (BPP) divulgou os títulos dos livros vencedores do Prêmio Paraná de Literatura 2012. Em sua primeira edição, o concurso da Secretaria da Cultura do Estado selecionou obras inéditas, de autores de todo o País, em três categorias que homenageiam figuras importantes da literatura paranaense. 
O júri apontou 
Sergio Y vai à América, de Alexandre Vidal Porto (SP), como melhor romance (prêmio Manoel Carlos Karam). 

Papis et circensis, de José Roberto Torero (SP), venceu a categoria de contos (prêmio Newton Sampaio). 

As maçãs de antes, de Lila Maia (RJ), foi o destaque entre as obras de poesia (prêmio Helena Kolody). 
Cada autor receberá R$ 40 mil e terá sua obra publicada pela Biblioteca Pública, com tiragem de mil exemplares. A entrega oficial dos prêmios e o lançamento dos livros acontecem no dia 11 de dezembro, em evento a ser realizado na BPP. 
“O Prêmio Paraná teve ótima repercussão em todo o País e chamou a atenção da cena literária. A prova disso são as quase 900 obras inscritas. Além disso, ter um autor como José Roberto Torero entre os vencedores é algo bastante significativo. A intenção de recolocar o Paraná no mapa dos grandes prêmios literários foi cumprida de maneira exemplar”, afirma Rogério Pereira, diretor da Biblioteca e presidente da comissão julgadora. 
Segundo Pereira, a meta agora é trabalhar para fortalecer ainda mais o concurso. “O Prêmio terá continuidade em 2013. Já é uma certeza, pois temos recursos garantidos. Serão investidos novamente R$ 200 mil. Por ora, vamos manter as categorias de romance, conto e poesia. No entanto, estudamos alguns ajustes no regulamento, principalmente no que se refere ao ineditismo dos textos nos meios eletrônicos. É algo que já estamos discutindo. Também estudamos a possibilidade de parceria com uma grande editora para que os livros tenham circulação comercial em todo o País. Com isso, a tiragem de mil exemplares seria, no mínimo, dobrada”. 
Comissão julgadora — As 878 obras concorrentes foram avaliadas por um júri formado por nove membros (três em cada categoria). José Castello, João Cezar de Castro Rocha e Luiz Ruffato foram os jurados da categoria Romance. Marçal Aquino, Rodrigo Lacerda e Caetano Galindo escolheram o melhor livro de contos. Heloisa Buarque de Hollanda, Miguel Sanches Neto e Antonio Carlos Secchin analisaram as obras de poesia. 
“Fiquei surpreso com o número de bons textos apresentados. E, igualmente, com a diversidade. Mininarrativas, realismo mágico, brutalismo, experimentalismo, realismo de fina cepa, humor. O Prêmio Paraná me provou que há muita variedade e qualidade esperando os leitores”, afirma o tradutor e professor da UFPR Caetano Galindo. 
O escritor Miguel Sanches Neto também destaca a versatilidade da produção. “Apareceram bons livros nas mais diversas modalidades, dos volumes de haicais à poesia filosófica, das formas tradicionais aos experimentalismos, da poesia lírica à política e ecológica. A seleção foi feita a partir do conjunto, da capacidade de o poeta construir um livro com unidade de linguagem e de voz”, explica. 
“A maior novidade do panorama das letras no Brasil não é, como se poderia pensar, o renascimento da vida literária. Pelo contrário, trata-se do surgimento da experiência literária no espaço público. São dois movimentos diferentes. O primeiro, a vida literária, supunha o círculo restrito de pessoas envolvidas profissionalmente com a literatura. O momento atual demanda a ampliação da experiência literária. Nesse sentido, a criação de um prêmio representa um estímulo muito importante”, diz o crítico e professor da UERJ João Cezar de Castro Rocha. 
Fonte: 
Http://concursos-literarios.blogspot.com 
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12º Concurso de Poesias da UFSJ – Universidade Federal de São João Del Rey (Resultado)

1º LUGAR
José Carlos Santos Peres
Filhos de papel
Presidente Alves – SP
2º LUGAR
André Telucazu Kondo
Lavar
Santo André – SP
3º LUGAR
Alexandre Pastre Gonçalves
Velhos embriões
Andradas – MG
Classificados:
Fátima Soares Rodrigues
Faxina geral
Belo Horizonte – MG
Rosimara das Graças de Paiva
Feita para partir
Conceição da Barra de Minas – MG
Renata Alves Torres
Poema saudoso
Santa Maria de Itabira – MG
Aline dos Santos Silva
Estações (ou canção de ninar)
Barbacena – MG
Gabriel Abílio de Lima Oliveira
Costura
Pará de Minas – MG
Silvana Michele Ramos
O emanado
Belém – PA
Amalri Nascimento
Eco
Brejinho – RN
Djamila Taís Ribeiro dos Santos
Velhas canções
São Paulo – SP
Carmélia de Castro Vargas
Favela(do) eu
Santana do Garambeu – MG
Denise Tavares da Silva
O segredo de uma cidade
Paranavaí – PR
Elisvânia Aparecida Rodrigues Santos
Papel pequenino
Juiz de Fora – MG
Carina Castro Mota de Oliveira
Tecido
São Paulo – SP
Carlos Eduardo Mesquita Magalhães
Grito
Fortaleza – CE
Darcy Ribeiro da Cruz
Pensamento
Rio de Janeiro – RJ
João Paulo Lopes de Meira Hergesel
filosofia
Sorocaba – SP
Evandro Figueiredo Cândido
Poema ventoso
Elói Mendes – MG
Letícia Oliveira Gomes de Faria
Quero construir prédios
Conselheiro Lafaiete – MG
Darly Angélica de Oliveira Barros
Prelúdio
São Francisco do Sul – SC
Jackson Jardel dos Santos
Tomaz
Conselheiro Lafaiete – MG
Hernany Luiz Tafuri Ferreira Júnior
Fórceps
Juiz de Fora – MG
Geraldo Xisto da Silva
Flor mulher
Tiradentes – MG
Artur Mesquita Bicalho
O mar é o mais perto do infinito
São Paulo – SP
Rui do Carmo
Punhais afiados
Belém – PA
Evelyn dos Santos Pereira
Re-ar-anjo
Parauapebas – PA
João Carlos da Silva
Loucura da Cruz
Corinto- MG
Rosana Banharoli
Teresópolis
Santo André – SP
Reginaldo Costa de Albuquerque
Cadeira de balanço
São Sebastião do Umbuzeiro – PB
Flávia Avelino Goursand
Gratitude
Belo Horizonte – MG
Rodrigo Ladeira
A rua
Leopoldina – MG
Márcio Davie Claudino da Cruz
Canção de ninar saudades
Quitandinha – PR
Fonte:

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VIII Concurso de Trovas da UBT Maranguape/CE – 2012 (Resultado Final) 2a.Parte

ABERTO
INTERNACIONAL/BRASIL (Exceto do Ceará)

TEMA: CONTADOR (A, AS, ES)

VENCEDORES (1º ao 5º lugares)

1º. Lugar:

Contador e cantador,
num só tempo eu conto e canto:
conto as rendas do labor;
de outras “rendas” canto o encanto!
Antonio Augusto de Assis
Maringá-PR

2º. Lugar:

Se não me falha a memória,
“Contador” é, com certeza,
Quem escreve e conta a História
Das Finanças de uma Empresa!
Maria Madalena Ferreira
Magé/RJ

3º. Lugar:

O contador competente
Mantém as contas em dia,
É correto e coerente,
Mostra ter sabedoria.
Simão Elane Marques Rangel
Rio de Janeiro/RJ

4º. Lugar:

Parabéns ao CONTADOR!
Ele faz jus ao seu dia :
competente em seu labor,
dá-nos sossego e alegria.
Alba Helena Corrêa
Niterói/RJ

5º. Lugar:

Dupla missão me completa,
ambas de excelso teor:
não bastara ser poeta,
SOU POETA… E CONTADOR!
José Ouverney
Pindamonhagaba/SP

MENÇÕES HONROSAS (6º ao 10º lugares):

6º. Lugar:

Ah! Quem sabe o contador,
Por trás dessas contas frias,
Também não vibra de amor,
Compondo ou lendo poesias!
Ederson Cardoso de Lima
Niterói/RJ

7º. Lugar:

Romântico e sonhador,
com muitas desilusões,
hoje sou um contador
de partidos corações.
Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho
Juiz de Fora/MG

8º. Lugar:

Bela e nobre profissão
Orgulho da economia,
O contador na nação,
Alavanca noite e dia!…
Carlos Alberto de Carvalho
São Gonçalo/RJ

9º. Lugar:

Vai, Contador… seca o pranto
por conta de teus amores.
Sou Contador e garanto:
– Também conto as minhas dores!
Edmar Japiassú Maia
Nova Friburgo/RJ

10º. Lugar:

Curar doença é proeza
De remédios e doutores,
Mas a saúde da empresa
Depende dos contadores!
Renata Paccola
São Paulo/SP

MENÇÕES ESPECIAIS (11º ao 15º lugares):

11º. Lugar:

Nobre e sábia profissão,
indispensável na empresa:
contador é exatidão;
dois é dois, não tem moleza!…
Flávio Roberto Stefani
Porto Alegre/RS

12º. Lugar:

Em minha faixa de idade,
Contador nenhum calcula
O volume de saudade
Que o pensamento acumula.
Luzarte de Medeiros Brito
Parnamirim/RN

13º. Lugar:

O contador tem desgosto
Por não saber onde vai,
A dinheirama de imposto
Que do seu salário sai.
Afonso José dos Santos
Mogi Guaçu/SP

14º. Lugar:

Veja nosso contador:
eficaz e pontual,
um grande conhecedor
da tal escrita fiscal!
Glória Tabet Marson
São José dos Campos/SP

15º. Lugar:

Numa empresa não há ócio
com um bom empreendedor,
mas o lucro do negócio
quem o mostra é o contador.
Eliana Ruiz Jimenez
Balneário Camboriú/SC

DESTAQUES (16º ao 20º lugares):

16º. Lugar:

O tempo, grande senhor,
das noites e das auroras,
é o eterno contador
de todos os dias e horas.
Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho
Juiz de Fora/MG

17º. Lugar:

E não tem nada de louco,
De ciúmes ou de medo…
Contador conversa pouco
Pra não revelar segredo…
Dari Pereira
Maringá/PR

18º. Lugar:

As contas que compartilhas,
Contador, justas e boas,
são a expressão, em planilhas,
da justeza das pessoas.
Sérgio Ferreira da Silva
Santo André/SP

19º. Lugar:

O papel do contador,
É importante na empresa,
com seu saber e valor
ajuda a criar riqueza…
António Boavida Pinheiro
Lisboa/Portugal

20º. Lugar:

No balanço desta vida
o melhor contador, Deus,
ao banquete nos convida,
de paz, nos caminhos Seus..
Maria Cristina Fervier
Santa Fe/Argentina

Trovadores do Estado do Ceará 

VENCEDORES (1º ao 5º lugares):

1º. Lugar:

Para contar toda história
das receitas e despesas,
é figura obrigatória
o Contador, nas empresas!
Nemésio Prata Crisóstomo
Fortaleza/CE

2º. Lugar:

No meu tempo um Contador
Sabia até tabuada,
Hoje no computador
Não precisa aprender nada.
Deusdedit Rocha
Fortaleza/CE

3º. Lugar:

No balancete celeste
fez o Contador Jesus
um lançamento inconteste:
Pecados na Conta Cruz!
Nemésio Prata Crisóstomo
Fortaleza/CE

4º. Lugar:

Superávit, concordata
São termos do contador
Ativo, passivo e data
Patrimônio, borderôtt
Luiz Carlos de Abreu Brandão
UBT-Maranguape/CE

5º. Lugar:
Estimado contador
Vincule-se a UBT
Seja um novo trovador
Esperamos por você.
João Osvaldo Soares (Vaval)
UBT-Maranguape/CE

MENÇÕES HONROSAS (6º ao 10º lugares):

6º. Lugar:

E no balanço da vida
Eu sou como o contador
Não deixo vácuo na lida
Pois nisso sou professor.
Maria Ruth Bastos de Abreu Brandão
UBT-Maranguape/CE

7º. Lugar:

Preste atenção no que digo:
“Valorize o contador”.
Faça dele seu amigo,
Seu caixa será credor!.
Hortêncio Pessoa
Fortaleza/CE

8º. Lugar:

Contador que conta bem
Que se esmera no contar
Conta um, dois, três, dez e cem
Sem ter medo de errar.
Raimundo Rodrigues de Araújo
UBT-Maranguape/CE

9º. Lugar:

Canta… canta… contador
Dê-me logo o resultado
Se o balanço é animador…
Qual é o lucro esperado?
Lúcia Mapurunga
UBT-Maranguape/CE

10º. Lugar:

Um contador graduado
Na escola da sedução
Deixou meu sonho arruinado,
Machucou-me o coração.
Ana Maria Nascimento
Aracoiaba/CE

MENÇÕES ESPECIAIS (11º ao 15º lugares):

11º. Lugar:

Na saúde familiar
É mister um contador
Para as finanças somar
Dividindo com o amor.
Antônio Andrade
UBT-Maranguape/CE

12º. Lugar:

Hoje a mídia mundial
Já não transmite surpresa
O contador é vital
Para o êxito da empresa.
José Aureilson Cordeiro de Abreu
UBT-Maranguape/CE

13º. Lugar:

O contador é ativo
Quando registra, controla
Também demonstra o passivo
Não deixa cair a bola.
Luiz Carlos de Abreu Brandão
UBT-Maranguape/CE

14º. Lugar:

Fui estudar pra Doutor,
Mas desviei-me depois;
Findei sendo Contador
Dessa história de nós dois.
Deusdedit Rocha
Fortaleza/CE

15º. Lugar:

Conta, conta contador
Quanto vale o teu contar,
Pois na escrita o teu valor
É difícil comparar.
Raimundo Rodrigues de Araújo
UBT-Maranguape/CE

 DESTAQUES (16º ao 20º. lugar)

16º. Lugar:

Contadora, uma mulher
Registra e com bem fervor,
Os créditos que ela quer
No balancete do amor!
Francinete Azevedo
Fortaleza/CE

17º. Lugar:

Por entre perdas e um dano,
contadores aparecem.
Mas, ao chegar o fim do ano.
seus pró-labores mais crescem.
Hortêncio Pessoa
Fortaleza/CE

18º. Lugar:

Na Receita Federal
Não devo mais um vitem
Que contadora legal!
Quitou a Sefaz também.
Olga Rosália Silva Pedrosa
UBT-Maranguape/CE

19º. Lugar:

Ah!, se meu dinheiro desse:
dizia meu contador.
Levaria em canto e prece
jóias raras ao meu amor.
Sonia Nogueira
Fortaleza/CE

20º. Lugar:

A vida do contador
É lidar com documento
Trabalhando com amor
É aquele contentamento.
João Alberto Fernandes Augusto
Pentecoste/CE
==============================
ÂMBITO – ABERTO
INTERNACIONAL/BRASIL (Exceto do Ceará)

TEMA: “Patrimônio” (Trova lírica;filosófica)

VENCEDORES (1º ao 5º lugares)

1º. Lugar:

O pai que é pai de verdade,
com pouco ou com muito brilho,
deixa sempre a honestidade
no patrimônio do filho.
Milton Souza
Porto Alegre/RS

2º. Lugar:

Patrimônio não almejo,
Não me seduz metal nobre,
O que, na vida, desejo,
É ser feliz, mesmo pobre.
Luzarte de Medeiros Brito
Paranamirim/RN

3º. Lugar:

O patrimônio ideal
é o amor, não o dinheiro:
só a riqueza moral
tem o lastro verdadeiro!
Alba Helena Corrêa
Niterói/RJ

4º. Lugar:

O patrimônio que tenho
com orgulho, manifesto.
Tive em família e me empenho
de ser bom e ser honesto.
Antônio Carlos Rodrigues
São Gonçalo/RJ

5º. Lugar:

O patrimônio maior
– saldo da luta… sofrida -,
Todos sabemos de cor:
É o bom exemplo de vida.
Roberto Resende Vilela
Pouso Alegre/MG

MENÇÕES HONROSAS (6º ao 10º lugares):

6º. Lugar:

Chico Anísio, patrimônio
do povo maranguapense,
contraiu seu matrimônio
com um Brasil mais circense.
Olympio da Cruz Simões Coutinho
Belo Horizonte/MG

7º. Lugar:

Teu patrimônio é medido
pela riqueza em cifrões.
Vale mais o meu … erguido
pelo amor nos corações!
Edmar Japiassú Maia
Nova Friburgo/RJ

8º. Lugar:

Patrimônio bem cuidado
não é só na aplicação;
tem mais valor partilhado
fazendo o bem ao irmão.
Eliana Ruiz Jimenez
Balneário Camboriú/SC

9º. Lugar:

Feliz quem subiu na vida
e um bom patrimônio tem,
se esforçando na subida
mas sem pisar em ninguém.
Licínio Antônio de Andrade
Juiz de Fora/MG

10º. Lugar:

O patrimônio moral
tem muito mais garantia
do que bem material,
pois, seu valor não varia…
Geraldo Lyra
Recife/PE

MENÇÕES ESPECIAIS (11º ao 15º lugares):

11º. Lugar:

Meu patrimônio na vida
ninguém supera em valor,
é você, minha querida,
o meu grande e eterno amor.
Licínio Antônio de Andrade
Juiz de Fora/MG

12º. Lugar:

Este belo patrimônio
que o velho pai conquistou
só reforçou o matrimônio
da prole que ele gerou.
Maria Conceição de Paula
(Conceitita)
S. José dos Campos/SP

13º. Lugar:

Mais do que luxo e oportunas
ostentações materiais,
mais que sólidas fortunas,
patrimônio… é muito mais!!!
José Ouverney
Pindamonhangaba/SP

14º. Lugar:

Se um país tem conseguido
Patrimônio cultural,
é sempre reconhecido
em âmbito mundial!
Glória Tabet Marson
São José dos Campos/SP

15º. Lugar:

Pelo caminho plantei,
as sementes de amizade,
e um patrimônio eu herdei
colhendo a felicidade.
Vanda Alves
Curitiba/PR

DESTAQUES (16º ao 20º lugares):

16º. Lugar:

Olho a Família… e o que vejo?
Um patrimônio sagrado;
aval de tudo que almejo,
sempre ao alcance… a meu lado!
José Ouverney
Pindamonhangaba/SP

17º. Lugar:

Por graça de Santo Antônio,
A quem fizeste oferenda,
És o maior patrimônio
Do meu imposto de renda.
Luzarte de Medeiros Brito
Paranamirim/RN

18º. Lugar:

Patrimônio, quando herdado
sem o trabalho do braço,
traz a marca de um reinado
que vem fadado ao fracasso.
Neide Rocha Portugal
Bandeirantes/PR

19º. Lugar:

O patrimônio de um povo
é: saúde , educação,
preservar o velho e o novo,
e saber o que é Nação!
Dilva Maria de Moraes
Nova Friburgo/RJ

20º. Lugar:

Patrimônio tem valor
Que devemos preservar
Símbolo do nosso amor
Num futuro secular.
Maria José Fraqueza
Algarve/Portugal

TROVADORES DO ESTADO DO CEARÁ

TEMA: PATRIMÔNIO (S) [l/f]

VENCEDORES (1º ao 5º lugares):

1º. Lugar:

Embora sem matrimônio
Posso viver sonho alado
Vendo que meu patrimônio
É ter você ao meu lado.
Ana Maria Nascimento
Aracoiaba/CE

2º. Lugar:

Patrimônio, se desgasta,
e por vezes envaidece.
Do próprio Deus nos afasta,
quando a riqueza aparece.
Hortêncio Pessoa
Fortaleza/CE

3º. Lugar:

Meu patrimônio, acreditem,
Feita a Contabilidade,
Superavitou num ítem
Da Sub-Conta Saudade.
Deusdedit Rocha
Fortaleza/CE

4º. Lugar:

A vista longe alcançava
Numa visão deslumbrada,
o patrimônio que alçava
ruína e pouca jornada.
Sonia Nogueira
Fortaleza/CE

5º. Lugar:

O patrimônio se faz
Com muita perseverança
E muita alegria traz
Na vida com esperança.
João Alberto Fernandes Augusto
Pentecoste/CE

MENÇÕES HONROSAS (6º ao 10º lugares):

6º. Lugar:

Quem tem esse patrimônio
Só é pobre se quiser
Já me disse Santo Antônio
Que beleza de mulher.
João Osvaldo Soares (Vaval)
UBT-Maranguape/CE

7º. Lugar:

Contador é patrimônio
Da nossa sociedade
Faz do dever matrimônio
Na falta fica a saudade.
Raimundo Rodrigues Araújo
UBT-Maranguape/CE

8º. Lugar:

Patrimônio, bens, legado
Mas também dor de cabeça
Impostos, taxas, cuidado!
De pagá-los não se esqueça.
Maria Ruth Bastos de Abreu Brandão
UBT-Maranguape/CE

9º. Lugar:

Aquele teu patrimônio,
Tão de repente fugiu.
Foi jogar com o demônio,
Tudo que tinhas sumiu.
Olga Rosália Silva Pedrosa
UBT-Maranguape/CE

10º. Lugar:

No balancete da vida
sua conta Patrimônio,
com saldo, mostra a subida,
de seu ganho e matrimônio!
Nemésio Prata Crisóstomo
Fortaleza/CE

MENÇÕES ESPECIAIS (11º ao 15º lugares):

11º. Lugar:

O patrimônio da terra
herança que Deus nos deu,
está falindo na guerra
o homem não percebeu.
Sonia Nogueira
Fortaleza/CE

12º. Lugar:

Tal qual colcha de retalhos,
o patrimônio te cobre.
Se praticas atos falhos,
cada vez ficas mais pobre.
Hortêncio Pessoa
Fortaleza/CE

13º. Lugar:

Trago, guardado no peito,
Um patrimônio de amor,
Registrado pelo eleito
De meu imo sonhador.
Ana Maria Nascimento
Aracoiaba/CE

14º. Lugar:

O Patrimônio mais raro
Ou avultado, talvez,
De modo algum eu comparo
Ao nascido da honradez.
Deusdedit Rocha
Fortaleza/CE

15º. Lugar:

Quem tem um bom patrimônio
Sozinho não vai ficar
Logo encontra matrimônio
Mas vai sempre lamentar.
Lúcia Mapurunga
UBT-Maranguape/CE

DESTAQUES (16º ao 20º lugares):

16º. Lugar:

Quem acumula riqueza
só pensando em Patrimônio
não conhece a singeleza
do viver como campônio!
Nemésio Prata Crisóstomo
Fortaleza/CE

17º. Lugar:

Patrimônio sim senhor
Da nossa escrituração
É dever do contador
Somar inteiro e fração.
Raimundo Rodrigues Araújo
UBT-Maranguape/CE

18º. Lugar:

Patrimônio é riqueza,
Porém o pobre de espírito,
Jamais consegue a nobreza,
De celebrar o seu rito.
José Abdon Vasconcelos de Melo
Eusébio/CE

19º. Lugar:

O patrimônio decerto
Na ciência tem fator
Para o balanço dar certo
Conte com o Contador.
Luiz Carlos de Abreu Brandão
UBT-Maranguape/CE

20º. Lugar:

Patrimônio na evidência
É espelho das empresas
Contador por excelência
Demonstrações com clarezas
José Aureilson Cordeiro de Abreu
UBT-Maranguape/CE

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XXVII Concurso de Poesia ‘Brasil dos Reis’ (Resultado Final)

Tema: Caminho – Soneto Nacional

1º – Thereza Costa Val
Cuidados no caminho
Belo Horizonte / MG

2º – Antônio Roberto de Carvalho
Caminhante
São Paulo / SP

3º – Edmar Japiassú Maia
Ladeira
Rio de Janeiro / RJ

4º – Luna Fernandes
Caminho do bem
Rio de Janeiro / RJ

5º – Antônio Carlos T. Pinto
Revolta
Brasília / DF

6º – Wanda de Paula Mourthé
Convite de estrelas
Belo Horizonte / MG

7º – Maria Madalena Ferreira
Meus caminhos
Magé / RJ

8º – José Messias Braz
Versos negros
Juiz de Fora / MG

9º – Roberto Resende Vilela
Caminhada
Pouso Alegre / MG

10º – Gilson Faustino Maia
Meu conselho
Petrópolis / RJ

Tema: Natureza – Verso Livre Nacional

1º – Thiago Oliveira de Carvalho
Natureza morta
Rio de Janeiro / RJ

2º – Marcelo Zanconato Pinto
No palco da natureza
Juiz de Fora / MG

3º – André Telucazu Kondo
A cada folha
São Paulo / SP

4º – Edna Valente Ferracini
Natureza
São Paulo / SP

5º – Lohan Lage Pignone
Natureza desumana
Trajano de Moraes / RJ

6º – Maria Romana Costa L. Rosa
Amar a natureza
Faro – Portugal

7º – Heloísa Zanconato
Natureza
Juiz de Fora / MG

8º – Nathalia da Cruz Wigg
Múltiplas naturezas
Rio de Janeiro / RJ

9º – Renato Vieira Ostrowski
Natureza
Campo Magro / PR

10º – Simone Alves Pedersen
Corram…
Vinhedo / SP

Tema: Infância – Soneto Regional

1º – Neusa Aparecida M. Maia
Lembranças
Angra dos Reis / RJ

2º – Rose Lopes
A infância
Angra dos Reis / RJ

3º – Rita de Cássia L. Dardengo
Resto de infância
Angra dos Reis / RJ

4º – Ronaldo Oliveira Santos
Infância , a melhor vinha…
Paraty / RJ

Tema: Velhos Casarões – Verso Livre Regional

1º – Leilda Pereira Leone
Velhos casarões
Rio Claro / RJ

2º – Lisabete Lopes Loureiro
Velhos casarões
Rio Claro / RJ

3º – Silvia Alice de C. Soares
Relicários
Angra dos Reis / RJ

4º – Sebastião Isidro de Araújo
Velhos casarões
Angra dos Reis / RJ

5º – Lenine Sérgio de Moura
A corte e os velhos casarões
Angra dos Reis / RJ

6º – Maria Helena U. C. Fonseca
A vida da gente
Angra dos Reis / RJ

7º – Maria José Moreira Dias
Velhos casarões
Angra dos Reis / RJ

8º – José Carlos de Almeida
Uma viagem no tempo
Angra dos Reis / RJ

9º – Tânia Lima
Temores
Angra dos Reis / RJ

10º – Denise Constantino da Fonseca
O beijo selador
Angra dos Reis / RJ
Fonte:
Http://concursos-literarios.blogspot.com

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Concurso Cultural ‘Porto Alegre, meu lugar’ (Cronicas Vencedoras)

As três melhores crônicas:

“Sobre Porto Alegre”, de Gabriel Braga Zarth, 17 anos;

“Porto Alegre, Paris de Minha Infância”, de Maria Lenira Souza Pereira, 57;

“Porto Alegre, Meu Lugar”, de Ricardo José de Souza Almeida, 50.

Fontes:
http://www.correiodopovo.com.br/
http://concursos-literarios.blogspot.com

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Concurso Cultural ‘Fábrica de Poesia’ (Resultado Final)

LIMERIQUE

1º LUGAR – Elton C. A. Júnior (Bauru – SP)
2º LUGAR – Tatiane Panzarini Labliuk (Pirapora do Bom Jesus – SP)
3º LUGAR – Vera Lúcia Scherer (Rio Grande – RS)

HAICAI

1º LUGAR – Altair Cachone (Londrina – PR)
2º LUGAR – Sérgio Bernardo (Nova Friburgo – RJ)
3º LUGAR – Samantha Costa de Sousa (Paragominas – PA)

CORDEL

1º LUGAR – Arlene Moreira Rodrigues (Belo Horizonte – MG)
2º LUGAR – Elenir Ferreira Nunes Gonçalves (Buritizeiro – MG)
3º LUGAR – Roque Aloisio Weschenfelder (Santa Rosa – RS)

SONETOS

1º LUGAR – Rosane Granja Fernandes (Petrópolis – RJ)
2º LUGAR – Francisca Alana Araújo Aragão (Sobral – CE)
3º LUGAR – Leandro Raimundini (Batatais – SP)

Fontes:
http://educarparacrescer.abril.com.br/concurso-cultural/fabrica-de-poesia/resultado.shtml
Http://concursos-literarios.blogspot.com

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Varal de Poesias da UNIFAMMA, de Maringá (Poesias Finalistas)


1. lugar:

PATCHWORK
Perpétua Conceição da Cunha Amorim (Franca, SP)

Cá com os meus botões
Alinhavo sentimentos rotos
Num emaranhado de cores
Desafiando o tempo e as diretrizes
Abarrotados de promessas descumpridas
Cinzas de um carnaval vencido
Sem data
Sem valia

Com linha de cor forte
Cirzo as emendas do ontem
Num tecido fino de espera.
Desenho arabescos
E sigo o ponto atrás das correntes
Sem nó
Sem dó

Cá com as minha dúvidas
Teço os dias e desfaço as noites
Com agulhas impiedosamente cegas.
A rotina sangra-me as mãos
Sangrando continuo
Sem prumo
Sem rumo

2º lugar

DICIONÁRIO
Lucas Corrêa Mendes (Araguaína To)

Vindo da uva, vinho tinto,
Quebra do ovo, vida do pinto,
Busca do álcool, alcance da fuga,
Sina do copo, bebida à culpa.

O risco que desce o rapel,
O risco que mancha o papel,
O que descreve o próprio umbigo,
O que escreve o ambíguo.

A pele da presa na unha do predador,
A fé presa na palavra do pregador,
O peso da amizade que se preza,
O preço da novidade que prega peça.

A venda que cobre os olhos do vendado,
A venda que cobra o valor do vendido,
A escolha que provoca o rejeitado,
A escola que promove o escolhido.

Ter sorte pra ser mais amado,
Ser forte pra ter menos risco,
A fala que manifesta o falado,
A falha responsável pelo falido.

O freio da beleza, baque da imagem,
O feio da leveza, peso sem gravidade,
O feito certeiro e ultrapassado virou “ex-ato”,
O defeito, eterno condenado, foi humanizado.

O desejo tímido é “sub-atração”,
A antipatia em demasia é “multi-implicação”,
A atitude, nua, sem endereço, não alcançada,
A altitude do baixo da rua pro tropeço no engano da calçada.

A palavra que, distraída, emudece o ato,
A razão, que se diz traída, muda o que falo,
O som da palavra que combina…
Equivale ao poder da rima.

3º lugar

POEMINHA PRA QUEM TEM MEDO DE AMAR
Andréa Cristina Francisco (Mogi das Cruzes, SP)

Quem tem medo de amar
tem coração que nem coração de passarinho
que se assusta fácil
e sai voando fugido

É menino triste
que pensa que Amor é gaiola

– Amor é gaiola não, menino,
gaiola é medo
Respira firme
que Amor é ipê!

4º lugar

FANTASMAS
Simone Alves Pedersen (Vinhedo, SP)

Com o passar dos anos:
A minha biografia amarelou
Como meus dentes;
A memória embranqueceu
Como meus cabelos;
O passado escureceu
Como o futuro.
Os filhos cresceram
Casaram-se e mudaram-se.
O cachorro morreu.
O gato também.
Até o pó se retirou
Para lugares onde abrem as janelas.
A televisão antes me incomodava,
Agora preciso de aparelho para ouvi-la,
Minha única companhia.
Não tenho mais bagunça para organizar,
Não recebo visitas para me estressar,
Não gasto com pizzas nem refrigerantes,
Que sumiam nas mãos dos adolescentes.
Nem o telefone toca.
O despertador sim! Faço questão de saber que horas são…
Apesar de dormir menos com o passar dos anos
E estar acordada quando o galo acorda o relógio,
Tenho um rádio que fica ligado o dia todo.
As vozes dos radialistas afastam os meus fantasmas,
Que ficam espreitando, esperando,
A hora que me deito…
É quando eles se aproximam.
Sentam-se na minha cama,
Seguram a minha mão e choram comigo.
O nome deles?
Arrependimento, fracasso e solidão.

5º lugar

DE SECAS E VERDES
Francisco Ferreira (Betim, MG)

Cantador, se quiseres cantar;
vê que te não aconselho,
os tempos são difíceis!
Mas se imperativo for,
que cantes aleluias
às alegrias da chuva nova
na poeira velha e o cheiro bom
do bom barro de telha branco.
Ou o ocre dos ceramistas,
o branco das terracotas
e o ocre dos santeiros
nos cheiros molhados dos terreiros.

Não é que te queira ensinar
o ofício – de padre dizer missa –
(longe de mim).
É que os tempos são de seca,
são difíceis.
O mundo está sinistro.
Digo isto só para parecer mais jovial.

Mas se quiseres calar
(veja que não te censuro)
se acaso, porém, insistires,
que cantes a paz.
As harmonias de abelhas e vespas
e formigas em seu fatigar
– operárias em construção –
na produção de alimentos
e no tornar fronteiras mais seguras.
Vidas mais úteis, vidinhas miúdas…
Ah, cantador, se os governos
fossem assim, tão eficientes!
Seríamos formigas maiores
e mais úteis, te garanto!
E nossas vidas, melhores.

Não que me queira queixar
é que a seca destes tempos sombrios
tornou agreste a minha alma
e desertificou o meu espírito.
O nosso destino de veredas
é alimentar rios.

Se, calado, quiseres cantar e depois emudecer,
(veja que não te pressiono, nem apresso),
já que, por ti, tenho tanto apreço.
É que nestes tempos secos
de dificuldades, cantar é dorido.

Mas se, de todo, quiseres te expressar,
que cantes jardins
belezas de moral em cachos,
canteiros floridos de ética,
floradas de justiça
e leiras e leiras de democracia.

Não é que te queira
dizer o que dizer.
É que aqui, ao sul do equador,
são tempos de seca,
qualquer fagulha pode atear incêndios
e tiranias.

6º lugar

CENA MUDA
Nelsi Inês Urnau (Canoas, RS)

Século vinte e um
Família – pedaços. Laços… nenhum!
Às vezes, tantas, se amedrontam…
Não se reúnem, nem unem,
se encontram, se defrontam
conhecidos, estranhos… e a televisão.
Chiclete, bocejo, silêncio, tensão…

Olhos furtivos, lampejos, desejos
pescando imagens. Vidas em conflito,
entre cifras e delitos
de vazios, brios sem fulgor,
incertezas, tristezas e dor…
Em histórias tão banais, tão iguais!

Ceia muda… não há o que dizer.
Ora! Hora assim, tudo perde o sentido.
Qualquer palavra diz pouco
qualquer gesto, risco torto
que inflama a chama
vulcão ambulante morto…

A cena muda
adormece ao cair da chuva.
Enquanto à massa os corpos se reduzem,
as mentes se acalmam e se esquecem…
enquanto a vida continua
disparada na luta crua
em contínua cena muda.
É século vinte e um.

7º lugar

FÚRIA ESCREVINA
Rômulo César Lapenda Rodrigues de Melo (Joinville, SC)

Escrever, escrever furiosamente como quem tem um dragão no intestino, cheio de dor de dente, escrever silenciosamente no silêncio que só o solitário sente, com torpor, com loucura e escrever, escrever, e só depois pensar em viver, a sorrir, a chorar, a sofrer, usar a borracha para morrer no silêncio temente, acordar para escrever, beber, cheirar letras em pó, escrever com a sede dos bêbados, com as ideias dos loucos, com a exata amoralidade dos psicopatas, dormir só para poder não morrer e morrendo de escrever vencer a próxima página, com a imprecisão desconcertante dos gênios, a pureza dos gentios, a safadeza das diabas, a podridão dos vermes, com a segurança dos equilibristas cegos, a pujança dos halterofilistas magros, escrever, escrever e depois apagar, rasgar folhas, costurá-las, remontá-las e escrever, e se for só a escrever, é depois remoer, ver as folhas voarem ao cesto sepulcro, regurgitar a bile no fundo da posta dormente do fígado, escrever feito demente e apagar, rasgar, escrever até o calo do dedo sangrar, escrever feito doente querendo remédio urgente, escrever sem nem pensar, roubando o dízimo da boca do crente, escrever suicidamente, feito cervo na beira do rio, esperando a bocada do crocodilo, escrever mesmo sem pé, nem cabeça doida fervente, os pensamentos dessa nossa gente, escrever, apagar, escrever, mais tarde refogar no caldeirão dos inconsequentes, ser canibal da própria mente, exorcista da alma, pinça em bicho de pé, ataque de tubarão branco, escrever desavisadamente, como quem anda à beira do precipício, cai e na queda, sem suplício, escreve o cair na poeira, e parado ao chão cansado da madrugada inteira, quando nada restar, nem a sobrancelha, há de haver uma letra brilhando pungente.

8º lugar

AH! MAR
Hernany Luiz Tafuri Ferreira Júnior (Juiz de Fora, MG)

ah! mar
inunda-me sem limites
sê céu
sê água
horizonte bem ali adiante.

ah! mar
falta-me coragem
para ser pirata
nesta viagem
hastear bandeira –
busca certeira por teus tesouros –
intenso aceno com lenço
imagem de que não me esqueço
oh! mar imenso
em terra firme permaneço.

mineiro desconfiado
contento-me com água de coco
enquanto contemplo
mar em tudo quanto é lado.

e de sereia em sereia
serei sempre um bobo
que não sairá da areia!

9º lugar

PÉS
Hernany Luiz Tafuri Ferreira Júnior (Juiz de Fora, MG)

Alumbrado,
calado,
caminho apoiado
na palavra
pé:
pé direito à frente
do esquerdo, depois
atrás do pé de
vento que
balança o pé
de fruta: pé
de moleque
descalço, no
encalço da ilusão:
em pé de guerra,
pede para amarrar
o cadarço e continua,
passo a passo,
a subir o pé
de feijão.

10º lugar

MEMÓRIAS
Denivaldo Piaia (Campinas, SP)

O quadro-negro da memória
Guarda frases rabiscadas:
Não pode…
Não deve…
Educação cercada de muros,
Tranca nas portas, vidraças opacas,
Medo.
Incoerentes correntes
Aprisionam sonhos e voos,
Pés pretos de branco jugo
E as porteiras.
Atam mãos sossegadas às suas almas mortas,
Janelas bocejando ao sol fresquinho da manhã.
E o vento venta,
Sopra segredos,
Range lamentos.
Revela histórias e lendas,
Esparrama glória pelas sendas
Assoviando em quinas,
Indiferente, nas esquinas.
Venta vento, ventania,
Em desbocada poesia.
Que leve tudo para bem longe
Soprando nuvens para reinventar formas.
—–

Fonte:
Simone Pedersen

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