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Nilton Manoel (São Paulo é Esperança Todos os Dias)

 

Estação da Luz

450 ANOS DE SÃO PAULO

O sonho da vida está na vida do sonho.
(Nilton Manoel, em Grilos na ponta do lápis)

1
No meu antigo toca discos,
ouço com muita atenção,
lindas canções de outrora:
– “São Paulo  Quatrocentão”,
da “Rapaziada do  Brás”…
O “Trem das Onze me traz”,
saudade e muita emoção.
2
O trem pelos velhos trilhos,
a história do povo escreve!
e a cidade em seu cenário
sempre arrojada se atreve
a plantar modernidade;
sofra a gente com a saudade,
o progresso não é breve.
3
São Paulo, não perde tempo,
inova, protege, acolhe,
quer sua gente contente
não há garoa que molhe,
o entusiasmo dessa sina;
quem vence sua rotina
dá vida aos sonhos que escolhe.
4
O povo quer movimento,
quer cenário, quer ação,
quer futuro e conforto
pela glória da nação…
Todo mundo quer ter paz,
como é bom sonhar no Brás,
há poesia nesse chão!
5
Sou paulista do interior
e passo a vida na estrada,
quem gosta de movimento
quer vida facilitada:
– ao modernismo dou fé,
por todo lado dá pé,
se a cidade é bem cuidada…
6
Quando estou na capital
tenho eficiente o transporte;
seguro, rápido, alegre,
em toda estação o bom porte
que, nem posso imaginar
sem metrô pra trabalhar…
Ser pontual é ser forte!
7
A inspiração não me falta
e até me lembro que, a gente,
há trinta e cinco anos tem,
esse serviço excelente
que movimenta a cidade
e dá ao povo a vontade,
de viver mais… felizmente!
8
São estações variadas
espalhadas pela cidade,
elevados, com plataformas
e na sua versatilidade,
põe no cenário, poesia,
integra-se com a ferrovia,
caminho de prosperidade.
9
Entre fixas e rolantes,
gente que faz movimento
no ganha pão habitual…
paro, olho e  meu pensamento
cola imagens que, resumo
para as falas de consumo…
Reportagens do momento!
10
Quem tem vida solidária
dá valor à cortesia:
por favor… muito obrigado…
dá licença… que poesia,
nas convenções sociais;
todos nós somos serviçais,
pelo pão de cada dia.
11
Jânio Quadros fez história
melhorou a imagem do Brás.
com novas edificações
e o povo cheio de paz,
se orgulha a todo o instante,
por ser sempre o Bandeirante,
de eras que não voltam mais…
12
Nossa vida que é cíclica,
deve a Anchieta, o jesuíta,
que nem sabia, Senhor!
a vida rica e catita
que sua instalação
da história da fundação,
seria plena e bonita.
13
Na sequência do transporte
o tempo não segue à toa
e o cenário num instante
de São Paulo da garoa
vai e volta com o metrô
rápido como um alô
de celular… Coisa boa!
14
Na integração, a saudade
que traz Maria Fumaça
é recompensa gostosa
é vida cheia de graça
é tempo cheio de glória
é povo que faz a história
nas estações em que passa.
15
Sertanejo, deslumbrado,
da capital do Interior,
Paro e olho como poeta
e fotografo com amor,
a cidade velha e a nova…
Faço haicai, cordel e trova,
São Paulo em tudo tem cor.
16
Fora e dentro da paisagem
do metrô, pelas estações,
a moda que inventa moda
tem espaço de emoções,
nos projetos culturais,
além de artes visuais
concertos e belas canções
17
Viajando, cheio de sonhos,
o usuário com vigor,
faz a vida mais contente,
tem no metrô, o esplendor,
do minuto brasileiro.
Sabe que tempo é dinheiro
e dinheiro é vida e valor.
18
Nestes bons trinta e cinco anos
dos quais dez Companhia
de Trens Metropolitanos.
São Paulo que é poesia.
tem seus pontos cardeais
movimentos cordiais,
na vida do dia a dia…
19
Entre túneis e superfícies.
neste cenário bacana,
paz pelas quatro estações
com as vitrines de Ikebana…
Esculturas e poesia…
O jornal de todo o dia…
É obra que de Deus emana.
20
Nesse progresso incomum
de terra quatrocentona
dos cafezais à indústria
ao comércio em maratona
o povo que se desdobra…
O imigrante tudo cobra
da cidade que emociona.
21
Cenário amigo é o Metrô!
solidário,  nada esconde…
Relembre através da história
a vida dura do bonde,
no meu relógio de ponto…
Todo mês quanto desconto!
A rapidez corresponde.
22
“São Paulo dos meus amores”
treze listras das bandeiras
progressista a todo o instante
de vida gentil de ordeira
cidade que se desdobra,
urbanidade que sobra
pela pátria brasileira.
23
Nesta vida, coisa boa,
meu trem das onze, é fulgor,
corre até a meia-noite;
é transporte de valor
é segurança de fé
é sorriso que dá pé
é verso de cantador…
24
Vai-e-volta, gente bonita,
da pátria do bom cidadão
em sua faina diária,
carteira assinada ou não
que, São Paulo que é formiga
também é cigarra e abriga
a saga da Educação.
25
Neste  mundo transversal
temas escolares tantos,
em seu cenário tem vida…
Num programa, com encantos
comunitários, o fascínio,
dá a todos tirocínio
da grandeza em todos cantos.
26
No “Ação Escolar” projeta
a influência, positiva,
do metrô pela cidade…
Movimento que motiva,
no urbanismo, novos lares,
é nos bancos escolares,
consagra-se em voz ativa.
27
Os conceitos cidadãos
são plenos em toda parte
faz da cultura de então
dar vivas a vida com arte
que o visual é fartura
que encanta, fascina e apura,
É saber que se reparte…
28
Como patrimônio público
paisagístico e de transporte
Metrô é riqueza da história,
trouxe à vida a melhor porte,
é tudo que o povo queria…
Foguete de todo o dia
do meu trabalho, o suporte.
29
São Paulo é renovação,
canteiro da arquitetura,
pátria de nossos estados
onde se sonha fartura…
Ambição a luz do dia
de noite sonho e poesia…
Vive-se bem… A vida é dura!
30
Por todas as linhas que passo,
por todos sonhos que planto
a trabalho ou a passeio
O metrô tem seu encanto
viajo em paz, sossegado,
feliz e cheio de agrado
e meus limites suplanto.
31
Recordo dos velhos tempos
do transporte e nossa história…
Museu Gaetano Ferolla
têm muito da trajetória…
O bondinho da novela
se à saudade dá trela?
Metrô é conforto e glória!
32
Salve os metroviários. Viva!
gente amiga e de paz!
quem trabalha por São Paulo,
é ordeiro em tudo que faz.
Viva minha gente de fé,
em Sampa tudo da pé!…
Viva o Metrô!  Viva o Brás!

Fonte:
O Autor

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Nilton Manoel (Baú de Trovas)

A noite calada e escura
que silencia meu pranto,
revela toda a amargura
na falta de teu encanto.

Com esse salário de fome…
sem ver a cor do dinheiro,
pobre, nem papel consome…
Fazer o que no banheiro.

Com meu freezer sem nadinha,
vou amargando o rosário;
Quem come pão com farinha
sabe o que vale o salário.

Conduzindo arma sem porte,
foi detido o valentão,
que, da praia, por esporte,
vinha abraçando um canhão.

Deriva, momento incerto,
em que a vida segue a esmo,
mas quem vai de peito
vence a tudo,até a si  mesmo .

Do jeito que a coisa vai
em tudo se põe durex…
pobre, sem panela sai
pra comer de marmitex.

Dos meus sonhos eu bendigo
as passadas frustrações;
Hoje é mais puro o meu trigo
sendo humilde nas ações.

Em férias, certo doutor,
ganha auréola de moleque,
quando perde sua cor,
no exagero de um pileque.

Fez-se pai o jornalista
e, uma ideia lhe desfralda:
– Batiza a filha, o egoísta,
com o nome de… Jornalda!

Homem maduro tem força;
firme, enfrenta ondas e ventos…
por mais que os anos lhe torça,
jamais perde os bons momentos.

Indo por outros caminhos
neste mundo, às vezes rude,
vou fugindo dos espinhos
pois, das mulheres, não pude!

Leia a sorte, meu senhor!
-Que sorte tenho cigana?
mãos de pobre professor
vive sem linhas e  grana.

Muda o  mundo…tudo muda!
mas no campo do saber
há quem todo o tempo estuda,
mas é “verde” de morrer.

Na caminhada, maduro,
ponho fogo na fornalha;
quero deixar no futuro,
as lições de quem trabalha.

Não existe culpa imensa
para quem crê no perdão,
tendo o Deus de sua crença
tranqüilo em seu coração

Na rua, toda nuazinha,
escondendo a cara santa,
no carnaval da Lurdinha,
até morto se  levanta

Nesse comércio bizarro
de promoção de viés.
Ainda venderão carro
dando de brinde mais dez.

No espaço da folha branca
o universo do escritor,
torna a vida bem mais franca
se traça versos de amor.

O meu palácio encantado,
onde o ano todo é natal,
é um quadradinho alugado,
chamado “caixa postal”!

O mundo – pleno em magia,
nossa bola de cristal,
mesmo amargo, traz poesia,
aos momentos mais sem sal.

Por entre as pedras da fonte,
cantante em sai alegria,
o bardo vê no horizonte
sua fonte de poesia.

Promoção de negro humor
em grandes filas, à vista;
qualquer “lixo” tem valor,
na glória do varejista…

Quem como eu faz poesia,
sabe que a glória é completa:
– Ninguém aposenta o dia
de trabalho de um poeta.

Quem tem coração de paz
vive de culpa liberto,
porque faz do  bem que faz
um céu de Sol mais aberto.

Quem tem vida vive atento
pelos caminhos que enfrenta;
brinda as farpas do momento
com chocolate e pimenta.

Ribeirão Preto é café
-terra amiga e sempre nova-
quinze décadas de fé
que todos cantam em trova.

Sem ter bolas de cristal,
quem sabe onde pisa faz
de sua estrada um rosal
se é do Bem e pela paz.

Sem ter calçado e camisa
pra não cair na prisão,
salário de pobre é a brisa
mal dá pra comprar o calção.

Talento é ter arte e graça
brincando com a vida séria;
pobre curte até a desgraça
com o salário da miséria.

Viver pobre é contramão
mundo triste de aguentar;
A sorte que traz o pão
enfrenta os jogos de azar.

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XXVI Jogos Florais / XIV Jogos Florais Estudantis de Ribeirão Preto– 2013 (Prazo: 21 de Março)


Prazo: até 21 de março de 2013.

Resultado: final de abril.

Tema Municipal
Liricas/Filosóficas: Direito
Humorísticas: Torto

Tema Nacional
Liricas/Filosóficas: Muralha
Humorísticas: Cerca

Tema Estudantil
Liricas/Filosóficas: Fada
Humorísticas: Bruxa

Remessa:
Sistema envelopes brancos (8/11) em ARIAL

União Brasileira de Trovadores
Caixa Postal 448
CEP: 14001-970 
Ribeirão Preto-SP-Brasil.

Fonte:
Nilton Manoel

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Ribeirão Preto em Trovas


A paixão é estranho jogo
 que, de súbito, esparrama
 mil labaredas de fogo,
 porém, breve cessa a chama.
 AIDER CRUZ DE OLIVEIRA

Minhas mágoas vejo, agora,
no cristal das águas mansas,
no mesmo rio que, outrora,
me refletia esperanças.
ALMÉRIA PAIVA CIONE

Fugindo aflita, assustada,
aos pulos o coração,
sem sorte, sala fechada,
dá de cara com o ladrão!
ANA ROMANO SANTORO

No transparente cristal,
vislumbro de Deus o rosto,
na forma transcedental
do Tudo… no nada exposto.
ANTONIO CARLOS TÓRTORO

A mãe é um ente sublime
que Deus nos deu por herança;
cada vez mais ela exprime
amor,fé,paz e esperança.
BENEDITO IVO PINTO (+)

Numa gota de cristal
que de teus olhos fugia,
eu pude ver, afinal,
que era amor o que caía…
BRANCA MARILENE MORA DE OLIVEIRA

A chama do fogo sente
 que nem sempre tudo é festa
 e queimando descontente
 vai devastando a floresta.
CAVALHEIRO VERARDO NETO

Como cristal em pedaços
espalhados pelo chão,
são sem valor seus abraços
na mentira da paixão…
DULCE CIONE MALDONADO

Oh! Ribeirão Preto antiga
dos barões e cafezais…
Nova cidade que abriga
os grandes canaviais.
ELIANE APARECIDA PEREIRA

Amo ler, e bem escolho
no livro a mensagem certa,
o conteúdo eu recolho,
não deixo a mente deserta!
ELISA ALDERANI

O meu vizinho Clemente,
 comemorando no jogo,
 deu um beijo tão ardente
 que o bigode pegou fogo.
 ELZA MORA

Que o natal me traga paz,
fraternidade e alegria;
que eu seja sempre capaz
de seguir a mãe Maria!
FRANCISCA DE A. RODRIGUES

Para a gente ser feliz
é preciso muita paz;
pensar sempre no que diz;
o resto, o coração faz.
GISLAINE KIKUGAWA

Nunca vi algo tão lindo,
nada tão encantador,
que a natureza sorrindo,
desabrochando uma flor!
HELENA AGOSTINHO
Brincava sempe com fogo
 minha azarada vizinha,
 namorava um pedagogo
 que era chefe de cozinha.
IVAN AUGUSTO DE ANDRADE TEIXEIRA

Vale mais, no último instante,
no acerto da redenção,
a humildade do gigante
que a prepotência do anão.
JOSÉ MARIA M. DE MIRANDA (+)

Não traz perene alegria
taça de cristal na mão!
Esse prazer não expia
as nódoas do coração!
JOSUÉ DE VARGAS FERREIRA

A luz que jamais se apaga
 no ideal da humanidade
 é o clarão que se propaga
 na chama da liberdade.
LILA RICCIARDI FONTES

No sorriso da criança
brilha um toque divinal
que lhe traz a semelhança
da pureza do cristal!
LOURDES APARECIDA CIONE

Diz a pipoca à panela:
 – Por que pulas tanto assim,
 se o fogo desta esparrela
 é todo embaixo de mim?!
MANOEL NAHAS NETO

Em que bola de cristal
eu vou ler nossos destinos,
neste mundo desigual,
neste mar de desatinos?…
MIGUEL PERRONE CIONE

Abraçadas por espinhos,
tristes cruzes nas estradas,
são saudades nos caminhos
por mãos piedosas plantadas.
NILTON DA COSTA TEIXEIRA (+)

O mundo, pleno em magia,
nossa bola de cristal,
mesmo amargo, traz poesia
aos momentos mais sem sal.
NILTON MANOEL

A sorte nasce com a gente
e faz a gente pensar
que, para viver contente,
é viver sem trabalhar.
NININHA CABRAL GUTIERREZ

Feliz quem parte da vida,
humilde nada levando,
porém, em contrapartida,
muitas saudades deixando.
ONÉSIO DA MOTA CORTEZ (+)

Todos vemos cada dia
nossa máscara mudar,
Mas o importante seria
nosso interior transformar
OTHNIEL F DE SOUZA

Ergo o cristal, já vencida,
mas a razão me renega,
quando a emoção, iludida,
bebe o vinho e a ti me entrega!
RITA MARCIANO MOURÃO

Naquele livro de outrora
aprendi nobre lição:
orar aos anjos, na aurora,
é aquecer o coração!
ROGER RODRIGO DE BRITO

Meu viver foi tão judiado,
tornando-me um infeliz…
Sou como o cristal trincado:
ninguém cura a cicatriz…
RUBENS R. RICCIARDI

Com livro para educar,
busca a escola a perfeição,
pois é preciso ensinar
e formar um cidadão.
SEBASTIANA CANGUSSU PARENTE

O livro é sabedoria,
pensamento, história e vida,
em prosa e mesmo poesia,
é a esperança revivida.
SUELI TORNICI

No cristal da fonte brilha
espelho espetacular!
E a lua cheia, andarilha,
vaidosa… vem-se espelhar…
SYLVIO RICCIARDI

Floresceu minha paixão
nesta palhoça esquecida…
e estas flores pelo chão
lembram nossa despedida.
VICENTE TEODORO DE SOUZA (+)

Tirei da rosa a pureza,
do jardim a suavidade,
das flores a singeleza,
do nosso espaço… “A saudade”.
WAGNER AGNALDO BIAGINI (+)

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Nilton da Costa Teixeira (Ano Novo, Acenos Novos)

Nilton da Costa Teixeira (Monte Alto/SP, 3 de maio de 1920 – Ribeirão Preto/SP, 5 de novembro de 1983) 
——————

Ano novo chegou,
o ano velho partiu,
a fé que vicejou
aonde a dor existiu.
doze meses se foram,
alegres, talvez não,
uns riem, outros choram,
dias que foram, que vão,
no fim de ano o espetáculo
da folhinha termina,
consulto o meu oráculo
E ele não desanima;
promete-me venturas,
dinheiro, amor, saúde,
O progresso, as farturas,
nada disso me ilude,
pois o último dia do ano,
passei em casa sozinho,
contando os desenganos,
pondo-os num papelzinho,
vi tantos e a última hora,
de contá-los demovo,
rezo à Nossa Senhora,
não os quero de novo;
e agora o ano se foi,
só espero o porvir,
pois, o passado dói,
com o futuro a sorrir…
alguém bate na janela,
levanto e vou abrir,
eu pensei que fosse ela,
vejo o vento a bramir;
hoje, do ano, primeiro,
deixo os meus desenganos,
estou fazendo planos,
que eu farei o ano inteiro,
a casa para morar,
boa saúde, animação,
são planos a exaltar,
constante o coração,
eu quero uma cabocla,
singela e recatada
que me tire a ânsia louca,
na louca caminhada;
pois a vida oferece
sonhos acolhedores,
quem seu caminho esquece,
magoado terá dores.
Eu indago o horizonte,
confio na imensidão,
encontro numa ponte,
vazio, desolação…
são os anos que passaram
na vida de cada um,
os sonhos que vicejaram,
sem proveito nenhum,
por isso começo o ano,
com o meu plano estudado,
não quero os desenganos,
iguais do ano passado.

Fonte:
Nilton Manoel

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Nilton Manoel (Trovas Esparsas)

1
Dos meus sonhos eu bendigo
as passadas frustrações;
Hoje é mais puro o meu trigo
sendo humilde nas ações.
2
A noite calada e escura
que silencia meu pranto,
revela toda a amargura
na falta de teu encanto.
3
Quem tem coração de paz
vive de culpa liberto,
porque faz do bem que faz
um céu de Sol mais aberto.
4
Não existe culpa imensa
para quem crê no perdão,
tendo o Deus de sua crença
tranqüilo em seu coração
5
Deriva, momento incerto,
em que a vida segue a esmo,
mas quem vai de peito
vence a tudo,até a si mesmo .
6
Talento é ter arte e graça
brincando com a vida séria;
pobre curte até a desgraça
com o salário da miséria.
7
Sem ter calçado e camisa
pra não cair na prisão,
salário de pobre é a brisa
mal dá pra comprar o calção.
8
Com meu freeser sem nadinha,
vou amargando o rosário;
Quem come pão com farinha
sabe o que vale o salário.
9
Com esse salário de fome…
sem ver a cor do dinheiro,
pobre, nem papel consome…
Fazer o que no banheiro.
10
O mundo – pleno em magia,
nossa bola de cristal,
mesmo amargo, traz poesia,
aos momentos mais sem sal.
11
Sem ter bolas de cristal,
quem sabe onde pisa faz
de sua estrada um rosal
se é do Bem e pela paz.
12
Leia a sorte,meu senhor!
-Que sorte tenho cigana?
mãos de pobre professor
vive sem linhas e e grana.
13
Viver pobre é contramão
mundo triste de agüentar;
A sorte que traz o pão
enfrenta os jogos de azar.
14
Por entre as pedras da fonte,
cantante em sai alegria,
o bardo vê no horizonte
sua fonte de poesia.
15
Na rua, toda nuazinha,
escondendo a cara santa,
no carnaval da Lurdinha,
até morto se levanta
16
Do jeito que a coisa vai
em tudo se põe durex…
pobre, sem panela sai
pra comer de marmitex.
17
No espaço da folha branca
o universo do escritor,
torna a vida bem mais franca
se traça versos de amor.
18
Em férias, certo doutor,
ganha auréola de moleque,
quando perde sua cor,
no exagero de um pileque.
19
Ribeirão Preto é café
-terra amiga e sempre nova-
quinze décadas de fé
que todos cantam em trova.
20
Homem maduro tem força;
firme, enfrenta ondas e ventos…
por mais que os anos lhe torça,
jamais perde os bons momentos.
21
Na caminhada, maduro,
ponho fogo na fornalha;
quero deixar no futuro,
as lições de quem trabalha.
22
Muda o mundo…tudo muda!
mas no campo do saber
há quem todo o tempo estuda,
mas é “verde” de morrer.
23
Nesse comércio bizarro
de promoção de viés.
Ainda venderão carro
dando de brinde mais dez.
24
Promoção de negro humor
em grandes filas, à vista;
qualquer “lixo” tem valor,
na glória do varejista…

Fonte:

O Autor

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Nilton Manoel (Poeta, Trovador, Escritor)

Ribeirão Preto tem história como terra de poesia. Tantos são os poetas de ontem e de hoje que, cita-los nos leva a pesquisas diversas e em fases sociais. O início cívico e cultural resgatamos no jornal A Palavra e nos jornais municipalistas de todos os tempos. Hoje não encontramos mais difusão poética nos jornais. Os espaços são para as reprises estapafúrdias de noticiários. Não sobram nem 20 linhas para a poesia. Outras coisas tem todos os espaços. Enfim “um lugar pra cada coisa… Cada coisa em seu lugar.”. É hora de acontecer um novo Movimento de Poesia. . Poetas… movimentem-se!

Nilton Manoel
O APAGADOR

Um apagador
não apaga a dor
nem uma lousa
de sala de aula.

O apagador
não apaga uma lousa!
apaga só o que nela está escrito
com giz branco ou não
e tem o nome de lição
de classe,
ou de casa.
O apagador
é a borracha de professor.
Senão como seria
a tarefa do mestre na lousa?
O quê?

TROVAS

No amor às cousas pequenas,
no cultivo da humildade,
residem as mais serenas
conquistas da humanidade.
Wilson Clóvis Andrade

Quando a escultura dengosa
balança leve na areia,
sinto,a musa mais gostosa,
se o sangue ferve na veia.
Nilton Manoel

Deus, o maior escritor,
que temos a céu aberto,
em linhas tortas, com amor,
escreve sempre o que é certo.
Nilton Manoel

Quando o verde da esperança
vem doce no coração…
Nem sempre há temperança
para regar a emoção.
Arlete Luiza


Nilton Manoel
O GIRASSOL

Gira,
girassol
flor  amarela
que enfeita a lapela
de um cantor
Gira
Gira
Girassol
Substantivo composto
flor de pétalas gigantes
e sementes gordinhas
que servem para os pássaros,
aos gerbis ou aos  hamisters.
Como é lindo o girassol
num dia de sol,
no meu jardim dos sentidos.
Para o girassol,
faço haicai, cordel, trova…
poemas que leio e declamo.
Declamo? Clamo!
Conclamo:
-Viva o girassol!

MAIS TROVAS

Neste sesquicentenário
faço uma declaração,
guardada num relicário:
amo você Ribeirão!.
Wanda Duarte da Silva

Com a verde camisola
de detalhes provocantes,
a boazuda Carola
morre de sonhos picantes.
Eliane Ap.Pereira

Vou indo por este mundo,
para tudo tenho sinônimo;
mas meu desgosto é profundo
pois sou um poeta anônimo!
Nilton da Costa Teixeira

“ É a trova em seu natural
mordaz, alegre ou dolente,
lindo trecho musical
de quatro notas somente.”
Lilinha Fernandes

Carregador da estação,
letrado como ninguém,
leu na cartilha o rifão:
-“há malas que vêm pro trem”…
Josué de Vargas Ferreira

Quando o amor maduro,na alma
acende o fogo,a paixão,
faz a poesia que acalma
na forma do coração.
Sueli Tornici

Bendito seja o escritor
que concretiza o saber
e nos transforma em leitor
para o mundo conhecer!…
Oefe de Souza

Fonte:
http://www.movimentodasartes.com.br/trovador/pop_101/100719a.htm

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Sheila Pavanelli (Poemas Escolhidos)

DESPEDAÇOS

foram tantos corações
sete agrados
onze fados
amores endiabrados

onze argolas de prata
nos braços errantes
acenos e despedidas
barcos já distantes

lenços muito brancos
tremulando na janela
vidros soltos e quebrados
onze destinos acabados

recolho os pedaços
os lençóis desarrumados
espero o esquecimento
neste porto abandonado

restou a esperança
alguns traços da paixão
leves despedaços
deste forte coração

FERA

sai… solta
macias patas
agudos olhos
fera de mim

feita em fogo
caminha… cresce
dança com o vento
doma o pensamento

rosna… inquieta
volteia o dorso
crava-me as unhas
rasga meu vestido
torna-me nua

mulher de mim mesma
tremo…
fera liberta
entrego-me ao fogo

OLHA-ME

Olha-me nos olhos

tece o veludo
da tua fala
olhando-me
nos olhos

assim quero conhecer-te

desfia as dobras
da mousseline
e desvela
meus segredos

deixa nossos corpos se entenderem
a alma não
a saciedade do nosso desejo
a alma não entenderia…

OLHOS DE GATO

se eu quiser…

te espio na noite
quando tu dormes,
rondo teu sono
com olhos de gato.

se eu quiser…

persigo em silêncio
todos teus passos
ouço teus suspiros
adivinho teus desejos
na noite…

se eu quiser,
com olhos de gato.

RIMAS E RAIOS

Não me peças versos
nem rimas
hoje não!
talvez amanhã

Tenho a boca em agulhas
os punhos cerrados
o peito em guerra
hoje firo
hoje mato

Tenho os raios
como pena
não queiras minha rima
hoje escrevo
as feridas dos punhais

Das flechas
desta vida
estou arqueira
hoje eu quero
desforrar

Tenho garras
em meus dedos
prendo,rasgo
tudo posso
tudo ataco
estou revolta

Quero o porre
a sorte
a morte
rimar? hoje não

Quero as tabernas
o vinho
as vadias
cafajestes
a ralé toda!

A vida nos porões
paixão detrás dos corpos
quero a vida nua
explodindo
em relâmpagos

rimar?
hoje não
talvez amanhã

SERPENTES

Domo feras e serpentes
numa luta íntima
de encanto
e fados

Meu corpo é coliseu
tua voz macia
incita as feras
à luta…

Bailam as serpentes
no meu corpo
quem vence
é tu…

PEDRAS

Vamos…
atire-me pedras !
me chame inconstante
eu sorrio
o riso distraído
das amantes

Enquanto lapidas pedras sem brilho
sou aquela abandonada
sem ternura
que rola na mão bruto diamante
dos amores perdidos

Aranha eu
teço minha teia
traço meu labirinto
com espinhos
e sobras do amor
porque sou em desatino

Suas pedras são para mim, estrelas
esferas sem lei
o sonho ou  sol
essência do que sou
a angústia com que te afogas

Atire-me pedras, companheiro
pois tem a alma dura
nunca caminhará comigo
porque nesta vida eu prossigo,
…Tu ficas!!!

Fontes:
1 – http://www.blocosonline.com.br/literatura/autor_poesia.php?id_autor=2786&id_categoria=337&flag=nacional&tipo=c
2 – http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=1125

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Arquivado em Estado de São Paulo, poemas escolhidos, Ribeirão Preto

Errata e Biografia (Nilton da Costa Teixeira)

O poema Meu Pai, peço que me perdoem, me equivoquei no nome do autor, e o autor que eu havia colocado, Nilton Manoel, de Ribeirão Preto/SP, enviou e-mail me corrigindo.
O nome do poeta é na verdade, Nilton da Costa Teixeira, pai do Nilton Manoel.
Nilton da Costa Teixeira (1920 – 1983)
Nilton da Costa Teixeira, nasceu na cidade de Monte Alto, interior de São Paulo, em 03 de maio de 1920, filho dos portugueses Manoel dos Santos Teixeira e Conceição da Costa Teixeira. Veio com a família para Ribeirão Preto, prosseguindo os estudos no Grupo Escolar Guimarães Júnior, onde concluiu em 1930/31. Trabalhou desde a infância, tendo sido prático de farmácia, depois ser provador de café e, na mesma firma, passou a exercer funções na contabilidade, enquanto prosseguia seus estudos no ginásio do Estado, hoje Otoniel Mota. Na Escola da Biblioteca dos Pobres foi cursar o “guarda livros”, mais tarde na Escola de Comércio São Sebastião, Contabilidade e científico no colégio Progresso.

Dedicou-se à contabilidade e ao comércio. Aposentou-se por tempo de serviço em 1.976. A contabilidade exerceu-a até os últimos dias de sua vida. Era associado do Conselho Regional de Contabilidade e graças ao vasto conhecimento contábil, assessorava colegas nas constantes mutações do setor.

Teve participações esportivas e literárias. Na literatura, 45 anos de atividades. Em 1936, co-fundara o Grêmio Literário Humberto de Campos.

Na imprensa, Nilton sempre editou crônicas, contos, poemas, trovas, sonetos, divulgando parte de sua produção literária, nos jornais de Ribeirão Preto, oferecendo subsídios para que professores e alunos trabalhassem, nas escolas, seus projetos de poesia. Em torno da Fonte Luminosa, da praça XV de novembro, por vários anos, estiveram expostas as trovas dos Jogos Florais de Ribeirão Preto, em placas pintadas, com as trovas vencedores. Nilton sempre tinha alguma premiada.

Como professor, na Escola dos Pobres, estimulava o alunado à vida literária e o que continuou fazendo no correr dos anos. Sua esposa também lecionava na entidade. Prefaciou diversos livros. Gostava de escrever sobre a cidade.

No correr dos anos, durante campanhas eleitorais, à pedido de candidatos compunha “marchinhas” de campanha eleitoral e, num só pleito, viu candidatos eleitos com o apoio suas mensagens poético-eleitorais. Era comum, ao passar por cartórios de paz, ser solicitado a fazer trovas de homenagem a casamento ou nascimento. O poeta gostava do que fazia e fazia com inspiração.

No ano de 1966, foi um dos vencedores dos I Jogos Florais de Ribeirão Preto, numa promoção do Clube dos Antônios com o patrocínio do jornal O Diário, tendo duas de suas trovas premiadas. O tema da promoção era Santos Dumont. A respeito, no dia 6 de novembro de 1967, o dr. Antonio Rocha Lourenço, presidente do Clube, se manifestou: Ao ofertar-lhe o prêmio que sua inteligência conquistou, não deseja o Clube dos Antônios, deixar embora em poucas palavras, de dizer o quanto agradece a sua destacada participação. Foi premiado em diversos concursos de trovas e sonetos. Era considerado uma usina poética e conseguia produzir centenas de trovas de um mesmo assunto ou tema.

Em 1970, a pedido do dr. Antônio Duarte Nogueira, então prefeito, editou Versos à Ribeirão Preto. O historiador Prisco da Cruz Prates, destacava-o em seus textos como o príncipe regional da trova ribeirãopretana. O trabalho literário de Nilton merecia elogios nos mais diferentes recantos do país.

Em 19 de junho de 1977, trovadores de diversas cidades e estados, estiveram reunidos na casa do poeta. Ocasião festiva e literária, onde cada um demonstrava a sua versatilidade. O escritor e acadêmico santista Walter Waeny ao partir deixou em manuscrito a mensagem:

“ Esta alegria maior,
Sempre guardá-la prometo:
visitei, hoje, o melhor,
poeta de Ribeirão Preto”.

O trovador José Valeriano Rodrigues, mineiro de diversas academias, assim escreveu:

Senti-me de tal maneira
à vontade neste lar,
como na casa mineira
para a qual eu vou voltar”.

Deixou vários inéditos, mas na imprensa diária divulgada boa parte daquilo que produzia. Suas constantes premiações literárias, perpetuam seus textos em livros de resultados de concursos. A biblioteca municipal e a Casa da Cultura têm as edições dos livros de jogos florais de Ribeirão Preto.

Vem sendo organizada uma antologia com os textos dos escritores da família Teixeira. O poeta Lauro da Costa Teixeira (irmão, freqüentava a Casa do Poeta Lampião de Gás), Nilton Manoel e Ivan Augusto (filhos) e alguns sobrinhos do poeta com prêmios e vida literária.

Nilton fez parte de várias comissões de Jogos Florais de Ribeirão Preto.
Nilton, co-fundador e vice-presidente da seção municipal da União Brasileira de Trovadores, instalada por Luiz Otávio (príncipe dos trovadores). Co-fundador da União dos Escritores de Ribeirão Preto e membro correspondente de academias pelo Brasil. Hoje é patrono de cadeiras acadêmicas.

No decorrer dos anos conquistou prêmios, nos Jogos Florais da Bahia, pela Academia Castro Alves de Letras, Academia Valenciana de Letras, Grupo Alec de Corumbá, Academia Pedralva de Letras e Artes, Sesc Três Rios- RJ, União Brasileira de Escritores, Revista Brasília, centenária Sociedade Legião Brasileira Civismo e Cultura, em Ribeirão Preto, monografia sobre Padre Euclides, Casa da Cultura de Ribeirão Preto, Clube da Velha Guarda, Jogos Florais de Ribeirão Preto, Santos, Rio de Janeiro,etc.

Na antologia Poetas de Ribeirão Preto, terra da poesia, editada por Nilton Manoel, em 1979, figura com um agrupamento de textos sob o título “Encanto dos meus dias” onde são encontrados sonetos, poemas e trovas, concebidos em verdadeiros estados de graça. Foi haicaísta.

A FONTE LUMINOSA

Da fonte luminosa, emergem espargidos,
contínuos jatos de água em cores variantes,
que , em suaves vai-vens, tão sempre repetidos
em mesclas divinais de encantos e corantes.

Seus azuis celestiais, nos jatos expelidos,
parodiam, no céu, os azuis contagiantes,
enquanto pela relva, os grilos escondidos
teimam a musicar esses vai-vens constantes

Sempre a água sobe e desce e sofre mutações,
imita nossa vida onde há tão falsos pomos
colhidos cegamente em muitas ocasiões…

A fonte é um painel de passageiras cores,
a vida é um painel de mentirosos cromos,
dois cromos celestiais, cromos enganadores.

Com a difusão de informativos, jornais, revistas, colunas de poesia em jornais O Diário, Diário de Notícias, Diário da Manhã, A Cidade e em Folha do Subúrbio (do Eduardo Cavalcanti da Silva, Camaçari – BA), a coluna de Trovas da Gazeta Esportiva, assinada pela jornalista Maria Thereza Cavalheiro, Almanaques como o Santo Antonio, da Editora Vozes, a folhinha do Sagrado Coração de Jesus, álbuns e revistas acadêmicas, os poemas de Nilton da Costa Teixeira popularizam-se cada vez mais, principalmente, em volantes, editados para distribuição gratuita a alunos de nossas escolas. O movimento literário de Ribeirão Preto, tomou vulto com as edições diárias do poeta, considerado o marco de nacionalização da literatura ribeirãopretana.

Nos Jogos Florais de Ribeirão Preto, oficializados pelo executivo, por ser o evento que consagrou a cidade no mundo internacional da literatura, realizados em modalidades: estudantil, municipal, internacional, Nilton conseguiu diversas e boas trovas vencedoras, entre elas:

Neste abraço em que te aperto,
Com a beatitude de um monge,
Sinto meu amor tão perto…
Minha esperança tão longe!

Para salvar aparências,
Nós pela vida, mentindo,
Entre silêncios e ausências,
Sofremos sempre sorrindo.

O Judas de hoje, moderno,
Maneiroso, demagogo,
Não teme os clarões do inferno,
Porque dança sofre o fogo.

Despreocupado com a morte
Para quem tão pouco resta,
Mesmo os rigores da sorte
São verdes sonhos de festa!

Comentários sobre o poeta:

“… vemos o perfil de um homem, que foi inspirado cultor do sonho e requintado burilador do verso. Sei que foi, em sua terra natal, por várias gerações, um dos seus valores mais dignificantes, que, se o presente tanto o admirou, a posteridade saberá respeita-lo”.

Um poeta adormeceu,
e, porque tanto sonhou,
se algo, aqui, se escureceu,
todo o céu se iluminou”.
Helvécio Barros- Bauru-SP.:

“Com profundo pesar recebemos a infausta notícia do falecimento do poeta Nilton da Costa Teixeira, que enluta as letras de Ribeirão Preto e entristece seus irmãos trovadores de todo o Brasil”..
Carolina Ramos, presidente da União Brasileira de Trovadores –secção de Santos-SP

“ Trovador e poeta que todos aprendemos a estimar e admirar”.
Jornalista Paulina Martha Frank, Campinas,SP.

“O Brasil inteiro precisa ler o que ele escreve, para render homenagem a um talento e a uma versatilidade assim tão grandes”.
Walter Waeny, trovador da Academia Santista de Letras
———-
Na literatura de Ribeirão Preto sua prosa e poesia fez a nossa história literária e, ficou comprovado nos certames em que foi premiado. Seus livros: A Mansão do Morro Branco, Versos à Ribeirão Preto, Mãe, Minha Trova em Ribeirão Preto, Sonetos de várias datas,Restos de Ventura, entre outros, enriquecem o mundo literário desta cidade que tanto amou.

Faleceu a 5 de novembro de 1983; casado com d. Ophélia de Andrade Teixeira.
Fontes:
– Nilton Manoel.

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Arquivado em Biografia, errata, Ribeirão Preto, Soneto., Trovas

Nilton Manoel (Meu Pai)

Eu,era bem criança e inda me lembro quando
 adentravas-te ao lar sorrindo comovido,
 e aos beijos ias para a minha mãe contando
 vários fatos de mais esse dia vivido.

E então cada um ia sentar-se pra merenda
 defronte a mesa antiga e de tábuas de pinho,
 posta na sala, em que na casa da fazenda
 a família ceava em fraternal carinho.

E á hora da janta, enquanto a sopa fumegava,
 numa terrina grande e exalando temperos,
 cada um se levantava e  com ardor rezava,

Ante meu pai, que em pé, sempre ao bom Deus louvava,
 com as orações, que, eu em hora de desespero
 repito inda hoje, assim como ele me ensinava.
 
Fonte:
 Publicado no Jornal O Diário – Ribeirão Preto – SP.
 em 14/08/1966

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Arquivado em Dia dos Pais, Estado de São Paulo, Ribeirão Preto, Soneto.

XXV Jogos Florais de Ribeirao Preto (Classificação Final)


Tema Nacional: “Cidadão” (Lirica)

Categoria: Vencedor (Troféu)

1º lugar

Não se ata pelas algemas,
mazelas ao cidadão,
que enfrenta tantos dilemas
doando vida à nação.
VANDA ALVES DA SILVA – Curitiba/PR

2º lugar

Um aviso ao cidadão
sedento em me conquistar:
só me prendo a um coração
com elos do verbo amar.
MARINA DE OLIVEIRA DIAS – São Gonçalo/RJ

3º lugar

No bom cidadão encerra,
coragem que evidencia
em dar, exemplos na terra,
de bravura e galhardia.
IVONE TAGLIALEGNA PRADO – Belo Horizonte/MG

4º lugar

Sê cidadão! Pois é rara,
a virtude de quem sonha
em primeiro por na cara
os adornos da vergonha.
MANOEL CAVALCANTE DE SOUZA CASTRO – Pau dos Arcos/ RN

5º lugar

Trabalhador digno, honrado,
vai à luta sem receio,
é cidadão bem formado
e para a nação o esteio.
THEREZINHA TAVARES – Nova Friburgo/ RJ

Categoria Menção Honrosa (Medalha Dourada)

1º lugar

Perde o nome, um cidadão,
passa a “morador de rua”,
tão comum é a situação…
que o mundo até se habitua!
VANDA FAGUNDES QUEIROZ – Curitiba/PR

2º lugar

Cidadão, cabeça erguida
é aquele que, na passagem,
coloca os lixos da vida
nos latões da reciclagem.
FLÁVIO ROBERTO STEFANI – Porto Alegre/RS

3º lugar

No patrimônio moral
que enriquece um cidadão,
honestidade é vital
pra lhe dar sustentação.
SANDRO PEREIRA REBEL – Niterói/RJ

4º lugar

Sou cidadão e homem forte
no alcance às metas que traço…
o impulso quem dá é a sorte;
o resto sou eu que faço!
EDMAR JAPIASSU MAIA – Nova Friburgo/ RJ

5º lugar

Meu amor é um cidadão
que tal qual, se ainda houver,
faz dar nó no coração
da mais pudica mulher!
MARINA DE OLIVEIRA DIAS – São Gonçalo/RJ

Categoria Menção Honrosa (Medalha Prateada)

1º lugar

Cidadania se exerce
com base na educação,
e o cidadão é o alicerce
que sustenta uma nação.
WANDA DE PAULA MOURTHÉ – Belo Horizonte/MG

2º lugar

Num pleito mais que perfeito,
o cidadão sonha um bem:
-cidadania é o direito
que o povo ainda não tem!!!
EDUARDO A O TOLEDO – Pouso Alegre /MG

3º lugar

O ideal da educação,
no sentido mais profundo,
deve ser a formação
do “cidadão para o mundo”.
ALBA HELENA CORRÊA – Niterói/RJ

4º lugar

A cidadania é um sonho
distante da realidade…
e dá um trabalho medonho
ser cidadão de verdade.
MILTON SOUZA – Porto Alegre/MG

5º lugar

Por que um cidadão direito,
muito honesto e sem malícia,
logo após ter sido eleito
vira caso de polícia?
IZO GOLDMAN – São Paulo/SP
………………………………..
Tema Nacional: “Tropeço” (Humorístico)

Categoria Vencedor (Troféu)

1º lugar

Certo dia madruguei,
ao sair, um bom começo,
porque dinheiro encontrei
no chão, após um tropeço.
FLÁVIO FERREIRA DA SILVA – Nova Friburgo/RJ

2º lugar

Cai o idoso num tropeço,
derrubando uma guria,
depois… paga um alto preço
por uma noite de orgia.
RELVA DO EGYPTO RESENDE SILVEIRA – Belo Horizonte/MG

3º lugar

Sogra nem sempre é tropeço,
e nem sempre o genro pena.
-Basta que desde o começo
ele faça o que ela ordena…
ANTÔNIO AUGUSTO DE ASSIS – Maringá/PR

4º lugar

Na idade estou afundado
e o peso eu sinto no lombo,
por mais que eu tenha cuidado
cada tropeço é um tombo.
ARGEMIRA FERNANDES MARCONDES – Taubaté/SP

5º lugar

Deixando nome e endereço,
de “tropeços” faz seguro…
e de tropeço em tropeço,
vai garantindo o futuro!
RODOLPHO ABBUD – Nova Friburgo/RJ

Categoria Menção Honrosa (Medalha Dourada)

1º lugar

Um político eloquente,
num tropeço vai ao chão:
limpa a boca e exclama: Gente,
quis beijar este torrão!
WALTER LEME – Pindamonhangaba/SP

2º lugar

Pobre chefe! Que cilada
no tropeço acontecido!
A calça descosturada
com ele desprevenido.
MARIA APARECIDA PIRES – Curitiba/PR

3º lugar

Correu atrás de estrupício
e o tropeço foi fatal,
conseguiu só sacrifício:
mais um belo pré-natal!
THEREZINHA TAVARES – Nova Friburgo/RJ

4º lugar

Fingindo que foi tropeço,
garantiu o seu futuro…
O figurão paga o preço:
pensão para o nascituro!
ELIANA RUIZ JIMENEZ – Balneário Camboriú/SC

5º lugar

Meu tropeço foi hilário,
caí de quatro, babando,
por um travesti; que otário!
até agora o estou amando.
LUIZ MORAES SANTOS – São José dos Campos / SP

Categoria Menção Honrosa (Medalha Prateada)

1º lugar

Sai de mim, tropeço antigo…
Vai procurar o teu canto…
/se tropeço fosse amigo
eu teria amigo… e tanto!
DARI PEREIRA – Maringá/PR

2º lugar

De político do “avesso”,
a gente já tem calombo…
pois, quando ele dá tropeço,
é o povo que leva o tombo!!!
ROBERTO TCHEPELENTYKY – São Paulo/SP

3º lugar

Sou pão duro, mas caminho
sem tropeço nem trapaça…
bebo até sobra de vinho,
desde que seja de graça!
RENATA PACCOLA – São Paulo/SP

4º lugar

Depois de um tropeço o João
caiu de pernas pra cima
e soltou um palavrão
que eu nem posso usar na rima!
JOSÉ OUVERNEY – Pindamonhangaba/SP

5º lugar

No enterro do Geraldão,
Levei flores pro defunto,
Dando um tropeço no chão,
Por bem pouco não fui junto…
RUTH FARAH NACIF LUTTERBACK – Cantagalo/RJ
……………………

A premiação será em 2 de junho.

A Feira do Livro foi antecipada e as datas ja haviam sido divulgadas.

Quanto maior for a participação dos premiados, melhor será o retorno ao Movimento da Trova.

Conto com todos. A hospedagem e refeições estão conforme regulamento oficial (1,2 e 3).

abraços do Nilton Manoel

Fonte:
Nilton Manoel

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Arquivado em Jogos Florais, Resultados de Concursos, Ribeirão Preto

Irene Coimbra


Irene Coimbra de Oliveira Cláudio, filha de Juvenal Coimbra de Oliveira e de Carmem Palicer de Oliveira, nasceu no município de Patrocínio Paulista, SP.

Passou a infância e adolescência na tranquila cidade de Itirapuã.

Aos dezoito anos mudou-se para a cidade de Franca e aos vinte para Ribeirão Preto, onde reside até hoje.

Casou- se com Paulo Cláudio, de cuja união nasceram Fernando e Aline.

É professora de idiomas, escritora, poetisa, produtora e apresentadora do programa “Ponto & Vírgula” na TV/RP Canal 9.

Membro da Academia Ribeirãopretana de Letras.

Livros publicados:
Pedaços de um Diário (1997);
Dr. Hanamaikai e outros contos (1998);
Simplesmente Poemas (2000);
Meu Diário Meia Sete (2004);
Entre Poemas (2004);
Denúncias Poéticas, Contos e Crônicas (2006).

Prêmios :
III Torneio Cultural CPERP (Casa do Poeta e do Escritor de Ribeirão Preto);
Troféu Apolo – 2004 – Campeã.

Em suas horas vagas dedica-se a pesquisas literárias e de outras áreas

Fonte:
União Brasileira de Escritores

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11a. Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto (Convite de Lançamento)

A 11ª edição da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto terá início em 26 de Maio de 2011 e término em 5 de Junho e contará com uma programação cultural com mais de 600 atrações e eventos em todas as áreas artísticas e para todas as idades. Alguns deles:

— Serão mais de 25 shows com artistas de renome nacional e a abertura de cada evento será feita por artistas locais;

— Salão de Ideias com grandes nomes da literatura nacional e convidados estrangeiros vão conversar, debater com o público e participar de sessões de autógrafos;

— Exposições de artes visuais e outras atividades culturais ligadas aos homenageados da Feira que são a Grécia, o Estado de Santa Catarina, o escritor José Saramago, o patrono Maurílio Biagi Filho, a autora infanto-junvenil Luciana Savaget e o autor da terra homenageado Saulo Gomes;

— Palavra Cantada com apresentações diárias das obras de compositores da música popular brasileira com as letras analisadas e comentadas por especialistas;

— Serestas e saraus literários;

— Sessões de autógrafos com aproximadamente 100 autores nacionais, regionais e locais;

— Sessões de contadores de estórias voltadas às crianças da rede municipal da cidade e da região com horário marcado. Este evento é muito importante porque as cidades da região trazem os alunos para assistirem às apresentações;

— O Cinema na Feira é montado em um espaço na praça onde são apresentados os documentários, curtas locais e grandes filmes do cinema mundial e os nacionais baseados em livros que podem ser encontrados na Feira;

— Concertos da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e apresentações de corais da cidade;

— Oficinas de literatura, cursos, workshops e palestras para professores;

— Dança de leitura dramática, cultura negra e cordel;

— A Vila do Livro é um estande só para crianças, que mostra de maneira lúdica a elaboração do livro;

— Estande das Editoras Universitárias oferece um desconto de até 60% na venda de livros.

Sobre a Fundação Feira do Livro

Criada em fevereiro de 2004, a Fundação Feira do Livro é uma entidade sem fins lucrativos, constituída utilidade pública municipal e estadual. A Fundação tem por principal finalidade a promoção da cultura, da educação, da difusão do livro e da leitura e, prioritariamente, a formação de leitores.

Esse objetivo se realiza através de projetos, ações, campanhas e estudos relativos à leitura e à formação desses novos leitores. A Fundação também estimula e monitora a atuação legislativa referente às políticas públicas de cultura. Uma das prioridades é colaborar com entidades públicas e privadas em tudo que possa ser de interesse público relacionado ao livro, à leitura e à promoção do patrimônio histórico. A Fundação busca estimular intercâmbios, seminários, fóruns, cursos e celebrar convênios e contratos com entidades públicas nacionais e internacionais no âmbito das finalidades estatutárias.

Ribeirão Preto, a 319 km de São Paulo, com uma população de mais de 600 mil habitantes, possui o honroso título de “Capital da Cultura” e é considerada o polo de atração do Nordeste Paulista, uma região que congrega mais de 120 municípios em um raio de 150 quilômetros e uma população de mais de três milhões de habitantes. O Produto Interno Bruto (PIB) regional é de US$ 23 bilhões, superior ao da maioria dos países da América Latina. Toda esta população procura a cidade pela pujança de seu comércio, pela qualidade de suas universidades, pela diversificação de seus serviços e pela intensa vida cultural que Ribeirão Preto oferece.

A Fundação promove, anualmente, junto com a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, a Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto (SP), uma das quatro mais importantes do Brasil e uma das maiores a céu aberto do mundo. Esta Feira é realizada em praças e espaços culturais em seu entorno, num total de 16 mil m2 (sendo 3 mil m2 de área coberta), evento de reconhecimento nacional e internacional que já faz parte do calendário da cidade e da região. Esse espaço, na sua totalidade, é utilizado pelos organizadores da Feira Nacional do Livro para abrigar as mais de 600 atividades.

O local é chamado “Quarteirão Paulista”, que compreende três prédios, um Teatro de Ópera, um prédio que abriga o Centro Cultural de Ribeirão Preto e duas praças, todos construídos entre as décadas de 20 e 30 do século passado e tombados pelos órgãos responsáveis pela preservação do Patrimônio Histórico, tanto municipal como estadual. O local tem alta circulação de público, com uma movimentação média de 50 mil pessoas por dia.

A Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto é muito mais que uma grandiosa oportunidade de venda de livros no interior de São Paulo, um dos maiores mercados do país. O evento assumiu a condição de grande evento cultural, turístico e econômico da região, seu crescimento impulsiona a economia da cidade e da região com a movimentação do comércio, dos prestadores de serviços, hotéis, bares, restaurantes e shoppings centers. É um evento que projeta a cidade nacionalmente. As atrações oferecidas são todas gratuitas para a população, com o objetivo de proporcionar acesso gratuito às atividades culturais.

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Ponto de Leitura no Maurílio Biagi, de Ribeirão Preto (Programação de domingo 17 de outubro)

Programação reunirá diversas atividades culturais, em comemoração ao dia Nacional do Poeta e do Livro

O Instituto do Livro, grupo Amigos da Fotografia e Secretaria Municipal da Cultura organizaram diversas atrações, envolvendo fotografia e leitura, para este domingo, dia 17, no Ponto de Leitura, localizado no Parque Ecológico Maurílio Biagi. Com a participação do cordelista Nilton Manoel, realizando a leitura de cordel e presenteando leitores com Trovas da Juventude, será comemorando o Dia Nacional do Poeta e Dia do Livro.

Durante o encontro, será lançado o livro “O Passado manda lembranças III”, do Grupo Amigos da Fotografia. Após o sucesso dos lançamentos dos dois primeiros volumes, o livro reunirá mais 75 fotos antigas e 75 recentes, clicadas por dezenas de fotógrafos do grupo no decorrer do ano de 2009, acompanhadas de versos do poeta Antonio Carlos Tórtoro e legendas da escritora Fernanda Ripamonte.

Enquanto isso, uma equipe do Grupo Amigos da Fotografia estará fotografando meninas, jovens e mulheres, presentes ao evento, com roupas antigas, e que poderão levar, em CD, suas respectivas fotos como lembrança. Já a Tenda dos Contadores de Histórias está preparada para levar muitas histórias infantis às crianças, com o acompanhamento de monitoras Cassiana de Freitas e Adriana Paim.

Doação – Na oportunidade, o orientador do Colégio Anchieta, Antonio Tórtoro, entregará oficialmente, ao presidente do Instituto do Livro, Edwaldo Arantes, exemplares do livro “30 anos de Boa Educação”, composto por poemas de 40 alunos do Anchieta.

Fonte:
Nilton Manoel

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Trova Triste – Ivan Augusto de Andrade Teixeira (Ribeirão Preto/SP)

Ivan Augusto de Andrade Teixeira, natural de Ribeirão Preto (11/8/47) morre, a 20 de abril de 2010. Professor e Técnico em Contabilidade pelo Colégio Amaro Cavalcante, sempre esteve envolvido com atividades sócio culturais. Como sócio fundador da União Brasileira de Trovadores, deixou boas trovas premiadas em concursos de diversas entidades trovadorescas. Foi sepultado no jazigo da família. Ivan Augusto era filho da profa. Ophélia e do trovador Nilton da Costa Teixeira.

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Trova 140 – Nilton Manoel (Ribeirão Preto/ SP)

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21 de abril de 2010 · 16:18

Nilton Manoel (Trovas Avulsas)

Canta o galo, nasce o dia!
do chão da praça sem nome,
põe num canto a moradia,
para lutar contra a fome.

vida com seus mistérios
mostra-nos e muito bem
que no Poder, homens sérios,
são sérios se lhes convém.

Dia da árvore, na escola,
faz-se festa às derrubadas;
a folhagem, sempre amola
sujando pátio e calçadas.

O mundo vive pedante;
grita e clama por socorro!
Gasta-se alto a todo o instante,
Não com gente… com cachorro!

Casa velha, quanto encanto!
tem cobras, cupins, lagartos…
uma história em cada canto
e fantasmas pelos quartos.

Na feira da corrupção
dois produtos têm destaque:
-laranja na execução;
pepino na hora do baque!

Meu filho só dá trabalho…
diz, na escola, o pai irado!
e o mestre olhando o pirralho…
por isto estou empregado!
======

Fonte:
Colaboração do autor

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Nilton Manoel

Poeta e prosador, normalista, pedagogo, especialista em Educação, contabilista, jornalista; dedica-se a artes visuais, a numismática e a filatelia.

Autor de Didática da Trova, Cem anos de jornalismo escolar, co-autor de Alfabetização e Letramento. No momento pesquisa a importância dos textos literários do programa Ler e Escrever e a didática poética dos textos do PNLD de 2010.

Pertence a Institutos Históricos e Geográficos, clubes de leitura e entidades de genealogia, Academia Virtual Brasileira de Letras, Academia Brasileira Poesia. Pertenceu a grupos de teatro e a Escola Municipal de Belas Artes.

Foi produtor e apresentador radiofônico de Cultura em Movimento, ex-Conselheiro Municipal de Cultura (3 gestões).

Em Educação: coordenou um dos núcleos do Mobral; ex-PCP da DRE/SP. Cursista dos projetos: Ipê, Profa, Letra e Vida, Teia do Saber, Escola Cidadã, Circuito de Gestão, Tecendo Saberes, TDAH, informática educacional básica e avançada, etc.

Tem comendas e prêmios recebidos.

Realiza, anualmente, os Jogos Florais Internacionais e Estudantis de Ribeirão Preto.

Livros reeditados: Cenas Urbanas, Trovas da Juventude; Caviar, Gororoba e Sal de Frutas, Sandálias de Peregrino, Poesia Mágica.

Fonte:
Colaboração do autor

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Trova 117 – Sylvio Ricciardi (Ribeirão Preto/SP)

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25 de fevereiro de 2010 · 23:24

Nilto Manoel (Palavra)

Antes era o verbo!
hoje a verba.
antes eram os desenhos
hoje as palavras.
palavra:
idéias e significados de dicionário.
A palavra
lavra
a folha do papel
e cria céus e infernos
animando o social.
Ah! Palavra falada e cantada
na gama dos conhecimentos.
A palavra-ônibus é a seqüência de idéias
na categoria das coisas;
pa
la
vra,
lavra
os saberes
na cartilha da vida:
A pata nada,
nada, na;
na silabação a versificação
tamborilada do poeta,
no lavor da literatura
à luz da gramática.
do mundo moderno
anda bem quando há homens de palavra:
verbo –palavra ação
palavrão – falta de educação.
palavreado –astúcia
palavra – fonemas com significação
palavra é tudo;
sonho nas primeiras letras
e movimento no correr da vida
Palavra é poder:
tempestade e calmaria
é pesadelo e sonho
é luz que faz a poesia
pintada em estrelas de sonho.
Ah! Palavra falada e cantada
sonho nas primeiras letras
e luz no correr da vida
––––––––––––-
Fonte:
Colaboração do autor

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Arquivado em O poeta no papel, Poesia, Ribeirão Preto

Jogos Florais Estudantis de Ribeirão Preto 2009 (Classificação Final)

Estudantil para alunos de 5ª a 8ª e ensino médio de todas as redes de ensino
LÁPIS – (Lírico ou filosófico)
BORRACHA (Humorístico)

VENCEDORES: (troféu)
LÁPIS – (Lírico ou filosófico)

1º lugar
O lápis trabalha o tema
que escrevo com alegria
o lápis cria o poema
amigo no dia-a-dia!
Christian G. Serafim 8ª B
Escola: Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

2º lugar
Com o lápis registrei
o seu nome, com amor,
só que nunca imaginei
que me desse tanta dor!
Maria Fabiana G. da Silva 6ªA
Escola: Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

3ª lugar
O lápis e o pensamento
escreveram bem assim:
com meu puro sentimento
eu te juro amor sem fim!
Raquel P. da Silveira 8ª A
Escola: Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

4º lugar
No papel tento expressar
Os gestos que não consigo
Só o lápis pode mostrar
Os dons que trago comigo.
Maria Rúbia S. Machado-nº26-7ª
EMEF “Professor Anísio Teixeira”

5º lugar
O lápis tem cores lindas
Arco-íris que vem do além
Como saudades infindas
Que nos fazem muito bem.
Guilherme de Almeida Camargo -7ª A
EMEF “Professor Anísio Teixeira”

MENÇÕES HONROSAS:
(medalha de prata)

1º lugar
No papel branco desenho
com o lápis, uma flor;
assim algo terno tenho
pra mandar ao meu amor!
Larissa G da Silva-6ª C
Escola: Cemei Dr. João Gilberto Sampai

2º lugar
O lápis é meu amigo
Com ele vou escrevendo
Ele sempre está comigo
A lição vou aprendendo.
Vania Carla Correa-6ª série
EMEF do CAIC Antonio Palocci

3º lugar
Com o lápis vou escrever
a paixão que tens por mim
com os teus olhos vou ver
um sentimento sem fim.
Gabriella Lucindo Reyde-7ª A
Escola Municipal de Ensino Fundamental Profª Elisa Duboc Garcia

4º lugar
Com o lápis vou escrevendo
um mundo sem crueldade
e assim nós vamos vivendo
com um pouco de igualdade.
Karina Aparecida Barreto Quirino -7ª A
Escola Municipal de Ensino Fundamental Profª Elisa Duboc Garcia

5º lugar
“Com um pequenino toque
De um só lápis encantado
Eu modifico meu rock
Num clássico inesperado”.
Mariana Cardoso Amaral Gonçalves-8ª A
EMEF “Professor Anísio Teixeira”

MENÇÕES ESPECIAIS
(medalha de bronze)

1º lugar
O meu lápis registrou
dias de felicidade,
mas a dor logo lembrou:
não passava de saudade!
Jaqueline A. de Oliveira-8ª A
Escola: Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

2º lugar
Dia da prova chegou
todos com lápis na mão
a professora falou:
– agora, muita atenção!
Matheus H. Zanin-7ª A
EMEF do CAIC Antonio Palocci

3º lugar
Eu não posso te dizer
Também não posso explicar
Com o lápis posso escrever
O que sofro por amar.
Natália de Carvalho Vieira-7ª série D
CAIC Antonio Palocci

4º lugar
Lápis não anda sozinho
Precisa de uma mãozinha
Para escrever um versinho
Para brilhar na escolinha.
Adolfo Ribeiro Pina-7ª C
EMEF do CAIC Antonio Palocci

5º lugar
O lápis é como a vida:
um dia vai se acabar.
Só que a vida bem vivida
mais feliz vai terminar.
Thaís Marilaine T. Rodrigues da Silva-8ª A
CEMEI” Virgílio Salata”
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BORRACHA (Humorístico)
VENCEDORES:
(troféu)

1º lugar
A borracha eu usei
pra apagar minha lição
e com ela apaguei
nota baixa no provão.
João Vitor A Rosato-5ª A
Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

2º lugar
O churrasco do meu pai
é borracha…de terceira:
a cada mordida, um ai
e dois dentes pra lixeira!
Matheus Mattos -8ª A
Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

3º lugar
Em minha rósea borracha
desenhei um coração
mas meu amor, que se “acha”,
jogou a pobre no chão!
Maria Victória -5ª A
Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

4º lugar
A borracha foi queixar
Perto daquela morena
Eu fui correndo buscar
Caí e saí de cena!
Marcos Aparecido Mendes Sobrinho-6ª C
Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

5º lugar
A borracha do chiclete
Eu mastigo sem parar
e sem dó eu pinto o sete
o meu dente a estragar!
Artur Henrique Costa de Souza-5ª B
Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

MENÇÕES HONROSAS
(medalha de prata)

1º lugar
A danada da borracha
sem querer caiu no chão,
dureza, ninguém a acha,
e me custou um dinheirão!
Izadora P. Moreira -8ª A
Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

2º lugar
A borracha do estilingue
pra matar um passarinho,
se rasgou e, puxa, zingue!
foi na casa do vizinho!
Peterson José de Melo de Campos-5ª B
Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

3º lugar
A borracha da mangueira
estourou na minha mão
puxa, me molhei inteira,
parecia um sopão!
Larissa G. da Silva-6ª C
Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

4º lugar
Quis pedir uma borracha,
mas a língua é grudada…
falei mesmo foi “bolacha”
ganhei uma bofetada!
Paulo Henrique Mendonça Junior-7ª A
Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

5º lugar
Este cara do meu lado
Gastou da minha borracha
Mandou eu ficar calado
E comeu minha bolacha.
Vinicius Cipriano Andrade-6ª série
EMEF do CAIC Antonio Palocci

MENÇÕES ESPECIAIS
(medalha de bronze)

1º lugar
Com a borracha apaguei
lembranças de um mau passado
a cabeça eu arejei
– era um namoro arretado!
Júlia Maria Araújo -7ª B
Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

2º lugar
A borracha eu cortei
fiz com ela uma mistura
num menino atirei
pois era uma belezura!
Mayara Ruiz Bonassa-5ª A
Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

3º lugar
Emprestei uma borracha
mas ninguém me devolveu
eu comprei uma bolacha
só que o meu bem comeu!
Steffani Soares N. Amado-7ª A
Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

4º lugar
A borracha apagou
o erro no meu escrito;
foi o lápis que errou
no fim, eu tomei um pito?
Reginaldo Ignácio Ferreira-7ª B
Cemei Dr. João Gilberto Sampaio

5º lugar
A borracha era infiel
Então o lápis se vingou
Desenhou-a no papel
ela mesma se apagou.
Bruna Giovana Malta Victal Teodoro -1º B-Ensino Médio
Emefem Dom Luis do Amaral Mousinho

O resultado do XXII Jogos Florais de Ribeirão Preto Nacional e Internacional se encontra em http://singrandohorizontes.blogspot.com/2009/05/xxii-jogos-florais-de-ribeirao-preto_31.html

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Fonte:
UBT/SP– Seção de Ribeirão Preto

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Nilton Manoel (Constelação de Trovas)

1
Quem tem vida vive atento
pêlos caminhos que enfrenta;
brinda as farpas do momento
com chocolate e pimenta.

2
O chifre em terra rachada
em bucolismo infernal,
é o adorno que traça a estrada
da carência de água e sal.

3
Florestas? – Quero espigões!
e a fauna toda enjaulada!
… e a moda de altos portões,
esconde a noite estrelada.

4
Depois dos cinqüenta, creio,
tudo é lucro e coerência;
homem que não faz rodeio,
sabe o que vale a existência.

5
Homem é o que sabe ser
companheiro, amigo e irmão;
Quem preza o Bem, sabe ter
da vida toda a emoção.

6
Meu pai, exemplo perfeito
de luta e vitalidade;
ao partir, por ser direito,
deixou sincera saudade.

7
Quando o homem é Homem não chora,
enfrenta as farpas da vida,
vence a fauna hostil com a flora
tornando a estrada florida.

8
O amante da Filomena,
se encontra o ex-marido dela,
treme tanto de dar pena…
e geme sem dor com ela!

9
Solteiro? – Querida! Ó vida
de prazeres… sonhos tantos!
Casados? ? Os nós da lida,
cegam os reais encantos!?

10
No lirismo de meu povo
sonho e tenho sempre fé
que num dia de sol novo
será plena a paz.. de pé!

11
Enfim dono dos saberes
da vida, em música e dança,
concluo que, o fim dos seres
é o limite da esperança.

12
Corre-se tanto, mas tanto,
pelo pódio e sua glória
que, o enfim é o fúnebre pranto,
de um troféu ao fim da história!

13
Quando há morte programada
pelos quadrantes da terra,
homens que não valem nada
sentem paz plantando guerra.

14
Cavalgando sem rodeios
por galáxias estreladas,
o poeta, em seus anseios
tece trovas requintadas.
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Arquivado em O Trovador em Preto e Branco, Ribeirão Preto, Trovas