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Nilton Manoel (São Paulo é Esperança Todos os Dias)

 

Estação da Luz

450 ANOS DE SÃO PAULO

O sonho da vida está na vida do sonho.
(Nilton Manoel, em Grilos na ponta do lápis)

1
No meu antigo toca discos,
ouço com muita atenção,
lindas canções de outrora:
– “São Paulo  Quatrocentão”,
da “Rapaziada do  Brás”…
O “Trem das Onze me traz”,
saudade e muita emoção.
2
O trem pelos velhos trilhos,
a história do povo escreve!
e a cidade em seu cenário
sempre arrojada se atreve
a plantar modernidade;
sofra a gente com a saudade,
o progresso não é breve.
3
São Paulo, não perde tempo,
inova, protege, acolhe,
quer sua gente contente
não há garoa que molhe,
o entusiasmo dessa sina;
quem vence sua rotina
dá vida aos sonhos que escolhe.
4
O povo quer movimento,
quer cenário, quer ação,
quer futuro e conforto
pela glória da nação…
Todo mundo quer ter paz,
como é bom sonhar no Brás,
há poesia nesse chão!
5
Sou paulista do interior
e passo a vida na estrada,
quem gosta de movimento
quer vida facilitada:
– ao modernismo dou fé,
por todo lado dá pé,
se a cidade é bem cuidada…
6
Quando estou na capital
tenho eficiente o transporte;
seguro, rápido, alegre,
em toda estação o bom porte
que, nem posso imaginar
sem metrô pra trabalhar…
Ser pontual é ser forte!
7
A inspiração não me falta
e até me lembro que, a gente,
há trinta e cinco anos tem,
esse serviço excelente
que movimenta a cidade
e dá ao povo a vontade,
de viver mais… felizmente!
8
São estações variadas
espalhadas pela cidade,
elevados, com plataformas
e na sua versatilidade,
põe no cenário, poesia,
integra-se com a ferrovia,
caminho de prosperidade.
9
Entre fixas e rolantes,
gente que faz movimento
no ganha pão habitual…
paro, olho e  meu pensamento
cola imagens que, resumo
para as falas de consumo…
Reportagens do momento!
10
Quem tem vida solidária
dá valor à cortesia:
por favor… muito obrigado…
dá licença… que poesia,
nas convenções sociais;
todos nós somos serviçais,
pelo pão de cada dia.
11
Jânio Quadros fez história
melhorou a imagem do Brás.
com novas edificações
e o povo cheio de paz,
se orgulha a todo o instante,
por ser sempre o Bandeirante,
de eras que não voltam mais…
12
Nossa vida que é cíclica,
deve a Anchieta, o jesuíta,
que nem sabia, Senhor!
a vida rica e catita
que sua instalação
da história da fundação,
seria plena e bonita.
13
Na sequência do transporte
o tempo não segue à toa
e o cenário num instante
de São Paulo da garoa
vai e volta com o metrô
rápido como um alô
de celular… Coisa boa!
14
Na integração, a saudade
que traz Maria Fumaça
é recompensa gostosa
é vida cheia de graça
é tempo cheio de glória
é povo que faz a história
nas estações em que passa.
15
Sertanejo, deslumbrado,
da capital do Interior,
Paro e olho como poeta
e fotografo com amor,
a cidade velha e a nova…
Faço haicai, cordel e trova,
São Paulo em tudo tem cor.
16
Fora e dentro da paisagem
do metrô, pelas estações,
a moda que inventa moda
tem espaço de emoções,
nos projetos culturais,
além de artes visuais
concertos e belas canções
17
Viajando, cheio de sonhos,
o usuário com vigor,
faz a vida mais contente,
tem no metrô, o esplendor,
do minuto brasileiro.
Sabe que tempo é dinheiro
e dinheiro é vida e valor.
18
Nestes bons trinta e cinco anos
dos quais dez Companhia
de Trens Metropolitanos.
São Paulo que é poesia.
tem seus pontos cardeais
movimentos cordiais,
na vida do dia a dia…
19
Entre túneis e superfícies.
neste cenário bacana,
paz pelas quatro estações
com as vitrines de Ikebana…
Esculturas e poesia…
O jornal de todo o dia…
É obra que de Deus emana.
20
Nesse progresso incomum
de terra quatrocentona
dos cafezais à indústria
ao comércio em maratona
o povo que se desdobra…
O imigrante tudo cobra
da cidade que emociona.
21
Cenário amigo é o Metrô!
solidário,  nada esconde…
Relembre através da história
a vida dura do bonde,
no meu relógio de ponto…
Todo mês quanto desconto!
A rapidez corresponde.
22
“São Paulo dos meus amores”
treze listras das bandeiras
progressista a todo o instante
de vida gentil de ordeira
cidade que se desdobra,
urbanidade que sobra
pela pátria brasileira.
23
Nesta vida, coisa boa,
meu trem das onze, é fulgor,
corre até a meia-noite;
é transporte de valor
é segurança de fé
é sorriso que dá pé
é verso de cantador…
24
Vai-e-volta, gente bonita,
da pátria do bom cidadão
em sua faina diária,
carteira assinada ou não
que, São Paulo que é formiga
também é cigarra e abriga
a saga da Educação.
25
Neste  mundo transversal
temas escolares tantos,
em seu cenário tem vida…
Num programa, com encantos
comunitários, o fascínio,
dá a todos tirocínio
da grandeza em todos cantos.
26
No “Ação Escolar” projeta
a influência, positiva,
do metrô pela cidade…
Movimento que motiva,
no urbanismo, novos lares,
é nos bancos escolares,
consagra-se em voz ativa.
27
Os conceitos cidadãos
são plenos em toda parte
faz da cultura de então
dar vivas a vida com arte
que o visual é fartura
que encanta, fascina e apura,
É saber que se reparte…
28
Como patrimônio público
paisagístico e de transporte
Metrô é riqueza da história,
trouxe à vida a melhor porte,
é tudo que o povo queria…
Foguete de todo o dia
do meu trabalho, o suporte.
29
São Paulo é renovação,
canteiro da arquitetura,
pátria de nossos estados
onde se sonha fartura…
Ambição a luz do dia
de noite sonho e poesia…
Vive-se bem… A vida é dura!
30
Por todas as linhas que passo,
por todos sonhos que planto
a trabalho ou a passeio
O metrô tem seu encanto
viajo em paz, sossegado,
feliz e cheio de agrado
e meus limites suplanto.
31
Recordo dos velhos tempos
do transporte e nossa história…
Museu Gaetano Ferolla
têm muito da trajetória…
O bondinho da novela
se à saudade dá trela?
Metrô é conforto e glória!
32
Salve os metroviários. Viva!
gente amiga e de paz!
quem trabalha por São Paulo,
é ordeiro em tudo que faz.
Viva minha gente de fé,
em Sampa tudo da pé!…
Viva o Metrô!  Viva o Brás!

Fonte:
O Autor

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Nilton Manoel (Baú de Trovas)

A noite calada e escura
que silencia meu pranto,
revela toda a amargura
na falta de teu encanto.

Com esse salário de fome…
sem ver a cor do dinheiro,
pobre, nem papel consome…
Fazer o que no banheiro.

Com meu freezer sem nadinha,
vou amargando o rosário;
Quem come pão com farinha
sabe o que vale o salário.

Conduzindo arma sem porte,
foi detido o valentão,
que, da praia, por esporte,
vinha abraçando um canhão.

Deriva, momento incerto,
em que a vida segue a esmo,
mas quem vai de peito
vence a tudo,até a si  mesmo .

Do jeito que a coisa vai
em tudo se põe durex…
pobre, sem panela sai
pra comer de marmitex.

Dos meus sonhos eu bendigo
as passadas frustrações;
Hoje é mais puro o meu trigo
sendo humilde nas ações.

Em férias, certo doutor,
ganha auréola de moleque,
quando perde sua cor,
no exagero de um pileque.

Fez-se pai o jornalista
e, uma ideia lhe desfralda:
– Batiza a filha, o egoísta,
com o nome de… Jornalda!

Homem maduro tem força;
firme, enfrenta ondas e ventos…
por mais que os anos lhe torça,
jamais perde os bons momentos.

Indo por outros caminhos
neste mundo, às vezes rude,
vou fugindo dos espinhos
pois, das mulheres, não pude!

Leia a sorte, meu senhor!
-Que sorte tenho cigana?
mãos de pobre professor
vive sem linhas e  grana.

Muda o  mundo…tudo muda!
mas no campo do saber
há quem todo o tempo estuda,
mas é “verde” de morrer.

Na caminhada, maduro,
ponho fogo na fornalha;
quero deixar no futuro,
as lições de quem trabalha.

Não existe culpa imensa
para quem crê no perdão,
tendo o Deus de sua crença
tranqüilo em seu coração

Na rua, toda nuazinha,
escondendo a cara santa,
no carnaval da Lurdinha,
até morto se  levanta

Nesse comércio bizarro
de promoção de viés.
Ainda venderão carro
dando de brinde mais dez.

No espaço da folha branca
o universo do escritor,
torna a vida bem mais franca
se traça versos de amor.

O meu palácio encantado,
onde o ano todo é natal,
é um quadradinho alugado,
chamado “caixa postal”!

O mundo – pleno em magia,
nossa bola de cristal,
mesmo amargo, traz poesia,
aos momentos mais sem sal.

Por entre as pedras da fonte,
cantante em sai alegria,
o bardo vê no horizonte
sua fonte de poesia.

Promoção de negro humor
em grandes filas, à vista;
qualquer “lixo” tem valor,
na glória do varejista…

Quem como eu faz poesia,
sabe que a glória é completa:
– Ninguém aposenta o dia
de trabalho de um poeta.

Quem tem coração de paz
vive de culpa liberto,
porque faz do  bem que faz
um céu de Sol mais aberto.

Quem tem vida vive atento
pelos caminhos que enfrenta;
brinda as farpas do momento
com chocolate e pimenta.

Ribeirão Preto é café
-terra amiga e sempre nova-
quinze décadas de fé
que todos cantam em trova.

Sem ter bolas de cristal,
quem sabe onde pisa faz
de sua estrada um rosal
se é do Bem e pela paz.

Sem ter calçado e camisa
pra não cair na prisão,
salário de pobre é a brisa
mal dá pra comprar o calção.

Talento é ter arte e graça
brincando com a vida séria;
pobre curte até a desgraça
com o salário da miséria.

Viver pobre é contramão
mundo triste de aguentar;
A sorte que traz o pão
enfrenta os jogos de azar.

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XXVI Jogos Florais / XIV Jogos Florais Estudantis de Ribeirão Preto– 2013 (Prazo: 21 de Março)


Prazo: até 21 de março de 2013.

Resultado: final de abril.

Tema Municipal
Liricas/Filosóficas: Direito
Humorísticas: Torto

Tema Nacional
Liricas/Filosóficas: Muralha
Humorísticas: Cerca

Tema Estudantil
Liricas/Filosóficas: Fada
Humorísticas: Bruxa

Remessa:
Sistema envelopes brancos (8/11) em ARIAL

União Brasileira de Trovadores
Caixa Postal 448
CEP: 14001-970 
Ribeirão Preto-SP-Brasil.

Fonte:
Nilton Manoel

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Ribeirão Preto em Trovas


A paixão é estranho jogo
 que, de súbito, esparrama
 mil labaredas de fogo,
 porém, breve cessa a chama.
 AIDER CRUZ DE OLIVEIRA

Minhas mágoas vejo, agora,
no cristal das águas mansas,
no mesmo rio que, outrora,
me refletia esperanças.
ALMÉRIA PAIVA CIONE

Fugindo aflita, assustada,
aos pulos o coração,
sem sorte, sala fechada,
dá de cara com o ladrão!
ANA ROMANO SANTORO

No transparente cristal,
vislumbro de Deus o rosto,
na forma transcedental
do Tudo… no nada exposto.
ANTONIO CARLOS TÓRTORO

A mãe é um ente sublime
que Deus nos deu por herança;
cada vez mais ela exprime
amor,fé,paz e esperança.
BENEDITO IVO PINTO (+)

Numa gota de cristal
que de teus olhos fugia,
eu pude ver, afinal,
que era amor o que caía…
BRANCA MARILENE MORA DE OLIVEIRA

A chama do fogo sente
 que nem sempre tudo é festa
 e queimando descontente
 vai devastando a floresta.
CAVALHEIRO VERARDO NETO

Como cristal em pedaços
espalhados pelo chão,
são sem valor seus abraços
na mentira da paixão…
DULCE CIONE MALDONADO

Oh! Ribeirão Preto antiga
dos barões e cafezais…
Nova cidade que abriga
os grandes canaviais.
ELIANE APARECIDA PEREIRA

Amo ler, e bem escolho
no livro a mensagem certa,
o conteúdo eu recolho,
não deixo a mente deserta!
ELISA ALDERANI

O meu vizinho Clemente,
 comemorando no jogo,
 deu um beijo tão ardente
 que o bigode pegou fogo.
 ELZA MORA

Que o natal me traga paz,
fraternidade e alegria;
que eu seja sempre capaz
de seguir a mãe Maria!
FRANCISCA DE A. RODRIGUES

Para a gente ser feliz
é preciso muita paz;
pensar sempre no que diz;
o resto, o coração faz.
GISLAINE KIKUGAWA

Nunca vi algo tão lindo,
nada tão encantador,
que a natureza sorrindo,
desabrochando uma flor!
HELENA AGOSTINHO
Brincava sempe com fogo
 minha azarada vizinha,
 namorava um pedagogo
 que era chefe de cozinha.
IVAN AUGUSTO DE ANDRADE TEIXEIRA

Vale mais, no último instante,
no acerto da redenção,
a humildade do gigante
que a prepotência do anão.
JOSÉ MARIA M. DE MIRANDA (+)

Não traz perene alegria
taça de cristal na mão!
Esse prazer não expia
as nódoas do coração!
JOSUÉ DE VARGAS FERREIRA

A luz que jamais se apaga
 no ideal da humanidade
 é o clarão que se propaga
 na chama da liberdade.
LILA RICCIARDI FONTES

No sorriso da criança
brilha um toque divinal
que lhe traz a semelhança
da pureza do cristal!
LOURDES APARECIDA CIONE

Diz a pipoca à panela:
 – Por que pulas tanto assim,
 se o fogo desta esparrela
 é todo embaixo de mim?!
MANOEL NAHAS NETO

Em que bola de cristal
eu vou ler nossos destinos,
neste mundo desigual,
neste mar de desatinos?…
MIGUEL PERRONE CIONE

Abraçadas por espinhos,
tristes cruzes nas estradas,
são saudades nos caminhos
por mãos piedosas plantadas.
NILTON DA COSTA TEIXEIRA (+)

O mundo, pleno em magia,
nossa bola de cristal,
mesmo amargo, traz poesia
aos momentos mais sem sal.
NILTON MANOEL

A sorte nasce com a gente
e faz a gente pensar
que, para viver contente,
é viver sem trabalhar.
NININHA CABRAL GUTIERREZ

Feliz quem parte da vida,
humilde nada levando,
porém, em contrapartida,
muitas saudades deixando.
ONÉSIO DA MOTA CORTEZ (+)

Todos vemos cada dia
nossa máscara mudar,
Mas o importante seria
nosso interior transformar
OTHNIEL F DE SOUZA

Ergo o cristal, já vencida,
mas a razão me renega,
quando a emoção, iludida,
bebe o vinho e a ti me entrega!
RITA MARCIANO MOURÃO

Naquele livro de outrora
aprendi nobre lição:
orar aos anjos, na aurora,
é aquecer o coração!
ROGER RODRIGO DE BRITO

Meu viver foi tão judiado,
tornando-me um infeliz…
Sou como o cristal trincado:
ninguém cura a cicatriz…
RUBENS R. RICCIARDI

Com livro para educar,
busca a escola a perfeição,
pois é preciso ensinar
e formar um cidadão.
SEBASTIANA CANGUSSU PARENTE

O livro é sabedoria,
pensamento, história e vida,
em prosa e mesmo poesia,
é a esperança revivida.
SUELI TORNICI

No cristal da fonte brilha
espelho espetacular!
E a lua cheia, andarilha,
vaidosa… vem-se espelhar…
SYLVIO RICCIARDI

Floresceu minha paixão
nesta palhoça esquecida…
e estas flores pelo chão
lembram nossa despedida.
VICENTE TEODORO DE SOUZA (+)

Tirei da rosa a pureza,
do jardim a suavidade,
das flores a singeleza,
do nosso espaço… “A saudade”.
WAGNER AGNALDO BIAGINI (+)

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Nilton da Costa Teixeira (Ano Novo, Acenos Novos)

Nilton da Costa Teixeira (Monte Alto/SP, 3 de maio de 1920 – Ribeirão Preto/SP, 5 de novembro de 1983) 
——————

Ano novo chegou,
o ano velho partiu,
a fé que vicejou
aonde a dor existiu.
doze meses se foram,
alegres, talvez não,
uns riem, outros choram,
dias que foram, que vão,
no fim de ano o espetáculo
da folhinha termina,
consulto o meu oráculo
E ele não desanima;
promete-me venturas,
dinheiro, amor, saúde,
O progresso, as farturas,
nada disso me ilude,
pois o último dia do ano,
passei em casa sozinho,
contando os desenganos,
pondo-os num papelzinho,
vi tantos e a última hora,
de contá-los demovo,
rezo à Nossa Senhora,
não os quero de novo;
e agora o ano se foi,
só espero o porvir,
pois, o passado dói,
com o futuro a sorrir…
alguém bate na janela,
levanto e vou abrir,
eu pensei que fosse ela,
vejo o vento a bramir;
hoje, do ano, primeiro,
deixo os meus desenganos,
estou fazendo planos,
que eu farei o ano inteiro,
a casa para morar,
boa saúde, animação,
são planos a exaltar,
constante o coração,
eu quero uma cabocla,
singela e recatada
que me tire a ânsia louca,
na louca caminhada;
pois a vida oferece
sonhos acolhedores,
quem seu caminho esquece,
magoado terá dores.
Eu indago o horizonte,
confio na imensidão,
encontro numa ponte,
vazio, desolação…
são os anos que passaram
na vida de cada um,
os sonhos que vicejaram,
sem proveito nenhum,
por isso começo o ano,
com o meu plano estudado,
não quero os desenganos,
iguais do ano passado.

Fonte:
Nilton Manoel

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Nilton Manoel (Trovas Esparsas)

1
Dos meus sonhos eu bendigo
as passadas frustrações;
Hoje é mais puro o meu trigo
sendo humilde nas ações.
2
A noite calada e escura
que silencia meu pranto,
revela toda a amargura
na falta de teu encanto.
3
Quem tem coração de paz
vive de culpa liberto,
porque faz do bem que faz
um céu de Sol mais aberto.
4
Não existe culpa imensa
para quem crê no perdão,
tendo o Deus de sua crença
tranqüilo em seu coração
5
Deriva, momento incerto,
em que a vida segue a esmo,
mas quem vai de peito
vence a tudo,até a si mesmo .
6
Talento é ter arte e graça
brincando com a vida séria;
pobre curte até a desgraça
com o salário da miséria.
7
Sem ter calçado e camisa
pra não cair na prisão,
salário de pobre é a brisa
mal dá pra comprar o calção.
8
Com meu freeser sem nadinha,
vou amargando o rosário;
Quem come pão com farinha
sabe o que vale o salário.
9
Com esse salário de fome…
sem ver a cor do dinheiro,
pobre, nem papel consome…
Fazer o que no banheiro.
10
O mundo – pleno em magia,
nossa bola de cristal,
mesmo amargo, traz poesia,
aos momentos mais sem sal.
11
Sem ter bolas de cristal,
quem sabe onde pisa faz
de sua estrada um rosal
se é do Bem e pela paz.
12
Leia a sorte,meu senhor!
-Que sorte tenho cigana?
mãos de pobre professor
vive sem linhas e e grana.
13
Viver pobre é contramão
mundo triste de agüentar;
A sorte que traz o pão
enfrenta os jogos de azar.
14
Por entre as pedras da fonte,
cantante em sai alegria,
o bardo vê no horizonte
sua fonte de poesia.
15
Na rua, toda nuazinha,
escondendo a cara santa,
no carnaval da Lurdinha,
até morto se levanta
16
Do jeito que a coisa vai
em tudo se põe durex…
pobre, sem panela sai
pra comer de marmitex.
17
No espaço da folha branca
o universo do escritor,
torna a vida bem mais franca
se traça versos de amor.
18
Em férias, certo doutor,
ganha auréola de moleque,
quando perde sua cor,
no exagero de um pileque.
19
Ribeirão Preto é café
-terra amiga e sempre nova-
quinze décadas de fé
que todos cantam em trova.
20
Homem maduro tem força;
firme, enfrenta ondas e ventos…
por mais que os anos lhe torça,
jamais perde os bons momentos.
21
Na caminhada, maduro,
ponho fogo na fornalha;
quero deixar no futuro,
as lições de quem trabalha.
22
Muda o mundo…tudo muda!
mas no campo do saber
há quem todo o tempo estuda,
mas é “verde” de morrer.
23
Nesse comércio bizarro
de promoção de viés.
Ainda venderão carro
dando de brinde mais dez.
24
Promoção de negro humor
em grandes filas, à vista;
qualquer “lixo” tem valor,
na glória do varejista…

Fonte:

O Autor

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Nilton Manoel (Poeta, Trovador, Escritor)

Ribeirão Preto tem história como terra de poesia. Tantos são os poetas de ontem e de hoje que, cita-los nos leva a pesquisas diversas e em fases sociais. O início cívico e cultural resgatamos no jornal A Palavra e nos jornais municipalistas de todos os tempos. Hoje não encontramos mais difusão poética nos jornais. Os espaços são para as reprises estapafúrdias de noticiários. Não sobram nem 20 linhas para a poesia. Outras coisas tem todos os espaços. Enfim “um lugar pra cada coisa… Cada coisa em seu lugar.”. É hora de acontecer um novo Movimento de Poesia. . Poetas… movimentem-se!

Nilton Manoel
O APAGADOR

Um apagador
não apaga a dor
nem uma lousa
de sala de aula.

O apagador
não apaga uma lousa!
apaga só o que nela está escrito
com giz branco ou não
e tem o nome de lição
de classe,
ou de casa.
O apagador
é a borracha de professor.
Senão como seria
a tarefa do mestre na lousa?
O quê?

TROVAS

No amor às cousas pequenas,
no cultivo da humildade,
residem as mais serenas
conquistas da humanidade.
Wilson Clóvis Andrade

Quando a escultura dengosa
balança leve na areia,
sinto,a musa mais gostosa,
se o sangue ferve na veia.
Nilton Manoel

Deus, o maior escritor,
que temos a céu aberto,
em linhas tortas, com amor,
escreve sempre o que é certo.
Nilton Manoel

Quando o verde da esperança
vem doce no coração…
Nem sempre há temperança
para regar a emoção.
Arlete Luiza


Nilton Manoel
O GIRASSOL

Gira,
girassol
flor  amarela
que enfeita a lapela
de um cantor
Gira
Gira
Girassol
Substantivo composto
flor de pétalas gigantes
e sementes gordinhas
que servem para os pássaros,
aos gerbis ou aos  hamisters.
Como é lindo o girassol
num dia de sol,
no meu jardim dos sentidos.
Para o girassol,
faço haicai, cordel, trova…
poemas que leio e declamo.
Declamo? Clamo!
Conclamo:
-Viva o girassol!

MAIS TROVAS

Neste sesquicentenário
faço uma declaração,
guardada num relicário:
amo você Ribeirão!.
Wanda Duarte da Silva

Com a verde camisola
de detalhes provocantes,
a boazuda Carola
morre de sonhos picantes.
Eliane Ap.Pereira

Vou indo por este mundo,
para tudo tenho sinônimo;
mas meu desgosto é profundo
pois sou um poeta anônimo!
Nilton da Costa Teixeira

“ É a trova em seu natural
mordaz, alegre ou dolente,
lindo trecho musical
de quatro notas somente.”
Lilinha Fernandes

Carregador da estação,
letrado como ninguém,
leu na cartilha o rifão:
-“há malas que vêm pro trem”…
Josué de Vargas Ferreira

Quando o amor maduro,na alma
acende o fogo,a paixão,
faz a poesia que acalma
na forma do coração.
Sueli Tornici

Bendito seja o escritor
que concretiza o saber
e nos transforma em leitor
para o mundo conhecer!…
Oefe de Souza

Fonte:
http://www.movimentodasartes.com.br/trovador/pop_101/100719a.htm

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