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Hermoclydes S. Franco (1929 – 2012)

Nasceu em Niterói, em 26 de maio de 1929.

Aposentado. Advogado e administrador formado, respectivamente, pela Faculdade de Direito de Niterói e pela Universidade Gama Filho.

Começou a escrever literariamente em 1980, quando a preocupação com o que fazer após a aposentadoria, para preencher a mente com algo que pudesse trazer satisfação e impedir que a falta do trabalho pudesse trazer qualquer tipo de isolamento ou insatisfação. Na verdade sempre gostou de literatura, desde a mocidade, de maneira que não houve uma influência direta para que começasse a escrever. A preocupação com a futura aposentadoria levou-o a esse caminho.

Em 1985, iniciou preparativos para ingressar no meio trovadoresco, através da União Brasileira de Trovadores (UBT), o que veio a mostrar-se uma positiva decisão, ocorrendo a filiação à seção do Rio de Janeiro no 2º semestre daquele ano. A aposentadoria viria a concretizar-se em 1991, após 40 anos de trabalho em apenas duas empresas brasileiras: a Cia. Aços Especiais Itabira (ACESITA), de l95l a l973, e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 1973 a 1991.

Os seus primeiros trabalhos literários de algum valor foram uma versão em quadras da ORAÇÃO DE S. FRANCISCO DE ASSIS (1985), posteriormente musicada pela trovadora -musicista GLORINHA VELLOSO, e o poema “PARQUE ITATIAIA (A Natureza, o Poeta e o Insensato) – 1º premio em Concurso Comemorativo do cinqüentenário dos parques Nacionais Brasileiros (1987).

Não possui livros editados. Apenas diversas plaquetes em edições restritas feitas artesanalmente e distribuídas gratuitamente a amigos. Destes o mais importante é a série “TROVAS, SIMPLESMENTE TROVAS”: 1º VOL/1993; 2º VOL/1998; 3º VOL/2003; o VOL. IV, a em 1998, seguindo o mesmo processo.

Como escritor conheceu perfeitamente suas limitações, mas procurou manter acesa a chama da esperança e jamais deixar de sonhar, apanágio maior dos poetas.

Ao longo de 20 anos de participação em concursos de trovas e de poesias, é natural que possua cerca de 400 premiações nesses certames. Grande é a alegria por ter obtido o 1º prêmio em quadras no I Concurso Algarve/Brasil (1997) e Menção Honrosa no II (1998) e duas Menções Honrosas no Grande Concurso de Quadras de S. João (1993) do Jornal de Noticias do PORTO. Algumas poesias (sonetos e poemas) premiadas em vários estados brasileiros.

A quem começasse a escrever agora, o único conselho que daria seria no sentido de que estude permanentemente todos os meandros de nossa Língua Portuguesa, para não se permitir cometer erros crassos em seus escritos, como ocorre comumente com tantos pseudo-escritores.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 8 de agosto de 2012.

Fontes:
Portal CEN
Macae News

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Arquivado em Biografia, Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro em Trovas

Rio de Janeiro Trovadoresco

Livreto 1 com 170 paginas com trovas de trovadores do Rio de Janeiro, até a letra L. Breve o livreto 2
Especial João Freire Filho, falecido esta semana.. 

Leia e/ou faça o download AQUI
 João Freire Filho
Abigail de Araújo Lima RizziniAbílio KacAdelir Coelho MachadoAgostinho RodriguesAilto Rodrigues
Alba Helena Correa – Albertina Moreira PedroAlberto LimaAlda Pereira PintoAlice Alves Nunes 
Alírio de Oliveira Ramos – Almerinda LiporageAlmir Pinto de AzevedoAmadeu LaginestraAna Maria MottaAnis Murad – Antonio Carlos PiragibeAntonio Manoel Abreu SardenbergAntonio SeixasAntonio WerneckArthur Nunes da Silva – Benedita Silva AzevedoBrasil dos ReisCasimiro de AbreuCélia CavalcanteCid AndradeDalmir Penna – Diamantino FerreiraDirce MontechiariDjalda Winter SantosEdmar Japiassú MaiaElen Novaes Félix – Elisabeth Souza CruzFlorestan Japiassú MaiaFrancisco RosettiGilson Faustino Maia
Gumercindo Jaulino – Haroldo WerneckHermoclydes S. FrancoJoão CostaJoão Rangel Coelho 
Josafá Sobreira da Silva – Lamartine BaboLaurindo RabeloLilian MaialLilinha FernandesLuna Fernandes

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Trova de Dia das Mães – Hermoclydes S. Franco (Rio de Janeiro/RJ)

Pintura de Pablo Picasso

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Hermoclydes S. Franco (Abril – Flores de Maringá em Trovas)

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1 de abril de 2012 · 19:29

João Costa (Falando de Amor)

Num mar de pura magia
o umbral do tempo transponho,
rumo ao reino da utopia,
na caravela do sonho.

Um gosto de fim de festa,
tristeza, desilusão
É tudo, enfim, que nos resta
depois que os sonhos se vão…

Em meu delírio, cansado
de tanto em vão te esperar,
a saudade canta um fado
e faz minha alma chorar.

Peço-te perdão, querida ,
pela audácia de querer-te,
de sonhar-te em minha vida,
de imaginar merecer-te.

Nossas emoções primeiras,
sob o efeito da paixão,
são fortes, mas passageiras,
como chuvas de verão.

Viva intensamente quem
tem um sonho a ser vivido
que a saudade sempre vem
atrás de um sonho perdido…

Não me indagues por que te amo.
Não saberia dizer.
Eu te amo só porque te amo.
Que outra razão pode haver?

A vida é triste, sombria,
nesta minha solidão.
Sem a tua companhia,
é inverno em pleno verão.

A noite é perfeita e bela,
a lua encanta e seduz,
tecendo em nossa janela
uma cortina de luz.

Poesia, vida, beleza,
bem-aventurança, dor,
felicidade, tristeza…
É isso e bem mais o amor.

Jurei que não voltaria,
ao partir, e assim o fiz.
Lamento essa teimosia
que só me fez infeliz…

De príncipe me chamava
e a gente era tão feliz.
E quando não mais se amava,
nem como escravo me quis.

Tu me prendes com abraços,
torturas com tal paixão,
que, sendo algemas teus braços,
bendita seja a prisão!

Nem ouro nem o fulgor
dos diamantes trago, e sim,
no peito, a rosa do amor;
nas mãos, carinhos sem fim.

Passa o tempo… Passa a vida…
E eu não consigo esquecer-te.
Não me perdôo, querida,
pelo crime de perder-te.

É noite… Insone, penando,
nesta triste solidão,
ouço o silêncio gritando
dentro do meu coração.

Na despedida, confiei
na promessa que fizeste:
– Espera-me, eu voltarei!
Mas quando… não me disseste.

Dos bons acontecimentos
de minha vida, bendigo
aqueles doces mementos
que pude viver contigo.

Desiludido da vida,
do amor – em total entrega -,
sou folha no chão caída
que nem o vento carrega.

Desfeito o sonho mais puro,
longe de quem tanto quis,
para não sofrer, procuro
esquecer que fui feliz…

Não ambiciono o Eldorado.
Meu mundo, embora singelo,
contigo sempre ao meu lado,
é dos mundos o mais belo.

Relembramdo tempos idos,
abro a agenda da memória
e encontro sonhos perdidos,
pedaços da nossa história.

Quero um relógio, querida,
cujo mágico processo,
atrase a tua partida
e abrevie o teu regresso.

– Eu volto! – me consolava.
Mas, em profunda agonia,
meu coração pressagiava
que ela jamais voltaria…

Somos metades perdidas
e eu espero te encontrar.
E esperarei quantas vidas
ainda tiver que esperar…

Cansado de tanto errar,
nessa procura infeliz,
já nem sei se ao te encontrar
eu me sentirei feliz.

Que te amo ao mundo proclamo.
Duvidas, mas eu insisto.
Se é mentira, amor, que eu te amo,
é mentira que eu existo.

O tempo passa…Demoras…
E eu aqui a te esperar.
Meu amor, quantas auroras,
nessa espera, vi chegar!…

Voltarás…Que importa quando?
Eu só sei que voltarás…
Estarei sempre esperando
o dia em que tu virás.

Por esta senda de espinhos,
vou sufocando meus ais,
pois eu sou, sem teus carinhos,
o mais triste dos mortais.

Quis-te para sempre, amor,
mas me deste a solidão.
Hoje és saudade e esta dor
é eterna em meu coração…

Quando as almas são unidas
pelo amor, completamente,
deixam de ser duas vidas
para ser uma somente.

A noite é toda poesia.
Lua e estrelas a brilhar…
Mas, sem tua companhia
de que me serve o luar?…

De exuberância suprema,
que nos encanta e extasia,
cada alvorada é um poema
que Deus compõe todo dia.

Tua presença é poesia,
tudo de bom para mim;
teu sorriso pressagia
felicidade sem fim…

Os meus dias são tristonhos.
Tu não vens e o tempo avança.
Nem mesmo no mar dos sonhos
vislumbro a nau da esperança.

Quando eu me for desta vida,
irei a meu Deus pedir
que ele me faça, querida,
reencontrar-te no porvir.

Descobri, ao te perder,
que, sem direito a perdão,
fui condenado a viver
algemado à solidão.

De saudade angustiado,
faço versos soluçando
e cada trova é um recado
por teu regresso implorando.

Mais triste e pior castigo
do que o meu não pode haver:
– Não pode viver contigo,
sem ti não saber viver…

Nós dois… A felicidade…
Muito amor… Sonhos… Depois,
a distância e a saudade
como abismo entre nós dois…

Que importa o tempo passado,
se é tão grata a descoberta?
– Ao ver-te ainda ao meu lado,
sei que fiz a escolha certa!

Dei a ti meu coração,
muito te amei e te quis.
Se tudo foi ilusão,
não importa, eu fui feliz!…

Os meus versos se calaram,
à saudade sucumbi,
minhas lágrimas secaram
de tanto chorar por ti…

Ao partires, me disseste:
– Espera-me, eu voltarei!
O tempo passou… Não vieste…
E o pior: eu te esperei.

Recomeça a nostalgia
quando o dia vai morrendo.
Não suporto esta agonia.
Volta, amor, estou sofrendo!

O tempo que tudo apaga,
promovendo o esquecimento,
em vez de apagar afaga
teu nome em meu pensamento.

Que em tua ausência dispare,
eu apelo ao tempo; e quando
estivermos juntos, pare,
o momento eternizando.

Fonte:
João Costa. Meu Caderno de Trovas. Saquarema, RJ: Edição Artesanal, 2011.

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Trova 213 – Edmar Japiassu Maia (RJ)

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6 de dezembro de 2011 · 00:46

Trova 197 – Durval Mendonça (RJ)



Fonte:

Trova obtida no blog de Pedro Mello, Trova do dia de hoje, http://pedromello-ubt.blogspot.com/

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