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José Hamilton Ribeiro (1935)

Em agosto de 1935 nasceu em Santa Rosa de Viterbo, SP, José Hamilton Ribeiro. Em sua infância ganhou aqui o apelido de “Zé Gato”, quando já demonstrava sua vocação jornalística ao editar o Jornal da Escola.

Com 20 anos de idade José Hamilton inicia sua carreira de jornalista, na Faculdade de Jornalismo Cásper Líbero, em São Paulo, e em 1955, ano em que começa a trabalhar de repórter no jornal “O Tempo”.

No ano seguinte, atua no Jornal Folha de São Paulo. Em 1962 torna-se redator-chefe da revista Quatro Rodas, da editora Abril, onde recebe por duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, iniciando sua coletânea de prêmios que viria a seguir.

Além de jornalista, José Hamilton também se torna, em 1964, Bacharel em Direito.

Em 1966 trabalhou como repórter e editor-chefe da Revista Realidade, onde ganha três prêmios Esso, em 1967, 1968 e 1970. Pela revista, em 1968, vai cobrir a guerra do Vietnã, onde, em uma de suas reportagens, perde uma perna na explosão de uma mina. O acidente não o impede de continuar sua missão de jornalista.

Em 1969 recebe mais um prêmio Esso, de jornalismo individual, ano em que lança o livro “O Gosto da Guerra”, onde narra com detalhes sua dolorosa experiência no Vietnã.

Em 1972, atua como repórter na Veja.

Em 1974 lança o livro “Pantanal Amor Bágua” e em 1975 dirige “O Diário”, de Ribeirão Preto.

Em 1977 é Diretor do Jornal “Dia e Noite” de Rio Preto, onde ganha mais um Prêmio Esso. Durante a ditadura militar, José Hamilton deixa a cidade de São Paulo e passa a implantar novas tecnologias gráficas nos jornais do interior.

Em 1978 ganha o Prêmio Telesp de Jornalismo e é editor-chefe de jornalismo na TV Tupi. Dirige o “Jornal de Hoje” de Campinas, em 1979 e lança o livro “Senhor Jequitibá”.

Em 1981 atua no “Globo Repórter” e, em 1982, passa a ser repórter do programa Globo Rural, onde está até hoje. No mesmo ano recebe o Prêmio Wladmir Herzog de Direitos Humanos.

Foi editor-chefe da Revista Globo Rural, em 1985/1986 e ganha o Prêmio J.Reis de Jornalismo Científico.

Lança em 1992 o livro “Gota de Sol”, sobre a laranja.

Em 1993 vence o concurso de Professor titular na Universidade federal de Santa Catarina e em 1995 recebe o Prêmio da Confederação Nacional da Agricultura (jornalismo).

Torna-se em 1996, Cidadão Sul-Matogrossense honorário.

Em 1997 lança o livro “Vingança do Índio Cavaleiro” e no ano seguinte “Jornalistas 37/97”.

No ano 2000 ganha o Prêmio Cláudio Abramo de Telejonalismo.

Em 2004 o Prêmio Embratel de Jornalismo e no ano seguinte o Grande Prêmio Revista Imprensa.

NOS ESTADOS UNIDOS O RECONHECIMENTO E PRÊMIO

Santa Rosa de Viterbo, já tinha motivos de sobra para se orgulhar de um de seus mais distintos filhos. Mas, José Hamilton Ribeiro vai além do reconhecimento nacional. Os Estados Unidos da América curva-se ao jornalismo caboclo de “Zé Gato”.

Em junho deste ano, José Hamilton recebe o mais antigo prêmio de Jornalismo concedido nos Estados Unidos, pela Universidade de Colúmbia, o “Maria Moors Cabot”. Segundo a Universidade, José Hamilton tornou-se um modelo para gerações de profissionais de imprensa “por sua energia inesgotável e do compromisso com o jornalismo demonstrado em 50 anos de carreira”. O prêmio americano é concedido a jornalistas que se destacam na América Latina e, neste ano, além de José Hamilton, foi premiado o escritor peruano Mário Vargas Llosa.

Obras
O Gosto da Guerra (1969)
Pantanal Amor Baguá (1974)
Senhor Jequitibá (1979)
Gota de Sol (1992)
Vingança do Índio Cavaleiro (1997)
Jornalistas 37/97 (1998)

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Hamilton_Ribeiro
http://www.santarosa.sp.gov.br/nossa_gente/jhamilton.html

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Arquivado em Biografia, Santa Rosa de Viterbo, São Paulo