Arquivo da categoria: São Fidélis

Antonio Manoel Abreu Sardenberg (Manhã)

Hoje resolvi sair para dar uma pescada e andar a cavalo com o Luquinhas.

Como estava aqui no pc com ele, aguardando a chegada de alguns amigos, resolvi mandar esse poema Manhã para vocês.

Esse poema me lembra muito a vida do campo… das manhãs de minha infância.

Um forte abraço.
Sardenberg

Manhã

Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis/RJ “Cidade Poema”

Boceja o sol nessa manhã risonha
No céu brilhante de nuvens esparsas.
E no cenário do alto da montanha
Em revoada bailam lindas garças.

Na estrada estreita desponta um vaqueiro
Pelo aceiro tocando a boiada
Sob o comando de um feitor faceiro
Todo enfeitado para a namorada.

A manhã rompe enquanto a tarde brota,
E mais um dia foge se esvaindo…
O lusco – fusco no sertão se aporta,

E a cigarra, com seu cantar tão triste,
Dá boas – vindas à noite surgindo
O tempo avança – meu sonho persiste…

Fonte:

O Autor

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Arquivado em Estado do Rio de Janeiro, São Fidélis, Soneto.

Antonio Manoel Abreu Sardenberg (Sabiá)

Sardenberg é de São Fidélis “Cidade Poema”, no Rio de Janeiro

Canta, sabiá, teu canto,
Canta só pra me encantar,
Solta essa voz maviosa,
Tão linda e maravilhosa,
Que tem forma de encanto
E abafa qualquer pranto
De quem te ouve cantar…

Canta este céu todo azul,
A brisa leve a correr,
A vontade de viver,
O desejo de amar.
Canta, meu sabiá, canta
Teu canto quero escutar!

E canta para os sofridos,
Nossos irmãos rejeitados,
Cante em bemol, sustenido,
Em ré, sol, lá, si ou dó…
Eu te faço esse pedido.
Que ele seja atendido
Mesmo numa nota só!

Mostra ao mundo violento
Esse dom que DEUS te deu…
Pois quem sabe, num momento,
Tu tocas o sentimento
De toda humanidade
Nela desperte a vontade
De ouvir o canto teu! 

Canta, canta, sabiá,
Pois quero ouvir teu cantar,
Canta pra mim a lembrança,
Dos meus tempos de criança,
Que não consigo apagar.

Fonte:
Poema e imagem enviados pelo autor

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Arquivado em poema., Rio de Janeiro, São Fidélis

Antonio Manoel Abreu Sardenberg (Versos dos Meus Poemas)

Eu já fiz verso de amor,
De dor, de felicidade,
Fiz poema para a flor,
Para a angústia e a saudade.

Já viajei pelos prados,
Pelos montes e cidades,
Confessei os meus pecados
Nas rimas que fiz um dia,
Já cantei em um poema
Minha grande travessia.

Falei com a voz da razão
De capela e campanário,
Já cantei o bem-te-vi,
O curió e o canário.
Contemplei o colibri,
Num ambiente de calma
Voando pelo jardim
Que plantei dentro da alma.

Revelei minha conquista,
Falei de amor e paixão,
Abasteci o celeiro,
No meu mundo de ilusão,
Fiz verso de pão dormido,
De arroz, de soja e feijão,
Levei ao homem do campo
Toda minha gratidão!

Escrevi no meu diário
A rota, o rumo da vida,
Cantei a nossa canção
Enfrentando a minha lida,
Rezei naquela capela
Da minha infância querida.

Proseei coisas da roça,
Revelei a minha crença,
Caí no fundo do poço,
Vi na fé a diferença,
Curti só a minha fossa,
Falei do velho e do moço.

Lancei meu velho pião,
Fiz minha pipa voar…
E num surto de paixão
Conjuguei o verbo amar.
Busquei o beijo perdido
Que você não quis me dar.

Contemplei as suas mãos,
Delirei com seu olhar…
Vi meu mundo de ilusão
Naufragando em alto mar
Quando senti nosso abraço
Atado com num laço
Tão de repente afundar.

Embarquei no trem da vida,
Contemplei o sol poente,
Na primavera florida
Senti o sopro da brisa
Roçando o corpo da gente.

Falei também do verão
Que tanta lembrança me traz
Do meu tempo de rapaz
Que jamais vou esquecer…
Fiz poema pra você,
Implorei em verso a paz!

Cantei com garra e amor
O futuro da nação
Que pra mim está nas mãos
Do aguerrido professor.

Falei da beleza do céu,
Da estrela cintilante,
Versejei sobre o andante
Que vive perdido ao léu,
Vi o contraste da vida,
No poema Mel e Fel.

Falei, também, de procuras,
Desejo, alucinação,
Confessei minhas loucuras,
Libertei meu coração… 

Falei, enfim, da mulher
Em versos e poeminhas,
Que, pra mim, foi um dilema,
A mais cruel agonia:
Ousei fazer um poema,
Para a própria poesia!

Fonte:
O Autor

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Antonio Manoel Abreu Sardenberg (Mãe)

Maternidade (por Vicente Romero Redondo)
POEMINHA À MÃE

Amor, carinho, ternura,
Afeto, afago, apego,
Meiguice, entrega, doçura,
O mais ardente aconchego.
Sentimento mais profundo,
Geratriz: razão da vida.
Concebeu, foi concebida…
Tu és MÃE, o próprio mundo!

AMOR DE MÃE

Seu ventre é solo fecundo
Que gera e abriga a vida,
É paixão sem ter medida
De um sonho realizado,
É aconchego do ninho
Que acolhe com carinho
O amor tão esperado.

Com sua voz acalenta
Com um canto delicado…
No seu peito amamenta
E com amor alimenta
O filho tão desejado!

Com a mão acaricia
Em toque meigo e sublime…
Seu brilhante olhar exprime
Na mais ardente paixão
O amor que também pulsa
No pequeno coração.

A sua boca tem beijo
Mais doce do que o mel,
Em sua prece o desejo
De dar para seu rebento
Um pedacinho do céu.

Na alma toda esperança
De um futuro promissor
Para o filho que gerou
De quem tanto quer o bem:
Que em sua caminhada
Consiga vencer também.

Que os anjos digam amém
E em coro com os arcanjos,
No mais harmonioso arranjo,
Cantem com todo fervor
Um hino de puro amor
Para a santa e amada MÃE!

Fonte:
Alma de Poeta

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Antonio Manoel Abreu Sardenberg (Bloco do Amor)

Marca a cadência o tambor,
Já repica o tamborim,
Eu sou do bloco do amor,
Quero ser seu pierrô,
Seu palhaço e arlequim!

Quero ser seu mestre-sala
E sambar com muita arte,
Você segura o estandarte
Sambando livre e contente
Mostrando pra toda gente
Sua bela retaguarda –
Sua comissão de frente!

Quero cair na folia,
Sambar, levantar poeira,
Vou até raiar o dia
Da manhã de quarta-feira!

Vou tomar todas geladas,
Lembrar que a vida existe.
Só paro de madrugada
E, junto com minha amada,
Esquecer que o mundo é triste…

E quando a festa acabar,
O Rei Momo for deposto,
Volto de novo pro posto,
Do sonho vou acordar,
A vadiagem acabou!
É hora de trabalhar…

São Fidélis “Cidade Poema”/ RJ


Fonte:
Poema enviado pelo autor

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Antonio Manoel Abreu Sardenberg (Antologia Poética)

ASSIM SERÁ

Foi você quem quis assim
Assim será!
Não vou mais me aborrecer
Nem me atormentar,
Não vou mais mandar e-mail,
Vou te deletar…

Dei meu afago, afeto, carinho,
Dei o meu colo pra você deitar,
Na noite de frio dei aconchego
E todo amor que se pode sonhar.

Dei o frescor da brisa suave
Que sopra na aurora bem de mansinho
Dei a cadência do vôo da ave
Que voa cadente em busca do ninho.

Dei pra você o meu mundo encantado
Um céu salpicado de constelações,
Dei o amor que tinha guardado,
Junto aos acordes de lindas canções.

Dei o apego de um homem apegado,
Afeito as coisas quem em vida vivi,
Dei o consolo e tive o cuidado,
De dar a você tudo o que você quis.

Tudo te dei em troca de nada,
Até os meus sonhos que um dia sonhei,
Dei pra você meus contos de fadas,
Mas vejo agora o quanto errei!

E é na presença de um homem presente,
Feliz e contente sem lamentar,
É que eu digo com todas as letras:
Você quis assim – e é assim que será.

ASTRO REI

O sol nasceu nesta manhã cinzenta,
Quase sem cor, sem luz e sem destino,
Quase perdido como nau sem porto
E mais disperso que alguém sem tino.

O sol nasceu nesta manhã de inverno,
Quase sem céu, sem terra e sem mar,
Como um errante louco e alucinado,
Quase sem nada para iluminar.

O sol nasceu nesta manhã tão pobre
Para um tão nobre astro que é o Rei
Que traz a luz a vida e o calor
E tantas coisas que ainda não sei.

O sol nasceu numa manhã sem nada,
Como uma estrada na escuridão,
Sem ter a luz que brilha e acalenta
Os passos firmes de nossos irmãos.

O sol se pôs numa tarde cinzenta,
Como nasceu no alvorecer do dia,
Quase sem cor, sem luz e sem destino
E mais disperso que alguém sem tino…

O sol morreu numa tarde cinzenta…

DEVAGAR EU VOU

Se me levar devagar eu vou,
Eu vou prá qualquer lugar,
Mas no tranco eu não vou, não vou,
Não fui feito pra empurrar…

Deixa a vida me levar,
Devagarzinho,
Sem ter pressa de chegar,
Sem encurtar meu caminho.
Quero contemplar a vida
Cheia de luz e de cor,
Quero sonhar o meu sonho,
Quero encontrar meu amor…

Deixa o sonho me levar,
Devagarzinho
Como um pássaro a voar
Para o seu ninho
Ter meu corpo envolvido
No seu abraço
E acordar bem de mansinho
No calor do seu regaço.

Deixa o tempo me levar
Devagarzinho,
Sentir a brisa soprar
No meu caminho
Contemplar a luz do dia
E o luar na madrugada
Sentir meu corpo roçando
No corpo da minha amada.

TREM DAS TRES

A vida vai de arrasto,
Do sonho nada me resta
E o que sentia tão vasto,
Vejo agora que não presta.

Pranto…prece…procissão,
Passo largo sem destino,
E o meu sonho de menino
Perdeu-se na multidão.

Mundo frio e infiel,
Face fosca e infeliz,
Boca amarga que nem fel,
Esperança por um triz!

Sai do trilho o trem das três,
A trilha fica sem rumo,
A vertical sai do prumo,
E o sonho morre de vez:
Embarcou no “trem das onze”
E apeou no trem das três.

SOL POENTE

Quando contemplo ao longe o sol poente
atrás do monte lá no infinito
sonho acordado o sonho mais bonito,
e tenho a fé de um homem forte e crente.

A luz suave, quase se apagando,
acende em mim um fogo tão ardente,
e ao pensar eu fico imaginando
o amor se pondo assim tão de repente.

O tempo passa e vem a madrugada
como um açoite castigando a gente
na aurora fria, escura e tão calada!

Oh… breve tempo tenha dó de mim
por que flagela um coração carente,
me machucando tanto, tanto, assim!

SORRISO

Esse seu sorriso aberto,
Mais lindo do que o luar
É como chuva miúda
Que faz a vida nascer
E a esperança germinar.

Ele é toque de ternura,
Toda candura que há,
É a beleza mais pura,
Tem a leveza e frescura
Da brisa que vem do mar.

Esse seu sorriso aberto
Transmite tanta energia
Que parece a luz do sol
Raiando ao nascer do dia.

Ele e doce que nem mel,
É como um jardim florido,
É pedacinho do céu,
O meu mundo colorido.

SER AVÔ

Ser avô é bom demais!
Bem melhor que pão de queijo,
Melhor que o primeiro beijo
Roubado da namorada
No escurinho do cinema
No Filme em que não vi nada.

Ser avô é muito bom!
É melhor que goiabada,
Chocolate, marmelada,
Morango com chantilly,
Do que cerveja gelada,
Do que picanha na brasa,
Do que pato ao tucupi.

Ser avô é ter reinado
Sem coroa e sem ter trono,
É sentir do mundo o dono
Diante do seu netinho,
Que chegou devagarzinho
E que em menos de um segundo
Tomou conta do pedaço
Pra reinar em nosso mundo…

NAMORAR EM SONHOS

Namorei por toda a vida
Todos os sonhos que sonhei,
Até meus sonhos perdidos
Confesso que namorei!

Namorei sonhos distantes,
Que senti, mas não toquei,
E até meus sonhos errantes,
Confesso: também gostei!

Namorei sonhos do sul,
Do norte e do nordeste,
Sonho rosa, sonho azul,
Sonho do centro e sudeste,
Sonhos que tanto sonhei
Mas que tu nunca me deste!

Namorei sonhos dourados,
Pretos, brancos, coloridos,
Sonhos nunca imaginados
Que me tocaram os sentidos.

Namorei sonhos da noite
E também da madrugada;
Sonhos doces de criança
Com a primeira namorada,
Sonhos que se perderam
Na poeira das estradas…

Mas o sonho mais bonito,
Com gostinho de maçã,
Foi aquele que sonhei
No despertar da manhã:
Eu te querendo todinha
Você dizendo: hã, hã…

Fonte:
Alma de Poeta.

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Trova 148 – Antonio Manoel Abreu Sardenberg (São Fidélis/RJ)

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29 de maio de 2010 · 11:07

São Fidélis em Poesia

Antonio Manoel Abreu Sardenberg (São Fidélis/RJ)
A VILA DE MINHA CIDADE

São Fidélis “Cidade Poema”
Minha velha Vila Nova,
Hoje estou aqui de novo
Para rever nesse encontro
Meus amigos e meu povo.

Matar saudade da terra,
Percorrendo os casarios
Da Rua Faria Serra,
Que vai da linha do trem
Até a margem do rio.

Paraíba majestoso,
Dos enormes areais,
Daquele banho gostoso,
Peladas fenomenais,
Ah! Se o tempo, de novo,
Pudesse voltar atrás…

Percorrer toda a cidade
Recordando o meu passado:
Alamedas de oitis,
A Vila dos Coroados,
A Ipuca dos Puris…

A Serra do Sapateiro,
Suas histórias e lendas,
Quermesse com lindas prendas
Ladainha e procissão;
Na Festa do Padroeiro
São Fidélis, altaneiro,
Bem do alto da matriz,
Acolhe de braços abertos
No encontro tão feliz!

Amigos se abraçando,
O sino marcando a hora,
Do lado de nossa Matriz,
Na gruta fiéis rezando
Dão graças à Nossa Senhora.

Oh! minha “Cidade Poema”,
Tira o nó desta garganta!
Meu coração não se cansa
De tanto te exaltar,
Pois quem nasceu nesta terra
Sabe bem o que é amar!
Todos os direitos reservados ao autor
================
Edmar Japiassú Maia (Rio de Janeiro/RJ)
MEU BERÇO

Pesa-me o tempo… mas, com galhardia
prossigo a caminhada e não me abato,
que um fidelense não se abate ao fato
de ter que exercitar a valentia…

Pesa-me o tempo… e cada vez mais grato
à Cidade Poema e à poesia,
unindo as duas numa simetria,
descrevo São Fidélis num retrato:

O Paraíba acolhes no teu seio,
e o carinho dos filhos é o esteio
que alavanca o progresso em teu avanço…

Pesa-me o tempo… e aguento os meus cansaços,
por saber que, na estafa dos meus passos,
São Fidélis é o berço em que descanso!
Todos os direitos reservados ao autor
===============
Hegel Pontes (Juiz de Fora/MG)
SÃO FIDÉLIS

De São Fidélis guardo a ressonância
De pássaros cantando nas capoeiras;
No olhar conservo as flores das primeiras
Primaveras perdidas na distância…

Toucou-me um dia a incontrolável ânsia
De procurar caminho e abrir porteiras,
Deixando para trás velhas mangueiras
Que encheram de doçura a minha infância.

Comércio, indústria, o campo verde, o açude…
Cidade Poema, te esquecer não pude,
Porque, mesmo partindo da cidade,

Como carro-de-boi que geme e chora,
Eu vou levando pela vida afora
A colheita indelével da saudade!
Todos os direitos reservados ao autor

Wanda de Paula Mourthé (Belo Horizonte/MG)
ENCANTOS DA MATRIZ

Homens de fé, ao mesmo tempo artistas,
trazendo na alma o gênio italiano,
Frei Victório e Frei Ângelo, idealistas,
edificaram, em labor insano,

num mutirão de crenças sincretistas
de índios, escravos, brancos – mano a mano-
uma igreja, com traços vanguardistas,
por influência do padrão romano.

A seu redor, nasce a “Cidade Poema”;
hoje é Matriz e da cidade emblema,
onde inspirados poetas tecem rima.

E em São Fidélis, plena de beleza,
completando as doações da natureza,
nasceu do gênio humano a obra-prima.

Fonte:
Colaboração de Antonio Manuel Abreu Sardenberg

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Quadro Poético I – Antonio Manuel Abreu Sardenberg (São Fidélis/RJ)

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Trova 139 – Antonio Manuel Abreu Sardenberg (São Fidélis/RJ)

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11 de abril de 2010 · 18:51

I Encontro Nacional de Poesias de São Fidélis (Poesias Vencedoras)

1º LUGAR

Luiz Poeta – Luiz Gilberto de Barros (Rio de Janeiro)
AO MAIS ANTIGO CIDADÃO DE SÃO FIDÉLIS

Sem que o relevo desta terra te proíba,
Com sedutora imponência…e mansidão…
Tu atravessas nossa história, Paraíba,
Abençoando muito mais que um coração.

Tua corrente é poesia em movimento
E por cruzares nossa Cidade Poema,
Quem te navega com o olhar, vê num momento,
Que és o verso…São Fidélis é o tema.

Numa das ruas que te abraçam, da matriz
Duzentos anos te miram…o campanário
Geme estridências solidárias e te diz
Que o teu matiz é sempre um novo itinerário.

Se retornasses há alguns tempos passados,
As tuas margens…de tão líricos caminhos,
Enlaçariam teus Puris e Coroados
E reveriam teus sublimes capuchinhos.

Quando anoitece, a cidade se emoldura…
E na ternura dos olhares solidários,
A luz da Lua se mistura…com brandura,
À escultura dos seus prédios centenários.

Das luminárias do presente fidelense…
Às lamparinas dos casebres ribeirinhos,
A poesia se dilui…sublimemente
Na agitação dos teus eternos torvelinhos.

E quando o sol, pela manhã, te ilumina,
Cada retina comovida que te chora
Reflete em tua solidão mais…mais cristalina…
A repentina emoção de quem te adora.

Os flamboiants fazem a corte quando passas,
Porque eles sabem que sempre reverencias
Cada poeta que passeia pelas praças
De São Fidélis, respirando fantasia.

Na solidão das tuas águas mais douradas,
Quando teu ímpeto…perene…nos completa,
Teu coração, em pulsações cadenciadas
Fala de amor com a ternura de um poeta.

Nós te louvamos, porque és o nosso irmão,
E quem visita nossa lírica cidade,
Sempre te vê, atravessando um coração
E desaguando em nossa sensibilidade.

2º LUGAR

José Antonio Jacob (Muriaé/MG)
POEMA DE SÃO FIDÉLIS “CIDADE POEMA”

Oração Inicial

São Fidélis de Sigmaringa…

Rogai por nós fidelenses,
pelos índios brasilienses,
Coroados e Puris…
Dai-nos Paz e Liberdade
para o bem desta cidade
protegei nossa Matriz!

O desbravamento

Rumo ao sítio da Gamboa,
há de ser em terra boa!
Quis o destino feliz
que dois frades capuchinhos,
encontrando bons caminhos
fundassem nobre Matriz.

Trabalho ao sabor do vento,
sem vestígio de cimento,
só pedra, tijolo e areia,
tudo em oleo de baleia
e outros meios de improviso:
-sangue, suor e sorriso…

A proteção da Cruz

Ainda estudando um modelo
os frades tiveram zelo
e devoção a Jesus,
e aos “Anjos do Artesanato”
deram à Igreja o formato
de uma esperançosa cruz.

Nosso enredo diz assim:
-A mata virou jardim
e o jardim floriu cidade,
porque onde há paz e harmonia
também tem felicidade
e junto delas poesia!

Nas margens do Paraíba
a História subiu em riba
e desfraldou nosso emblema:

-Somos um povo feliz,
temos a “Cidade Poema”,
A praça verde e a Matriz!

3º LUGAR

Benedito José Almeida Falcão (Baurú/SP)
SÃO FIDÉLIS (…o Tempo e o Vento…)

No princípio destas terras,
bem antes do povoado,
viviam Puris, Coroados
entre seus rios e serras.

…e entre eles, o tempo…

…e vêm pelas águas os freis,
O Imperador, pelas serras,
nas bagagens, fé e leis,
vem progresso, em via férrea…

Vem, da Matriz, som de sino;
dos poetas, vêm os versos,
na toada dos destinos,
nossos sonhos mais dispersos…

…e entre o tempo, o vento…

Ah, história de nossa gente,
unidas pelas estruturas
das pontes e das culturas
que unem passado e presente.

…e entre eles, o tempo…
…e entre o tempo, o vento…

No recriar desta cena,
hoje, São Fidélis é
uma Cidade Poema
de esperança, força e fé…

…aldeia, povoado, vila…
…e entre tudo o tempo…
…e entre o tempo, o vento…
… entre eles, nossas vidas…

MENÇÃO HONROSA

Ronaldo de Souza Barcelos (São Fidélis/RJ)
HISTÓRIA DO MEU LUGAR

No princípio era o rio.
Manso, denso, caudaloso, deslizando cuidadoso
entre as serras, para o mar.
Molhando o chão de mansinho
Era mesmo a natureza contemplando a própria beleza
que em versos não sei contar.

Rio acima de canoa
num lugar chamado Gamboa
aportaram-se os capuchinhos
que sem medo do perigo
dos índios tornaram-se amigos.

Em capela de pau e palha rezaram a primeira missa
Igreja de pedra e cal
para formar a Aldeia.

Os índios já estavam aqui, coroados e puris
os negros vieram depois
juntando-se aos freis pioneiros
puseram-se a construir
Um templo tão majestoso que encantou o Imperador.

Pedaço de chão singular
Foi Curato, Freguesia, Foi desenho de Debret.
E de tanta poesia em Vila se transformou.

Ganhou Câmara e Barão
Imprensa, bandeira e brasão.
Ganhou ponte e solar.
Ruas de traços perfeitos
Cidade Poema é um feito do poeta em devaneio,
São Fidélis – também santo da Ordem dos Franciscanos
que está a rogar por nós
há mais de 200 anos.

Hoje o rio, a ponte, a Matriz,
traduzem um lugar feliz
Cidade de São Fidélis
minha terra natal
bom lugar para viver
Cidade dos meus amores
Assim como seus fundadores
Hei de amar-te até morrer.

Antonio Augusto de Assis (Maringá/PR)
ERA UMA VEZ…

Era uma vez um lugar
que se chamava Gamboa.
Tinha um rio que passava
juntando as águas da serra para levá-las ao mar.
E os índios – os coroados, os garulhos e puris.

Um dia a canoa trouxe, trazendo as bênçãos de Deus,
dois fradinhos de capucho, um Ângelo, outro Victório,
e a cruz ali se fincou.

Fez-se a capela primeira, de pau-a-pique e sapé.
Depois, belíssima, a igreja
dedicada a São Fidélis, o mártir de Sigmaringa,
padroeiro e protetor.

Em volta se fez a aldeia, da aldeia se fez a vila,
e a vila se fez cidade, que de tão florida e bela
de Poema se chamou.

São Fidélis, Cidade Poema
Do morro do Sapateiro,
das lendas e das laranjas que vêm da Bela Joana,
do leite vindo da Ipuca, de Colônia e Cambiasca,
da cachacinha gostosa moída no Grumarim,
do açúcar branquinho da Usina Pureza,
das barraquinhas na praça em volta da maxambombas.

São Fidélis do Bar América e do Bar Orion,
e do Jaime Coelho na porta do Cine Império.
Do banacaxi, do requeijão, do pão tatu
e das rosquinhas amanteigadas.
São Fidélis das serestas e dos grandes bailes,
dos banhos de rio e da bola de meia.
E das festas da lagosta do Aloísio Abreu.

São Fidélis das bandas tocando dobrado
que hoje escuto redobrados na retreta da saudade.

Diamantino Ferreira (Campos dos Goytacazes)
MINHA TERRA, MINHA SÃO FIDÉLIS

São tantas as coisas belas
desta Cidade Natal!
Uma pena – tantas delas
vivi tão pouco…afinal!

As imagens, de passagem,
rolavam – mas nunca as via!
Eram parte da paisagem
Num mundo que prosseguia!

Tantos anos, e eu daqui
cuidei da vida lá fora;
fiquei moço, envelheci…
Mas estou voltando agora!

Que minha terra me aceite,
pois nunca a deixei de amar!
Fidelense, como azeite…
estive sempre a boiar!

Se voltei, velho e alquebrado,
pela família lutando,
-de volta ao rincão amado,
minha terra! Estou voltando!!!

Por tanto amigo perdido
de que até perdi a conta!
E por tantos esquecido…
Haja bem…que sem afronta!

Aqui, “Cidade Poema”,
“São Fidélis” – aportei;
vi meu filme num cinema
que jamais esquecerei.

Havia só uma ponte!
-Ao chegar, já vejo duas!
Que o progresso mais desponte…
Saudades de minhas ruas!

Edmar Japiassú Maia (Rio de Janeiro)
MURAL DIVINO

Recanto de imponentes casarios
que dão requinte à sua nobre história,
São Fidélis enfrenta os desafios
de incólume manter sua memória…

Na austeridade que se faz presente
num presente que é espelho do passado,
Cidade Poema, orgulhas tanta gente
a quem acolhe, sempre, de bom grado…

Para cantar-se não se impõe prefácio,
porque, no rol de tuas tradições,
irmanas a soberba de um palácio
e o amor de fidelenses corações…

Imponentes palmeiras…hamamélis…
assemelham-se a austeras sentinelas,
que emprestam ao perfil de São Fidélis
a paisagem mais bela, entre as mais belas.

As bicicletas trafegam ao largo,
o culto de poesias e amizades,
tornam suave o dia-a-dia amargo,
na doçura das tuas “brevidades”…

Em claras noites o estrelado manto
vem enfeitar o luar que te ilumina…
Por isso, São Fidélis, tens o encanto
de um divino mural…que Deus assina!

Sebastião José Moreira de Queiroz (Vitória/ES)
PRENDA DE SÃO FIDÉLIS

Quando ao longe um assovio
Faz no corpo um arrepio
Eu me lembro das histórias
Que contava meu avô…

…E lá ia o trem de ferro
Saindo da estação.
E na sua janela um branco terno
Balançando uma das mãos

Sua alma ia serena
Lá pro interior do Rio
Lá pra “Cidade Poema”
Conquistar o seu quinhão.

Passava cana, passava boi, cabana.
Passava milho, arroz e banana.
Passava melro, goiaba, tomate algodão.

Só não lhe passava o desejo
Que lhe pedia o coração
Em fervente oração.

“São Fidélis me atenda
Ouça a minha petição
Quero para mim uma prenda
Na festa de São João”

Ir à Matriz, rodar a praça
Passear de mão-na-mão
Namorando a minha moça
No ardor de uma paixão.

E da janela a vida lhe acontecia
Do trem de ferro que o conduzia
E o coração que lhe sentia
Reluzir tal qual rojão.

Passava canavial, passava boiada, casebre
Passava milharal, pasto e herdade.
Céu de antenas coroado, cidade

E lá se foi o trem de ferro…
…E da “Cidade Poema”
Ele roubou a sua prenda
Que São Fidélis lhe defenda
Para nunca mais ele andar só.
E assim a prenda fez-se minha avó.

Rosana Dalle Leme Celidônio (Pindamonhangaba/SP)
JARDIM DE DEUS

Todos me chama de Deus,
O céu é minha morada,
Mas na Terra houve quem quis copiar.
Pois conheço uma cidade que não deixa a desejar…

Se há paraíso terreno, deve ter Nome de Santo.
E lá por aquelas bandas, também bandas deve haver,
Pois sem música não tem graça
E na Praça do Poeta… tem quem queira festejar.

Com cheiro de poesia passeando pelo ar,
Todas as noites adormecem,
Os filhos de “São Fidélis”;
Ninados por ricos versos se fazendo rimar.

Berço de grandes nome, merecedores de aplauso,
Fazem jus! Filhos de terra sagrada;
Onde os anjos – Se eu deixasse!
Faria dali sua morada.

Paraíso que se preze tem rio que corta a paisagem,
Desfilando Bela Joana…E o desfiladeiro ao seu redor,
Tal qual Peito de Moça com Pai bravo a lhe guardar.
Tem o Parque do Desengano,
Mas também os Franciscanos (esses não por engano)
Instalaram-se por lá.

E as pessoas de passagem não podem passar sem olhar
O orgulho do seu povo:
– Eis a “Cidade Poema”,
Que abriga gente feliz!
Eu falo de “São Fidélis”,
Nascida aos pés da Matriz, já bicentenária agora,
Um sinal da cruz eu fiz…

Se sou Eu o Criador,
Deve ser minha culpa,
Por hoje estar com inveja, dos moradores dali,
Só Eu posso fazer isso: Aponto o lugar e digo:
-Faço deste o meu jardim!

“Cidade Poema” é seu tema:
Intelectualidade o seu lema.
Orgulho de seu estado;
Recanto desse país,
Estando em “São Fidélis”
Graças a Deus sou feliz!
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I Encontro Nacional de Poesias de São Fidélis/RJ (Sonetos Vencedores)

1º LUGAR Edmar Japiassú Maia (Rio de Janeiro/RJ) MEU BERÇO

Pesa-me o tempo… mas, com galhardia
prossigo a caminhada e não me abato,
que um fidelense não se abate ao fato
de ter que exercitar a valentia…

Pesa-me o tempo… e cada vez mais grato
à Cidade Poema e à poesia,
unindo as duas numa simetria,
descrevo São Fidélis num retrato:

O Paraíba acolhes no teu seio,
e o carinho dos filhos é o esteio
que alavanca o progresso em teu avanço…

Pesa-me o tempo… e aguento os meus cansaços,
por saber que, na estafa dos meus passos,
São Fidélis é o berço em que descanso!

2º LUGAR Hegel Pontes (Juiz de Fora/MG) SÃO FIDÉLIS

De São Fidélis guardo a ressonância
De pássaros cantando nas capoeiras;
No olhar conservo as flores das primeiras
Primaveras perdidas na distância…

Toucou-me um dia a incontrolável ânsia
De procurar caminho e abrir porteiras,
Deixando para trás velhas mangueiras
Que encheram de doçura a minha infância.

Comércio, indústria, o campo verde, o açude…
Cidade Poema, te esquecer não pude,
Porque, mesmo partindo da cidade,

Como carro-de-boi que geme e chora,
Eu vou levando pela vida afora
A colheita indelével da saudade!

3º LUGAR Wanda de Paula Mourthé (Belo Horizonte/MG) ENCANTOS DA MATRIZ

Homens de fé, ao mesmo tempo artistas,
trazendo na alma o gênio italiano,
Frei Victório e Frei Ângelo, idealistas,
edificaram, em labor insano,

num mutirão de crenças sincretistas
de índios, escravos, brancos – mano a mano-
uma igreja, com traços vanguardistas,
por influência do padrão romano.

A seu redor, nasce a “Cidade Poema”;
hoje é Matriz e da cidade emblema,
onde inspirados poetas tecem rima.

E em São Fidélis, plena de beleza,
completando as doações da natureza,
nasceu do gênio humano a obra-prima

MENÇÃO HONROSA Odir Milanez da Cunha (João Pessoa/PB) SÃO FIDÉLIS – CIDADE POEMA

Pertences dos Puris e Coroados,
contemplativa forma de estesia,
São Fidélis, dois séculos passados,
alenta a natureza de poesia.

Junto à Serra do Mar, nos encostados,
faz com montes e matas parceria
para o tanto dos cantos encantados,
em completa e total sinestesia.

Bicentenária igreja, rios, pontes,
florestas onde floram hamamélis,
onde a fauna fareja novas fontes.

Festiva gente, festejadas frontes
da Cidade Poema, São Fidélis!
Cedendo à Serra novos horizontes!

Hegel Pontes (Juiz de Fora/MG) SÃO FIDÉLIS

Cidade poema, tu não és somente
Um recanto de esplêndida beleza,
Fruto de tua rica natureza
E também do labor de tua gente.

Não é apenas a visão presente
De tudo que compõe tua grandeza:
Jardins e monumentos, e a surpresa
Que a cada passo o visitante sente…

São Fidélis, tu és a extraordinária
Imagem da Matriz bicentenária,
Testemunha de sua trajetória.

Ela é o ontem que acena ao amanhã
E que se eleva como guardiã
De tua longa e luminosa história.

José Antonio Jacob (Muriaé/MG) SÃO FIDÉLIS – CIDADE POEMA

No véu de luz que encobre nosso dia
O céu de São Fidélis se abre em cor,
Amanhecendo as ruas de alegria,
Recompensando o amor com mais amor.

No outeiro da Matriz a Ave-Maria
Comove o dia, e o sol que se vai pôr,
Qual poeta solitário e sonhador,
Curva-se ao poente e escreve uma elegia.

Eis a “Cidade Poema” esplendorosa,
Que em vesperais, de canto, verso e prosa,
Adianta um sorriso e uma mágoa adia…

Pois que esta terra, filha da Harmonia,
Que inspira ao poeta a lira primorosa,
É o Paraíso eterno da Poesia!

Rodolpho Abbud (Nova Friburgo/RJ) HISTÓRIA SACRA

Sobem frades capuchinhos o rio,
para encontrar os índios Coroados,
enfrentando um imenso desafio,
de conviver, em paz, sob seus cuidados…

Surge a cidade e, aos poucos, do vazio,
a igreja, a praça, as casas, os sobrados…
e no trabalho, dia e noite a fio,
os pelourinhos foram recusados!

O povo não aceita a escravidão
e antes mesmo da Lei da Abolição,
em São Fidélis é quebrada a algema!

Livre de escravos, a cidade cresce
e, desde então, celebra e canta em prece,
a história de uma “Cidade Poema”

Sérgio Bernardo (Nova Friburgo/RJ) TRANSMUTAÇÃO

Que cidade forjou a tez do povo
com vermelhas, com negras e alvas peles?
Que lugar honra o antigo e busca o novo?
Ao passar diz o vento – São Fidélis…

A que sítio com árvores me movo
buscando a orquídea, a folha da hamamélis?
Em que terra com versos me comovo?
Recita o Paraíba – São Fidélis…

No norte, em tempos de sumir nos longes,
que igreja foi erguida por três monges?
_ Foi São Fidélis!, Deus acusa.

São Fidélis… Mais lindo dos reinados
e o berço de puris e coroados,
De cidade Poema… virou musa!

Douglas Siviotti de Alcântara (Rio de Janeiro/RJ) POVO POETA

Cidade Poema na terra escrita
Traçada na serra de longa data
Por vale, por rios e até cascata
És tu, São Fidélis, a mais bonita

Cidade Poema quem te recita?
Serão os teus morros e tua mata?
Será essa gente que a ti é grata?
Talvez esse povo que te visita

Cidade Poema, quem te abençoa?
Quem faz os teus versos assim sutis?
Que leio nos ventos e na garoa

Transcritos nos montes e na Matriz
Cidade Serena na vida boa!
Tu és o poema que o povo diz.

Cristina Oliveira Chaves (Estados Unidos) BICENTENÁRIO
Duzentos anos fazem a grandeza,
da “Cidade Poema” em sua verdade
povo de bardos em preciosidade
puros de coração e de nobreza!

São Fidélis, um povo de beleza,
chegam poetas de qualquer idade,
celebram com amor essa cidade
exemplo de constância e de firmeza.

E os seus sinos repicam bem profundo,
seus duzentos anos de construção,
não só de sua Igreja Majestosa.

Também de muitos bardos, para o mundo,
que são dessa Cidade o coração
fazendo-a bem mais bela e mais Formosa!

Fonte:
Site Alma de Poeta. http://www.sardenbergpoesias.com.br/

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I Encontro Nacional de Poesias de São Fidélis/RJ (Trovas Vencedoras)

Igreja de São Fidélis
1º LUGAR

São Fidélis…Glória extrema…
Sempre linda aos olhos meus…
Se és a Cidade Poema,
por certo o poeta é Deus!
Sérgio Bernardo (Nova Friburgo)

2° LUGAR

Retornei, minha Cidade
Poema, que acolhe e abraça…
Vejo rostos de saudade
me sorrindo em cada praça…
José Valdez de Castro Moura (Pindamonhangaba/SP)

3º LUGAR
Do Senhor o diadema
tinha uma estrela faltante;
criou-se a Cidade Poema:
nele incrustou-se um brilhante.
Sérgio Amaral Silva (Guarujá/SP)

MENÇÃO HONROSA

Cidade Poema, eu queria,
já que a fonte não se esgota,
beber o encanto e a poesia
que até de seu nome brota.
Hegel Pontes (Juiz de Fora/MG)

Cidade Poema ensina
que em seu solo se cultua
um soneto em cada esquina…
uma trova em cada rua…
Arlindo Tadeu Hagen (Belo Horizonte/MG)

Cá, nos mares de Iracema,
eu me propus a cantar
esta Cidade Poema
que canta a Serra do Mar!
Francisco José Pessoa (Fortaleza/CE)

Deus, com perfeição suprema,
Criou e deu formosura
à tela “Cidade – Poema”,
que o Paraíba emoldura.
Vanda Fagundes Queiroz (Curitiba/PR)

Voltei à minha Cidade
Poema dos sonhos meus,
porque a saudade me invade.
Volto para os braços teus…
José Moreira Monteiro (Bom Jardim/RJ)

Mesmo sem o “Engenho e Arte”
de um Camões, não fujo ao TEMA!
Pois quem me inspira…faz parte
desta “CIDADE POEMA”!!!
Maria Madalena Ferreira (Magé/RJ)

“Cidade Poema” tem,
em sua história, esplendor,
por “sempre” ninar alguém,
em berço de trovador!…
Roberto Tchepelentyky (São Paulo)
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Fonte:
Site Alma de Poeta. http://www.sardenbergpoesias.com.br/

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Trova LXXV – Antonio Manuel Abreu Sardenberg (São Fidélis/RJ)

Montagem da trova sobre arte de Nelli Neto e desenho do site de Sardenberg

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Antonio Manoel Abreu Sardenberg (Namorar em Sonhos)

Existe coisa melhor do que namorar em sonhos, principalmente quando esse sonho é acordado e esse namoro é com a vida, a natureza e tudo aquilo que DEUS nos dá no dia-a-dia: o ar que respiramos, o sol que nos aquece, a chuva que faz germinar as sementes que dão flores e frutos, enfim, tudo que de belo está ao nosso alcance.

Existe coisa mais linda do que um céu coalhado de estrelas, um mar azul, filhos e netos à nossa volta?

Pois é! Acho que não existe e por isso estou mandando esse modesto poema.
.

Namorei por toda a vida
Todos os sonhos que sonhei,
Até meus sonhos perdidos
Confesso que namorei!

Namorei sonhos distantes,
Que senti, mas não toquei,
E até meus sonhos errantes,
Confesso: também gostei!

Namorei sonhos do sul,
Do norte e do nordeste,
Sonho rosa, sonho azul,
Sonho do centro e sudeste,
Sonhos que tanto sonhei
Mas que tu nunca me deste!

Namorei sonhos dourados,
Pretos, brancos, coloridos,
Sonhos nunca imaginados
Que me tocaram os sentidos.

Namorei sonhos da noite
E também da madrugada;
Sonhos doces de criança
Com a primeira namorada,
Sonhos que se perderam
Na poeira das estradas…

Mas o sonho mais bonito,
Com gostinho de maçã,
Foi aquele que sonhei
No despertar da manhã:
Eu te querendo todinha
Você dizendo: hã, hã…
—-

Fontes:
– Texto enviado pelo Autor
– Imagem = http://www.vidaartepoesiaedepressao.spaceblog.com.br

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Trova LIV

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17 de setembro de 2009 · 19:32