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Rossyr Berny


Rossyr Berny nasceu em São Gabriel/RS e reside em Porto Alegre desde 1973. É jornalista formado pela PUCRS e Professor pela “Faculdade de Formação de Professores São Judas Tadeu. Também pela PUCRS é mestrado em Teoria da Literatura.

Associado à Federação Nacional de Jornalistas, International Federation of Journalists, Associação Riograndense de Imprensa, Casa do Poeta Riograndense, Associação Gaúcha de Escritores.

De 1976 a 2002 publicou 15 livros de poemas e o romance-histórico “Entreguem o matador à família do morto – Brasil 500 D’anos”. Neste 2006 comemorará 30 anos de Literatura com a publicação de sua antologia poética “Construtores de precipícios”, traduzida ao Francês e ao Espanhol, com lançamentos na Europa e Mercosul, além dos novos “Amor tsunami” e “Vê-las à luz de velas – e alguns cantos escuros”.

Traduziu do Espanhol ao Português livros de poemas e contos de Carlos Pereira Higgie (2), Rubinstein Moreira e Néllida Marina H. Manfrú, todos uruguaios.

Como Editor, criou há 20 anos a Editora Alcance Ltda e há dois anos adquiriu a Editora Tchê!. Ambas somam dois mil títulos editados.

Divorciado, é pai do Rossano, Schariza e Dênis.

Neste mês de maio foi homenageado por seus 30 anos de Literatura pela “Associação de Escritores do Uruguai”, em Montevidéu; e pela “Academia Portenha de Lunfardo” e “Sociedade de Escritores Argentinos”, em Buenos Aires. Igualmente proferiu palestras e recitais nas entidades citadas.

Profissionalmente é Editor e proprietário das Editoras Alcance e Tchê!, ambas do Rio Grande do Sul. Atualmente edita vários livros de autores do Brasil e Mercosul para a Feira do Livro de Porto Alegre.

E com muita dedicação organiza com sua equipe o projeto CALENDÁRIO POÉTICO DE MESA para 2007, promovendo poetas de todo Mercosul. Informações de como participar em http://www.editoraalcance.com.br

Realizando Sonhos
(Gabriela Barquett)

Rossyr Berny aporta em Porto Alegre no dia 13 de abril de 1973, vindo de São Gabriel/RS. Nada na bagagem, mas o coração abarrotado de sonhos.

As barreiras foram muitas, porém, menores que sua força interior. Passadas pouco mais de duas décadas e um rápido olhar para trás, o balanço positivo: três cursos superiores (Jornalismo, Mestrado em Literatura e Formação de Professores); 13 livros editados; cinco traduziu do Espanhol para o Português; sua obra traduzida e reunida Señales vitales , a ser publicada proximamente em Montevidéu, traduzida por Rubinstein Moreira

Seu primeiro livro Homem-autômato foi lançado m 24 de setembro de 1976, em Porto Alegre. A obra causa furor r revolta, por sua ousadia sendo acusado de comunista e subversivo. Não fora para menos. Na época da ferrenha ditadura militar, seus pares resguardavam-se nos poemas melosos e na boca calada. O livro foi proibido em sua própria terra natal. Daí para frente, mais uma dúzia de livros vieram enriquecer sua bibliografia, tornando-o conhecido poeta pelo arrojo, mas também com espaços para o canto da mulher amada. (Ten três filhos, e há uma década o amor definitivo: Nádia)

Abdicou da profissão de jornalista, bancário e professor para cuidar exclusivamente de sua editora, a Alcance, a qual tem sido porta e janela para autores de valor, mas que têm chance nenhuma no mundo das grandes editoras.

Tantas lutas, alguns esfolamentos e muitas conquistas. Lema? Uma batalha perdida é uma batalha a menos a perder. Uma convicção? Renascer é mais irreversível que parecer.

Agora está publicado mais do que um novo livro: sua antologia poética com aproveitamento para a agenda permanente. Por quê? Acredita que sua poesia (como a de tantos poetas de valor) deve ser consumida permanentemente. É um grande achado, uma descoberta genial. Livro/Agenda/Livro/Agenda. Só poderia ser idéia do Rossyr.

... A respeito de Rossyr Berny

Eu tenho medo que dia desses
o Rossyr Berny desapareça.
Que um disco voador, imenso, luminoso
desça devagarinho dos céus
e arrebate o Rossyr e leve de novo
para o lugar de onde ele veio.

Porque somente um tempo-nauta, um extra-terrestre
é capaz de fazer com a apalavra, a simples palavra
que nós usamos todo dia
o que o Rossyr faz;
primeiro adula, beija, acaricia
brinca, desnorteia,
joga para o alto, depois puxa, coloca bem embaixo
no meio da lama, do esgoto, suja,
para depois fazer com que apareça cristalina
e pura no murmúrio doce de um riacho.
chicoteia, usa, abusa dilacera
transforma em pomba da paz, depois em fera
rosnando e avançando contra o poder abusado
contra a face hipócrita dos que pensam
que a PALAVRA é coisa para ser ignorada
o Rossyr usa a palavra e faz dela uma arma
e são tantas e tão perigosas
que é quase um arsenal.

Então ele lapida, lubrifica e de repente
já não são mais perigosas
mas tão lindas, tão intensamente líricas,
enluaradas, românticas
uma declaração de amor
para quem quer ler, ou ouvir ou sentir na pele
como um arrepio.

Quanto mais eu leio o que o Rossyr escreve
mais eu tenho certeza
que toda essa beleza
selvagem
não pode ser daqui, do nosso planetinha
Tem que ter vindo de outras galáxias
de outras paragens mais iluminadas.

Sua Antologia Poética
Percursos do Feroz Cotidiano
Está sempre perto de mim, na cabeceira
E, se eu fosse a mulher aquela do BILHETE (janeiro/28)
eu choraria tanto ao ler a poesia
e seria tão pungente esse meu pranto
tão humilde meu pedido de perdão,
que ele de certo me perdoaria…

Ah! o giante que é
o homem que diz ser muitos homens
na agonia de multiplicidade
dos homens que ele é… (fevereiro/03)

Se vocês não acreditam em mim
verifiquem a agenda poética
exatamente em setembro 16 e leiam:

“Eu não nasci neste mundo
estou sempre surpreso com meus cotovelos
e as conquistas alheias (…)

cheguei à vida e galáxias erradas
vou embora pra casa
no próximo cometa que passar”

Viram?… eu estou avisando vocês
Eu tenho muito medo
que dia desses o Rossyr Berny desapareça
…e nos esqueça.

Livros publicados:

1. Homem-Autômato – Poesia – 1976
2. Desuniverso – Poesia – 1978
3. Exercício da lágrima – Poesia – 1979
4. Cativez de pólvora – Poesia – 1980
5. Não se suicidar é preciso – Poesia – 1980
6. Poemas de Veraneio – Poesia – 1980
7. Invernia – Poesia – 1982
8. Somos todos munição – Poesia – 1983
9. Antologia poética – Poesia – 1984 – (Obras de 1976 a 1983)
10. Carlinhos Hartlieb – Biografia – 1986
11. PaZtores de mísseis – Poesia – 1987
12. Revelação das sombras – Poesia – 1992
13. Percursos do feroz cotidiano – Poesia – 1997 – (Nova antologia, com obras de 1976 a 1997 e aproveitamento de agenda permanente)
14. Estações do Homem – Poesia – 2000
15. Entreguem o matador à família do morto – Brasil 500 Danos – Romance-histórico – 2000
16. Armas Amores – 25 anos de Poesia. Acompanha CD de poemas, com declamação do autor.

Fontes:
http://www.editoraalcance.net/rossyr/livros/rossir_livros_4.htm
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/rossyrberny/

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