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Concurso Literário Portugal Telecom (Semifinalistas)

por Maria Fernanda Rodrigues
Há uma década premiando autores de língua portuguesa com livros editados no Brasil, o Portugal Telecom anunciou hoje os 63 semifinalistas da edição 2013 nas categorias romance, poesia e conto/crônica.
Na lista, nomes como o moçambicano Mia Couto (na foto de Filipe Araujo/Estadão), o mais recente Prêmio Camões; o português de origem angolana Valter Hugo Mãe, vencedor no ano passado da categoria romance; autores da nova geração, como Paloma Vidal, José Luiz Passos, Daniel Galera e Ricardo Lísias, e os veteranos Luis Fernando Verissimo, Zuenir Ventura, Affonso Romano de Sant’Anna, entre outros.
Em setembro, serão conhecidos os 12 finalistas e o resultado final será anunciado em novembro. O vencedor de cada categoria ganha R$ 50 mil e ainda concorre ao grande prêmio do ano, também no valor de R$ 50 mil.
Em 2012, foram premiados, além de Valter Hugo Mãe e seu romance A Máquina de Fazer Espanhóis, Nuno Ramos, com Junco (poesia), e Dalton Trevisan, com O Anão e a Ninfeta (contos).
Romance
Mia Couto
A Confissão da Leoa (Companhia das Letras)
Miguel Sanches Neto
A Máquina de Madeira (Companhia das Letras)
Lídia Jorge
A Noite das Mulheres Cantoras (Leya)
Pepetela
A Sul. O Sombreiro (Leya)
Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira
As Visitas que Hoje Estamos (Iluminuras)
Daniel Galera
Barba Ensopada de Sangue (Companhia das Letras)
Xico Sá
Big Jato (Companhia das Letras)
Francisco J. C. Dantas
Caderno de Ruminações (Alfaguara)
Paulo Lins
Desde que o Samba é Samba (Planeta)
Ferrez
Deus Foi Almoçar (Planeta)
Márcia Tiburi
Era Meu Esse Rosto (Record)
Ronaldo Correia De Brito
Estive Lá Fora (Alfaguara)
Paloma Vidal
Mar Azul (Rocco)
Menalton Braff
O Casarão da Rua do Rosário (Bertrand)
Ricardo Lísias
O Céu dos Suicidas (Alfaguara)
Valter Hugo Mae
O Filho de Mil Homens (Cosac Naify)
Evandro Affonso Ferreira
O Mendigo Que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam (Record)
Elvira Vigna
O Que Deu Para Fazer em Matéria de História de Amor (Companhia das Letras)
José Luiz Passos
O Sonâmbulo Amador (Alfaguara)
Maria José Silveira
Pauliceia de Mil Dentes (Prumo)
António Lobo Antunes
Sôbolos Rios Que Vão (Alfaguara)
João Gilberto Noll
Solidão Continental (Record)
POESIA
Ruy Espinheira Filho
A Casa Dos Nove Pinheiros (Dobra)
Contador Borges
A Cicatriz de Marilyn Monroe (Iluminuras)
Samarone Lima
A Praça Azul e Tempo de Vidro (Paes)
Ademir Assunção
A Voz do Ventríloquo (Edith)
Lila Maia
As Maçãs de Antes (Biblioteca Do Paraná)
so de Melo
Caderno Inquieto (Dobra) Tar
Ricardo Domeneck
Ciclo do Amante Substituível (7 Letras)
Paulo Elias Franchetti
Deste Lugar (Ateliê)
Marília Garcia
Engano Geográfico (7 Letras)
Paulo Henriques Britto
Formas do Nada (Companhia das Letras)
las Behr
Meio Seio (Língua Geral) Nico
Roberval Pereyr
Mirantes (7 Letras)
Mariana Ianelli
O Amor e Depois (Iluminuras)
Mário Alex Rosa
Ouro Preto (Scriptum)
Sérgio Alcides
Píer (34)
nio Cicero
Porventura (Record) Anto
Annita Costa Malufe
Quando Não Estou Por Perto (7 Letras)
Eucanaã Ferraz
Sentimental (Companhia das Letras)
Sérgio Medeiros
Totens (Iluminuras)
Luci Collin
Trato de Silêncios (7 Letras)
Angélica Freitas
Um Útero é do Tamanho de um Punho (Cosac Naify)
CONTO/CRÔNICA
Domingos Pellegrini
A Caneta e o Anzol (Geração)
João Paulo Cuenca
A Última Madrugada (Leya)
mi Jaffe
A Verdadeira História do Alfabeto (Companhia das Letras) Noe
Fabrício Carpinejar
Ai Meu Deus, ai Meu Jesus (Bertrand)
João Anzanello Carrascoza
Aquela Água Toda (Cosac Naify)
Marcelo Rubens Paiva
As Verdades Que Ela Não Diz (Foz)
Ronivalter Jatoba
Cheiro de Chocolate e Outras Histórias (Nova Alexandria)
Affonso Romano Sant’Anna
Como Andar no Labirinto (L&Pm)
Carlos Nejar
Contos Inefáveis (Nova Alexandria)
Natércia Pontes
Copacabana Dreams (Cosac Naify)
Zuenir Ventura
Crônicas Para Ler na Escola (Objetiva)
Luis Fernando Verissimo
Diálogos Impossíveis (Objetiva)
Cíntia Moscovich
Essa Coisa Brilhante Que é a Chuva (Record)
Manoel Ricardo de Lima
Jogo de Varetas (7 Letras)
Nélida Piñon
Livro Das Horas (Record)
Eltania Andre
Manhãs Adiadas (Dobra Editorial)
Vera Casa Nova
Mistura Fina (7 Letras)
Tércia Montenegro
O Tempo em Estado Sólido (Grua)
Sérgio Sant’Anna
Páginas Sem Glória (Companhia das Letras)
Jorge Viveiros de Castro
Shazam! (7 Letras)
Fonte:
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Arquivado em Concurso Literário, Semifinal

Pedro Ornellas (Escolha dos Semifinalistas das Melhores Trovas)

Na reta final, fizemos um preâmbulo, convidando os trovadores a sugerir trovas de autoria própria que julgassem merecedoras de entrar para a lista das semifinalistas.

Seguem as trovas sugeridas.

Pedimos que avalie com cuidado e indique se e quais devem entrar na lista.

Observações:
– Lembre-se de que não estamos escolhendo as melhores do conjunto e sim as melhores trovas de todos os tempos.

– Você pode apontar mais de uma, ou nenhuma, ao seu critério. Basta mencionar o(s) número(s).

– Nesta etapa, não vale votar na(s) sua(s) própria(s) trova(s). Caso alguém faça isso não será considerado.

– Entrará na lista a(s) trova(s) que obtiver(em) duas ou mais indicações por trovadores diferentes.

– Serão válidas as indicações que chegarem até a próxima quarta-feira, dia 5 de janeiro, no e-mail pedroornellas@uol.com.br.

A todos os que sugeriram trovas: continuem com esse bom espírito que têm manifestado, entendendo que se sua trova não entrar na lista, não significa que não tem qualidade. Todas as sugeridas são muito boas, mas o número de semifinalistas é limitado.

Agradecemos sua preciosa participação na escolha das trovas!

1
Estamos juntos, mas sós,
nossa solidão somada,
fez de ti, de mim, de nós,
a soma triste do nada!
2
Sozinhas nas madrugadas,
donas do mundo e da lua,
nossas mãos entrelaçadas
seguem juntas pela rua!
3
Quando o mar beijar teus pés,
fita o céu por um segundo,
assim saberás quem és:
um grão de areia no mundo!!!
4
Que pena: o sol, – ato falho –
ao lhe ofertar seu calor,
matou a gota de orvalho
que brincava sobre a flor!…

5
Esbanja carisma a lua,
que, alheia a qualquer conflito,
consegue, pálida e nua,
vestir de charme o Infinito!

6
Ante um grito, não se abata
por não ter respostas prontas,
que o silêncio é a mais sensata
e a mais nobre das afrontas!
7
Meu perdão foi em tributo
a uma lágrima suspensa,
um detalhe diminuto,
mas, que fez a diferença…
8
“Esquece!”, a razão exclama,
quando a saudade decide
acarinhar o pijama
que esqueceste no cabide…
9
Do cais, aceno ao vazio,
enquanto o remorso chora…
Castigo, é alguém no navio,
levando o perdão embora…
10
Quem tem sonhos hoje em dia,
não perca nunca a esperança.
Diz velha sabedoria:
“Quem espera sempre alcança!”
11
Nas noites de dissabor,
quando a saudade é cruel,
o poeta imprime a dor
num pedaço de papel !
12
Eu me lembro, com saudade,
da madrugada de outrora,
mamãe, na extrema bondade:
“Filha acorda, está na hora.”
13
Com pincel remanescente
que a saudade me legou,
pinto a vida sem presente
que o passado me roubou.
14
Da minha terra encantada
eu guardo a estação mais bela,
o canto da passarada
e os meus sonhos de janela!
15
O Deus que fez lago e monte,
que fez céu, mar, noite e dia,
fez do poeta uma fonte
por onde jorra poesia…
16
A mais triste Solidão
que os seres humanos têm
é abrir o seu coração,
olhar… e não ver ninguém!
17
Ao ver, de uma árvore, o corte,
minha angústia é paralela…
Eu sinto as dores da morte,
na dor dos “gemidos” dela!
18
Anote e depois confira,
visando o seu próprio bem:
meia verdade é mentira;
verdade e meia, também!

19
A noite, que nunca passa,
deu à insônia mais destaque
e um relógio, por desgraça,
ri de mim, no tique-taque!
20
De estrelas toda bordada,
porta aberta para a rua,
a tapera abandonada
abriga os raios da lua.
21
Eu faço das fronhas lenços,
nas longas noites sem sono
e os lençóis, braços imensos,
abraçam meu abandono…
22
Vê como a sorte judia
do nosso amor (coitadinho!):
tua cama tão vazia,
e eu na minha, tão sozinho!
23
Sofre o revés mais que justo
quem da ambição não se esquece
ao tentar a todo custo
conquistas que não merece!
24
Venceste alguém… e sorris
numa explosão de prazeres…
Serás, porém, mais feliz
quando a ti mesmo venceres!

25
“Eu volto!” – Falsa promessa
que ela ainda crê verdadeira,
pois, da varanda, não cessa
de contemplar a porteira…
26
Não desgastes, noutros leitos,
o ardor dos abraços teus,
pois teus braços foram feitos
para refúgio dos meus!
27
Navego em noite estrelada,
sulcando as ondas, sem vê-las:
meu corpo está na jangada,
minha alma está nas estrelas!
28
Meu coração foi bagual
redomão e escarceador.
Hoje, manso, lambe o sal
da saudade de um amor.
29
Quando, aninhado em teu peito,
fito teus olhos serenos,
sinceramente suspeito
que no céu há um anjo a menos.
30
Que bom, chegando aos sessenta,
saber, revendo os meus passos,
que é o bom DEUS que me sustenta,
e me carrega em SEUS braços …
31
Não culpes os infelizes
com rudeza fria e crua,
a culpa dos seus deslizes
pode ser menor que a tua!…
32
Guarda sempre esta mensagem
da própria vida que diz:
É feliz quem tem coragem
de acreditar que é feliz!
33
Percebo, com desconforto,
que ainda sou teu vassalo:
nosso passado está morto,
mas não consigo enterrá-lo!
34
Tanto amor e afinidade
entre nós dois, já se vê,
que perdi a identidade:
eu sou eu… ou sou você?

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