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Dorothy Jansson Moretti (Folhas Avulsas)

FOLHAS   ESPARSAS

Quando a tarde ao cair, toda dourada,
lenta transmuda em gradações cambiantes,
sinto minha alma, sensibilizada,
afinar-se ao sabor dos tons mutantes.

E os versos que componho em tais instantes,
assumem cor ardente ou desmaiada:
vivos, do leve Alegro aos sons vibrantes,
tristes, do grave Adágio à dor velada.

São notas desprendidas da Sonata,
dispondo um clima de jovial Cantata,
ou da Pavana o sufocado grito,

São folhas soltas, pelo vento esparsas,
verdes ou murchas, voam como garças,
deixam meus sonhos no azul do infinito.

E X T R A V A G A N T E

Sempre cultuo a forma clássica do verso,
a musicalidade, a rima bem sonante;
e às vezes, se obedeço a algum impulso inverso,
jamais descarto o ritmo, que em mim é constante.

Até posso assumir um estilo diverso
que o esteta vai chamar ambíguo e extravagante:
ser clássica e moderna, ser reverso e anverso,
mas sem trair a escola ou ser deselegante.

Nem sempre, então, atento à rima num soneto,
como se livre fosse o verso, branco (ou preto),
nem respeito o hemistíquio num alexandrino.

Acolho a inspiração como ela bate à porta,
trazendo-me no dorso a rima certa, ou torta…
E o ritmo? Ah, esse é música! Eu não desafino!

E S P A Ç O N A U T A   E   A    T E R R A

Às vezes me surpreendo imaginando
o que deve sentir um astronauta,
a olhar da altura a Terra divagando,
seguindo a órbita, no espaço, incauta.


Quem sabe há de cismar:”Como é pequena!
Que interesse terão os homens nela?
Guerras, paixões a fervilhar na arena,
longe assim, não são mais que bagatela”.

A ambição a exigir supremacia,
autos, litígios e burocracia…
que importam as urgências do planeta?

O tempo aqui é inócuo e sem remissa…
Não se discute a pressa ou a preguiça
com que a areia se esvai pela ampulheta.

E N T Ã O. . . T A L V E Z . . .

Quando o instante fatal chegar ao mundo,
e a Terra viva os últimos momentos,
quando convulsos no abismo profundo,
rugirem surdamente os elementos;

quando as águas dos mares e dos rios
em cálido vapor se transformarem,
e até o sol se apagar e ficar frio
e os astros pelo céu já não brilharem;

quando os altivos e ásperos rochedos
em lava ardente e flâmea se fundirem
e tombarem montanhas e penedos,
e Terra e Céu, por fim, se confundirem…

Então… talvez meu amor incandesça,
riscando o espaço qual astro cadente,
e de meu ser pra sempre se despeça,
e se apague a teus pés, enfim contente.

A    P A R Á B O L A    E    O    V E R B O

Em linguagem translúcida e despretenciosa,
ao alcance do povo rude que o escutava,
Jesus ia ao encontro de uma alma ansiosa,
e as coisas mais sutis, assim lhe revelava.

Um lírio, uma semente, uma ave ruidosa,
uma ovelha, um pastor… em tudo ele encontrava
o símbolo perfeito, a idéia imaginosa,
que em singular parábola identificava.

Então aqueles homens simples, iletrados,
podiam, pela fé singela iluminados,
reconhecer a essência que a verdade exala.

E aos doutos fariseus diziam, sem receio:
“É Ele o Emanuel! É o Verbo que já veio!
Jamais homem algum falou, como ele fala!”

N A T A L    D E    O U T R O R A

Dos ramos do pinheiro reluzente
lindas esferas pendem, caprichosas;
e eu vejo em cada uma a cena ambiente
refletida nas cores luminosas.

A mesma sala, o piano, a claridade
vazando pelas dobras da cortina;
os mesmos quadros que, apesar da idade,
resistem mudamente ao tempo e à ruína…

Onde, porém, se esconde o antigo encanto?
A procurar-lhe a sombra em cada esfera,
meus olhos tristes varrem cada canto,

e evoco ainda imagens tão distantes…
Ah se voltasse tudo a ser como era!
Ah se o Natal voltasse a ser como antes!

Fonte:
AVSPE

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Arquivado em Poemas, Sorocaba

Dorothy Jansson Moretti

biografia atualizada

Nasceu em Três Barras , SC, indo para Itararé, SP, aos dois anos de idade.

Fez o Curso Primário no então “Grupo Escolar de Itararé”, hoje “Tomé Teixeira”.

Continuou os estudos em Castro e Londrina, PR, onde paralelamente lecionou Inglês, graduando-se posteriormente em São Paulo , Capital.

Começou a escrever poesias aos dezesseis anos, fazendo acrósticos em álbuns de recordações de pessoas amigas. Esporadicamente  escrevia artigos para os jornais “O Itararé”(extinto), e para  “O Guarani”.

Mudou-se para Sorocaba, SP, em 1956, e nessa cidade publicou durante algum tempo, poesias e crônicas nos jornais locais   “Cruzeiro do Sul”, “Diário de Sorocaba” e “Folha de Sorocaba” (extinto).

Em 1970 mudou-se para a capital de São Paulo, tendo lecionado Inglês em cinco escolas dessa cidade: No “Colégio Anglicano de Santo Amaro”, no “Ginásio Estadual de Vila Leopoldina”, no “Colégio Estadual Profa. Marina Cintra”, no “Colégio Estadual  Amadeu Amaral”, e no “Instituto Mackenzie”, onde se aposentou em 1987.

É Sócia Honorária da Academia Sorocabana de Letras,
pertence à União Brasileira de Trovadores,
à Casa do Poeta  “Lampião de Gas” de São Paulo, da qual foi Secretária Geral no biênio  1987-1988,
bem como do jornal poético da Casa, o “Fanal”, onde continua escrevendo poesias e trovas. 

Publica, ainda hoje, crônicas e poemas nos jornais de Itararé “O Guarani” e “Tribuna de Itararé”. É também sócia correspondente de várias academias de letras do país.

Tem poemas publicados em jornais, revistas e antologias de alguns estados brasileiros.

Participou de inúmeros concursos, alguns internacionais, tendo recebido troféus e diplomas na capital e no interior de São Paulo, e em várias cidades de outros estados.

Recebeu Medalha de Honra ao Mérito no Colégio “Amadeu Amaral”, da capital, por ter feito a letra do Hino dessa escola, bem como  o histórico e a poesia em comemoração aos setenta anos de sua fundação, em 1979.

Recebeu Diploma de Honra ao Mérito, de Poeta do Mês e de Musicista , na Casa do Poeta, onde colaborava nas reuniões lítero-musicais, declamando poesias, cantando e tocando piano.

Recebeu ainda da Casa do Poeta de São Paulo, diploma e medalha de Sócia Benemérita  “Por seu importante destaque como benemérita defensora da cultura e difusão das Artes Poemáticas” (dizeres textuais do diploma), honraria que muito a sensibiliza.

Mudou-se em 1989 para Curitiba, PR, e nessa cidade publicou seu primeiro livro, “Frasco Vazio”, pequena seleção de algumas de suas trovas premiadas.

Envia há muitos anos, crônicas, trovas e poesias para os jornais “Tribuna de Itararé”, e “O Guarani”, os quais, graciosamente, têm divulgado os seus escritos.

Em parceria com o Maestro Gerson Gorski Damaceno, fez a letra do Hino a Itararé, lançado a 28 de Agosto de 1989, como hino oficial da cidade. Na mesma data, aniversário de Itararé, recebeu seu Título de Cidadã Itarareense.

O Elos Clube de Itararé concedeu-lhe Diploma de Sócia Honorária, títulos ambos , que muito a sensibilizam e dignificam.

Em 1995 voltou a residir na cidade de Sorocaba, SP, onde, no ano  2000,  publicou um livro de sonetos intitulado “Folhas Esparsas”,  do qual  em 2006 fez uma 2a. edição;  no ano 2002 publicou um livreto intitulado “Trovas ao Vento”, e em 2006 um outro também de trovas, intitulado  “Chá da Tarde”, que lhe valeu, em 2007, na categoria Poesia, o “Prêmio Anual Sorocaba de Literatura”.

Participa com trovas de quatro Coletâneas do Site http://www.sorocult.com, bem como dos “Sorocultinhos”, coleção infantil que é distribuída gratuitamente às crianças carentes de várias instituições do  Município de Sorocaba, onde reside.

Fontes:
Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores
UBT Nacional

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Arquivado em Biografia, Sorocaba

Carina Isabel M. Cardoso (Luzia)

Por aqueles corredores com pisos soltos, paredes encardidas e descascadas, Luzia transitava todos os dias, vendo sua vida passar sem perceber o dia lá fora.

Mulher magra e muito alva, com aparência cansada e desleixada de quem tem pouco tempo para si, mas ainda mostrando-se bela, apenas descuidada, ela segue mais uma vez para o quarto da mãe doente e moribunda. Luzia cuida da mãe com todo o zelo que uma filha pode dispor à sua progenitora, apesar de seus olhos não esconderem o desprezo por aquela mulher que apesar de velha e doente ainda consegue ser tão cruel, com uma língua tão ferina.

Apesar de religiosa, D. Matilde não tinha nem de longe um coração puro, tinha um olhar que só passava frustração, mágoa e inveja a quem o fitasse. Nada de bom se aprendia com aqueles olhos negros e fundos, mesmo sendo tão experientes e sábios.

D. Matilde sempre foi uma mulher ligada à igreja, querida pelos que compartilhavam sua fé, tão caridosa, tão solicita aos necessitados que a comunidade ajudava, mas, dentro de casa sempre levou a família com mãos de ferro, nunca dando a menor mostra de carinho e afeição pela única filha e nem ao marido que sempre fez de tudo para agradá-la, bancando todos os seus caprichos, até mesmo concordando que Luzia, por ser a única filha, não deveria se casar enquanto os dois ainda estivessem vivos, que ela deveria era cuidar dos pais e da casa, pois eles não tinham mais ninguém por eles, e mesmo que ela se casasse e morasse perto não seria suficiente, teria que morar sempre com eles, até o fim.

Quando o pai faleceu, Luzia perdeu sua única alegria de estar ali, pois o pai era um homem muito gentil, e apesar de fraco, nunca retrucou uma palavra maldosa de sua esposa, mesmo assim sua relação com ele era muito boa, ela procurou aceitar que o pai agia dessa maneira para manter as coisas em harmonia.

Agora que estavam sós, apenas as duas vivendo na casa, as coisas eram levadas na base da diplomacia entre elas, e ao entrar naquele quarto escuro, fétido e triste ela se preparava para ouvir qualquer coisa de sua mãe, e quando entrava aquela troca de olhares, o ódio com que aqueles olhos negros e profundos das duas se encontravam, chegava a doer na alma. E, D. Matilde não aceitava o fato de estar tão doente, sempre colocando a culpa na filha, pois se não a tivesse parido com certeza sua saúde estaria muito melhor, não teria perdido tanto tempo cuidando de uma criança e sim de si mesma, e não precisaria de ajuda de ninguém.  Era inaceitável para ela ter que ser guiada até o banheiro, tomar banho na cama, mas Luzia mesmo com tantos motivos para odiar sua mãe, não conseguia apenas se sentia muito pequena diante daquela mulher na cama, emagrecida e doente. Queria apenas um pouco de respeito, afinal ela se abandonou completamente para estar ali, não amou, não estudou, não viveu nada além daqueles corredores com pisos soltos e paredes encardidas, ouvindo as amigas de sua mãe dizer o quanto ela era boa e generosa, o quanto ela deveria ser grata por ter nascido em um lar tão abençoado, e aquelas palavras acabavam por diminuir ainda mais sua esperança de respeito, apesar de seu tamanho, ela se imaginava quase invisível aos olhos negros, profundos e cheios de rancor com os quais sua mãe a fitava entrando no quarto trazendo sua comida, esperando até que ela desse a última garfada e para limpar a boca da mãe.

Rezava todas as noites para que aquela fosse a última de sua sina, já não aguenta mais, não o trabalho a ser feito, mas sim o desprezo, mas então outro dia recomeçava e com ele a sina que parecia não ter fim, e a cada dia que passava ficava mais difícil encarar aqueles olhos, aquele rancor. E então, aquela menina que tanto lutou para não ter aqueles olhos, os viu no espelho quando refletia a sua imagem e não a dela; viu a mesma amargura, o mesmo mal, sem saber de onde veio o dela; sabia exatamente o quando e o porquê seus olhos se tornaram brilhantes como duas pedras de ônix; mas o brilho não era bom, não era agradável, e então ela soube que era hora de acabar com sua sina, foi até o seu algoz e com toda a coragem que o mundo poderia lhe dar naquele momento, em uma última tentativa de viver bem, abraçou sua mãe, disse que a amava e que iram ter novas regras em casa a partir daquele momento; não suportaria mais aquelas palavras cruéis, os olhares de desdém, o rancor e a culpa, tomaria as rédeas da situação e que a mãe pensasse o que quisesse daquilo. Foi então que viu sua mãe chorar pela primeira vez em sua vida de quarenta e dois anos, um choro verdadeiro e sentido, vindo da alma, como se descarregasse o peso acumulado a vida inteira, mas nunca explicou o porquê daquele choro tão dolorido, mas a partir daí as coisas ficaram diferentes, Luzia conheceu o amor e casou-se, teve filhos e ninguém mais soube de D. Matilde, o que houve com ela só a filha sabe, e o motivo daquele choro também não foi revelado…

Luzia nunca mais pisou naquela casa de pisos soltos e paredes encardidas…

Fonte:
Clic – Palavra de Mulher
http://sorocult.com/palavrademulher/escritora.php?codigo=53

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Arquivado em A Escritora com a Palavra, Sorocaba

Laé de Souza (Escolas Estaduais de Sorocaba Participam de Projeto de Leitura)

Cerca de cinco mil estudantes de 32 escolas estaduais de Sorocaba estarão a partir deste mês envolvidos em um projeto de incentivo à leitura.

O projeto “Ler é Bom, Experimente!”, desenvolvido em todo o país, teve em 2011 a participação de oito escolas de Sorocaba e com o resultado obtido, em parceria com Secretaria de Estado da Educação – Diretoria de Ensino da Região de Sorocaba, o Grupo Projetos de Leitura abriu um número maior de vagas para escolas do município.

O projeto, desenvolvido há mais de doze anos pelo Grupo Projetos de Leitura, com aprovação do Ministério da Cultura e patrocínio do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE, tem como objetivo incentivar o hábito da leitura oferecendo livros e demais materiais didáticos, gratuitamente, às escolas públicas. Dirigidos a estudantes a partir do 2º ano até o ensino médio, a mecânica do trabalho envolve a leitura de livros do escritor Laé de Souza, que neste ano será com as obras “Radar, o cãozinho” (português/inglês), “Quinho e o seu cãozinho – Um cãozinho especial” e “Acredite se quiser!” (impresso em braille), discussão dos temas propostos nas obras, criação de textos e adaptação para teatro, exercícios infantis e outras atividades. A escola participante receberá um lote de 152 livros, além de material de apoio como folhas pautadas para redação e ainda uma cartilha pedagógica para auxiliar o professor a executar as atividades dentro da sala de aula.

Após a leitura e o desenvolvimento das atividades sugeridas, monitoradas pelos professores, os alunos respondem um questionário sobre a obra e elaboram textos baseados nas crônicas ou nos personagens. Serão premiados, por classe, com outra obra de Laé de Souza, três autores dos melhores trabalhos.

Os alunos participantes concorrem também à seleção do seu texto para participar de uma coletânea intitulada “As melhores crônicas dos projetos de leitura” que será lançada na Bienal Internacional do Livro de São Paulo em agosto de 2012.

Para o coordenador do trabalho, o escritor Laé de Souza, a ideia é atrair todos os estudantes para uma participação ativa em um movimento literário na sua própria escola. “A disseminação da leitura na sala de aula, se bem orientada, poderá criar novos cidadãos apaixonados pela leitura e com vontade própria de ler. Nosso trabalho é desenvolvido para que os jovens se tornem adultos atraídos pelos encantos e aprendizado que a leitura de livros pode proporcionar. O professor é nosso parceiro e assume conosco a empreitada de fazer o aluno descobrir o prazer da leitura. Torço para termos alunos de Sorocaba na nova coletânea de textos de estudantes”, diz.

“As nossas expectativas em relação ao projeto “Ler é Bom, Experimente!” são as melhores possíveis, pois um dos principais objetivos do trabalho das escolas da rede estadual de ensino é desenvolver a competência leitora e escritora nos alunos de todos os segmentos, da alfabetização ao ensino médio, em todas as disciplinas. Sendo assim, a participação de 32 escolas da nossa Diretoria é uma grande oportunidade para trabalharmos a produção textual, debatermos os temas propostos pelos livros ou, simplesmente, estimularmos o prazer pela leitura. Estão de parabéns todos os que idealizaram e põem em prática este Projeto”, manifesta-se o Professor José Roberto Machado Júnior, Coordenador de Língua Portuguesa da Diretoria de Ensino da Região de Sorocaba.

Fonte:
E-mail enviado por Laé de Souza

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Arquivado em Notícias Em Tempo, Sorocaba

7a. Semana do Escritor de Sorocaba, realizada em agosto de 2011.


7ª Semana do Escritor, que começa hoje e se estende até sábado na sede da Fundação de Desenvolvimento Cultural de Sorocaba (Fundec), à rua Brigadeiro Tobias, Centro, é experiência que merece ser acompanhada com interesse, especialmente no que se refere à fórmula desenvolvida por seus realizadores para manter o evento ativo e permitir que ele retorne todos os anos – ao menos, enquanto houver interesse dos escritores locais em possuir esse canal para divulgação de seus trabalhos.

Sorocaba perdeu, nas últimas décadas, excelentes projetos nas áreas de vídeo, teatro e música – alguns patrocinados pela Prefeitura, outros por sindicatos e entidades empresariais -, simplesmente porque os patrocinadores decidiram fechar as torneiras de recursos ou canalizar seus investimentos para outro setor. Por fatores que nunca ficaram muito claros, mas que certamente passam pelo aspecto financeiro e, provavelmente, tiveram a ver com trocas de chefias e mudanças de prioridades, colocaram-se pedras em cima de projetos bem-aceitos pelo público e que já haviam cumprido as etapas mais difíceis de popularização e conceituação, interrompendo-se processos importantes de formação artística e cultural.

Essa realidade, somada à inconstância das leis de incentivo, que financiam projetos pontuais e ações com prazo de validade – mas, por suas próprias características, não oferecem uma resposta satisfatória para atividades de longo prazo -, impõe aos artistas e produtores culturais a necessidade de planejar seu trabalho tendo em vista a sustentabilidade, sob o risco de despenderem grande energia para tornar uma ideia bem-sucedida e vê-la abortada sem muitas explicações, conforme o humor de quem os financia.

É nesse caminho pouco ortodoxo, por assim dizer, que a Semana do Escritor tem procurado encontrar seu espaço, aberta a parcerias indispensáveis (como a da própria Fundec, que desde a primeira edição, em 2005, cede o saguão do belíssimo Palácio Brigadeiro Tobias para o evento), porém sem depender de verbas, sejam elas públicas ou privadas, para cobrir suas despesas. E isso porque o financiamento do evento vem dos próprios escritores participantes, que contribuem com uma quantia de R$ 100 cada um, como numa cooperativa, e juntos proporcionam um orçamento diminuto porém suficiente para que o evento possa ser realizado.

A Semana do Escritor não rivaliza com grandes eventos de grandes orçamentos, não tem shows de artistas famosos nacionalmente nem a presença de figurões da literatura brasileira, mas cumpre sua proposta de divulgar a literatura regional de forma aberta e democrática, com exposição de livros e uma extensa agenda de eventos que inclui palestras, lançamentos e apresentações artísticas.

É importante valorizar essa forma de fazer as coisas, que certamente exige uma dose de sacrifício maior dos organizadores, porém assegura tanto a permanência quanto a independência dos eventos, mantendo– os livres de interferências externas, de cortes orçamentários e mesmo de questões políticas. Sem descartar patrocínios privados e das leis de incentivo – mas sem estabelecer uma relação de dependência exclusiva em relação a essas fontes de recursos -, o autofinanciamento é uma saída para eventos coletivos, e mais ainda quando estes oferecem a possibilidade de uma receita, mesmo pequena, proveniente de vendas de livros ou de ingressos, com a qual o investimento inicial de cada participante possa ser compensado.

Com seu formato ímpar, a Semana do Escritor é uma fonte de aprendizado para quem trabalha no setor cultural, na medida em que reúne todas as condições básicas para que seus financiadores individuais a melhorem e aperfeiçoem ano a ano, com a certeza de que ninguém, a não ser eles próprios, poderá decretar seu fim.

José Carlos Fineis
Consultor Editorial
Jornal Cruzeiro do Sul/Fundação Ubaldino do Amaral
Fones: (15) 9789-0793 – 2102-5057

Fonte:
Jornal O Cruzeiro do Sul. Sorocaba, 23 de agosto de 2011. Folha A3. Enviado por Douglas Lara.

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Arquivado em Semana do Escritor, Sopa de Letras, Sorocaba

4a. Expo Literária de Sorocaba (Programação)

A Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger” sediará, entre os dias 19 e 22 de outubro, a 4ª edição da Expo Literária. Neste ano, o evento homenageará o escritor Monteiro Lobato e terá suas tendas batizadas com os nomes de diversos personagens do artista.

Muitas atrações, incluindo palestras com os escritores André Vianco, Emílio Braz, o cordelista César Obeid e a dupla Palavra Cantada, serão oferecidas gratuitamente ao público. Além disso, escritores de Sorocaba e região também participarão de atividades e apresentarão suas obras.

Segundo o secretário da Cultura e Lazer, a Expo Literária deste ano será focada no público infanto-juvenil com uma programação que aposta bastante no talento dos escritores sorocabanos e na contação de histórias.

Para isso, também participarão do evento, por exemplo, o ator e contador de histórias Zé Bocca, os escritores Débora Benga, Paulo Ravagnani, Melissa Branco, Oswaldo Biancardi Sobrinho, Gepeto, com seu teatro de bonecos, e a Cia. Tempo de Brincar, com muitas músicas e histórias já bem conhecidas e apreciadas pelo público infantil de Sorocaba.

PROGRAMAÇÃO

Dia 19 de Outubro – Abertura Prêmio Anual de Literatura

19h
Auditório da Biblioteca Municipal
Abertura Oficial
Palestra: Armando Oliveira Lima
“Homenagem a Lobato”
Prêmio Anual Sorocaba de Literatura
Fábio Gouveia “Quarteto Musical”

Dia 20 de Outubro – quinta-feira

9h
AUDITÓRIO
Claudia Bernadete Veiga de Almeida – “Literatura Africana”
Público: jovens e adultos

TENDA CAÇADAS DE PEDRINHO
Cia. Tempo de Brincar – “Coisas de Saci”
Público: infantil

TENDA O SACI
Laé de Souza – “A Literatura como Prazer”
Público: infanto-juvenil

TENDA MEMÓRIAS DE EMÍLIA
Paulo Ravagnani – “A Necessidade da Filosofia no Mundo Atual”
Público: jovens e adultos

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Débora Brenga – “Contação de Histórias”
Público: infantil

10h
TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Osnival José Búfalo – “Mimica: Proibido Mascar Chicletes”
Público: livre

10h15

AUDITÓRIO
Júlio Emilio Braz – “As Interrelações Literárias e Sociais dentro da Moderna Literatura Infanto-Juvenil”
Público: infanto-juvenil

TENDA CAÇADAS DE PEDRINHO
Maria do Carmo/Marcello Marra/Elisete Martins – “O Mundo Mágico de Monteiro Lobato”
Público: infantil

TENDA O SACI
Laé de Souza “A Literatura como Prazer”
Público: infanto-juvenil

TENDA MEMÓRIAS DE EMÍLIA
Zé Bocca – “Os Manducas de Fiuza”
Público: infanto-juvenil

10h30

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Nelson Malheiro – “Saga do Povo Hebreu”
Público: livre

14h

AUDITÓRIO
Júlio Emilio Braz – “As Interrelações Literárias e Sociais dentro da Moderna Literatura Infanto-Juvenil”
Público: infanto-juvenil

TENDA CAÇADAS DE PEDRINHO
Cia. Tempo de Brincar – “Coisas de Saci”
Público: infantil

TENDA O SACI
Laé de Souza – “A Literatura como Prazer”
Público: infanto-juvenil

TENDA MEMÓRIAS DE EMÍLIA
César Obeid – “Contação de História e Bate Papo”
Público: infanto-juvenil

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Ricardo Reis – “Palestra Motivacional”
Público: livre

14h30

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Douglas Santos Junior – “Declaração de Poesias”
Público: livre

15h

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Oswaldo Biancardi Sobrinho – “Apresentação Musical”
Público: livre
15h15

AUDITÓRIO
Teatro de Bonecos do Gepeto – “Pipocando com Pinóquio”
Público: infantil

TENDA CAÇADAS DE PEDRINHO
Melissa Branco – “Apresentação Musical Semeando Em Cantos”
Público: infantil

TENDA O SACI
Laé de Souza – “A Literatura como Prazer”
Público: infanto-juvenil

TENDA MEMÓRIAS DE EMÍLIA
César Obeid – “Contação de História e Bate Papo
Público: infanto-juvenil

19h30

TENDA CAÇADAS DE PEDRINHO
Palavra Cantada

Dia 21 de Outubro – sexta-feira

9h

AUDITÓRIO
Kiara Terra – “A menina dos pais crianças”
Público: infantil

TENDA CAÇADAS DE PEDRINHO
Sérgio Vaz – Palestra
Público: infanto-juvenil

TENDA O SACI
Zé Bocca – “Histórias para ouvidos pequenos”
Público: infantil

TENDA MEMÓRIAS DE EMÍLIA
Monisa Maciel e Suzana Brunhara – “Nascimento da boneca Emília”
Público: infantil

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Jairo Valio – “Aquecimento Global”
Público: livre

10h

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Hélio Moura Filho – “Poeta de Bar”
Público: livre

10h15

AUDITÓRIO
Marcia Kupstas – “A aventura de ler e a disciplina dos sentimentos”
Público: infanto-juvenil

TENDA CAÇADAS DE PEDRINHO
Monisa Maciel e Suzana Brunhara – “Histórias Folclóricas”
Público: infantil

TENDA O SACI
Maria do Carmo/Marcello Marra/Elisete Martins – “O Mundo Mágico de Monteiro Lobato”
Público: infantil

TENDA MEMÓRIAS DE EMÍLIA
Paula Knoll – “Contos Encantados”
Público: infantil

14h

AUDITÓRIO
Marcia Kupstas – “A aventura de ler e a disciplina dos sentimentos”
Público: infanto-juvenil

TENDA CAÇADAS DE PEDRINHO
Monisa Maciel e Suzana Brunhara – “Contos Populares”
Público: infantil

TENDA O SACI
Teatro de Bonecos do Gepeto – “Pipocando com Pinóquio”
Público: infantil

TENDA MEMÓRIAS DE EMÍLIA
Paula Knoll – “Contos Encantados”
Público: infantil

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Débora Brenga – “Contação de Histórias”
Público: infantil

15h

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Nicanor Filadelfo Pereira – “A arte poética no contexto da vida”
Público: livre

15h15

AUDITÓRIO
Maria do Carmo/Marcello Marra/Elisete Martins – “O Mundo Mágico de Monteiro Lobato”
Público: infantil

TENDA CAÇADAS DE PEDRINHO
Zé Bocca – “Histórias para ouvidos pequenos”
Público: infantil

TENDA O SACI
Teatro de Bonecos do Gepeto – “Pipocando com Pinóquio”
Público: infantil

TENDA MEMÓRIAS DE EMÍLIA
Melissa Branco – “Apresentação Musical Semeando Em Cantos”
Público: infantil

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Oswaldo Biancardi Sobrinho – “Declamação Poética”
Público: livre

16h

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
João Batista Alvarenga – “Declamação com performance teatralizada”
Público: livre

17h

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Florentina de Lourdes R. Blagitz e Edival de Moraes Blagitz – “Bate-papo com leitor”
Público: livre

19h30

TENDA CAÇADAS DE PEDRINHO
André Vianco – “Palestra e bate papo”
Público: jovens e adultos

Dia 22 de Outubro – sábado

13h30

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Nelson Porfirio Rodrigues – “Interpretação Musical”
Público: livre

14h

AUDITÓRIO
Zé Bocca – “Os Manducas de Fiuza – Debate com Escola da Família”
Público: infanto-juvenil

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Nathalia Cristina G. De Rosa – “Interpretação Musical”
Público: livre

14h30

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Beatriz Biancardi – “Interpretação e Musicalização”
Público: livre

15h

TENDA CAÇADAS DE PEDRINHO
SESC – “Conto de Fadas”
Público: infantil

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Alessandra Jovelina Duarte – “Declamação de Poesia”
Público: livre

15h30

TENDA O SACI
SESC – “Cia. Circo de Bonecos”
Público: infantil

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Ana Maria Duarte – “Declamação de Poesia”
Público: livre

16h

AUDITÓRIO
Laé de Souza – “Publiquei meu Livro! E agora?”
Público: infanto-juvenil

TENDA MEMÓRIAS DE EMÍLIA
Melissa Branco – “Apresentação Musical Semeando Em Cantos”
Público: infantil

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Rafael Granado Brossi – “Declaração de Poesia”
Público: livre

16h30

TENDA O SACI
Conservatório Musical Rogério Koury – “Apresentação dos Alunos de Canto”
Público: livre

TENDA REINAÇÕES DE NARIZINHO – AUTORES SOROCABANOS
Francisco Vieira Ribeiro – “Declamação de Poesia”
Público: livre

ESPECIAL

Intervenções com “KIKA”, do Mundo Encantado do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, durante toda a programação Exposição da 4ª Expo Literária
Exposição “EMÍLIA A BONECA DE LOBATO”
Local: Biblioteca Municipal de Sorocaba “Jorge Guilherme Senger”
Horário: 9 às 20h

25 a 31 de Outubro
“Semana Literária da Academia Sorocabana de Letras”
Local: Casa 52 / Jardim Maylasky – Centro
Horário: 9h às 21h
Gratuito

Fonte:
Jornal Ipanema

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Arquivado em Encontro Literário, Exposições, Sorocaba

VII Semana do Escritor em Sorocaba.



Participe apresentando e expondo sua(s) obra(s) literária(s).

REGULAMENTO

• Facultado a todos os escritores de Sorocaba e região;

• Taxa de inscrição: R$100,00 por autor;

• Horário de funcionamento do evento: terça à sexta das 14h às 22h e no sábado das 9h às 18h;

• As obras inscritas ficarão expostas para venda todos os dias do evento;

• O autor deverá entregar até o dia o dia 18/08 cinco(5) exemplares da(s) obra(s) inscrita(s);

• No final do evento os inscritos receberão o valor total referente ao número de livros vendidos e os exemplares restantes;

• Serão entregues certificados de participação.

Ricardo Pelegrini

Fax:(15) 3227-3788

Tel: (15) 3018-9512

Horário de funcionamento e outras informações no site:

http://www.espacoarticulado.com.br

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Jorge Facury (Lançamento do Livro “Assim me Contaram”)

Todos têm histórias para contar, seja elas tristes, alegres, que trazem uma lição de vida, seja simplesmente divertidas para quem as escuta. O que faz toda a diferença, no entanto, é se essas histórias são externadas para outras pessoas ou guardadas somente para si. Partilhar trajetórias de vida e com elas levar uma mensagem às pessoas é o objetivo do livro “Assim me contaram”, do professor Jorge Facury Ferreira. A obra, fruto de um trabalho de quase dois anos do autor, será lançada neste sábado (11), no Gabinete de Leitura de Sorocaba (Praça Coronel Fernando Prestes, 27, Centro), às 19h30, pela Editora Crearte.

“Assim me contaram” reúne as mais diversas histórias contadas por pessoas próximas de Facury, desde causos divertidos e criativos até histórias reais de gente que sofreu, lutou e venceu na vida. O livro é resultado de anos de escuta e registro do autor, que, com muita sensibilidade e atenção, passou a escrever ao longo dos anos as vivências que ouvia, muitas delas contadas ao acaso.

Segundo Jorge, tudo começou há alguns anos, quando um amigo muito próximo lhe confiou uma história particular e rica em detalhes, mas acabou morrendo dias depois para a surpresa do escritor. A morte repentina do amigo despertou em Facury a necessidade de ouvir mais as pessoas, e registrar aquilo que têm para contar. “Eu sou muito observador e presto atenção em tudo o que os outros dizem. Às vezes, de uma conversa despretensiosa nascem reflexões e lições para nossa vida.”

Para o professor, poder partilhar passagens de vida com os demais é motivo de muito orgulho e alegria. “As pessoas ficaram muito felizes ao confiar a mim suas narrações, e eu me realizei em poder eternizar nas letras um saber pessoal, algo essencial no mundo delas.”

O DIÁRIO de Sorocaba vai contar a você, leitor, em primeira mão, duas interessantes histórias do livro, que divertem e levam à reflexão acerca da vida e do quanto vale a pena lutar por um objetivo maior.

“COISA À TOA” –
A primeira memória que o jornal partilha foi contada ao autor por Humberto Jairo Rodrigues Pereira, construtor civil de Sorocaba.

Na pequena cidade de Palmatória (CE), dois amigos saíram cedo de bicicleta para buscar lenha a fim de suprir o forno e garantir a comida. Tudo muito fácil: acha-se os galhos, faz-se um bom feixe amarrado na traseira da bike e pé no pedal! Aconteceu, contudo, que um deles voltou logo e o outro não. As horas passavam e nada de o rapaz aparecer…

Quando enfim retornou, estava embriagado, e, esquecido da tarefa essencial, encostou-se numa vendinha de beira de estrada e relaxou a tomar cachaça e jogar conversa fora. Pior que isso, reapareceu sem a bicicleta, esbaforido e cambaleante, contando a todos ter sido alvo de um atentado. O jovem bêbado estava convencido de que algum desconhecido lhe teria disparado um tiro, sem atingi-lo, e, ao cair, levantou-se, largou a bicicleta e fugiu desesperado, rezando para não ser novamente mirado. Na queda ralou os braços e perdeu os óculos.

Familiares e amigos inflamaram-se pelo caso. Gente simples, acostumada ao trabalho na roça, logo se reuniram, munidos de espingardas e armas brancas para pegar o suposto agressor. Partiram, então, na direção do ocorrido, guiados pela vítima, trôpega da cachaça. “Onde se viu atacar um homem bêbado? Quem seria covarde o suficiente? Era hora de dar uma bela lição!”, eis a indignação que habitava o consciente coletivo.

Chegando ao local, a bicicleta ainda estava lá, abandonada no mesmo ponto da queda. Isso já adiantava alguma conclusão: não era caso de roubo… Ao recolherem-na, constataram, ainda, que um dos pneus havia estourado. A conclusão do caso, então, foi objetiva e inequívoca: o estampido não fora de tiro nenhum! O bêbado infeliz assustara-se à toa com um simples estouro do pneu…

Todos, então, cravaram-lhe olhares com expressões indescritíveis, e ele, vendo-se rodeado de pessoas indignadas e incrédulas, não se fez de rogado… Com certa graça, justificou-se e já foi logo dizendo: “’Bão’, já que foi um final feliz, que tal fazer um brinde na vendinha?”.

“LEMBRANÇA DO FUTURO” –
Outra história foi narrada por Amauri Brandi, dentista e marceneiro de Sorocaba. Esta é mais rica de detalhes e lições de vida que a anterior, mas não menos divertida.

Em algum tempo dos fins do século XIX, na esteira da fomentada imigração italiana, alguns membros da família Brandi chegaram à região da atual cidade de Presidente Bernardes, na região oeste do Estado de São Paulo. Como tantos, aqui chegaram em busca de melhores condições de vida e de trabalho. Aqueles que podiam, logo compravam terras baratas e tornavam-se pequenos proprietários – caso dos Brandi.

A primeira atividade foi a agricultura; viçosos, os pés de café erguiam-se do solo roxo e as matas caíam. A autossubsistência e o plantio ancoraram a nova vida, sempre com muito sacrifício. Do encontro com outros da mesma pátria, restavam largas conversações, fala estranha aos naturais da terra.

Antônio Brandi conheceu Luiza Magon e os dois se apaixonaram. Do encanto mútuo, surgiu uma fuga e depois um casamento. O tempo passou, veio a decadência do produto cultivado e outros fatores cruciais que a história traz, compondo tempos difíceis de viver. O chefe da família Brandi viu-se submetido a uma situação dramática.

Homem de fibra, afeito à disciplina do trabalho, sofria ao ter de presenciar a mísera refeição da mulher e três filhos: um panelão com farinha de milho batida e água. Nesse período, João Brandi, o mais velho, aventurou-se a pé pondo-se a explorar uma parte das terras adquiridas que nunca eram visitadas por causa das características naturais impróprias para a agricultura. Tratava-se de um brejão nada convidativo.

Nessa exploração, acabou encontrando uma apreciável mina de água e, entusiasmado, foi ter com os pais e contar a novidade. Tiveram, então, a idéia de engarrafar água. Puseram-se a vendê-la como puríssima que, de fato, o era. A ideia resultou bem, uma vez que compradores vagarosamente apareceram. Entretanto, é provável que num tempo de quase nenhum comércio do gênero, muitos que buscavam a água tinham, na verdade, somente intenção de ajudar a pobre família. Era, afinal, uma forma de contribuir sem parecer que se punham a acudir.

O brejo, para onde Antônio agora se dirigia buscar água, era um lugar feio, cheio de animais peçonhentos e perigosos. Por isso, orientava em tom de ordem para que nenhum dos filhos aparecesse por lá. O filho mais velho, João, tinha perfeita consciência disso, mas se deixou levar pela curiosidade numa certa manhã e se embrenhou no lugar. Avançando além do que já tinha visto, dez minutos depois se encontrou num apuro: fora picado por uma cobra.

Ao voltar para casa com a má notícia, a família já se prontificou a buscar tratamento para o adoentado. Para tanto, receberam ajuda de pessoas que ofereceram uma viagem a Sorocaba. Lá, uma senhora negra os esperaria para acudi-los. O mais breve partiram e, chegando ao destino, o rapazinho recebeu o tratamento adequado.

Premidos pela circunstância, aproveitaram para conhecer a cidade e constataram várias fábricas: o progresso aqui estava. Calcula-se que quando desse acontecimento já deveriam correr os anos 30.

Prepararam-se, então, para a volta às terras do oeste paulista, deixando a hospitaleira senhora e sua família, de quem restou boa amizade. Tudo seguiu como outrora, a penúria infelizmente continuou por longo tempo. Certa manhã, Antônio sentou-se a conversar com a esposa e contou o que lhe corria pela mente e o que ditava seu coração no silêncio das madrugadas: gostara de Sorocaba e estava com a intuição de que poderiam refazer a vida por lá. Conversaram e amadureceram bem a idéia de uma mudança.

Da vontade manifesta à prática não custou muito, ainda mais agora que tinham com quem contar por aquelas bandas. A picada de cobra fora, afinal de contas, motivo incidental para o inesperado rumo novo. Juntaram o que podiam levar na viagem, despediram-se dos mais chegados e, com mínimos recursos, tomaram a estrada.

Desde que finalmente chegados a Sorocaba, Antônio Brandi externou uma notável certeza que causou estranheza total e absoluta em Luiza e filhos… Estando na rua que ora se denomina Visconde do Rio Branco, no atual bairro do Cerrado, o homem avistou uma casa, relativamente boa, e disse à mulher: “Eis a nossa casa! É aqui que vamos morar!”

A esposa, cansada da penosa viagem, suspirou e nada disse. O que haveria com o homem para fazer tal afirmação? Não tinham o que comer e ele falando em comprar uma casa! Teria tomado sol em demasia na cabeça?

Recebidos com grande satisfação pela senhora amiga, esta lhes estendeu as mãos dizendo que poderiam ficar tranquilos e desfrutar de sua casa à vontade, até que o homem encontrasse um trabalho. Brandi agradeceu e fez saber que não seria preciso, que dentro de alguns dias estariam em uma nova casa.

No outro dia, passava ele mais uma vez pela Rua Visconde do Rio Branco a observar a casa mencionada, quando alguém se aproximou. Era um vendedor de bilhetes que ofereceu: “Olhe, senhor! Compre este bilhete que trago, é seu! Pode comprar que vai ganhar. Não é conversa de vendedor não, é coisa pro senhor mesmo!”

O italiano respondeu que não tinha trocado suficiente para o valor do bilhete, e tirou uma nota amassada do bolso… “É o que basta!”, disse o bilheteiro, arrematando: “Quando o senhor tiver o prêmio em mãos, aceito que me dê uma ‘quirerinha’”. De saída, deixou as referências do local onde poderia ser encontrado.

Ora, o valoroso e determinado Brandi, ao conferir o bilhete no dia seguinte, viu que tinha tirado o primeiro prêmio no jogo do bicho oficial! Aquela foi uma notícia tão feliz quanto inacreditável para todos. Ele comprou a casa assim que recebeu o dinheiro, depois procurou o bilheteiro, que era um homem simples, e com grande gosto deu-lhe generosa soma.

Tanto quanto o vendedor de bilhetes fora objetivo e verdadeiro em suas palavras, certo é que o italiano mostrara-se dono, desde o princípio, de uma rara Afirmação Superior!

A vida alargou-se em oportunidades jamais cogitadas, de modo que até aumentou a família, com a adoção de uma menina. Brandi, por sua vez, tornou-se marceneiro e fez do ofício uma herança profissional aos filhos e aos netos, que hoje o exercem.

E o mais curioso da história toda: a figura estampada no bilhete premiado era a COBRA!

SOBRE O AUTOR –
Jorge Facury Ferreira é natural de Tatuí – SP, e reside em Sorocaba há mais de 15 anos. É educador, escritor e pesquisador de ufologia desde os 16 anos de idade. Publicou os livros “Um Brilho no Céu de Outubro”, “Os viajantes” e “Rubião, o velho – contos de sonho acordado”. É Membro do Conselho Editorial da Revista Ufo. Cronista colaborador de diversos jornais. Foi membro ativo do MORHAN – Movimento de Reabilitação do Hanseniano – nos anos 90.

O autor lembra que esta é só a primeira parte da obra, pois mais histórias estão surgindo para ser contadas. Caso você tenha algum fato interessante que gostaria de manifestar, entre em contato com Jorge pelo e-mail assimmecontaram@hotmail.com. O lançamento é aberto a todos.

Fontes:
– Cintian Moraes
Diário de Sorocaba. 6 dez 2010.
Balaio de Gato

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Míriam Cris Carlos (Palestra na Oficina Cultural Grande Otelo, em Sorocaba)

A crônica, representada pelos autores Rubem Braga, Érico Veríssimo e Dalton Trevisan, é o tema da palestra que será realizada pela escritora e pesquisadora Míriam Cris Carlos, na Oficina Cultural Grande Otelo, na próxima sexta-feira, dia 22, a partir das 19h30.

Míriam explica que, na contemporaneidade, fica cada vez mais difícil falar sobre gêneros estanques, já que há uma grande mistura entre as formas literárias e ressalta que escolheu estes escritores para sua abordagem pela singularidade de suas obras, que misturam a crônica, o conto e até mesmo a poesia na prosa, como é o caso de Rubem Braga.

A palestra será dividida com um panorama histórico sobre a narrativa e suas características, acompanhado de exemplos extraídos dos autores escolhidos e que, muitas vezes, destoam do panorama, por irem de encontro aos conceitos pré-estabelecidos para o gênero crônica; desta forma, o que se pretende, também, é incitar o debate sobre a validade da categorização da literatura em gêneros.

A palestra interessa a professores, estudantes de letras e apreciadores da literatura.

Míriam Cris Carlos é graduada em Letras, mestre e doutora em Comunicação e Semiótica e professora / pesquisadora do programa de Mestrado em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba. Autora de “Quase tempo”, “Comunicação Antropofágica”, “Arteiras Sorocabanas” e “A pele palpável da palavra”.

Mais informações podem ser obtidas na Oficina Cultural Grande Otelo:

Praça Frei Baraúna – s/nº – Sorocaba/SP
Telefone: (15) 3224-3377
e-mail: gotelo@oficinasculturais.sp.gov.br
Funcionamento: segunda a sexta-feira – 10 às 22 h.

Fonte:
Luciana Lopez

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Mostra Teatral Entreatus em Sorocaba

“Chocolate” (Núcleo Avançado)

Inspirado na obra de Joanne Harhis e na adaptação homônima para cinema, conta a história de Vianne Rocher, uma personagem misteriosa que chega sem aviso num vilarejo francês na década de 50. A sua chegada misteriosa e quase mágica além da habilidade em perceber os desejos das pessoas, abala as estruturas rígidas daquela sociedade e incita uma “batalha silenciosa” entre Vianne e o Conde de Reynaud, o austero prefeito de Lansquenet. Outros personagens são profundamente tocados pela magia e sabor do chocolate por ela preparado, mudando as suas vidas para sempre.

As Musas de Hamlet” (Núcleo Intermediário II)

As nove musas inspiradoras das artes decidem vir à Terra para ajudar um mortal (Érick) a se desenvolver como ator e conquistar um importante papel por ele almejado. Ajudadas por Zeus, soberano do Olimpo, as musas realizam o seu trabalho, sempre com muita dança, música e situações cômicas. Apenas Euterpe, a musa da música, enfrenta seu pai, o próprio Zeus, para ficar na Terra e ceder ao amor que dedica a Érick.

Esta montagem tem a participação do elenco na escolha, pesquisa e criação do texto, além de coreografias especialmente criadas por Fernanda Chelles do Spaço da Dança para as músicas selecionadas.

Indicado para alunos entre 12 e 14 anos

Terças-feiras das 19h às 21h

“A Princesinha” (Núcleo Intermediário I)

Clássico de Francis Hodgson Burnett, assim como em “O Jardim Secreto”, apresenta o conflito sócio-cultural entre a Inglaterra e a Índia no período colonial. Em virtude da Primeira Guerra Mundial, o Capitão Crewe envia sua filha de dez anos, Sara, para continuar seus estudos numa escola interna em Nova York, enquanto ele segue para o front. Inesperadamente, ocorre uma terrível tragédia. Sara fica sem nenhum dinheiro e é esquecida por todos. Ela é obrigada a vestir roupas velhas e apertadas, passa fome e frio e começa a trabalhar para ter onde dormir. Com o apoio de suas novas amigas e de suas crenças, consegue ultrapassar os momentos mais difíceis. O final é inesperado e emocionante.

Indicado para alunos entre 10 e 12 anos

Quartas-feiras das 19h às 21h
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Em todas as montagens descritas estão presentes Marcello Marra (Direção Geral, Sonoplastia, Cenografia e Canto) e Eliséte Martins (Direção de Atores, Jogos Teatrais, Preparo Vocal e Interpretação) além é claro de professores especialistas nas áreas de Dança, Expressão Corporal e Sensibilização através da História .

O Grupo Teatral Entreatus, sob a coordenação de Marcello Marra e Eliséte Martins, conta com um espaço próprio dotado de escritório, salas de aula, salão para ensaios, palco para a apresentação de espetáculos, além de camarins, biblioteca, sala de figurinos e sala para criação de trilhas sonoras.

O espaço denominado “Entreatus – Núcleo de Artes Cênicas”, serve também de ponto de referência para o desenvolvimento dos projetos do Grupo Teatral Entreatus, tanto no aprimoramento artístico-expressivo de seu quadro de atores e técnicos, como também no desenvolvimento de pesquisa de linguagem, criação e montagem de artefatos cênicos, desenvolvimento de trilhas, maquiagem etc.

O endereço do Entreatus é: Rua Professor Daniel Pereira do Nascimento, nº 56, Jd. São Carlos – Sorocaba – SP. Quem tiver interesse em participar dos cursos e obter mais informações sobre a mostra, poderá entrar em contato com Marcello Marra através dos telefones (15) 3202.6622 ou 9113.5658 ou pelo e-mail entreatus@uol.com.br

Fonte:
Luciana Machado

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Concurso Literário “Um olhar sobre Sorocaba” está com inscrições abertas

As inscrições são gratuitas e seguem abertas até 14 de julho

Estão abertas as inscrições para o Concurso “Um olhar sobre Sorocaba”, que tem como um dos objetivos a preservação da memória da cidade. O Concurso é aberto às pessoas com mais de 18 anos de idade, que possuam textos em prosa e/ou em verso e contemplem a cidade Sorocaba.

Os trabalhos deverão ser entregues ou enviados através do correio para o endereço: Rua Fernandópolis, 514 – Jardim Iguatemi – CEP 18085-550 – Sorocaba/SP. Os originais devem ser acompanhados de uma ficha de inscrição assinada pelo autor a ser retirada no mesmo endereço ou ainda solicitada através do e-mail contato@hagentedecomunicacao.com.br

Os textos selecionados farão parte de um livro – coletânea que registrará o olhar de cada autor, cujo lançamento será durante a 6ª Semana do Escritor e do Livro de Sorocaba que acontece de 24 a 28 de agosto de 2010 na FUNDEC.

Formato – Os trabalhos deverão ter no mínimo uma e no máximo três laudas, inéditos, digitados em papel ofício A4, fonte em tamanho 12, espaço 1,5 em 2 ( duas) vias assinadas, com nome completo do concorrente, endereço, telefone e e-mail, juntamente com todos os trabalhos gravados em um CD.

Seleção – Uma Comissão julgadora ficará encarregada da análise dos trabalhos que serão publicados no livro.

EDITAL

Com o intuito de cumprir um de seus objetivos, que é a preservação da memória da cidade de Sorocaba, em especial em comemoração ao seu 356º Aniversário de fundação, a ocorrer em agosto de 2010, a Hágente de Comunicação decide lançar o presente concurso
“Um olhar sobre Sorocaba”

Para tanto, convida a todos os interessados, os aqui nascidos ou sorocabanos por adoção e até os que nela não residam e que se sintam a ela ligados afetivamente, a escrever textos em prosa e/ou verso que contemplem a cidade de Sorocaba.

REGULAMENTO

Capítulo I – Da Participação

Art. 1 ° – Poderá participar qualquer pessoa interessada, maiores de 18 anos, com até dois trabalhos.

Capítulo II – Da Realização

Art. 2° – O Concurso “Um olhar sobre Sorocaba”, acontecerá do dia 1° de junho a 14 de julho de 2010.

Capítulo III – Dos temas

Art. 3° – A cidade de Sorocaba deve ser o cenário, tema ou trabalho inscrito.

Art. 4° – Os trabalhos podem ser em prosa e/ou em verso.

Capítulo IV – Da Apresentação dos Trabalhos

Art. 5° – Os textos deverão ter no mínimo uma e no máximo três laudas, inéditos, digitados em papel A4, fonte em tamanho 12, espaço 1,5 em 2 ( duas) vias assinadas, com nome completo do concorrente, endereço, telefone e e-mail, juntamente com uma cópia em CD. Os trabalhos passarão por uma revisão antes da publicação.

Capítulo V – Do prazo para entrega dos originais

Art. 6° – As documentações deverão ser entregues até o dia 14 de julho de 2010 ou enviadas pelo correio para o seguinte endereço: Hágente de Comunicação – Rua Fernandópolis, 514 – Jardim Iguatemi – CEP 18085-550 – Sorocaba/SP.

Art. 7° – Os originais devem ser acompanhados, além do CD, de uma ficha de inscrição assinada pelo autor a ser retirada no mesmo local do endereço acima ou através do email contato@hagentedecomunicacao.com.br

Capítulo VI – Da Análise dos Trabalhos

Art. 8° – A Hágente de Comunicação nomeará uma Comissão que se encarregará da análise dos trabalhos a serem publicados no livro.

Art. 9° – À comissão é reservado o direito de excluir qualquer trabalho que julgar não condizente com os objetivos do concurso.

Capítulo VII – Do aproveitamento dos Trabalhos

Art. 10° – Os trabalhos selecionados deverão compor um livro, a ser editado em 2010, mediante plano e projeto estabelecidos pela Hágente de Comunicação.

Art. 11° A Hágente de Comunicação se reserva o direito de convidar personalidades representativas da cultura local, também compor a obra.

Capítulo VIII – Das Disposições Finais

Art. 12° – No ato da inscrição, o autor declara expressamente que a obra cedida gratuitamente, bem como os direitos a ela vinculados, não possuem nenhuma proibição ou impedimento no sentido de publicação e divulgação.

§ único – O participante concorda com todas as condições deste regulamento, o qual vale como termo de adesão.

Art. 13° – Os casos omissos serão resolvidos por uma Comissão nomeada pela Hágente de Comunicação, cujas decisões são soberanas e irrecorríveis.

Sorocaba (SP) 17 de maio de 2010.

Informações: (15) 3228.6209 ou (15) 8119.2476 – www.hagentedecomunicacao.com.br
Cintian Moraes e Sonia Orsiolli – Hágente de Comunicação

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Semana do Escritor e do Livro de Sorocaba está com inscrições abertas

Escritores interessados podem participar gratuitamente

A 6ª Semana do Escritor e do Livro de Sorocaba, que será realizada de 24 a 28 de agosto, já deu início a sua programação e está recebendo inscrições para lançamentos, relançamentos e exposição de obras.

Neste ano, diferente de anos anteriores, os interessados poderão expor e lançar seus livros sem a necessidade de pagar a taxa de inscrição.

As inscrições vão até o fim do mês de julho, os interessados devem solicitar a ficha de inscrição pelo e-mail contato@semanadoescritor.com.br ou entrar em contato com Sonia Orsiolli pelo telefone (15) 3228.6209.

A organização do evento também está recebendo inscrições de palestrantes e grupos artísticos (teatro, música, dança, entre outros) interessados em participar da programação.

O tradicional evento literário que é ponto de encontro para a troca de conhecimento oferecerá livros a preços especiais e ainda a possibilidade dos leitores adquirirem exemplares autografados nas tardes e noites de autógrafos junto aos seus autores preferidos.

A Fundação de Desenvolvimento Cultural – FUNDEC será, como em anos anteriores, palco dessa grande festa literária, com entrada gratuita ao público.

A 6ª Semana do Escritor de Sorocaba conta com o apoio da Prefeitura Municipal por meio da Secretaria da Cultura – Secult, em parceria possibilitada por meio de lei que inclui a Semana do Livro e dos Escritores no calendário oficial do município e também com o apoio da Fundação de Desenvolvimento Cultural – FUNDEC.

Serviço:
6ª Semana do Escritor e do Livro de Sorocaba

Data: 24 a 28 de agosto de 2010

Horário: das 14h às 22h com entrada gratuita

Local: FUNDEC – Rua Brigadeiro Tobias, 73 Sorocaba/SP.

Informações: (15) 3228.6209/(15) 8119.2476

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Aluísio de Almeida (O Ferreiro)

O Ferreiro (pintura à óleo de José Sobrinho)
Entremos agora na tenda do ferrador. Um pequeno galpão com portão grande para a rua e tudo aberto para o lado do quintal. Neste e ao ar livre ferram-se os animais junto ao mourão. A tenda se compõe de um fole de couro de cerca de um metro de comprimento, a forja, as tenazes (1) de vários formatos, uma bigorna maior, quase como do ferreiro, a bigorninha pequena, a tina de água para esfriar o ferro, os martelos.

Compra-se ferro maleável. Sem outro instrumento além do malho (2) e da bigorna o ferrador fabrica as ferraduras de vários tamanhos, e quente.

Chamam-se craveiras os furos para os cravos.

Batendo a quente com um ferro especial, e rapidamente, o ferrador faz com exatidão, três a direita e duas ou três a esquerda. A batida não é tão forte, que atravesse o ferro doutro lado. Já a frio é que com um ferro mais fino se completa o orifício, vinda assim, a cabeça do cravo a ajustar-se na craveira sem atravessar a ferradura.

Ferradores antigos faziam ferraduras de oitos cravos. Mais raramente, de sete. As duas pontas arqueadas e salientes, por onde a pata se afirma nas paredes são os rompões. Outrora o rompão era um só, ligando toda a volta.

Atualmente os cravos já vêm feitos em grande quantidade das fábricas. Três centímetros da ponta agução até a cabeça. Parece incrível, mas só no momento de ferrar, é que o mestre ferrador fazia as cabeças numa bigorna de menos de um palmo de comprimento, e a frio. A esta operação, em que ainda não aparece o cavalo, chamava-se atarracar o cravo.

Em seguida no quintal, o tropeiro segura o muar (3) ou cavalo, um ajudante levanta a mão do animal e o ferrador com um torquês – se é o caso – arranca os cravos e a ferradura velha. É mister cautela com os coices, manotaços (4) e mordidas. A posição do ferrador é com os joelhos um pouco arcado para frente.

Entra em cena o puxavante. O nome parece indicar objeto que puxasse outro. Nada! É como um formão de cabo grosso e forte, e ligando-se a folha com um outro pedaço de metal em ângulo. O aço afiado da ponta, que tem três a quatro centímetros de largura, corta o casco, preparando-o para nele assentar a ferradura e o casco.

Na posição difícil que fica, o ferrador ficaria ferido ou não faria bem o serviço, simplesmente cortando o casco com uma lâmina qualquer. Por isso assenta o pé do cabo sobre o peito, enquanto o ajudante segura a perna do animal, tomando o puxavante e, instintivamente quase, avança e puxa para trás do peito e o corpo cortando o casco sem ferir as outras partes. Antes ou depois de ferrar, ou antes e depois, usa a grosa (5), de tal jeito que se ajustem bem a ferradura e o casco.

Então vai pregar os cravos com jeito para não saírem fora nem dentro, sempre na muralha. Muralha é a parte exterior, que não dói o casco propriamente dito. Tem menos de 2 centimetros de largura em volta. A segunda parte para dentro, já é meio óssea, a taipa, e sensível à dor. Seguem-se cartilagens, e os ossos da ranilha, e enfim, a navicular. Ambas chegam até ao alto do casco.

Em viagem, o arrieiro (6) levava a bigorninha antes de haver cravos já atarrancados, e sempre a torquês e o puxavante. Consertava uma ferradura que ia cair, substituía um cravo perdido, tirava espinho, etc. Sempre o trabalho completo era o do ferrador.

Animais de montaria, de estimação, e mulas cargueiras de longas viagens eram sempre ferradas. Poréns matungos (7) lerdos e burros para pequenos serviços entre os sítios e vilas nem sempre se ferravam. Por descuido e pobreza.
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Vocabulário
1 – Tenazes: de ferrador de cavalos) Instrumento parecido com um alicate, com longos cabos, usado para tirar ou pôr peças nas forjas e para seguras ferro em brasas.
2 – Malho: grande martelo de ferro ou madeira
3 – Muar: animal pertencente à raça das mulas
4 – Manotaços: patadas
5 – Grosa: lima grossa pra desbastar madeira ou cascos de cavalgaduras
6 – Arrieiro: homem que guia bestas de carga
7 – Matungos: cavalo sem raça.

Fontes:
– ALMEIDA, Aluísio de. Vida e morte do tropeiro. São Paulo, Editora Martins, 1971
http://www.jangadabrasil.com.br/

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Aluísio de Almeida (1904 – 1981)

(Aluísio de Almeida e a Historiografia Sorocabana: artigo de Cássia Maria Baddini, Mestre em História Social da USP)

Para compreender o conjunto de sua obra assinada por Aluísio de Almeida é importante considerar a trajetória da vida de seu autor: o Monsenhor Luiz Castanho de Almeida. Nascido em Guarei – SP, a 6 de novembro de 1904, era primogênito de uma família de cinco filhos. Seu pai, Aníbal Castanho de Almeida, foi figura destacada na política, sendo chefe local do partido republicano Paulista e homem empreendedor na cidade. Segundo biógrafos de Aluisio de Almeida, possuiu fabrica de descaroçar algodão e serraria e esteve diretamente implicado na promoção de um conjunto de melhorias urbanas: construção da nova Matriz de Guarei, encanamento de água potável, estabelecimento da rede telefônica local, de escolas reunidas, de posto policial na cidade. Era amigo pessoal de Julio Prestes. Faleceu em 1939.

Sua mãe Ana Carolina Rolim, era professora primaria e natural de Itapetininga. Faleceu em Sorocaba, 1957.

A educação sacerdotal de Luiz Castanho de Almeida começou em 1917 na cidade de Botucatu: no Ginásio Diocesano “Nossa Senhora de Lourdes” e, a partir de 1918, no Seminário Menor anexo ao Ginásio. Completou os estudos exigidos para o sacerdócio em 1924, mas sendo jovem não recebeu naquela ocasião as ordens sacras. Nesse mesmo ano, foi designado para secretario do bispado e secretario particular do bispo D José Carlos de Aguirre, que tomaria posse em 1ºde janeiro de 1925 ( a Diocese de Sorocaba havia sido criada naquele mesmo ano de 1924, tornando a Paróquia a ela subordinada).

Ficou nessa função até 1929, quando foi nomeado pároco de Araçoiaba da serra (*havia sido ordenado padre em 8 de maio de 1927, seguindo, no entanto para Itararé. No ano seguinte foi transferido para Itapetininga como pároco coadjutor, e ainda nesse ano foi nomeado para Guarei, voltando, pois para sua terra natal).

Ficou em Guarei até 1933, quando então volta à Sorocaba, como coadjutor da catedral. Foi, então, nomeado pároco da igreja Bom Jesus dos Aflitos (paróquia criada em 1926), exercendo essa função até 1937, quando a doença-esclerose múltipla-começou a comprometer suas atividades sacerdotais.

É nessa época a construção de sua casa, na rua Rui Barbosa-sede do Instituto Histórico, geográfico e Genealógico de Sorocaba. Morou ali com a família, e ali faleceu em 28 de fevereiro de 1981.

O título de Monsenhor receberia em 1962.

A prática da pesquisa parece ter se desenvolvido de maneira espontânea, intensificando-se a partir de seu recolhimento (1939). Não possuía formação de historiador: suas técnicas de pesquisa e metodologia são dificilmente percebidas em seus trabalhos, pois não explicita nunca os procedimentos de seleção, leitura e analise da documentação, nem tampouco indica as fontes consultadas. As citações de texto de época aparecem com a grafia modernizada, comprometendo sua leitura como fonte para a própria coleta de evidencias documentais.

Em função de suas limitações físicas, recorria constantemente à ajuda de amigos, que transcreviam suas passagens mal escritas ou anotavam seus textos ditados. Essa condição, associada a própria idéia que Aluisio de Almeida tinha sobre produção histórica-evitar pesquisas exaustivas, que resultassem na demora de publicações, das quais Sorocaba era tão carente-possibilitou um sem-numero de publicações e uma característica peculiar de sua escrita: textos truncados, frases descoladas, assuntos repetidos em varias passagens. Parecia haver pressa em publicar.

Em relação à documentação privilegiada para estudo, embora nunca indicada em seus textos (apenas referida), consultou a documentação da Cúria Diocesana, da Prefeitura municipal de Sorocaba e de cartórios da cidade, pesquisando também em arquivos de São Paulo e Rio de Janeiro. Tinha contato com centros de pesquisa, documentação e produção histórica, como Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (RJ), o Arquivo Municipal de são Paulo e instituições equivalentes do interior paulista.

Aproximou-se da produção de história paulista que então se fazia, estimulada, sobretudo pelo Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Construiu uma visão de história local justificado pelo caráter heróico do paulista na construção da nação: para Aluísio de Almeida, a história de Sorocaba espelhava o caráter de um povo destemido que edificou sua próproa grandeza, contribuindo para a unidade política e econômica da nação ao longo de sua história. O que era exatamente a imagem construída do paulista na produção do IHGSP e demais instituições comprometidas, naquele momento, com a legitimação de São Paulo no poder central. Tais estudos primavam por conceber a história do Brasil em função de uma certa história paulista, caracterizada pela promoção de “ciclos econômicos” fundamentais para a construção da nação: o “bandeirismo” e sua contribuição para o desbravamento do interior e unificação política daquelas regiões; o “tropeirismo” e a construção definitiva de uma unidade econômica no centro-sul do Brasil, afastando o perigo espanhol naquelas partes, o “café” e o enriquecimento da nação, garantindo também em caráter definitivo a sua entrada no “ciclo da industrialização”.

Essa leitura deixa evidente a visão de história linear, em progresso e determinada por condições econômicas tidas como homogêneas: a idéia de “ciclo econômico” pressupõe a inserção de toda sociedade, independente de condições específicas de cada localidade, a um mesmo propósito de engrandecimento nacional.

Aluísio de Almeida concebeu a história local a partir dessa perspectiva, grandemente influenciado por tais estudos: é conhecida a sua amizade com Afonso d´Escragnole Taunay, Diretor do Museu Paulista entre 1917 e 1946, período em que a mesma instituição passou por uma completa reestruturação, compondo o que até hoje verificamos como uma exposição que representa a história pátria justificada pela exemplar contribuição histórica dos paulistas. Os “ciclos econômicos” estão lá representados, as fases heróicas da trajetória dos paulistas, sempre em relação a edificação da nação. Justifica-se, assim, a proeminência de São Paulo no poder.

Os trabalhos de Aluísio de Almeida eram também citados por pesquisadores da história paulista, como o próprio Taunay e Alfredo Ellis Júnior, que fundamentou a existência de um “ciclo de muar” em artigo publicado na Revista de História, da USP, em 1950, utilizando inclusive trechos inéditos de Aluísio de Almeida sobre a passagem do gado por Sorocaba. O que acusa o contrato desses pesquisadores com a produção de Monsenhor Castanho.

Aliás, os temas privilegiados por Aluísio de Almeida sempre foram àqueles relativos a história paulista, notadamente do sul paulista. Também buscou resgatar o folclore e as tradições populares dessa região, escrevendo inúmeros artigos publicados especialmente na Revista do Arquivo Municipal de São Paulo nas décadas de 40 e 50. Essa revista demonstrava claramente a intenção de exaltar a história paulista, tornando-a fundamental para a construção da nação. Os escritos de Aluísio de Almeida também se inserem nessa ótica, com a particularidade de destacar a região de Sorocaba nessa explicação histórica.

Artigos publicados em outras revistas especializadas (Revista do IHGSP, do IHG Brasileiro, de Estudos Genealógicos, do IHGG Sorocaba, do Arquivo Municipal de São Paulo, Revista de História, Revista do Brasil (RJ), Revista Ilustração Brasileira (RJ) e em jornais locais ou da capital (Cruzeiro do Sul, O Estado de S. Paulo), Correio Paulistano) mostram tendência equivalente: na Revista de História em artigos que especificam a história de Sorocaba, Aluísio de Almeida não deixa de justificar a história local pela sua contribuição particular à construção da nação, destacando na sua explicação as fases que definiriam a trajetória histórica de Sorocaba: o bandeirismo, o tropeirismo, a industrialização. A especificidade de Sorocaba estaria no tipo particular de bandeirante que aqui residiu, no entrosamento articular da sociedade local com o tropeirismo, nas iniciativas individuais de destemidos empreendedores sorocabanos, de nascimento ou de adoção.

A história, assim, não precisa de explicação, mas de justificação. Ela já está dada, já está traçada. A singularidade de Sorocaba, ameaçada de se perder nessa leitura que tudo homogeneíza, dá-se pelo caráter de seu povo, imbuído de qualidades que o reconheceriam como legítimo construtor da nação: a bravura, a ousadia, a iniciativa, o espírito liberal.

Todos esses valores estão expressos na obra de Aluísio de Almeida, significando uma história legitimamente sorocabana. È sorocabana pela intenção de se definir uma identidade social (portanto política, econômica e cultural) à cidade, que seria extensiva à sua população como que por força do próprio destino histórico. O propósito que revela com essa visão de história é o de congregar toda sociedade, criando valores comuns e legítimos porque historicamente dados, e promover o progresso local, pois a história que se mostra é uma história em que os conflitos foram resolvidos ou acomodados, em que a cidade cresceu e se desenvolveu, em que as diferenças se justificam pelo projeto compartilhado de construir uma cidade – e, pois uma – rica e feliz.

Não só seus artigos se comprometem com essa visão, mas também seus livros, publicados algumas vezes com seus recursos do próprio autor. Dentre os que abordam Sorocaba de maneira especial, tem-se O tropeirismo e a feira de Sorocaba (1968), História de Sorocaba (1969), Vida e Morte do Tropeiro (1971), além de publicações mais antigas que tratam do liberalismo na cidade: Sorocaba, 1842 (1938), A Revolução Liberal de 1842 (1944).

É comum ouvir que Aluísio de Almeida escreveu sobre quase tudo a respeito de Sorocaba. Certamente escreveu muito em centenas de artigos e livros, e certamente seus textos servem e deverão servir para pesquisas sobre história local. Cabe a nós, historiadores de formação e preocupados com a explicação do passado e não mais apenas com o seu relato, interrogar o conhecimento produzido por Aluísio de Almeida enquanto um discurso contextualizado. A validade de suas obras não está numa interpretação correta dos fatos históricos ou no relato minucioso da evolução de Sorocaba. Já não se tem essa visão simplista da História como aquela que deve assegurar o controle social. A importância de sua obra está enquanto visão sobre a cidade construída no progresso e legitimação do domínio paulista. Ainda mostra suas repercussões em estudiosos que acreditam produzir uma historiografia genuinamente sorocabana nos dias de hoje, e encontra congênere em outras histórias de cidades do interior paulista, que se inspiram no modelo de progresso e evolução histórica proposto pelos primeiros estudiosos da história paulista.

È necessário, portanto, buscar caminhos que possibilitem questionar a própria idéia de uma história de cidade condicionada a temas nacionalistas, mesmo que na perspectiva revisionista (no caso de Sorocaba, temas consagrados como tropeirismo, imigração, industrialização). É preciso reavaliar a nossa própria concepção de cidade, de história, de participação social no processo histórico, para superar idéias um tanto cristalizado de especificar uma historiografia que seja “sorocabana”.”

Fonte:
– Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba.
http://www.ihggs.org.br/

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Entrega do Rodamundinho 2009 aos Autores na Expo-Literária de Sorocaba

No dia 24 de outubro de 2009, durante as comemorações da Expo-Literária, foram entregues exemplares da Coletânea Infanto-Juvenil ‘Rodamundinho’ para 34 dos 39 participantes. Os inscritos da cidade de Serafina Correa do Rio Grande do Sul receberão seus exemplares pelo Correio. O Rodamundinho é uma coletânea que reúne contos, crônicas e poesias feitas por crianças e adolescentes de até 15 anos de idade.

O sábado estava ensolarado, a alegria era contagiante e era notória a inquietante curiosidade de todos os participantes para ver o livro.

O coordenador do projeto, Matheus Dantas, abriu o evento, descrevendo com propriedade a importância do momento para os presentes, já que Matheus, em 2008, participou com seus textos da coletânea, e este ano, continua atuante, mas como importante auxiliar dos idealizadores do Rodamundinho.

Um a um dos participantes foram chamados ao palco para receber o seu exemplar da coletânea.

Um momento muito feliz foi a execução da música ‘Aquarela’, de Toquinho, por Matheus e Maria Rita (no violão Felipe Pantano) contagiando a platéia.

Mais uma vez devemos ressaltar a grande importância da Expo-Literária e do Jornal Cruzeiro do Sul para essa criançada. Nos rostinhos dos mesmos podiamos notar o orgulho, a felicidade e a glória daquele momento

Sem dúvida alguma foi um momento feliz para todos, crianças, pais, avós; proporcionados pelos idealizadores Alexandre Latuf e Douglas Lara, com a colaboração da Prefeitura Municipal de Sorocaba.
––––––––––––––-

Livro escrito por 39 jovens de até 15 anos, 96 páginas de prosa e verso para leitores de todas as idades.

Este ano os participantes do Rodamundinho são: Amanda Kalil Soares Leite, Ana Paula Rodrigues, Anna Laura Rodrigues Alba, Carla Marli Comin, Carolina Arakaki de Camargo, Elaine de Quadro, Ellen Cristina Garcia de Andrade, Evelyn Dias Jorge, Evelyn Jessica Marques Campanholi, Fabiana do Nascimento Gonçalves Trindade, Felipe Calegare Carranza, Fernanda Freire Reche, Gabriela Olsen Federige, Gabrieli Cristina Conceição Camargo, Gulherme Brancalhome de Andrade, José Estevão Pinto de Oliveira, Júlia Bonventi Nunes, Júlia Cepellos Moreno Romeiro, Júlia de Oliveira Marchetti, Julia Mira dos Santos, Larissa da Silva Vendrami, Larissa Miranda de Oliveira, Laura de Oliveira Marchetti, Maria Eduarda de Moura Paschoal, Maria Giulia Jacção Alves, Maria Luisa Alexandrino Dias, Maria Luiza Levy Lemes, Marília Birochi Saragoça, Matheus Balbino Ghiraldi, Natã Vicente da Silva, Paulo Cesar dos Santos Silva, Pedro de Almeida Pecora, Raul Cabral, Rejane Maieri Pedroso, Stefanie Gomes Gonçalves, Talhia Portella Maia , Vitória Amorim, Yasmin Ampese Maté, Whintina Talita dos Santos Almeida Rocha.

Fonte:
Douglas Lara
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Academia Sorocabana de Letras (Convocação para Reunião de Outubro)

Nossa reunião de outubro será realizada neste sábado, dia 31, às 10 horas, na Praça Carlos Drummond de Andrade, coincidindo com a solenidade em que a Prefeitura de Sorocaba ali inaugura o marco que assim a denomina.

A presença da Academia traduz o agradecimento da entidade à iniciativa de nosso Sócio Honorário, Vereador Paulo Francisco Mendes que, por solicitação desta entidade, apresentou à Câmara o Projeto de Lei 195/2009, e ao Prefeito Vitor Lippi promulgou a Lei nº 8.808, de 13 de julho do corrente ano, dando àquele logradouro o nome de um dos maiores poetas da Língua Portuguesa.

Será uma honra contar com sua presença e, com antecipados agradecimentos, valho-me do ensejo para apresentar-lhe cordiais

Saudações Acadêmicas!

LEI Nº 8.808, DE 13 DE JULHO DE 2009.

Dispõe sobre denominação de “CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE“ a uma praça pública de nossa cidade e dá outras providências.

Projeto de Lei nº 195/2009 – autoria do Vereador PAULO FRANCISCO MENDES.

A Câmara Municipal de Sorocaba decreta e eu promulgo a seguinte Lei:

Art. 1º Fica denominada “Carlos Drummond de Andrade“ a praça localizada na rotatória existente na Avenida São Paulo, na altura do cruzamento dessa via pública com o córrego do Jardim Piratininga, nesta cidade.

Art. 2º A placa indicativa conterá, além do nome, a expressão: “Emérito Poeta Brasileiro 1902-1987“.

Art. 3º As despesas com a execução da presente Lei correrão por conta das verbas próprias consignadas no orçamento.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Tropeiros, em 13 de julho de 2009, 354º da Fundação de Sorocaba.

VITOR LIPPI
Prefeito Municipal

LAURO CESAR DE MADUREIRA MESTRE
Secretário de Negócios Jurídicos

MAURÍCIO BIAZOTTO CORTE
Secretário do Governo e Planejamento

RICARDO BARBARÁ DA COSTA LIMA
Secretário da Habitação e Urbanismo

Publicada na Divisão de Controle de Documentos e Atos Oficiais, na data supra.

SOLANGE APARECIDA GEREVINI LLAMAS
Chefe da Divisão de Controle de Documentos e Atos Oficiais

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Fonte:
Colaboração de Douglas Lara

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Fábulas de Iauaretê na Expo-Literária de Sorocaba, hoje, sexta-feira.

Projeto realizado pelo Instituto Arapoty e Cia Duberrô integra programação da Expo-Literária em Sorocaba

“Fábulas de Iauaretê” apresenta contação de histórias, oficinas e palestra com o escritor Kaká Werá. Apoiado pelo Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura – Programa de Ação Cultural e patrocinado pela Sorocaba Refrescos, projeto oferece atividades gratuitas.

Hoje, sexta-feira, dia 23 de outubro, a cidade de Sorocaba recebe a primeira atividade do projeto “Fábulas de Iauaretê”, uma adaptação do livro de Kaká Werá, realizada pelo Instituto Arapoty e Cia Duberrô. O projeto integra a programação da Feira Literária de Sorocaba, e seguirá ainda por outras cidades, como Tatuí, Itu, Laranjal Paulista, São Roque, Votorantim, Itapetininga, Itapeva, Limeira e Itapecerica da Serra.

– Dia: 23 de outubro de 2009,
– Horário: 10h, 14h e 15h30
.– Local: Tenda Villa Lobos – Biblioteca Municipal de Sorocaba [Av. Eng. Carlos Reinaldo Mendes, 3.041]
– Gratuito.
– Duração: 90 minutos.
– Capacidade: 100 lugares.
– Classificação indicativa: a partir de 10 anos.
– Agendamento para educadores, alunos e público espontâneo pelos telefones: (15) 3211-2911 / 3211-2902, com Paulo ou Elisa.

Palestra
– Dia 23 de outubro de 2009, às 19h.
– Local: Auditório da Biblioteca Municipal de Sorocaba [Av. Eng. Carlos Reinaldo Mendes, 3.041]
– Gratuito.
– Duração: 50 minutos.
– Capacidade: 100 pessoas.
– Classificação indicativa: a partir de 15 anos
– Agendamento para educadores, alunos e público espontâneo pelos telefones: (15) 3211-2911 / 3211-2902, com Paulo ou Elisa.

Fontes:
Douglas Lara. http://www.sorocaba.com.br/acontece
Márcio Abegão. http://pedagogiadoteatro.blogspot.com

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Myrna Atalla Senise (Perto de Clarice: um coração selvagem)

Ele estava só. Estava abandonado, feliz, perto do selvagem coração da vida.” (James Joyce)

Quando Clarice Lispector estreou com Perto do coração selvagem, a crítica recebeu o romance com entusiasmo. Louvou-se nele a “mais séria tentativa de romance introspectivo” (Sérgio Milliet), e Antônio Cândido previu na autora a afirmação de “um dos valores mais sólidos… mais originais de nossa literatura”. Não erraram.

Clarice, autêntica brasileira-não-brasileira, nascida nem Tchetchelnik, na Ucrânia, em 10 de dezembro de 1920, de família russa que fugia às perseguições contra judeus, na então URSS. Chega ao Brasil com os pais e as duas irmãs aos dois meses de idade, instalando-se em Recife. Sérias dificuldades financeiras. A mãe morre quando ela conta 9 anos de idade. A família então se transfere para o Rio de Janeiro, onde Clarice começa a trabalhar como professora particular de Português, depois redatora da Agência Nacional. No jornalismo, conhece e se aproxima de escritores e jornalistas como Antônio Callado, Hélio Pelegrino, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Alberto Dines e Rubem Braga. Os passos seguintes são o jornal A Noite e o início do livro Perto do Coração Selvagem – segundo ela, um processo cercado pela angústia. O romance a persegue. As idéias surgem a qualquer hora, em qualquer lugar. Nasce aí uma das características do seu método de escrita – anotar as idéias a qualquer hora, em qualquer pedaço de papel. Entra para a Faculdade de Direito em 1940, ano em que falece o pai. Em 1943 publica Perto do coração selvagem, ganhador do prêmio da Fundação Graça Aranha. Naturaliza-se brasileira e casa com um colega de curso, diplomata Maury Gurgel Valente. Escreve O Lustre, seu segundo romance, publicado em 1946. Dois filhos: Pedro e Paulo. Perto do Coração Selvagem, é publicado em francês, em 1954. Publica A Maçã no Escuro em 1956 e recebe o prêmio Carmen Dolores Barbosa. Separa-se do marido em 1959 e publica A Paixão Segundo GH, em 1964. Morre, de câncer, no Rio de Janeiro, em nove de dezembro de 1977, após ter escrito A Hora da Estrela.

Aprofundou uma visão do mundo muito pessoal e aperfeiçoou a técnica narrativa com uma linguagem metafórico-poética, coerente/incoerente, numa abordagem pode-se dizer fenomenológica, sem preconceito. Introspectiva. Prosa introspectiva. Angustiante. Graciliano já havia buscado o romance introspectivo. Clarice completou-o. Completou-se. Esmiuçar o psicologismo das pessoas, saber da existência, das angústias, das buscas e não concluir. Não saber o que fazer com tudo, ou saber e não fazer ou não fazer por saber. Obra aberta, como já disse Umberto Eco. Sempre indagando. Não concluindo. Sua busca não é a conclusão. É a busca.

Há três coisas para as quais nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos.
Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca
.”

Era o meu sonho ter várias vidas. Numa eu seria só mãe, em outra vida eu só escreveria, em outra eu só amava.”

Ampliou o valor da frase, da construção, ampliou o sentido da palavra. Amplitude da palavra. Ampla palavra. Amplo silêncio pleno de palavras em sua própria ausência. Recriou o romance, o conto. Fez prosa-poética. Viveu a dor de escrever e de criar. Ansiedade. Insatisfação. Comunicou a solidão. A solidão comunicou Clarice. O seu dizer-sem dizer-dizendo foi perfeito

Mas já que se há de escrever, que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas.”

“O melhor ainda não foi escrito. O melhor está nas entrelinhas.”

Construiu desconstruindo. Desconstruindo o mundo. Regras. Padrões. Um mundo perplexo diante de uma menina perplexa. Uma jovem aturdida. Uma mulher perplexa com o próprio poder da escrita. Perplexidade. Às vezes até com a própria fama, às vezes com a falta de interesse das editoras. Domina a palavra. Trabalha com os sons. Sons onomatopaicos e o silêncio.

A máquina de papai batia tac-tac… tac-tac-tac… O relógio acordou em tin-dlen sem poeira. O silêncio arrastou-se zzzzzz.O guarda-roupa dizia o quê? Roupa-roupa-roupa. Não não. Entre o relógio, a máquina e o silêncio havia uma orelha à escuta, grande, cor-de-rosa e morta.”

Crítica antes dos críticos. Sensível ante a própria crítica. Alma ligada a uma realidade que não existia. Real enquanto arte, não sendo real tanto na arte quanto na vida.

O esmagar, esmaecer, o dizer em silêncio, a profundidade das entrelinhas. Novamente as entrelinhas. Quem disse que o silêncio não comunica? Quem disse que o silêncio não fala? Quem disse que o silêncio existe? Ou que não existe? Macabea? Macabea poderia dizê-lo? Joana? Por que Joana? Perto do coração selvagem? Coragem selvagem da vida. Age. Viaja. Interage. Joana buscava. Clarice buscava? Quem disse que a personagem é o alter-ego da autora? A personagem é o alter-ego da autora? Clarice não disse. Não disse nada e disse tudo. Disse não dizendo. Não dizendo, disse. Inquietude plena de mistério e criação.

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma bênção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

Eu sou uma atriz para mim mesma. Eu finjo que sou determinada pessoa mas na realidade não sou nada.”

“ Prisão, liberdade. São essas as palavras que me ocorrem. No entanto não são as verdadeiras, únicas e insubstituíveis, sinto-o. Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome. – Sou pois um brinquedo a quem dão corda e que terminada esta não encontrará vida própria, mais profunda. Procurar tranqüilamente admitir que talvez só a encontre se for buscá-la nas fontes pequenas. Ou senão morrerei de sede. Talvez não tenha sido feita para as águas puras e largas, mas para as pequenas e de fácil acesso. E talvez meu desejo de outra fonte, essa ânsia que me dá ao rosto um ar de quem caça para se alimentar, talvez essa ânsia seja uma idéia – e nada mais. Porém – os raros instantes que às vezes consigo de suficiência, de vida cega, de alegria tão intensa e tão serena como o canto de um órgão – esses instantes não provam que sou capaz de satisfazer minha busca e que esta é sede de todo um ser e não apenas uma idéia? Além do mais, a idéia é a verdade! Grito-me. (…)

Perto do coração selvagem mostra a reação à disciplina enquanto disciplina. As coisas não estão porque estão. Não são porque são. Otávio, o marido, tem nome. Lúcia, a amante, tem nome. O amante não tem. Seria o quê? Quem? Víbora? Por não aceitar as regras pré-estabelecidas pelo adulto? Víbora por questionar a professora, o professor, sobre ser feliz ou não? Depois de ser feliz o que acontece?

Bom é viver. Mau é não viver. É morrer? Não não. Mau é não viver, só isso. Morrer já é outra coisa. Morrer é diferente do bom e do mau.

Víbora por não sentir remorsos de atos incoerentes-coerentes? Por aceitar a amante? Por desestruturar sem desejar ou desejar desestruturar sem querer, ou mesmo, atavicamente, desestruturar? Desestruturar tudo? Tudo: escola, família, Deus, relação humana. Tudo. Vida–morte, morte-vida. Sentir e não se entender. Ter sensações, ser sensações, misturas, o tempo, o vazio, tudo e nada. Uma criança que percebe além do mundo adulto e se aturde. Tudo é nada. Não. Não havia o tudo. Não havia o nada. Não havia. Só o corpo. As sensações. O tempo. Estranho. Lento e rápido. Sem tempo. Basta se cumprir. Criador(a) e criatura.

Não há propriamente mistério, senão o da vida, em profundidade e em superfície.”

Importante somente o texto. Nem a vida. Morte-sem-medo. Um cavalo novo.

“… não haverá nenhum espaço dentro de mim para eu saber que existe o tempo, os homens, as dimensões, não haverá nenhum espaço dentro de mim para notar sequer que estarei criando instante por instante, não instante por instante: sempre fundido, porque então viverei, só então viverei maior do que na infância, serei brutal e malfeita como uma pedra, serei leve e vaga como o que se sente e não se entende, me ultrapassarei em ondas, ah, Deus, e que tudo venha e caia sobre mim, até a incompreensão de mim mesma em certos momentos brancos porque basta me cumprir e então nada impedirá meu caminho até a morte-sem-medo, de qualquer luta ou descanso me levantarei forte e bela como um cavalo novo.”

Fonte:
Academia Sorocabana de Letras

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Academia Sorocabana de Letras realiza 1º Seminário Internacional de Literatura durante a III Expo-Literária

A III Expo Literária de Sorocaba, que será realizada de 21 a 24 deste mês, em Sorocaba, pelas Secretarias Municipais de Cultura (Secult) e Educação (Sedu) e Academia Sorocabana de Letras, inclui em sua programação o 1º Seminário Internacional de Literatura, que será desenvolvido no anfiteatro da Biblioteca Municipal Jorge Guilherme Senger, subordinado ao tema “O tempo é a minha matéria”

As sessões do Seminário serão realizadas nos dias 22 a 24, de 14 a 18 horas. A inscrição é gratuita, sendo as vagas limitadas à capacidade do auditório. O acompanhamento das atividades dá direito a um certificado de participação.

A alocução de abertura será realizada no dia 21, quarta-feira, às 19 horas, durante a instalação da Expo-Literária.

Programação do Seminário

III Expo Literária de Sorocaba
Terra tatuada de sonhos
Homenageando Anita Malfatti, Heitor Villa-Lobos e Carlos Drummond de Andrade

Seminário Internacional de Literatura
O tempo é a minha matéria
Biblioteca Municipal Jorge Guilherme Senger
De 21 a 24 de outubro de 2009

Dia 21 (4ª feira)

19 h
Abertura – Geraldo Bonadio
Interações e rupturas entre tecnologia, criação e recepção da obra artística e literária. A arte de escrever do tablete de barro ao livro eletrônico.

Dia 22 (5ª feira)

14 h – Nancy Ridell Kaplan
A Ilíada e A Odisséia: percurso em imagens

15 h – Adalberto Nascimento
Galileu Galilei,o mensageiro das estrelas

16 h – Juliana Simonetti
Pelas veredas de Guimarães Rosa: um roteiro de palavras e imagens

17 h – Questões do auditório. Debate.

Dia 23 (6ª feira)

14 h – Maria Virgília Frota Guariglia
Abertura e Introdução

14h15 – Fernando Segolin
Fernando Pessoa e a busca da Palavra Perdida

15h45 – E. M. de Melo e Castro
Poética e Visualidade na Contemporaneidade: os caminhos da infopoesia

17 h – Questões do auditório. Debate.

Dia 24 (sábado)

14 h – Miriam Cris Carlos
Culturas: conceitos, implicações, tendências

15 h – Myrna Ely Atalla Senise da Silva
Mário de Andrade entre Malfatti, Villa e Drummond

16h – Questões do auditório. Debate. Encerramento.
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Fonte:
Douglas Lara.

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Sorocult na Expo-Literária

Nada na vida dá mais prazer do que poder fazer o que se gosta de maneira independente e sem amarras. Com o Sorocult tem sido assim desde seu nascimento.

Além de oferecer espaço gratuito para os escritores publicarem seus trabalhos no site http://www.sorocult.com, ele os divulga e os incentiva a escreverem cada vez mais, possibilitando-lhes também a realização do sonho da publicação em livro impresso, através de suas coletâneas literárias lançadas anualmente.

Ao todo, entre as 4 coletâneas literárias do Espaço Literário do Sorocult e as 7 infantis dos Sorocultinhos, o Grupo Sorocult já fez cerca de 7 mil exemplares de livros em pouco mais de dois anos de trabalho editorial, sendo que mais de 60% desta produção foi destinada à doação em escolas, bibliotecas e entidades assistenciais de Sorocaba e região.

Sabemos que este não é um trabalho pequeno nem simples. É sim, antes de tudo, um trabalho de vocação, de desprendimento, de respeito e amor aos livros, à cultura e às pessoas. Um trabalho que obriga a muitas horas de dedicação, onde as preocupações e alegrias andam junto o tempo todo. Um trabalho que tem como única certeza a expectativa daqueles que estão esperando para ganhar um dos nossos livros.

É muito edificante escrever e ser lido com verdadeira atenção e interesse na certeza de que o trabalho literário que fazemos e aplicamos age verdadeiramente como formador de opinião dentro de uma abordagem educativa em prol de uma cidadania cada vez maior.

Em outras palavras, é muito recompensador saber que ao invés de uma literatura para poucos, fazemos uma literatura para muitos, principalmente para tantas crianças que desde pequenas estão tendo a oportunidade única de descobrirem o quanto ler é uma aventura maravilhosa pelo mundo da imaginação. E, principalmente, descobrirem que ler é um direito de todos!

Fonte:
Neusa Padovani Martins
(Coordenadora e editora do Grupo Sorocult e do PLRS – Projeto Leitura Responsável Sorocult)

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Rodamundinho faz parte da Expo-Literária

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O lançamento da 2ª edição do Rodamundinho será realizado na Biblioteca Municipal de Sorocaba, durante a Expo-Literária, no próximo sábado, dia 24 de outubro, às 11h.

Em maio, os organizadores receberam inscrições de Sorocaba e região e até mesmo crianças da cidade de Serafina Corrêa, do Rio Grande do Sul, inscreveram-se por intermédio de sua professora.

Com iniciativa de Douglas Lara e Alexandre Latuf, o Rodamundinho 2009 tem uma característica interessante: Matheus Dantas, o coordenador deste ano participou o ano passado com textos de sua autoria. Como Matheus ultrapassou a idade para participar e envolveu-se bastante com o projeto, foi convidado pelos organizadores a coordenar o projeto. Foi ele que manteve contato com as crianças e reuniu os textos que serão apreciados a partir do próximo sábado.

A capa deste ano ficou a cargo de Maria do Carmo Coelho Gozzano, a Maiá, que sempre colabora com o Cruzeirinho, com ilustrações para as historinhas e datas comemorativas.

Este ano os participantes do Rodamundinho são: Amanda Kalil Soares Leite, Ana Paula Rodrigues, Anna Laura Rodrigues Alba, Carla Marli Comin, Carolina Arakaki de Camargo, Elaine de Quadro, Ellen Cristina Garcia de Andrade, Evelyn Dias Jorge, Evelyn Jessica Marques Campanholi, Fabiana do Nascimento Gonçalves Trindade, Felipe Calegare Carranza, Fernanda Freire Reche, Gabriela Olsen Federige, Gabrieli Cristina Conceição Camargo, Gulherme Brancalhome de Andrade, José Estevão Pinto de Oliveira, Júlia Bonventi Nunes, Júlia Cepellos Moreno Romeiro, Júlia de Oliveira Marchetti, Julia Mira dos Santos, Larissa da Silva Vendrami, Larissa Miranda de Oliveira, Laura de Oliveira Marchetti, Maria Eduarda de Moura Paschoal, Maria Giulia Jacção Alves, Maria Luisa Alexandrino Dias, Maria Luiza Levy Lemes, Marília Birochi Saragoça, Matheus Balbino Ghiraldi, Natã Vicente da Silva, Paulo Cesar dos Santos Silva, Pedro de Almeida Pecora, Raul Cabral, Rejane Maieri Pedroso, Stefanie Gomes Gonçalves, Talhia Portella Maia , Vitória Amorim, Yasmin Ampese Maté, Whintina Talita dos Santos Almeida Rocha.

Livro escrito por 39 jovens de até 15 anos, 96 páginas de prosa e verso para leitores de todas as idades.

A Biblioteca Municipal fica na rua Ministro Coqueijo Costa, 180, no Alto da Boa Vista, ao lado da Prefeitura.

Outras informações:
Sorocaba dia e noite
http://www.vejosaojose.com.br/sorocabadiaenoite.htm
douglara@uol.com.br – fone (15) 3227-2305

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4a. Coletânea do Espaço Literário “Sorocult”

A capa dele continua seguindo o mesmo padrão dos livros anteriores, porém agora vem com alguns diferenciais devido ao fato do site Sorocult ter mudado de visual desde o início deste ano. As capas são iguais porque os livros fazem parte de uma coleção

Ele passou por duas revisões ortográficas ao invés de uma só, seguindo assim padrões mais modernos de revisão. Uma delas foi feita pela também co-autora no livro, Angela Cristina Santos de Jesus, que já faz a revisão dos livros dos Sorocultinhos. A outra está sendo feita pela revisora da Ottoni editora, com ambos os trabalhos se completando, dando assim ainda mais qualidade para o livro.

Uma Leitura Crítica da parte teórica, que estará no final do livro, feita pela também co-autora no livro, Angela Maria de Godoy Theodorovickz. Um livro muito bom que trará excelentes textos e belíssimas poesias. Um livro completo em vários sentidos.

O prefácio do livro foi feito pelo Secretário da Cultura de Sorocaba, Anderson Santos,. Ele escreveu um excelente texto, agregando desta forma, ainda mais valor ao livro.

O lançamento do livro será na 3ª Expo Literária de Sorocaba que acontecerá de 21 a 24 de outubro, na Biblioteca Municipal de Sorocaba. O lançamento será no último dia do evento, sábado, dia 24, provavelmente em torno das 14h.

Co-autores
Amadeu de Carvalho Junior—Pilar do Sul)
Angela Cristina Santos de Jesus—(Sorocaba) – (participa com 2 cotas no livro)
Angela Maria de Godoy Theodorovicz—(São Paulo)
Carmen Silveira de Abreu —( Sorocaba)
Cláudia Salck—( Sorocaba)
Daniela Larissa Madureira Salcedo —(Sorocaba)
Débora Valio Corrêa Fidêncio—(Pilar do Sul)
Dorothy Jansson Moretti —( Sorocaba)
Fabiana Aparecida dos Anjos Souza —(Sorocaba)
Fábio Souza Santos—(Votorantin)
Gonçalves Viana —( Sorocaba)
Isabela Maria Madureira Salcedo —(Sorocaba)
Jair Pereira da Silva—(Pilar do Sul)
Jairo Valio (Sorocaba)—(Sorocaba)
Joaquim Evónio —(Portugal) – (participa com 2 cotas no livro)
Josefa Maria Portela —(Sorocaba)
Leandro Galhardi Paez—(São Caetano do Sul)
Lourdinha Ribeiro Blagitz —(Sorocaba)
Luis Fernando Costa Daher —(Sorocaba)
Maria Antonia Canavezzi Scarpa —(Sorocaba) – (participa com 3 cotas no livro)
Maria Antonieta Pincerato—(Salto de Pirapora)
Maria Thereza Moreira Pereira (Sorocaba)
Mariana Domitila Padovani Martins (Sorocaba)
Marianice Straub Terra Barth—(São Paulo)
Natali Cristiane dos Santos Silva —(Sorocaba)
Neusa Padovani Martins —(Sorocaba)
Nícolas Estevan Padovani Martins —(Sorocaba)
Paula Regina Bissoli Nattis—(Itu)
Pedro Milan—(Itu)
Tereza Cristina Galvão Cesar —(Sorocaba)
Therezinha Aparecida Válio Corrêa—(Pilar do Sul)
Tífani Postali —(Sorocaba)
Valter de Jesus Martins —(Sorocaba)
Vânia Moreira Diniz—(Brasília)
Vilma Padovani Borsari—(Itu)
Wagner Ferreira —(Sorocaba)

Fonte:
Douglas Lara (http://www.sorocaba.com.br/acontece)

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3ª Expo Literária de Sorocaba

Como será a Expo Literária: haverá uma tenda gigante para 600 pessoas destinada às apresentações dos escritores convidados (grandes escritores da atualidade) e os escritores sorocabanos.

Cada escritor sorocabano poderá se inscrever, para palestrar, declamar poesias e para bater papo com os visitantes (o que ocorrerá na tenda gigante). O Sorocult terá alguns horários pré-definidos para atender todos seus escritores em atividades diferenciadas. Gostaríamos de receber sugestões e pedidos de vocês para podermos acertar nossa agenda.

Todos que são do Sorocult participarão automaticamente do evento, em espaço que será montado nele e também assistindo as palestras que forem oferecidas pelo evento, mediante a retirada de convite antecipadamente.

Quem desejar fazer algum tipo de apresentação na Expo poderá se inscrever previamente através de uma ficha de inscrição que se encontra à disposição de todos em Divulgação no site http://www.sorocult.com. É só copiar a ficha, imprimir, preencher e entregá-la na Secretária da Cultura ou na Biblioteca Municipal em Sorocaba.

A data limite para inscrição é dia 31 de agosto, mas a data será prorrogada. De qualquer forma, se tiverem interesse em participar com alguma atividade individual, preencham a ficha e entreguem. Os colegas de fora de Sorocaba poderão enviar a ficha preenchida via e-mail para : taniakalil@yahoo.com.br .

Maiores informações pelo fone (15) 3238-1955 com Tânia Kalil. Caso marquem alguma apresentação, avisem para ser colocada na programação também. Mas, observem: só participa palestrando, declamando e outros, quem quiser. Quanto aos livros a serem vendidos na Expo, junto há uma ficha própria para eles. O nº de títulos que consta lá também será mudado.

Se´rá lançado também na Expo a “5ª Coletânea dos Sorocultinhos – Profissões e trabalho” que faz parte do PLRS (Projeto Leitura Responsável Sorocult) e é feito para ser doado para crianças carentes das entidades assistenciais de Sorocaba e região.

Fonte:
Doulas Lara (http://www.sorocaba.com.br/acontece)

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5ª Semana do Escritor de Sorocaba (Programação)

Semana do Escritor começa na próxima semana com grande festa

O encontro literário terá 14 lançamentos em cinco dias de evento

O principal objetivo da semana, segundo Hélio Rubens é a confraternização e interação entre editoras, escritores e leitores.

As inscrições para os lançamentos literários foram até este domingo. Porém, ainda estão abertas as vagas para os escritores que quiserem expor os seus trabalhos. “Até o final de semana ainda estaremos cadastrando os interessados”, garante Sônia Orsiolli.

O grande atrativo comercial do evento voltado à cultura é de possibilitar aos autores a divulgação de seus projetos. “Cobramos apenas uma taxa de R$ 50. O escritor, no entanto, poderá expor e comercializar a sua obra durante toda a semana de evento”, diz.

Lançamentos, palestras, mesas-redondas, saraus, atrações artísticas e exposições de livros vão compor esse grande evento literário que começa a partir das 14h da próxima terça-feira, 21 de julho, no Salão principal da FUNDEC.

A Semana do Escritor deste ano conta com 14 lançamentos e 14 palestras que serão realizadas junto a uma semana de exposição e comercialização de livros de autores de toda a região e também de outros estados.

A abertura oficial está marcada para às 19h do dia 21, com várias atrações, como a apresentação artística do cantor e compositor Carlos Madia e a declamação do Hino Nacional Brasileiro que será feita pela jornalista Ângela Fiorenzo.

Além de oferecer literatura e cultura, o ambiente servirá de encontro entre escritores, autores e editores. O objetivo da Semana do Escritor é revelar e dar visibilidade aos autores, oferecer um espaço para a interação e para o conhecimento da literatura regional.

Esse evento, que já é um tradicional ponto de encontro para a troca de conhecimento, e absolutamente gratuito ao público em geral estará oferecendo livros a preços especiais e ainda a possibilidade dos leitores adquirirem exemplares autografados nas tardes e noites de autógrafos junto aos seus autores preferidos.

Serviço:
5ª Semana do Escritor de Sorocaba e Região
Data: 21 a 25 de Julho de 2009
Horário: das 14h às 22h com entrada gratuita
Cerimônia de Abertura Oficial:
Data: 21 de Julho de 2009
Horário: às 19h com entrada gratuita
Local: FUNDEC – Rua Brigadeiro Tobias, 73 Sorocaba/SP.
Assessoria de Comunicação – Cintian Moraes
Fone: (15) 8119.2476

Comissão Organizadora
Cintian Moraes
Helio Rubens
Sonia Orsiolli
(15) 3228.6209
www.semanadoescritor.com.br

De terça-feira a sábado das 14h às 22h exposição e comercialização de livros

Programação

21/07/2009 – terça-feira

14h
Abertura
1º Seminário de Iniciação à Pesquisa em Letras, Artes e Ciências Aplicadas à Criação Literária – Coordenação da Academia Sorocabana de Letras
Introdução ao Seminário: ‘O diálogo entre a pesquisa e a criação’
Palestrante: Geraldo Bonadio – Presidente da Academia Sorocabana de Letras

14h10
Palestra: ‘Drummond: O poeta do tempo presente’
Palestrante: Acadêmica Myrna Ely Atalla Senise da Silva

15h10
Palestra: ‘História de Família. Como iniciar e desenvolver uma pesquisa genealógica’
Palestrante: Escritora Maria Aparecida Almeida Dias de Souza – Associação Brasileira de Pesquisadores em História e Genealogia

19h
Cerimônia de Abertura
Declamação do Hino Nacional Brasileiro: Ângela Fiorenzo
Apresentação Musical:

Carlos Madia

20h
Lançamento do livro: Coletânea ‘Êta Trem Bão, Sô!’ volume II –

Autor: Diversos autores – Organização: Lurdinha Blagitz

21h
Lançamento do livro: ‘Arroubos Poéticos’ –

Autor: Edival de Moraes Blagitz

22/07/2009 – quarta-feira

15h
Palestra: ‘Leitura e contação de causos. Atividades antagônicas ou complementares?’
Palestrante: Escritora Débora Brenga e Acadêmica Myrna Ely Atalla Senise da Silva

16h
Palestra: ‘Iconografia Sorocabana. Imagens de Sorocaba através do tempo’
Palestrante: Acadêmico Gilberto Fernando Tenor

17h
Participação artística:

Poetas e escritores da Unidade de semiliberdade – Refúgio

18h
Lançamento do livro: ‘Direito Internacional do Turismo’

Autor: Rui Aurélio de Lacerda Badaró

19h
Lançamento do livro: ‘Walt Disney´s Celebration City’ (reflexões sobre comunicação e cidade)

Autor: Paulo Celso da Silva

20h
Lançamento do livro: ‘Arthur Bispo do Rosário: Arte e Loucura’ –

Autor: Jorge Anthonio e Silva
Lançamento do livro: ‘Wega Nery, a Balada Ianbterior’ –
Autor: Jorge Anthonio e Silva
Lançamento do livro: ‘O Fragmento e a Síntese’
Autor: Jorge Anthonio e Silva

21h
Atração Artística: Orquestra de Viola Caipira de Votorantim

23/07/2009 – quinta-feira

14h
Palestra: ‘História e Sociologia do Negro em Sorocaba’
Palestrante: Acadêmica Ana Maria de Souza Mendes

15h
Palestra: ‘Histórias e Estórias da Matemática’
Palestrante: Acadêmico Adalberto Nascimento

16h
Lançamento do livro: ‘Nos Idos de 68’ –

Autor: Luiz Paulo Lírio de Araújo

18h
Palestra: ‘Livro Multimídia’
Palestrante: Jorge Proença – Presidente da ONG – Projeto Pérola

19h
Lançamento do livro: Antologia ‘Roda Mundo 2009’ –

Autor: Diversos autores – Organização: Douglas Lara

20h
Mesa Redonda: ‘Médicos em Mesa Redonda sobre Literatura’ –

Dr. Edgard Steffen / Dr. João Rozas Barrios / Dra. Maria do Patrocínio Santos Maia Lopes (Neta) / Dr. Mario Cândido de Oliveira Gomes / Dr. Sérgio Borges Bálsamo / Dr. Willy Marcus França / Dra. Yara Ferreira Caetano – Coordenação Mylton Ottoni

24/07/2009 – sexta-feira

14h
Palestra: ‘Iconografia da Igreja de Santana, do Mosteiro de São Bento. O que nos dizem suas imagens, telas e peças utilizadas nas celebrações religiosas’
Palestrante: Acadêmica Nancy Ridel Kaplan

15h
Palestra: ‘Marcas da pré História na região de Sorocaba’
Palestrante: Acadêmico Adolfo Frioli

16h
Palestra: ‘Alfabetização: O Alicerce do Saber – Metodologia da Mediação Dialética’
Palestrante: Zuleika Aum Attab – Dra. em Filosofia e Pedagoga

18h
Palestra: ‘A origem e a trajetória histórica confirmam a importância e o valor dos Negros para o Brasil’
Palestrante: Carlos dos Santos Penha – Advogado

19h
Lançamento do livro: ‘Apologia à Terra – “O Planeta Terra pede Socorro!”’ –

Autor: Antônio Dias Lopes
Palestra: ‘Como Editar um livro’
Palestrante: Mylton Ottoni – Editor

20h
Sarau Literário:

Grupo Mesma Frequencia
Lançamento do livro: Segunda Coletânea ‘Teia dos Amigos’ –
Autor: Diversos autores – Organização: Sonia Orsiolli
Sarau Literário:
Grupo Coesão Poética

21h
Apresentação Musical:

Lucas Fernando Dias e Ana Paula da Motta

25/07/2009 – sábado

14h
Palestra: ‘A cidade ferroviária. As múltiplas funções sociais e econômicas da Estrada de Ferro Sorocabana, de Maylasky à Ferroban’
Palestrante: Acadêmico Geraldo Bonadio

15h
Mesa Redonda: ‘Problemas do escritor sorocabano. Produção, financiamento e distribuição do livro independente’-

Coordenação da Academia Sorocabana de Letras

18h
Lançamento do livro: ‘Acampamento: A prática de um jogo possível – Um exercício de convivência’ –

Autor: Renata Cristina Rogich Mereghi – Professora de Educação Física

19h
Lançamento do livro: ‘Enfrentar o medo cara a cara’ –

Autor: Luiz de Carvalho Pádua

19h30
Palestra: ‘Qualidade de Vida e Comportamento Mental’
Palestrante: George Daniel Fekete – Escritor e Empresário

20h
Lançamento do livro: ‘O que somos no amor e na paixão’ –

Autor: José Aluciano da Silva Maia

21h
Apresentação Musical:

Banda Bate Latas

Fonte:
Assessoria de Comunicação – Cintian Moraes

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Curso de Férias (Técnicas de Contar Histórias)

CURSO DE FÉRIAS
Técnicas de Contar Histórias

Que tal incrementar seu repertório, seus recursos e suas técnicas de contar histórias?
Venha aprender como tornar o momento da leitura um momento mágico e inesquecível para as crianças.

Data: 25 de julho de 2009
Horário: 14:00 às 18:00
Valor: R$ 50,00
Local: Rua Ana Carmela Jurado Ferro, 93
Jardim Emilia – Sorocaba

Público alvo:
Professores de Educação Infantil e Fundamental;
Contadores de Histórias;
Catequistas;
Universitários e
Voluntários .

Objetivos:
Ampliar e incrementar o repertório e recursos de contar histórias;
Conteúdo do programático:
Dicas para o sucesso da contação de Histórias (como contar, como escolher uma história, entonação de voz, postura, que recurso utilizar).
Confecção de fantoches (meias, sucatas, dobraduras, objetos, desenhos)

Fontes:
Colaboração de Douglas Lara
Leitura Viva

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Cintian Moraes (A diferença entre Viver Bem e Viver Melhor)

Hoje dei um descanso a minha mente agitada e aos meus dedos cansados de digitar no teclado do computador, por um momento respirei e passei a me interessar pelo que via nas ruas.

O que vi foram meninos brincando de pés descalços na rua de asfalto, morrendo de rir e exaustos por correrem atrás da bola.

Naquele momento, eu transferi para mim a felicidade que eles sentiam. A felicidade deles me alegrava completamente.

Parei e também ouvi os pássaros que faziam festa na árvore da casa do vizinho da frente. Olhei um carro que passava, passou tão rápido que quase atropelou os meninos que distraídos jogavam bola. Alguns minutos depois, eis que surge um caminhão na esquina que dizia pelo auto falante…

– Hei, você que está aí dentro de casa, venha conhecer o artesanato nordestino, vendemos tapetes artesanais, redes, colchas, esculturas feitas em barro, jogos de cozinha, tudo para a sua casa.

Impossível não rir, no caminhão que passava, todos os artesanatos estavam pendurado nas portas, até os que estavam dentro do baú do pequeno caminhão dava para ver. As portas estavam abertas, tinham tantas coisas lá dentro que era difícil saber o que exatamente estavam carregando. A cena me impressionou, fiquei observando aquilo que era tão diferente. Senti inveja da criatividade que tiveram. A mercadoria cobria todo o caminhãozinho que ficou lindo, me senti no nordeste. O sotaque arrastado no auto falante me fez rir e senti muita felicidade.

Depois de admirar o caminhão, os meninos olharam para mim, com ar de estranhisse e voltaram a jogar, certamente eles também nunca tinham visto coisa parecida. Alguns vizinhos curiosos também saíram na rua para ver o tal do caminhão. Era bizarro e pitoresco.

Olhei para o lado de cima da rua e vi duas vizinhas conversando, de certo estavam botando a fofoca em dia, esse encontro sempre acontecia no mínimo uma vez por semana.

Em um outro dia…

Precisei ir até a casa de uma amiga em um condomínio fechado em um bairro distante do meu.

Ao chegar, me identifiquei na portaria, o porteiro ficou atrapalhado, não olhou para mim enquanto eu dizia o meu nome, olhou para o carro que estava chegando no portão principal do condomínio. Só depois de abrir o portão é que ele foi olhar para o meu rosto. Então, repeti o meu nome e disse que a minha amiga estava me aguardando.

Ele me fez esperar uns 10 minutos e depois eu entrei.

Eu andava a pé, ainda bem, porque pude ver com todos os detalhes as belíssimas casas do condomínio. Me senti muito bem lá, era confortável, mas não era como na rua de casa. Depois de andar e observar, o isolamento me incomodou, não vi nenhum vizinho, crianças fazendo barulho – para atrapalhar os vizinhos, é claro – vi somente imagens paradas. Se não fossem os ventos, seriam estáticas.

Me senti sozinha, como se fizesse parte de uma bela imagem pregada em um quadro na parede da sala. Havia vida no lugar, belíssimos jardins, moldados pelas mãos humanas, bem diferente do jardim da minha casa, cheia de matos entre as cebolinhas para o tempero da minha mãe, hortelã para meu chá da noite, e de onde colho acerolas e morangos.

Quando cheguei, minha amiga me esperava com a porta semiaberta. Ela me convidou para entrar, o silêncio era predominante na casa, ela estava sozinha com a empregada. Me senti novamente na bela imagem pregada em um quadro na parede da sala e me perguntei:

– Para que tanto isolamento? O barulho faz mal? Os vizinhos do condomínio nem ao menos se cumprimentavam quando se viam, os jovens e a garotada tinham o seu canto reservado nos fundos do condomínio, um campo, uma quadra e uma piscina, onde não vi ninguém.

Sai de lá sem sentir felicidade e fui embora recordando do meu tempo de criança, onde o meu mundo era perfeito e ria todos os dias. Lembro de quando eu me juntava com as meninas da rua de casa para brincar de fazer perfumes com as pétalas de rosa que nasciam no meu jardim. Às vezes pegávamos caramujos e brincávamos de experiências. Quando sentia cheiro de bolo, logo sabia que a minha vizinha mais tarde apareceria no muro de casa chamando a minha mãe para lhe entregar o pedaço de bolo que acabava de sair do forno. Os meus vizinhos nem batiam palma no portão, entravam e chamavam da garagem. Não tinha vergonha nenhuma de comer na casa de algum vizinho e depois voltar de barriga cheia para a casa. Quando minha mãe precisava sair, fazia um trato com alguma vizinha para cuidar de mim e dos meus irmãos e ia tranquila resolver os problemas no centro da cidade. Depois falava: – quando precisar pode deixar os seus meninos aqui que eu cuido também.

Que tempos diferentes que parecem nem fazer parte de uma só vida. Não faz tanto tempo assim, apenas 20 anos e nem consigo imaginar o que será daqui mais 20. As coisas mudam tão depressa que a minha felicidade caminha, se acostuma e se adapta com essa nova vida que às vezes me perco nela.

Não entendo se é porque estou vivenciando isso, mas o que sei, é que a minha geração está passando por sérias mudanças de tecnologias que nos cutucam por todos os lados e sei que essas mudanças ainda serão grandiosas e bastante significativas para pessoas divididas entre viver bem e viver melhor.

Fontes:
Cenário Cultural

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Nicanor Pereira (Por enquanto)

Pintura de Iman Maleki
O sentimento que me move ao canto
E que, talvez, te cause algum espanto,
É o mesmo que, às vezes, me leva ao pranto,
Pelo intenso amor que te tenho tanto.

É preciso que saibas, entretanto,
Que, se por amar-te com tanto encanto,
Tendo para ti, n’alma, um só recanto,
Eu faço dos meus dias sacrossantos.

Longe de ti, então, me desencanto,
Por ora, não ter de ti o acalanto
Que me sufoca a dor em doce canto.

Mas, ao lembrar-te distante, vou ao pranto,
Na intensa saudade que sinto tanto,
De não ter-te em meus braços, por enquanto.

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Livros no Cenário Cultural Sorocabano

Das Gavetas
Coletânea de vários autores

O presente volume é, na verdade, o ponto de partida de um projeto literário há muito tempo acalentado por um grupo de amigos: criar em Sorocaba uma cooperativa de escritores que tire da gaveta textos inéditos por meio de publicações de baixo custo para os consumidores de poemas, crônicas, contos e romances.

Este livro é uma coletânea de crônicas dos autores:
Antônio Querino Neto
Carlos Araújo
Davi Deamatis
João Alfredo Terra Alvarenga
João Alvarenga
Luiz Antônio Terra Alvarenga
Valdecir Rocha Pinto

Escrever é saudável. Escrever bem, mais que saudável.

O escritor busca, invariavelmente, o contato com o outro. Autor algum escreve só para si.

Das Gavetas” pretende ser uma troca. Aqui, você vai encontrar autores, bons autores, que vão das minudências às reflexões mais profundas, partilhando elogios a amigos e mestres. Há até tragédia, típica de autores soturnos. Desta feita, Cristo não está chorando. Ao contrário, abre-se num largo sorriso. De satisfação. É sempre conhecer coisas boas. E o mestre gosta delas. Como você. Experimente.
Armando Oliveira Lima
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Estrelas Luzindo Saudades
Sandra M. Julio

Tudo começou com a morte do meu pai…

A saudade era grande e eu não sabia bem como lidar com ela.

Comecei então a escrever, minh’alma ganhou asas e no mundo da fantasia encontrei a paz e a alegria de fazer poemas.

Assim, meus escritos ganharam um tema específico “A saudade”. Claro os conteúdos são diversos, mas ela, saudade… Uma constante. Minha paixão pela leitura, muitas vezes inspira alguns escritos, em outras apenas uma música (que é outra paixão) faz com que as letras fluam, ao sussurro de sentimentos e devaneios, criados de acordo com a melodia do momento, desabafos de amigas, um artigo de jornal, também se fazem versos.

O micro ajudou muito na escrita dos meus poemas, com ele existe uma facilidade incrível, de mudar frases, consertar erros, substituir palavras sem rasuras ou borrões. Como vocês podem imaginar, sou uma perfeccionista.

Gosto de colocar em meus poemas, de quando em quando, algumas palavras de pouco uso, fazendo assim com que as pessoas aprendam sempre um pouquinho mais, pois nossa língua é tão farta em palavras…

Minhas primeiras obras escritas em livro se deram na Antologia Roda Mundo, depois várias Antologias vieram. Douglas Lara sempre incentivando… Um grande amigo, um grande homem na cultura de nossa cidade. Através dele, conheci Sonia Orsiolli, que me incentivou a fazer um site para colocar meus poemas, aceitei a sugestão e o “Estrelas Luzindo Saudade.com.br” entrou no ar em 24/11/2004, tendo essa amiga muito querida como minha webdesigner. O próximo passo foi um livro só meu. Achei que seria legal para o primeiro livro, o mesmo nome do site.

E… Está ele aí, lançado ontem com muita alegria entre amigos.

Quando o vi prontinho em minhas mãos, as lágrimas inundaram meu rosto e minh’alma, foi uma alegria indescritível…

Entrevista para a rádio Cruzeiro FM
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Fonte:
Cintian Moraes, in Cenário Cultural

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Sorocaba em Destaque

Movimento Médico Paulista do Cafezinho Literário homenageia o Prof. Dr. Edgard Steffen no 21 de maio

O MMCL festejará em Sorocaba sua 100a tertúlia literária no dia 21 (5a feira) às 20h00 na Sociedade dos Médicos. Dr. Sérgio Borges Bálsamo, Diretor Cultural, está à testa da organização da festa, durante a qual o Prof. Dr. Edgard Steffen receberá especial homenagem, visto que não pôde se deslocar a Santos onde foi realizado o II Congresso Paulista Comunitário de Letras (1 a 3 de maio) comemorando o quarto aniversário do MMCL. Quase 200 pessoas compareceram ao enclave e mais onze pessoas foram homenageadas.
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Mário Cândido autografa livro sobre a prevenção de doenças

O médico Mário Cândido de Oliveira Gomes, doutor em Medicina pela PUCSP e ex-professor da Faculdade de Medicina de Sorocaba participa de noite de autógrafos, dia 22, sexta-feira, na Fundec (Rua Brigadeiro Tobias, 73). Na ocasião, quando estará fazendo o lançamento do livro Doenças, conhecer para prevenir.
A obra, em dois volumes que totalizam quase 1.000 páginas, foi publicada pela editora Ottoni, de Itu.
Membro efetivo fundador da Academia Sorocabana de Letras, na qual é titular da Cadeira nº7, que tem como Patrono o poeta santista Martins Fontes, Mário Cândido de Oliveira Gomes é, provavelmente, o profissional com mais longa atuação em nosso país em divulgação científica na área da Medicina.
Sua coluna sobre as características de das mais diversas doenças, sua forma de transmissão e as providências necessárias a evitá-las vem sendo publicada, de maneira praticamente ininterrupta, em diferentes jornais sorocabanos, há mais de quarenta anos.
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Fonte:
Douglas Lara. http://www.sorocaba.com.br/acontece

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Agenda Cultural do Grupo Sorocult (Sorocaba)

O Sorocult (ao lado de alguns de seus escritores) começou o 2º semestre de 2008 em plena atividade. Confiram abaixo o que já aconteceu:

1) Visita à “Flip” (Festa Literária de Parati).

2) Realização de mais uma “Maratona Literária Sorocult” e “Maratona Literária Infantil Sorocult” no Esplanada Shopping Center de Sorocaba nos dia 25, 26 e 27 de julho.

3) Lançamento de 7 novos livros dentro das Maratonas acima citadas.

4) Realização, no dia 4 de agosto, do Sarau “Encontro com a Poesia Sorocabana”, no IHGGS (Instituto e Genealógico de Sorocaba), participando assim do calendário comemorativo do aniversário de 354 anos de Sorocaba.

5) Visita à “20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo”, no dia 16 de agosto, sábado, juntamente a um grupo de escritores do Sorocult, quando :

– Participou do lançamento da antologia “Dez rostos da Poesia Lusófona”, que tem como um dos co-autores, Joaquim Evónio, de Portugal, colunista do Sorocult e também um dos co-autores do novo livro e da “3ª Coletânea do Espaço Literário do Sorocult”.

– Prestigiou o escritor sorocabano Luis Samuel Tabacow que, junto à Editora O Clássico, esteve apresentando seu livro “Por dentro do cérebro do aprendiz”, recém lançado ao grande público presente.

– Fez contatos com vários escritores Maurício de Souza, Ziraldo e Marília Pêra, presentes no grande evento naquele dia.

6) Início em agosto das novas atividades do “Projeto Leitura Responsável Sorocult” com:

– Entrega dos livros da “3ª Coletânea do Espaço Literário do Sorocult” em várias escolas e bibliotecas de Sorocaba e região.

– Início de mais uma “Maratona Literária Infantil” para a doação da “1ª Coletânea da Sorocultinha” para várias entidades assistenciais, bibliotecas e escolas de Sorocaba e região.

Fonte:
E-mail enviado pelo Grupo Sorocult (
www.sorocult.com)

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Nicanor Filadelfo Pereira (1939)

(id: MCCVI)

Poeta e cronista, nasceu em São Paulo em 19/08/39 e aos sete anos de idade foi residir em Jandira /SP onde cursou o primário, na Escola Mista da Parada Jandira, cursou depois o ginasial em Osasco e o Colegial (Clássico) no Colégio Campos Salles, na Lapa, São Paulo, capital. Foi correspondente dos jornais regionais: O Imparcial e O Suburbano da cidade de Itapevi/SP.

Aos dezoito anos ingressou na política partidária, tendo exercido diversos cargos na estrutura dos partidos de que fez parte, desde o PSB, PSP, posteriormente na Arena e, depois, no MDB. Foi vereador na cidade de Jandira, onde exerceu o primeiro mandato de Presidente da Câmara.

Sempre teve interesse especial pela Literatura, dedicando-se à escrita em prosa e verso. Em 1981 transferiu-se com sua família para Sorocaba, onde reside atualmente, mantendo, no entanto, seus vínculos com a cidade de Jandira, em função de suas atividades comerciais. Em Sorocaba faz parte das diretoria da CERES – Casa do Escritor da Região de Sorocaba, onde exerce o cargo de Diretor Executivo, é membro do Grupo Coesão Poética de Sorocaba e colunista dos sites: http://www.sorocult.com/ e http://www.joaquimevonio.com/

Fonte:
http://www.sorocult.com/

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José Verdasca (Parabens Sorocaba)

(id: MCCIV)

Bela terra de tropeiros
Albergaste os pioneiros
Oh lugar de gente fina
Tua cultura erudita
Torna a terra tão bonita
Como a mais bela menina

Neste seu aniversário
Vamos honrar o Sacrário
Que guarda nossa cultura
Visita de gente pobre
À terra de gente nobre
Onde a convivência é pura
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15 de agosto, a cidade de Sorocaba completou 354 anos (veja postagem sobre a cidade em 31 de julho)
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Fontes:
Colaboração do escritor e divulgador Douglas Lara. In http://www.sorocaba.com.br/acontece

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Sorocaba em Destaque (4a. Semana do Escritor em Sorocaba)

(veja localização e mapas do evento e acesso à cidade ao pé do artigo – clique nos mapas para ampliar)

Organizada pelo escritor Douglas Lara, com o apoio do Gabinete de Leitura Sorocabano, da confraria Teia dos Amigos, e da Editora Ottoni, a Semana consiste numa oportunidade para que escritores, principalmente os iniciantes, divulguem seus trabalhos. Da mesma forma, a mostra garante maior visibilidade às produções literárias locais.

A semana literária reunirá dezenas de autores independentes, editoras e livrarias, com sessões de autógrafos, lançamentos e palestras. Como acontece em todos os anos, haverá, no dia 24, o lançamento da coletânea Roda Mundo 2008, junto com a primeira antologia infanto-juvenil, Rodamundinho 2008. Para participar, o interessado recolhe uma taxa de R$ 50 por título publicado; em caso de lançamento, o valor é de R$ 100. Coletâneas com dez ou mais participantes, contribuem com R$ 200.

A programação ainda não foi fechada, mas os organizadores, reservaram o dia 25, sexta-feira, para que profissionais da imprensa promovam seus trabalhos. Nesse dia, participa da noite de autógrafos, o jornalista do Cruzeiro do Sul, José Antônio Rosa, autor de O Livro de Salomão, projeto aprovado pela Linc, que conta as histórias do radialista, comunicador e proprietário do Sistema Vanguarda de Comunicação e da Tv Sorocaba, Salomão Pavlovsky.

Pretendemos abrir espaço para que os jornalistas que possuam obras publicadas, ou que estejam por ser lançadas, o façam durante a Semana. Essa interação é muito importante, comentou Douglas Lara. A representante da confraria Teia dos Amigos, Sonia Maria Grando Orsiolli, também destacou o potencial do evento que já faz parte do calendário cultural da cidade. Temos a certeza de que a semana não só repetirá, como deverá alcançar um sucesso ainda maior nesta edição.

Para participar, os interessados podem manter contato com escritor Douglas Lara, pelo telefone (15) 3227-2305, ou pelo e-mail douglara@uol.com.br

A Semana do Escritor de Sorocaba será realizada de terça-feira a sábado, das 14h às 22h, e no domingo, das 10h às 18h com entrada gratuita.

Dois livros de Marta Beraldi na semana do escritor
Os Quimikimox – Em defesa do meio ambiente:

Este livro tem como objetivo desenvolver na criança um espírito de amor à natureza e de preservação do meio ambiente, bem como o lado cientifico dos mesmos, pois ao tratar dos elementos químicos da Tabela Periódica de maneira lúdica e construtiva estamos despertando a curiosidade cientifica dos alunos.

Neste livro encontramos temas atuais como, por exemplo: a busca por energia renováveis e históricos como: a primeira bomba nuclear, narrados pelos “Os Quimikimox, que são os103 personagens, baseados nos elementos químicos da tabela periódica tendo como objetivo principal levar o maior número de informações possíveis sobre a poluição através dos elementos químicos.

Preço nas livrarias: R$19,50 Preço para evento: R$ 15,00

Leitura Viva – Uma experiência de sucesso.
Leitura Viva tem como objetivo dividir as experiências de uma jornada de pesquisas e trabalho sobre a pratica de contar histórias. Fazendo com que o professor reflita sobre a necessidade de fazer da leitura em sala de aula um ato planejado, eficaz e significativo. Buscando ampliar o incentivo à leitura nas escolas através de metodologias e recursos comprovados.
Preço nas livrarias: R$12,50 Preço para evento: R$10,00

Maria do Carmo Alves Chaves Torres (De coração para coração)
O livro destina-se como apoio à educação e resgate dos valores humanos. A autora recomenda aos leitores que o leiam em família, em reuniões de tertúlia, a fim de desenvolverem maior harmonia e conhecerem melhor os próprios filhos. Parte da renda deste livro será destinada ao Instituto Internacional e Responsabilidade Social da Família Manoel Alves Bezerra.

Magda Vilas-Boas faz palestra para crianças e jovens em Sorocaba
http://www.servidorpublico.net/noticias/2008/07/15/magda-vilas-boas-faz-palestra-para-criancas-e-jovens-em-sorocaba

Lançamento de Escritor Ordinários, de Carlos Roberto Mantovani
No dia 26, sábado das 20 às 22h, na Fundec (Rua Brigadeiro Tobias, 73), durante a Semana do
Escritor, amigos e admiradores promovem o lançamento do livro Escritos Ordinários, da autoria de Carlos Roberto Mantovani.

Rodamundo 2008
O lançamento com noite de autógrafos será na próxima quinta-feira (24) na Fundação de Desenvolvimento Cultural Fundec. Entre os autores, o colaborador do Cruzeiro do Sul, Celso Marvadão Ribeiro, que também assina o prefácio, e a jornalista Estela Casagrande. A capa é da artista plástica Mary Maia e a organização de Douglas Lara. O Rodamundo 2008 é da Ottoni Editora.

Roda Mundo é uma Antologia Internacional que tem um caráter globalizado por contar com a participação de autores dos cinco continentes, numa integração da comunidade lusófona e também espanhola. A obra reúne crônicas, contos, poemas, ensaios e textos em português, inglês, italiano e espanhol, montando assim um panorama dos diferentes estilos, tendências, culturas e maneiras de enxergar o mundo, por meio da palavra impressa.

Edival de Moraes Blagitz – Arroubos Poéticos

Renato de Oliveira Leme (A Baleia que Aprendeu a Voar)
O livro A baleia que aprendeu a voar, do escritor Renato de Oliveira Leme, nascido em Itapetininga, (e radicado em Sorocaba desde 1991) estará a venda na 4ª Semana do Escritor . A renda será revertida para o Gpaci (Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil). A obra, uma história de ficção para adultos, tem como cenário o ambiente rural e promete fazer o leitor embarcar numa reflexão sobre as possibilidades de planejamento da vida, suas metas e sonhos. O autor estará autografando e conversando com os leitores dia 26/7, sábado a partir das 15 horas. O preço promocional de venda durante a semana do escritor será de 12 reais cada.

Ivone Carvalho (Poeminando)
“Poeminando” é o primeiro livro de poesias de Ivone Carvalho, reunindo 46 poemas que falam de amor, saudade, vida, natureza, criação, poesia da alma.
Número de páginas: 62. Preço promocional para a Semana do Escritor : R$ 10,00
“É o silêncio da madrugada, esse momento tão sublime que nos remete ao nosso interior, que inspira, à alma da poeta, o extravasar da sua essência, dos seus sentimentos e sonhos, da sua forma de pensar e sentir”.

Livro: “Poiesis”: seis artistas em Londrina
Projeto aprovado pelo Programa Municipal de Incentivo a Cultura de Londrina em 2005. O livro, escrito e coordenado por Juliana Simonetti, tem o objetivo de refletir sobre a produção de seis artistas atuantes em Londrina: Cláudio Garcia, Danillo Villa, Fernando Augusto, Fernanda Magalhães, Letícia Márquez e Paulo Menten. A publicação traz análises de obra, entrevistas e imagens de trabalhos. Publicado em maio de 2006. A autora, editora do caderno Mais Cruzeiro do jornal Cruzeiro do Sul doou 10 exemplares para serem sorteados entre os presentes na 4ª Semana do Escritor, sábado dia 26/7, devidamente autografados.

Nilsa Florentina Vendramini,58, e Larissa da Silva Vendramini, 11, na Semana do Escritor
Avó e neta participam da 4ª Semana do Escritor de Sorocaba, que recebe inscrições até amanhã. A estudante Larissa da Silva Vendrami, 11 anos, pegou gosto pela poesia, motivada pela sua avó. A artesã Nilsa Florentina Vendrami, 58, lançou um livro de versos no ano passado e despertou a sensibilidade da neta pela literatura. As duas poetisas terão a oportunidade de mostrar os seus trabalhos durante a 4ª Semana do Escritor de Sorocaba

Laé de Souza no Evento
O escritor Laé de Souza estará presente na 4ª Semana do Escritor de Sorocaba no dia 24 de julho, quinta-feira, a partir das 19h30. Cada convidado receberá como cortesia um exemplar do livro Nos Bastidores do Cotidiano, e durante a realização do evento será distribuída a revista do Projetos de Leitura para o público conhecer melhor o seu importante trabalho de fomento à leitura, em execução há dez anos.
Laé de Souza é autor dos livros Espiando o Mundo pela Fechadura, Acredite se Quiser!, Acontece…, Coisas de Homem & Coisas de Mulher e Nos Bastidores do Cotidiano (impressão regular e em braile). Interessados em conversar com o escritor poderão aproveitar esta oportunidade.

Rodamundinho 2008
lançamento do primeiro livro Rodamundinho 2008 será no dia 24 de julho às 18h, com a apresentação do Grupo da Associação de Mágicos de Sorocaba e Região e durante o evento também haverá os autógrafos dos participantes nos 25 exemplares do livro a serem colocados a venda.

O Rodamundinho é uma coletânea infanto-juvenil que reúne 25 autores de até 15 anos de idade.

É uma antologia – seleção de textos – gerada com muito talento pelos seus participantes reunindo poesias, contos e crônicas, sobre amor, natureza, escola, família, viagens, entre outros. O projeto recebeu inscrições no início do mês de maio deste ano, foram selecionados 25 autores de Sorocaba e Região para participarem gratuitamente dessa antologia. Cada jovem participou com quatro páginas deste belíssimo livro de 115 páginas. Todo o projeto tem o objetivo de estimular a leitura e a escrita aos jovens. No dia do lançamento os participantes receberão, gratuitamente, quatro exemplares do Rodamundinho 2008 e um do Roda Mundo 2008.

O projeto foi idealizado pelo escritor sorocabano, Douglas Lara e pelo ex-presidente da Fundec Alexandre Latuf, com o patrocínio do editor Mylton Ottoni. A organização é da jornalista Cintian Moraes, apoio do suplemento infanto-juvenil Cruzeirinho do Jornal Cruzeiro do Sul, do Gabinete de Leitura Sorocabano e da Fundec.

Entrada gratuita. Quem quiser obter o livro poderá entrar em contato com o organizador Douglas Lara pelo telefone (15) 3227.2305.

Confira os nomes dos 25 participantes da antologia:
André Borges Dias, André Felipe Camargo Bruni, Beatriz Rodrigues Soares, Beatriz Silvério da Rocha, Bianca Marques Milanda, Carolina Arakaki de Camargo, Felipe Giacomin, Isabela Rodrigues Rigo, Jaqueline Andressa Oliveira Manão, José Estevão Pinto de Oliveira, Joyce Souza da Conceição, Júlia Mira dos Santos, Juliana Guimarães Terse, Katherine Martins de Oliveira, Laís Castro Franco de Almeida, Larissa da Silva Vendrami, Laura de Oliveira Marchetti, Laura Mattucci Tardelli, Lucas Geraldo de Milanda Miranda, Luiz Alberto Braga Stopa, Maria Giulia Jacção Alves, Matheus Dantas, Rafaela Moreno Lopes Benevides, Roberta Rodrigues Giudice e Verônica Rodrigues S. Lima.”
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A Fundec tem sua sede no antigo Teatro São Rafael, construído em 1844, em pleno coração da cidade, já serviu de abrigo à Prefeitura Municipal de 1935 a 1980 e à Câmara Municipal de 1982 a 1999. Restaurado e modernizado, o prédio conta com auditório e espaço para as mais variadas mostras artísticas.
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A Fundec fica na Rua Brigadeiro Tobias, 73.
A R. Brigadeiro Tobias liga a R. Cel. José Prestes com a R. Monsenhor João Soares.Faz cruzamento com as ruas Santa Cruz, Cel. Cavalheiros e XV de Novembro.Tem como travessas as ruas Cel. José de Barros, Dr. Afonso Pena, Ubaldino do Amaral e Dom Pedro II.

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Fonte: Douglas Lara. In http://www.sorocaba.com.br/acontece
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Bisa Maith (Maria Thereza Moreira Pereira)

Desde criança ela gostava de escrever e almejava tornar-se um dia uma grande escritora. Queria muito estudar, freqüentar uma escola mas isto lhe foi negado. Não foi além de Grupo Escolar, como se chamava então a escola primária, fato que, no entanto, não a impediu de sonhar, pois, os sonhos não estão condicionados a regras de gramática, ortografia, lingüística ou seja lá o que for.

O seu anseio, porém, se lhe afigurava impossível. Os escritores lhe pareciam tão distantes e inatingíveis quanto os consagrados artistas e desportistas com que sonham a maioria dos adolescentes.

Seguiu o caminho da maioria, trabalho, casamento, filhos … e o seu sonho ficou guardado no coração. Nunca se desfez dele.

Satisfazia-se escrevendo alguma coisa que mandava para os jornais sempre que havia uma oportunidade.

Setenta e muitos anos, aposentada, filhos casados, viúva, só então tinha todo o tempo do mundo e o direito de fazer loucuras, como editar um livro, mil exemplares dos quais muito poucos foram vendidos, alguns doados e a maior parte lotou o seu armário.

Ela era inexperiente. Não conhecia nada do ramo e não procurou ajuda profissional. Deu seu livro para ser editado numa editora qualquer e o livro saiu com muitas falhas.

Ela ficou aborrecida, mas nem tanto. Orgulha-se dele como uma mãe que ama o seu filho mesmo que ele não seja o mais belo bebê deste mundo.

Graças a uma reportagem no Cruzeiro do Sul, ficou conhecida, seu blog (bisavo.blogger.com.br) teve muito acesso, foi convidada a participar do Roda Mundo 2005 e seus contos foram publicados em Cabo Verde, na África.

E vieram os convites para eventos literários. Tudo que ela desejou sua vida toda, mas, já então, sem condição de locomover-se, não pode aceitar.

Agora, consciente de estar trilhando o fim de sua estrada terrena, está vivendo talvez a mais gratificante etapa de sua vida, vendo seu trabalho ser reconhecido, conquistando novos amigos e procurando semear a sua volta sementes de alegria, de paz, de otimismo e de felicidade.

Fonte:
http://www.sorocult.com/el/colunistas/bisavo.htm

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Lançamento da 1a. Coletânea do Sorocultinho

O Sorocult é um site voltado ao incentivo e divulgação da Cultura e Literatura de Sorocaba e Região. No decorrer dos seus quase 3 anos de existência, já publicou 2 coletâneas literárias feitas em sistema de cooperativa entre alguns dos muitos escritores colunistas que escrevem no Espaço Literário do Sorocult.

E há quase um ano fundou o “CLIC Art & Letras – Centro Literário Cultural de Sorocaba e Região”, para agregar e divulgar os escritores e as coletâneas, através das “Maratonas Literárias Sorocult” criadas e organizadas pela equipe do Sorocult.

A fórmula deu muito certo e o grupo de escritores é amigo, ativo, alegre e criativo. Juntos, lutam pela literatura que amam e praticam. E no decorrer deste tempo, várias crianças e jovens foram ingressando no site como colunistas, o que levou à criação de um espaço infantil dentro dele: o Sorocultinho, que depois ganhou uma companheira : sua “irmã” Sorocultinha.

Ambos são os personagens infantis “vivos” que se transformaram num belo livrinho que agora está sendo lançado pelo Sorocult, intitulado ”1ª Coletânea do Sorocultinho”, patrocinado inteiramente pelo próprio Grupo Sorocult para ser doado para crianças carentes e escrito por 15 escritores do espaço Sorocultinho dentro do site Sorocult.

O livrinho traz textos interessantes e criativos em forma de fábulas, crônicas, poesias e trovas que focam a questão atual do Meio Ambiente e foi inteiramente ilustrado para ser colorido pela criança leitora. Traz ainda histórias traduzidas para o inglês, um capítulo com teoria literária para que a criança possa aprender alguns conceitos específicos sobre Literatura e algumas atividades lúdicas educativas.

Até onde se sabe, é a primeira coletânea infantil organizada com escritores de Sorocaba e Região e voltada inteiramente para crianças com caráter educativo principalmente. Nela escrevem escritores dos “8 aos 80”, provando mais uma vez que a idade das pessoas está longe de ser impedimento para que coisas boas sejam oferecidas para nossa sociedade.

Os lindos livrinhos serão doados para várias crianças carentes de várias entidades assistenciais de Sorocaba e várias bibliotecas e crianças de várias escolas de Sorocaba e região. Os lançamentos ocorrerão durante todo o mês de abril, um mês considerado marcante no mundo da literatura nacional e internacional, mês de Monteiro Lobato, nosso maior escritor brasileiro de todos os tempos.

Para os lançamentos foi preparada a “Maratona Literária Infantil Sorocult” que pretende, no ato da doação do livrinho, oferecer algumas atividades literárias para as crianças, focando o tema Meio Ambiente e Literatura. E ainda oferecer espaço na Net para que mais crianças possam mostrar sua arte literária nos espaços infantis dedicados a ela no site Sorocult.

O livrinho traz textos interessantes e criativos em forma de fábulas, crônicas, poesias e trovas que focam a questão atual do Meio Ambiente.

Co-autores da “1ª Coletânea do Sorocultinho” :
Amadeu de Carvalho Junior (Pilar do Sul)
Ana Paula de Cássia (Sorocaba)
Carmen Silveira de Abreu (Sorocaba)
Débora Válio Corrêa Fidêncio (Pilar do Sul)
Dorothy Jansson Moretti (Sorocaba)
Gabriela Maldonado Sewaybricker (Sorocaba)
Jairo Valio (Sorocaba)
Josefa Maria Portela (Sorocaba)
Larissa Evelyn de Oliveira (Sorocaba)
Márcia Maldonado Sewaybricker (Sorocaba)
Maria Thereza Moreira Pereira (Sorocaba)
Mariana Domitila Padovani Martins (Sorocaba)
Neusa Padovani Martins (Sorocaba)
Nícolas Estevan Padovani Martins (Sorocaba)
Therezinha Aparecida Válio Corrêa (Pilar do Sul)

A coletânea contou ainda com:
Lucas Diego Cesari Rizzo pelas traduções para o inglês de algumas histórias.
Dorothy Jansson Moretti pelas revisões destas traduções.
Mariana Domitila Padovani Martins por todas as belas ilustrações do livrinho.
Nicolas Estevan Padovani Martins pela criação da capa do livrinho.
Ottoni Editora pela preparação do livrinho.
There Valio e Jairo Valio pela imensa colaboração para que algumas escolas pudessem receber a doação dos livrinhos.
“Associação Cultural Pintura Solidária” pela indicação de instituições que poderiam ser beneficiadas com a doação dos livrinhos.

O primeiro lançamento aconteceu no dia 18 de abril de 2008 – 6ª feira na Oficina Integração do Menor Céu Azul (Sorocaba) que assiste crianças de várias idades e suas famílias. Todas as crianças já alfabetizadas receberam um livrinho de presente.

Bastante interessadas, as crianças participaram de todas as atividades de forma atenciosa e alegre e receberam a função de colorir os desenhos que ilustram as historinhas e de executarem com a professora, as atividades educativas que se encontram no final do livrinho. O Sorocult presenteou-as também com mudas de pitangueira com a finalidade de desenvolver nelas maior responsabilidade para com as coisas da natureza, amando e cuidando das plantas.

Fonte:
http://www.sorocult.com/

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Sandra M. Júlio

Nascida e criada em Sorocaba, casada, 3 filhos e um neto.

Professora com especialização em pré-escola.

Empresária , proprietária de uma loja de brinquedos educativos.

Gosta de ler, vive buscando porquês, talvez por isso encanta tanto o curso de antroposofia que faz junto a um grupo de amigos, é uma eterna aprendiz.

O yoga e a meditação são partes integrantes dela.

As alternativas também tem um fascínio especial em sua vida, tendo alguns cursos como: Cromoterapia, Aromoterapia, Musicoterapia, Florais de Bach, Reike e outros.

A música é vital para todos os momentos, dela alimentam-se seus sonhos e a inspiração.

Adora escrever, “é quando minh’alma navega por letras brincando versos, devaneios e rimas… Hoje conto com um site onde meus escritos podem ser encontrados, lá colocados com esmero e carinho da amiga e webdesigner Sonia Orsiolli”.

Faz parte de algumas antologias:
_Antologias: Roda-Mundo 2004, 2005 e 2006
_Antologia VMD
_1º Antologia poética AVML

Fonte:
http://sorocult.com/el/colunistas/smj/biografia.htm

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Sandra M. Júlio (Caminho entre estrelas)

Desafio a razão e o desatino, caminhando entre estrelas…

No azul dos sonhos abrigo a saudade, para no luzir de cada uma delas encontrar Seu olhar, buscando-me na magia do tempo.

Pela alma do mundo, entre édens, vejo-me anjo, caminhando numa insana busca pela semente da paz, a terra acaricia meus descalços pés, mostrando sua existência, ou quem sabe, sua excelência, essência cósmica.

Entre as réstias da noite, encontro o Ego pecador e também o Eu redentor, neles vejo reflexos da minha existência telúrica, intrínsecas imagens…

Sigo neste abscôndito de mistérios, numa ingênua inconsciência do futuro, aprendo a magnitude do Amor, cônscio da importância daquele que na cruz se fez exemplo, para uma humanidade cega.

Desce lenta uma lágrima, beija a última estrela e expande-se pelo universo, finito em meu espírito, para compreender o ato da vida e, sem julgamentos compartilhar o segredo da harmonia e da coerência.

Amar é saber aquilo que precisa ser doado, é interrogar nosso íntimo até a última dúvida e então entender as respostas ditas à razão dos pensamentos que construirão a liberdade de cada um de nós.

As origens vão além de qualquer explicação, além do bem e do mal, pois tudo é relativo… É necessário, entretanto tirar a cegueira que emana da luz do Ego, fazendo desmoronar o individualismo egocêntrico.

Viver é realmente algo maravilhoso quando compreendemos que, a paz não existe fora de nós mesmos, mas apenas em nosso coração quando temos a consciência dos nossos deveres e de tudo que nos cerca.

Sigo então colhendo estrelas, para que com elas eu possa iluminar os caminhos que levam ao entendimento da vida.

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Vânia Moreira Diniz

Vânia Moreira Diniz é natural do Rio de Janeiro (RJ) – 21/10.
Residente e domiciliada na cidade de Brasília-DF Escritora, Humanista e Pesquisadora, Fundou o Centro de Treinamento de Línguas em Brasília e dirigiu-o durante 10 anos. Formada em Letras com pós graduação em Educação. Palestrante nas áreas de educação, humanas e literária Colaboradora da Revista “Mirante” em Santos e “Estalo” em Belo-Horizonte

Orientadora de teses e monografias. Autora de diversas obras,

Co-autora do livro Manual da Saúde Física e Mental do Servidor Público com o tema DROGAS: Pesquisa e Contextualização.
Autora dos e-books pela e-B Maytê.
Participante de 9 antologias.
Participante da Equipe Fixa de Blocos online e colaboradora em mais de 10 sites.
Co editora da Revista virtual Poética Social.
Promotora de sites de literatura.
Co-fundadora e Co-editora do jornal/ecos- http://www.jornalecos.net.
Co-fundadora e Co-editora da Revista Honoris Causa.

Fonte:
http://sorocult.com/el/colunas.htm

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Vânia Moreira Diniz (O Sonho Inesperado)

Ele estava ali a dois passos.Não poderia mais fazer mal. Eu estava gloriosamente vigorosa, em meus conceitos, corajosamente defendendo tudo que um dia pequenina, não pudera fazer. Ele estava alquebrado pela idade, pela consciência a atormentá-lo, pela solidão em que o deixara seus amigos e parentes. Seus olhos lacrimejavam cinzentos, os mesmos olhos que me apavoraram um dia, as mãos que me machucaram, o rosto que me fizera dar gritos de horror.

“Tudo era denso naquele lugar, não existiam outras pessoas, mesmo assim eu não sentia medo. Não sentia…O que conseguia divisar era uma luz e uma faixa colorida que me separava de qualquer violência. O céu estava fantasticamente azul, um lago manso e calmo, a superfície macia, sem atritos, meus pés pela primeira vez descalços caminhavam por um chão aveludado e perfeito.

“Meus olhos avistavam beleza em todas as suas formas e um pequeno palco centralizava o ambiente infinito. Com suavidade eu dançava em movimentos cadenciados e ligeiros, sentindo um aroma embriagadoramente delicioso.

“As paredes de cor suave me convidavam a uma paz harmoniosa, as flores vermelhas e amarelas, viçosas e frescas. Os frutos com o sabor delicioso jamais experimentado.

“Circunvagueei o olhar por tudo que se me apresentava , não acreditando no que via, sensibilizada de uma forma desconhecida.

“E quando olhei novamente o vi, alquebrado, abatido , debilitado tanto exterior como interiormente. E retrocedi, há muitos anos passados, eu tão pequenina, ele tão forte e cruel em seus instintos os mais descontrolados possíveis. O horror que transbordava em meu coração, a sensação de repulsa a me dominar e os gritos que ele abafava.

“Vendo-o um trapo humano senti uma pena desmedida do meu algoz , achando que nenhum ser humano merecia ficar no estado que ele se encontrava. Como se a dignidade humana, a coisa mais substancial da vida tivesse fugido completamente dele e marcado profundamente sua alma , transparecendo no físico devastado.

“Sempre que pensava nele uma náusea me dilacerava mas jamais desejei presenciar cena tão macabra e destruidora.

“Senti o contraste da minha vida, das alegrias que se apresentavam, da ternura que contornava o dia-a-dia alvissareiro que se impunha todas as manhãs, das tristezas passageiras mas que faziam parte do contexto do viver.

“E compreendi porque tinha sobrevivido daquele dia remoto da minha infância.Entendi que acima de tudo havia o sentimento verdadeiro que se impõe acima de qualquer momento de desgraça ou dor.

“E quando chegava a essa conclusão penalizada pela miséria moral, maldade, fria indiferença, vulgaridade ou violência, abri os olhos e entorpecida verifiquei que acordava de um sonho que me mostrara o subconsciente a concordar com o que eu sempre pensara: que o perdão é a mais bela forma de uma consciência tranqüilizadora.

“Senti-me intacta a submergir em minha própria alma agradecendo a força que tirei dela….

Fonte:
http://sorocult.com/el/colunas.htm

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Vânia Moreira Diniz (Dia da Poesia)

Dia 14 de março, aniversário de nascimento do nosso grande poeta baiano Castro Alves e em homenagem a ele é comemorado o “Dia Nacional da poesia” e dia 21 festejamos o “Dia Mundial da Poesia”.

Nestas datas comemoramos a poesia em todos os níveis. Aquela que sai da pena dos grandes ou desconhecidos, reflete a beleza do mar, o canto dos pássaros, os espaços luminosos ou a escuridão lírica, onde os namorados fazem suas juras de amor, nas noites enluaradas em que se canta a paixão e até nos momentos lúgubres em que a alma se obscurece e subjetivamente pede socorro e anseia por ternura.

O dia da Poesia retrata a criatura, com sensações, sorrisos, meiguice, o olhar em contemplação ou o sentimento abstratamente real de quem ama. Por isso é uma data especial, em que não há exclusividade nem influência do sucesso ou fama, mas que penetra na alma universal do mais desconhecido ser humano.

Nele a natureza transcende qualquer idéia descritiva para se alojar na beleza, encantamento, fascínio que domina o universo, em suas potencialidades intrínsecas, no infinito de suas revelações e não se refere à criatura somente, mas ao planeta no sentido mais abrangente.

O dia da poesia se manifesta na criança que nasce sofrendo o oxigênio que o inunda, na simplicidade de alguém emanando eflúvios de bondade espontânea, nas crianças à procura do alimento, nos pais chorando a tristeza de não poderem resguardá-lo, na simplicidade dos gestos, ternura dos olhares, reflexos do sol aquecendo o dia ainda frio, na solicitude dos que estendem a mão universalmente e no beijo, máxima expressão de afeto e de carinho.

Nele a bondade é seu maior atributo, generosidade que chega de mansinho sem que faça ruído, solidariedade que se manifesta no aconchego amigo, vaidade que é capaz de apartar seus próprios interesses e olvidar a presença do ego exigente para se doar em transe na presença do ser humano mais próximo.

A esperança se faz realidade, o dia explode em claridade ofuscante, o horizonte chamuscado de cores e projetados pela sombra amarelada espera passos cada vez mais céleres na busca do sonhos ali abrigados e a estrada amacia os pés que a percorrem, saltitantes e ansiosos.

O dia da Poesia é único e encontra os liames da razão que ordena o minuto de paz, contorna a realidade e absorve o lirismo para que seja divulgado em letras de harmonia a todos que desejam dele se aproximar.

Nele a terra gira impondo química e sentimento enquanto o poeta compõe o que a inspiração sugere radiante em cada momento de suspense ou nos instantes que não se repetirão com a mesma força e realidade. Nele a poesia lidera onipotente e somos instrumentos, expectadores apreciando a força do mundo que naquele momento só poesia infunde.

O dia da Poesia é a conscientização da formosura, vida e alegria, das flores multicores e dos movimentos inconscientes da natureza, dos embalos inesperados, do amor surgindo, da amizade reiterando e das sensações que transmitem a sua origem.

Mas verdadeiramente não há dia específico para a poesia, porque ela existe independente de tempo e hora ou data, constantemente em todas as situações. Dias de poesia são consecutivos, plenos, absorventes e inspiram ao poeta a hora certa de transmiti-los.

Na verdade todos os dias nos levam à poesia de uma maneira ou de outra, por intermédio da natureza, do amor, da generosidade ou do carinho, do olhar de uma criança, do perdão, da compreensão, da saudade e da união de todos os seres humanos.

E nessa edição deixamos de fazer reflexões sobre o mundo e seus conturbados problemas para dirigir nosso pensamento e coração à poesia que amamos tanto porque ela é universal e a fonte de inspiração da literatura.

Fonte:
http://sorocult.com/el/colunas.htm

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Yoko Oshima Franco

Yoko tem 48 anos
Possui graduação em Farmácia pela Universidade de São Paulo (1982), mestrado e doutorado em Farmacologia pela Universidade Estadual de Campinas (1997 e 2001, respectivamente). Atualmente é professor horista da Universidade Metodista de Piracicaba e professor titular da Universidade de Sorocaba (40 horas semanais). Faz parte do corpo docente permanente do Mestrado Stricto sensu em Ciências Farmacêuticas da Universidade de Sorocaba. Tem experiência na área de Farmacologia, linha de pesquisa em neurofarmacologia, com ênfase em Toxinologia (venenos ofídicos) e plantas medicinais.
Colunista do site Sorocult.com, de Sorocaba e Região.
É casada também com um farmacêutico e docente. É mãe de três filhos.

Fontes:
http://sorocult.com/el/colunas.htm

Currículo Lattes.

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Yoko Oshima Franco (Crônica da vida)

A vida me é tão óbvia. Cenas de emoções vividas. Dócil, seguia os passos de minha mãe, desviando dos capins mais altos que denunciavam a despedida de uma noite chuvosa, à medida que me esbarrava nas folhas e observava as gotinhas de chuva caírem. O frescor da manhã com sua leve brisa, o sol calmo anunciando um lindo dia e eu ali, simplesmente seguindo minha mãe. Não me importava para onde íamos, o que faríamos, nem por que. Girinos agitados nas poças de água causavam-me maravilha e minha imaginação voava, pois na minha sabedoria já sabia que se tornariam sapos. E da feiúra do sapo também já era conhecedora. Sentia-me completa ali, nada a desejar, simplesmente encantada com a natureza, com tudo o que ela continha, com tudo ao meu redor.

E este mundo foi crescendo, que festa jubilosa quando aprendi a ler e escrever. Como me sentia grandiosa podendo ler o nome das lojas da pequena cidade, quando descobri a aventura que os livros traziam e me permitiam as mais distantes viagens, por mundos e mundos povoados pelos meus sonhos. Sonhos perturbados por uma fase de angústia, de vazio, de perguntas… sem respostas! Ah, aquela amiga que todos têm, que nos ajuda nessa travessia, como se estivéssemos em um barco sem remo, perdidos num mar turbulento. Que presente a vida nos oferece para nos mostrar que não estamos sós.

E que desalento foi descobrir que era preciso algo mais para dar completude à existência. Hoje, sei que tudo o que precisamos está dentro de nós. E rio internamente, pois esta parte é a mais engraçada e, ao mesmo tempo, a mais comovente. Ela move o mundo. Ela inspira os poetas, os dramaturgos, os cineastas, os musicistas… a arte enfim! E quanta arte existe em nossa vida. Outro dia, vendo minha filha caçula sofrer de amor, disse: “veja, agora eu não lhe basto como antigamente”. Ela sorriu com tais palavras. E silêncio se fez e ambas percebemos que o tempo havia passado rápido.

Completude é um sentimento que só a paz oferece. E paz só se alcança se permitirmos a criança renascer em nós. Se isto não fizer sentido, seremos adultos (muitas vezes infelizes) buscando no outro (alguém, emprego, objeto…) a felicidade, talvez pais sofredores quando os filhos se tornarem adolescentes e a troca pelos amigos (ou namorados/esposos e esposas) se tornar insuportável. Podaremos os seus sonhos (em nome de sabermos o que é melhor para eles. Será?) e desejaremos que realizem os nossos (aqueles que não conseguimos realizar). Como se fosse possível delegar a nossa vida a alguém.

Mas a vida é eterna fonte de aprendizagem. E oferece oportunidade para ampla revisão, para quem ainda não tem olhos de ver. O corpo envia mensagens sábias e necessárias. Um exemplo. Foi incrível ouvir o desabafo de um professor: “Já tinham me avisado que ‘chegar aos quarenta’ era difícil, mas nunca me avisaram dos ‘quarenta e cinco!”. Digo incrível, pois a manutenção da aparência tem sido uma milenar preocupação feminina (por inúmeros fatores, a que não cabe aprofundamento no momento). Contrariando a natureza, o envelhecimento é algo inaceitável para a grande maioria (arrisco dizer, sem paz). Renegam sua expressão facial (é preciso extinguir urgente este vinco entre as sobrancelhas, ah e essas bolsas debaixo de meus olhos, o que é isso?), suas manchas nos braços, a perda da elasticidade da pele. Renegam a vida vivida. Pior, esquecem de viver o presente e a beleza de cada fase da existência.

Observando a bisavó, o bisnetinho exclamou, “isto pendurado no seu braço é gordura?” Risada gostosa se seguiu entre os presentes e veio a resposta da bisa “é pelanca mesmo!”. O biso completou “Idade não se esconde mesmo!”. Refleti sobre a questão. Quanta verdade havia na frase. E escondê-la para quê? Esta pergunta não deveria ser calada.

Muito tempo atrás, conversando com meu então vizinho, ele confessou, aos seus 86 anos: “sabe, chega uma hora em que viver torna-se enfastiante”. Não conseguia entender aquela frase. O tempo se passou e pude ver quantos cuidados necessitava a vózinha, ‘bisa’. O que vem depois de bisa? (Sim, pois era o caso) Entendi o seu João (meu vizinho). Aos 105 anos, a vózinha não mais andava, depois de sua última queda que lhe rendeu cirurgia no fêmur; suas mãos ágeis que foram – habilidosas no crochê, não mais se abriam; não havia mais lente de óculos possível para trazer-lhe novamente a visão, cujas cirurgias de cataratas tinham sido realizadas no passado; era preciso gritar para que ela ouvisse alguma coisa; o lado esquerdo era mais sensível, era preciso tocá-la com cuidado, pois qualquer pressão na sua pele provocava hematomas (parecia papel que se rasgava); necessitava de todos os cuidados imagináveis que iam da higiene à alimentação. A vózinha não tinha doença, seus exames de sangue sempre normais, sua mente saudável, lembrava-se mais de coisas do passado que recentes. A vózinha tinha apenas velhice. E um sorriso sempre estampado no rosto. A vózinha voltou a ser criança, conduzida apenas. Saberia para onde iria, o que faria, por quê? Tornou-se apenas uma espectadora da vida.

E, num determinado dia, partiu. Integrou-se à natureza. As lágrimas de despedida foram de paz. Viveu (o suficiente?) para dissipar rancores e angariar perdões. Hoje a palavra paz é uma das que me trazem maior significado. Tão curta e tão intensa. O amor? Por que não digo que é o amor? Ah, ainda não temos maturidade espiritual para entendermos o amor (em nome do amor se mata e muitas vezes ele é carregado de sofrimento). O amor é sentimento de liberdade e não de posse (para exemplificar, as pessoas diriam “eu amo você, mas respeito o fato de não ser correspondida, logo, como meu amor por você não tem limites e quero unicamente a sua felicidade, você é livre para seguir o seu caminho”!). Quanto à paz… ah este sentimento sublime! A paz é aceitação da vida (com todas as surpresas que ela encerra, boas e más). É integração com a natureza. É bem-estar. É tranqüilidade nas decisões. É desapego (amar as coisas sem possuí-las).

Quantas vezes olhamos as crianças e perguntamos “o que será que elas estão pensando, o que desejam, o que esperam da vida etc?”. Desafio alguém que ainda não tenha pensado nisso. Só se nunca observou uma criança. Elas têm paz. Por isso vejo a vida tão óbvia. Buscar a paz é sabedoria, não importa em qual fase de vida estamos. Bem, mas se ainda assim nada do dito aqui fizer sentido, vamos apenas viver. Um dia de cada vez, saboreando cada momento. O tempo revela o necessário, aos poucos e generosamente…

Fonte:
http://sorocult.com/el/colunas.htm

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Semana do Escritor

Não resta dúvida de que a internet pode auxiliar a literatura, principalmente com relação à divulgação dos trabalhos de autores, lançamentos, dicas de leitura, discussões a respeito de obras…

Ela também te ajuda a encontrar aquele poema do qual você só se lembra um verso: basta uma pesquisa Google e você o terá inteiro. Contos, crônicas, todas as formas curtas encontram impulso na rede, além dos blogs de criações literárias. A Internet é ágil, não possui as tradicionais limitações de espaço ou de horário, e é ainda poderosa ferramenta de pesquisa cruzada. A internet também oferece obras.

Mas livros longos são difíceis de ler, mesmo com o e-reading e o e-book (espécie de programa de leitura e livro eletrônico portátil), então, a modalidade impressa ainda se faz mais eficaz. Livros eletrônico não têm cheiro, nem textura; não amarelecem com o tempo. Os livros são de papel: folheiam-se, dobram-se nos cantos, oferecem-se aos amigos com uma dedicatória manuscrita – afirmação do próprio Bill Gates, fundador da Microsoft, maior rede de software do mundo, em defesa de que o computador nunca irá substituir o livro. Assim, convém evitar algumas falsas questões, a começar pela idéia de que a impressão em papel é uma tecnologia condenada à obsolescência.

Como um dia se acreditou que o livro traria a libertação do ser humano e a possibilidade do conhecimento pleno, é importante não se render às promessas semi-religiosas da rede mundial para a comunhão dos povos e a distribuição do saber. A crença nos poderes virtuais, às vezes, parece ter gerado uma nova ideologia, um novo ismo, que se poderia batizar de virtualismo, tão nocivo quanto qualquer utopia.

Entretanto, acho que o maior aspecto negativo da internet em relação ao livro comum, é que a rede é uma teia dispersiva. Com tanta informação, creio ser missão impossível parar e ficar horas degustando uma história. Principalmente porque quando estamos em frente a um computador, mesmo que seja por lazer, o estado de espírito é outro: a curiosidade nos faz buscar outras coisas, diferente do momento de descontração em que você se deita em baixo de uma árvore, ou em sua cama antes de dormir, para deixar que o livro te leve a uma viagem de imaginação. Assim, essa pressa, agitação que temos em frente ao computador, atinge diretamente o prazer de ler, que é complexo e duradouro.

Quando perguntam às pessoas por que lêem tão poucos livros, elas dizem que é por falta de tempo. Mas todas têm algumas horas diárias, em média, para ficar entre o computador e a TV. Assim, a internet não é inimiga dos livros, mas adversária do tempo para os livros. Mas você ainda pode argumentar: pela internet você também pode acessar livrarias, sebos e receber seus exemplares em casa…e aí eu te digo, está aí um prazer que lhe é roubado: o de buscar as prateleiras, procurar uma obra e encontrar outra, de tocar, folhear, como que as mulheres quando estão em sua loja preferida, frente a enormes promoções e levam diversas peças consigo ao provador.
Assim, leia, aventure-se no mundo da imaginação e arrisque-se também a escrever. Por que não?

Todos temos experiências de vida, muitas estórias para contar. Sentimos o mundo cada um através de uma experiência sensorial diferente: divida a sua com os outros. A escrita pode também ser um exercício de auto-conhecimento, no qual você passa a se perceber melhor e a refletir sobre sua vivência.

Ótima oportunidade de se iniciar neste processo, é através da Semana do Escritor. O contato com escritores permite a troca de experiências, de dicas sobre o mundo literário, sobre o prazer de se ler e de também oferecer sua contribuição ao mundo, escrevendo…

A 4a. semana do escritor de Sorocaba ocorrerá de 22 a 27 de julho de 2008 na Fundec.

Fonte
Colaboração de DOUGLAS LARA

(Publicado na edição de 18/03/2008 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 3 do caderno A)
http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=47&id=72040

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Conexão FUNDEC destaca Acervo do Núcleo de Informações

O programa exibido na rádio Cruzeiro FM (92,3 Mhz) mostra o acervo que há nas dependências do setor que recebe a cada mês cerca de 700 visitas. Periodicamente, o programa ressalta as novidades adquiridas ou doadas ao Núcleo.

Quem ainda não conhece ou quer saber mais sobre o que pode encontrar por lá é só ouvir a Conexão Fundec neste sábado (15/03).

O setor é mais que uma biblioteca e tem um grande acervo de revistas, livros, CDs, DVDs realacionados a música e a cultura de uma forma geral.

Na série comemorativa pelo aniversário de um ano do Conexão Fundec, participam deste sábado o maestro da Orquestra Sinfônica de Sorocaba (OSS), Jonicler Real, e o flautista da OSS e professor do Instituto Municipal de Música de Sorocaba (IMMS), Renato Antonio. Eles comentam sobre um tema em comum: a audiência do programa na cidade e na região e a contribuição aos estudantes e aos jovens músicos

Também nesta edição, no quadro “Cultura da Cidade”, os ouvintes vão saber sobre os últimos eventos do 3º Festival de Música Clássica de Sorocaba – Metso Cultural.
.

Na Tribuna do Escritor, o médico João Rozas participa para falar de dois livros seus lançados recentemente: “O monge, o Santo e a devoção” e a “A Praça e a Prosa”. As obras que envolvem a história e as tradições de Sorocaba tiveram um concorrido lançamento na sede da Fundec no mês passado.

Ainda sobre o mundo literário, o programa apresenta o saldo de inscrições de crianças e jovens para a seleção da coletânea “Rodamundinho 2008”. As inscrições foram recebidas na sede da fundação e os contos, crônicas ou poesias selecionadas vão ter um espaço neste livro inédito.

No Cineclube Municipal, a atração é o filme “Volver” de Pedro Almodóvar, dentro da I Mostra de Cinema Espanhol. O roteiro da produção e até mesmo a trilha sonora podem ser conferidas na edição deste sábado.

Quem assistir ao filme pode também visitar a exposição “Suíte Europa” que entra na sua última semana. Há reproduções de quadros de renomados artistas espanhóis que ocupam os mais importantes museus do mundo.A mostra é promovida pela Casa de España Don Felipe II.

O “Conexão Fundec” é apresentado pela jornalista Alessandra Santos e vai ao ar todos os sábados, pela Cruzeiro FM (92,3 Mhz) a partir das 9h.
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Fonte:
Colaboração de Douglas Lara, In SOROCABA dia e noite
http://www.vejosaojose.com.br/sorocabadiaenoite.htm

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Dorothy Jansson Moretti (Trovas ao Vento)

Tecendo trovas ao vento
nascidas do coração,
num pouco de luz e alento,
Eu disfarço a solidão.
***
Que bela seria a vida
se, acima de ódios mortais,
uma ponte fosse erguida
unindo margens rivais!
***
Ora eloqüente, ora mudo,
teu olhar é uma charada:
promessa sutil de tudo,
no fútil revés de um Nada.
***
Somos tão bem afinados,
que, em termos gramatical,
podíamos ser chamados
“encontro consonantal”!
***
Meus pobres sonhos, tão fracos,
a vida em escombros fez,
mas, teimosa, eu junto os cacos…
e eis-me sonhando outra vez!
***
“Para sempre!” Será mesmo?
Não importa a duração;
é promessa feita a esmo,
mas aquece o coração.
***
A lua, em passo indeciso,
muda o andante da sonata,
pondo pausas de improviso
nas pentagramas de prata.
***
Em bando sutil, as garças,
pontilhando o lamaçal,
são quais pérolas esparsas,
adornando o pantanal.
***
A brisa afasta a cortina,
e uma nesga de luar,
fugindo à fria neblina,
vem aos meus pés se abrigar.
***
Chá da tarde, requintado…
Mas, em teus gestos, servindo…
Com jeitinho e com agrado
Tu me descartas, sorrindo
***
Os erros que fiz na vida
Quero apagar sem alarde
Mas, a consciência revida
E, aos brados, me diz: é tarde!
***
Em cada tarde a cair,
Vejo a vida em agonia,
Aos poucos se despedir
Na morte de mais um dia.
***
Eu me faço de blindado
Amor? Bobagem… Pieguice…
Meu medo é que, apaixonado
Eu me envolva na tolice.
***
O amor ao término da vida
Deixa na pauta apagada
Uma só nota sentida
Canto do cisne, mais nada.
***
A existência é definida
Não por azar, mas por sorte
Quanto mais cheios da vida
Mais perto estamos da morte.
***
Do coveiro, a noiva, rente
É tão magra o estrupício
Que ele diz, literalmente:
Casei com os ossos do ofício.
***
Na taça de cada dia,
a transbordar de amargura,
cai um pingo de alegria,
e o fel se torna doçura.
***
Do que agitou nossas almas
restam sonhos calcinados,
cingindo as crateras calmas
de dois vulcões apagados.
***
Nossa terra e a terra lusa,
Na doce língua que as liga,
São cordas nas mãos da musa,
Cantando a mesma cantiga.
***
O alto-falante anunciava
a valsa de um “querer-bem”,
e o parque inteiro aguardava
ouvir seu nome, também.
***

(Centenário de Mário Quintana)
Marotinho, molecote
Irriquieto e turbulento
Parece um mini Quixote
Perseguindo um cata-vento.
***
Trem-de-ferro, o teu apito
lembra-me um sino plangente:
tanta mágoa no seu grito,
Tanta saudade na gente!
***

Trovas Infantis
Por que é que eu te chamo, Nei,
de ‘porquinho’ … faz favor?
É que ainda eu não cheguei
ao tamanho do senhor…
***
“Que tanto estudas, Leal?”
“Geografia, Seu Garcês.”
“Humm… e onde está Portugal?”
“Na página cento e três.”
***
“Ao céu vai o bem dotado.
E o criminoso aonde vai?”
Diz o filho do advogado:
“Não sei… isso é com meu pai…”
***
“O canivete, meu bem”,
diz ao garoto o vizinho,
“é teu! Vai ver o que tem
dentro do teu tamborzinho!”
***
Pancada de chave inglesa
amontoou o Garcês,
que para a própria surpresa,
acordou falando inglês!
***
Guri do boné virado,
estilingue… palavrão…,
hoje, vigário ordenado:
– Pax vobiscum, meu irmão!
***
“Vovô, feche os olhos já!
Vi papai dizendo à Guida
que quando você fechá,
vamo ficá bem de vida!”

Fontes:
Ruy Albuquerque. Chá da Tarde com Dorothy . 16 agosto 2006
http://www.bomdiasorocaba.com.br/

José Ouverney. Trovas de todos os recantos.
http://www.falandodetrova.com.br/

http://sorocult.com/el/talentos/djm.htm

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Paulo Tortello (1952 – 2000)

Nascido em Sorocaba, no dia 02 de julho de 1952, Paulo Fernando Nóbrega Tortello ou simplesmente Paulo Tortello, era o primeiro dos cinco filhos do também professor João Tortello e de Maria Helena Nóbrega Tortello, sempre teve a língua portuguesa como uma paixão.

Consultando alguns arquivos como o livro “Nossa Arte à Meia Luz” (1996) de Werinton Kermes, temos os seguintes dados:

Paulo Tortello: Poeta, apaixonado pela língua portuguesa. Formado em Letras e em Ciências Sociais, foi professor desde 1979, tendo lecionado e organizado cursos de Português e Redação em varias escolas e instituições da cidade, região e capital. Membro-fundador da Academia Sorocabana de Letras e membro do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba.

Um dos fundadores da Academia Sorocabana de Letras (ASL), da qual era sócio emérito, Tortello, comenta o presidente da entidade Geraldo Bonadio, “transitava com desenvoltura por todos os estilos literários“.

– Traduziu o livro “Esquemas para a Interpretação da Realidade”, de Gregório Uriarte, 1986, livro que é autor da quarta parte (sobre o Brasil).

– Primeiro lugar na Bienal do Livro de 1984, com a monografia sobre o tema ”O Livro na Sociedade Competitiva”. Prêmio Alceu Amororso Lima, da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo.

– Monitor de Língua Portuguesa da SEC. Coordenador do Projeto “Poesia em Debate”, da Biblioteca Municipal de Sorocaba. Primeiro lugar no concurso literário da UNISO/93, entre outros.

– Tortello foi cronista do jornal Diário de Sorocaba. Dedicou-se ao ensino da língua portuguesa e apresentou na rádio Jovem Pan o quadro “A língua ao pé da letra”, em que respondia dúvidas dos ouvintes a respeito do tema. No Cruzeiro do Sul escrevia a coluna semanal “Língua Portuguesa”, aos domingos, no caderno Mais Cruzeiro.

– Tortello foi sociólogo, fato citado pelo amigo José Carlos de Campos Sobrinho, na homenagem póstuma feita em outubro/2000 no SENAC – Sorocaba:

… aconteceu um episódio curioso do qual eu participei. Um dia, ele me telefona à tarde – é o seguinte, vem comigo que hoje à noite nós vamos ter de receber uma pessoa que está chegando do Chile, um intelectual, um político que está querendo começar a fazer política após o período de exílio. Era na época do governo Figueiredo. E falei – vai, que beleza, quem era? Uma pessoa que você deve conhecer – o Professor Fernando Henrique Cardoso.

E a noite, eu e o Paulo recebemos o Professor, isto em 1977, logo em seguida foi candidato a Deputado, Senador, Governador e depois Presidente da República. Foi muito curioso”.

Paulo Tortello era marxista, não apenas no aspecto filosófico, era comunista e também cidadão dos mais revolucionários, isto nos anos 70.

Entrevistado por Marcelo Boraczynski, em junho de 2000, Tortello definiu o “Poesia em Debate” da seguinte forma:

…ele (Poesia em Debate) foi elaborado tendo em vista a reunião de quatro ou seis pessoas, no máximo, para fazermos uma orientação aos que pretendiam mostrar seus poemas ao público. Mas, hoje é um projeto que visa atingir o maior número de pessoas, indiferenciadamente, da comunidade e mesmo cidades próximas a Sorocaba.”

Questionado sobre o público do Poesia em Debate : ” São poetas profissionais ou amadores?” e Tortello respondeu: “ O Poesia em Debate visa atingir os poetas que podemos dizer amadores. São iniciantes em sua grande maioria, embora o projeto reúna também alguns escritores que já vem desenvolvendo seu trabalho há algum tempo.

Questionado sobre a Lingua Portuguesa, Tortello diz: “fechar os olhos à contribuição lingüística é querer negar as evidências históricas de qualquer idioma; já, por outro lado, expor a Língua à descaracterização indiscriminada é abrir-se imprudentemente à mais abjeta das dominações – que é a da cultura (porque é completa). Erram por isso os que pretendem impor decretos e regulamentos à expressão livre que mora na boca dos falantes de uma língua. Erram e em vão laboram. A língua vive da fala. Erram, não menos, os que pretendem ver nos esforços de preservação de nossa identidade cultural – consubstanciada, “in totum”, em nosso idioma – o ranço do xenofobismo e até a excrescência da censura. Não ser xenófobo não implica ser xenófilo, vale dizer: não é por não ter horror à contribuição estrangeira que devo prostar-me perante o modo de falar dos poderosos, mais ainda se se trata de poderosos estrangeiros. Nem é censurar traduzir à linguagem que usamos falar palavras e expressões que nos venham de fora – de modo a adaptá-las às tradições de nossa história e ao desenvolvimento de nossa cultura. Creio ser obrigação dos brasileiros. Creio ser obrigação dos brasileiros – mais- um direito! O expressar-mo-nos em Português“.

Sua morte representa a perda de um dos maiores estudiosos locais de questões relativas à língua portuguesa“, destacou Bonadio. Tortello trabalhou durante anos como redator de “O São Paulo”, órgão informativo oficial da arquidiocese de São Paulo. Na época, cursava Ciências Sociais e se reportava diretamente ao cardeal Dom Paulo Evaristo Arns.

No começo da década de 90, o escritor ainda organizou dois volumes da coleção “O Pensamento Vivo de..”, editado pela Martin Claret. Produziu os textos introdutórios com dados biográficos, cronológicos e a interpretação das obras de Marx e Lenin.

Após a morte de Paulo Tortello, foram feitas duas homenagens póstumas, sendo a primeira no SENAC e a segunda na UNISO. No funeral, D. Maria Nóbrega pede ao Marcelo: ”Não deixe o projeto do meu filho morrer”. No que Marcelo responde: ”Enquanto eu estiver vivo e morando em Sorocaba, não deixarei o Poesia em Debate morrer”. Promessa feita em 24 de setembro de 2000…Cumprida até hoje!

Fato que resultou na fundação do Instituto Literário Paulo Tortello – Poesia em Debate, em 05 de maio de 2005.

Fontes:
http://www.sorocult.com/
http://www.partes.com.br/
http://www.educlique.com.br/

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Paulo Tortello (Poesias: Sonetinho Ridículo – Sonetilho todo teu)

SONETINHO RIDÍCULO

Eu te odeio, meu amor,
eu não gosto de você.
Pois, então, faça um favor:
se me esquece, sivuplê.

Eu odeio o meu amor
que eu não sinto por você.
Por isto eu não sinto dor:
eu nem ligo, pode crer.

Não é verdade que eu ame
quem não liga para mim.
Por isso, melhor não chame:

quer dizer… me chame, sim:
vou dizer que eu não te amo.
Se não me chamar eu chamo…

SONETILHO TODO TEU

Você está em tudo
que eu quero esquecer;
tudo está em você,
você é meu tudo.

Choro por escrito
sua ausência intensa
de presenças densa,
imenso infinito.

E declaro, imune
(que o Amor perdoa),
que eu não sofro à toa:

quem amou assume
sempre estar presente,
mesmo estando ausente.

Fonte:

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Em Tempo (Feira de Livros e Evento Multi-Midia em Sorocaba)

Dia 08 de março ocorrerá no Centro de Estudos Filosóficos Iluminattis (Rua Riachuelo, nº 437 – Vergueiro – Sorocaba / SP) um evento multi-mídia com a presença do escritor Valdecy Alves e do cineasta Flavio Alves. Ambos, cearenses de nascimento, viveram em Sorocaba entre a década de 1980 a 1990, tendo uma importante atuação na cena cultural sorocabana com a criação de grupos teatrais, jornal Cultural “Pedaços”, intervenções artísticas de rua, edição de livros, produção de vídeos entre outros. Na oportunidade será lançado oficialmente o cordel “A HIstória de Preto Pio e a fuga de escravos de Capivari, Porto Feliz e Sorocaba”
.
O evento do dia 08 de março contará com exibição de vídeos, exposição, debates e uma feira de livros.
.
O evento tem ainda o apoio do CCTN (Centro de Cultura e Tradições Nordestinas) de Sorocaba.
Para participar da Feira de Livros o autor deve doar um exemplar para a Biblioteca do Centro de Estudos ILuminattis. Para cada livro vendido o Centro Iluminattis cobrará 15% de comissão. Os livros ficarão expostos durante todo o mês de março.
Os amigos que queiram participar, por favor entrem em contato através do e-mail: anafranco@idealguia.com.br (com Ana) ou pelo telefone: 3234 3940 (com Regina ou Ana).
Carlos Carvalho Cavalheiro.

Fonte:
Acontece em Sorocaba – Últimas Notícias
Douglas Lara (15) 3227-2305
http://www.sorocaba.com.br/acontece

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Douglas Lara (Uma Reserva no Meio da Noite)

Acordei recordando claramente de um sonho que tive. Nele, recebi um telefonema de uma mulher desejando reservar uma mesa. Seria a primeira vez que ela iria a um de nossos bailes e sempre que isto acontece damos atendimento especial. Este atendimento poderá resultar num novo/a sócio/a. Cuidadosamente, disse a ela que não sabia se ainda tínhamos mesas disponíveis, mas que, com certeza, daríamos um jeito. Na realidade, eu estava preocupadíssimo porque não saberia se poderíamos acomodar uma mulher na festa. Sendo assim, procurei saber um pouco mais daquela senhora, fazendo algumas perguntas para obter mais detalhes.

Neste sábado especial do mês – afinal é dia do baile mensal do Clube da Amizade de Sorocaba – acordei recordando claramente de um sonho que tive. Nele, recebi um telefonema de uma mulher desejando reservar uma mesa. Seria a primeira vez que ela iria a um de nossos bailes e sempre que isto acontece damos atendimento especial. Este atendimento poderá resultar num novo/a sócio/a.

Cuidadosamente, disse a ela que não sabia se ainda tínhamos mesas disponíveis, mas que, com certeza, daríamos um jeito. Na realidade, eu estava preocupadíssimo porque não saberia se poderíamos acomodar uma mulher na festa. Sendo assim, procurei saber um pouco mais daquela senhora, fazendo algumas perguntas para obter mais detalhes.

– Você vem só ou acompanhada?

Ela, sem me dizer seu nome, respondeu:

– Gostaria de ir acompanhada do meu amor, só que ele é casado e num sábado não pode deixar a família para sair só à noite…

Pensei: aí tem treta. Então arrisquei:

– Se não tem a possibilidade de dançar com seu amor, venha com seu marido mesmo!

Sabia que estava sendo abusado, só que o diálogo no sonho era tão amigável que achei que poderia continuar sendo mais atrevido nas minhas perguntas, e, repentinamente, tentar lhe proporcionar um bom divertimento, mesmo que fosse com o marido. Então continuei:

– Senhora, caso não venha com o marido, pode dançar com um ‘free-dancer’.

– Moço, chamou-me perguntando, o que é este tal de ‘free-dancer’?

Expliquei-lhe que como existem alguns cavalheiros disponíveis para mulheres desacompanhadas no baile, para que estas não fiquem sem dançar.

– Moço, com jeito dúbio indagou-me, e isto não custa nada a mais?

Era óbvio ela perguntar sobre isso. Tudo se paga hoje em dia! Se bobear, daqui um tempo estará pagando para respirar. E ela precisava saber o que estava comprando, senão depois agüenta o Código de Defesa do Consumidor! E ela tinha o direito de saber. Mas o que mais me intrigava era tudo isso num sonho! Deve ser o subconsciente. Disse a ela que no preço do convite já estava incluído o ‘free-dancer’, aproveitando para informar que ela podia dançar a vontade sem limite de contra-danças.

Mas minha curiosidade era forte e resolvi sair da passividade e perguntar, afinal telefone sempre nos dá mais coragem, não estamos olhando para o rosto da pessoa mesmo!

– Quando a senhora beija, costuma beijar de olhos fechados ou abertos?

Ela mudou o tom de voz na mesma hora e voltou à formalidade. Parou de chamar de moço. Deve ter pensado “respeito é bom e eu gosto, não acha que tais perguntas devem ser feitas apenas quando temos intimidade?”. Fiquei sem graça e pedi que esquecesse esta questão, apenas perguntei por perguntar.

Decidi ser um pouco mais objetivo e menos abusado nas perguntas.

– Senhora, por gentileza, a mesa e convites são para quantas pessoas?

Ela, que deveria estar perdida até mesmo em saber o que queria, respondeu “ainda não sei”.

Esta venda dura de fazer!!! Parti para outra pergunta, tentando direcionar a conversa e resolver o problema da dançarina.

– E a senhora costuma dançar de rosto colado?

– Lá vem o senhor novamente com perguntas inconvenientes!! Por quê? Neste baile não se pode dançar de rosto colado?

– Pode sim, desde que seja com respeito! – retruquei.

– Senhor, perguntou-me finalmente, por que tantas perguntas?

– A senhora está desde o início dizendo que gostaria de vir ao baile e dançar com seu amor, só que ele é casado! Estou apenas tentando acomodar uma situação que a maioria das pessoas que vem ao baile tem. Desculpe. Não vejo problema em a senhora beijar e dançar com olhos fechados. Não importa que seu parceiro não seja seu amor. Dance e beije de olhos fechados, imaginando estar dançando e beijando seu amado. Dá no mesmo!

Precisava terminar aquela conversa e desligar o telefone, então disse:

– Senhora, preciso desligar, pois tenho outro interessado esperando na outra linha. Pense e telefone mais tarde e diga qual foi a decisão. Terei o maior prazer em fazer a reserva.

Acordei com o telefone tocando. Atendi, ainda meio dormindo, pensando que seria a mulher novamente. Não era, não. Era um dos diretores: “Douglas, acorde e venha ajudar a preparar o clube para o baile de hoje à noite, estamos precisando de você”.

Fonte:
http://www.sorocult.com/

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Em Tempo (Café com Literatura)

Mais um encontro dos amantes da literatura aconteceu em nossa cidade. O Movimento Médico Paulista do Cafezinho Literário – MMCL é uma reunião que acontece em várias cidades do estado e que reúne pessoas interessadas em literatura não científica. O Movimento foi criado em cinco de maio de 2005, pelo Professor Dr. William Moffitt Harris, auxiliado pela coordenadora Profa. Dra. Alitta Guimarães Costa Reis.

Trata-se de uma organização informal, alegre, democrática, sem custos, sem registro oficial, sem estatuto próprio ou regras rígidas e isento de corporativismo de qualquer espécie. Em sua 69ª Tertúlia que aconteceu na cidade de Sorocaba, reuniu 13 profissionais, entre eles médicos, atrizes, um professor, um administrador, um corretor de seguros, uma locutora, uma jornalista.

Todos os participantes amantes da literatura levaram a sua presença através de contos, crônicas, poesias e ensaios. Entre eles haviam poesias sobre o amor, a mulher, a morte e contos sobre experiências de vida, saúde e família. Esses encontros têm como objetivo a troca de conhecimento e traz principalmente a oportunidade de expor os trabalhos dos participantes em público, e claro aquecidos por um cafezinho paulista.

O próximo evento do MMCL será o I Congresso Paulista Comunitário de Letras que acontecerá na cidade de Santos entre os dias 2 a 4 de maio de 2008 com entrada franca. Será na sede da Associação dos Médicos de Santos – AMS na Avenida Ana Costa 388, Gonzaga – Santos/SP. Informações Dr. Willian M. Harris wmharris@terra.com.br

Fonte:
Notícia veiculada pelo colega Douglas Lara sob nome Sorocaba Dia e Noite 22 de fevereiro. Disponivel em http://www.vejosaojose.com.br/sorocabadiaenoite.htm

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