Arquivo da categoria: Trovas do outro mundo

Juca Muniz (Rimas Singelas)


Palavra escolhe a palavra
Sempre que nobre e sensata.
Cada pessoa na vida
Fala daquilo que trata.

Nunca desprezes ninguém…
Os outros são como são.
A pérola sai da ostra,
O ouro nasce do chão.

Três conquistas duvidosas:
Dinheiro, luxo, prazer…
Quem é vencido no mundo
É quem mais sabe viver.

Fé verdadeira supera
Injúria, lodo, pesar…
Coração quanto mais forte
Tanto mais sabe esperar.

Livro ensebado em serviço,
Santo operário do bem.
Livro trancado e lustroso
Não auxilia a ninguém.

Fonte:
Francisco Cândido Xavier (psicografia). “Trovas Do Outro Mundo”. Digitado Por: Lúcia Aydir
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Isolino Leal (Idéias e Rimas)

Paz e conforto sem luxo,
Exemplo de grande siso.
Guarda aquilo que não serve
E terás o que é preciso.

A medicina conhece
Esta verdade segura:
Coração brando e sereno
Faz a metade da cura.

Encontro o amor, vida afora,
Neste quadro que apresento:
Uma alegria que mora
Na cada do sofrimento.

Bons e maus, crentes e ateus,
Cada um no que é capaz
Recebe da Lei de Deus
Pela tarefa que faz.

Na dúvida, em qualquer parte,
Nota este ensino da Terra:
Quem sacrifica a si mesmo
É aquele que nunca erra.

Fonte:
Francisco Cândido Xavier (psicografia). “Trovas Do Outro Mundo”. Digitado Por: Lúcia Aydir

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Anísio Abreu (Toques do Coração)

Vida – um palco!… O berço, a infância,
Sonho, amor, dor, desengano,
Luta, velhice, distância
E a morte que cerra o pano…

Guarda silêncio, não fales
Das amarguras que tens;
Há muitos bens que são males,
Muitos males que são bens.

Liberdade?!… A vida ensina
Que a pedra mais incomum,
Sem martelo ou disciplina,
Não serve em lugar algum.

O homem é um pensamento,
Entre abismos e apogeus,
Que só descansa, a contento,
No pensamento de Deus.

Olhei-me, depois da morte…
Vi meus conflitos sem fim!…
Oh! Senhor, dá-me outro corpo,
Quero esconder-me de mim…

Fonte:
Francisco Cândido Xavier (psicografia). “Trovas Do Outro Mundo”. Digitado Por: Lúcia Aydir

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Ulisses Bezerra (Sentenças da Estrada)

Sinônimo luminoso
No dicionário da vida:
Liberdade verdadeira,
Obrigação bem cumprida.

Os fortes devem aos fracos
O que os bons devem aos maus:
Serviço claro e incessante
Que a todos livres do caos.

Em tudo quanto converses,
Toma o bem por tua escolta.
Toda palavra é um ser vivo
Por conta de quem a solta.

Qualquer pessoa que sofre,
Por mais cansada e infeliz,
Enquanto pode queixar-se
Não está mal como diz.

Quem não crê na obediência
E ao descontrole se aninha,
Olhe um comboio apressado
Quando sai fora da linha.

Fonte:
Francisco Cândido Xavier (psicografia). “Trovas Do Outro Mundo”. Digitado Por: Lúcia Aydir

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Sabino Batista (Notas de Amor)

Há muito ensaio de amor,
E amor só vive, a contento,
Depois de purificado
A fogo de sofrimento.

Não zombes se vê caído
O coração de quem ama.
Brilhante não perde o preço
Abandonado na lama.

O amor é assim como um sol
De grandeza indefinida,
Que não dorme, nem descansa
No espaço de nossa vida.

Amor é devotamento,
Nem sempre só bem-querer,
Bendito aquele que dá
Sem pensar em receber.

Não há palavra que conte,
Por mais vibre, cante ou brade,
A glória do amor perfeito
Quando chega à eternidade.

Fonte:
Francisco Cândido Xavier (psicografia). “Trovas Do Outro Mundo”. Digitado Por: Lúcia Aydir

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