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Vendaval de Trovas (UBT-São Paulo) Parte I


ANA CRISTINA DE SOUZA

És tudo que sempre espero
tomando posse de mim,
quando murumuro “não quero”
e tu respondes “quer sim”!

Foi punhal atravessado,
que me feriu mortalmente,
o desprezo disfarçado
em teu sorriso descrente…

Na saudade, de horas loucas,
tento ouvir, num sonho vão,
tua voz em frases roucas
de um murmúrio de paixão.

No fim da nossa jornada,
o amor dói feito ferida.
-Porcelana delicada
manchada pela vida…

Teu amor é sedução,
é carinho, é bem-me-quer,
na perfeita tradução
dos meus donhos de mulher…

MYRTES NEUSALI SPINA DE MORAES
Delegada da UBT Atibaia – SP

Naquela casa da esquina
a minha infância passei.
Quando ainda era menina
doce paz eu vivenciei.

No inverno, um pobre mendigo,
com frio, e fome sorriu,
quando um maltrapilho amigo
com velha manta o cobriu.

Poesia é o doce marulhar
que vem das ondas cantantes.
É a borboleta a bailar,
sobre flores por instantes.

Quando a saudade dorida
sufocar-lhe o coração,
busque em Deus uma saída
pois só Ele é a solução.

MARIA VANEIDE ANJOS BLANCO –

Foi no Pátio do Colégio
que Anchieta vislumbrou
de São Paulo, o sortilégio
que o futuro confirmou!

MARIA CECÍLIA QUARTIN BARBOSA –

Vida – princípio da morte,
Morte – final desta vida;
ficando ao sabor da sorte,
o metro dessa medida.

CECÍLIA AMARAL CARDOSO

Em qualquer tema se ajeita,
faz trova o bom trovador.
É como a orquídea perfeita
que em qualquer tronco dá flor!

BEATRIZ SANDOVAL CAMARGO

Infância lembra alegria,
tecida só de ternura.
Se pudesse voltaria,
nesses anos de candura.

Inverno cobre minha alma,
vazia na solidão…
Levo, gravados na palma,
rastros de buscas em vão.

De flores, toda vestida,
surgiu a linda donzela.
Perfumou caminhos, vida,
tornando a Terra mais bela.

THEREZINHA DIEGUEZ BRISOLLA

Se, a foto, o orvalho umidece
-depois que o amor teve fim –
à minha ilusão parece
que ainda choras…por mim!

Passado o tempo, eu percebo
-e o teu regresso me atesta-
que, desse amor, só recebo
migalhas de fim de festa!

Em silêncio, ante a proposta
da vida, a razão assunta…
Quando decora a resposta
a vida muda a pergunta!

Por meu pranto…por meus ais…
por meu viver infeliz…
sei que a saudade é bem mais
do que o dicionário diz!

CAMPOS SALES

Nos telhados da cidade,
a garoa não cai mais,
somente a minha saudade
ainda escorre nos beirais!

A chama aos poucos se apaga
velando este amor desfeito,
enquanto a saudade afaga
o sonho morto em meu peito!

Lembro o sertão, seu encanto,
a lua cheia tão minha,
sem nada eu ter, tinha tanto,
naquele nada que eu tinha!

Nossas culpas divididas,
por castigo ou por maldade,
dividiram nossas vidas,
sem dividir a saudade!

MARILÚCIA REZENDE

Eu suplico: “Volte breve”,
num bilhete… e na verdade,
a esperança é quem escreve
e quem assina é a saudade!…

Teu retrato, enraivecida,
eu rasguei sem embaraços…
Mas a saudade atrevida
juntou de novo os pedaços.

Resisto…mas, distraída,
minha razão nem percebe
quando a emoção atrevida
abre a porta…te recebe!

Se voltas, não sei ao certo,
mas a emoção, sem cautela,
deixa a esperança por perto,
rondando a minha janela!

Melhor entretenimento
não existe para mim:
é ver, a cada momento,
mais flores no meu jardim!

Cai o orvalho ,de mansinho,
nesta aridez do sertão…
e o povo aceita o carinho
que ameniza a insolação!

Semeaste tanto amor
pelos jardins desta vida
que a saudade se fez flor,
depois da tua partida!

Nas carícias, em meu rosto,
tu finges não perceber
os sinais que, de mau gosto,
o tempo brinca ao fazer.

Quando os teus olhos eu fito,
tua meiguice, tão pura,
toca os sinos do infinito,
louvando tanta ternura!

Tua deixaste o teu recado,
sem palavras…mas, no olhar,
meu coração abalado
discerniu: não vais voltar…

Oh chuva, molha o meu rosto
e esconde a lágrima triste
que verteu pelo desgosto
do amor, que não mais existe!

Andei por verdes colinas,
pela imensidão do mar…
mas o amor, só tu me ensinas
na luz deste teu olhar.

ANO NOVO! A humanidade
faz promessas, “simpatia”,
não vê que a felicidade
se conquista dia a dia!

Não vou por esse caminho
que é sem censura e sem prumo;
prefiro seguir sozinho
e traçar meu próprio rumo!

Esperança é combustível
no engenho do bom viver,
mas labor é imprescindível
para tudo acontecer!

Ondas que vêm e vão
mar a dentro, a rebuscar
um sonho…ou a ilusão
de um barquinho a despontar!

Lá estão as borboletas…
coloridas, no infinito;
nas asas levam facetas
do meu sonho mais bonito!

A verdadeira bondade
é genuina canção
que enaltece a humanidade
pois vem lá do coração!

Fonte:
UBTrova

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UBT Curitiba (Notícias de Julho)

18 de julho.
Irmãos trovadores!

Dia 18 de julho comemoramos o Dia do trovador –

Envie-nos sua Trova sobre este tema, para publicação!

Até dia 10 de julho
para:
andrea_motta@terra.com.br

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Solenidade de Premiação em Maringá

Aconteceu em Maringá de 24 a 26 de junho próspero passado as festividades de premiação do V Concurso “Cidade de Maringá”, o evento promovido pela Academia de Letras de Maringá, reuniu prosadores, poetas e trovadores de diversas regiões do País. Os anfitriões proporcionaram aos presentes momentos de plena magia, de elevação de sentimentos poéticos e de proveitosa convivência.

Festa Literária de Maringá

de 24 a 26 de junho de 2011

Visualizar álbum das Festividades em Maringá

Outras imagens no Blog Simultaneidades
http://simultaneidades.blogspot.com
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OFICINA DE TROVAS

OFICINA PERMANENTE DE POESIA –
Projeto: ACADEMIA PARANAENSE DA POESIA em conjunto com a UBT-Curitiba –
BIBLIOTECA PÚBLICA DO PARANÁ:
terceira 5ª feira, das 18 às 19 h:
Oficina de Trovas.

21/07 – A TROVA NO PARANÁ (IV) – Rose Mari Assumpção

Biblioteca Pública do Paraná
18 horas.
R.Cândido Lopes 133 – 3º andar – Sl. de reuniões –

CONCURSO INTERNO – AGOSTO

Tema para o concurso interno do mês de Agosto:

– Loucura

* Participe com uma trova inédita por categoria, entregando-a até o término da reunião ( dia 20 de agosto de 2011), pelo sistema de envelope 8 cm X 11 cm (sem identificação externa).

Prazo: Dia 20 de agosto de 2011

Rua Fernando Moreira, 370.Centro – Curitiba- Paraná.

Fonte: Andrea Motta

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Luiz Otávio (Declaração de Princípios da UBT) Acróstico São Francisco


Simplicidade – Sendo a Trova a expressão mais simples da poesia e, pois, um reflexo da alma do Trovador, devemos agir sempre com simplicidade na arte, nas palavras e nas ações.

Amor – Nosso padroeiro São Francisco de Assis – pregou o amor total. Assim, não nos devemos afastar deste ensinamento. Amor ao próximo, à nossa arte, mas também à UBT. Em outras palavras , fidelidade à nossa agremiação.

Ordem – Sem ordem, disciplina, responsabilidade – de dirigentes e sócios – não poderá haver processo, segurança e paz. Faremos tudo para manter esta ordem, a fim de que possamos atingir nossos objetivos, elevando culturalmente o meio social em que vivemos.

Fraternidade – Todas as religiões pregam a fraternidade. O “pobrezinho do Assis”, ao fundar a sua Ordem, denominou seus companheiros de “Irmãos”. Nós que recebemos de Deus o dom da Poesia, mais do que ninguém, devemos ser, verdadeiramente, Irmãos Trovadores. Mas se esquecer que a Bondade deve ser justa, o Perdão sem humilhações e a Tolerância sem fraqueza.

Renúncia – A Renúncia pode ser resumida em não querer tirar proveito da Associação para si, mas ao contrário, em dar algo de si para a mesma.

Autenticidade – Se desejamos fazer parte de uma comunidade devemos ser autênticos. E autenticidade exige lealdade, cooperação e trabalho.

Neutralidade – A UBT tem finalidades definidas. Dentro de nossa Associação, os sócios devem abster-se de debates políticos e religiosos. A neutralidade deve ser compreendida, também,no sentido de isenção e imparcialidade, em nossos trabalhos de direção e julgamento.

Comunicabilidade – Se a Trova é o gênero mais comunicativo, nós, Trovadores devemos cultivar a comunicabilidade não só entre nós da UBT, mas também, com a sociedade que nos cerca.

Idealismo – Temos um Ideal em comum, Ideal simples de espiritualidade e de beleza. Na conquista de Ideal devemos trabalhar com fé e, também, com dinamismo e perseverança.

Sinceridade – Se a todos os empreendimentos elevados é indispensável a sinceridade, nós, como artistas e Trovadores, em nossas atividades repudiamos a mentira, a deslealdade, a intriga e a má fé.

Controle – Os dirigentes devem saber controlar, com habilidade e segurança, o setor que lhes foi dado para dirigir, zelando pela disciplina, pois dessa atuação, é que decorrem a uniformidade, a unidade e força de nossa Agremiação.

Obediência – Obedecer não é humilhante. Há na vida de nosso Padroeiro a lição:- “Quem sabe obedecer, aprendeu a vencer-se e a triunfar”. A liberdade não afasta os princípios de ordem, disciplina e obediência. Aquele que sabe obedecer, que possui espírito de equipe, que acredita realmente na Lei, é o que poderá, com maior êxito, ser bom dirigente. A obediência aos nossos Estatutos, Regimentos e Declaração de Princípios é o que traz a ordem, a paz, a união, e faz a grandeza de nossa UBT – União Brasileira de Trovadores.

(Atualizado em 29/04/2010)

Fonte:
http://ubtsp.com.br/page2.aspx

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