Arquivo do mês: dezembro 2010

Trova 186 – José Feldman (PR)

Montagem sobre imagem (ondas) obtida em http://www.TecnoCientista.info
Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Paraná em Trovas

Maria da Graça Stinglin de Araújo (Livro de Trovas)

Buscar caminhos amenos,
inovar o dia-a-dia,
errar menos…sempre menos…
também é sabedoria.

Curitiba, da magia,
tem beleza, tem lisura.
Curitiba, muito fria…
mas… só na temperatura!

Faça o trânsito seguro.
Só dirija com cuidado.
Não deixe o outro no apuro…
Está certo? Combinado!

Jovens estão temerosos?
Estimule-os a aprender,
tornando-os bem poderosos
com o domínio do saber.

Linda Noite de Natal!
Nessa noite, muita luz,
brilha a estrela principal,
renasceu nosso jesus!

Na linda manhã de sol
ouvi uma canção tão bela…
Eu debaixo do lençol
e a cigarra na janela!

Os conselhos agradáveis
muitas vezes são tão fúteis,
totalmente dispensáveis.
Bons conselhos são os úteis.

Por incrível que pareça,
a pessoa que é ranzinza
leva acima da cabeça
uma leve nuvem “cinza”.

Primavera… ipês floridos,
pássaros alegres cantam.
Jardins estão coloridos…
todos eles nos encantam!

Quem trafega com atenção
demonstra conhecimento,
melhora a circulação…
e evita aborrecimento!

Todos os anjos e santos
de maneira especial,
consolam os nossos prantos,
com piedade angelical.

Trovadores… luz… ribalta!
No cenário: a poesia.
Trova nasce… verso salta…
na maior coreografia.

Um abraço com frequência
sempre muito amor nos traz.
Ele desarma a violência,
constrói um mundo de paz.

Vem na natureza… em cota!
O dom de ser escritor…
Muitas vezes ninguém nota,
e o texto está numa flor!

Fontes:
União Brasileira dos Trovadores.
Portal CEN

Deixe um comentário

Arquivado em livro de trovas, Paraná

Maria da Graça Stinglin de Araújo (1947)

Nasceu no dia 28 de dezembro de 1947, em Curitiba, Paraná, onde sempre residiu.

Casada. Professora de Português, Francês e respectivas literaturas. Pós-graduada em Magistério Superior e Ensino Religioso.

Artesã, apreciadora de arte em geral. Trovadora, iniciou no mundo da Trova trabalhando em sala de aula.

Voluntariamente, desde 1999 leva às escolas um trabalho de incentivo aos jovens, no conhecimento da Trova.

Colaborou na elaboração do livro “Papalavras” 2004, onde se registra a primeira participação de alunos no concurso de trovas dos “Jogos Florais” em Curitiba.

Participou em 2006, na “Semana de Estudos Pedagógicos” na Prefeitura Municipal de Curitiba, como docente em Oficina de “Trova em Sala de Aula”, para professores do Ensino Fundamental da mesma Instituição.

Vice-presidente de Cultura da UBT-Curitiba – biênio 2007/2008.

Eleita presidente, para o biênio 2009/2010,da referida Seção, que tinha como projeto iniciar em março de 2010 um trabalho mensal de “Oficina de Trova”, em parceria com a Academia Paranaense de Poesia, em espaço cedido pela Biblioteca Pública do Paraná.

Fonte:
União Brasileira dos Trovadores.

Deixe um comentário

Arquivado em Biografia, Paraná

Ialmar Pio Schneider (Soneto para o Ano Novo)

Fontes:
– O Autor
– Imagem obtida no Baixaki

Deixe um comentário

Arquivado em datas comemorativas, O poeta no papel, Rio Grande do Sul

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.81)

Trova do Dia

O Ano Velho já se deita…
e amenizando os cansaços
o Ano Novo chega e ajeita
a esperança em nossos braços.
WANDIRA FAGUNDES QUEIROZ/PR

Trova Potiguar

Este ano, já moribundo,
chora por não ser capaz
de ao menos puxar o mundo
para mais perto da paz!
JOSÉ LUCAS DE BARROS/RN

Uma Trova Premiada

2002 > Garibaldi/RS -Estadual
Tema > Natal > 5º Lugar

Pratique o bem, ore e peça
por seus irmãos em vigília;
Natal com Cristo começa
em nós, no lar, na família!
ANTONIO VOGEL SPANEMBERG/RS

Uma Trova de Ademar

Vou pedir pra todo o povo,
em preces e em orações,
muita paz neste Ano Novo…
muito amor nos corações!
ADEMAR MACEDO/RN

…E Suas Trovas Ficaram:

Chega o Natal… e as criança,
na pobreza sem brinquedo,
não tendo mais esperanças
ficam adultas mais cedo.
NYDIA IAGGI MARTINS/RJ

Estrofe do Dia

Quero desejar ao povo
de todas as regiões,
que tenham nesse Ano Novo
muitas realizações;
e que os nossos corações
se superlotem de paz,
pra não ter guerra jamais
peço a Deus que nos ajude,
com paz, amor e saúde
que o resto vamos atrás.
ADEMAR MACEDO/RN

Soneto do Dia

– Edmar Japiassú Maia/RJ –
RÉVEILLON.

Os fogos de artifício mostram claras
das pessoas as faces coloridas,
e no espocar, alegre, das bebidas,
rolam champanhas em cascatas raras…

As frases de euforia, repetidas,
guardam mensagens de emoções mais caras,
e um reflorir constante das searas,
semeando esperança em nossas vidas…

A contagem do tempo, regressiva,
uníssona retumba, forte e viva,
no anseio do Ano Novo…do Ano Bom.

E em cada olhar, brotando, cristalinas,
as lágrimas são preces das retinas,
em louvação de graça ao Reveillon!

Fonte:
Ademar Macedo

Deixe um comentário

Arquivado em datas comemorativas, Mensagens Poéticas

Abgar Renault (Antologia Poética)

ENCANTAMENTO

Ante o deslumbramento do teu vulto,
sou ferido de atônita surpresa
e vejo que uma auréola de beleza
dissolve em luar a treva em que me oculto.

Estás em cada reza do meu culto,
sonhas na minha lânguida tristeza
e, disperso por toda a natureza,
paira o deslumbramento do teu vulto.

E’ tua vida minha própria vida
e trago em mim tua alma adormecida . . .
mas, num mistério surdo que me assombra,

tu és, as minhas mãos, vaga, fugace,
como um sonho que nunca se sonhasse
ou como a sombra vã de uma outra sombra…

ALEGORIA

Em vão busco acender um diálogo contigo:
a alma sem tom da tua boca de água e vento
despede cinza, névoa e tempo no que digo,
devolve ao chão o meu mais longo pensamento,

e entre cactos estira esse deserto ambíguo
que vem da tua altura ao vale onde me ausento,
procurando o teu verbo. O silêncio, investigo-o,
e ouço o naufrágio, o vácuo e o deperecimento.

Sonho: desces a mim de um céu de algas e rosas,
falas às minhas mãos vozes vertiginosas,
e palavras de flor no teu cabelo enastro.

Desperto: pairas ainda em silêncio e infinita:
meu ser horizontal chora treva e medita
tua distância, teu fulgor, teu ritmo de astro.

SONETO DO IMPOSSÍVEL

Não ouvirás nem luz, nem sombra inquieta
das sílabas que beijam tuas asas,
nem a curva em que morre a ardente seta,
nem tanta eternidade em horas rasas.

Não medirás a bêbeda corola
que abriste no final do meu sorriso,
nem tocarás o mel que canta e rola
na insônia sem estradas onde piso.

Não saberás o céu construído a fogo,
que tua jovem chave cerra e empana,
nem os braços de espuma em que me afogo.

Não verão os teu olhos quotidiana
a minha morte de homem embebida
no flanco de ouro e luar da tua vida.

COMO QUEM PEDE UMA ESMOLA

Preciso de uma palavra.
Em que dia ou em que noite
estará essa, que almejo,
ideal palavra insabida,
a única, a exclusiva, a só?
Dela me sinto exilado
todas as horas por junto,
com minha face, meu punho,
meu sangue, meu lírio de água.
Soletro-me em tantas letras,
e encontrá-la deve ser
encontrar a criança e o berço,
a unidade, a exatidão,
o prado aberto na rua,
a rua galgando a estrela.
Preciso de uma palavra,
uma só palavra rogo,
como quem pede uma esmola.
Em florestas de palavras
os calados pés caminham,
as caladas mãos perquirem,
os olhos indagam firmes.
Em que parábola cruel,
em que ciência, em que planeta,
em que fronte tão hermética,
em que silêncio fechada
estará viajando agora
– mariposa de ouro azul –
a palavra que desejo?
Lâmina sexo cristal
fulcro pântano convés
voraginoso fluvial
Antígona circunflexa
catastrófico crepúsculo
ênula ventre rosal
sibila farol maré
desesperadoramente
nenhuma será nem é
aquela do meu anseio.
Como será, quando vier,
a palavra entrepensada,
necessária e suficiente
para a minha construção
de lápis, papel e vento?
Dura, espessa, veludosa
ou fina, límpida, nítida?
Asa tênue de libélula
ou maciça e carregada
de algum plúmbeo conteúdo?
Distante, insone e cativo,
debaixo da chuva abstrata,
eu me planto decisivo
no tráfego confluente,
aéreo, terrestre, marítimo,
e espero que desembarque,
triste e casta como um peixe
ou ardendo em carne e verbo,
e pouse na minha mão
a áurea moeda dissilábica,
a noiva desconhecida,
a coroa imperecível:
a palavra que não tenho.

NA RUA FEIA

Na rua feia,
de casas pobres,
morreu o filhinho daquela mulher
que lava o linho rico
de um bairro distante.
Morreu bem simplesmente,
assim como um passarinho.
O enterro saiu…lá vai…
um caixãozinho azul
num carro velho de 3a. classe.
Atrás dois autos. Dois.

A tarde irá pôr luto
na rua feia,
de casas pobres?

Garotos brincam de esconder
atrás do muro de cartazes.
Lá no alto
vai-se abrindo grande céu sem mancha
cruzeiro-do-sulmente iluminado.

POEMETO MATINAL

O ar da manhã beija a minha face.
A minha alma beija o ar leve da manhã
e olha a paisagem longínqua da cidade,
que branqueja alegremente na distância
e sorri humanamente
um sorriso branco no caiado das casas
que montam os flancos das colinas azuis
e espiam pelos olhos escancarados das janelas.

7 horas. Vai começar a função.
O despertador das sirenes fura liricamente
o silêncio doirado da manhã.
Parece que a vida acorda agora pela primeira vez
e esfrega os olhos deslumbradamente…

Meu Ford fordeja dentro da manhã
e sobe a rua velha do meu bairro,
arquejando, bufando, fumando gasolina.
Meu Ford a cabriolar nos buracos da rua descalça
é um cabrito todo preto a cabriolar, prodigioso.
O ar leve beija o radiador
e beija a minha face.

A meninice de todo o meu ser
na doirada névoa desta manhã!

NOITE

Há duas pombas brancas no telhado.
Junto delas pousa o silêncio do dia já parado,
e entre asas caladas o primeiro gesto da noite vai crescendo.
É tarde nos telhados e nas árvores,
é tarde (triste e mais tarde) nessa rua
que se reabriu no fundo de um olhar,
onde se movem ressurrectos mármores
e começam a discorrer ventos e velas
por sobre a limpidez das mesmas águas velhas,
e pássaros azuis bicam frutos de astro soltos no ar.

Sobem (de onde?) vultos escuros de coisas e de entes,
alongam a última distância, somem a luz que se destece
e a linha dos caminhos, apagam o verde prado.
Não há duas pombas brancas no telhado:
sobre elas, seu vôo e seu arrulho ausentes
a lápide sem cor das horas desce.

Fonte:
Jornal de Poesia

Deixe um comentário

Arquivado em Antologia Poética, Minas Gerais

Abgar Renault (1901 – 1995)

Abgar Renault (A. de Castro Araújo R.), professor, educador, político, poeta, ensaísta e tradutor, nasceu em Barbacena, MG, em 15 de abril de 1901, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 31 de dezembro de 1995.

Era filho de Léon Renault e de Maria José de Castro Renault. Casado com D. Ignês Caldeira Brant Renault, teve dois filhos, Caio Márcio e Luiz Roberto, e três netos, Caio Mário, Abgar e Flávio.

Realizou os estudos primários, secundários e superiores em Belo Horizonte, onde começou a exercer o magistério.

Foi professor do Ginásio Mineiro de Belo Horizonte, da Universidade Federal de Minas Gerais e, no Rio de Janeiro, do Colégio Pedro II e da Universidade do Distrito Federal.

Eleito deputado estadual por Minas Gerais, nomeado Diretor da Secretaria do Interior e Justiça do mesmo Estado; Secretário do Ministério da Educação e Saúde Pública Francisco Campos e seu Assistente na Secretaria da Educação e Cultura do Distrito Federal;

  • Diretor e organizador do Colégio Universitário da Universidade do Brasil;
  • Diretor do Departamento Nacional da Educação,
  • Secretário da Educação do Estado de Minas Gerais em dois governos, quando se notabilizou por incentivar o ensino no meio rural;
  • Ministro da Educação e Cultura;
  • Diretor do Centro Regional de Pesquisas Educacionais João Pinheiro em Belo Horizonte;
  • Ministro do Tribunal de Contas da União;
  • membro da Comissão Internacional do Curriculum Secundário da Unesco (1956 a 1959);
    consultor da Unesco na Conferência sobre Necessidades Educacionais da África, em Addis Abeba (1961);
  • membro da Comissão Consultiva Internacional sobre Educação de Adultos, também da Unesco (1968-1972);
  • representante do Brasil em numerosas conferências internacionais sobre educação levadas a efeito pela Unesco em Londres, Paris, Santiago do Chile, Teerã, Belgrado e Genebra;
  • eleito várias vezes membro da Comissão de Redação Final dos documentos dessas reuniões;
  • membro da Comissão Consultiva Internacional do The World Book Encyclopædia Dictionary (Thorndike-Barnhart Copyright, Doubleday & Company, USA, 1963);
  • membro do Conselho Federal de Educação e do Conselho Federal de Cultura;
  • Professor Emérito da Universidade Federal de Minas Gerais.

    Esteve sempre ligado à educação e, como professor, preocupou-se com a língua portuguesa, de que foi um conhecedor exímio e representante fiel.

Pertenceu à

  • Academia Mineira de Letras,
  • Academia Municipalista de Letras de Belo Horizonte,
  • Academia Brasiliense de Letras;
  • Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Stanford, Califórnia, EUA, e
  • Presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa de Belo Horizonte.

    Em todos os postos que ocupou, como no magistério, Abgar Renault desenvolveu intensa e exemplar atividade, registrando em A palavra e a ação (1952) e Missões da Universidade (1955) seus estudos e reflexões.

    Além disso, foi um grande poeta. Contemporâneo de Carlos Drummond de Andrade, juntou-se ao grupo surrealista moderno e participou do movimento modernista de Minas Gerais. Desde então, sua importância na literatura contemporânea só fez crescer. Apesar de ter a obra associada ao Modernismo, fazia uma poesia original, audaciosa, não formalista e não ligada a nenhuma escola poética. Era dos que não faziam questão de aparecer em público, mas sua qualidade literária se impõe nos livros que publicou.

    Foi também um notável tradutor de poetas ingleses, norte-americanos, franceses, espanhóis e alemães. Era um grande especialista em Shakespeare. Sua poesia tem sido incluída em numerosas antologias, no Brasil e no exterior.

    Quinto ocupante da Cadeira 12, da Academia Brasileira de Letras, eleito em 1º de agosto de 1968.

    Bibliografia

    Obras:
    Sonetos antigos (1968);
    A lápide sob a lua, poesia (1968);
    Sofotulafai, poesia (1971);
    A outra face da lua, poesia (1983);
    Obra poética, reunião das obras anteriores (1990).

    Traduções:
    Poemas ingleses de guerra (1942); A lua crescente (1942), Colheita de frutos (1945) e Pássaros perdidos (1947), de Rabindranath Tagore;
    O boi e o jumento do Presépio (1955), de Jules Supervielle.
    Essas obras foram reunidas, em grande parte, em Poesia Tradução e versão (1994).

    Fonte:
    Academia Brasileira de Letras

Deixe um comentário

Arquivado em Biografia, Minas Gerais