Arquivo do mês: agosto 2010

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31 de agosto de 2010 · 22:51

Vânia Maria Souza Ennes (Trovador)

Fonte:
ENNES, Vânia Maria Souza. Chuva de trovas, junho de 2008. Biblioteca Virtual do Portal CEN (Cá Estamos Nós).
Arte de Iara Melo.

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Tristão Alencar Pereira Oleiro (Poemas Avulsos)

SAUDADE

Saudade é vento que passa
Na estrada poeirenta da vida,
Deixando lembranças gravadas
Na velocidade não percebida.
É lembrança de coisas boas,
Chegadas da estação da aurora.
É desencanto das despedidas,
É alegria dos tempos de outrora.
Saudade é ouvir as cantigas,
Do sorrir e do cantar,
Dos tempos de minha infância.
Do perfume das flores no ar.
Das brincadeiras nas calçadas,
Nas praças e jardins
Correndo pelas alamedas,
Entre rosas e jasmins.
Ah! como é bom lembrar
O conviver com inocência,
Das amizades sinceras,
Com amor em sua essência.
O tempo é o melhor amigo
Que faz a lembrança voltar
Para casar a saudade comigo
E jamais nos separar.
Saudade que fica para sempre
Assim a vida se esvai,
Trazendo muitas lembranças ,
Dos tempos que não voltam mais.
––––––––––––––––

AMANHECER

O sol desponta no horizonte amarelando areias da praia.
Alaranjadas nuvens traduzem a temperatura elevada que está por vir.
Suaves ondas desenham a orla repleta de agitadas aves em busca de alimentos.
A brisa faz farfalhar folhas dos coqueiros.
O coração do poeta segura a produção literária da madrugada, empilhada sobre a mesa para não voar ao léu.
O dia inicia e com muita nostalgia encerra-se o que passou.
Dia após dia, a sequência criadora grava no tempo a história presente.
Vida de escritor…
––––––––––––––––––––

LAGUNA AO LUAR…

Teus meus cabelos soltos
Na brisa que afaga…
Luar, trilha de prata
brilha ao teu/meu olhar…
Laguna, lagoa, mar,
Peixes (des)embainhados, reluzem…
Ondas em colares perolados
Amores ardentes, seduzem…
Praia orlada, dourada,
a sonhar, momentos
Sonhados, conduzem…
És minha lua, luar,
Claridade infinita, paixão…
Luz irradiada, clarão
A iluminar minha vida…
——

Fontes:
Antologia de Poetas Brasileiros. volume 44. março 2008.
Revista Aquilo que a gente sente. n.1. novembro 2009. Portal CEN.
Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores 2009. A Natureza em Versos. http://www.avspe.eti.br/coutinho/poesiaamigos/narureza5.htm

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Tristão Alencar Pereira Oleiro (1946)

Tristão Alencar Pereira Oleiro nasceu em Valparaiso-SP a 9 de outubro de 1946.

É Contador e Servidor Público Municipal de Pelotas, onde é Diretor de Manifestações Populares da SECULT.

Ativista Cultural, Escritor e Poeta.

Tem publicado o livro “Crônicas, Contos e Poesias”, Ed. E Gráfica UFPEL, no ano de 2007. Trabalhos publicados na 44ª Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos, na Antologia de Contos Fantásticos e no Livro de Ouro da Poesia Brasileira Contemporânea ambos no RJ.

Possui contos, poesias e prosas premiadas pelo Centro Literário Pelotense (CLIPE) Pelotas/RS, Academia Sul Brasileira de Letras (ASBL) Pelotas/RS, Casa do Poeta Rio-Grandense (CAPORI) Porto Alegre/RS, Centro de Escritores Lourencianos (CEL) São Lourenço do Sul/RS, Editora PorArt (Volta Redonda-RJ) e CBJE – Câmara Brasileira de Jovens Escritores (Rio de Janeiro-RJ). Presidente da CBC – Casa Brasileira de Cultura (2008-2010) Pelotas/RS,

Membro Acadêmico Correspondente da Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves Cadeira 12 (Porto Alegre/RS, 2009) e

Membro Correspondente da Academia Rio-Grandina de Letras- ARL (Rio Grande/RS, 2009).

Recebeu o Título de Cidadão Pelotense (Câmara de Vereadores e Prefeitura Municipal de Pelotas/RS, 2005), o Brasão da Academia Pelotense de Letras (APelL, 2005), a Medalha do Mérito Tradicionalista João Simões Lopes Neto (Movimento Tradicionalista Gaúcho / 2008), além de várias menções honrosas por participação em concursos literários.

Participa das coletâneas do Centro Literário Pelotense, onde participa; do Centro de Escritores Lourencianos e da Casa do Poeta Riograndense.

Recebeu Menções Honrosas no Concurso Nacional de Poesias Érico Veríssimo em 2005, no Concurso Literário de Poesias Pedro Baggio da Associação Brasileira de Letras em 2007. Recebeu o Título de Cidadão Pelotense da Câmara de Vereadores e o Brasão da Academia Pelotense de Letras, ambos em 2005, além do Troféu Obelisco em Administração Pública, em 2006.

É Diretor de Divulgação da Casa do Poeta Rio-grandense gestão 2008/2009 e Presidente da Casa Brasileira de Cultura sediada em Pelotas gestão 2008/2010. Escreve crônicas para jornais da cidade.

No Tradicionalismo, foi fundador da 10ª Região, em 1976, com sede em Santiago/RS e foi seu primeiro Secretário por dois anos.

Participou de vários Congressos Tradicionalistas, Convenções e Festas Gaúchas do MTG. Foi Posteiro Cultural do CTG Negrinho do Pastoreio em 1992, concorreu ao cargo de Coordenador da 26ª Região em 1994.

Escritor Imortal da Academia de Letras do Brasil, pelo Rio Grande do Sul.

Fontes:
http://www.artistasgauchos.com.br/portal/?id=1271
http://www.camarapel.rs.gov.br/imprensa/noticias/2008/0104/0104t.htm

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Ialmar Pio Schneider (Baú de Trovas VII)

Alta noite, escrevo versos,
sentindo a falta de alguém;
quem me dera que dispersos,
ela os ouvisse também…

A trova que canto agora
tem sabor de nostalgia,
por alguém que foi embora
quando mais bem a queria.

De manhã cedo levanto
e ao Senhor dos Céus imploro,
que me ajude quando canto
e me console se choro.

Desejo que o nosso amor
nunca seja de mentira;
por isto sou trovador
romântico, ao som da lira.

De tudo que amo e venero,
vem em primeiro lugar,
teu beijo doce e sincero
que me faz revigorar.

Dos versos soltos que faço,
um deles tem mais calor;
porque lembra teu abraço
e nossos beijos de amor..

Este amor que não resiste
às tentações deste mundo,
se não fosse assim tão triste,
pudera ser mais profundo.

Estivemos frente a frente,
mas nenhum de nós sorriu;
parecias diferente
que me deixaste arredio.

És uma estrela tão alta,
brilhando no firmamento,
que a minha canção exalta
no calor do sentimento.

Eu caminho lentamente
pelas areias do mar,
debaixo do sol ardente
que descamba devagar…

Eu levo a vida cantando
minhas trovas e canções;
só assim vou afastando
mágoas e desilusões.

Eu te esperei tantos anos,
até não conseguir mais
agüentar os desenganos
que o teu desprezo me traz.

Faze da trova teu lema
com grande satisfação
e terás em cada tema
um motivo de emoção.

Não façamos desta vida
um motivo de revolta;
nesta estrada sem saída
é tão difícil a volta.

Não há mentira mais louca
da que sai do coração,
pois a que nasce da boca
quase sempre é pretensão.

Nesta manhã radiante
de sol claro e resplendente,
por seres tão inconstante,
me deixas tão descontente…

Nosso amor já teve fim,
pois não esteve ao alcance
o que você quis de mim
pra ter sucesso o romance.

O amor de quem não desiste,
seja forte, seja brando,
há de permanecer triste
que nem flor que vai murchando.

O amor platônico vive
em minhas trovas também;
foi um que uma vez eu tive
e não me fez muito bem.

O amor tem prazer e pranto,
também mágoas e carinhos;
pois assim sendo, portanto,
não há rosas sem espinhos!

Para esquecer-te procuro
me envolver na multidão,
mas não me sinto seguro
e retorno à solidão.

Pelo amor sempre sonhado
e nunca correspondido,
vou cantar um verso alado
pra que chegue ao teu ouvido.

Penso em ti quando a saudade
me visita de surpresa
e na minha soledade
recordo a tua beleza.

Perdido em divagações
sento à beira do caminho,
como se as recordações
não me deixassem sozinho.

Quando te vejo sorrindo,
não consigo disfarçar,
este desespero infindo
de não poder te beijar.

Se amei e fui preterido,
pouco me importa até quando,
pois não me dou por vencido
e continuo te amando.

Se tens amor não o escondas,
proclame-o para quem é;
as paixões são como as ondas
que aproveitam a maré.

Trovas de amor e saudade
trazem mil temas diversos,
mas predomina a amizade
nascendo de tantos versos…

Tu me procuras sorrindo
e te recebo contente,
como se fosse surgindo
um novo amor de repente!

Vida de amor e saudade,
que junto com nossos sonhos,
também traz a realidade
e momentos enfadonhos.

—————–

Fonte:

O Autor

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Arquivado em A escritora em xeque, Baú de Trovas, Contos, Entrevista, Entrevistas, Trovas

1ª Oficina de Redação no Ponto de Leitura de Itu

O Ponto de Leitura de Itu – Biblioteca Comunitária Prof. Waldir de Souza Lima – realizará todas as quartas-feiras, das 18h30 às 21 horas, a partir de 15 de setembro, a 1ª Oficina de Redação. O curso é gratuito e o público alvo são estudantes de Ensino Médio de escolas públicas (normal, técnico e supletivo), porém as inscrições estão abertas a toda a população.

Serão onze encontros durante os meses de setembro a dezembro, com encerramento previsto para o dia 08 de dezembro.

Durante o curso os participantes irão trabalhar com o acervo da biblioteca comunitária nos seus diversos formatos: dicionários, livros, revistas, jornais, fanzines e cordéis. Será dada ênfase à produção literária contemporânea e reflexões sobre temas do cotidiano, nas variadas formas de expressão literária: descrição, narração, dissertação e outras. Por meio de exercícios e técnicas de leitura e escrita os participantes serão estimulados a criar textos em diversos formatos, tanto individuais como coletivos.

A oficina será coordenada por José Renato Galvão, graduando em Letras pela UNIP e voluntário da biblioteca comunitária. O limite é de 30 vagas, sendo 20 para estudantes de escolas públicas e 10 para o público em geral. A idade mínima é de 14 anos. Para se inscrever é necessário informar nome, endereço e documento de identidade (RG).

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail bibliotecacomunitariaitu@gmail.com , pelo telefone (11) 8110.3598 ou pessoalmente (apenas aos sábados) na biblioteca, que fica na rua Floriano Peixoto, 238, Centro, Itu.

SERVIÇO

1ª Oficina de Redação

ONDE: Ponto de Leitura de Itu – Biblioteca Comunitária prof. Waldir de Souza Lima – Rua Floriano Peixoto, 238, Centro, Itu.

QUANDO: A partir de 15 de setembro de 2010, às quartas-feiras, das 18h30 às 21 horas.

QUANTO: atividade gratuita.

INSCRIÇÕES: (11) 8110.3598, bibliotecacomunitariaitu@gmail.com ou pessoalmente no local (apenas aos sábados das 9 às 18 horas).

Fonte:
Biblioteca Comunitária prof. Waldir de Souza Lima

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A. A. de Assis lança Trovia n. 129 – setembro de 2010

Você pode adquirir este número no site: https://sites.google.com/site/pavilhaoliterario/Home
ou fazer o download diretamente em
https://sites.google.com/site/pavilhaoliterario/Home/TROVIAmaring%C3%A1n129setembro2010.pdf?attredirects=0&d=1
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Paraná em Trovas

Se alguém se torna importante,
por certo alguém o ajudou.
Mesmo o Amazonas, gigante,
de afluentes precisou.
A. A. de Assis

Pela ambição do poder,
até guerra o homem faz.
Traz a morte por não ver
que o poder está na paz.
Adélia Woellner

O barro de que fui feito,
em tempo que longe vai,
foi modelado com jeito
por bom oleiro: meu pai!
Alberto Paco

A vida é dura, patrão,
rarissimamente bela…
Porém não há solução
senão conviver com ela.
Antônio da Serra

Vendo o ovo da avestruz,
suspira fundo a galinha:
– ”Puxa, eu pensava que a cruz
mais pesada fosse a minha!!!
Eliana Palma

Por medo de te perder,
não errei – pobre aprendiz!
– Não soube me conceder
o risco de ser feliz…
Jeanette De Cnop

Quem tem sonhos hoje em dia
nunca perca a esperança.
Diz velha sabedoria:
Quem espera sempre alcança.
José Feldman

Tempo difícil vivemos!
Quem nele tiver firmeza
alcança dois bens extremos:
a lucidez e a grandeza.
José Marins

Primeira noite… pijama,
camisola de babado…
Ela acordada na cama,
tudo o mais… desacordado!
Lucília Decarli

Em algo simples se encerra
raro prazer e emoção:
O cheiro que exala a terra
quando a chuva cai no chão.
Olga Agulhon

E’ dia sim, dia não…
Dia anão?… Ou dia assim?…
Sei lá… mas que confusão!
O jeito é rimar com “fim”…
Osvaldo Reis

Vai trolinho carruagem…
todo mundo atrás do trem!
Vou logo comprar passagem
para encontrar o meu bem…
Renato Leite Goetten

Eu não troco o meu feitiço
por um feitiço qualquer;
meu charme eu não desperdiço:
meu feitiço é ser mulher!
Roza de Oliveira

Nos acordes da poesia,
versos de muito valor
traduzem a nostalgia
do peito de um trovador.
Sônia Ditzel Martelo

Meu tempo tornou-se esparso…
Por mais que eu tente retê-lo,
nem com tintura eu disfarço
o cinza do meu cabelo…
Vanda Alves

Nas curvas da caminhada,
tento a paisagem mudar.
Se não pode ser mudada,
mudo meu jeito de olhar!
Vanda F. Queiroz

Eu sonho no meu viver
e vivo no meu sonhar…
Na saudade o reviver,
no presente o caminhar…
Vidal Idony Stockler

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além destas, muitas outras de diversos estados e Portugal podem ser encontrados na Revista Virtual de Trovas Trovia n. 129, setembro de 2010 em https://sites.google.com/site/pavilhaoliterario/Home

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Arquivado em Paraná em Trovas, Revista Virtual de Trovas Trovia