Arquivo da categoria: Poeta

Oscar Bertholdo (1935 – 1991)

Uma poesia voltada para a colonização italiana, para as dificuldades encontradas por quem vive da terra e para a produção do vinho, além da utilização do vinho como metáfora. Assim é a obra de Oscar Bertholdo, padre, cronista e poeta.

Oscar Bertholdo nasceu no ano de 1935, em Nova Milano, e foi assassinado durante um assalto a sua residência, em fevereiro de 1991.

Vencedor do prêmio do Instituto Estadual do Livro (IEL) de 1973 por Poemimprovisos e do I Concurso Nacional de Literatura da Caixa Econômica de Goiás, em 1974, por Lugar, Bertholdo obteve ainda dois segundos lugares em importantes concursos literários: no “II Concurso Nacional de Poesia Sobre o Vinho” e “Prêmio Master de Literatura/1986”.

Considerado a voz mais expressiva da poesia da Serra Gaúcha e um dos maiores poetas contemporâneos do Rio Grande do Sul, Bertholdo surgiu no cenário literário em 1967, participando da antologia Matrícula. Foi o primeiro livro de poesias editado no interior a ganhar espaço nas páginas dos jornais da Capital. O poeta foi um dos maiores incentivadores do movimento cultural da Serra Gaúcha. A Prefeitura de Farroupilha promove, inclusive, um concurso literário com seu nome, de contos e poesias.

Depois publicou: “As Cordas” (168), “O Guardião das Vinhas” (1970), “A Colheita Comum” (1971), “Poemimprovisos” (vencedor do prêmio do Instituto Estadual do Livro/1973), “Lugar” (vencedor do I Concurso Nacional de Literatura da Caixa Econômica de Goiás/1974), “Vinte e Quatro Poemas” (1977), “Árvore & Tempo de Assoalho” (1980), “Informes de Ofício e Outras Novidades” (1982), “Canto de Amor a Farroupilha” (1985), “C’Antigas” (1986) e “Momentos de Intimidade”. Participou de inúmeras antologias, entre elas: “Histórias de Vinho”, “Vinho dá Poesia”, “Arte & Poesia” e “Poetas Contemporâneos Brasileiros – Volume 1”, esta a primeira antologia publicada pelo Congresso Brasileiro de Poesia.

Após sua morte foram publicados: “Amadas Raízes”, “Poemas Avulsos”, “Boca Chiusa” e “Molho de Chaves”, além de poemas nas seguintes antologias: “Poeta Mostra a Tua Cara – Volume 4”, “Medida Provisória 161”, “Poesía de Brasil – Volumen 1”, “Poesía Brasileña para el Nuevo Milenio”, “Poésie Du Brésil – volume 1” e “Poesia do Brasil – volume 1”, livro que inaugurou a série de antologias oficiais do Congresso Brasileiro de Poesia.

Foi um dos maiores incentivadores do movimento cultural da Serra Gaúcha, exercendo forte influência em todos os movimentos literários surgidos entre os anos 1960 e 1990. Teve decisiva participação na criação do Congresso Brasileiro de Poesia, do qual foi uma das grandes atrações em sua primeira edição, vindo a ser assassinado poucos meses antes da realização do segundo evento.

Fontes:
Ademir A. Bacca. In http://poetasdobrasil.blogspot.com/
Antonio Hohlfeldt. Antologia da literatura rio-grandense contemporânea. Porto Alegre: L&PM, 1979. Volume 2.

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Patativa do Assaré (1909 – 2002)

As penas plúmbeas, as asas e cauda pretas da patativa, pássaro de canto enternecedor que habita as caatingas e matas do Nordeste brasileiro, batizaram poeta Antônio Gonçalves da Silva, conhecido em todo o Brasil como Patativa do Assaré, referência ao município que nasceu. Analfabeto “sem saber as letra onde mora “, como diz num de seus poemas, sua projeção em todo o Brasil se iniciou na década de 50, a partir da regravação de “Triste Partida”, toada de retirante gravada por Luiz Gonzaga.

Filho do agricultor Pedro Gonçalves da Silva e de Maria Pereira da Silva, Patativa do Assaré veio ao mundo no dia 9 de março de 1909. Criado num ambiente de roça, pequena propriedade rural de seus pais em Serra de Santana, município de Assaré, no sul do Ceará, seu pai morrera quando tinha apenas oito anos legando aos seus filhos Antônio, José, Pedro, Joaquim, e Maria o ofício da enxada, “arrastar cobra pros pés” , como se diz no sertão. Filho mais velho entre os cinco irmãos, começou a vida trabalhando na enxada.

Casou-se com D. Belinha, e foi pai de nove filhos.
A sua vocação de poeta, cantador da existência e cronista das mazelas do mundo despertou cedo, aos cinco anos já exercitava seu versejar. A mesma infância que lhe testemunhou os primeiros versos presenciaria a perda da visão direita, em decorrência de uma doença, segundo ele, chamada “mal d’olhos”.

Sua verve poética serviu vassala a denunciar injustiças sociais, propagando sempre a consciência e a perseverança do povo nordestino que sobrevive e dá sinais de bravura ao resistir ao condições climáticas e políticas desfavoráveis. A esse fato se refere a estrofe da música Cabra da Peste:

“Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrê
Não nego meu sangue, não nego meu nome.
Olho para a fome , pergunto: que há ?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará.”

Embora tivesse facilidade para fazer versos desde menino, a Patativa do município de Assaré, no Vale do Cariri, nunca quis ganhar a vida em cima do seu dom de poeta. Mesmo tendo feito shows pelo Sul do país, quando foi mostrado ao grande público por Fagner em finais da década de 70, até hoje se considera o mesmo camponês humilde e mora no mesmo torrão natal onde nasceu, no seu pedaço de terra na Serra de Santana.

Do Vale do Cariri, que compreende o Sul do Ceará e parte Oeste da Paraíba, muitas famílias migraram para outras regiões do Brasil. A própria família Gonçalves , da qual faz parte o poeta, se largou do Crato , de Assaré e circunvizinhanças para o Sul da Bahia, em busca do dinheiro fácil do cacau, nas décadas de 20 e 30.

Seus livros foram publicados ocasionalmente por pesquisadores e músicos amigos e, parceria com pequenos selos tipográficos e hoje são relíquias para os colecionadores da literatura nordestina.

Publicou Inspiração Nordestina, em 1956. Cantos de Patativa, em 1966. Em 1970, Figueiredo Filho publicou seus poemas comentados

A estréia do vate cearense em vinil se deu no ano de 1979, quando gravou o LP “Poemas e Canções”, lançado pela CBS . As gravações foram realizadas em recital no Teatro José de Alencar, em Fortaleza. Cantando para seu povo brincou poeticamente com o fato de estar sendo gravado em disco na abertura A dor Gravada:

“Gravador que está gravando
Aqui no nosso ambiente
Tu gravas a minha voz,
O meu verso e o meu repente
Mas gravador tu não gravas
A dor que meu peito sente”.

O recital fez parte de uma revisão cultural que a nova classe intelectual ligada á musica e ao cinema faz sobre o obra dos grandes poetas populares cearenses como Cego Oliveira, Ascenso Ferreira e o próprio Patativa. Artistas como Fagner , o cineasta Rosemberg Cariri e outros, se encarregaram de produzir em vídeo e película documentários com finalidade de registrar ar um pouco da cultura em seu molde mais genuíno.

Do mesmo disco é a destemida Senhor Doutor, que em pleno governo do general Ernesto Geisel falava em baixos salários numa posição de afronta em relação à situação da elite, representada pela figura do doutor. Assim vocifera o bardo do Assaré, com seu ressonante gogó:

Sinhô Dotô não se enfade
Vá guardando essa verdade
E pode crê, sou aquele operário
Que ganha um pobre salário
Que não dá para comer.”

Após a gravação do primeiro LP o recitador , fez uma série de shows com seu discípulo Fagner . Em 81 a apresentação da dupla no Festival de Verão do Guarujá ganha ampla repercussão na imprensa. Nesta mesma ocasião gravou seu segundo LP “A Terra é Naturá”, também pela CBS. Patativa sempre cantou as saudades da sua terra, embora não tenha deixado o seu Cariri no último pau-de-arara, como diz a letra. Seu lamento arrastado e monocórdico acalanta os que se retiraram e serve de ombro aos que ficam.
.
A toada-aboio “Vaca Estrela e Boi Fubá” que narra a saudade da terra natal e do gado foi o sucesso do disco em versão gravada por Fagner no LP “Raimundo Fagner”, de 1980.

Eu sou filho do Nordeste, não nego o meu naturá
Mas uma seca medonha me tangeu de lá pra cá
Lá eu tinha o meu gadinnho, num é bom nem imaginar
Minha linda Vaca Estrela e o meu belo Boi Fubá.
Quando era de tardezinha eu começava a aboiar
“.

Outro ponto alto do disco “A Terra é Naturá” que foi lançado em CD pela 97 é a poesia Antônio Conselheiro que narra a saga do messiânico desde os dias iniciais em Quixeramobim, no Ceará até o combate final no Arraial de Belo Monte, na Fazenda Canudos, em 1897. Patativa, como muitos dos cantadores, registram na memória as histórias que boiam no leito da tradição oral, contadas aqui e ali, reproduzidas pelos violeiros e pelos cordéis.

“A Terra é Naturá” foi produzido por Fagner , tendo o cineasta Rosemberg Cariri entrado como assistente de produção artística. O acompanhamento é feito por Manassés, músico especialista em violas que se revelou juntamente com o Pessoal do Ceará, e pelo violonista Nonato Luiz, violonista de mão cheia. A presença do rabequeiro Cego Oliveira, fazendo o introdutório das músicas ajuda a consolidar a reputação de indispensável ao LP.

O lirismo dos versos de Mãe Preta, poema dedicado à sua mãe de criação cuja morte é narrada em versos contundentes e simplórios ao mesmo tempo, apresenta uma densidade poética que só os que cantam com pureza d’alma atingem.

Mamãe, com muito carinho, chorando um beijo me deu
E me disse : meu filhinho, sua Mãe Preta morreu.
E outras coisa me dizendo, senti meu corpo tremendo,
Me considerei um réu. Perdi da vida o prazer,
Com vontade de morrer pra ver Mãe Preta no céu”

Depois deste disco Patativa voltou para o seu roçado na Serra de Santana, em Assaré.

De lá saia esporadicamente para alguns recitais mas é no seu pé-de-serra, que recebe a inspiração poética.

Em 9 de março de 1994 o poeta completou 85 verões e foi homenageado com o LP “Patativa do Assaré – 85 Anos de Poesia”, sendo este seu mais recente lançamento, com participação das duplas de repentistas Ivanildo Vila Nova e Geraldo Amâncio e Otacílio Batista e Oliveira de Panelas. Como narrador do progresso nos meios de comunicação expôs em Presente Disagradável suas convicções autênticas, sobre o aparelho de televisão:

“Toda vez que eu ligo ele
No chafurdo das novela
Vejo logo os papo é feio
Vejo o maior tumaré
Com a briga das mulhé
Querendo os marido alheio
Do que adianta ter fama?
Ter curso de Faculdade?
Mode apresentar programa
Com tanta imoralidade !”

Em reconhecimento a seu trabalho, que é admirado internacionalmente, foi agraciado, no Brasil, com o título de doutor “honoris causa” por universidades locais. Tem inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais. Sua memória está preservada no centro da cidade de Assaré, num sobradão do século XIX que abriga o Memorial Patativa do Assaré. Em seu livro Cante lá que eu canto cá, Patativa afirma que o sertão enfrenta a fome, a dor e a miséria, e que “para ser poeta de vera é preciso ter sofrimento“.

O poeta faleceu no dia 08/07/2002, aos 93 anos.

Discografia
Patativa do Assaré – (CBS – 79)
A Terra é naturá – (CBS – 81)
85 Anos de Poesia
(Som Zoom – 95)

Fontes:
Cláudio Carvalho Moreira e Zezão Castro. Patativa do Assaré e seus 90 verões de gorjeio poético. Disponível em http://www.facom.ufba.br/pexsites/musicanordestina/patati.htm

http://www.releituras.com/patativa_poetclassicos.asp

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Plínio de Lima (1847 – 1873)

Plínio de Lima: O Primeiro Poeta de Caetité

O poeta Plínio Augusto Xavier de Lima nasceu em Caetité, aos 17-10-1847, numa casa onde hoje está a residência episcopal, filho do Ten. Cel. Antonio Joaquim de Lima e D. Francelina de Albuquerque Lima. Estudou Direito no Recife, onde travou amizade com Castro Alves, junto a quem fundou uma associação abolicionista, sendo em vida mais popular e conhecido que o confrade. Em trajetória inversa ao colega Ruy Barbosa, migrou da Faculdade do Largo de S. Francisco, em S. Paulo, para Pernambuco, onde formou-se retornando para a terra natal onde adoece, falecendo aos 17 de abril de 1873. Parte de seus poemas, ínfima, foi recuperada por João Gumes e publicada em 1928 pela “Seção de Obras d’O Estado de São Paulo”, sob o título de “Pérolas Renascidas”.

Quase perdida, com o concurso do Sr. Sylvio Gumes Fernandes, Acadêmico Emérito da ACL, foi reeditada eletronicamente pelo Município, em 2002.

Dr. Plínio Augusto Xavier de Lima, filho legítimo do Tenente Coronel Antonio Joaquim de Lima e de D. Francelina de Albuquerque Lima, nasceu na Cidade de Caetité, no Estado da Bahia, a 17 de Outubro de 1847.

Fez curso primário na terra natal, e iniciou o secundário com o professor Theotonio Soares Barbalho que regia a cadeira pública de latim naquela cidade.

Seguindo para a Capital do Estado, continuou o estudo de preparatórios no Gymnasio Bahiano, do saudoso diretor Dr. Abílio César Borges, Barão de Macaúbas, estudos que foi terminar em S. Paulo e Pernambuco, centros de intensa cultura para o jovem Plínio que assim ilustrara o seu tirocínio colegial e acadêmico.

Em 1867, matriculou-se na Faculdade de Direito de Pernambuco onde, por seu amor ao estudo e peregrinas virtudes, conquistou, por entre a estima geral de mestres e colegas, com aprovações plenas e distintas, o grau de bacharel em ciências jurídicas e sociais, em 29 de Novembro de 1871.

As suas tendências literárias, que se manifestaram desde os bancos escolares, fizeram-no poeta sagrado pelas musas.

Espírito superior, pertenceu a uma geração acadêmica distintíssima e tornou-se, graças às fulgurações do seu belo talento, fortalecido pelo estudo, um cultor primoroso do verso.

Assegura um dos seus contemporâneos – o jovem Plínio de Lima “era uma figura original de sertanejo: de cabeleira aloirada e olhos verdes, apresentando-se sempre com requintes de elegância de um parisiense, e primando por um espírito cintilante, por vezes finamente mordaz, só saindo de seu aspecto expansivo e risonho na hora da luta, em que se transformava num valoroso guerreiro.
Uma compleição de ateniense que fazia lembrar Alcebíades
.”

Homem de ciência, poeta e escritor, gozou sempre do alto apreço que dão as prendas do estudo e da inteligência.

Nas teses cientificas e literárias que se apresentavam, nas discussões eruditas que se travaram, a sua palavra eloqüente soava sempre com prestígio singular.

Múltiplas e superiores foram as manifestações de seu estro nesse último período de sua jornada acadêmica: nos comícios escolares, nas manifestações patrióticas dessa época de guerra, nas solenidades em que se iniciava, pujante, a cruzada emancipadora, a sua voz, de uma sonoridade empolgante, era sempre ouvida com encanto.”

Espírito liberal, não foi como já vimos o jovem acadêmico estranho à causa do abolicionismo, em Pernambuco, pois, fundou, em 1867, com Castro Alves, Ruy Barbosa e João Baptista Regueira Costa, uma sociedade abolicionista que tinha a missão generosa de combater a escravidão, numa época em que era um crime não a ação, mas a simples palavra em favor da raça negra no Brasil, sendo seu presidente o glorioso Cantor dos escravos.

Estudioso, inteligente e sempre festejado pela mocidade do seu tempo, publicou Plínio de Lima, no Correio de Pernambuco, versos, sátiras e folhetins, cheios de humor, sobre fatos da vida social ou acontecimentos públicos da época, sob o pseudônimo de Lucio Luz.

Aos 19 anos de idade, prefaciando Lésbia, livro de versos do poeta baiano Antonio Alves de Carvalhal, foi Plínio de Lima, “definitivamente consagrado um dos primeiros literatos em uma legião de 500 acadêmicos“.

Quando, em 1871, os doutorandos ofereceram ao Dr. Aprígio Justiniano da Silva Guimarães o seu retrato, foi Plínio aclamado o seu intérprete, missão que desempenhou em um discurso de peregrina eloqüência, publicado na imprensa pernambucana com elogiosas referências.

Não cabe, nos estreitos limites destas linhas singelas, de homenagem à sua memória, o estudo de sua obra literária, na qual figuram versos primorosos suficientes para lhe dar reputação de poeta.

O verso lírico foi a constante preocupação do poeta, cuja morte prematura tanto deploram as letras pátrias.

Faleceu o Dr. Plínio Lima na Cidade de Caetité, a 17 de Abril de 1873, contando apenas 26 anos de idade.

O seu enterro, escreve um contemporâneo, foi uma apoteose porque o Dr. Plínio era muito querido, por seu trato cativante, talento de escol e pelo muito que trabalhara pelo progresso de sua terra natal, a começar pela construção de um bom teatro, para o qual deixou o dinheiro que adquirira em subscrição.

Deixou muitas produções inéditas, entretanto não deixou livro publicado.

Entre suas poesias uma logrou grande popularidade, graças ao sentimento artístico de Xisto Bahia, que a pôs em música. Era a modinha preferida da mocidade e fez época na capital da Bahia.

Com o seu título – Ainda e sempre – é a seguinte:

Quis debalde varrer-te da memória
E o teu nome arrancar do coração!
Amo-te sempre! Que martírio infindo!
Tem a força da morte esta paixão!…

Eu sentia-me atado aos teus prestígios
Por grilhões poderosos e fatais;
Nem me vias sequer, – te amava ainda!…
Motejavas de mim, – te amava mais!…

Tu me vias sorrir. Os prantos d’alma
Só confiam-se a Deus e à solidão!…
Tu me vias passar calmo e tranqüilo,
Tinha a morte a gelar-me o coração!…

Quantas vezes lutei co’o sentimento!
Quantas vezes corei da minha dor!…
Quis até odiar-te… amava sempre
Sempre e sempre a esmagar-me o meu amor!

Em diversos cadernos, deixou o Dr. Plínio de Lima, colecionadas as suas poesias, ainda em grande parte inéditas, em poder de pessoas de sua família, mas devido à bela iniciativa do Dr. Affonso Fraga, ilustre filho de Caetité e conceituado advogado na capital de S. Paulo, foram elas, em parte, editadas à sua custa, no bonito livro, ora publicado que é o justo valor dos méritos do genial poeta Plínio de Lima.

Colaborou nesse generoso empenho, a pedido do Dr. Affonso Fraga, o ilustre professor João Gumes, distinto homem de letras e conhecido jornalista que se desempenhou com louvores da sua honrosa incumbência. O livro em apreço, impresso em papel superior, com capa alegórica, nas oficinas do Estado de S. Paulo, em 1928, recebeu, em falta de um nome dado pelo poeta, o título expressivo Pérolas Renascidas.

Da edição feita, apenas reservou o editor alguns exemplares que distribuiu pela imprensa e escritores de renome, remetendo para a cidade de Caetité os restantes para serem oferecidos, em partes iguais, à Caixa Escolar e à Sociedade das Senhoras de Caridade.

É mais um duplo e valioso serviço prestado pelo benemérito caetiteense à assistência social e às letras pátrias, fazendo ressurgir do olvido a que foi relegado, o nome do laureado poeta, para torná-lo redivivo no Panteão da nossa literatura.

Para julgar a importância da justa homenagem, prestada à memória de um poeta que muito honrou as letras e especialmente a terra do seu nascimento, transcrevemos abaixo o judicioso artigo do Diário Popular, de S. Paulo:

… Plínio de Lima, cujos trabalhos só agora saem a lume devido ao entusiasmo generoso de um admirador póstumo, faz parte daquela plêiade de talentosos rapazes que de 67 a 75 fizeram as delícias da mocidade baiana e pernambucana, irmanada sob as torres de Recife.

Condoreiros ricos de hipérboles, fascinantes de tropos, enchiam, com os seus lundus, com a poesia popular, as ruas de Olinda, as Academias de Recife.

Plínio de Lima, como Castro Alves, fizeram a alegria das raparigas do norte, depois de deixarem um sulco nostálgico na sua terra natal, a Bahia.

Num e noutros, sente-se não a influência da época, a influência do meio, o prestígio de Tobias Barreto que arrebatava as multidões.

Mais feliz, Castro Alves teve como cenário o palco do Santa Isabel com toda a munificência perdulária da cultura e inteligência baiana, de então.

Mais modesto, Plínio de Lima não alcançou o apanágio da glória e nem os prestígios sobre o coração feminino, quanto Castro Alves.

Ambos perlustraram o mesmo caminho: as Faculdades de Recife e de S. Paulo.

Ambos amaram, um em segredo, outro retumbantemente, pelos camarins das estrelas da época.

Mas, nenhum deles morreu de todo.

De Castro Alves a apoteose foi rápida: fê-la Ruy Barbosa, numa festa decenária na capital da Bahia; a apoteose de Plínio de Lima vem de a fazer o Snr. Affonso Fraga.

O entusiasmo do seu patrono é sincero e ainda vem a tempo.

A sua melhor recomendação fizeram-na o fulgor do seu talento, a beleza e o encanto dos seus versos, a delicadeza extrema com que canta os sonhos de moço e traduz os sentimentos dominantes na mocidade da sua época, em suma, tudo quanto a sua imaginação e organização poética produziram de belo e sensível em linguagem rítmica.

Affonso Fraga, que lhe patrocina a entrada nos umbrais gloriosos da popularidade, salvou do olvido um dos 5 cadernos legados pelo poeta, 4 dos quais soçobraram no oceano do tempo.

Daí denominar os preciosos remanescentes – Pérolas Renascidas.

E fê-lo com a sinceridade elegante de quem sabe afirmar:
No que toca à dedução da harmonia, à propriedade das imagens, à precisão das figuras, à exação da rima, à justa observância dos preceitos da arte poética, enfim, ao merecimento intrínseco dos versos, nada diremos: somos profanos na matéria.”

É uma afirmação errônea, porque, emocionado pelo talento de Plínio de Lima, fez-se não só seu divulgador, através do tempo, mas crítico sincero.

Esse pequeno volume que, por sua iniciativa, saiu das oficinas do Estado de S. Paulo, é a consagração do vate baiano.

Poderá a rima antiquada e o lirismo de antanho desagradar aos iconoclastas de hoje, mas a beleza de expressão talhada nos mármores de Paros, com a beleza também helênica da forma, ainda não foram vencidas, mesmo pela violência dos gênios da grandiosidade de um Miguel Ângelo.

Eis uma amostra magnífica:

Eu choro ao recordar estes instantes
de suprema ventura que me davas
Carinhosa e divina…
Eu contava-te a história de meus sonhos,
Tu me contavas – inocente e alegre –
Teus sonhos de Menina
.

Mas a glória é falaz.

Para Castro Alves foi bondosa e rápida; para Plínio de Lima, tardia, posto que igualmente bondosa.

Sua obra não se perdeu de todo; houve um pescador de pérolas que a soube salvar.

Fontes:
Plínio de Lima por Pedro Celestino da Silva (in Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – n.58 “Notícias Históricas e Geográficas do Município de Caetité – IGHB, Salvador, 1932)
http://br.geocities.com/acadcaetiteenseletras/index2.html

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Paulo Tortello (1952 – 2000)

Nascido em Sorocaba, no dia 02 de julho de 1952, Paulo Fernando Nóbrega Tortello ou simplesmente Paulo Tortello, era o primeiro dos cinco filhos do também professor João Tortello e de Maria Helena Nóbrega Tortello, sempre teve a língua portuguesa como uma paixão.

Consultando alguns arquivos como o livro “Nossa Arte à Meia Luz” (1996) de Werinton Kermes, temos os seguintes dados:

Paulo Tortello: Poeta, apaixonado pela língua portuguesa. Formado em Letras e em Ciências Sociais, foi professor desde 1979, tendo lecionado e organizado cursos de Português e Redação em varias escolas e instituições da cidade, região e capital. Membro-fundador da Academia Sorocabana de Letras e membro do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba.

Um dos fundadores da Academia Sorocabana de Letras (ASL), da qual era sócio emérito, Tortello, comenta o presidente da entidade Geraldo Bonadio, “transitava com desenvoltura por todos os estilos literários“.

– Traduziu o livro “Esquemas para a Interpretação da Realidade”, de Gregório Uriarte, 1986, livro que é autor da quarta parte (sobre o Brasil).

– Primeiro lugar na Bienal do Livro de 1984, com a monografia sobre o tema ”O Livro na Sociedade Competitiva”. Prêmio Alceu Amororso Lima, da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo.

– Monitor de Língua Portuguesa da SEC. Coordenador do Projeto “Poesia em Debate”, da Biblioteca Municipal de Sorocaba. Primeiro lugar no concurso literário da UNISO/93, entre outros.

– Tortello foi cronista do jornal Diário de Sorocaba. Dedicou-se ao ensino da língua portuguesa e apresentou na rádio Jovem Pan o quadro “A língua ao pé da letra”, em que respondia dúvidas dos ouvintes a respeito do tema. No Cruzeiro do Sul escrevia a coluna semanal “Língua Portuguesa”, aos domingos, no caderno Mais Cruzeiro.

– Tortello foi sociólogo, fato citado pelo amigo José Carlos de Campos Sobrinho, na homenagem póstuma feita em outubro/2000 no SENAC – Sorocaba:

… aconteceu um episódio curioso do qual eu participei. Um dia, ele me telefona à tarde – é o seguinte, vem comigo que hoje à noite nós vamos ter de receber uma pessoa que está chegando do Chile, um intelectual, um político que está querendo começar a fazer política após o período de exílio. Era na época do governo Figueiredo. E falei – vai, que beleza, quem era? Uma pessoa que você deve conhecer – o Professor Fernando Henrique Cardoso.

E a noite, eu e o Paulo recebemos o Professor, isto em 1977, logo em seguida foi candidato a Deputado, Senador, Governador e depois Presidente da República. Foi muito curioso”.

Paulo Tortello era marxista, não apenas no aspecto filosófico, era comunista e também cidadão dos mais revolucionários, isto nos anos 70.

Entrevistado por Marcelo Boraczynski, em junho de 2000, Tortello definiu o “Poesia em Debate” da seguinte forma:

…ele (Poesia em Debate) foi elaborado tendo em vista a reunião de quatro ou seis pessoas, no máximo, para fazermos uma orientação aos que pretendiam mostrar seus poemas ao público. Mas, hoje é um projeto que visa atingir o maior número de pessoas, indiferenciadamente, da comunidade e mesmo cidades próximas a Sorocaba.”

Questionado sobre o público do Poesia em Debate : ” São poetas profissionais ou amadores?” e Tortello respondeu: “ O Poesia em Debate visa atingir os poetas que podemos dizer amadores. São iniciantes em sua grande maioria, embora o projeto reúna também alguns escritores que já vem desenvolvendo seu trabalho há algum tempo.

Questionado sobre a Lingua Portuguesa, Tortello diz: “fechar os olhos à contribuição lingüística é querer negar as evidências históricas de qualquer idioma; já, por outro lado, expor a Língua à descaracterização indiscriminada é abrir-se imprudentemente à mais abjeta das dominações – que é a da cultura (porque é completa). Erram por isso os que pretendem impor decretos e regulamentos à expressão livre que mora na boca dos falantes de uma língua. Erram e em vão laboram. A língua vive da fala. Erram, não menos, os que pretendem ver nos esforços de preservação de nossa identidade cultural – consubstanciada, “in totum”, em nosso idioma – o ranço do xenofobismo e até a excrescência da censura. Não ser xenófobo não implica ser xenófilo, vale dizer: não é por não ter horror à contribuição estrangeira que devo prostar-me perante o modo de falar dos poderosos, mais ainda se se trata de poderosos estrangeiros. Nem é censurar traduzir à linguagem que usamos falar palavras e expressões que nos venham de fora – de modo a adaptá-las às tradições de nossa história e ao desenvolvimento de nossa cultura. Creio ser obrigação dos brasileiros. Creio ser obrigação dos brasileiros – mais- um direito! O expressar-mo-nos em Português“.

Sua morte representa a perda de um dos maiores estudiosos locais de questões relativas à língua portuguesa“, destacou Bonadio. Tortello trabalhou durante anos como redator de “O São Paulo”, órgão informativo oficial da arquidiocese de São Paulo. Na época, cursava Ciências Sociais e se reportava diretamente ao cardeal Dom Paulo Evaristo Arns.

No começo da década de 90, o escritor ainda organizou dois volumes da coleção “O Pensamento Vivo de..”, editado pela Martin Claret. Produziu os textos introdutórios com dados biográficos, cronológicos e a interpretação das obras de Marx e Lenin.

Após a morte de Paulo Tortello, foram feitas duas homenagens póstumas, sendo a primeira no SENAC e a segunda na UNISO. No funeral, D. Maria Nóbrega pede ao Marcelo: ”Não deixe o projeto do meu filho morrer”. No que Marcelo responde: ”Enquanto eu estiver vivo e morando em Sorocaba, não deixarei o Poesia em Debate morrer”. Promessa feita em 24 de setembro de 2000…Cumprida até hoje!

Fato que resultou na fundação do Instituto Literário Paulo Tortello – Poesia em Debate, em 05 de maio de 2005.

Fontes:
http://www.sorocult.com/
http://www.partes.com.br/
http://www.educlique.com.br/

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Pedro Valdoy (1937)

Francisco Pedro Curado Neves nasceu em Estremoz a 25 de Março de 1937.
– Fez o ensino secundário em Lisboa e o curso de Máquinas Marítimas na Escola Náutica Infante Dom Henrique, considerado superior.
– De 1955 a 1958 esteve em Lourenço Marques a trabalhar na Repartição de Finanças e como jornalista com o pseudónimo de Pedro Valdoy. Nunca concorreu a prêmios literários por ser contra os seus princípios.
– Em Agosto de 1958 regressou a Lisboa, onde permanece até agora.
– Durante seis anos navegou em navios Paquetes como Oficial Engenheiro de Máquinas, em especial pelo continente africano.
– Devido ao casamento, pôs as viagens de lado.
– Desde os oito anos que adora escrever. Quando estudante, fundou o jornal de Parede O GAVIÃO .
– No fim da década de 50 foi jornalista em Lourenço Marques.
– Conviveu com Reinaldo Ferreira, filho do repórter X, Moura Coutinho e José Craveirinha, então diretor do BRADO AFRICANO.
– Tem poemas publicados em vários jornais de Moçambique, Ilha da Madeira e Portugal Metropolitano.
– Participou nos Encontros de Poesia realizados em Vila Viçosa, em 1988. Colaborou em diversas antologias de poesia.
– Em 1990 publica o livro de poemas, POEMAS DO ACASO. Em 1991 edita mais um de poesia, HÁ CANDEIAS NO FIRMAMENTO. Em 2001 NO SILÊNCIO DE UMA PALAVRA.
– Tem mais três livros virtuais editados pela AVBL (Academia Virtual Brasileira de Letras) – http://www.avbl.com.br/
– Presta colaboração nos jornais POETAS & TROVADORES e ARTES & ARTES.
– Foi Secretário da Direção da Associação Portuguesa de Poetas, durante dois mandatos.
– Pertence à Tertúlia Rio de Prata
– Esteve na direção do Cenáculo Literário e Cultural Marquesa de Valverde.
– Foi Diretor do jornal Literário HORIZONTE.
– Profissionalmente é engenheiro.

Fonte:
http://www.joaquimevonio.com/espaco/pedro_valdoy/pedrovaldoy.htm

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Douglas Rafael Ferreira (Poesia: Espantos na Ribeira)

Poeta de Itu venceu concurso CERES de poesia

O poeta Douglas Rafael Ferreira, de 19 anos, foi o vencedor do 2º Concurso Ceres de Literatura, que neste ano contemplou o gênero poesia. A premiação foi feita pela Casa do Escritor da Região de Sorocaba (CERES) na sexta-feira, dia 24 de novembro, no Salão Vermelho da Universidade de Sorocaba. Setenta e sete poemas de 47 participantes concorreram ao prêmio.

Douglas nasceu em Mairinque, mas vive em Itu há 12 anos. Ele concluiu o curso Médio e atualmente cumpre o serviço militar. Escreve somente há três anos, mas é apaixonado pela cultura regional: canta no Coral Vozes de Itu e tem interesse nos estudos de lendas, crendices e costumes do interior paulista. Seu sonho é cursar Letras e História em nível superior. O poema “Espantos na Ribeira”, com o qual venceu o concurso, é uma demonstração de seu gosto por essa temática.

Douglas recebeu como prêmio o troféu ouro, confeccionado pela artista plástica Ana Duarte, doze meses de gratuidade como associado da CERES, livros e um diploma de reconhecimento por seus méritos.

O troféu prata foi conquistado pela poetisa Tânia Maria Orsi, de Sorocaba, com o trabalho “Paredes de Loucura”, e o bronze, pela escritora Aparecida Mariano de Barros, de Jundiaí, com o poema “Milho Ralado”.

“Espantos na Ribeira”

Numa perna só,
sacizavam toscamente
espantalhos na ribeira,
lá dos cantos d’onde nunca fui;
e quedavam assim nessa dança
à luz de pirilampos
e ao som de cricrizadas
de amantes grilos histéricos.
Mornos ventos
anuviavam o céu
de estrelas carentes,
que atiravam lágrimas contra a terra.
A ribeira virava prainha
e o espantalho pingado
avassourava-se inútil,
varrendo granizo que passarizou-se;
e bicava bambus,
onde a mata flautificava-se
pra tocar toda lenda
lá das terras desconhecidas,
onde o mundo se espantou;
e o homem se espantalhou.

Fonte: Publicado na Segunda-feira, 27 de novembro de 2006 em http://www.itu.com.br/noticias/

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Gaitano Laertes Pereira Antonaccio

Fundador da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas
Cadeira No. 1
Advogado tributarista, contabilista, empresário de turismo, escritor, poeta, articulista e conferencista, Gaitano Antonaccio (G. Laertes Pereira A.) é amazonense de Manaus, nascido a 28 de janeiro de 1940. Filho de Francisco Antonaccio e Neuza Pereira Antonaccio, é casado com a professora Maria do Carmo Azevedo Antonaccio, o casal possui os seguintes filhos: Laerte, Cacilda e Cynthia. iniciou os estudos primários no Colégio Nossa Senhora do Rosário, tendo como primeira professora, sua mãe que o ensinou as primeiras letras, ler, escrever e as quatro operações de aritmética.

Aprovado no exame de admissão para o Colégio Brasileiro estudou o curso ginasial e diplomou-se em 1958, na categoria de Técnico em Contabilidade. Cursou ainda humanidades no Colégio Estadual do Amazonas (antigo Ginásio Amazonense Pedro II) e, em seguida, formou-se em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade do Amazonas, cujo diploma recebeu na noite de 11 de dezembro de 1965.

Com vários cursos de especialização em Contabilidade, Direito e Turismo, Gaitano Antonaccio, apesar de escrever desde muito cedo, tendo começado a fazer poesia com apenas 8 anos de idade, somente em 1982, com a idade de 42 anos, lançou o seu primeiro livro de poesias, passando a editar outros como:
1) Sentimento Sentido (poesia), 1989;

2) Estafa de Amor (poesia), 1991;
3) Denúncias Contra o Amor Reprimido (poesia), 1993;
4) Como Agir Sem Ferir Ética e Prerrogativas, (críticas), 1993;
5) Anedotário de Viagens (anedotas), 1993;
6) Inconsciência do Amor, poesia, 1994;
7) Anedotário de Viagens II (anedotas), 1995;
8) Zona Franca – Um romance polêmico entre Amazonas e São Paulo (História do Amazonas),1995;
9) Anedotário de Viagens III (anedotas), 1996;
10) O Amor Na Busca da Felicidade (poesia), 1996;
11) A Colônia Árabe no Amazonas (História do Amazonas)1996;
12) O Sabor do Amor (poesia) 1997;
13) Para Ler e Guardar (crônicas) 1997;
14) A Decadência das Forças Morais (crônicas) 1997;
15) Coletânea de Anedotário de Viagens, 1997;
16) Entidades e Monumentos do Amazonas (História do Amazonas) 1997;
17) Só Amor (poesia) 1998 ;
18) Turismo, Análise, Críticas e Sugestões (críticas) 1998;
19) Crônicas Anacrônicas (crônicas) 1998;
20) Amor-Do Sacro ao Profano (poesia) 1999;
21) Gibran Kahlil Gibran- O Apóstolo Revolucionário (ensaio) 1999;
22) A Política Os Políticos e o Povo (ensaio) 1999;
23) A Insurreição do Amor (poesia) 1999;
24) O Amor de Cristo e o Amor dos Homens ,(poesia) 1999;
25) Gaitano Antonaccio – Uma Autobiografia (ensaio) 1999;
26) 65 Anos de Rotary Internacional, (história)1999, em parceria com Juarez Klinger do Areal Souto;
27) Duas Águias no Paraíso Amazônico: Mário Ypiranga Monteiro & Samuel Isaac Benchimol (ensaio) 2000;
28) O Amor Sob Todas As Formas (poesia), 2001;
29) A Contabilidade no Desenvolvimento das Empresas (ciências contábeis) 2000;
30) A Força do Amor (poesia), 2001;
31) Poesias Para Reler (poesia), 2001;
32) Newton Sabbá Guimarães, A Polimorfia de um Humanista (ensaio) 2001;
33) João Crhysostomo de Oliveira & João Nogueira da Mata – Duas Culturas, Dois Exemplos (ensaio),2002;
34) Lampejos da Mente (crônicas), 2002;
35) O Poder do Amor (poesia), 2002;
36) Amazonas – A outra parte da História (História do Amazonas), 2001;
37) A Redivisão do Estado do Amazonas (monografia), 2001;
38) A Ficção e a Realidade (poesia),2003;
39) Aspectos Históricos do Amazonas em Sonetos Invertidos (poesia), 2003;
40) Ideal Clube – De 1903 a 2003 – Cem anos de aristocratismo (História do Amazonas), 2003; 41) Poemas e Quadras Imperfeitas (poesias), 2003;
42).Águias da Literatura Brasileira (ensaio), 2003;
43) Pensamentos Filosóficos de Gaitano Antonaccio (pensamentos), 2003;

Membro titular da Academia Brasileira de Ciências Contábeis,

sócio correspondente Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro,
titular da Academia de Letras do Irajá, na cidade do Rio de Janeiro,
correspondente da Arcádia Brasílica de Letras e Ciências Estéticas do Rio de Janeiro,
sócio do Clube Literário de Brasília,
sócio da Writeres and Association Fraternlity (U.S.A.),
sócio do Instituto de Antropologia da Amazônia,
fundador da Academia de História do Amazonas,
fundador e primeiro presidente da Associação dos Escritores do Amazonas,
fundador da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas – ALCEAR.
É detentor de inúmeras honrarias:
Medalha Juscelino Kubitscheck,
Medalha Zumbi dos Palmares, em Brasília – DF,
Honra ao Mérito do Clube Literário de Brasília,
Menção Honrosa da Revista Brasília como ganhador do concurso nacional de poesias, em 1992 com o livro Estafa de Amor;
Medalha de Ouro Rodolfo Vale, da Prefeitura Municipal de Manaus,
Láurea Olavo Bilac, da Sociedade Cultural e Condecorativa do Brasil, Rio de Janeiro,
Honra ao Mérito da Academia Del Fiorino, de Firenze, Itália,
Doctor Honoris Causa, da Universidade Samuel Benjamim Thomas, Londres, Inglaterra,
Diploma da Ordem e do Mérito de Educação e Integração, SP;
Mérito Municipalista, SP;
Medalha João Ramalho, SP;
Duas menções honrosas da Prefeitura Municipal de Manaus;
Honra ao Mérito do Rotary Internacional, Belém-PA.;
Honra ao Mérito do Conselho Federal de Contabilidade;
Honra ao Mérito da Prefeitura do Rio de Janeiro;
Honra ao Mérito da Associação Comercial do Amazonas;
Ordem do Mérito da Imprensa Oficial, SP;
Colar do Mérito José de Anchieta, Brasília, DF;
Menção Honrosa do Centro Cultural São Borja, RS;

É Diretor da Associação Comercial do Amazonas,

membro vogal da Junta Comercial do Amazonas,
foi presidente do Conselho Curador da Fundação TV Cultura do Amazonas,
membro do Conselho de Contribuintes do Município (suplente),
membro do Conselho Federal de Contabilidade,
membro do Comitê Estadual de Turismo,
Membro do Instituto Brasileiro de Direito Tributário do Conselho de Turismo da Amazonastur, representando a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas como titular e suplente da Associação Comercial.

Fonte:
http://portalamazonia.globo.com/alcear/alcear.htm

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