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Ademar Macedo (Carnaval em Versos)


T R O V A S

Aquele amor sem fronteira
no carnaval de nós dois,
morreu nesta quarta-feira
pra virar cinzas… depois!
–ADEMAR MACEDO/RN–

Nesta paixão sem igual,
de alegria verdadeira,
nossa vida é um Carnaval
sem direito à quarta-feira!
–ARLINDO TADEU HAGEN/MG–

As cinzas da quarta-feira
são prantos de Carnaval…
Quanta menina faceira
trocou o “bem” pelo “mal”…
–HERMOCLYDES S. FRANCO/RJ–

Vi cinzas, na quarta-feira
retratando a decepção
de uma folia passageira
de um carnaval de ilusão.
–MIFORI/SP–

Meio-dia…quarta feira,
com os meus passos ranzinzas,
no trabalho, que canseira…
estou coberto de cinzas…
–NILTON MANOEL/SP–

Pôs-se fim na pagodeira,
resta a cinza, em despedida,
que o vento da Quarta feira
vai levando na avenida!
–PEDRO WILSON ROCHA/CE–

P O E S I A S :

Neste carnaval, espero,
Que brinque com sensatez
E abraçar todos vocês
Na quarta, é o que mais quero
Eis meu pedido sincero
Que faço e não volto atrás
Gosto de você demais
Se for dirigir, não beba
De Deus a graça receba
Tenha um carnaval de paz!
–FRANCISCO JOSÉ PESSOA/CE–

Na quarta-feira de cinzas
logo bem cedo do dia,
faço de rimas e versos
toda minha fantasia;
me visto de inspiração
pra ser mais um folião
no bloco da poesia!
–ADEMAR MACEDO/RN–

S O N E T O S

Palhaço
–SERGIO SEVERO/RN–

A maquilagem, aos poucos, perde o viço
O narigão vermelho se desprega
As “Troças” inda insistem na “refrega”,
Mas os Maracatus, deram sumiço.

Num ombro um suspensório jaz, puído
no outro, já caiu, de desfiado
O frouxo pantalão, qual um vestido
velho, põe à mostra o aramado.

Já arrefece o som do tamborim,
Os lábios já perderam o seu carmim,
as pernas não suportam o mesmo passo…

Com o Carnaval morrendo na Ribeira,
junto com a chuva, desta quarta-feira,
chora, o meu tristíssimo Palhaço.

Quarta-Feira de Cinzas
–J. G. DE ARAÚJO JORGE/AC–

Toda a terra está envolta nas neblinas
e a friagem se difunde pelo espaço…
– longe se ouve, em cadência, passo a passo
o caminhar dos boêmios nas esquinas…

Pela sombra – as estrelas pequeninas
com sono, tem o olhar nevoento e baço…
No silêncio da noite ouço o compasso
do sereno a pingar das serpentinas…

Algum bando tardio passa adiante
– e deixa pela noite uma batida
de samba em agonia – estrebuchante…

Quarta-feira de cinzas já amanhece,
– mais outro carnaval em minha vida,
vida que há muito um carnaval parece!…

Fonte:
Textos enviados pelo Autor

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Ademar Macedo (Carnaval em Trova e Soneto e Uma Setilha)

De sábado a terça-feira
cai na folia o país…
Diverte-se a pátria inteira,
sem medo de ser feliz!
–A. A. DE ASSIS/PR–

Quando encontrei desbotado
seu retrato de arlequim
no carnaval do passado,
senti saudade de mim!
–ALFREDO DE CASTRO/MG–

Ah! Esse amor eu queria…
Mas o destino, afinal,
pôs fim em nossa folia,
logo em pleno carnaval!
–CLENIR NEVES RIBEIRO/RJ–

Na loucura de três dias,
vai-se tentando afogar
as frustrações, nostalgias
que a vida deixa ficar…
–CONCEIÇÃO A. C. DE ASSIS/MG–

Nos quatro dias de momo
ante tanta bebedeira,
eu estarei, não sei como,
quando chegar quarta-feira!
–FRANCISCO JOSÉ PESSOA/CE–

Foliões encantadores,
fantasias colossais…
um mesclado de mil cores,
só nos nossos carnavais!
–GLÓRIA MARSON/SP–

Nos três dias de folia,
aquela atração fatal,
não passou da fantasia
de um amor de carnaval!
–GUILHERME MACHADO/RJ–

Os poetas foliões
vestiram as fantasias,
desfilaram nos cordões
declamando poesias.
–HELOISA CRESPO/RJ–

No carnaval da paixão
no quesito “nosso amor”
a nota da comissão
foi um “dez” e com louvor!
–LARISSA LORETTI/RJ–

Sem amor e sem carinho
no carnaval da ilusão,
vou pular frevo sozinho
no bloco da solidão.
–LUIZ GONZAGA ARRUDA/CE–

Na passarela dos sonhos,
num desfile de magia,
passam pierrôs tristonhos,
num carnaval sem folia…
–MARIA CARRIÇO/RN–

Carnaval!… Grande folia.
Vou mostrar o meu segredo,
vou rasgar a fantasia,
cantando meu samba-enredo.
–MIFORI/SP–

Carnaval exige estudo
para quem busca namoro:
escolha bem, pois nem tudo
que está reluzindo é ouro!!!
–MILTON SOUZA/RS–

Nos carnavais desta vida
muitos desfilam, risonhos,
uma versão colorida
dos seus malogrados sonhos.
–ZENAIDE MARÇAL/CE–

UMA SETILHA DE ADEMAR

Hoje eu faço do “repente”
minha grande alegoria;
nos versos de uma setilha
ponho a minha fantasia
para a festa ser completa;
pois carnaval de poeta
não pode faltar poesia.
–ADEMAR MACEDO/RN–

SONETOS:

Uma Vez Sambista… Sempre Sambista
DE: DARLY O. BARROS/SP
PARA: CARMEN OTTAIANO/SP

Se o sangue ferve e a pele se arrepia,
ao som da Escola, em novo samba-enredo,
sem mais rodeios, veste a fantasia
e a máscara, que é bom guardar segredo!

Esquece os males, entra na folia
que é tempo de alegria e de folguedo,
só não te atrases, nossa bateria
vai esquentar seus tamborins mais cedo!

Quero te ver de novo na Avenida,
suada, sorridente, enrouquecida,
rememorando antigos carnavais

e então, findo o desfile, em plena rua,
te ver sambando, ainda, à luz da lua,
com alma leve e um ar de quero mais!…

Poema da Apoteose
–ELISABETH SOUZA CRUZ/RJ–

Tem gente que se diz carnavalesca
pensando no vestir da fantasia…
Há gente com ideia gigantesca
de mascarar a dor numa folia…

Outras existem, de ilusão dantesca,
às margens de uma suposta euforia,
não indo além da gula romanesca
de saciar o sonho por um dia…

O Carnaval, não mais de antigamente,
anda mesclado de prazer urgente,
com gente que não tira os pés do chão!

Mas Carnaval não tem dia nem mês…
é aquele em que se perde a sensatez
na apoteose de uma inspiração!

Perdi Meu Carnaval
–AMILTON MACIEL MONTEIRO/SP–

Brinquei nos carnavais lindos de outrora,
Um tempo bom e muito diferente
De tudo o que se escuta e vê agora
No modo de folgar de tanta gente.

As graciosas marchas, feito a “Aurora”
E a “Jardineira”, mais que de repente
Sumiram da folia, foram embora,
Expulsas num barulho “ensurdecente”…

O romantismo todo que existia
No jogo de confete e serpentina,
Em busca do romance tão sonhado,

Suponho até que entrou em agonia…
Agora é a adrenalina o que domina…
Pra que xodó?… Tá tudo liberado!

Fonte:
Textos enviados pelo Autor

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Ademar Macedo (Carnaval em Trovas)


De sábado a terça-feira
cai na folia o país…
Diverte-se a pátria inteira,
sem medo de ser feliz!
–A. A. de Assis/PR–

O Carnaval irradia
prazeres aos foliões,
mas o melhor da folia
está em nossos corações!
–Ademar Macedo/RN–

Quando encontrei desbotado
meu retrato de arlequim
no carnaval do passado,
senti saudades de mim !
–Alfredo de Castro/MG–

Nesta paixão sem igual,
de alegria verdadeira,
nossa vida é um Carnaval
sem direito à quarta-feira!
–Arlindo Tadeu Hagen/MG–

Veste o manto, ajeita a pluma,
põe a faixa de Rainha,
passa batom, se perfuma
e faz Carnaval… sozinha…
–Darly O. Barros/SP–

Nas Noites de Carnaval,
tudo é delírio, alegria,
pois o folião, afinal,
se enfarta de fantasia!
–Delcy Canalles/RS–

No desfile à fantasia,
de um carnaval de ilusão,
a saudade é a alegoria
que enfeita meu coração!
–Elisabeth Souza Cruz/RJ–

O morro grita o seu nome
num frenesi sem igual
e vai sambando com fome
a deusa do carnaval!
–Fernando Câncio/CE–

Nos desfiles dessa vida
com humildade me toco:
Quanto mais larga a avenida
mais estreito fica o bloco.
–Francisco José Pessoa/CE–

Esqueça a dor por um dia,
mostre que você é bamba.
Vista o “abadá” da poesia,
leve a trova para o samba!
–Francisco Macedo/RN–

É carnaval… e em meu peito
qual um sagaz folião,
brinca o meu sonho desfeito
nas alas da solidão…
–Giselda Medeiros/CE–

Madrinha da bateria
de uma “escola” do Encantado
fez a sua fantasia
com um confete dourado!…
–Hermoclydes S. Franco/RJ–

No meu Carnaval de sonho,
desfila dentro de mim,
aquele guri risonho
fantasiado de Arlequim …
–Ivone Prado/MG–

Fui tudo para esse amor
belo, puro, cruel, devasso…
Fui pirata, fui pierrot,
fui arlequim, fui palhaço…
–J. G. de Araújo Jorge/AC–

Carnaval – Festa do povo,
dos prazeres, da folia…
Foliões buscam de novo
reviver sua alforria!…
–Joamir Medeiros/RN–

O carnaval bem merece
o prêmio Nobel da paz,
pois nele a gente se esquece
das crises que o mundo traz.
–Jorge Murad/RJ–

Com dois itens a menina
compôs sua fantasia:
um fio de serpentina
e uma ponta de ousadia!
–José Ouverney/SP–

Sambando ao som do “Abre-alas”,
pisou agruras da vida
na pretensão de apagá-las
e não se dar por vencida.
–Lóla Prata/SP–

Neste carnaval sem fim
do mundo que Deus nos deu,
fantasiei-me de mim
e ninguém me conheceu…
–Maria Helena/PORTUGAL–

Não condene o mascarado
por esconder seu desgosto,
que as marcas de um fracassado
são evidentes no rosto.
–Maria Nascimento/RJ–

Nos carnavais do passado,
dos arlequins, dos palhaços,
fui pierrô apaixonado,
que terminava em teus braços.
–Neoly Vargas/RS–

Fiz da vida um Carnaval,
mas terminei num impasse:
– A máscara do irreal
grudou-se na minha face!
–Renato Alves/RJ–

Brasil, samba e carnaval
e os foliões tomam conta,
da festa descomunal,
quando a “escola”, enfim, desponta!!!
–Vânia Souza Ennes/PR

Fonte:
Trovas enviadas pelo autor

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Carnaval em Versos (Organização de Heloísa Crespo) Parte Final

Organização: Heloisa Crespo
Campos dos Goytacazes/RJ.
heloisacrespo@gmail.com
=====

Heloisa Crespo

Os poetas foliões
vestiram as fantasias,
desfilaram nos cordões
declamando poesias.
================

Pessoa
CARNAVAL DÉCIMA

Neste carnaval, espero,
Que brinque com sensatez
E abraçar todos vocês
Na quarta, é o que mais quero
Eis meu pedido sincero
Que faço e não volto atrás
Gosto de você demais
Se for dirigir, não beba
De Deus a graça receba
Tenha um carnaval de paz.

Fonte:
Heloísa Crespo

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Carnaval em Versos (Organização de Heloísa Crespo) Parte III

Organização: Heloisa Crespo
Campos dos Goytacazes/RJ.
heloisacrespo@gmail.com
======

Sonia Vasconcelos

A vida, palco ilusório,
cada qual se faz artista…
E Momo em seu repertório,
agrada a perder de vista.

Carnaval: corso, confete,
serpentinas no ar, no chão…
Colombinas bem coquetes,
Arlequins em profusão!
==============
José Lucas de Barros

No desfile da avenida
já perdi a fantasia,
mas no carnaval da vida
sou folião da poesia.

Maria Virgínia Claudino

Nesses dias de folia
Todos podem se alegrar:
Quem brinca, quem fantasia,
Quem fica pra descansar…

Cidinha Frigeri.

Sim, abraços coloridos
de serpentinas envoltos,
nos salões bem construídos
com confetes bons e soltos…

Olympio Coutinho

No Carnaval, meus amores,
eu busco outros carinhos:
o remelexo das flores,
o canto dos passarinhos.

Carlos Augusto Souto de Alencar

Carnaval, festa bonita,
mas não custa sugerir:
não abuse da “birita”
se você vai dirigir.

José Fabiano

Em nossa vida normal,
não há muita hipocrisia?
É durante o carnaval
que se tira a fantasia…

Laérson Quaresma

Dos folclores da Nação,
este aqui não tem rival,
causando espanto, emoção:
“festança do Carnaval!”
===============

Amilton Maciel Monteiro
MINHA FANTASIA

Eu brinco o Carnaval só com você,
Vestida de cigana ou colombina;
Seu eu for com outro alguém, não sei por que,
O meu entusiasmo desafina!

A minha fantasia “démodé”,
De traje de capiau e até botina,
Espero não causar nenhum auê
Em meio dessa gente tão grã-fina!

Não consegui comprar meu abadá,
O uniforme caro dos baianos,
Se eu não for de caipira então não dá…

Com essa vestimenta já faz anos
Que eu brinco em quase todo Carnaval.
Tomara que você não leve a mal!
===================

Armonia Gimenes de Salvo Domingues
“QUANTO RISO, OH, QUANTA ALEGRIA”

Carnaval no interior. Quanta saudade!
Ainda menininha ganhava meu lança-perfume.
Só os amigos seriam batizados por ele,
Para os demais um lança água de cheiro
Desempenhava a função e era
Inofensivo para o bolso dos pais.

Hoje o instinto maléfico se soltou e desandou
A receita da inocência carnavalesca.
Agora lança-perfume adulterado
Faz ver o sol nascer quadrado.
Os palhaços pintavam o rosto e seu lado lúdico fazia rir.
Hoje são lobos travestidos de palhaços para tumultuar.

O tempo era mais honesto e paciente até com o pierrô
Entre “riso e alegria” ele relembra à sua colombina
“Foi bom te ver outra vez, está fazendo um ano,
Foi no carnaval que passou, eu sou aquele pierrô
Que te abraçou e te beijou, meu amor…
Vou beijar- te agora, não me leve a mal, pois é carnaval”.

A delicadeza entre seres tão diferenciados
Só faz aumentar o respeito mútuo, o que se via
Até nos dias de Rei Momo de outrora,
Hoje os carnavais se prostituíram em bacanais.
Se fosse só saudosismo seria uma dor só do poeta,
Pena é que se tornou fatalidade.
======================

Nilton Manoel

O coroa num salão
faz o carnaval da vida;
e o jovem com emoção
quer a farra da avenida..

Meio-dia…quarta feira,
com os meus passos ranzinzas,
no trabalho, que canseira…
estou coberto de cinzas…
================

Paulo Walbach Prestes

Meu cordão da poesia
vai unido com o seu,
pelas trilhas da magia…
e no sonho de Orfeu.

Que saudade dos confetes,
serpentinas e pierrôs,
colombinas, marionetes,
das vovós e dos vovôs.

Fonte:
Heloisa Crespo

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Carnaval em Versos (Organização de Heloísa Crespo) Parte II

Organização: Heloisa Crespo
Campos dos Goytacazes/RJ.
heloisacrespo@gmail.com
—–

Neoly Vargas

Nos carnavais do passado,
dos arlequins, dos palhaços,
fui pierrô apaixonado,
que terminava em teus braços.

Nos carnavais de Veneza,
pelos salões encerados,
na festa dos mascarados.
dançam criado e duquesa
Marina Valente

=========================
Hermoclydes S. Franco

“Não sou aquele Pierrot
nem você é a colombina…
Carnaval de camelô
é beijar a “concubina”!…

As cinzas da quarta-feira
são prantos de Carnaval…
Quanta menina faceira
trocou o “bem” pelo “mal”…
===============================
Anna Servelhere

De Pierrot ou Colombina,
no salão ou junto ao povo,
com confete e serpentina
ou me acabo ou saio novo!

Arlequim e a Colombina
desfilando na Marquês
enrolada em serpentina,
far-te-á chorar de vez.

Nesses dias de folia
sem plumas ou paetês
sem ao menos fantasia
sei que vou ganhar você.

Carnaval, mais que folia,
nem precisa do exagero
é o extravazo de alegria
de quem sonha o ano inteiro.
=======================

Sérgio Luís da Silva Vargas
É CARNAVAL

Hoje eu vou sair
Beber até cair
Me misturar na multidão
A noite está linda
E a lua convida
Meu bem abra seu coração.

Esqueça as mágoas
Enxugue estas lágrimas
E caia na folia.
Menina esta festa
Está boa à beça
Dê um viva à alegria

Se por acaso
Me encontrares na sarjeta
Não faça careta
Nem brigues, por favor,
Te deite comigo
E à luz das estrelas
Vamos fazer amor.
==========================

Vânia Maria Souza Ennes

Desfilou lá na Avenida
Marquês de Sapucaí,
bebeu tanto, sem medida,
que acordou na UTI !!!

Carnaval e o “bicho pega”!
Batuque e samba no pé,
e a galera não se entrega,
sapateia e dá olé…!!!

Brasil, samba e carnaval
e os foliões tomam conta,
da festa descomunal,
quando a “escola”, enfim, desponta!!!
================================

Leda Montanari

Já cantando e requebrando
as cabrochas lá estão,
enquanto os homens babando
ficam cheios de tesão

Abram a roda, moçada
que a morena quer sambar;
os pés pisando a calçada,
olha a galera a vibrar!
===================

Francisco Neves Macedo
CARNAVAL DE ILUSÕES

Carnaval, explosão maior de uma alegria,
fantasia, pierrô no olhar da colombina,
“carne vale” e se vale, então a adrenalina,
tem a força total da carta de alforria.

O pandeiro dá o tom e o ritmo da harmonia,
parceria se faz com samba e dançarina,
uma porta-bandeira de alma feminina
a bailar sobre o asfalto, na coreografia.

O reinado de momo que nos fez sonhar,
sermos príncipes, reis para a escola ganhar,
bateria, no enredo e grande evolução.

Quarta-feira de cinzas, não tarda a chegar
na avenida deserta como a flutuar,
despertamos de um sonho: Foi tudo ilusão!
===================================

Larissa Loretti
POEMA DE CARNAVAL

Parodiando Raul Seixas,
eu sou-
aqui escrevendo um poema
dentro das minhas emoções
abismo e céu.
O verão lá fora
oh! Verão lá fora
nas utopias
o sol ardendo,
um escarcéu
nas alegrias
do carnaval.
Eu sou
marionete
que se perdeu
pelas esquinas
da Beijaflor
detrás da máscara
do edital
do dissabor,
eu sou
==========================

Dalinha Catunda
MULATA NO SAMBA


Não sou celebridade,
Nasci em comunidade,
O samba é minha paixão.
Com o samba tenho trato
Eu danço de salto alto
Ou mesmo de pé no chão.

Sou cabrocha faceira,
Passista de primeira
Acompanho a evolução,
E seguindo a bateria,
Mostro minha alegria
Sambando com emoção.

Não sou estranha no ninho
O samba é meu caminho
Tá no sangue, tá na raça.
Sou do Rio de Janeiro
No batuque do pandeiro
Sei mostrar a minha graça.

Pois foi descendo ladeira
E remexendo as cadeiras
Que aprendi a sambar.
Aprendi naturalmente
O jeito malemoente
De sambar e encantar.

Fontes:
Heloísa Crespo

Imagem = Neli Neto

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Carnaval em Versos (organização de Heloisa Crespo) Parte I

Carnaval em Versos
Organização e Programação Visual: Heloisa Crespo
Campos dos Goytacazes/RJ.
heloisacrespo@gmail.com

Poetas participantes:

Ademar Macedo – Agostinho Rodrigues – Alberto Paco – Anna Servelhere – Armonia Gimenes de Salvo Domingues – Carlos Augusto Souto de Alencar – Carolina Ramos – Célia Lamounier de Araújo – Cidinha Frigeri – Dalinha Catunda – Francisco Neves Macedo – Gislaine Canales – Heloisa Crespo – Hermoclydes S. Franco – José Fabiano – José Lucas de Barros – José Moreira Monteiro – Laérson Quaresma – Larissa Loretti – Leda Montanari – Lóla Prata – Maria Virgínia Claudino – Marina Valente – Marisa Vieira Olivaes – Neoly Vargas – Nilton Manoel – Olympio Coutinho – Paulo Walbach Prestes Pessoa – Sérgio Luís da Silva Vargas – Sinclair Pozza Casemiro – Sonia Ditzel Martelo – Sonia Vasconcelos – Vânia Maria Souza Ennes

Marisa Vieira Olivaes
CARNAVAL

Outra vez, é Carnaval…
E eu, em minha fantasia,
volto à infância, angelical,
onde tudo era alegria!…

Doces bailes infantis…
serpentinas e confete…
Meus pais… eu era feliz…
mas nada mais se repete…

As “marchinhas”, a magia,
blocos de rua, “cordões”…
numa inocente folia
que embalava os corações…
––––––––––––––––––––––-

Alberto Paco
FRUTO DO CARNAVAL

A bela Maria;
Loira, olhos verdes, esguia,
tem em seus braços uma linda criança,
negra.
Fruto do carnaval passado.
Do terraço da mansão, em São Conrado,
Maria
vê o povo passar apressado,
a caminho da folia.
Sente saudade!
Um ano atrás, exuberante de alegria,
no meio do salão,
viu um belo rapaz, alto, forte,
negro como carvão.
Dançou com ele a noite inteira.
Beberam, fumaram.
Ao romper do dia se esgueiraram.
Na areia úmida se deitaram,
se abraçaram, esquecidos das diferenças sociais.
Não pensaram em gravidez
nem AIDS.
Transaram sem camisinha,
livres como os animais.
Cansados, adormeceram.
Ao acordar,
Maria estava sozinha!
___________________

Ademar Macedo
CARNAVAL

Nos Carnavais sempre eu sofro
do princípio até o fim,
pois sou aquele palhaço
travestido de arlequim,
e envolto na multidão
sinto um mundo de ilusão
sambando dentro de mim…
__________________

Gislaine Canales
CARNAVAL FANTASIA

Glosando Elisabeth Souza Cruz
MOTE:
Meu carnaval mais risonho,
foi aquele em que eu vesti
as fantasias de um sonho
que até hoje eu não vivi…

GLOSA:
Meu carnaval mais risonho,
cheio de felicidade,
eu lembro hoje entressonho,
numa forma de saudade.

Foi um tempo de alegria,
foi aquele em que eu vesti
a minha alma de poesia…
Disso, nunca me esqueci!

A todos, hoje eu proponho
viver muitas fantasias…
as fantasias de um sonho
não deixam as mãos vazias…

Quisera realizar
tudo aquilo que senti
e a grande emoção de amar
que até hoje eu não vivi…
_________________________

Agostinho Rodrigues
Se folia tem riqueza
provinda do carnaval,
folclore que pesa.

Lóla Prata
Sambando ao som do “Abre-alas”,
pisou agruras da vida
na pretensão de apagá-las
e não se dar por vencida.

José Moreira Monteiro
Sem máscara e fantasia
cuca cheia, já doidão,
lá se vai o Zé Maria
no bloco do garrafão…

Sinclair Pozza Casemiro
O espetáculo da massa
ou retiro do fiel:
importa é que o céu abraça
os corações em cordel…

Sonia Ditzel Martelo
E chegou o Carnaval,
vamos brindar a magia
de uma festa sem igual
em acordes de alegria ! …
____________________

Célia Lamounier de Araújo
MALANDRAGEM

No burburinho de um carnaval
Metamorfose afinal
Rosto jovem fica velho
Velho rosto fica jovem.
Sentimentos malandragem
Trazem ao dia coragem
Perna jovem fica firme
Velha perna fica forte.
Mal expira tal momento
Resta só o juramento
Alma jovem mais madura
Velha alma sorridente.
Haja carnaval!…
_________________

Carolina Ramos
O CARNAVAL COMEÇA…

Rompem-se os diques da alma. Nas retinas,
confundem-se as visões do Bem e o Mal.
Momo sacode os guizos! Nas esquinas,
e nos salões, estronda a bacanal!

No entanto, há mais Pierrôs e Colombinas,
Palhaços e Arlequins, na vida real,
que os que atiram confetes, serpentinas,
alegria a fingir no Carnaval!

Cinzas! Máscaras rolam. Mas, só a morte,
a derradeira máscara é quem tira.
Momo sorri – talvez da própria sorte…

O amargor, numa dúvida, se expressa:
– O Carnaval findou?! – Mordaz mentira!
– A vida marcha… e o Carnaval começa!…

Fonte:
Heloisa Crespo

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