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Roberto Pinheiro Acruche (Caderno de Trovas)

A alvorada, em seus traços,
me trouxe nova esperança
de ter de novo em meus braços
quem não me sai da lembrança.

Amor! Eu estou morrendo
de saudades de você.
Amor, eu só estou vivendo,
de amor por quem não me vê.

Ao abrir minha janela,
inundada de luar,
mais forte a lembrança dela
fez a saudade apertar.

Ao passar a mocidade,
aquecida, tal verão,
o sol da maturidade
me deu nova direção!

Arteiro, ágil e risonho…
Era assim, na mocidade!
Hoje cansado e tristonho,
só leva o peso da idade.

A tristeza em minha casa
está num quarto vazio:
de dia a saudade abrasa,
à noite mata de frio.

Chorei de tanto sorrir!
Sorri ao chegar o fim,
de pensar não existir
amores falsos por mim!

Enquanto estas a sorrir…
Evitas o que aborrece.
Tristeza pode existir,
mas delas, você esquece!

Era jovial e prosa,
Bom contador de vantagens.
A vida lhe foi calosa…
Está no fim da viagem!…

Esta vida é complicada,
imagine, meu consorte,
pois se a vida é temporada,
que será, então, a morte??

Eu bebi para esquecer
esqueci porque bebi,
agora quero saber,
o que será que esquecí?

Eu nunca vivi uma guerra!
Jamais vivi uma tragédia!
Se a dor no meu peito encerra…
Será que a vida é comédia?

Jurou-me que voltaria…
Eu juro, muito esperei!
Outra vez você mentiu…
Outra vez acreditei.

Mágico é teu esplendor,
outono da minha vida.
Beijo a sorte, vivo o amor…
Ironizando a partida.

Meu coração bate forte
ao chegar sua mensagem
que bom se tivesse a sorte…
Vê-la chegar da viagem.

Minha saudade e alegria
no Natal é recordar
do amor que meu pai trazia
quando vinha me abraçar!

Ministros e Presidente
tentam dar explicação,
mas o povo, infelizmente,
é quem paga o apagão!…

Nada ainda terminou!
Então siga a caminhada…
Se o mundo não acabou,
A vida não está parada!

Na madrugada, tristonho,
Sem sono o jovem medita
A vida é um grande sonho,
Feliz quem nele acredita.

Na semeadura errada
Você cultivou espinho,
mas hoje, em triste jornada,
anda descalço e sozinho.

Nas rimas quanta saudade,
De tão triste até chorei,
és uma grande verdade…
Tão pouca vida te dei.

Natal… dia de alegria…
de festa…sentimental!
Ah!… tão bom se todo dia
fosse dia de Natal!…

Natal! É festa de luz!
Vou comemorar com amor,
agradecendo a Jesus
o meu mestre e salvador!

Nesta vida o tempo passa
o meu consolo é você!
Mas sou poeta sem graça,
quando passas e não me vê!

Nunca foi obra de arte,
mulher de cintura fina,
digo isso em qualquer parte,
ela é uma obra divina!

O que eu não quero é morrer
quero ser doce lembrança
sempre que eu merecer
Te encontrar feito criança

O sonho do trovador
é fazer trova perfeita;
não consegui ser o autor,
mas consegui vê-la feita!

O tamanho do meu sonho
não se mede em comprimento
mas nos versos que componho
na medida do lamento…

Por capricho do destino
te encontrei tarde demais
Sou badalo, você o sino
sou a moça, tu és o rapaz.

Por momento passageiro
fostes trocar os teus sonhos.
Vive agora o tempo inteiro
dias vazios, tristonhos…

Posso reclamar de tudo…
Direito que me convém!
Mais fico todo “sisudo”
quando reclamas também.

Quando chove reclamamos
e se não chove também.
Se a chuva traz certos danos,
outros têm quando não vem.

Quando te amei de verdade,
jamais eu pensei, “por certo”,
Que tu serias saudade
e o meu coração, “deserto”!

Que nós somos filhos Teus,
muitos dizem, e acredito…
Boníssimo pai, meu Deus…
Teu amor é tão bonito!

Quero um natal diferente
Com muita paz e união
Que as bênçãos do onipotente
Alcance toda a Nação.

Sabiá da minha terra,
Por que vem cantar aqui?
Não sabe seu canto encerra
Saudades de onde vivi?…

Se eu pudesse voltar à infância
Nem que fosse por um dia
Abraçaria a inocência
e nunca mais a soltaria.

Se eu tivesse te encontrado
antes, meu imenso amor;
teus olhos que estão molhados
não chorariam de dor.

Se o hoje é cheio de dor
não pense que a vida é vã…
enquanto existir amor,
sustente a fé no amanhã!!!

Somente o amor verdadeiro
é por Deus abençoado;
e por não ser passageiro
é tão sublime e sagrado!

Sopra a brisa, sopra a vida,
passa o tempo, o tempo passa…
Andei por uma avenida
sem luz, sem amor, sem graça!

Sou um rio nesta vida
e você meu belo mar;
tento lhe adoçar querida,
você só faz me salgar!…

Trabalho que nem “saúva”,
para ganhar o meu pão
pois, lá do céu, só cai chuva
e, às vezes, um avião…

Trabalhou por longo tempo
nos muitos anos vividos…
e traz agora o lamento
nos seus ombros doloridos.

Tua voz é melodia,
com bemóis e sustenidos,
a mais perfeita harmonia
a encantar meus sentidos.

Uns me chamam de poeta…
Já outros, de Trovador!
Eu só sei que a minha meta,
é escrever com muito amor.

TROVAS A DUAS MÃOS

Quero o sorriso mais belo
Quero o olhar mais bonito… (Roberto Acruche)
com eles, formar um elo
entre a terra e o infinito… (MariluX)

Queria que neste dia
reinasse a felicidade (Roberto Acruche)
trazendo muita alegria
aos homens de boa vontade (Claret)

Vinha andando pela rua…
Foi aí que te encontrei (Roberto Acruche)
Relembrei as noites de lua
Que do seu lado eu passei (Beth)

Mas a vida continua
e de ti eu esqueci. (Sonho Azul)
-Ah! Quantas saudades tua…
E quanto tempo eu perdi!… (Roberto Acruche)

Fonte:
http://robertoacruche.blogspot.com.br
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Arquivado em Estado do Rio de Janeiro, São Francisco de Itabapoana, Trovas

Roberto Pinheiro Acruche (Poesias Avulsas)

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EXALTAÇÃO A SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA

São Francisco de Itabapoana
Como eu gosto de você.
Sua beleza encantadora
Há de sempre resplandecer.

Suas praias, sua grandeza,
Seus campos e floração colorida,
Obra prima da natureza
Eu me orgulho de ter nascido aqui.

Salve seu povo hospitaleiro,
Bom, amigo e trabalhador;
Salve terra abençoada
De São Francisco nosso senhor…

Abraçada pelos rios,
Beijada pelo mar,
Ornada com lagoas
Você é linda, sempre vou lhe amar.

São Francisco de Itabapoana
Onde o sol brilha mais o ano inteiro,
Estrela de grandeza reluzente
Do Estado do Rio de Janeiro.

O MANGUE

Beleza que surpreende o imaginário,
Frondosas árvores, a tudo sombreando,
Folhas que caem, seguindo o seu fadário
Bandos de pássaros, aninhando e gorjeando.

Sobre um tapete macio, escurecido,
Aonde o sol chega brando e sereno,
Caminham os crustáceos, em merecido
Passeio, pelo ensoberbecido terreno.
A natureza criadora e esplendorosa,
Surpreendentemente primorosa
Improvisa a pluralização da existência.
Translada para o mangue o berço
Proporcionando a vida todo apreço

ENCANTO

Esta poesia que fiz somente para ti
leva em cada palavra um beijo carinhoso,
em cada verso o amor que sinto e é todo teu.

Busco nas estrelas e não encontro o brilho
que vejo em teus olhos.
Olho o luar e não vejo a beleza que tem a tua face.
Não tem o sol o mesmo calor que sinto em teus braços
e nem a brisa a suavidade de tua pele.

Quisera colocar em cada letra o perfume das rosas
para que pudesses sentir o aroma que exala
do jardim que plantei no coração.

INCOMPARÁVEIS DIAS

Imperturbáveis foram os dias
De paixão e amor desmedido
Que rasgamos nossa fantasias
Num encontro de ternura vivido.

A imensidão daqueles momentos
De aspiração e sonhos realizados
Avivam nos meus pensamentos;
São a todos os instantes lembrados.

Ocasião incomparável, agora saudade!
Dos delírios arrebatadores
Convivido com tanta intensidade

A imagem da mulher atraente
Dos aconchegos, fascinante, envolvente…
Verdadeiro encontro com a felicidade!…

HOJE EU ACORDEI COM SAUDADES DE VOCÊ

Meu coração bate forte
Quando chega sua mensagem
Que bom se tivesse a sorte…
Vê-la chegar da viagem.

Quando te amei de verdade,
jamais eu pensei, “por certo”,
Que tu serias saudade
e o meu coração, “deserto”!

MORTO DE CIÚMES

Embriaguei-me no seu perfume
afoguei-me nos seus cabelos
quase morri de ciúmes!
Acolhi os seus queixumes
atendi os seus apelos
afoguei-me nos seus cabelos
quase morri de ciúmes!
Realizei as suas fantasias,
a enchi de alegria
assim, foram tantos dias.
Separados a seguir ficamos
depois que brigamos
por um caso qualquer…
Cada um de nós foi para um lado;
mesmo apaixonado
não queria procurá-la.
Certo dia, nós nos reencontramos,
fomos logo abraçando-nos
entregando-nos a paixão…
Depois de tempos perdidos
ouvindo os seus gemidos,
embriagando-me no seu perfume
afogando-me nos seus cabelos
após dias sem vê-los…
Estava MORTO de CIÚMES.

OBRA DIVINA

Veja Amor, como é linda esta paisagem!
A luz dourada do sol sobre a mata,
a água cristalina da cascata…
Indescritível, tal uma miragem.

Olhe aquelas árvores, que beleza!…
Esta vastidão plena, tão florida,
exuberantemente colorida,
climatizada pela natureza.

Cenário encantador, impressionante!
Harmoniosamente perfumante,
modulado com a magia do amor…

Minutenciosamente preciso,
somente quem criou o paraíso
adviria… ser seu escultor!

A FORÇA DA FÉ

Por que tudo que sonho
está tão distante
e não posso alcançar?

Por que minhas vitórias
são tão sofridas, lutadas,
somente alcançadas
no limite da tolerância?

Por que tantos obstáculos
no meu caminho, desilusão,
tanta ingratidão sofrida?

Será uma provocação a minha fé?…
Persista, ela não tem limite,
é forte, acredite,
é meu rumo, é minha vida.

UM AMIGO

Um amigo de verdade, é aquele:
Companheiro de todos os momentos
Que podemos contar com ele
Mesmo sem provimentos.

Um amigo de verdade, é aquele:
Que nos promove esperança
Que podemos contar com ele
Que conosco quer fazer aliança.

Um amigo de verdade, é aquele:
Que não desaparece
Quando algo ruim nos acontece…

É aquele que nos conduz
Que ouve as nossas preces
Que podemos contar com ele… JESUS!

RITA

Você era tão bonita…
De uma beleza sem igual.
Eu, como tal,
encantado com a sua silhueta
retratava na memória
você vestida de azul…

De um azul que cintilava
como o céu na sua mais fascinante imagem.
Lembro-me ainda de quanta bobagem
o tempo que desperdicei
por não ter coragem
de revelar pra você a minha fascinação.
Não mereço perdão!

Devia castigar-me
por ter sido tão covarde.
Talvez fosse a idade
Talvez a timidez.
Só sei que a perdi de vez.
 

Perdi você Rita, que era tão bonita,
pra alguém que sequer merecia o seu olhar.
E você olhou
apaixonou-se
entregou-se
E se acabou na desventura
acreditando naquela criatura
que não soube amá-la
não soube respeitá-la
acabando por entregá-la
ao desgraçado mundo da ilusão.

Dói-me o coração
de vê-la descuidada
desiludida, acabada, desfigurada,
como não existisse mais nada…

Ou razão pra viver.
Ah! Rita, você era tão bonita…

FANTASIA          

Num aviãozinho, de papel, de cor azul, viajei pelo universo…
Naveguei nas nuvens
Passei pelas estrelas
Visitei a lua cheia
Pairei por distantes planetas
Avistei inúmeros cometas.
Quando cruzei o arco-íris…
Acordei do mundo da fantasia.

TEU SORRISO

Não há como esquecer o teu sorriso,
que vai comigo por onde eu andar!
É a imagem viva do paraíso,
estabelecida no meu olhar.

Teus lábios mexem com o meu juízo,
deslumbram-me, levando-me a sonhar…
Tu és a confidência que eu preciso,
a minha poesia, o meu cantar.

Teus gestos de suave singeleza,
teu corpo de exuberante beleza,
incendeiam de vez a minha chama.

Mas o encanto que teu sorriso reflete,
desaba como chuva de confete
neste coração, que tanto te ama.

SEMPRE AS FLORES

Uma borboleta
voava lentamente
e pairava suavemente
sobre as flores…
Um beija-flor
voava rapidamente
retendo-se repentinamente
para beijar as flores…
Uma garoa
que brandamente caia
em plena noite fria
vinha abluir as flores…
Uma abelha
trabalhava indefinidamente
sugava insistentemente
o néctar das flores…
Um jardineiro
jardinava diariamente
com aspecto plangente
diferentes espécies de flores…
Um romântico
caminhava apressadamente
levava todo contente
um buquet de flores…
Por que será
que inadvertidamente
tantos reverentemente
dirigem-se as flores?

UMA ROSA SEM ESPINHOS

Quando a música parou, ela veio,
Trazendo na mão um copo de vinho,
Eu que a olhava sem qualquer receio…
Avistava uma rosa sem espinho.

Os seus ombros, o seu corpo, seus meneios…
E improvidente, devagarzinho,
Tocava-lhe, de mansinho os seus seios,
Beijando-a com emoção e carinho.

Sequioso sugava sua boca
Ávido do mel, da essência dela,
Correspondia-me deveras, louca!

E deixando seu colo desnudado
Que a tornava mais sedutora e bela
E eu completamente apaixonado.

FLOR

Encontrei um jardim tão florido, tão bonito,
que me senti extasiado, perdido, encantado
diante de tanta realeza.
Cheguei a duvidar da certeza e pensar que estava vivendo um sonho!
Era uma realidade esplendorosa!
Um mundo de rosas, violetas, dálias, orquídeas…
Impossível contemplar apenas sem que tocasse cada flor,
sentisse seu aroma e afogasse na sua fragrância.
Senti-me poeta por estar como tal,
tomado pela sensibilidade e entender porque falam das flores;
e até comparam a sua formosura com a beleza do amor.
A flor sem dúvida é a culminância da arte, a obra prima divina, a perfeição!
Impossível evitar a emoção…
Inevitável sair da razão e não se aprofundar no mundo da fantasia!
Transportei-me então, a esse paraíso encantado,
e enamorado declarei minha fascinação a cada uma…
– Flor amarela, como é bela…
– Rosas, como são formosas…
– Flor vermelha, as outras em ti espelhas!
– As matizadas como são amadas…
– Flores azuis, tua beleza reluz!
– Flor negra, quanta nobreza!
– Flor branca que tanto me encanta…
– Flor lilás… Ah!… Flor lilás…
Quanta saudade me traz!

QUANDO MORRE UM POETA

“Quando morre um Poeta
Uma luz se apaga
Uma rima deixa de ser feita
Um trovador se cala.
– O belo é menos escrito
Do jeito mais bonito
de externar a inspiração.”

MEU ESPELHO

Meu espelho, revelador!…
Arca de memórias,
juiz implacável do presente,
profeta mudo do futuro,
confessionário e principal consultor.
Sorrindo diante de ti
relembro os meus dias de infância
gesticulando e fazendo caretas…
Na vaidade da adolescência e juventude
extraindo acnes, penteando os cabelos,
raspando os primeiros fios de barba
experimentando roupas…
Quanto desvelo, com a aparência!
Tudo sem perceber as transformações naturais
provocadas pela maturidade,
fator imposto pela idade,
pelo tempo, senhor de cada momento,
fosse ele, alegre, feliz, triste ou sofrido.
Agora, diante de ti,
mesmo estando a sorri
estou subordinado às mutações…
Uma ruga que antes não existia,
hoje, habita e marca a minha fisionomia…
Os cabelos longos, fortes, cheios,
que exigiam tantos cuidados,
apenas uns poucos, ainda existem,
presentemente esbranquiçados
e jogados um tanto para os lados.
No entanto, o que mais me revela e me assusta,
não é a modificação, irreversível, progressiva e bruta,
não são os momentos felizes ou tristes do passado;
nem o que fiz, de certo ou errado;
não são os tempos perdidos, desiludidos…
Não são os ideais que não puderam ser alcançados;
ainda que me deixem entristecido.
Muito menos, por tanto haver me empenhado
e me obrigado a compromissos…
Nada disso!
Mesmo que tenham me abalado, também não são,
as paixões e os amores fracassados…
Não é o futuro das minhas obras e conquistas;
não é a aparência de um homem cansado
desestabilizado, desalinhado,
vivido, sofrido,
nem sempre barbeado…
Definhando!…
Mas o que verdadeiramente me revela e me assusta
é o presente!… Esse presente
sem prorrogação, motivação,
sem meios de recuperação;
para a efetivação de tantos sonhos
que ainda vivo sonhando.

CAMINHOS

Caminhos… Caminhos!
Cada um com a sua história,
Cada um com um destino!…
Caminhos que levam e trazem,
caminhos cruzados, esquecidos, abandonados,
caminhos que se encontram, caminhos que se perdem!…

Caminhos do medo, da incerteza e da revolta,
caminhos dos enganos e dos desenganos,
onde durante anos aguardei a sua volta!…

Caminho da insensatez, da vaidade;
pelo qual você foi,
deixando de vez
um peito angustiado,
sofrendo de saudade.

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Arquivado em Poemas, São Francisco de Itabapoana

Trova em Imagem n. 264 – Roberto Pinheiro Acruche (RJ)

1 comentário

5 de dezembro de 2013 · 22:10

Trova 258 – Roberto Pinheiro Acruche (São Francisco de Itabapoana/RJ)

1 comentário

1 de abril de 2013 · 20:22

Acruche Collection – Trova 10

Imagem com trova obtida no Facebook do Trovadot

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Arquivado em São Francisco de Itabapoana, Trova, Trovas

Acruche Collection – Trova 9

Imagem e trova obtidas no facebook do trovador.

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Acruche Collection – Trova 8

Fonte:
Imagem com a trova obtida no Facebook do Trovador

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